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Notícias
Transcrição
00:00Olá, você, bem-vindo ao Cruzóia Entrevistas, eu sou Gui Mendes, repórter da revista,
00:12e hoje a gente está aqui com o deputado Kim Kataguiri, do União Brasil de São Paulo,
00:16para falar um pouco sobre os 10 anos das manifestações de junho de 2013.
00:21Para quem não lembra, o hoje deputado Kim Kataguiri surgiu como uma das lideranças do
00:25Movimento Brasil Livre, em manifestações tanto em São Paulo quanto em Brasília,
00:30como em diversas outras cidades do país, naqueles momentos históricos do país,
00:36que duraram entre 2013 até a queda da presidente Dilma Rousseff em 2016.
00:42Olá, deputado, bem-vindo ao Cruzóia Entrevista.
00:45Obrigado, prazer estar aqui.
00:48Deputado, eu queria começar com uma pergunta, existe um livro chamado
00:53do 1968, o ano que não terminou, do Zunia Ventura, onde ele fala bastante sobre
00:59os impactos culturais que houve daquelas manifestações de 50 e 5 anos atrás.
01:08A primeira pergunta que eu tenho pra você é, na sua visão, 2013 acabou,
01:13ou ele é um ano que ainda não terminou?
01:16Eu acho que é um ano que terminou, mas que deixou o seu impacto, né?
01:19Primeiro, ficou muito claro, pelo menos pra minha geração, de que a partir daquele momento
01:25as ruas não eram mais monopólio de nenhum movimento político, de nenhum partido, de
01:30nenhum sindicato, mas que pessoas comuns poderiam sair às ruas pra demonstração e satisfação
01:35e pra fazer também reivindicações políticas, né?
01:38Ou seja, pessoas comuns poderiam fazer a diferença na política, inclusive, concretamente, se organizando
01:44pelas redes sociais, mas indo presencialmente em manifestações, e tudo isso levou a diversos
01:51desenrolares aí que passaram por várias curvas até a gente chegar, né?
01:56Neste ano de 2023, mas que de maneira geral, né?
02:00Teve como semente ali a demonstração em 2013 de que qualquer um poderia ir às ruas,
02:07reivindicar suas pautas e fazer a diferença na política.
02:10Excelente.
02:12Deputado, eu queria entender uma questão.
02:14Quando nascem as manifestações de 2013, o MBL ainda não existia, correto?
02:20Isso, não existia.
02:21Ele passou a existir no dia 1º de novembro de 2014.
02:24Certo.
02:25As manifestações de 2013 que levaram à criação, eu queria que o senhor falasse um pouco
02:30sobre a gestação desse movimento, do qual você foi um dos líderes, uma das principais
02:38vozes dele, eu queria que você falasse um pouco sobre como foi essa gestação e principalmente
02:42ela parece ser diretamente ligada a junho de 2013.
02:47A ideia do Movimento Brasil Livre era, e ainda é, difundir valores liberais, ter uma agenda
02:54política positiva.
02:56Agora, a época de 2014, nós fomos pegos de surpresa por um ato de vandalismo contra o
03:03Grupo Abril, devido à capa da revista Veja que mostrava a delação do Youssef, dizendo
03:08que tanto Lula como Dilma sabiam do escândalo do Petrolão e do Mensalão.
03:13Foi a partir daí que, para além de um movimento político que buscava difundir os seus ideais,
03:18a gente também se transformou num movimento de rua, chamando manifestação para o dia 1º
03:22de novembro de 2014, em defesa da liberdade de imprensa e em defesa da Operação Lava
03:26Jato, que estava começando a surgir.
03:29Então, há essa relação de pessoas comuns indo às ruas, como em 2013, de não ser
03:35nenhum sindicato, de não ser nenhum partido político, de não ser nenhum movimento muito
03:39organizado, mas uma diferença fundamental de ter valores, de ter princípios, de ter
03:45lideranças, de ter pautas claras, que eu acho que é o que faltou para 2013, ter o impacto
03:50que as pessoas que foram gostariam que tivesse.
03:53Eu queria que você explicasse um pouco, então, aprofundasse no que você acha que
03:59faltou para 2013, você falou que não houve esse impacto, mas eu queria que você
04:04aprofundasse, se possível.
04:05Faltou uma pauta clara, tinha muita gente reclamando em relação aos gastos da Copa
04:11em detrimento de saúde, de educação, de segurança pública, gente se manifestando
04:18contra a corrupção, mas não havia lideranças claras, não havia uma pauta clara, porque
04:25para a classe política responder a uma manifestação de rua, é preciso que haja uma saída política,
04:32aprovação de um projeto de lei, a derrubada de um presidente da República, enfim, algo
04:37que o Congresso Nacional possa resolver, possa dar como resposta, né?
04:43E uma das únicas respostas que o Congresso Nacional deu em relação às manifestações
04:50foi negar a PEC 37, que limitava poderes de investigação do Ministério Público, aprovar
04:55a lei de organizações criminosas e que incluiu também a lei de delação premiada, né?
05:02Acho que essas foram as respostas do Congresso Nacional, mas as reivindicações eram muito
05:06maiores, eram muito em relação também à prestação de serviços públicos, como
05:10eu já coloquei, saúde, segurança, educação, e nisso não havia um projeto claro, nisso não
05:17havia uma pauta clara, do que aquelas pessoas queriam do Congresso Nacional em relação a cada
05:23um desses serviços, o que acabou fazendo com que essas demandas não fossem atendidas, né?
05:28Entendi. Quando ocorrem as manifestações de junho de 2013, você, pessoa aqui em Cataguiri,
05:36você foi às manifestações, como é que foi a sua relação com elas? Porque você ganha
05:42a projeção depois delas, né? E eu queria entender, naquele momento específico, junho
05:46de 2013, se você chegou aí às ruas, como que foi a sua relação com elas?
05:52Não, na realidade, naquele período, eu estava começando a me interessar por política, eu
05:56estava no último ano no ensino médio, no ensino técnico, né? Cursando processamento de dados
06:00em Limeira, né? No colégio técnico da Unicamp, e não fui às ruas, né? Aliás, salvo engano,
06:08Limeira também não teve grandes movimentações, né? As grandes movimentações foram nos maiores
06:12centros urbanos, mas eu começava a me interessar sobre política e 2013 também ajudava a despertar
06:18esse interesse, e eu começava a gravar vídeos para a internet sobre política, sobre liberalismo,
06:25a organizar páginas no Facebook também, à época a gente fazia piada de que os liberais
06:30cabiam numa Kombi, né? Depois isso se expandiu muito a partir das manifestações pelo impeachment,
06:36em que as pessoas buscavam, né? Alternativas que não a esquerda representada à época pela
06:41presidente Dilma Rousseff, então a gente também buscava se apresentar como uma das alternativas
06:48de ideário, de princípios e de valores como o Movimento Brasil Livre, mas naquela época não
06:53participei das manifestações, estava começando a me interessar e começando a conhecer pela
06:57internet outras pessoas que pensavam como eu. Entendi. Quando a gente olha em retrospecto para tudo
07:05o que aconteceu depois de 2013, nesses dez anos, aí a gente vê que havia um partido no poder,
07:12esse partido foi retirado por pressão popular, grande parte, mas ele voltou agora esse ano.
07:19Os ícones da luta contra o PT, que foram a Lava Jato, que foram alguns nomes da direita,
07:28eles passaram por uma fase de auge, depois eles, alguns deles chegaram a sucumbir, e eu queria que você
07:37fizesse uma análise, assim, dez anos depois, por que que algumas conjunturas voltaram ao seu estado
07:47quase natural?
07:49Olha, eu diria que muito do que aconteceu no Brasil pode se traçar um paralelo com a Operação Mãos Limpas
07:56na Itália, né? Você teve grandes operações contra a corrupção, você teve grandes agentes políticos
08:01sendo presos, você teve delação, inclusive, contra ministros de cortes superiores, só que uma
08:07diferença, que até o ministro Barroso citou à época, é que, nas mãos limpas, a classe política
08:15buscou apenas se safar e abafar, né, a operação. Agora, no Brasil, buscou-se vingança, né, com mudança
08:23de jurisprudência, com mudança de legislação, com perseguição àqueles que agiram em favor
08:30da Operação Lava Jato, seja nas ruas, seja nas instituições, no Ministério Público,
08:35no Judiciário. Então, eu acredito que a gente possa traçar esse paralelo de que, aqui no Brasil,
08:42né, os agentes investigados, denunciados e condenados por corrupção, muitos deles,
08:47até réus confessos, acabaram buscando vingança nessa volta do poder, e acho que isso fica
08:54muito claro pelas recentes afirmações do Presidente da República, pelas recentes ações
09:00do Tribunal Superior Eleitoral, do Supremo Tribunal Federal. Então, a corrupção no Brasil não
09:06só buscou ser abafada, né, os corruptos não só buscaram a impunidade, mas também a vingança
09:14contra os agentes que foram protagonistas deste momento, né.
09:18Entendi. Deputado, você faz parte do MBL ainda, que é um desses grupos originários do momento
09:29pós-2013, né, mas parte do grupo se desintegrou com o tempo, alguns nomes, como, por exemplo,
09:37Fernando Holliday, acabaram saindo do grupo, outros, por exemplo, acabaram meio que caindo,
09:43em desgraça, como foi o caso do Héctor Duval, aqui em São Paulo, e eu queria que você
09:47fizesse uma análise do grupo, assim, o grupo começa com uma proposta de liberalismo, começa
09:53com uma proposta de defesa dos ideais liberais, e acaba quase dez anos depois, quando a gente
10:02olha hoje, com deputados eleitos, com uma sólida base, mas ao mesmo tempo dentro da própria
10:09política. Eu queria entender um pouco, e, assim, com nomes que já tiveram a sua própria
10:16cota de polêmicas políticas, tal como a grande parte da classe que vocês criticavam anteriormente.
10:25Eu queria que você fizesse uma análise de como o MBL chega hoje, nesse momento.
10:29Acho que o primeiro é importante esclarecer que o MBL nunca foi antipolítica, pelo contrário,
10:34o MBL sempre foi um projeto político, diferente de outros movimentos, como Vem Pra Rua, que
10:38nunca se propuseram a ter uma agenda política, a ter propostas, a disputar eleições, pelo
10:44contrário, o MBL sempre foi um movimento político, e assumiu os desgastes em razão disso, elegeu
10:51suas lideranças, e você coloca, bom, tem algumas lideranças do MBL aí que se envolveram
10:56em polêmicas como aquela classe política que o MBL criticava. Nenhum membro do MBL jamais
11:02se envolveu em nenhum escândalo de corrupção, em nenhum tipo de política fisiológica, pelo
11:09contrário, nenhuma polêmica envolvendo o movimento Brasil Livre acabou com qualquer
11:15tipo de aceitação de denúncia ou de condenação por qualquer tipo de corrupção que seja.
11:23Então, acho que nesse sentido nós mantivemos nossa absoluta coerência em relação ao
11:28governo Bolsonaro, fiz oposição, o MBL fez oposição veemente, inclusive chamando manifestações
11:34contra o governo, que também demonstra que a gente não tem compromisso com o erro, que
11:38a gente não tem compromisso com uma direita hegemônica ou autoritária, ao mesmo tempo que
11:44nós fizemos durante o impeachment, e agora volto a fazer dessa vez institucionalmente também
11:50nas suas oposição ao PT. Então, eu acho que hoje, sinceramente, em comparação com
11:57toda a história do movimento Brasil Livre, especialmente com o ano passado, nós estamos
12:02no nosso melhor momento. Nós estamos com mais de 5 mil assinantes no que a gente chama de
12:07clube MBL, que é um clube de documentário, mini documentários, de revistas e de informações
12:14sobre bastidores de Brasília, nós temos lives o dia inteiro também com grande audiência,
12:20muito provavelmente em breve nós teremos também programas de rádio. Então, para além
12:25disso, temos o nosso projeto principal de formação de partido político começando neste ano de
12:322023, para nós disputarmos as eleições, inclusive eleição presidencial em 2026, eleger uma bancada
12:39de senadores, de deputados federais, de deputados estaduais, ter candidatos a governos estaduais.
12:45Então, nesse momento, eu vejo o MBL muito institucionalizado, muito fortalecido, sem perder suas raízes
12:51das ruas e sem perder os princípios e valores que nos levaram a fundar o movimento Brasil Livre.
12:56O MBL pretende lançar todos eles por uma legenda própria?
13:01Por legenda própria em 2026.
13:03Certo. Eu queria falar um pouco sobre as outras figuras de direita que foram ficando
13:09pelo caminho. Dá a sensação, dez anos depois, que a gente já está numa segunda geração
13:16de nomes pós-2013. Houve ali em 2016 a eleição, por exemplo, do João Dória, que é uma figura
13:25que já saiu da política. Em 2018, no ápice disso, a gente tem nomes como uma Joyce Hassel,
13:31como o Alexandre Frota, que não fazem parte, obviamente, da MBL, mas entraram junto com
13:37uma corrente ideológica de mudança do Congresso Nacional. E são nomes que hoje estão fora
13:44da política. E, principalmente, do Jair Bolsonaro, que era um grande nome de luta contra a classe
13:50política, um suposto outsider, que não consegue se reeleger, sai da vida política e hoje tem
13:59dificuldades em reorganizar a sua vida política. Eu queria entender como você enxerga a posição
14:06da direita como um todo, se falta união para lutar contra uma esquerda que, em tese, seria
14:12mais unida, que conseguiu voltar ao poder e se há uma chance de que isso ocorra nas próximas eleições.
14:20Olha, eu acho que, primeiro, o Bolsonaro significou para a direita o que a Dilma significou para a
14:27esquerda, né? Ou seja, o que... partes do que há de pior na esquerda ficaram demonstrados no governo
14:33Dilma com a pior crise da história do país, com o maior escândalo de corrupção da história do país
14:37e com, enfim, com vários defeitos que levaram muita gente a refletir e a se tornar de direita,
14:45liberal, conservador, né? Do outro lado, Jair Bolsonaro, que é um sujeito que pegou os créditos
14:51das manifestações pelo impeachment sem nunca ter organizado nenhuma delas e também sem nunca ter
14:57participado da articulação política em Brasília pelo impeachment, o que a OMBL participou de ambos,
15:03tanto a organização de rua quanto a articulação política, acabou, né, levando os espólios dessa
15:08manifestação e também levando boa parte da direita à desgraça, fazendo com que as pessoas
15:16vinculassem, né, o que é de direita com o que é Bolsonaro, né? Ele sempre com seu plano hegemônico,
15:22mais preocupado em destruir lideranças da direita, para ele ser a única liderança,
15:27exemplo de manifestações que convocamos recentemente, que ele é absolutamente contrário,
15:32simplesmente porque ele não é o protagonista, colocando em risco os seus próprios direitos
15:38políticos, colocando em risco mandatos de deputados bolsonaristas, que podem ser caçados
15:44ilegalmente, mas para isso, parece que isso não o interessa, se ele não for o protagonista do
15:50movimento político, se ele não for o protagonista do movimento institucional, então não interessa
15:56para ele estar junto de qualquer tipo de direita. E na minha avaliação também, como eu já disse
16:02em entrevista, o papel de Jair Bolsonaro é sumir. O quanto antes ele sair dos holofotes,
16:08o quanto antes ele definitivamente sair da política, parar de receber a sua mesada do
16:13Valdemar da Costa Neto, do PL, de dinheiro público, melhor para a direita brasileira
16:18se reconstruir de tudo aquilo de mal que Jair Bolsonaro causou ao país e que causou
16:23consequentemente também a imagem da direita, que ficou muito vinculada ao ex-presidente e
16:29que hoje precisa se reconstruir, né, graças aí a essa derrota que foi sofrida aí nas urnas,
16:36tanto na presidência da república, como também em eleição de várias lideranças de esquerda
16:41para o Congresso Nacional e para os congressos e para as assembleias legislativas dos estados, né.
16:49Deputado, já encaminhando para o final, eu queria entender um pouco sobre como você enxerga a sua
16:54própria atuação hoje na Câmara dos Deputados, fazendo parte de um partido que é o chamado, é chamado
17:02do Centrão ali, que é a União Brasil, e principalmente com um partido que, em tese,
17:09integra a base do governo do Lula. Você falou que faz oposição dentro do partido, mas eu queria
17:14que você explicasse um pouco, fosse mais a fundo, para poder explicar até para o nosso
17:19telespectador, como é que você faz para se blindar ou para conseguir manter uma certa independência
17:27entre o partido e a sua visão de mandato?
17:32Olha, nós temos membros do MBL em vários partidos, no PSDB, no PSD, no MDB, eu no União Brasil,
17:41e desde o início, desde da minha filiação ao Democratas, né, que é o meu partido original,
17:47a minha negociação e a negociação de outros membros do MBL foi muito clara, né, nós somos
17:51independentes dentro do partido. Se vocês querem que nós sejamos candidatos no partido
17:56de vocês, vocês têm de nos dar completa liberdade para discursar e para votar como
18:00a gente bem entender. Isso aconteceu durante o governo Bolsonaro, em que eu não só fui
18:05completamente independente, mesmo todos os outros membros do meu partido sendo base do
18:09governo, como também tive a oportunidade de presidir a Comissão de Educação e de
18:13fazer frente a todos os escândalos de corrupção do Ministério da Educação do governo
18:16de Jair Bolsonaro. Dessa vez, nós temos pelo menos mais 19 deputados que fazem oposição
18:22dentro do partido ao governo petista, outra parte de deputados que se declara independente
18:27e o União Brasil, apesar até da insistência aí de alguns setores da imprensa, nunca se
18:35disse como um partido da base do governo, pelo contrário, sempre se colocou como um partido
18:39independente. Tem deputados que querem fazer parte da base do governo, outros dizem que
18:45a União estaria na base do governo por ter indicações no Palácio do Palácio, na
18:50Esplanada dos Ministérios, mas o fato é que, na minha percepção, essas indicações são
18:54muito mais ou pessoais do presidente Lula ou por parte do União Brasil no Senado, esse
19:00sim, mais governista e menos oposicionista. Mas, independentemente dessas questões partidárias,
19:05onde quer que eu esteja, o meu partido é o Movimento Brasil Livre e serão as posições
19:10do Movimento Brasil Livre que eu vou defender onde quer que eu esteja, na posição que eu
19:15esteja.
19:16Excelente. E por última pergunta, deputado, eu acompanhei as manifestações de 2013 também
19:23e toda vez que eu penso sobre ele, eu lembro que em maio de 2013 tudo parecia normal nesse
19:30país, tudo parecia impossível de ser mudado e não menos, de repente, todas as ruas estavam
19:37tomadas de gigantescas manifestações e quando a gente vê o país tinha mudado.
19:42Na sua visão, esse tipo de barril de pólvora pode acontecer de novo no futuro? Você enxerga
19:51possibilidades que isso aconteça? Um novo 2013 no caminho?
19:56Um novo 2013 eu acho muito difícil, porque as pessoas agora têm posições políticas mais
20:02firmes, então ser tão disperso e tão amplo quanto 2013 parece difícil. Agora, grandes manifestações
20:10partindo da direita ou partindo da esquerda, acho que mais provavelmente agora da direita
20:14devido ao desgaste de um governo de esquerda, devem surgir nos próximos meses e devem sim
20:20ter uma grande quantidade de pessoas como uma avaliação mesmo que eu faço de que o governo
20:27Lula politicamente é um desastre, economicamente é um desastre e tudo isso é receita para que
20:34a gente chama em Brasília de tempestade perfeita, de se organizar grandes manifestações contra
20:40o governo devido à insatisfação com a economia, devido à insatisfação com a política, com a impunidade,
20:47devido à insatisfação com escândalos de corrupção, enfim. Eu acho que sim há margem para novas grandes
20:54manifestações, mas não ao estilo de 2013, dessa vez com uma coloração ideológica bem definida.
21:01Para você que nos acompanhou até aqui, esse foi o Cruzói Entrevistas com o deputado
21:07Kim Kataguiri do União Brasil. Muito obrigado pela presença, deputado.
21:11Eu que agradeço o convite.
21:13E nós nos encontramos na próxima semana. Até lá.
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