Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 1 ano
Assine nossa newsletter:
https://goo.gl/y5m9MS

Confira mais notícias em nosso site:
https://www.oantagonista.com

Acompanhe nossas redes sociais:
https://www.fb.com/oantagonista
https://www.twitter.com/o_antagonista
https://www.instagram.com/o_antagonista

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Então, retomando o depoimento do senhor ex-presidente, passo a palavra ao Ministério Público.
00:04Senhor ex-presidente, retomando a pergunta que o senhor não respondeu, e o senhor tem o direito de não responder se não quiser,
00:12em abril de 2015, houve uma matéria da Veja, dando notícia dessas obras em favor do senhor no Cid Atibaia.
00:20Eu pergunto, o senhor, naquela oportunidade, conversou com o Bolai sobre isso, procurou ele para pagar por essas obras?
00:25O senhor sabe quanto tempo faz que esse que vos fala não lê a Veja?
00:31Mas o senhor falou que tomou conhecimento pela imprensa, senhor ex-presidente.
00:34Não importa, mas o senhor tomou...
00:35Eu não tomei, não falei, porque não tinha o que falar.
00:38Não importa o veículo que divulgou, o senhor falou que tomou conhecimento pela imprensa.
00:41Eu lembro que a Veja falava, que a Folha falava, que o Estadão falava, que a Globo falava.
00:45Ah, o dia que prender o amigo do Lula, o empregado, aí ele vai quebrar a cara.
00:50O dia que prender o Bolai, ele vai ver o que vai acontecer.
00:53Prenderam o Bolai. E o que aconteceu? Nada.
00:55Porque o Bolai não tem nada para falar de mim.
00:57Senhor ex-presidente, o que eu pergunto ao senhor é, depois que foi vinculada essa notícia que o senhor disse,
01:02há pouco que tomou conhecimento.
01:04O senhor perguntou...
01:05Ele não disse, ele disse, fez referência à imprensa em geral.
01:09À imprensa em geral.
01:10A senhora que fez referência à Veja.
01:12E ele já disse que não lê a Veja há muito tempo.
01:16Doutor, no início do depoimento, o senhor ex-presidente falou que tomou conhecimento dos fatos pela imprensa.
01:22Em diversas oportunidades, ele disse que tomou conhecimento pela imprensa.
01:25Pela imprensa.
01:25E eu pergunto, após o senhor tomar pela imprensa o conhecimento, o senhor perguntou ao Bolai o porquê que ele fez as obras,
01:31ou quis pagar pelas obras?
01:32Eu nunca perguntei nem para o Bolai, nem para ninguém.
01:35Nem para o senhor Fernando Bittar?
01:36Eu não sou daquele cidadão que entra na casa dos outros e vai abrindo a geladeira.
01:40Senhor ex-presidente...
01:41Ora, eu respeito, o cara tem a propriedade.
01:44O cara me emprestava a propriedade.
01:45Eu vou ficar perguntando o que você fez, o que você fez, isso não faz parte do meu comportamento.
01:50O senhor perguntou isso para o senhor Fernando Bittar?
01:53Nunca perguntei.
01:54O senhor perguntou, conversou isso com...
01:55Porque também nunca me falaram.
01:56Ok.
01:57Eles é que deveriam tomar a iniciativa e me falar.
01:58Como ele não tinha obrigação de me falar, eu não tinha obrigação de perguntar.
02:02Tudo bem.
02:03Porque tem um tipo de gente xereta, né?
02:04Tem um tipo de gente chegando na queda do outro e quer perguntar quem fez aquilo, quem comprou aquilo.
02:08Sabe, eu não faço.
02:10Senhor ex-presidente...
02:10Se o dono me fala, eu ouço.
02:12Ok.
02:13Senhor ex-presidente, o seu nome estava exposto na mídia em relação a esse assunto específico.
02:16O senhor chegou a confessar isso com a sua esposa?
02:20Não.
02:21Não?
02:21Não.
02:22Não dialogou com a sua esposa sobre isso?
02:24Ok, senhor ex-presidente.
02:28Só um minuto de silêncio.
02:44Senhor ex-presidente, em depoimento prestado na ação penal do Instituto Lula, que foi aproveitado,
02:48o senhor relatou que conhecia o senhor Rogério Aurélio Pimentel.
02:52Em depoimento na ação penal do Triplex, o senhor relatou no depoimento que conhecia
02:58o senhor Rogério Aurélio Pimentel.
03:00O senhor confirma isso?
03:01É, eu só não sabia que era Rogério, eu sabia que era Aurélio.
03:04Ok.
03:04Ele trabalhou comigo desde a campanha de 89.
03:07Ele era a segurança do metrô.
03:11Houve uma dispensa muito grande no metrô.
03:13E ele e outros companheiros foram trabalhar na minha campanha de 89.
03:18Aí trabalharam, depois eu perdi as eleições.
03:20Você sabe que eu perdi três eleições, ou seja, depois ele voltou a trabalhar comigo.
03:25Quando eu fui eleito presidente, o Aurélio foi para Brasília e ele ficou trabalhando
03:30à disposição da dona Marisa, porque eu fiquei subordinado à orientação das Forças
03:36Armadas Brasileiras e era o exército.
03:39Mas o Aurélio é meu amigo há muito tempo.
03:41Ok.
03:42E nesse contexto, inclusive, de amizade, o senhor tomou conhecimento que ele acompanhou
03:47as obras e reformas efetuadas lá no Cidatibaia pelo Sr. Bonai?
03:51Ele fez o quê?
03:53Ele acompanhou as obras e reformas do Cidatibaia.
03:55Olha, eu acho que o companheiro Aurélio deve ter ido muitas vezes ao Cidatibaia porque
03:59a dona Marisa às vezes mandava ele ir ao Cidatibaia e fazer as coisas.
04:02Ok.
04:03O senhor tinha conhecimento disso, então?
04:04Que ela pedia ele para ir lá?
04:06Eu não ia.
04:08O meu pessoal não ia.
04:10Se ela ia, ia com ele ou ele ia lá fazer as coisas?
04:12Ok.
04:13E ele acompanhou essas obras e reformas do Bonai?
04:16Não sei, não sei, querido.
04:17Não sei se ele acompanhou a obra.
04:18O senhor ex-presidente, o senhor tomou conhecimento que Aldebrecht efetou as obras lá quando?
04:26Ei?
04:26Quando o senhor tomou conhecimento que Aldebrecht fez obras no Cidatibaia para o senhor?
04:30Quando a imprensa começou a falar, quando todo mundo começou a falar.
04:32Ok.
04:33Quando a imprensa começou a falar, seu ex-presidente, o senhor procurou o senhor Emílio
04:36Aldebrecht para pagar pelos valores das obras?
04:38Não, não porque, não porque, veja, eu vou repetir.
04:42A chácara não é minha.
04:45Ok.
04:45Portanto, quem tinha que falar de obra da chácara era que era dono da chácara.
04:52Ok.
04:53O que eu tinha que falar com o Emílio?
04:54Senhor ex-presidente, eu estou só te questionando.
04:56Eu sei, mas por que eu tinha que falar com o Emílio?
04:58Senhor ex-presidente, o senhor perguntou ao senhor Fernando Bittar se ele tinha pago por
05:01essas obras?
05:02Acabei de falar.
05:03Eu nunca perguntei para ninguém, porque não era da minha competência perguntar.
05:08O senhor perguntou, conversou sobre isso com a Marisa?
05:10Eu já repeti outra vez.
05:12Não estou repetindo, porque, não é, senhor presidente, só colocar uma questão, não
05:17é repetido, senhor ex-presidente, porque uma hora eu perguntei do Bunlar e agora estou
05:21perguntando do Obrecht.
05:22O assunto é outro.
05:24A minha competência de vocês é tão grande.
05:26Vocês são tão competentes, às vezes, que vocês fazem a mesma pergunta dez vezes.
05:31E eu...
05:32Senhor ex-presidente, nós não estamos aqui para querer prejudicar o senhor, nem para
05:35confundir o senhor.
05:37Eu estou aqui fazendo perguntas temporalmente relacionadas.
05:41Veja, eu nunca conversei com ninguém sobre as obras do sítio de Atibaia, porque eu queria
05:46provar que o sítio não era meu.
05:48E hoje, aqui, nessa tribuna, vocês me deram o testemunho.
05:52O sítio não é do seu Lula.
05:53Senhor ex-presidente, eu vou continuar minhas perguntas.
05:56Nem isso, nem isso, eu falei que a acusação que é imposta ao senhor nesse processo não
06:00é de propriedade do sítio.
06:01Pelo menos ninguém me fez pergunta, o senhor era dono do sítio, eu perguntei para o Ministério
06:05Público, eu pensei que eu vim aqui para dar um depoimento, porque o sítio era meu.
06:09O sítio não é meu?
06:13Senhor ex-presidente, o senhor Rogério Aéreo Pimentel, ele acompanhando as obras lá do
06:17sítio, ele tomou conhecimento, ele fez pagamentos de fornecedores nos materiais de construção
06:24de Atibaia, o senhor tem ciência disso, sabe se isso ocorreu?
06:28Não.
06:29Ok.
06:30O senhor sabe, o senhor ex-presidente, que tomou conhecimento que a Debrecht participou
06:35dessas obras, que o senhor falou, que tomou conhecimento pela imprensa.
06:38O senhor sabe qual o motivo que ela não quis aparecer como executora das obras?
06:42Não sei.
06:43Ok.
06:43Já prestaram depoimento, deve ter falado.
06:46Ok.
06:47Senhor ex-presidente, o senhor confirmou há pouco que o senhor tinha uma relação antiga
06:52com o senhor da Pinheiro, não é isso?
06:54E o senhor foi indagado sobre diversos encontros com ele na ação do Instituto Lula, sobre
07:00encontros com o Léo Pinheiro lá no Instituto.
07:02O senhor confirma os encontros com ele lá?
07:04Ok.
07:05Com o Léo e com muitos outros empresários.
07:08Ok.
07:08Se interessar para você, eu posso mandar fazer uma relação da minha agenda com todos os
07:13empresários que eu me reuni de 2011 a 2014 e entregar para o Ministério Público.
07:17Ok, senhor ex-presidente.
07:19Senhor ex-presidente, em depoimento prestado nos autos, o senhor Léo Pinheiro disse que o
07:23o senhor presidente o chamou lá no Instituto numa certa ocasião e pediu a ele a reforma
07:27de uma cozinha no sítio de Tibaia.
07:29O senhor se recorda desse episódio?
07:31Não é verdade.
07:33Não é verdade?
07:34Não é verdade.
07:34Ok.
07:35Senhor ex-presidente, em depoimento prestado na ação penal do Triplex, o senhor foi indagado
07:44se o Léo Pinheiro visitou o seu apartamento em São Bernardo do Campo e o senhor disse que
07:48sim.
07:49O senhor confirma?
07:50Eu disse que não me lembrava.
07:52Ok.
07:53Mas como ele tinha dito que tinha ido, eu não queria desmenti-lo.
07:56Ok.
07:56Eu vou ler a parte do depoimento.
08:00O senhor foi questionado.
08:01Perfeito.
08:02Alguma vez o senhor Léo Pinheiro visitou o senhor e o seu apartamento em São Bernardo
08:05do Campo?
08:06Luiz Inácio Lula Silva visitou.
08:08Aí eu pergunto, ele visitou o senhor?
08:10Não, nós temos que reler esse trecho, porque não é isso que consta.
08:14A resposta dele...
08:15Vamos reler porque é importante.
08:18Podemos ter problemas.
08:19Eu lembro que eu fui perguntado um tempo se o Léo tinha ido na minha casa discutir
08:42projeto de cozinha.
08:44Eu disse que não me lembrava, mas se o Léo tinha dito que tinha ido, eu não ia
08:49desmenti-lo.
08:50Deixa eu ver.
08:50Foi isso.
08:51Eu não sei, mas eu fui.
08:53Eu sei que foi no triplex.
08:54A resposta, doutor, é a seguinte.
08:56Eu nem me lembrava da visita.
09:00Essa começa assim a resposta.
09:02Eu vi, é que eu vi no depoimento dele, ele dizia que foi lá em casa.
09:06E depois eu vi o doutor Paulo, que eu não sabia que era o Paulo Gordilho.
09:09Ele disse que foi lá em casa.
09:11Está aqui, transcrito, na página 86, visitou.
09:14Como os dois disseram, eu não me lembro.
09:16Mas se eles disseram, e eu também não quero desmenti-los, sabe?
09:21Se foram, sabe que foram.
09:23E qual é o crime que cometia?
09:26Nenhum, senhor presidente.
09:27Essa é a resposta.
09:28Porque essa técnica, doutor, é assim.
09:30Não tem técnica nenhuma, doutor.
09:31São repetidas as perguntas.
09:32É o que está na Fora 97.
09:35Doutor, não tem técnica nenhuma.
09:37Não tem técnica nenhuma.
09:39Eu só estou indagando.
09:39E ele tem a oportunidade de dizer se encontrou com ele ou não.
09:43Mas é que é a premissa que a vossa excelência colocou.
09:44Tá, sem premissa.
09:45Eu li o depoimento, doutor.
09:48Você não lembra do senhor Léo Pinheiro e do senhor Paulo Gordilho e do seu apartamento?
09:52Sem premissa.
09:52Eu não lembro o que eles tinham ido, mas se eles fossem, não há crime nenhum.
09:55E se eles disseram que foram...
09:57Aí o senhor disse, eu acho que eles tinham ido discutir a questão da cozinha.
10:01Que também não é assunto para discutir agora, lá de Atibaia, eu acho.
10:05O senhor lembra disso?
10:06Não.
10:07Lembra de ter falado isso no seu depoimento do Triplex?
10:09Não.
10:10O senhor não lembra de ter falado isso com ele?
10:12Não lembro.
10:13Ok.
10:14Acabei de falar.
10:15São sucessivamente repetidas as perguntas para se tentar obter uma resposta.
10:19Não estou tentando obter nada, senhor.
10:20A sua excelência acabou de repetir.
10:23Não estou tentando obter nada, senhor doutor Cristiano Zanini.
10:26Senhor ex-presidente, nos autos aqui, a gente percebeu vários encontros que o senhor teve com o Léo Pinheiro no sítio.
10:37Desculpa.
10:37Vários encontros que o senhor teve com o Léo Pinheiro no Instituto Lula.
10:41E para ser mais honesto, vários apontamentos de encontros, como o doutor Cristiano Zanini havia observado.
10:46Há exemplos de encontros nos dias 3 de setembro, 31 de março de 2013, 31 de março de 2014, 3 de junho de 2014, 25 de julho de 2014, 13 de outubro de 2014 e 10 de novembro de 2014.
11:01Foi ouvido aqui nos autos uma testemunha arrolada pelo Léo Pinheiro, o senhor Misael, e disse que nesse período ele estava trabalhando lá no sítio.
11:11O senhor em algum momento conversou com o Léo Pinheiro e procurou ele para pagar por essas reformas, na medida que o senhor encontrava com ele, quando um funcionário da OES estava trabalhando no sítio?
11:20Eu já disse que nunca conversei com o Léo sobre dinheiro de reforma e pagamento, porque eu partia do pressuposto que o Léo, que era o interessado, que não recebeu, se não tivesse recebido, deveria se queixar.
11:35Ok. E o senhor, como, nesse tempo, um ex-agente público, o senhor não quis, nesse tempo, em 2014, o senhor não quis pagar por essas obras a pretexto de o senhor ter processado depois?
11:53Eu não quis pagar, eu não sabia se tinha sido pago, porque não fui eu que tratei de acompanhar as obras, partia do pressuposto que tinha sido pago.
12:02E se não tivesse sido pago, o Léo deveria ter reclamado. Se o Léo não reclamou, na minha cabeça, não tinha dinheiro.
12:10E o senhor tinha ciência que nessa época desses encontros tinha pessoa do OES lá no sítio?
12:15Não.
12:15Mas o senhor está acabando de falar dessa forma.
12:17Não tinha pessoa do OES. Eu disse para você que eu não fui nenhuma vez no sítio quando tinha gente lá.
12:23Quando que era essa vez que o senhor não foi?
12:24Ah, eu não sei, eu não sei.
12:26Nem em 2014?
12:27Eu posso precisar, eu posso precisar e depois lhe mandar a data precisa.
12:31Eu vou te ajudar um pouquinho, senhor presidente.
12:32Na época da Copa do Mundo ali, o senhor de 2014, Brasil jogando a Copa, o senhor estava indo no sítio ou ele estava em reformas?
12:39Ah, não lembro, querido. Não lembro.
12:42Ok, senhor presidente.
12:45O que estava em reforma era a seleção brasileira.
12:47Ok, e o sítio de Tibaya estava em reforma?
12:49Você viu algum jogo da Copa do Mundo no sítio, de 2014?
12:53Excelência, é pertinente. A pergunta é pelo lápis temporal.
12:57Acho que não, querido.
12:58Acho que não. Por que, senhor presidente?
13:00Porque eu vincava.
13:03Ok.
13:04Senhor ex-presidente,
13:06em depoimento,
13:11o senhor Fernando Bittar alegou o seguinte,
13:13que o senhor ex-presidente Marisa
13:17efetuaria o pagamento destas obras,
13:20já que foram realizadas em benefício deles.
13:22O senhor falou que ele achava...
13:24Que ele achava.
13:24É porque não tem a transcrição, doutor.
13:26Tudo bem, sim.
13:27Ainda que fosse...
13:28Então, senhor ex-presidente,
13:36o senhor Fernando Bittar diz que na cabeça dele
13:38achava que o senhor Marisa, o senhor, ia pagar pelas obras.
13:42O senhor poderia explicar isso, por gentileza?
13:46Por que que ele achou isso?
13:47Eu não tenho que explicar.
13:47Ele fala e você quer que eu explique isso?
13:49Mas por qual motivo ele teria essa intenção ou esse pensamento?
13:54Ele esteve ontem aqui, ontem de ontem, ele fez um depoimento longo.
13:58Eu espero que o procurador tenha procurado e tenha dado a dúvida dele.
14:01Ok, agora eu estou perguntando para o senhor.
14:02Não, eu não tenho.
14:04Ok.
14:05Senhor ex-presidente,
14:07o senhor sabe por que, além da Aldebrecht, a O.S. e o Bullein
14:12não apareceram ostensivamente nessas obras?
14:16Não sei.
14:17E nem tiveram notas fiscais emitidas em nome delas?
14:20Ok.
14:28Senhor ex-presidente,
14:29poucos dias depois que saiu a matéria da...
14:33foi veiculado pela imprensa.
14:34Está lendo a veja, hein?
14:35Não estou lendo a veja, não.
14:36Estou lendo os fatos do sítio e isso foi reportado.
14:40Senhor ex-presidente,
14:43pouco tempo depois que foi veiculado pela grande mídia,
14:48que o senhor era beneficiário de obras no sítio,
14:52o senhor falou por telefone,
14:54segundo a quebra telefônica decretada nos autos,
14:57505-978-11-2016,
15:00vem relacionado a esses autos.
15:02O senhor falou com o Emílio Odebrecht,
15:03por intermédio do telefone do senhor Valmir Moraes,
15:06por telefone.
15:07O senhor usava o telefone do Valmir Moraes
15:09para falar com pessoas?
15:11O companheiro Moraes
15:13é o tenente do exército,
15:16que me acompanha 24 horas por dia.
15:19Ok.
15:19Em depoimento anterior, o senhor disse que, por vezes,
15:21usava o telefone dele.
15:22Posso falar, o telefone de qualquer segurança que está comigo.
15:25Eu não uso o celular.
15:27Ok.
15:28E nesse contexto,
15:30houve ligações originadas desse telefone
15:33para o senhor Emílio Odebrecht,
15:35em 1 de maio de 2015.
15:37Uma ligação durou 38 segundos,
15:39e a outra durou 28 segundos.
15:41O senhor questionou ele sobre essas obras no sítio de Atibaia?
15:43Qual é o crime de eu telefonar para o Emílio?
15:46Nenhuma.
15:46Qual é a suspeita?
15:47Nenhuma.
15:48Eu só estou perguntando se o senhor questionou na oportunidade
15:50sobre essas obras.
15:52Não questionei,
15:53porque eu já disse para você,
15:54não me interessava as obras de Atibaia.
15:57Ok, senhor ex-presidente.
15:58Vamos continuar aqui, senhor ex-presidente.
16:06Senhor ex-presidente,
16:07o senhor conhece o Alexandre Alencar?
16:10Conheço.
16:11O senhor chegou a viajar com ele alguma oportunidade?
16:14Ele viajou comigo uma vez.
16:15Para onde?
16:16Eu penso que foi para a África.
16:21Para o Panamá, talvez?
16:22Pedro, pode ser.
16:24Ok.
16:24Ele viajou uma vez.
16:25Ok.
16:26Senhor ex-presidente,
16:27no caso do triplex,
16:28o senhor alegava que as obras de melhoria do apartamento
16:30não foram para o senhor,
16:32argumento que nem é lá.
16:34Agora, senhor presidente,
16:35o senhor constantemente estava no sítio,
16:37mantinha lá bens pessoais de toda a ordem,
16:40e os empresários alegavam que a obra era vinculada ao senhor.
16:43Eu gostaria que o senhor explicasse
16:45por que o senhor entende que as obras não eram para o senhor.
16:47Se você invadir um quarto de hotel que eu estou,
16:50você vai encontrar todos os meus que pertencem lá.
16:52É meu esse quarto?
16:55Eu estou perguntando das obras, senhor presidente.
16:57Deixa eu lhe falar agora.
16:57Só esclarecer a pergunta.
16:59Eu estou perguntando das obras que foram afetuadas em seu benefício.
17:02Agora, constantemente...
17:03O senhor fez uma pergunta diferente.
17:05Eu estou corrigindo a pergunta.
17:07Eu vou corrigir a pergunta, senhor...
17:08Doutor Cristiano Zanin.
17:10Senhor presidente, no caso do triplex,
17:11o senhor alegava que as obras de melhorias lá
17:13não eram para o senhor argumento que nem ia lá.
17:16Agora, senhor presidente,
17:18constantemente o senhor estava no sítio,
17:20mantinha lá bens pessoais de toda a ordem,
17:23e os empresários alegaram que as obras eram vinculadas ao senhor.
17:28Como o senhor explica isso, senhor presidente?
17:30Bom, primeiro, nenhum empresário disse que as obras eram vinculadas a mim.
17:33Odebrecht, Léo Pinheiro...
17:34Léo Pinheiro, sim, e o Léo também falou que a Larisa pediu.
17:38Segundo, você hoje...
17:40Você hoje me dá um testemunho de que o sítio não é meu.
17:44Isso é a conclusão do senhor, senhor presidente.
17:46Eu vim aqui pensando que vocês iam me desmoralizar,
17:52pegar uma escritura, mostrar que eu paguei, que eu recebi...
17:55Não, você não tem nada disso.
17:55Senhor presidente, ninguém aqui quer desmoralizar o senhor.
17:57Quer, quer.
17:58Se o senhor não sabe, o objeto da ação é um problema da defesa técnica do senhor,
18:03se o senhor se sentir indefeso, o senhor pode chamar a Defesoria Pública,
18:08mas, senhor presidente...
18:10O senhor não está sabendo a acusação que é feita a ele.
18:12O senhor está tentando se defender de uma coisa e a acusação é outra.
18:16Se o senhor se sentir indefeso, o senhor pode chamar a Defesoria Pública,
18:20mas a pergunta é, senhor presidente...
18:22A denúncia não faz diferença, a denúncia tem uma ressalva...
18:26Mas a denúncia, o objeto da denúncia...
18:28Que haveria uma investigação sobre...
18:31A propriedade.
18:31É, senhor Zanin, mas se o senhor não entendeu a denúncia,
18:34eu não posso ficar te explicando toda hora.
18:36Então, eu gostaria de falar o seguinte...
18:38Você tem parte da premissa de que vossa excelência escreve, é muito claro.
18:41Mas você não pode chegar a essa conclusão...
18:44Senhor Cristiano Zanin, eu não estou chegando a conclusão nenhuma.
18:46Eu estou falando do objeto da ação penal,
18:48que são obras de reforma, de melhoria para o presidente da República.
18:52O Ministério Federal tem que provar isso, eu tenho ciência disso.
18:54O senhor não precisa ensinar o padre a rezar a missa.
18:56Mas vamos lá.
18:57Nem o senhor quer ensinar, e nem fazer considerações sobre...
19:03Eu sou a juíza, mas ele falou que não sabe do que está sendo acusado.
19:08Eu li a denúncia e entendi que ele não está sendo acusado nesse processo de ser protetário.
19:13E ele veio aqui dizendo desde o início que ele está sendo acusado.
19:18Mas não é esse o fato, se há contato como fato criminoso.
19:22Enquanto...
19:22Senhor Presidente, eu vou repetir a pergunta.
19:24Quanto a cabeça reflete que eu vou ao banheiro?
19:26A gente aguarda e eu volto e repeto a pergunta.
19:28Obrigado.
19:29Obrigado.
19:29Obrigado.

Recomendado