Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Em Paris, Lula disse que empresários franceses prometeram investir R$ 100 bilhões no Brasil até 2030. O presidente reforçou o apelo pelo acordo Mercosul-União Europeia e pediu que pequenos produtores brasileiros e franceses atuem juntos. Análise de Julia Lindner e Rodrigo Costa, especialista em commodities agrícolas .

🚨Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber todo o nosso conteúdo!

Siga o Times Brasil nas redes sociais: @otimesbrasil

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: https://timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

#CNBCNoBrasil
#JornalismoDeNegócios
#TimesBrasil

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00O presidente Lula afirmou neste sábado que empresários franceses se comprometeram a investir 100 bilhões de reais no Brasil até 2030.
00:10Segundo Lula, o compromisso foi firmado por um grupo de 15 empresários que já tem negócios no Brasil.
00:17O acordo Mercosul-União Europeia também voltou a ser assunto em uma coletiva de imprensa, hoje mais cedo em Paris.
00:25Uma necessidade política aqui na França, da situação e da oposição, de vender a ideia de que se fizer um acordo entre a União Europeia e o Mercosul,
00:38a agricultura francesa ou a União Europeia vai ter prejuízo, porque eles não conseguem competir com o agronegócio brasileiro.
00:46Ora, o agronegócio já exporta para cá o que eles produzem.
00:50O agronegócio já exporta soja para cá, já exporta milho.
00:55A nossa cota de carne, segundo o Márcio, meu ministro interino, se eles cumprissem a cota, no máximo, os franceses iriam cumprir dois hambúrgueres em média por ano?
01:11É nada.
01:13Eles se esquecem que o Brasil tem quase 6 milhões de pequenas propriedades até 100 hectares.
01:20Eu vou repetir, o Brasil tem quase 6 milhões de pequenas propriedades até 100 hectares, que não fazem parte do grande agronegócio.
01:30Eles se esquecem que no Brasil nós temos 2 milhões e 500 mil pequenos produtores de 0 a 10 hectares.
01:36O que eu disse ao presidente Macron é que seria importante que os agricultores franceses se reunissem com os agricultores brasileiros,
01:44porque, ao invés de antagonismo, a nossa agricultura pequena e média possivelmente tenha muita complementariedade.
01:54É isso que deve acontecer.
01:56E sugeriu ao Macron, vamos fazer uma reunião com os pequenos, com os nossos pequenos.
02:01Eu, longe de mim, queria prejudicar o pequeno agricultor francês.
02:06Longe de mim.
02:07Eu não quero que a gente pare de comprar vinho da França, embora a gente produza vinho.
02:13Eu não quero deixar de comprar champanhe, embora a gente produza champanhe.
02:17Eu não quero deixar de comprar queijo e outro latino, embora a gente produza também.
02:22Ora, política comercial é uma via de duas mãos, gente.
02:26A gente vende e a gente compra, a gente vende e a gente compra, a gente vende e a gente compra.
02:34E somente numa mesa de negociação.
02:36Então, não é possível um acordo unilateral entre França e Brasil,
02:40você levar em conta que a União Europeia tem 27 países e que o Mercosul são quatro.
02:46Então, um acordo tem que ser coletivo.
02:48Eu sei que a Ursula von der Leyen e a comissão têm procuração para assinar o acordo,
02:56independentemente da França querer ou não.
02:59Porque a França já deu procuração.
03:03Eu acho que o Parlamento Europeu aprova o acordo.
03:06Mas eu não quero que seja um acordo em que as pessoas fiquem de cara feia.
03:10Aí não é acordo.
03:11Quando você sai para comprar um carro usado, você encontra o dono do carro pedindo 10.
03:20Ele acha que é o maior preço do mundo para ele.
03:22Se ele vender por 10, ele vai ganhar o fim do mundo.
03:25Você acha 10 barato.
03:27Para você também é o melhor gosto do mundo.
03:29Esse é o acordo.
03:30Os dois saírem felizes.
03:32Então, eu não quero que o produtor brasileiro prejudique o produtor francês.
03:35Eu quero que a gente se encontre e veja aonde é que está o problema.
03:40Não é ideológico.
03:43É simplesmente econômico.
03:47Vamos discutir para ver o que a gente pode fazer.
03:50Eu estou convencido.
03:51Quero que vocês tenham na cadeira entre vocês aí.
03:54Até eu deixar a presidência do Mercosul, nós vamos ter esse acordo assinado.
03:58Eu vou encontrar com o Macron na COP.
04:00E eu penso que até lá, quando ele estiver embaixo de uma árvore de 30 metros de altura,
04:10que ele perceber a beleza daquela floresta, ele vai falar, eu vou fazer acordo com o Brasil.
04:16O Brasil precisa estar feliz para poder preservar tudo isso aqui.
04:19Eu vou fazer o acordo.
04:20E nós não queremos prejudicar o produtor francês.
04:24Nós não queremos prejudicar.
04:26Sabe, não está na minha cabeça que a gente faça um acordo para matar o pequeno e médio produtor francês.
04:32O que eu quero é que os pequenos produtores franceses se juntem com os pequenos produtores brasileiros
04:37para a gente saber qual é a diferença.
04:41Qual é a similaridade que existe entre nós.
04:44Porque um acordo pode ser bom para os dois lados.
04:46Eu trabalho com essa ideia.
04:52Eu volto a conversar com a nossa analista de política, a Júlia Lindner.
04:57Júlia, o presidente Lula fez vários apelos públicos, inclusive, ao presidente francês, Emmanuel Macron,
05:04sobre o acordo Mercosul-União Europeia, ao longo da viagem ainda, que sai de Paris, agora segue para Nice, para Lyon.
05:10Ele chegou a pedir que a França elaborasse uma proposta com sugestões caso a versão Mercosul não agradasse a França.
05:20Qual é a chance dessa proposta acontecer vinda do lado francês, hein?
05:24Favali, eu acho a chance pequena e também seria até arriscada, porque se a gente começasse a discutir uma possibilidade
05:34de reabrir as negociações desse acordo, poderia acontecer o que aconteceu também na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro,
05:41em que o acordo chegou a quase ser ratificado na sua integridade, mas as negociações foram reabertas,
05:48justamente com mais exigências do ponto de vista ambiental, especialmente, que foram exigências consideradas muito duras,
05:55até mesmo pela gestão Lula, posteriormente, e aí isso acabou dificultando a conclusão do acordo.
06:02Então, querer pedir para a França fazer novas exigências ou fazer uma nova proposta,
06:08poderia, inclusive, colocar em risco a possibilidade desse acordo ser ratificado pela Comissão Europeia
06:14e pelo Parlamento Europeu, como disse o presidente Lula, até setembro, que seria a perspectiva atual por parte da União Europeia.
06:22Então, o acordo está muito perto de ser ratificado, pelo menos do ponto de vista comercial,
06:27que é o escopo principal desse tratado, e aí, se começar a ser discutida a possibilidade da França fazer novas exigências,
06:35isso poderia mudar todo o cenário.
06:37O que me parece é que o presidente Lula, a todo momento, tenta também fazer uma mensagem política
06:42para a União Europeia como um todo, não só para a França, justamente para dar esse impulso para o acordo avançar,
06:48já que agora ele já passou por trâmites como revisão legal, por exemplo, a tradução já está encaminhada,
06:53então, tem muita coisa andando.
06:55Tem uma mensagem também política de querer dizer que o Brasil tem feito a lição de casa,
07:01que o acordo não vai prejudicar os europeus, nesse caso, os franceses,
07:04então, tem essa mensagem política e tem uma mensagem interna também,
07:08porque o presidente Lula tem sido muito criticado pelas viagens ao exterior,
07:12ele passa por um momento doméstico, delicado, com essas pesquisas de popularidade em queda,
07:18situação fiscal sendo colocada em xeque, então, parece também que ele quer justificar,
07:23a todo momento, também, a ida dele até a França nesse momento,
07:26então, ele coloca, por exemplo, as questões comerciais, relações bilaterais com a França,
07:31como uma das questões que ele foi tratar,
07:33e também essa questão do acordo Mercosul-União Europeia,
07:36que tem uma perspectiva, realmente, muito positiva de ser assinada,
07:39e ele coloca, também, ele indo até a França como um esforço adicional para que isso aconteça.
07:45Então, acho que tem mais uma questão política envolvida, de discurso mesmo,
07:49do que algo prático que realmente possa acontecer.
07:52E aí, é claro, como o presidente disse, tem essa etapa inicial, comercial,
07:57que vai ser analisada, inicialmente, pela Comissão Europeia e pelo Parlamento Europeu,
08:01e depois, a outra parte do acordo, que envolve questões, por exemplo,
08:05como eu falei, das regras de questões ambientais,
08:08isso fica para um segundo momento,
08:10e aí, que, realmente, cada parlamento da União Europeia vai poder analisar
08:14se vai querer aderir ou não.
08:16Então, isso seria um segundo momento,
08:18e aí, eu acho mais plausível essa percepção do presidente da República
08:22de que, com o Macron vindo para a COP30, no final do ano, ali em novembro,
08:27poderia ter algum diálogo a esse respeito, algum tipo de convencimento.
08:30Mas, eu acho que, para a parte comercial,
08:32pelo menos, do ponto de vista dos diplomatas,
08:35de outros integrantes do governo,
08:36a ideia é deixar tudo encaminhado, até porque já está revisado,
08:40e aí, tentar encaminhar isso o mais brevemente possível,
08:43para que, até o final do ano, os parlamentos também do Mercosul
08:46possam apreciar e ratificar esse acordo,
08:48para que, na gestão Lula, isso, efetivamente, seja entregue.
08:52Favalha?
08:53Análise de Júlia Lindner, direto de Brasília,
08:56a quem eu me despeço e desejo um ótimo restinho de sábado,
09:01um excelente domingo.
09:02Júlia, a gente se fala aí ao longo da nossa programação.
09:06Para falar um pouquinho mais sobre esse acordo aí,
09:09Mercosul, União Europeia,
09:11tão defendido pelo presidente Lula,
09:13eu converso com o Rodrigo Costa,
09:15que é analista de mercado especializado em commodities agrícolas,
09:20da Paine Agronegócios.
09:22Rodrigo, a gente está vendo uma pressão dos agricultores franceses,
09:27pressão antiga,
09:29contra esse acordo de livre comércio,
09:32e, consequentemente, uma pressão sobre o presidente francês,
09:36Emmanuel Macron.
09:37Explica para a gente o que existe essa pressão mais forte na França,
09:42em relação aos outros países.
09:44São 28.
09:46A França é um, tudo bem,
09:48que é a segunda maior economia europeia,
09:50a segunda maior economia da zona do euro,
09:52a segunda maior economia da União Europeia.
09:54Mas ainda tem outros 27 players importantes.
09:58Como é que a França se destaca tanto
10:00que pode colocar areia na engrenagem,
10:03nesse que pode vir a ser o maior acordo
10:06de livre comércio em todo o mundo?
10:08Boa noite mais uma vez.
10:11Boa noite, Marcelo.
10:12Boa noite a todos.
10:13Muito obrigado pela oportunidade.
10:14O Lula, o presidente lá em início,
10:18ele não errou quando disse que não é uma questão ideológica,
10:22e sim uma questão econômica.
10:24E, de fato, é.
10:26Os produtores franceses,
10:28eles lidam com uma competitividade extremamente desigual.
10:33Os nossos custos de produção aqui no Brasil são bem inferiores.
10:37Nós temos, por exemplo, terras mais baratas,
10:39exigências trabalhistas mais flexíveis,
10:41uso de tecnologias agrícolas extensivas
10:44com menores restrições em defensivos,
10:47uma produção em escala superior.
10:50Isso acaba reduzindo o custo unitário de alguns produtos,
10:53como, por exemplo, carne bovina, soja, açúcar.
10:56Então, isso é extremamente relevante,
10:58porque, no final do dia,
11:00a nossa entrada no mercado europeu,
11:02ela vai se basear, basicamente,
11:05em custos mais baratos.
11:07Isso em detrimento, lógico,
11:09a produção agrícola francesa.
11:11Eles não são competidores diretos de produtos,
11:15principalmente para a produção e exportação com o Brasil.
11:18Ao contrário, eles produzem, basicamente,
11:21trigo, cevada,
11:24os mundialmente conhecidos laticínios,
11:27mundialmente conhecidos os vinhos,
11:29como o próprio presidente também citou anteriormente.
11:32Mas, em termos nacionais,
11:36sim, é a ala que dentro do bloco europeu mais tem gritado,
11:42mais tem pedido por protecionismo, na verdade.
11:46É compreensível, né, Marcelo?
11:48É compreensível.
11:49Se a gente para para pensar,
11:51a França, como um todo,
11:52ela não é contra o livre comércio em si.
11:57O medo central é que,
11:59sem acabar as salvaguardas devidas,
12:01os produtores franceses acabam sendo sacrificados,
12:04em troca de vantagens industriais, por exemplo,
12:07ou comerciais,
12:09dentro do próprio bloco.
12:10Uma vez que eles produzem e exportam,
12:12estão, basicamente,
12:13contidos ali dentro do bloco europeu.
12:15Então, basicamente, é lógico,
12:18existe a questão de algumas narrativas,
12:21como os produtos do Mercosul
12:24deveriam cumprir algumas normas ambientais e sanitárias
12:27exigidas dentro do próprio bloco europeu,
12:31mas é uma questão mais protecionista
12:34do lado apenas dos agricultores.
12:37Onde nós, recentemente, vimos que no último protesto,
12:40eles conseguiram parar a França.
12:41As principais estradas foram contidas com grandes máquinas
12:45agrícolas.
12:46O lobby é muito grande.
12:48E, respondendo também a sua pergunta,
12:50a França tem um poder político
12:53dentro do bloco europeu muito grande.
12:55E você tem dentro da própria França
12:58uma ala significativa ali
13:03que faz barulho também.
13:05Sindicatos, ruralistas.
13:07Então, o poder da França político
13:10é muito mais expressivo nesse momento.
13:13E vale lembrar, como a própria Júlia ressaltou,
13:16a França não tem, tecnicamente,
13:21o poder de barrar esse acordo na fase inicial,
13:24onde geralmente é exigido a maioria qualificada.
13:28Porém, ela pode barrar o acordo
13:29na fase de ratificação nacional.
13:31E isso é implicação
13:32ao qual o nosso governo aqui
13:35vem tentando flexibilizar.
13:38particularmente, eu acho que nesse início
13:40é bem complicado,
13:41como você mesmo disse,
13:42já vem aí há muito tempo
13:44essa disputa
13:47entre interesses.
13:49Muito mais uma questão
13:50para a gente aqui no Brasil
13:52de abertura de mercado
13:54do que, de fato,
13:54competitividade com a França, Marcelo.
13:57Deixa eu fazer um paralelo.
13:59Aqui tem uma frase,
14:00um dito popular célebre,
14:02que nada é tão ruim
14:03que não possa ficar pior,
14:05nada é tão difícil
14:05que não possa ficar mais complicado.
14:07Eu vou recriar a parafraseação
14:11pelo seguinte, né?
14:13Porque nós estamos falando
14:14de Mercosul, União Europeia,
14:15Brasil e França.
14:17Mas a gente não pode levar,
14:19não podemos não considerar
14:21um terceiro elemento agora
14:23do ano de 2025
14:24chamado Donald Trump.
14:26Se a gente levar em consideração
14:27que a gente não sabe
14:29o que pode passar na cabeça
14:30do Donald Trump amanhã,
14:32em relação à cobrança de tarifas
14:34e tudo mais,
14:35o que esse acordo
14:36representaria para nós,
14:39brasileiros,
14:40para o agronegócio brasileiro,
14:42uma vez que existe também
14:43uma conexão importante
14:44do Brasil,
14:45dos Estados Unidos,
14:46mas voltada
14:47à proteína animal,
14:49mais voltada também
14:50ao etanol.
14:51A relação com a União Europeia
14:54seriam talvez
14:54outros produtos agrícolas.
14:56Mas,
14:57tendo em vista
14:58que nós temos
14:58um presidente americano
15:00do maior país consumidor
15:02do mundo,
15:03do mercado,
15:04mais apetitoso
15:05para qualquer exportador.
15:07Temos um presidente
15:08protecionista
15:10que se continuar
15:11ou aumentar
15:11essas tarifas,
15:12o que sobra
15:13para o agronegócio
15:14nesse sentido?
15:16E aí,
15:16seria uma tábua
15:17de salvação?
15:18Seria uma boia aí
15:19de um fôlego
15:21essa relação
15:22Mercosul-União Europeia?
15:24Pensando apenas
15:28no comércio
15:29com a França.
15:30De janeiro a maio,
15:31a França
15:32teve uma representatividade
15:33de 0,9%
15:35na participação
15:35das nossas exportações.
15:37Nós temos até aqui
15:37alguma coisa
15:38em torno de 1,2 bilhões
15:40de dólares
15:40exportados
15:43para a França.
15:44Como você citou ali,
15:45nós temos a proteína,
15:46no caso da proteína animal,
15:47ela realmente
15:48é bem significativa.
15:49Estamos vindo aí
15:50abrindo novos mercados.
15:52tem uma questão agora
15:54muito positiva
15:54que é a denominação
15:57do Brasil livre
15:58de febre afetosa
15:58sem vacinação.
16:00Isso acaba,
16:01a gente consegue sim
16:02de fato
16:02abrir novos mercados
16:03com um pouco mais
16:04de segurança.
16:06Se nós olharmos
16:07no passado recente,
16:08Marcelo,
16:09nos Estados Unidos
16:09naquele acordo
16:12que ele fez
16:12com o Reino Unido,
16:14em uma das,
16:15em algum desses
16:16critérios
16:17que estavam reunidos
16:18nesse acordo
16:18era justamente
16:19um lote,
16:21um lote financeiro
16:22que contempla
16:25exportações
16:25de carne bovina
16:26nos Estados Unidos.
16:28Eles estão fortemente
16:28impactados
16:29por basicamente
16:30dois detalhes.
16:31O primeiro
16:31é a queda
16:32significativa
16:34do seu rebanho.
16:35A segunda
16:36é a paralisação
16:38comercial
16:38entre os Estados Unidos
16:39e a China
16:40que é um grande
16:41parceiro
16:42principalmente
16:42na compra
16:43de proteína
16:44animal,
16:46principalmente
16:46dos bovinos.
16:47O Brasil
16:48é hoje
16:49o maior produtor
16:49e exportador
16:50de carne bovina,
16:51por exemplo.
16:52Talvez mesmo
16:53que haja
16:53algum acordo
16:55nesse sentido
16:56entre Estados Unidos
16:57e União Europeia
16:58onde ficaria ali
17:00uma,
17:01com todas as aspas
17:02e verdes possíveis,
17:03lógico,
17:03algum tipo
17:04de imposição
17:06nesse acordo
17:07que fizesse
17:08a União Europeia
17:08comprar
17:09um número
17:10significativo,
17:11por exemplo,
17:12de proteína animal
17:13ou até mesmo
17:14de soja,
17:15ainda assim
17:16ficaríamos
17:17muito competitivos
17:18no mercado internacional
17:19dado o nosso tamanho
17:20de produção.
17:22Eu tenho aqui
17:22alguns números
17:23muito interessantes,
17:24por exemplo,
17:25para esse ano
17:25a expectativa
17:27é de uma produção
17:29de 332 milhões
17:31de toneladas
17:31de grãos
17:32no Brasil,
17:33safra record
17:33de soja,
17:34uma possível
17:35safra record
17:36de milho
17:36segunda safra,
17:37o milho
17:37que é popularmente
17:39conhecido como safrinha.
17:41Então,
17:41somos um player
17:42bastante competitivo
17:43no mercado.
17:44E lógico,
17:45fora a necessidade
17:47que contempla
17:48os acordos,
17:49o comprador
17:50vai procurar
17:51barganhas
17:51no mercado.
17:53Para o Brasil
17:53é lógico
17:55que é muito importante
17:56a abertura
17:56dessa relação,
17:59um aumento
18:00dessa relação
18:01Mercosul
18:02e União Europeia,
18:04mas o impacto,
18:06por exemplo,
18:06para a França
18:07seria muito pouco,
18:08seria apenas
18:09uma peça a mais
18:10nesse tabuleiro.
18:12É lógico
18:12que toda receita
18:13é importante
18:14no saldo final
18:15da nossa balança comercial,
18:17mas ainda assim
18:18pontos
18:19bastante específicos.
18:20Recentemente,
18:21a França
18:21havia até ameaçado
18:23uma grande empresa
18:24francesa
18:25de não comprar
18:26soja brasileira.
18:28Isso deu um
18:28reboliço danado,
18:29todos nós devemos
18:30lembrar,
18:31e rapidamente
18:32essas arestas
18:33foram aparadas.
18:34De novo,
18:34dada a importância,
18:36a gente entende
18:37até um certo ponto
18:38a preocupação,
18:39por exemplo,
18:40do Macron
18:40em salvaguardar
18:43a agropecuária
18:46francesa,
18:48porém,
18:48é importante lembrar,
18:50se isso não mudar,
18:52quem perde
18:53é basicamente
18:54a população
18:56cidadão médio,
18:57o cidadão francês,
18:59você acaba
18:59encarecendo
19:00muitas coisas
19:01e aí vem
19:01o problema
19:02de inflação,
19:03todo o problema
19:03econômico
19:04que vem por trás.
19:06Então,
19:06eu não sei
19:07se de repente
19:08na vinda
19:09de Macron
19:10aqui para a COP
19:11teríamos
19:12alguma coisa
19:13de diferente
19:14ou como
19:15o próprio
19:15presidente da
19:16república
19:16falou que ele
19:17deveria abrir
19:18um pouco mais
19:19o coração,
19:19acho que não é
19:20uma questão
19:20de coração,
19:21de emocional,
19:22é uma questão
19:22econômica,
19:24ele deve pensar
19:26de que forma
19:28isso pode
19:29ser pior,
19:31no lado
19:31econômico
19:32pelo lado
19:33da inflação
19:33francesa,
19:35por exemplo,
19:36ou tendo
19:37que dar
19:37algum tipo
19:38a mais
19:39de subsídio
19:40para a agricultura
19:41por lá.
19:42Então,
19:43é uma faca
19:43de dois gumes,
19:45a União Europeia
19:47está num momento
19:49muito difícil
19:50na sua relação
19:51comercial
19:51com os Estados Unidos,
19:53ela quase
19:53está sendo
19:53escanteada,
19:56primeiro,
19:57lógico,
19:57o seu primeiro
19:58parceiro comercial,
19:59a China,
19:59tem problemas
20:00muito maiores,
20:01então,
20:02talvez seja
20:02até mais fácil
20:03uma resolução
20:04Mercosul-União
20:06Europeia
20:06do que
20:07no primeiro
20:08momento
20:09Estados Unidos-União
20:10Europeia,
20:11Marcelo.
20:12Queria agradecer
20:12a conversa
20:13que eu tive
20:13com o Rodrigo Costa,
20:14analista de mercado
20:16especializado
20:17em commodities
20:18agrícolas
20:19da Paine
20:20Agronegócios.
20:22Rodrigo,
20:23muito obrigado
20:23pela participação
20:24aqui,
20:25até uma próxima
20:26oportunidade.
20:27e aí
20:29e aí
20:33e aí
20:34e aí
20:35e aí
Comentários

Recomendado