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O Radar entrevista Nelson Rocha, presidente da Câmara de Comércio e Indústria do RJ, sobre o acordo Mercosul-União Europeia. Ele comenta os desafios do cronograma judicial, o acesso ao mercado europeu de 450 milhões de consumidores e como o acordo pode atrair investimentos e favorecer exportações brasileiras.

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Transcrição
00:00A gente vai para uma entrevista. Eu vou conversar com o Nelson Rocha, que é presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Estado do Rio de Janeiro,
00:07sobre o acordo Mercosul-União Europeia. Boa tarde para você, Nelson. Seja muito bem-vindo ao Radar.
00:14Boa tarde, Marcelo. Prazer falar com vocês.
00:17Nelson, depois do acordo aprovado pela Comissão Europeia, pelos países todos, um grupo de eurodeputados conseguiu maioria para levar esse caso para a Justiça.
00:26Com que tipo de cronograma você está trabalhando agora, quando a gente fala de acordo Mercosul-União Europeia?
00:35Estabelecer o cronograma é muito difícil, à medida que poder judiciar em qualquer lugar do mundo sempre tem o seu próprio tempo.
00:44Mas a gente acredita que, em função das dificuldades da própria União Europeia, seja com relação aos eventos recentes com os americanos,
00:53eles devem também ter isso como prioridade para ser discutido no próprio Poder Judiciário e retomar.
01:00A gente espera que o acordo seja convalidado pelo Poder Judiciário e, com isso, a gente possa começar a trabalhar esse acordo,
01:12que, no final das contas, ele não acontece do dia para a noite.
01:15Ele leva um certo tempo até que você possa, de alguma forma, ter as medidas implementadas ao longo do tempo.
01:22Bom, eu queria saber a sua avaliação também de como esse acordo, quando estiver devidamente implementado,
01:27vai afetar a produção e o comércio aqui no Brasil.
01:32Bom, a gente tem uma expectativa positiva com relação a isso, né?
01:36Muito embora o Mercosul, para poder realizar esse acordo, acabou cedendo em muitas coisas, né?
01:45Mas a gente acredita porque passa a ter acesso a um primeiro mercado gigantesco, né?
01:52São 450 milhões de consumidores na Europa e consumidores com um poder aquisitivo bastante elevado,
02:02comparativamente ao nosso, e forma-se o maior mercado global, né?
02:07Que chega hoje a 718 milhões de consumidores.
02:11Então, se forma um novo bloco importante e, de alguma forma, particularmente muito importante
02:19nesse momento do comércio internacional e da geopolítica como um todo, né?
02:24Por conta de todos os movimentos que os Estados Unidos têm feito através do presidente Trump.
02:33Então, é um momento também de se criar alternativas para que a gente tenha mercado.
02:40É claro que nós já temos esse mercado hoje com a União Europeia,
02:44mas é um mercado que ainda está sujeito a tarifas, isso vai ser reduzido.
02:50Mas não é só tarifas, tem outras coisas também que nós precisamos cumprir
02:54e é importante que a gente esteja atento, as empresas brasileiras estejam atentas.
02:59Agora, o mais importante de tudo que eu vejo é porque abre-se uma porta
03:04para os investimentos europeus no Brasil com uma facilidade maior.
03:09Então, a gente acredita que esse acordo é muito positivo para o Brasil e para o Mercosul,
03:14como um todo.
03:15Bom, vocês vão promover amanhã um evento chamado Comex Day,
03:19que é focado no comércio exterior.
03:20Se eu não me engano, amanhã, inclusive, é comemorado o Dia do Comércio Exterior.
03:24Para que lado que você vê as exportações do Brasil seguindo nos próximos anos?
03:28Tem alguma mudança de rota?
03:31Bom, primeiro, bem lembrado por você, amanhã, dia 28,
03:35se comemora é quando se abrem os portos lá em 1808, né?
03:40Então, nós vamos ter o Comex Day amanhã aqui no Rio de Janeiro,
03:44pela manhã, de 9 às 13 horas, na sede do SEBRAE.
03:48Então, aproveito para convidar todos que queiram participar,
03:52basta entrar no nosso site e fazer a inscrição.
03:55Eu não acho que terá uma grande mudança de rota, né?
03:58A União Europeia, e essa é uma discussão que está muito em pauta nesse momento,
04:07é que a União Europeia, de alguma forma,
04:10ela acaba tendo também uma dose de protecionismo.
04:14Sempre se fala muito dos produtores rurais franceses, belgas, espanhóis,
04:23que sempre tem uma resistência muito grande às exportações brasileiras,
04:29essas commodities brasileiras agrícolas.
04:31Mas, de uma maneira geral, tem de tudo, né?
04:33Você vê que os europeus, diferentemente dos americanos,
04:38os americanos adotam o protecionismo a partir das tarifas.
04:44No caso europeu, vem a partir do que eles chamam de compliance ou da governança.
04:50E como é que eles fazem isso?
04:52Adotando medidas restritivas.
04:55Por exemplo, desde 1º de janeiro, agora, de 2026,
04:59nós temos o SEBAN, que é um mecanismo de ajuste entre as fronteiras
05:03para evitar carbono.
05:05Inicialmente, são em cinco produtos, que não têm a ver com a área agrícola,
05:09que é o ferro, o cimento, aço, alumínio, por exemplo.
05:16Então, esses produtos brasileiros já precisam se adequar
05:19às normas europeias com relação ao carbono
05:24para poder ter acesso ao mercado.
05:27Como nós temos grandes exportadores,
05:29as grandes empresas já se adequaram, né?
05:31E eles não levaram em consideração toda a cadeia produtiva,
05:35que é o escopo 3.
05:36Mas, ainda assim, você tem algumas dificuldades.
05:41As empresas brasileiras já vinham se preparando
05:43desde 2024 nesse sentido.
05:46Mas isso acaba criando uma resistência para outros países
05:50que não têm esse tipo de preocupação, né?
05:55Então, é possível também que a gente tenha alguns países
05:58que não se adequaram às normas europeias,
06:01ou então que a União Europeia tenha essas medidas restritivas
06:05aplicadas a esses países, que a produção desses países
06:08busque em outros locais, e também o próprio sul global, né?
06:13E o Brasil é um dos destinos em função de um grande mercado consumidor também.
06:17Então, é complexo todo o processo que nós temos do comércio internacional
06:25por conta disso, mas a gente acredita que as exportações continuarão
06:31sendo da mesma forma.
06:32É claro que, à medida que o acordo se efetive
06:36e nós tenhamos mais um aprofundamento e uma melhoria
06:42da nossa capacidade produtiva, né?
06:45Com tecnologia, coisas dessa natureza,
06:48que acabam sendo facilitados pelo acordo,
06:50é possível também que a gente passe a exportar
06:53mais produtos manufaturados e menos produtos primários.
06:57Então, essa é sempre a expectativa nossa brasileira, né?
07:00Porque os produtos manufaturados têm um valor agregado maior.
07:05Nelson Rocha é presidente da Câmara de Comércio e Indústria
07:08do Estado do Rio de Janeiro.
07:09Muito obrigado pela sua participação nessa edição do Radar e boa tarde.
07:13Obrigado a você.
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