Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Miguel Daoud analisou o impacto real do agronegócio no PIB brasileiro. Especialista político e econômico, ele explicou como esse setor influencia diretamente o crescimento do país.

🚨Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber todo o nosso conteúdo!

Siga o Times Brasil nas redes sociais: @otimesbrasil

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: https://timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

#CNBCNoBrasil
#JornalismoDeNegócios
#TimesBrasil

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00E qual será o real impacto desse valor para o PIB brasileiro?
00:04Vamos saber agora conversando com Miguel Daúde, que é especialista em agronegócio, analista de economia e de política.
00:11Tudo bem, Miguel? Seja bem-vindo de volta ao Money Times. Boa tarde.
00:14Boa tarde, Natália. Obrigado pelo convite. Boa tarde a todos.
00:18Felipe Machado, nossa analista, me acompanha na conversa, Miguel.
00:22Bom, com essa confirmação dos casos de gripe aviária no Brasil e ainda investigação de casos suspeitos,
00:28há especialistas que falam em perdas econômicas de cerca de um bilhão de reais.
00:32Queria te ouvir sobre esses números e projeções. O que a gente pode trazer para a nossa audiência?
00:39Bom, então vamos lá.
00:42Um cálculo bem simples, não é um cálculo científico, mas é um cálculo simples
00:48e retrata aproximadamente o que pode ocorrer com o nosso PIB e com o nosso sistema econômico.
00:58O PIB brasileiro hoje está na casa de 10 trilhões.
01:03A agropecuária, considerando a porteira para dentro e a porteira para fora,
01:10representa 25% do PIB brasileiro.
01:14Então, seria 2 trilhões e meio.
01:17A participação da avicultura neste valor é uma participação não muito significativa.
01:30Então, quando nós consideramos aquilo que você há pouco também comentou,
01:35que o ministro colocou,
01:37e 25%, eu diria que 25% a 30% da produção de aves são importados e o resto é consumido no mercado interno.
01:48Então, sobre esse percentual, vamos imaginar, a gente pode aumentar isso para 2 bilhões,
01:54considerando todo o ciclo,
01:56vai ser insignificante.
01:58Nós não vamos ter nenhum problema no PIB em função das exportações que vamos deixar de fazer
02:11e, portanto, se ficar configurado, que eu acredito que isso vai acontecer,
02:17porque o sistema sanitário do Brasil é o melhor do mundo.
02:21Ele é muito robusto.
02:23O Brasil já esperava que isso pudesse acontecer,
02:27dada a disseminação do H5N1 pelo mundo.
02:32A gente viu nos Estados Unidos, Europa.
02:35O Brasil já vinha acompanhando isso e investindo.
02:38Olha, para se ter uma ideia, Natália e Felipe,
02:40eu acho que é importante nós, nos últimos dois anos,
02:45mais de 2 mil casos foram investigados.
02:49Desses 2 mil casos, 80 tinham a gripe aviária.
02:55E menos da metade se configurou em aves ou silvestres ou de quintal,
03:03não de granja comercial,
03:06que era realmente o H5N1.
03:12E isso tudo nos dá segurança para dizer,
03:14olha, não é agora que esse vírus vai se alastrar pelo Brasil.
03:18Ele está configurado ali no Rio Grande do Sul.
03:22Na medida em que o tempo for passando,
03:25evidentemente que isso tudo vai levar a uma outra configuração
03:29do que nós estamos vendo hoje.
03:31É uma análise simples, mas fácil de nós entendermos.
03:35Perfeito.
03:36Muito obrigada por esse panorama, essa análise.
03:39E, Felipe, sua pergunta para o Miguel.
03:41Miguel, boa tarde.
03:42Miguel, tudo certo?
03:45Deixa eu te falar.
03:46A gente viu que essa questão da China,
03:49alguns países têm aquele acordo com o Brasil nacional,
03:53em vez de ser um acordo regional.
03:55Quer dizer, quando tem algum problema no Estado,
03:59no Rio Grande do Sul, por exemplo,
04:00o país deixa de comprar carne, por exemplo,
04:02ou aves do país inteiro.
04:05Como é que o Brasil pode fazer para tentar acelerar esses processos,
04:07para deixar isso restrito às regiões?
04:10Porque o Brasil, claro, um país continental,
04:12não tem nada a ver com uma produção, por exemplo,
04:14no Mato Grosso ou no Paraná,
04:16muito distante justamente do Rio Grande do Sul,
04:19onde teve o problema.
04:19Como é que o Brasil pode fazer para acelerar esses acordos
04:22com os outros países, acordos de exportação,
04:25para que fiquem restritos à questão regional?
04:28Bem colocado, Felipe.
04:29O Brasil já vem fazendo isso.
04:31O Brasil, inclusive,
04:33quando essa comissão,
04:36com o presidente Lula,
04:38essa comitiva, perdão,
04:40esteve na China,
04:42eles já estavam tentando resolver isso,
04:45que quando houver esse tipo de casos,
04:48como nós tivemos no Newcastle,
04:50ali no Rio Grande do Sul também,
04:52ficasse restrito ao Estado ou àquela região.
04:56Tanto que os outros países,
04:57boa parte dos países,
04:59Chapão,
05:01aqui me lembro assim de cabeça,
05:03eles simplesmente deixaram a restrição configurada
05:08na granja em Montenegro e 10 quilômetros.
05:11O resto, os demais produtores estariam livres para exportar.
05:16Só que o Brasil,
05:17quando isso acontece,
05:18o Brasil se antecipa.
05:20Falou, olha,
05:21temos um caso aqui
05:22e já deixa de exportar para esses países que configuram.
05:25Agora, evidentemente,
05:27agora há pouco,
05:27o Iraque também
05:28parou as importações do Brasil todo.
05:34É um cenário que,
05:35olha,
05:36se não sair dali,
05:39se resolve rapidamente.
05:41E o ciclo da agricultura,
05:44ele é muito curto,
05:4545 dias.
05:46Então, você ajusta a oferta e demanda
05:49ao mercado.
05:51Certo.
05:52E, Miguel,
05:53eu comentei aqui sobre a questão de impacto no PIB,
05:56e queria te ouvir sobre isso também.
05:59Como que isso pode influenciar,
06:01impactar a balança comercial aqui do país?
06:04Já que a gente está falando da carne de frango,
06:06que é um pilar muito importante da economia brasileira,
06:09da exportação brasileira.
06:11Se nós olharmos o total exportado,
06:16de quase 10 bilhões,
06:19e a nossa balança comercial,
06:22que ela é muito forte,
06:23não significa 10% do que nós exportamos.
06:26isso estou colocando tudo,
06:31porque hoje,
06:32em torno de ainda mais de 100 países,
06:37continuam comprando do Brasil.
06:39Então, o impacto vai ser muito pequeno.
06:42Agora,
06:45vamos imaginar o seguinte, Natália.
06:48Se 70% da nossa carne é consumida no mercado interno,
06:52sem dúvida nenhuma,
06:55evidentemente,
06:56que a demanda vai cair um pouco,
06:57porque tem pessoas que falam,
06:59opa, peraí,
06:59que história é essa aí?
07:01Então,
07:01essa demanda,
07:03dependendo da sua queda,
07:05dependendo da comunicação,
07:07que é feita pelo governo,
07:09de informar que não tem nada a ver,
07:11esta doença,
07:12ela não passa para o humano,
07:14desta forma,
07:15pelo ovo,
07:16pela carne,
07:17se não tiver uma comunicação bem clara
07:19e bem intensiva,
07:21a respeito disso,
07:23pode haver uma queda na demanda.
07:25Então,
07:25essa queda na demanda,
07:28ela,
07:28na minha opinião,
07:29é mais preocupante
07:31do que esses embarcos estão sendo feitos,
07:33porque aí sim,
07:35a gente pode ter um excedente maior,
07:37apesar de que a carne de frango e ovo,
07:42ela tem uma,
07:43ela é inelástica,
07:45ela não vai até o chão
07:46e nem vai até o céu,
07:48porque tem custos,
07:50você tem uma série de logística
07:54que não dá para você derrubar tanto,
07:56então o preço vai ficar equilibrado.
07:57Então, portanto,
08:00eu acho que não vamos ter nenhuma preocupação
08:03em relação ao nosso PIB,
08:05mesmo porque a participação da agropecuária
08:09na composição do PIB
08:11tem um peso bem menor
08:13que o de serviço,
08:14que é de 70%,
08:15é maior que a indústria,
08:17mas não o de serviço.
08:20Tá certo.
08:20Bom, a importância aí,
08:21da comunicação bem feita,
08:24das informações corretas circulando,
08:26para não ter confusão.
08:28Felipe,
08:28mais uma pergunta sua para o Miguel.
08:30Miguel,
08:31pegando carona um pouquinho
08:32naquela sua resposta anterior,
08:33é claro,
08:35é interesse do Brasil
08:35que a gente seja mais,
08:37trate a questão de uma maneira mais regional,
08:40até para isolar os estados,
08:41mas para esses estados
08:42que foram afetados,
08:43realmente é um problema muito grande.
08:45Eu queria saber,
08:46a gente teve esse problema
08:46no Rio Grande do Sul,
08:47há ainda uma suspeita em Santa Catarina,
08:49não foi confirmada,
08:50mas como é que acontece
08:51com esses estados?
08:52Quer dizer,
08:53eles acabam pagando essa conta,
08:55isso é uma coisa que depois
08:56vai ser dividido com o governo federal,
08:58como é que você acha
08:58que isso pode afetar
08:59a economia dos estados?
09:00Sem dúvida,
09:02você pega o Rio Grande do Sul,
09:05vamos pegar três estados,
09:07Paraná,
09:08que é o maior produtor,
09:10Santa Catarina e Rio Grande do Sul,
09:13numa classificação,
09:14aí ficaria em terceiro,
09:1670% hoje da produção
09:19de carne de aves
09:21está ali naquela região.
09:23Então, você imagina
09:24o impacto no PIB
09:27do Rio Grande do Sul,
09:30que está ali,
09:31teve essa proibição.
09:34Porque não é só a produção,
09:36você tem cidades
09:38que vivem disso,
09:40o comércio,
09:42todo o nível de emprego,
09:44a atividade econômica
09:46dessas regiões,
09:47elas têm um peso muito grande.
09:49Por exemplo,
09:50Monte Negro,
09:51a participação no PIB
09:55da cidade ali
09:56é de quase 60%.
09:58Então, você tem sim
10:00esse impacto
10:00no PIB da região,
10:03do sistema econômico
10:04como um todo.
10:06Tá certo.
10:07Quero agradecer
10:08a participação
10:08do Miguel Daúde,
10:09especialista em agronegócio,
10:11analista de economia
10:12e política,
10:13participando ao vivo
10:13aqui do Money Times.
10:15Muito obrigada,
10:16viu, Miguel?
10:16Até a próxima.
10:17Boa tarde.
10:18Até a próxima.
10:19Eu que agradeço,
10:20Natália, Felipe,
10:22e as pessoas
10:23que estão nos assistindo.
10:24Volte sempre.
10:25Volte sempre.
Comentários

Recomendado