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Mayara Rodrigues, analista de renda fixa da XP, analisou o impacto da fuga de capitais dos EUA e como empresas brasileiras emitiram US$ 20 bilhões em bonds só no 1º trimestre de 2024. Oportunidade histórica de financiamento externo fortalece o crédito corporativo nacional.

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Transcrição
00:00O mercado de crédito dos Estados Unidos está sofrendo os efeitos da ofensiva comercial do governo Trump.
00:07O ambiente de incerteza econômica, agravada pelas críticas ao presidente do Banco Central do país,
00:13tem afastado investidores para outros mercados de crédito.
00:17Sobre esse assunto eu falo agora com a Mayara Rodrigues, analista de renda fixa da XP.
00:22Mayara, boa noite. Obrigado pela sua disponibilidade em conversar aqui com a gente.
00:26Queria primeiro que você nos explicasse como é que está hoje o mercado de crédito nos Estados Unidos,
00:32visto que a gente tem acompanhado nas últimas semanas até uma fuga de títulos do governo americano,
00:38que não faz muito tempo era um porto seguro absoluto em momentos de incerteza como agora.
00:46Boa noite, Turci. É um prazer estar aqui com vocês.
00:50Bom, vamos lá. Realmente, desde o anúncio das tarifas pelo presidente Donald Trump,
00:56a gente tem visto essa fuga de capital dos Estados Unidos para outros países.
01:02Então, de fato, os países emergentes têm se sobressaído
01:06e além desse capital que sai dos Estados Unidos para países emergentes,
01:12aqui eu cito o próprio Brasil,
01:14a gente tem visto o que a gente chamou aqui do dinheiro de volta para casa.
01:19Então, não necessariamente recursos que eram aplicados de outros países nos Estados Unidos
01:26estão saindo dos Estados Unidos para, por exemplo, o Brasil.
01:29Não é só isso que está acontecendo.
01:31A gente está vendo, de fato, os países retornando o recurso para o seu próprio país,
01:38aplicando ali nos seus títulos soberanos locais e também corporativos.
01:43É claro que a gente não pode deixar de falar aqui da elevada rentabilidade das treasuries,
01:50ou seja, os títulos públicos soberanos lá dos Estados Unidos.
01:54Se a gente for analisar aí na última década, a gente está falando de retornos altos.
02:00A gente consegue, dependendo do vencimento, chegar até a 4% de retorno em dólar,
02:06falando de um ativo livre de risco.
02:09Então, até a gente se pergunta, ainda é considerado o ativo livre de risco do mundo,
02:15quando a gente fala das treasuries?
02:17Até essa ameaça ao que tem sido chamado aqui de excepcionalismo americano.
02:24Então, isso está acabando.
02:26Não necessariamente excepcionalismo, a gente quer dizer,
02:31os Estados Unidos têm, de fato, um quesito qualitativo muito superior
02:36a outros, outras regiões, né, outros riscos de crédito.
02:42Ainda é considerado que sim, mas, né, isso começou a ser colocado em xeque, tá?
02:48Sem muita pressa aqui, acho que a gente tem que ter essa cautela nessa análise.
02:54Então, querendo dizer, o que a gente tem visto foi, ali,
02:58o retorno ainda alto lá para os títulos americanos,
03:02quando a gente olha os de mais longo prazo, eles têm remunerado ainda mais,
03:08o que tem essa relação com aversão ao risco.
03:11Os títulos corporativos americanos têm apresentado rendimentos
03:17na máxima histórica, se a gente for olhar também, na última década.
03:22Ainda assim, mesmo com esse retorno todo,
03:25a gente tem visto essa migração, essa procura, né, por outros títulos.
03:30E aqui eu não posso deixar de citar até as emissões aqui das empresas brasileiras
03:37no mercado internacional, via bonds, né, a gente tem visto aqui cada vez mais
03:42essa esteira de emissões e com uma aceitação muito grande por parte dos estrangeiros, tá?
03:49Até o que a gente chama de sobredemanda, né, ou seja,
03:55demanda acima do previsto para essas emissões de empresas locais.
03:59É oportunidade, né, para a gente aqui, né, para empresas locais acessarem esse mercado,
04:05alongarem seus passivos, isso só está sendo possível, né,
04:09por essa janela, né, de fim, entre aspas, né, fim aqui do excepcionalismo dos Estados Unidos, tá?
04:16Esse movimento, inclusive, tem contribuído para diminuir essa pressão sobre o dólar aqui,
04:20que a gente vê caindo, né, hoje fechou a R$ 5,63, né, muitos analistas do mercado aí falando,
04:28inclusive, que tem espaço para cair mais.
04:30Agora, essa oportunidade desse momento, então, Maiara,
04:34ela permite que as empresas brasileiras consigam ter mais facilidade de se financiar,
04:40de receber investimento.
04:42Tudo bem que o momento não está muito favorável para fazer planos, né,
04:46e manter, inclusive, investimentos que estavam previstos,
04:50mas as empresas brasileiras, elas podem desfrutar dessa oportunidade agora?
04:56Exatamente.
04:57A gente tem visto emissões em volumes recordes, né,
05:01até nesse primeiro trimestre, então, de janeiro até março,
05:04a gente conseguiu ultrapassar um pouquinho ali os R$ 10 bilhões em volume emitido.
05:10O ano passado também tinha sido bastante forte, ficou em torno de R$ 9 bilhões.
05:15Para a gente fazer o comparativo, em 2023, no ano todo,
05:20as empresas brasileiras, empresas e também aqui o próprio governo, tá,
05:25emitiu cerca de 15, entre 15 e 16 bilhões de dólares em 2023.
05:30Em 2024, isso já chegou em 20 bilhões, né,
05:34então, de fato, um crescimento expressivo.
05:37E a gente já está dizendo que no primeiro TRI,
05:40a gente já fez metade do que a gente fez o ano todo, no ano passado.
05:45Então, isso realmente contribui para o acesso ao capital estrangeiro
05:51por essas empresas brasileiras.
05:53Eu vou dizer também que, apesar dessa agenda de plano de investimentos, né,
05:59não está tão aquecida, até pela política monetária contra acionista,
06:03isso é muito importante para melhorar as métricas de crédito dessas empresas.
06:09Isso porque eles conseguem alongar os seus passivos, né, ou seja, a sua dívida.
06:14Com isso, você tem uma menor pressão de liquidez no balanço dessas empresas.
06:20Isso está sendo baseado tanto no mercado externo, via bonds,
06:25e também no mercado local.
06:26A gente ainda está com uma agenda de crédito bastante favorecida aqui.
06:31A gente não está vendo ainda uma contração, né,
06:34uma concessão de crédito, assim, uma migração, né,
06:38do crédito mais arriscado para o menos arriscado.
06:42Mas a gente chama de janela, né,
06:44essa janela de captação segue ainda favorável para as empresas,
06:47e isso é excelente para esse momento mais difícil, né,
06:51quando a gente fala de economia tanto local quanto global.
06:55Então, sim, as empresas têm aproveitado essa oportunidade,
06:59principalmente para fazer esse refinanciamento de passivos.
07:04Mayara Rodrigues, analista de renda fixa da XP.
07:07Muito obrigado, Mayara, pela sua análise aqui.
07:09Boa noite e boa semana.
07:11Boa noite e boa semana.
07:12Obrigado.
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