Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 1 hora
O podcast Opinião Internacional analisa a onda democrata nas midterms americanas e o colapso da popularidade de Donald Trump. O episódio também aborda o avanço da diversidade na política dos EUA, a instabilidade parlamentar em Israel e o veto à Rússia no Mundial de Hóquei.
--------------------------------------
Notícias relacionadas:

--------------------------------------
💻 Confira as últimas notícias do Espírito Santo e do Mundo no nosso portal 👇
https://tribunaonline.com.br

📰 Notícias na palma da sua mão.
Assine A Tribuna e tenha acesso ao nosso app 👇
https://atribunadigital.com.br/assinatura/

🎙️ Assista aos nossos podcasts exclusivos de esporte, negócios e muito mais em
http://tribunaonline.com.br/podcasts

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:04O que acontece nos Estados Unidos tem reflexo no mundo inteiro e não poderia ser diferente
00:09nas eleições americanas.
00:11Dessa vez, o tsunami azul varreu os Estados Unidos.
00:16Tomás Tomás, é um prazer tê-lo aqui conosco, nesse mais um Opinião Internacional.
00:22O que foram essas eleições americanas, Tomás?
00:25Olha, Luciano, sempre uma alegria estar contigo aqui no Opinião Internacional.
00:30E a gente está falando de um tema muito importante para os americanos, mas também para o mundo como um
00:35todo.
00:35A cada dois anos, o sistema político eleitoral dos Estados Unidos faz a sua renovação.
00:42A cada dois anos, existem eleições que costumam ser grandes eleições e, a cada quatro anos,
00:52a eleição geral que escolhe presidente, vice-presidente e boa parte do Congresso do Capitólio.
00:58Os Estados Unidos têm um sistema presidencialista bicameral, com um poder legislativo, com uma Câmara de Representantes,
01:09o que se assemelha muito aqui no Brasil à nossa Câmara dos Deputados.
01:13E um Senado que é paritário, assim como no Brasil, dois senadores representam cada um dos 50 estados americanos,
01:22ou seja, são 100 senadores.
01:24Nessas eleições, que são chamadas e apelidadas de midterms,
01:29essas eleições, elas são eleições que escolhem, ao meio do mandato presidencial,
01:36uma substituição de algo em torno de um terço do Senado
01:42e a totalidade dos 435 assentos do Congresso americano, do Congresso,
01:49quando se fala Congresso, é o Senado e a Câmara dos Representantes,
01:52mas especificamente, quando a gente usa apenas a palavra Congresso,
01:56a gente está se referindo à Câmara dos Representantes,
01:59assemelhada à nossa Câmara dos Deputados.
02:01Essas 435 cadeiras da Câmara dos Representantes foram substituídas
02:08e quase um terço do Senado americano também foi substituído
02:13nessas eleições importantíssimas para os americanos,
02:18importante para Donald Trump, mas também importante para o mundo.
02:21Tomás, é interessante você falando,
02:24porque às vezes nós esquecemos que o mandato do deputado federal americano,
02:29vamos dizer assim, é de dois anos, né?
02:30A cada dois anos ele se renova, ao contrário do brasileiro, que é quatro anos.
02:35Isso aí.
02:37Eu recomendo fortemente a leitura de um artigo que o Tomás escreveu no Jornal A Tribuna,
02:42com um título muito feliz, que foi o Mundo Fantástico de Trump.
02:49O Fantástico Mundo de Trump engoliu a popularidade dele.
02:53É um artigo publicado no Jornal A Tribuna, que você pode conferir também no portal Tribuna Online.
02:58E, dada a pertinência do artigo, a pertinência do artigo foi tão grande,
03:04que, inclusive, eu estava vendo uma entrevista convocada por Trump logo após as eleições,
03:09após o resultado das eleições, na verdade foi um pouco depois,
03:13mas ele esperava-se que ele comentasse a eleição,
03:17mas ele chamou para mostrar as obras na Casa Branca, como é que estavam andando.
03:21Mostra fortemente como Trump realmente parece viver num mundo paralelo.
03:26e causa até estranheza, assim, o quanto não foi feito por parte do Partido Republicano de Trump
03:34no sentido de tentar salvar essas eleições.
03:37Pelo contrário, até do momento surgiam fatos novos por parte do governo
03:42que parecia conspirar contra um resultado favorável dos americanos, dos republicanos.
03:47Essa eleição vai trazer dificuldades para o Donald Trump?
03:50Vai trazer grandes dificuldades, Luciano, porque o Donald Trump é o grande derrotado dessa eleição.
03:56Ele perde a maioria que ele tinha na Câmara e no Senado.
04:00E essa é uma representação, Luciano, perigosa.
04:04Porque, a partir desse momento, por exemplo, a Câmara, nos Estados Unidos, constitucionalmente falando,
04:10ela é responsável por analisar e abrir processos de impeachment contra funcionários do poder executivo americano,
04:19incluindo o presidente da República.
04:24Essa dinâmica se dá com a Câmara, mas é passada para o Senado.
04:30É o Senado que vai julgar e decidir o trâmite desse processo.
04:34Trump, hoje, não tem maioria em nenhuma das duas casas.
04:38E no sistema bipartidário americano de republicanos e democratas,
04:43você tem um complicador para o Donald Trump,
04:45porque não há gente híbrida de outros partidos que possam fazer composição com ele.
04:50Muito pelo contrário, Donald Trump tem maioria absoluta na Câmara e no Senado.
04:56Inclusive, a notícia recente aqui é que, inclusive, os republicanos estão pressionando pela saída do ministro secretário de Defesa,
05:03Pete Hegset, antes que haja um impeachment dele, inclusive, no Congresso.
05:10Tomás, uma eleição como essa, ela pode ser analisada por inúmeros pontos de estudo.
05:17Inúmeras razões poderiam ter levado à derrota de Trump e dos republicanos.
05:24Mas eu queria me atentar à questão da economia.
05:29Existe uma formulação de 1992, de James Carville, que ele era o assessor de campanha de Bill Clinton.
05:38A eleição de 92 era Bill Clinton contra o presidente George Bush, pai, que disputava a reeleição.
05:46E no cenário de campanha, no comitê de campanha,
05:50esse assessor de Clinton colocou uma frase que eu acho que ela é de uma felicidade para as disputas políticas.
06:00É quase uma equação, que ele dizia o seguinte,
06:03é a economia, estúpido.
06:06Isso não foi uma frase de campanha,
06:08isso foi um alerta para o comitê de Clinton que ele deveria focar nas questões econômicas,
06:14naquela eleição.
06:16Ontem, como hoje, a economia é uma pedra fundamental, angular na decisão do eleitor nos Estados Unidos.
06:23Confere?
06:24Exatamente, Luciano, você tem toda a razão, você trouxe um resgate histórico importante
06:28que fez todo o sentido nessas eleições de midterms.
06:31O Donald Trump foi vítima do seu próprio egoísmo e do seu próprio imaginar de um mundo próprio,
06:40de tal tamanho que ele foi engolido, sua popularidade foi engolida por uma derrocada da economia.
06:48Trump imaginou que ao fortalecer a indústria local,
06:52ao fortalecer os players locais americanos,
06:56as empresas americanas, única e exclusivamente,
07:00em detrimento e colocando contra a economia mundial,
07:05ou seja, querendo dizer que os Estados Unidos eram o único caminho para o mundo,
07:09tentando fortalecer a sua prevalência como superpotência,
07:14Donald Trump achava que esse era o caminho,
07:16mas esse é um caminho muito antiquadro, muito vencido.
07:20O mundo hoje é ultraconectado, muito para além do globalizado,
07:25todas as transações financeiras são feitas rápidas,
07:29todos nós consumimos produtos do mundo inteiro.
07:33Então, Donald Trump erra quando avalia que fazer uma guerra tarifária, por exemplo,
07:38com o resto do mundo seria uma alternativa de fortalecimento da economia americana,
07:44quando, na verdade, trouxe pressão inflacionária rápida.
07:48Além disso, ele pisou o pé no acelerador de conflitos fora dos Estados Unidos,
07:54por exemplo, a pendenga que ele arrumou com o Irã,
07:57tendo que mandar esforços para o Oriente Médio
08:00e encarecendo o custo da máquina pública
08:04e, por consequência, encarecendo o custo de vida do cidadão americano.
08:09Então, Trump errou na receita dos seus primeiros dois anos,
08:13ele agora perde o Congresso, perde o Capitólio
08:16e ele vai ter que ter muita habilidade.
08:18As primeiras falas dele, de imediato, foram falas tentando refutar
08:24naquele jeito trumpista de ser.
08:26Mas hoje de manhã, por exemplo, ele já fez algumas falas
08:30de que ele vai dialogar, de que ele precisa de conversar com todo mundo.
08:34Então, o Trump tem que ter noção da sua sobrevivência para os próximos dois anos.
08:38Muito bem, e um detalhe importante dessa eleição nos Estados Unidos
08:45que me chama muito a atenção
08:47são os novos personagens da política americana.
08:51São líderes que emergem com a vitória democrata.
08:57E chama muito a atenção o sucesso que esses personagens tiveram nessas eleições,
09:06inclusive em relação à origem deles, não é isso, Tomás?
09:09Exatamente, Luciano.
09:11E é que ótimo que você traz isso para a conversa.
09:13Eu vou pedir a ajuda do Miguel, se puder, ir colocando na tela aí.
09:18O destaque maior para mim, eu sei que você tem na nossa conversa prévia,
09:25você tem o seu destaque, eu tenho um grande destaque,
09:29eu acho que o seu destaque vai ser ótimo também,
09:31mas eu acho que tem um personagem que é emblemático.
09:35Eu estou falando de James Talarico, um deputado regional, local do Texas,
09:43e que esse que está na tela aqui, o Miguel trouxe para a gente,
09:47ele foi candidato, era deputado, o que é semelhante a deputado estadual,
09:52ele representa no Congresso local do Texas.
09:56Lembrando que nos Estados Unidos a gente tem 49 estados, só um estado que não,
10:0349 estados tem Câmara e Senado local, então tem senador estadual também nos Estados Unidos.
10:10Mas vamos voltar ao James Talarico, quero dar destaque a ele.
10:14James Talarico, para mim, esse deputado estadual que foi candidato a senador
10:19e ganhou com votação acachapante.
10:23Então, o eleitor do Texas, que desde 1988 não escolhia um democrata,
10:29escolheu para o Senado James Talarico.
10:32E por que ele é tão emblemático, Luciano, e quem está nos assistindo?
10:36O Talarico foi vítima do trampismo mais cruel.
10:41O Donald Trump, em pessoa, colocou em sua rede social, Truth, um apelido para o Talarico,
10:47que era Tala Freak.
10:50Freak, em inglês, é esquisito.
10:52Ou seja, quis tachar no Talarico uma peixa de esquisito, de derrotado,
10:58e ele se saiu como grande e vitorioso.
11:00Inclusive, é tão grande essa expressão que o Talarico fez questão de fazer camisas
11:09escrita James Talarico.
11:12E essas camisas foram as que fizeram ele arrecadar recursos para a sua campanha,
11:17uma arrecadação recorde para um candidato do Texas.
11:22Agora eu quero falar de outros nomes.
11:25Vou passar rápido, Luciano, e você pode trazer o seu destaque em seguida.
11:29Eu quero falar da Keisha Lance Bottoms, da Geórgia.
11:32Ela é a primeira mulher negra a ser governadora nos Estados Unidos.
11:38Então é uma vitória para a história dos Estados Unidos
11:45e mostrando exatamente a resposta que o povo americano tem dado.
11:49Já no Novo México, a gente tem um destaque para a Debbie Haaland.
11:54Ela que é líder nativa, está na nossa tela aí,
11:57e vai ser governadora do Novo México.
12:01Michigan tem Abdul Saeed, primeiro senador muçulmano.
12:06Eu trouxe esses destaques, Luciano.
12:08Para quem você quer jogar um marcatexto?
12:10Eu vou jogar um marcatexto, mas antes eu queria fazer um comentário,
12:15Tomás, como você traz muito bem essa história do Talar Freak,
12:19que foi...
12:20Eu acho que nós precisamos criar, ou vai ser criado pela história,
12:22um glossário sobre os tiros no pé de Donald Trump.
12:27Vai ter que ter um glossário, vai ter que ter um índice para você...
12:31Porque foram tantas as iniciativas de Trump que se voltaram contra ele,
12:36e esse foi mais um, né?
12:37Acabou sendo um instrumento de campanha para o Talar Freak,
12:43que é pastor protestante,
12:45e tem uma retórica também fantástica.
12:48E a capacidade de retórica também, para o meu destaque,
12:51é o que você mencionou, o Abdul Saeed,
12:53que conquistou uma vaga pelo estado de Michigan para o Senado.
12:58Ser muçulmano nos Estados Unidos é uma questão complexa, vamos dizer assim,
13:04por motivos culturais e históricos,
13:08e ele se firmou como candidato ao Senado,
13:10e enfrentou várias situações,
13:14inclusive de acusações pesadas contra ele,
13:16obviamente, durante a campanha de associação a grupos terroristas, etc.
13:22Em todas elas, o que me chama a atenção,
13:25e o que eu acho que é um ensinamento muito grande
13:30para quem acompanha política, para quem faz política,
13:33é a capacidade de dialogar, de argumentar.
13:38E, em um ambiente absolutamente hostil,
13:41o Abdul Saeed conseguiu, através da argumentação,
13:46se sair bem em debates na Fox News,
13:50que era um ambiente completamente difícil para ele,
13:54como se sabe,
13:55que a Fox News tem uma tendência mais conservadora,
13:58mais republicana.
13:59Então, o meu destaque é para o Abdul Saeed,
14:01que realmente demonstrou uma capacidade
14:04de argumentação fantástica, Tomás.
14:06Exatamente, Luciano.
14:08O comentário final que eu vou fazer desse tema
14:11é que Trump, mais uma vez, mostrou que tropeçou
14:14nos seus próprios pés.
14:17E um comentário bem pessoal.
14:19Me assusta um país que vive de imigrantes,
14:23ou seja, tirando Debbie Haaland,
14:25que é a única política,
14:27vai ser a única governadora primeira,
14:29e a única que está aí ocupando um cargo tão importante
14:33na política americana,
14:36ela é a única nativa.
14:38O resto, todo mundo é imigrante,
14:40inclusive Donald Trump.
14:42Então, a gente tem que ter essa perspectiva
14:45de que o mundo está conectado, globalizado.
14:48A gente não tem mais um mundo
14:50em que as separações são tão necessárias
14:57para que um grupo possa prevalecer,
14:59muito pelo contrário.
15:00A gente quer uma economia mais expandida,
15:02acesso para todo mundo.
15:04E, efetivamente, Luciano,
15:07a gente precisa de lembrar
15:09que esse resultado eleitoral,
15:11ele é um grito do povo americano.
15:14Não foi um resultado eleitoral
15:16de um distrito importante,
15:18ou elegendo uma pessoa
15:20que estava num distrito
15:22e conseguiu angariar votos
15:23ali de forma periférica.
15:26Muito pelo contrário.
15:27O povo americano falou alto
15:29e claro que esse modelo
15:31ele não vai aceitar.
15:32Você falou de imigrantes.
15:34Eu queria encerrar aqui,
15:35antes do nosso intervalo, Tomás,
15:37para falar de Rita Mendes,
15:39brasileira de Conselheiro Pena em Minas Gerais,
15:42que se reelegeu
15:43para a Câmara dos Representantes
15:45de Massachusetts.
15:46Por quê?
15:47Ela é uma advogada de imigração,
15:51ou seja, ela atende a imigrantes
15:53e no distrito que ela venceu
15:54não há predominância,
15:56inclusive, de brasileiros,
15:57mas sim de outras nacionalidades,
15:59de outros imigrantes
16:02que levaram a Rita Mendes
16:04à reeleição.
16:05Também com um discurso
16:06muito sustentado
16:10em cima dos direitos dos imigrantes.
16:12Reforçando esse conselho
16:13que você está falando,
16:14que é essa força da imigração
16:15nos Estados Unidos.
16:16Exatamente.
16:16Foram sete brasileiros eleitos,
16:19como deputados locais,
16:21estaduais,
16:22mas o engraçado
16:23e a conexão de todas as histórias
16:25é que todos eles foram jovens,
16:27muito pequenos,
16:28crianças para os Estados Unidos,
16:30ficaram por um longo período
16:31ilegais,
16:32até conseguirem se legalizar
16:34e se tornarem pessoas
16:35proeminentes na sociedade,
16:37e o povo americano
16:38acabou escolhendo essas pessoas.
16:40óbvio,
16:40você está trazendo a Rita
16:43como um exemplo local.
16:46Ela se elegeu
16:47numa comunidade
16:48em que as pessoas
16:49querem mais esse espaço
16:52para os imigrantes.
16:55mais a gente tem aí
16:57pessoas que vão ascender
16:59ao parlamento americano
17:01e que são brasileiros.
17:02São sete
17:03e são representações
17:05importantíssimas.
17:06Muito bem.
17:07Vamos a um rápido intervalo
17:09e já voltamos
17:10com opinião internacional.
17:16É hora do nosso giro
17:17de notícias,
17:18Tomás Tomasi.
17:19Vamos dar um salto
17:21bem grande,
17:22vamos para o Oriente Médio,
17:24onde o primeiro-ministro
17:25israelense Ben-Amin Netanyahu
17:27não quer deixar
17:28o presidente Trump
17:28sozinho
17:30nas encrencas.
17:31Ele também está enfrentando
17:32uma série de problemas
17:33após as eleições
17:34que aconteceram recentemente
17:35para se manter no cargo.
17:36Exatamente.
17:37Teve eleição
17:38para o Kinesh,
17:39que é o parlamento
17:41de Israel,
17:42lembrando que Israel
17:43é um parlamentarismo,
17:45ou seja,
17:46é do parlamento de Israel
17:48que sai o primeiro-ministro
17:49que vai ser
17:50o chefe de governo,
17:52não o chefe de Estado,
17:53porque Israel
17:54tem um presidente.
17:58Bibi Netanyahu
18:00tenta a sua
18:03continuidade no poder,
18:04para ele é vida
18:06continuar no poder,
18:07porque ele sabe
18:07o quanto vai ser
18:08danoso
18:10na trajetória política
18:11e pessoal dele
18:12quando ele sair,
18:13fizer o step-down
18:14de primeiro-ministro,
18:15sair do cargo,
18:16ele tem
18:17condenação internacional
18:19no próprio
18:20território israelense
18:21e para os israelenses
18:23ele tem muitos
18:24opositores,
18:25tanto que
18:26mesmo com a máquina
18:27do governo de Israel
18:28nas mãos
18:29e mesmo
18:31potencializando
18:31alguns conflitos
18:33ali na região
18:34para poder se manter
18:35no poder,
18:35a gente tem
18:37Gad Eisencott,
18:38que já fez
18:39parte do governo
18:40de Benjamin Netanyahu
18:42e que se tornou
18:44oposição.
18:45Ele teve
18:45um pouquinho menos,
18:47acredito que duas cadeiras a menos
18:48o partido dele teve
18:50do que Benjamin Netanyahu,
18:52mas nenhum dos dois lados
18:53conseguiu formar governo.
18:54Então fica aquele momento
18:56transitório
18:57em que os parlamentares
18:58se conversam
18:59para uma possível
19:00composição de governo
19:01ou,
19:02caso não ocorra
19:04essa composição
19:05de governo,
19:06há uma nova eleição.
19:08Vale dizer que Israel
19:09é um território
19:10que politicamente
19:11tem muitas divergências
19:13dos partidos,
19:14a gente tem que lembrar
19:15que apesar de ser em Israel
19:16existem partidos árabes
19:18que compõem o Kinesh
19:19e foram eles,
19:21Lucianos,
19:22que de ontem
19:24para hoje
19:24decidiram se manifestar
19:27pró-oposição,
19:28ou seja,
19:29pró-Eisencott,
19:30pelo menos é uma
19:31primeira manifestação
19:33mesmo que superficial
19:34que enfraquece
19:35Benjamin Netanyahu.
19:37A gente dizia
19:38recentemente
19:38que a democracia
19:39parecia estar vivendo
19:40uma crise
19:41de confiança,
19:44mas me parece que
19:45a democracia
19:46está saindo do divã
19:47e o que é de bom,
19:48de melhor na democracia
19:50é essa alternância
19:51que proporciona
19:52visões diferentes.
19:54Vamos passar agora
19:55meu amigo Tomás
19:57para falar sobre
19:58transporte aéreo.
20:00A Lufthansa
20:02adquiriu
20:03parte da
20:04portuguesa TAP
20:05por um bilhão
20:06de euros, Tomás.
20:0744,9%
20:09lembrando que
20:10a TAP,
20:11Companhia Portuguesa
20:11de Transportes
20:12Aéreos de Portugal,
20:14também chamada
20:16internacionalmente
20:17como TAP Air Portugal,
20:19ela é uma empresa
20:20estatal.
20:21Então, o governo
20:22de Portugal
20:23decidiu aceitar
20:24a proposta
20:25da Lufthansa.
20:26Podemos dizer
20:27que teremos
20:28chucrutes
20:29com
20:29passeio de Belém.
20:32Está muito bom.
20:34Meu amigo Tomás,
20:35agora um lado
20:37preocupante,
20:38alertas de bomba
20:39em aviões
20:40na Europa,
20:41pipocando,
20:42foram de ontem
20:43para hoje,
20:44foram 14 ou 15
20:45alertas de bomba
20:46na Europa.
20:47Isso é assustador.
20:49Isso é assustador
20:51e é parte
20:51de uma dinâmica
20:53terrorista,
20:55uma tentativa.
20:56São apenas
20:57ameaças,
20:58nenhuma bomba
20:59foi confirmada,
21:01nenhum voo
21:02teve algum tipo
21:03de prejuízo
21:04ou bomba
21:05sendo desarmada,
21:06mas são ameaças.
21:07E essas ameaças
21:08e esse temor,
21:10esse terror
21:11tem ocorrido
21:12por conta ainda
21:13do conflito
21:14de Ucrânia
21:14e Rússia,
21:16que continuam
21:17tendo
21:17a sua disputa
21:19bélica
21:20ainda de forma
21:22acentuada.
21:24Muito bem,
21:25esse foi
21:25o nosso
21:26Giro de Notícias,
21:27voltamos em instantes
21:28para o último bloco
21:30do Opinião Internacional.
21:35Estamos de volta
21:36com a Opinião Internacional,
21:38esse é o bloco
21:38do Soft Power.
21:40O Tomás,
21:40o primeiro-ministro
21:41do Canadá,
21:42Mark Carney,
21:43já disse o seguinte,
21:44os atletas russos
21:46não poderão
21:46entrar no país
21:47para participar
21:48do Mundial
21:49de Hóquei
21:50no gelo.
21:51Explico,
21:52o Tribunal
21:52do Esporte
21:53Internacional
21:54Casa
21:54havia autorizado
21:55que os atletas
21:56russos,
21:57que estão
21:57banidos
21:57do esporte
21:58desde 2022
21:59por causa
21:59da guerra
21:59na Ucrânia,
22:01participassem
22:01desse campeonato.
22:03Houve um boicote
22:04de vários países
22:05em relação a isso
22:06e o primeiro-ministro
22:07do Canadá
22:07disse o seguinte,
22:08acontece o que
22:09acontecer,
22:09não vai permitir
22:10a entrada
22:11dos atletas russos.
22:12a Rússia
22:13continua penando,
22:14os atletas russos
22:15continuam penando
22:16de fora das competições
22:17internacionais.
22:17Em todas as categorias
22:19e todos os esportes,
22:21a Rússia
22:22está banida.
22:22é um dispositivo
22:27que a humanidade
22:28tem usado
22:29de tirar
22:29do circuito
22:31natural
22:31aqueles que
22:32não comungam
22:34de uma prática
22:35harmoniosa,
22:36ou seja,
22:36por conta
22:37de ter invadido
22:38a Ucrânia,
22:40a Rússia
22:41está banida
22:42de vários esportes.
22:44No tênis,
22:45por exemplo,
22:46os atletas
22:46não usam bandeira,
22:48dentre outras
22:48situações
22:50pontuais.
22:50Então,
22:51é uma das consequências
22:53da guerra
22:53entre Rússia
22:54e Ucrânia
22:54que a gente tem
22:56percebido
22:56na dinâmica
22:58do esporte.
22:59Hora do humor
23:00internacional.
23:01Explica para a gente
23:01aí,
23:02nós vamos mostrar
23:02um vídeo
23:03sobre um episódio
23:04em Uganda.
23:05Rapaz,
23:05eu vou ter que contar
23:06com a ajuda
23:07do Miguel.
23:07Tira o pessoal
23:08do rock
23:08aí e vamos
23:10colocar um vídeo.
23:11Aí,
23:12o Miguel vai botar
23:13na tela
23:14e eu vou pedir
23:14para ele dar
23:15o play.
23:15o que que acontece,
23:18meu amigo?
23:19Um parlamentar
23:22de Uganda
23:23resolveu
23:24fazer algo
23:26inusitado.
23:28Você que está
23:28nos assistindo
23:28vai escutar
23:29e assistir agora.
23:32right on
23:33do que?
23:38Who is that?
23:41Who?
23:42Uh, uh.
23:44Not Chivumbe.
23:45Who is that?
23:46It is you.
23:48No, you.
23:49Nansana.
23:52Get up.
23:53You can't do that
23:54in this house.
24:20Então, é o caso do parlamentar de Uganda,
24:24no Congresso de Uganda,
24:26que soltou um pum à Madam Speaker,
24:31que é como se fosse a figura,
24:33porque é uma figura assemelhada ao parlamento britânico.
24:37Madam Speaker é a líder do Congresso.
24:40Ela chama a atenção, que estava organizando os trabalhos,
24:43e obriga o parlamentar peidorreiro a pedir desculpas.
24:51Muito bom.
24:51Meu amigo, agora é hora de fazer valer o seu passaporte.
24:56É isso, meu irmão.
24:58Vamos falar de viagem.
25:01E essa imagem é interessante,
25:04de um lugar muito bonito e muito bacana,
25:07que eu visitei e que eu recomendo.
25:10E o seu pedido sempre é para a gente trazer lugares alternativos,
25:15que estão fora do roteiro natural.
25:17Eu estou indicando Andorra, isso mesmo.
25:20Andorra, que tem a sua capital, La Vecchia.
25:24Andorra é um país encravado entre a Espanha e a França.
25:29E a minha dica é para que, se você estiver fazendo uma gira pela Espanha,
25:34ou seja, você estiver, por exemplo, em Barcelona,
25:37sobretudo Barcelona, você consegue alugar um carro e ir até Andorra.
25:41E tem várias características interessantes desse principado.
25:45Andorra é um principado que tem dois príncipes.
25:48Então, a chefia do estado de Andorra é dividida entre duas figuras.
25:54Uma dessas figuras é o bispo da paróquia lá de Andorra,
25:59que eu não vou saber dizer o nome.
26:00Esse é um dos príncipes.
26:02O outro príncipe é aquele que ocupa a cadeira de presidente da França.
26:07Ou seja, toda vez que um presidente francês se elege,
26:11ele se torna também príncipe de Andorra.
26:14Então, Emmanuel Macron é príncipe de Andorra também.
26:19E Andorra tem um parlamento muito bonitinho,
26:21que você consegue visitar o parlamento novo e o parlamento antigo.
26:25E quem faz as regras e governa Andorra,
26:30que é um principado, é o parlamento.
26:34Além disso, a última característica para nós brasileiros
26:37é um paraíso para compras.
26:40Vale a viagem, vale para compras.
26:43Não me lembro de uma culinária específica, mas vale a história.
26:47Ah, me lembro sim.
26:49Tinham vários embutidos, salames, tal,
26:52muito deliciosos e que valem a pena serem provados.
26:56Muito bem, Tomás, Tomás e suas dicas de viagem.
26:58Estamos encerrando o Opinião Internacional.
27:01Muito obrigado pela sua audiência.
27:03Obrigado.
27:05Obrigado.
27:05Obrigado.
27:15Obrigado.
27:17Obrigado.
27:17Obrigado.

Recomendado