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NotíciasTranscrição
00:07Ele está à frente da associação que representa o mercado de seguros no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.
00:13O Histórias Empresariais recebe Ronaldo Vilela, diretor executivo do Sindiceg, que é o sindicato das seguradoras dos dois estados.
00:21Não é isso, Ronaldo? Bem-vindo.
00:23É isso, Rafael. Muito obrigado. É um prazer estar aqui.
00:26Bom dia. Ótimo. Eu já vou começar falando aqui sobre uns dados que o Ronaldo trouxe aqui, gentilmente, para o
00:34jornalista ávido aqui por informações que sou e que mostra que o Espírito Santo tem 1,6% do mercado
00:41nacional de seguros.
00:44Mas a população e o PIB do Espírito Santo estão ali na margem de 2. Isso significa, traduzindo, que tem
00:50espaço para crescer no Estado.
00:51Sim, sim. Sem dúvida. Esse é um dos indicativos de que o seguro aqui no Espírito Santo tem uma margem
01:00ainda...
01:00Só um instantinho, Ronaldo.
01:05É, só...
01:06Isso. Quer que comece de novo?
01:09Ah, então tá bom.
01:11Aqui tá bom?
01:12Tá. É só para captar mais aqui.
01:14Mas, Ronaldo, fica à vontade, tá?
01:16Não, tá bom aqui.
01:17Sem problema, tá?
01:18Vamos lá. Tenta projetar só um pouco mais a voz, entendeu?
01:21Ah.
01:22Isso.
01:23Isso. Mas fica à vontade. Não precisa ficar tenso, qualquer coisa.
01:27Não, não tô tenso, não.
01:29É, se não...
01:29É que a minha garganta...
01:30Eu sou uma pessoa que fala pouco.
01:32Entendi.
01:32Quando eu falo muito, ela reclama.
01:34Entendi. Sem problema.
01:35É, chegar um pouquinho mais perto.
01:37Tá bom.
01:38Aí quer que eu refaça a pergunta?
01:39É, sim.
01:40É, assim, a pergunta já tá gravada, tá?
01:43Vou fazer uma pergunta mais à vontade.
01:44O mercado de seguros do Espírito Santo representa 1,6% nacional.
01:51Só que o Espírito Santo tem, aí numa média aí do PIB, população, 2% do Brasil, né?
01:59Eu queria que falasse um pouquinho sobre esse potencial de crescimento do mercado de seguros aqui.
02:04Sim, Rafael. Essa constatação mostra, quer dizer, o Espírito Santo tá com 1,6% em relação à arrecadação de
02:14seguros no Brasil.
02:17Isso demonstra que tem um vácuo, digamos, que tem um pedaço que o sindicato...
02:30Desconsidera.
02:31Quer retomar? Não tem problema.
02:33Pode ficar tranquilo, que é um bate-papo, tá?
02:36Assim, é tranquilo.
02:37Vou começar.
02:39Pode, fica à vontade.
02:41Sim, Rafael.
02:42Esse percentual que você mencionou, 1,6%, é a arrecadação de prêmios no Espírito Santo em relação à arrecadação de
02:48prêmios de seguro no Brasil.
02:50Isso demonstra que o mercado de seguros capixaba tem muito a crescer.
02:56E esse, como eu disse, é um dos indicativos, mas principalmente levando em conta o PIB e outros fatores,
03:04mesmo porque no Brasil todo, não só no Espírito Santo, ainda existe um espaço muito grande para o seguro crescer.
03:11E as seguradoras aqui no Estado têm um índice baixo de perda, por assim dizer, de pagamento por causa de
03:22sinistros de ocorrência.
03:23Baseado nesse índice, enquanto que a arrecadação em relação ao Brasil representa 1,6%,
03:30os pagamentos de indenizações, por exemplo, representam 0,9%, ou seja, o mercado de seguros arrecada mais do que paga.
03:42Esse é um indicativo também que demonstra que é um mercado bom para as seguradoras atuarem.
03:47É um mercado que apresenta um índice de risco que se torna atrativo para as seguradoras desenvolverem o seu trabalho,
03:55expansão dos negócios aqui no Espírito Santo na área de seguros.
03:59Excelente. Eu vou, então, agora abrir aqui para o senhor falar sobre o sindicato das seguradoras, né,
04:06que atua no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, e é um dos oito, não é isso, que representa o
04:12setor no país.
04:13Sim. É, o setor de seguros no Brasil está representado por oito sindicatos que formam uma federação,
04:21que é a FENASEC, Federação Nacional das Seguradoras, e no caso do Rio de Janeiro,
04:26cada um desses oito sindicatos tem o que nós chamamos de base territorial.
04:31A base territorial do Sindicato do Rio compreende o Estado do Rio e o Espírito Santo.
04:37E há outros sindicatos que, geralmente, por exemplo, Minas Gerais,
04:42compreende Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso.
04:46E assim, outros estados, São Paulo, por exemplo, é só o território de São Paulo.
04:50Já basta, né?
04:51O Rio Grande do Sul também é só o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, já o Paraná é Paraná
04:57e Mato Grosso do Sul.
04:59E depois, no Nordeste, os sindicatos da Bahia compreendem quatro estados, unidades da federação,
05:09e o sindicato sediado em Pernambuco, esse sim, representa três estados do Norte e Nordeste.
05:16É, e eu vi aqui, né, nos dados que o senhor nos trouxe, que o Espírito Santo tem, falando aqui
05:23especificamente, né,
05:25do seguro de veículos, ele tem um índice muito alto de recuperação, né, de veículos.
05:32Está acima da média nacional, isso é um sinal que o Espírito Santo tem uma segurança, por assim dizer?
05:38Sim, esse índice de recuperação, que quer dizer o seguinte, dos veículos que foram furtados e roubados,
05:46a segurança pública conseguiu recuperar, nós temos dado aí até o mês de setembro, em torno de 60%.
05:55O Espírito Santo está geralmente entre os cinco estados no Brasil que tem o melhor índice de recuperação.
06:02De veículos, né?
06:03De veículos, isso demonstra que a segurança pública no Espírito Santo tem um alto nível de recuperação
06:10e também o combate ao crime, no caso de automóveis, de roubo e furto.
06:16O Espírito Santo é continuamente, esse índice de roubo e furto de veículos vem decrescendo
06:22e hoje é um dos melhores índices no Brasil de combate ao roubo e furto de veículos.
06:29Excelente. E a gente tem também aí a modalidade do seguro de telefones celulares, né, que está em crescimento a
06:35procura por esse serviço?
06:37É, a procura é... Primeiro, a procura, ela vai crescer em relação ao crescimento do mercado.
06:43Lógico, as pessoas hoje... O Brasil tem um dos maiores índices de per capita de posse de celular, né?
06:50Então, logicamente, que a procura vem do fato de um mercado ser muito grande,
06:58mas vem também pelo aumento da criminalidade, no caso do roubo e furto de celular.
07:03As pessoas percebendo esse risco na posse de um celular e automaticamente vão procurar fazer um seguro
07:12dado esse aumento do índice de roubo e furto de celular.
07:16E o índice também de recuperação nos casos de furto de celular são bastante elevados, a gente pode falar, aqui
07:26no Espírito Santo.
07:27Sim. É, como foi citado no caso do automóvel, todos esses crimes que o sindicato faz a compilação com base
07:34nos índices da secretaria,
07:36no caso automóveis, residências, estabelecimentos comerciais, bicicletas e também de celulares, né?
07:44Todos esses índices no Espírito Santo demonstram que a situação da criminalidade está sob controle, né?
07:50Ótimo.
07:51E, consequentemente, o índice de recuperação com atuação da segurança pública traduz esse trabalho eficiente da segurança pública
07:58na recuperação do que é roubado e furtado.
08:02Ou seja, segurança pública também é segurança para os negócios e traz aí um mercado muito próspero na área de
08:11seguros.
08:11Sim. Isso é falado há muito tempo, mas segurança pública é fundamental, né?
08:15É preciso que haja o crescimento econômico e tenha uma relação direta com a questão da segurança pública, né?
08:25Quer dizer, a segurança que as pessoas têm para conviver naquela comunidade, a segurança que o empreendedor tem para investir,
08:34segurança pública é fundamental.
08:35Não só do ponto de vista pessoal, né?
08:38De afetar a integridade física das pessoas ou a perda de bens, por exemplo, no roubo e furto de automóveis,
08:45mas principalmente na questão de trazer tranquilidade não só às pessoas, como também aos investidores e empresários.
08:54Com certeza.
08:55Uma dúvida que apareceu aqui, a gente estava conversando antes, é sobre as modalidades de seguro, por exemplo,
09:02envolvendo partes do corpo, né?
09:03Eu estava brincando com a voz, com a mão, a gente falou da Cláudia Hayer, né?
09:08Isso que fez o seguro das pernas, né?
09:11Quando era mais jovem.
09:12Esse tipo de seguro, ele ainda é algo que não é tão buscado aqui no Espírito Santo.
09:17O senhor sabe se já tem um índice de procura?
09:20Rafael, é interessante porque isso leva ao seguinte, o grande desafio do mercado de seguros para crescer
09:28é no sentido de levar ao conhecimento da população, isso as entidades do setor de seguros fazem grande esforço,
09:37as próprias seguradoras na sua comunicação, nas suas políticas de marketing,
09:41mas é fundamental que as pessoas conheçam os benefícios do seguro.
09:46As pessoas têm, primeiro, a percepção do risco, vão procurar, tendo a percepção, vão procurar uma proteção,
10:00que aí no caso o seguro oferece essa proteção, mas é fundamental que as pessoas tenham conhecimento dos benefícios do
10:07seguro.
10:07Ou seja, as entidades do setor, as próprias seguradoras, trabalham muito hoje no que nós chamamos cultura do seguro.
10:14Ou seja, levar esse conhecimento à população dos benefícios do seguro e procurar desmistificar uma série de fatores
10:22que às vezes as pessoas se equivocam, por exemplo, com relação ao preço do seguro
10:27e principalmente os tipos de seguros que são oferecidos hoje.
10:33O caso, por exemplo, que você menciona, uma pessoa poder segurar a parte, um pianista, por exemplo,
10:38poder segurar as suas mãos porque a sua atividade depende disso, né?
10:44Se houver algum problema, essa consequência que vai trazer uma perda financeira, isso o seguro cobre
10:51e dá condição da pessoa, independentemente do exercício, da impossibilidade daquele exercício,
10:59da pessoa ter condição financeira de viver.
11:02Então, é muito importante que as pessoas conheçam, volto a dizer, o benefício do seguro.
11:08Que é amplíssimo, assim, né? Não é só o carro, a casa...
11:12Sim, é chamado de seguros de massa, né?
11:14Porque tem os grandes riscos, né? Por exemplo, uma plataforma, um avião,
11:18e são chamados grandes riscos.
11:19Seguros de massa, que compreendem basicamente automóveis seguros da residência, né?
11:25Seguros de residência, por exemplo, no Brasil, tem muito a crescer.
11:28Hoje, a cobertura é em torno de 17%.
11:31Quer dizer, mais de 80% das residências não tem nenhum tipo de proteção, né?
11:37Principalmente do conteúdo, no caso de um incêndio, por exemplo,
11:40num apartamento ou em uma casa.
11:42Um roubo, né?
11:43É, e o seguro de roubo também, mas as pessoas não têm noção da importância
11:50e o seguro é relativamente barato.
11:53A pessoa pega fogo no apartamento.
11:54No seguro de residência, a pessoa às vezes tem ideia de que o seguro de carro,
11:58tem um valor maior.
12:00E a pessoa às vezes associa, bom, o seguro de carro é caro,
12:03o seguro da residência...
12:05Um seguro de residência hoje, por ano, com a cobertura total de todo o conteúdo,
12:10não passa de 300 reais.
12:13Né?
12:13Olha...
12:14Tem o seguro de vida também.
12:15Eu sei porque eu faço, né?
12:16Mas realmente, proporcionalmente a um veículo, é um valor bem mais baixo.
12:22Não, é 0,01%.
12:24Um veículo pode ser 4%, 5%, enfim, depende de muitas variáveis, mas as pessoas desconhecem
12:34que muitos seguros são muito baratos.
12:36A despeito da renda familiar, por exemplo, isso não tem correlação com o fato de não
12:42fazer seguro.
12:43Tem uma razão pelo fato de a pessoa desconhecer os benefícios do seguro.
12:49Então, por exemplo, um seguro, vamos dar como exemplo o seguro auxílio funeral, que é
12:55um seguro baratíssimo.
12:56Importantíssimo.
12:57A pessoa às vezes tem dificuldade para enterrar um ente querido e o seguro, o auxílio funeral
13:04custa baratíssimo.
13:05Você nunca sabe que de repente pode precisar ali...
13:09Paga 30, 40, 50 reais por mês e no caso de ter que enterrar um ente da família, o seguro
13:16cobre todas as despesas do sepultamento, ajuda na parte burocrática.
13:23E não adianta ficar esperando fazer isso porque o dia de amanhã ninguém sabe.
13:26Não, exatamente.
13:28Dá atendimento psicológico e tudo depende da cobertura.
13:32O seguro, a cobertura é importante, ou seja, o que está coberto no seguro.
13:37E as pessoas também precisam tomar muito cuidado no que está excluído do seguro.
13:41Porque o contrato, ele é claro nesse sentido.
13:45E pelo Código de Defesa do Consumidor, a seguradora tem que destacar, por exemplo, o que está excluído.
13:50Porque nem tudo, a pessoa não pode, faz o seguro e não pode achar que tudo está coberto,
13:56que tudo está garantido.
13:59Sempre tem as exclusões.
14:00Isso vai definir o risco.
14:02A definição do risco vai levar à determinação do preço.
14:05Quanto maior o risco, maior é o preço do seguro.
14:10Então, é importante que as pessoas tenham noção, quando contratarem o seguro, via o corretor de seguros.
14:17É preciso que o corretor esclareça sempre a pessoa sobre aquilo que está contratando, quais são as coberturas
14:23e também que informe quais são as exclusões.
14:27Porque, como eu disse, nem tudo que é contratado está coberto pelo seguro.
14:32Existem limites, né?
14:33É, exatamente.
14:34E essa delimitação do risco vai definir o preço.
14:37Então, por exemplo, no seguro de automóvel tem a franquia.
14:40A franquia é o que a pessoa assume como risco dela.
14:43Bom, eu sou cuidadoso, então eu posso contratar uma franquia, sei lá, de 50 mil reais que eu tenho condição
14:50de assumir.
14:51O preço vai diminuir em função de que ele está repartindo aquele risco com a seguradora.
14:58Agora, se ele não quer, no caso de um acidente, por exemplo, se ele não quer pagar uma franquia,
15:03não quer assumir um custo de reparação do veículo, por exemplo, muito alto, ele faz uma franquia baixa.
15:09Ele torce para não bater numa Ferrari, por exemplo, né?
15:12É.
15:12Senão ele está lascado.
15:13E aí ele faz, por exemplo, uma franquia menor, mas o preço vai ser maior, porque a seguradora está assumindo
15:20um risco maior.
15:21O caso que você citou da Ferrari, aí, inclusive, é o seguro de responsabilidade civil.
15:26Ou seja, que é muito importante.
15:28As pessoas, às vezes, não prestam atenção nesse seguro, que é um seguro relativamente baixo.
15:33E há pouco tempo eu renovei minha pólice e lá, como a minha oficina lá, o ferreiro tem que ter
15:41espeto de ferro, não espeto de pau,
15:44eu fiquei atento a esse detalhe, aumentei significativamente a minha cobertura para danos a terceiros
15:52e o valor, o preço do seguro subiu relativamente pouco.
15:56As pessoas, ao contratar o seguro de automóvel, é importante verificar qual é a verba que estão destinando para cobrir
16:05danos provocados a terceiros.
16:08Porque esse dano cobre danos materiais pessoais e até danos morais.
16:12E é relativamente pequena a taxa que cobre esse valor.
16:17Então, a pessoa, às vezes, põe 100 mil reais de cobertura do seguro de responsabilidade civil.
16:23Se ele passar para 200, vamos supor, com 100 mil ele pague 30.
16:29Se ele passar para 200, não quer dizer que vá para 60.
16:33Pode ir para 35, 40.
16:35Então, é muito importante.
16:36E o seguro de responsabilidade civil é importantíssimo, porque a pessoa arca com a responsabilidade de indenizar a terceiro por
16:45dano que causa essa pessoa.
16:46Por exemplo, até no incêndio de residência, há um caso recente que um apartamento incendiou por desídia do morador, problema
16:56de instalação elétrica e causou danos em 10 apartamentos no prédio.
17:02Nossa.
17:03Ele, além de, provavelmente...
17:05Que situação, hein?
17:05Sem seguro.
17:06É, ou tendo um seguro ser insuficiente, é outro detalhe, o seguro tem que ser suficiente.
17:13Às vezes, para economizar no valor, no preço do seguro, a pessoa faz um seguro que a gente chama de
17:19insuficiente.
17:20Quer dizer, é incapaz de cobrir todo aquele risco que a pessoa tem, cobre parcialmente o risco.
17:30Então, é muito importante que a pessoa faça um seguro suficiente.
17:33E, no caso que eu citei, a pessoa, se tinha seguro, o seguro poderia ser insuficiente, porque é o seguro
17:40do conteúdo, não é o seguro de condomínio.
17:42O seguro de condomínio é uma situação, seguro residencial é outro.
17:46O seguro de condomínio cobra as instalações do prédio, as áreas comuns do prédio.
17:51O que tem dentro, por exemplo, de um apartamento, não é coberto pelo seguro de condomínio.
17:58É coberto por um seguro residencial.
18:00E o seguro residencial tem uma gama amplíssima de coberturas.
18:05Ele tem, além do conteúdo, ele tem roubo, por exemplo, cobre roubo.
18:10Ele cobre responsabilidade civil.
18:14Esse, por exemplo, esse caso que eu citei, esse apartamento que causou danos a 10 apartamentos, ele vai responder por
18:22esse dano causado até cedo.
18:25Agora, eu queria até fazer uma pergunta que eu não sei se está relacionado com a questão de incêndio, por
18:32exemplo, não sei.
18:33Eu sei que a gente fez uma reportagem um tempo atrás mostrando que os carros elétricos, que agora todo mundo
18:39quer ter um carro elétrico,
18:40os carros elétricos têm uma taxa de seguro, tem um prêmio ali um pouco mais alto.
18:46Isso se deve ao custo do reparo ou se deve a alguma questão relacionada a incidentes como incêndio?
18:55É, o seguro de incêndio de um carro elétrico, uma das causas do preço está relacionado à questão de ser
19:06um carro elétrico.
19:07Por exemplo, um incêndio em um carro elétrico, ele não pode ser apagado.
19:12Então, a perda ali é fatídica.
19:15O fogo só vai acabar quando consumir toda a energia da bateria.
19:21Então, esse é um risco, mas é uma possibilidade bastante remota.
19:27Mas o preço do seguro do carro elétrico, ele vai variar de acordo com as mesmas condições de um carro
19:34a combustão, por exemplo.
19:36Porque às vezes são variáveis.
19:37Por exemplo, no caso de automóvel, a combustão, por exemplo, motor a combustão, o preço do veículo leva em conta,
19:45é uma base de cálculo.
19:47A maneira como aquele veículo é cuidado, por exemplo, se ele é guardado em garagem, e principalmente quem habitualmente vai
19:54conduzir aquele veículo.
19:55Se for uma mulher, fica mais barato.
19:56É, isso a mulher, a gente sabe que é sempre mais cautelosa.
20:01E isso pode ser avaliado no risco.
20:03Hoje, há uma multiplicidade de fatores que, graças a tecnologias, as seguradoras podem obter.
20:11Então, isso é muito importante, porque vai personalizar aquele risco.
20:16E ao personalizar o risco, vai cobrar exatamente.
20:19A chamada justiça tarifária.
20:21Vai cobrar o preço mais justo possível.
20:24Por exemplo, se isso tudo é obtido na entrevista, no questionário, e outro detalhe.
20:31O seguro está na lei do seguro.
20:33O seguro é um contrato baseado na boa-fé.
20:36Por exemplo, no seguro de vida, tem uma pergunta.
20:41Você tem uma doença pré-existente?
20:44Você tem conhecimento de uma pré-existente?
20:46Se a pessoa não tiver conhecimento, vai declarar que não tem.
20:51Mas se tem, e depois, ocorrendo, por exemplo, uma morte, se vai haver uma investigação da seguradora,
21:00ele vai constatar que ele teve um infarto e foi hospitalizado seis meses atrás.
21:05Então, ele negou essa informação.
21:08Isso aí traz consequência, porque o seguro, o contrato de seguro é baseado,
21:12o Código Civil dizia, na base estreita da boa-fé.
21:15A boa-fé é fundamental no contrato de seguro, não só para o segurado, como também pela seguradora.
21:22Não pode mentir, não pode omitir uma coisa dessas.
21:24É um contrato baseado na confiança mútua e recíproca entre o segurado e a seguradora.
21:31Uma dúvida aqui que também foi despertada, a gente está falando de carro elétrico,
21:37e aí vem as bikes elétricas que tomaram as ruas.
21:40A gente vê aí bicicleta elétrica para todo lado, ciclovia aqui na cidade de Vitória,
21:45a gente tem uma malha de ciclovia, que na grande Vitória inteira está sendo ampliada.
21:50As bicicletas elétricas são um produto que tem uma procura muito grande por seguro?
21:55Se não tem, deveriam ter.
21:58É um pouquinho, não é baratinho, a bicicleta elétrica é uns oito, mil.
22:02E principalmente pelo comportamento que o ciclista demonstra nessas faixas,
22:08que às vezes, na maioria das vezes, são compartilhadas com o pedestre.
22:11É, coloca em risco a minha integridade como pedestre, inclusive.
22:14E a bicicleta elétrica hoje está evoluindo para as bicicletas maiores e mais pesadas.
22:19O dano provocado por uma colisão de uma bicicleta com um pedestre pode ter consequências muito sérias.
22:27Então, o seguro da bicicleta, aí volta à responsabilidade civil.
22:31Além do seguro da bicicleta em si, por exemplo, contra roubo ou furto.
22:36Porque a questão de dano é muito pequena, né?
22:40Quer dizer, é diferente de um veículo, de um carro, por exemplo.
22:44Mas a bicicleta elétrica é muito importante as coberturas de roubo e furto
22:50e principalmente responsabilidade civil.
22:52Civil com terceiros, né?
22:53Porque a maneira...
22:54Atropela uma pessoa e machuca.
22:56Os danos que a bicicleta elétrica hoje são pesadas e a velocidade costumeira,
23:02que a gente pode perceber que a pessoa transita nessas faixas de pedestre.
23:10Aqui vocês têm a praia de Camburi, por exemplo.
23:13É, eu faço caminhada na beira-mar ali.
23:15Pois é.
23:15É um absurdo, né?
23:17A velocidade que as pessoas passam numa faixa, numa calçada para pedestre.
23:21Então, isso é importante.
23:23Agora, como eu disse, é importante a pessoa perceber o risco que está oferecendo a terceiros, né?
23:34Procurar, consciente dessa percepção, ter prevenção.
23:39Ela pode ter dois tipos de prevenção.
23:42Ah, eu vou agora tomar mais cuidado.
23:43Eu vou diminuir a minha velocidade porque eu posso atropelar alguém.
23:47É o certo, né?
23:47É, ou se ele não tem essa consciência, pelo menos ele vai procurar,
23:53ele tendo essa percepção e procurando se prevenir,
23:58ele vai procurar uma proteção e essa proteção está no seguro.
24:03Eu prefiro uma cautela dupla, né?
24:05Tomar cuidado para não colocar a vida dos outros.
24:08Eu chamo isso dos três P's mágicos, né?
24:09Três P's mágicos.
24:11É, que é a percepção, a prevenção e a proteção.
24:18Isso aí, certíssimo.
24:20E garantir que você tenha segurança.
24:23Além da segurança que você já está tomando cuidado,
24:28também tem a segurança de não ter dinheiro, por exemplo, para reparar um dano.
24:33É, são várias questões.
24:37Por que o mercado seguro no Brasil não cresce, não abrange um maior número de pessoas e de bens e
24:46propriedades protegidas,
24:47em comparação, por exemplo, com outros países como América do Norte e Europa, né?
24:53A primeira questão é essa, pessoa, isso é fundamental, isso é pessoa que o brasileiro talvez se considere super-homem,
25:04né?
25:04Ou entregue, por exemplo, a sua sorte a um poder divino, por exemplo, né?
25:09De que nada vai acontecer, né?
25:11O senhor acha que tem essa, o senhor tem essa percepção?
25:14Tem, eu tenho a percepção clara de que o brasileiro se acha super-homem.
25:20Quer dizer, fazendo uma figura de retórica, mas é isso.
25:23Pensa que nada é imune às coisas.
25:26Quer dizer, não é porque...
25:30É preciso...
25:31Volto à percepção.
25:33Por que na Europa, por exemplo,
25:35As pessoas têm medo de perder bens e medo de perder a vida.
25:42Porque já passaram por guerras, já sofreram situações, quer dizer, eu não quero que o Brasil precise disso, né?
25:50No Brasil as pessoas não precisam ter esse problema.
25:53Embora que essa percepção, e aí a prova de que a percepção é importante,
25:59quando houve a pandemia, morreram, segundo estatísticas oficiais, 700 mil pessoas.
26:06Mais 700 mil pessoas.
26:06As pessoas, então, perceberam que existe o risco de morrer, embora tenha sido uma pandemia.
26:13Isso fez com que o mercado de seguro de vida aumentasse.
26:19Inclusive, tem um aspecto muito interessante, porque o seguro de vida não cobre epidemia,
26:23como não cobre risco de guerra, por exemplo.
26:26É, se você morre na guerra e...
26:29Não, porque foge da regra básica do seguro, que é a mutualidade.
26:33A mutualidade é baseada no seguinte.
26:36Seis pessoas pagam um valor pequeno para que, de acordo com a lei da probabilidade de acontecer algum fato
26:43que aquele grupo está se protegendo,
26:47duas ou três pessoas que vão demandar um valor maior
26:50podem ser atendidas por esse princípio da mutualidade.
26:55ou seja, muitas pessoas pagando um valor pequeno
26:59podem contribuir para que algumas poucas pessoas
27:03possam receber um benefício maior do que pagaram.
27:08Na pandemia, não existe esse princípio,
27:11porque 100% das pessoas, teoricamente, estão adoentadas.
27:16Numa guerra, probabilidade de um grande número,
27:20porque sempre o universo,
27:21no universo de 100, quantos soldados podem morrer numa guerra?
27:2480, 90.
27:26Então, é difícil estabelecer um preço de um seguro que cubra aquela situação.
27:33Ela é quase certa.
27:34Por isso que não se pode fazer seguro depois que ocorre o acidente.
27:37E mesmo assim, com certeza,
27:39mesmo assim, mesmo com uma pandemia não tendo a cobertura,
27:44houve um aumento na procura por seguro de vida.
27:47Mas eu quero também agora trazer um fato que é importante.
27:51Não havia cobertura.
27:52Mas as seguradoras, sem nenhuma determinação de governo,
27:57elas combinaram entre si,
27:58mesmo não havendo a cobertura,
28:01que pagariam o seguro de vida decorrente de morte.
28:06e pagaram 5 bilhões de reais de benefícios do seguro de vida decorrente de morte pela Covid.
28:16Mas esse foi o fato que alertou as pessoas para a importância da sua proteção em relação à morte.
28:24Você sabe quanto foi no Espírito Santo, assim, de cabeça?
28:27Difícil, né?
28:28Não tenho ideia.
28:29Não, sem problema.
28:30Tudo bem.
28:31Mas, no caso da pandemia, ocorreu esse fato,
28:38que, aliás, lembra, por exemplo, o caso que eu citei,
28:41de uma guerra na Europa que trouxe a percepção de que as pessoas podem morrer.
28:46E o seguro de vida teve, houve uma reação no sentido,
28:49o seguro de vida tem hoje, ao contrário do Japão,
28:52que praticamente 100% da população tem seguro de vida.
28:56O seguro de vida no Japão é muito superior ao seguro patrimonial.
29:00É mesmo?
29:01Por quê?
29:02Aqui o patrimonial é maior.
29:03Sim, sem dúvida.
29:05Carro é o maior? Veículo?
29:07Dentro dos chamados seguros de massa,
29:09porque há os seguros, há os grandes riscos.
29:11Por exemplo, um Boeing é um grande risco,
29:14um petroleiro é um grande risco,
29:16uma estação, uma plataforma de petróleo é um grande risco.
29:21Dentro de seguros massificados, automóvel, vida, enfim,
29:24o seguro de automóvel tem uma contribuição expressiva.
29:29E moto tem muito?
29:31Moto tem muito, só a gente vê na rua.
29:35Tem uma, o maior fabricante no Brasil, você tem uma ideia,
29:38ele produz 3 mil motos por dia.
29:40Sim.
29:41A pergunta é se tem muita procura por seguro, né?
29:43Que tem muita moto.
29:44Bom, mas isso aí é uma questão que é o seguinte,
29:46onde tem risco deve ter seguro.
29:48E o mercado de seguros tem essa noção,
29:51se tem um risco, eu vou cobrir esse risco.
29:54Agora, a que preço eu vou cobrir?
29:57Porque o risco tem que ser bem dimensionado.
30:00Por quê?
30:01Para que o preço, a chamada precificação,
30:05o estabelecimento do preço,
30:06possa estar coerente com o tamanho daquele risco.
30:11O risco, se ele é conhecido, ele tem um preço justo.
30:16No caso da moto, é um risco muito grande.
30:19Muito, sim.
30:20E as seguradoras, hoje, elas já, há um certo número de seguradoras
30:27que estão trabalhando com o seguro de moto.
30:30Mas, como eu disse, o risco tem que ser delimitado.
30:34Então, por exemplo,
30:36a segura de moto, por exemplo,
30:38pessoas que têm moto de alta potência,
30:40às vezes, uma moto dessa pode ter um preço de seguro anual
30:44de 50, 60, até 80 mil reais pelo valor da moto.
30:49É mesmo?
30:51Tem que gostar muito de moto, né?
30:54E aí, no caso, o que ele tem?
30:56Ele tem um bem de alto valor
30:58que circula em um ambiente de alta periculosidade,
31:03sujeito a roubo e furto.
31:06O que ele faz?
31:08Perceber o risco.
31:11Quer se prevenir.
31:13O que ele vai fazer?
31:13Eu vou me proteger com o seguro.
31:15Mas, voltando ao seguro de moto,
31:17nós sabemos, tem os entregadores de motocicleta, enfim,
31:25mas já as seguradoras estão já considerando esse risco
31:29e já estão oferecendo cobertura para esse risco.
31:32É importante dizer que, como todo seguro,
31:36não oferece o universo que pode ser contemplado.
31:40Em determinadas situações,
31:42o contrato vai estabelecer exclusões, não coberturas.
31:46Não existe cobertura ilimitada.
31:50Cobertura ilimitada representaria um custo ilimitado.
31:54Sim, claro.
31:56Então, é sempre importante que o preço do seguro
31:59está relacionado com o tamanho do risco.
32:03Eu queria comentar uma coisa.
32:05O brasileiro, às vezes, pensa que é o super-homem.
32:07Eu vivi uma situação que o seguro me salvou.
32:09Eu fui para Cusco, no Peru, para Altitude.
32:13E lá eu fiz umas estripulias e eu acabei indo parar no hospital.
32:18Eu tive um problema de edema pulmonar,
32:21uma coisa bem séria.
32:22Fiquei um dia internado.
32:23Ainda bem que eu tinha um seguro viagem.
32:25Porque se eu não tivesse,
32:27eu ia ter que pagar um hospital caro.
32:30Nem sei como é que ia ficar a minha situação.
32:33Esse seguro viagem, ele também tem muito a crescer?
32:36Tem muita gente aí que não faz e deveria.
32:40Exatamente.
32:40Em alguns casos, viagem para o exterior,
32:42a maioria dos países destinatários da viagem,
32:46eles exigem que a pessoa, ao entrar no país,
32:48comprove a contratação de um seguro saúde, por exemplo.
32:52Imagina, e para 4 mil metros de altitude,
32:55lá ficar fazendo estripulias sem um seguro viagem.
32:58Então, às vezes, o destino da pessoa
33:02exige que ele contrate um seguro.
33:05aí envolve saúde e outras coberturas também.
33:11Agora, as pessoas também têm que ter consciência
33:13que o seguro viagem não é só para quem viaja para o exterior.
33:16As viagens domésticas também devem estar cobertas por um seguro.
33:22E a viagem pode ser de avião, pode ser de automóvel,
33:25pode ser de navio.
33:26É aquilo.
33:27Onde existe risco, existe uma proteção chamada seguro.
33:32E as pessoas...
33:33Nacionalmente também.
33:34Se eu for daqui, por exemplo, para Belo Horizonte,
33:36ali eu posso fazer uma contratação.
33:37Sim.
33:38E às vezes até alguns seguros são obrigatórios.
33:41Por exemplo, o avião não pode levantar voo
33:43sem ter um seguro que é chamado obrigatório,
33:46se chama reta.
33:48Alguns seguros...
33:49Isso é para a companhia aérea.
33:52Companhia aérea.
33:52E também para, às vezes, seguro de ônibus, por exemplo,
33:57que vai, sei lá, daqui para Belo Horizonte,
34:00ou coisa que não valha,
34:02também deve ter um seguro que já está embutido na passagem.
34:09Então, alguns seguros são obrigatórios,
34:11mas não há necessidade,
34:14o mercado não gosta de operar com seguro obrigatório.
34:19Isso tem que ser uma decisão da pessoa.
34:22Tem que ser a consciência da pessoa
34:24determinando qual é o risco a que ela está exposto,
34:28qual é a capacidade financeira que ela tem
34:30para suportar aquele risco
34:32e qual é a capacidade financeira que ela tem
34:35para contratar um seguro.
34:37E aí é muito importante,
34:38porque, como eu disse no início,
34:40o grande problema é tornar o seguro conhecido as pessoas,
34:43desmistificar o seguro,
34:45principalmente com relação ao preço
34:47e com relação aos benefícios.
34:49benefícios, quais são os benefícios que ela pode ter
34:53a um preço compatível com a sua capacidade de renda
34:57de ter essa garantia
34:58e não ficar considerando que nada acontece com ela.
35:03Então, esse é um ponto fundamental
35:06para que o mercado possa crescer.
35:08E as entidades representativas do seguro, do setor,
35:12como é o caso do sindicato do Rio e do Espírito Santo,
35:16mas todas as entidades, as federações, a confederação,
35:19os oito sindicatos pelo Brasil,
35:22todas essas entidades representativas do setor
35:26desenvolvem um trabalho intenso de comunicação,
35:32seja como agora nós estamos conversando aqui,
35:35seja por mídias sociais,
35:36no sentido de levar as pessoas à cultura do seguro.
35:40Aliás, a cultura do seguro tem muito a ver
35:42com o que se fala hoje de educação financeira.
35:46As pessoas sempre acham que educação financeira
35:48é só para evitar endividamento.
35:52O seguro tem tudo a ver com educação financeira,
35:55porque na medida em que ampara patrimônio
35:58e até a vida humana,
36:01e principalmente ampara patrimônio e vida humana
36:04é das suas consequências financeiras.
36:07Seguro não é filantropia.
36:09O seguro é exercido por uma empresa comercial
36:12que tem donos, tem acionistas
36:15e esperam o retorno do seu investimento,
36:19mas o seguro tem que representar
36:25uma atividade do ponto de vista comercial
36:28e as pessoas devem procurar essa proteção,
36:34porque esse esforço nosso de cultura do seguro
36:39é exatamente para dar às pessoas
36:41essa noção de que elas podem contratar seguro
36:45e devem fazer isso buscando o auxílio
36:49de um corretor de seguros.
36:51E falar em corretor, vou até interromper o senhor,
36:54porque eu queria saber.
36:55Trabalho de corretor de seguros
36:56é um trabalho bem remunerado,
36:58é um trabalho promissor,
36:59vale a pena investir nisso?
37:01Sim, ele tem uma remuneração,
37:05quer dizer, a cada seguro que ele feche
37:09com a seguradora, o seu cliente,
37:12ele tem uma remuneração chamada
37:13comissão de corretagem.
37:15Dá para ganhar bem assim, senhor?
37:17É como toda profissão,
37:19um médico, um engenheiro, um advogado
37:22tem que ser competente, tem que trabalhar.
37:25Isso é muito importante,
37:27porque toda comercialização do seguro
37:30é feita pelo corretor.
37:33As seguradoras não têm equipes de venda próprias.
37:37Então, a comercialização é pelo corretor.
37:39O crescimento do mercado de seguros
37:42também passa pelo preparo do corretor de seguros.
37:47O corretor de seguros tem que estar preparado
37:50para vender bem no sentido de oferecer
37:53àquele seu cliente o que exatamente
37:56aquele cliente precisa.
37:58Tem que conhecer a necessidade.
38:01Sabendo as necessidades dele,
38:02a capacidade, quais são os riscos
38:05a que ele está exposto e moldar um seguro,
38:10personalizar um seguro para aquele seu cliente
38:13e procurar uma seguradora que vá
38:17oferecer as melhores condições,
38:19porque a competição existe no mercado.
38:21Entendi.
38:22Mas tem um cara fera, por exemplo,
38:24que pode tirar muito dinheiro assim por mês?
38:27Tem, depende.
38:27Por exemplo, tem o corretor que trabalha com grandes riscos.
38:30Isso aí são corretoras maiores.
38:33Por exemplo, pega uma conta de petroleiros,
38:38por exemplo, plataformas.
38:40Tem que ter uma baita qualificação
38:41para vender um seguro desse.
38:42Então, o corretor é um corretor
38:44que tem uma outra estrutura.
38:46Mas tem os seguros de massa também,
38:48que é importante.
38:50Por exemplo, o seguro de automóvel.
38:52É preciso saber vender um seguro,
38:53porque se o seguro não for bem oferecido,
38:58bem contratado,
38:59o cliente depois,
39:01porque aquela pessoa se torna segurado da seguradora,
39:05mas é um cliente do corretor.
39:07Se ocorre um fato
39:09que decorreu de uma cobertura insuficiente,
39:14por exemplo,
39:15é o caso que eu citei.
39:17A pessoa tem uma cobertura de danos a terceiros,
39:20de 100 mil.
39:20Ele causa uma colisão
39:24num veículo importado de alto preço,
39:27hoje 500, 600 mil reais.
39:29A cobertura é insuficiente.
39:32E aí,
39:34nasce uma questão
39:36entre o cliente e o corretor,
39:39por exemplo,
39:39que tem que alertar o segurado sobre isso.
39:43Olha, só a cobertura de ERC,
39:46ERC facultativo,
39:48o seguro se chama responsabilidade civil,
39:50facultativo,
39:51não é obrigatório.
39:54E, como eu disse,
39:56é um preço relativamente baixo,
39:58comparando com o seguro do próprio carro.
40:00E hoje em dia,
40:02com os congestionamentos
40:04nas cidades,
40:06e também a condução,
40:08às vezes, apressada dos motoristas,
40:10a possibilidade de colisão
40:11é sempre grande,
40:12e a colisão contra o terceiro,
40:14no carro do terceiro,
40:16é sempre uma responsabilidade grande.
40:20Bom,
40:20eu vou fazer a última pergunta aqui,
40:23que na verdade não é pergunta,
40:24é um espaço aqui para o Ronaldo Vilela
40:27se apresentar como CPF,
40:30como pessoa física,
40:31sem falar de seguro,
40:32falar sobre preferências,
40:35passatempos,
40:35hobby,
40:36família,
40:36carreira,
40:37fica à vontade.
40:38É,
40:39bom,
40:39eu sou mineiro.
40:41Mineiro de que cidade?
40:42Mineiro de Rochedo de Minas.
40:44Rochedo de Minas.
40:45É,
40:45que era uma,
40:46hoje é cidade no...
40:48É a megalópole de Rochedo de Minas,
40:50é isso?
40:50Exatamente,
40:50era um distrito de uma cidade
40:52chamada São João de Pomoceno,
40:54isso fica na zona da mata,
40:55isso é Rochedo,
40:58São João,
40:58entre Rochedo são oito minutos,
41:02e fica na região de Juiz de Fora,
41:04né?
41:05Então,
41:05se alguém...
41:05É quase o litoral de Minas.
41:08É,
41:08porque Juiz de Fora sabe que é uma cidade
41:11que tem marizia também,
41:12né?
41:13E dizem que subindo ao quarto andar
41:16eles enxergam a praia de Copacabana,
41:18então...
41:19Eu ainda não estive lá,
41:21mas tem essa curiosidade
41:22para saber se é verdade.
41:23É,
41:23não,
41:23é uma cidade muito boa,
41:25uma das maiores cidades de Minas Gerais,
41:27Juiz de Fora.
41:28Mas eu vim,
41:31eu fui para o Rio,
41:32estou hoje em Vitória,
41:33eu fui para o Rio,
41:34aos 18 anos,
41:35fazer a faculdade de Direito.
41:37E a partir daí,
41:39eu comecei,
41:42trabalhei primeiro
41:43numa empresa de exportação de café,
41:46mas depois,
41:46logo em seguida,
41:47entrei no mercado de seguros
41:48e estou lá até hoje.
41:50Trabalhei em várias seguradoras
41:52e já há alguns anos
41:54eu estou na diretoria
41:56do Sindicato do Rio,
41:58em Espírito Santo.
41:59Entendi.
42:00E o senhor é avô do meu xará,
42:03Rafael Neís,
42:03de três anos.
42:05Três anos e meio,
42:06agora em fevereiro vai completar
42:08quatro anos,
42:09né?
42:10Mas enfim,
42:11então,
42:14isso é um pouco assim da minha vida,
42:17então eu já sou...
42:18Você gosta de fazer o quê
42:18nas horas vagas?
42:19Além de olhar o mar de Copacabana,
42:22agora lá do Rio, né?
42:23Você sabe que a gente acaba nem olhando o mar,
42:26se acostuma com aquilo,
42:27eu me lembro que...
42:28Eu sei, como morador de Vitória, eu sei.
42:30Eu me lembro que a primeira vez
42:31em que eu cheguei no Rio,
42:32o impacto que sente,
42:33chega na praia olhando para o mar,
42:36é uma coisa indescritível, né?
42:38O impacto que a pessoa recebe
42:41é uma coisa impressionante.
42:43Mas enfim,
42:44eu nem frequento praia,
42:45mas eu também,
42:49o Rio de Janeiro,
42:49embora eu moro em Ipanema,
42:51eu circulo muito ali por Ipanema,
42:53Leblon, enfim,
42:55mas eu trabalho durante a semana
42:59e fim de semana eu fico mais em casa,
43:02eu gosto de ler
43:02e também circulo por algum restaurante,
43:07enfim,
43:07mas eu gosto muito de ficar em casa
43:10porque sempre tem muito a fazer em casa, né?
43:13Tá certo.
43:13Então, tem minhas preferências,
43:16música,
43:18leituras...
43:18Agora eu fiquei curioso.
43:20É, eu gosto de jazz e música clássica.
43:22Ai, que música clássica.
43:23É, e Bossa Nova também, né?
43:25Bom gosto de Bossa Nova.
43:26Como morador de Ipanema,
43:27não poderia deixar de ouvir.
43:28É, Bossa Nova é uma pena, né?
43:31Eu curti Bossa Nova desde os 16 anos,
43:34até lá em Minas,
43:35tinha grupos de...
43:37Rapaziada de colégio,
43:38a gente todos sábados reunia de tarde
43:40na casa de um deles
43:41pra ouvir Bossa Nova.
43:42Que beleza.
43:42Eu vou ao Rio de vez em quando,
43:44vou ao Beco das Garrafas.
43:45É, ali foi...
43:47É, e eu até tenho um amigo que frequenta,
43:49moro em Copacabana,
43:50e eu falei,
43:51eu quero ir lá com você, né?
43:53Porque ainda tem algum...
43:54Tem lá, apresentações,
43:55tem conjuntos lá que se apresentam.
43:57Tem bossa novistas no mundo todo,
44:00não é só no Rio de Janeiro.
44:01Você sabe que o Japão...
44:02Sim.
44:03O Japão adotou a Bossa Nova, né?
44:05Com certeza.
44:06E há vários conjuntos japoneses,
44:08você vê no YouTube, em vídeos e tal,
44:11e japoneses executando músicas da Bossa Nova.
44:13Uma batidinha de violão fez, né?
44:15É, exatamente.
44:16É isso aí.
44:17Isso aí.
44:18Ronaldo, muito obrigado.
44:19Eu que agradeço, foi um grande prazer.
44:22Enfim, mas é isso.
44:24Eu falei um pouco sobre o mercado de seguros.
44:25Seguros tem uma importância fundamental no mundo.
44:29O mundo não funcionaria se não houvesse seguro.
44:32Isso aí.
44:33Isso aí.
44:33Entendeu?
44:34Muito obrigado.
44:34Obrigado.
44:35Até a próxima.
44:36Essa entrevista está disponível
44:38nas edições Impresse Digital do Jornal A Tribuna,
44:41no portal Tribuna Online,
44:42em nosso canal no YouTube
44:44e nos tocadores de podcast.
45:04Transcrição e Legendas Pedro Negri