- há 7 semanas
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No programa de hoje do Hora H do Agro, Mariana Grilli apresenta uma edição completa sobre os principais destaques do agronegócio. Falamos do avanço recorde projetado para 2025 no setor de proteína animal com a ABPA, analisamos o desempenho recente da indústria de máquinas agrícolas, acompanhamos a previsão do tempo para as regiões produtoras e destrinchamos, com a Conab, o resultado da safra de café que registrou o terceiro melhor volume da série histórica. Encerramos com uma entrevista sobre descarbonização na pecuária com a MBRF, que detalha iniciativas de rastreabilidade e produção de baixo carbono. Um programa com informações essenciais para entender o momento e as tendências do agro brasileiro.
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NotíciasTranscrição
00:00Hora H do Agro, oferecimento, consórcio Magi, Volkswagen, caminhões e ônibus.
00:17Hora H do Agro.
00:21Olá, bem-vindos a mais um Hora H do Agro.
00:25Eu sou a Mariana Grille e nós estaremos juntos na próxima hora falando sobre as principais notícias do agronegócio.
00:31No programa de hoje nós vamos falar sobre o desempenho dos setores de proteína animal e máquinas agrícolas.
00:39Também abordaremos aí com a Conab, essa safra de café que eles soltaram os dados recentemente.
00:45Além de trazermos uma entrevista com o Paulo Pianes, diretor global de sustentabilidade da MBRF.
00:51Então fique por aí porque o Hora H do Agro está só começando.
00:55A produção, as exportações e o consumo de carne de frango, carne suína e ovos
01:03deverão registrar números recordes do ano de 2025.
01:08As projeções são da Associação Brasileira de Proteína Animal, a BPA.
01:13Foram divulgadas esta semana.
01:15Para trazer esse balanço nós vamos conversar com o presidente da BPA, Ricardo Santin.
01:20Santin, bem-vindo ao Hora H do Agro.
01:22Obrigada pela sua disponibilidade.
01:25A gente vai falar um pouquinho então sobre esses dados que vocês soltaram aí recentemente.
01:30Temos dados para compartilhar com o pessoal aí na tela.
01:33A gente tem aí os dados comparativos de 24, 25 e 26.
01:38Queria que você comentasse esse crescimento, recuperação do setor.
01:42Quais os principais fatores aí que permitiram essa recuperação que a gente pode considerar robusta, inclusive.
01:47Olha a Mariana, olá a todos os espectadores do Hora do Agro, da nossa querida Jovem Pan.
01:55Prazer imenso falar com vocês e apresentar e reforçar números positivos.
02:00Lembrando para o nosso espectador que esse ano foi o ano do primeiro e maior desafio da agricultura brasileira
02:06que teve que enfrentar a influência viária.
02:07Mas mesmo assim chegará ao ano, deverá chegar ao ano crescendo ou entrando em termos de estabilidade e de volume.
02:14Só para o nosso espectador entender, nos outros países quando isso aconteceu, caiu 20, 30% as exportações,
02:21deu diminuição de oferta no mercado interno.
02:24E o Brasil conseguiu de maneira muito resiliente manter a sua agricultura de corte, que é o chamado carne de frango.
02:32Manter também essa agricultura de postura, que é a produção de ovos.
02:35E por outro lado, que não teve nenhum problema de doença, a sinocultura também continuou a fazer um bom desempenho,
02:42garantindo comida na mesa dos brasileiros.
02:45Santinho, interessante a gente trazer esses números de diferentes produções,
02:52porque é isso, o brasileiro compõe a refeição dele, um pouco de ovos, um pouco de frango, um pouco de suínos.
03:00Mas a gente tem visto algumas projeções aí que mostram altas expressivas na produção e nas exportações de ovos.
03:09Vem se falando mais do setor de ovos, inclusive nos últimos anos.
03:13Ele era, eu acho, um pouco mais tímido, foi crescendo produção, consumo,
03:17o próprio setor fazendo mais propaganda também, né, do consumo de ovos.
03:21E a gente tem aí esses dados que mostram aí um salto de mais de 100%, inclusive nas exportações.
03:26O que está impulsionando tanto essa demanda internacional acelerada, né, uma exportação aí de mais de 100%,
03:34mas também esse boca a boca dos ovos, que eu entendo que tem a ver com a renda do brasileiro,
03:40mas tem a ver também com o despertar de consumo mesmo, mais receitas, mais criatividade na hora de estar na cozinha?
03:47São duas as causas, Mariana, para o setor da agricultura de postura especificamente.
03:53Lembrando aqui, você colocou aí os dados, produzíamos 54 bilhões de ovos em 2024,
03:59esse ano vamos produzir 62 bilhões e 250 e prevendo para 2026 chegar a 66 bilhões de ovos.
04:08Isso está mais do que 1.800 ovos por segundo.
04:11São mais de 160 milhões de ovos por dia.
04:13No mercado interno, você tem um processo de primeiro desclarecimento da população.
04:19Há anos atrás, 20 anos atrás, o brasileiro consumia 110 ovos per capita habitante ano.
04:25Hoje já está em 287 e deve chegar a mais de 305 no ano de 2026.
04:32Isso especialmente, claro, que tem a ver aqui os efeitos mundial, o efeito fitness, né,
04:38que tem, mas também tem acima de tudo, a desmistificação de que o ovo causava polesterol,
04:43de que o ovo não era uma proteína boa.
04:45As pessoas perceberam que esse talvez, e é um fato científico,
04:50é o segundo melhor alimento disponível na natureza.
04:54Depois do leite materno, o ovo é o alimento mais completo disponível na natureza.
04:59E essa descoberta fez com que o ovo viesse para as academias, viesse para o dia a dia,
05:03tivesse inserido cada vez mais no café da manhã das pessoas
05:06e ajudasse com uma proteína, às vezes principal e às vezes complementar.
05:11Além disso, também, quando a gente olha o aspecto do crescimento de mais de 116% nas exportações,
05:18este lado foi, infelizmente, por conta da influência aviária
05:22que assolou países na Europa e que assolou os Estados Unidos.
05:27Por conta da influência aviária nos Estados Unidos,
05:30eles, nos últimos cinco anos, tiveram que abater mais de 140 milhões de aves.
05:35E essas aves fizeram falta na hora de colocar os ovos para os americanos poderem consumir,
05:40que são um dos grandes consumidores de ovos do mundo também.
05:43Por isso, os Estados Unidos abriu para que o Brasil pudesse exportar.
05:47Nós tivemos um crescimento da exportação que começou na casa de 100 toneladas, 200,
05:51e foi até 5 mil toneladas por mês.
05:53Depois, quando chegou o tarifácio do Trump, paramos a exportação.
05:57Mas, mesmo assim, vai chegar a 40 mil toneladas, a gente vai crescer mais de 116%,
06:03mas também não é mais do que 2% daquilo que a gente produz.
06:08Ou seja, cresce em números muito importantes a exportação de ovos,
06:13mas não falta ovo na mesa do brasileiro.
06:1598,5% daquilo que se produz de ovos no Brasil fica na mesa dos brasileiros,
06:22levando muita saúde e muitos nutrientes essenciais para os nossos brasileiros.
06:27Interessante trazer essa informação clara.
06:30Estamos exportando porque existe uma capacidade do setor,
06:33mas, em primeiro lugar, o brasileiro.
06:36E aí, falando, então, no caso de carne de frango também,
06:39a gente vê aí um crescimento mais moderado, um consumo interno,
06:44e a disponibilidade segue em expansão, porque o frango é isso,
06:47ele é muito conhecido, consumido pelo brasileiro, a gente tem aí na tela.
06:51Estamos falando em 2025 de 15 milhões, um pouco mais aí, 15 milhões de toneladas.
06:57E vocês estão projetando, inclusive, um crescimento ligeiro,
07:01mas um crescimento para 2026.
07:03O que que, então, como que o setor está se preparando para atender essa demanda crescente?
07:11Vocês estão reparando que existe um poder de compra que leva ao brasileiro a consumir mais?
07:20Ele está deixando de consumir alguma coisa para consumir frango?
07:24Existe? É um acréscimo ou é uma substituição?
07:27Porque eu acho que isso é interessante da gente ter essa leitura também.
07:30E no caso do frango, Mariana, é um acréscimo,
07:33porque o frango já é a carne preferida do brasileiro e da brasileira.
07:37Nós já consumimos 45 quilos per capita ano,
07:41este ano de 2025 deve fechar com 46 quilos per capita ano,
07:45você bem falou, vamos produzir 15 milhões e 300 mil toneladas de carne de frango.
07:51A terceira maior produção mundial.
07:54O Brasil é o maior exportador do mundo, é o primeiro lugar,
07:57mas na produção nós somos o terceiro.
07:58Mas cresce 2% na oferta de mercado interno,
08:02exatamente porque tudo que a gente produz, 65% fica no Brasil.
08:06E depois a gente exporta 35% para ter 38,6% do market share global.
08:14Ou seja, de cada 10 frangos comercializados no mundo,
08:17quase 4 deles saem do Brasil.
08:19E esse hábito do brasileiro, ele é algo que já está consolidado.
08:23Então você tem os crescimentos vegetativos,
08:25o frango volta a crescer.
08:27Quando a gente olha o que se previa no começo do ano de 2025,
08:31ele até devia fazer mais, devia fazer 15 milhões e meio, 15 milhões e 400.
08:35E caiu um pouco a oferta, porque como falamos na pergunta anterior,
08:40teve o episódio da influência viária,
08:41e isso fez com que as empresas tivessem um pouquinho mais de precaução.
08:44Mas não está faltando, está aumentando a oferta do mercado interno,
08:48e está aumentando a nossa exportação.
08:49E deve fechar o ano em 0,5%.
08:52Esse mês de novembro deve fechar aí um pouquinho negativo, quase 0 a 0.
08:58E no final do ano devemos crescer com pequenos volumes,
09:03o número é um pouco menor,
09:05mas ele é muito impactante de maneira positiva
09:08quando a gente enfrentou um episódio da influência viária,
09:11conseguiu que o nosso produtor e a nossa produtora
09:13fossem resilientes junto com as empresas,
09:15não deixaram faltar comida na mesa do brasileiro,
09:18que ainda conseguimos cumprir com o nosso dever
09:20de ser colaborador da exportação de mais de 150 países no mundo.
09:25E eu sei, a gente até conversou na época aqui,
09:28no caso de influência viária,
09:30que existe toda uma mobilização do setor,
09:32das diferentes etapas do setor,
09:34para conscientizar o consumidor de que aquele caso,
09:38mas a questão da doença em si,
09:40não influencia na carne que chega,
09:44não influencia no que é consumido lá na ponta.
09:46De qualquer forma, Santin,
09:48vocês observaram uma redução no consumo na época?
09:52A população coloca um pouco o pé no freio,
09:54às vezes por falta de conhecimento mesmo,
09:57ou não?
09:58Mesmo naqueles meses ali,
09:59vocês repararam que o consumo seguiu,
10:03enfim, como padrão, como esperado?
10:05Você me dá uma ótima oportunidade de agradecer à imprensa nacional,
10:10a você, Mariana, e todos os seus colegas,
10:12que levaram para a população brasileira a informação
10:15de que essa doença é uma doença só das aves.
10:18Ela está no mundo inteiro atacando as aves e não as pessoas.
10:21Ninguém deixou de comer.
10:22E no Brasil não notamos queda.
10:24Pelo contrário, aumentou um pouco a disponibilidade
10:26e o brasileiro consumiu a carne normalmente.
10:29A única diminuição que teve no período de maio e de junho
10:32foi das exportações,
10:34que vinham crescendo em 9% até abril,
10:36depois com o episódio de influência viária,
10:39caiu 16% num mês e 17% no outro,
10:42depois voltou a patamares de 400 mil toneladas.
10:45O consumo no Brasil manteve-se totalmente regular, estável,
10:49comprovando, acima de tudo,
10:50que o brasileiro tem confiança nessa carne de frango.
10:53Eu mesmo nunca deixei de comer
10:55e nem vou deixar minhas filhas, todo mundo,
10:57porque ela não se transmite para as pessoas.
10:59É uma doença, repito, só das aves.
11:01E isso já foi comprovado no mundo inteiro.
11:03E quando a gente olha os números aqui,
11:05isso se confirmou, Mariana.
11:06O Brasil continua a consumir,
11:08tanto é que a gente chega ao final do ano
11:10com o crescimento da disponibilidade de frango
11:12bastante positivo na casa,
11:15de 3,1 a mais do consumo do que foi no ano passado.
11:19Ou seja, o brasileiro cresceu de comer carne de frango
11:22no ano de 2025, quando comparado com o ano de 2024.
11:26Excelente.
11:26Aí a gente já falou dos ovos, já falou do frango.
11:29Vou falar agora de suinocultura,
11:30que também apresenta números otimistas,
11:33tem avanço sólido na produção, nas exportações.
11:36Queria entender um pouquinho o que leva a isso também.
11:39É uma produção no campo que está mais acelerada,
11:43é uma produtividade que está maior,
11:45é a indústria que está contribuindo para isso.
11:48Queria entender os motivos.
11:50E quais mercados, então, que a gente está falando?
11:53Que mercados são esses estratégicos,
11:55seja agora para 25, mas olhando para 26 também,
11:59quando a gente se refere às exportações?
12:02Bem, Mariana, na casa da suinocultura,
12:04é importante lembrar o nosso espectador
12:06que ela está indo em processo de recuperação.
12:09O suinocultor perdeu, a suinocultora,
12:11muito dinheiro há dois, três anos atrás,
12:13e começou o ano passado num processo de recuperação,
12:16e esse ano também foi.
12:17Nós tivemos crescimento da ordem de 4% na produção
12:22e na ordem de mais de 10% nas exportações.
12:26Nós devemos fechar o ano com 5 milhões e meio,
12:28como você projetou aí,
12:30e uma exportação de 1 milhão e 490 mil toneladas.
12:33Isso consolida a carne suína também,
12:35com uma grande importância no prato do brasileiro.
12:40Já estamos muito próximos de 19 quilos per capita do tanto ano,
12:43são pelas contas da BPA 19 quilos per capita nesse ano,
12:47e no ano que vem a gente prevê crescimentos de 2% na produção
12:50e de 4% na exportação.
12:52Essa exportação, que cresceu dois dígitos em 2025,
12:56deve fechar o ano perto de 10 a 11% de crescimento nas exportações,
13:01ela se deu principalmente puxado pela Filipinas,
13:04que é um grande mercado da Ásia,
13:06infelizmente que está sendo assolado
13:09por uma doença chamada pesta suína africana,
13:12também uma doença só que ataca os animais,
13:15somente os suínos.
13:16O Brasil está livre dessa doença,
13:17há mais de 40 anos não tem essa doença no país,
13:20e nem outras doenças que estão no mundo afora.
13:22No entanto, isso aconteceu agora na Espanha,
13:25que é o maior produtor de carne suína da Europa,
13:28um do maior exportador da Europa.
13:30Isso faz com que o Brasil seja chamado mais
13:32e que possa nos permitir, inclusive,
13:34prever que 2006 vai ser um ano positivo.
13:37Aqui, nesse caso, vai ser positivo,
13:39inclusive, para todas as proteínas,
13:41para a carne de frango, para os ovos e para os suínos,
13:44especialmente porque o custo de produção
13:46deve se manter estável.
13:47Nós devemos ter preste milho e preste farelo de soja
13:51equilibrados durante o ano de 2026,
13:53não continuando tudo mais constante,
13:56não tendo seca, não tendo intempéries,
13:58não tendo chuvaradas,
13:59mas nós vamos ter um clima bom,
14:01vai ter boa produção de suínocultura,
14:04vai ofertar, como a gente faz,
14:0675% do que se produz para a mesa do brasileiro e da brasileira.
14:10Perfeito.
14:11E fazendo um exercício, então, para 2026,
14:15eu sei que você já trouxe alguns números,
14:17essa análise,
14:17mas falando um pouco do setor de proteínas
14:19de uma forma geral,
14:21um pouco mais ampla, um pouco mais holística,
14:24eu queria entender um pouco, Santinho,
14:25o que você está olhando para 2026,
14:27lembrando que é um ano de eleições,
14:29isso certamente sempre mexe com economia,
14:32com o cenário,
14:33com o brasileiro,
14:34com as decisões que o brasileiro toma.
14:37Queria entender um pouco
14:37o que vocês têm olhado, talvez,
14:39de políticas,
14:40de ações que precisam avançar em 2026.
14:43Tem, por exemplo,
14:44pele de licenciamento ambiental hoje,
14:47MP, no caso.
14:48A gente está falando aí de, então,
14:50novas obras para escoamento de grãos,
14:53isso de alguma forma bate na ração,
14:55que bate na proteína animal,
14:57então, assim, fazer essas conexões.
14:59Que temas do Brasil em si,
15:02seja logístico,
15:03mas outros segmentos que você tem olhado,
15:07que a BPA se preocupa ou monitora para 2026?
15:12No ano de 2025,
15:13a gente teve um desempenho maravilhoso
15:15das nossas proteínas,
15:17muito capitaneado pelas ações
15:18do ministro Carlos Fávaro,
15:19com seus secretários,
15:20Goulart, Lu, Rua, Lã,
15:22também, com o apoio do Ministério
15:24das Inflações Exteriores,
15:26da Apex, do Midic,
15:27que a gente viu, então,
15:28que o principal tema regulatório
15:31foi vencido no ano
15:32do maior desafio sanitário.
15:33Agora, a gente precisa, sim, evoluir,
15:35a gente tem o apoio do nosso governo,
15:37mas precisa, sim, evoluir,
15:38especialmente quando se fala em logística.
15:41Nós sabemos que o Ministério
15:42tem safras boas,
15:43especialmente quando fala em milho,
15:44as pessoas dizem,
15:45olha, tem etanol de milho,
15:46tem outras ameaças,
15:48exporta demais.
15:48Não, existe milho,
15:50uma safra de mais de 140 milhões
15:52de toneladas,
15:53vai assegurar milho
15:54para o frango,
15:55para o suíno,
15:56para o leite,
15:57para o confinamento de boi também,
15:59que vai se alimentar também
16:00do DDG,
16:02que sai do etanol de milho.
16:03Você tem o fortalecimento
16:05do Brasil,
16:05do agronegócio comum todo.
16:07Mas precisamos, sim,
16:08ter, por exemplo,
16:09uma ferrovia da integração,
16:12que é um projeto
16:12que a BPA defende,
16:13saindo lá do Mato Grosso
16:15e chegando até o Rio Grande do Sul,
16:16passando por Mato Grosso do Sul,
16:17Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,
16:20trazendo grãos do Centro-Oeste
16:21para as nossas
16:23plantas de conversão
16:26de proteína vegetal
16:27e proteína animal.
16:28Também a gente precisa
16:29ter melhor escoamento,
16:30como você bem falou.
16:32Nós estamos, infelizmente,
16:33quatro gerações de navios atrasados.
16:35Precisamos ter mais portos,
16:37portos novos,
16:38e além daqueles que já existem,
16:40a gente precisa aumentar
16:41o calado desses portos,
16:42e precisa também aumentar
16:43os berços dos navios,
16:45para que possam atracar
16:46navios grandes,
16:47como o Panamá,
16:48que são muito mais eficientes
16:50e muito mais sustentáveis.
16:52Isso é o que o Brasil olha.
16:53Então, a gente olha
16:54no nosso radar
16:55a manutenção da sanidade,
16:57e o governo tem investido,
16:58ou seja,
16:59o nosso produtor e as produtoras
17:00precisam levar
17:01a primeira regra de ouro
17:03de todas,
17:03que é cuidar da biosseguridade,
17:06cuidar da sanidade,
17:07da saúde dos seus plantéis.
17:09Além disso,
17:09a gente precisa melhorar
17:10infraestruturas.
17:11A gente tem agora
17:12a lei da inspeção
17:13com base em risco,
17:15que vai ajudar a crescer
17:16a nossa produção.
17:17A gente está trabalhando
17:18com elementos positivos.
17:19Mas há muito
17:20que avançar sim,
17:21mas de qualquer maneira,
17:22com tudo o que a gente tem aí
17:24de fortalezas
17:26e algumas dificuldades,
17:28o ano de 2026
17:29promete ser muito positivo
17:31para a agricultura,
17:33para a sinocultura
17:33e para a agricultura
17:34de postura também.
17:36E aí você volta aqui
17:38para contar para a gente,
17:39então.
17:39Ricardo Santin,
17:40presidente da BPA,
17:42obrigada pela participação.
17:43Já fica o convite.
17:44Se a gente não se falar
17:45até antes de janeiro,
17:48boas festas aí para você.
17:50Obrigado, Mariana.
17:51Obrigado, Apan,
17:52a Hora do Agro
17:53por nos dar essa oportunidade.
17:55De desejar a todos
17:56um feliz Natal,
17:56um feliz Ano Novo,
17:58que a gente vai ter
17:59um ano que vem
17:59com muita Copa do Mundo
18:02e eleição,
18:02então muito churrasco.
18:04Quando a gente coloque
18:05churrasco,
18:05não só a carne de boi,
18:06eu quero que tenha também
18:07a carne de boi,
18:08a BIEC é a nossa
18:09entidade parceira,
18:12mas com muita carne
18:13de frango,
18:14com muita carne de suíno
18:15também no nosso churrasco,
18:17nas nossas alimentações,
18:18diversificando o nosso prato
18:20e levando cada vez
18:22mais nutrientes
18:23essenciais às pessoas.
18:25Feliz Natal,
18:26feliz Ano Novo
18:26para todo mundo.
18:27Obrigada, Santin.
18:29Obrigada.
18:29É isso,
18:30a gente vai ficar
18:31prestando atenção
18:32inclusive nisso,
18:32né,
18:32com o comportamento
18:34do consumidor
18:34com a Copa.
18:35Será que vai afetar
18:37aí os consumos,
18:38vai aquecer
18:38o setor do agro?
18:40A gente vai ficar de olho.
18:41E agora a gente vai falar
18:42sobre a previsão do tempo
18:43para a próxima semana.
18:45Esse é mais um
18:46Por Dentro do Clima.
18:49Por Dentro do Clima.
18:53Marco Antônio,
18:54nosso agrometeorologista,
18:56bem-vindo novamente
18:57ao Hora H do Agro,
18:59mais uma semana,
19:00já é dezembro.
19:01Obrigada pela participação,
19:04Marco.
19:04Eu estou aqui pensando,
19:06né,
19:06muitas coisas acontecendo
19:08no Brasil
19:08e a gente não pode
19:09deixar de falar
19:10de clima
19:11porque os produtores
19:12estão acompanhando isso
19:14diariamente,
19:15como sempre,
19:16né,
19:16mas a gente tem olhado aí
19:18esse ritmo de chuvas
19:19para uma maior safra
19:21do Brasil,
19:21né,
19:22a de soja.
19:23O que a gente está
19:24esperando, então,
19:25para falar,
19:26para situar esse produtor,
19:27principalmente Rondônia,
19:28Mato Grosso,
19:29Mato Piba,
19:30Goiás,
19:30mas, enfim,
19:31um pouquinho de cada coisa.
19:33Olá, Mariana.
19:36Olá a todos.
19:37E olha, Mariana,
19:39o produtor está com um olho
19:40na roça
19:42e outro no céu, né,
19:44por conta, realmente,
19:45dessa irregularidade
19:47que as chuvas
19:50vêm ocorrendo
19:50no Brasil
19:51de uma forma geral.
19:54Nós estamos já em dezembro,
19:56né,
19:56e realmente até agora
19:58não se teve chuvas
19:59generalizadas
20:01em nenhum canto
20:03do Brasil.
20:04Nós tivemos
20:05as chuvas
20:06que estão ocorrendo,
20:08estão muito
20:09irregulares,
20:11isso vem trazendo
20:12muita preocupação
20:14e até mesmo
20:15já perdas
20:17de produtividade
20:17em muitas regiões
20:19do Brasil
20:20com relação
20:20à soja, né,
20:21perdas de produtividade
20:22da soja.
20:25Mas, de uma forma geral,
20:26as perspectivas ainda
20:27são muito boas
20:28para o Brasil
20:29com relação
20:29à produção.
20:31Quando você olha
20:32as análises,
20:34olha o campo,
20:35de uma forma geral,
20:36e aí olhando
20:36um todo,
20:37não dá para se falar
20:39numa safra
20:40menor
20:40do que
20:41175 milhões
20:42ainda,
20:44apesar
20:44de muita gente
20:46olhar, né,
20:48para as suas lavouras
20:49e ver
20:50que a quebra
20:51muitas vezes
20:52está grande
20:53esse ano.
20:54No entanto,
20:55as chuvas retornaram
20:56aí nos últimos
20:58dias, né,
20:59na última semana,
21:00sobre grande parte
21:02das regiões
21:03centrais e norte,
21:04ou seja,
21:05o Cerrado como um todo,
21:06englobando até
21:07o estado de São Paulo,
21:10isso trouxe
21:11um pequeno alívio
21:12para algumas lavouras.
21:14Mas,
21:16do outro lado,
21:17o sul
21:17vem amargando
21:18já algumas
21:20irregularidades,
21:21né,
21:22as chuvas
21:22ocorridas no último
21:24final de semana
21:25não foram boas,
21:27falhou em muitas
21:27regiões do Rio Grande do Sul,
21:29de Santa Catarina,
21:30Paraná e
21:31Mato Grosso do Sul,
21:32isso trouxe
21:34um certo
21:35desespero,
21:36porém,
21:37já a partir
21:38agora
21:38do dia nove
21:40de,
21:41agora,
21:42do começo
21:42dessa
21:42semana,
21:44uma nova frente fria
21:45é,
21:47agora,
21:48oito,
21:48nove de dezembro,
21:49né,
21:49agora,
21:49nesse início
21:52de semana,
21:53uma nova frente fria
21:54estará avançando
21:55pelo sul do Brasil,
21:57levará chuvas
21:58ao sul,
22:00e essa frente
22:01vai provocar
22:02novamente chuvas
22:03em grande parte
22:04da faixa central.
22:05A gente observa
22:07nas imagens
22:08de satélite,
22:09aí,
22:09nos radares
22:10meteorológicos,
22:11chuvas
22:11pipocando
22:13toda a tarde
22:14em grande parte
22:15do Brasil,
22:16né,
22:16principalmente
22:17no sudeste,
22:19centro-oeste,
22:19na Bitobá,
22:20e aí,
22:21regiões como
22:22Rondônia e Pará,
22:23mas sempre,
22:24como eu disse,
22:24aquelas pipoquinhas
22:25de chuvas,
22:26a gente não vê
22:27uma mancha
22:28grande de chuvas
22:29abrangendo
22:30toda uma grande
22:30região.
22:32Isso vai continuar
22:33acontecendo ao longo
22:34aí,
22:35do mês de dezembro.
22:37Então,
22:38mas o fato
22:39é que as chuvas
22:40estão mais frequentes,
22:42vem ocorrendo
22:42mais chuvas,
22:43o sul deve receber
22:45chuvas agora,
22:46como eu disse,
22:47entre os dias
22:47nove,
22:49dez e onze,
22:50e se isso acontecer
22:51de fato,
22:52se essas chuvas
22:52se confirmarem,
22:53eu acho que aí
22:54dá uma tranquilizada
22:55no setor,
22:56uma tranquilizada
22:57aí nos produtores,
23:00mas,
23:01por outro lado,
23:02caso essas chuvas
23:03não se confirmem,
23:04que eu acho muito,
23:05muito,
23:06muito difícil
23:06de não se confirmarem,
23:08mas caso essas chuvas
23:10no sul,
23:11principalmente no Rio Grande
23:12do Sul,
23:13Santa Catarina,
23:15e sul do Mato Grosso do Sul,
23:17e até mesmo no Paraguai,
23:18não se confirmarem,
23:20a próxima chuva é só
23:22próximo ao Natal.
23:23então vai abrir
23:25uma janela
23:26de mais de 20 dias
23:28sem chuvas,
23:29isso pode trazer
23:30problemas sérios
23:31para a produção
23:34de soja
23:35e principalmente
23:35de milho
23:36no sul do Brasil.
23:38Agora,
23:39Marco Antônio,
23:39antes da gente
23:40encerrar,
23:40eu queria que você
23:41nos ajudasse,
23:42então,
23:43a ter um breve histórico
23:45de tudo isso
23:47que você está contando,
23:48todo esse mapeamento
23:49que você traçou
23:49para a gente agora
23:50nesses próximos dias
23:51de dezembro.
23:53É um comportamento
23:54que está parecido
23:56com os outros dezembros,
23:58ou pelo menos
23:59essas primeiras semanas,
24:00a primeira quinzena
24:01de dezembro,
24:02ou de alguma forma
24:03é um comportamento
24:05diferente.
24:06Acho que é interessante
24:07a gente fazer
24:08essa comparação
24:10para ver,
24:11de fato,
24:11se os produtores
24:12estão passando
24:13pelos mesmos cenários,
24:15pelas mesmas irregularidades
24:17nessa época do ano
24:19ou essa instabilidade
24:21de fato
24:22é algo que
24:23está fazendo
24:25o produtor
24:25ter que se adaptar
24:26a cada dezembro
24:27um novo manejo,
24:29um novo calendário,
24:30uma nova chuva,
24:30uma nova irregularidade.
24:33Vou tentar ser muito breve,
24:34como todo esse time
24:35me perguntou,
24:36vamos lá.
24:38Joguei a bomba
24:38e saí correndo.
24:40É o seguinte,
24:42primeiro nós estamos
24:43sob efeito
24:44de uma laninha.
24:46Por estar
24:47sob efeito
24:48de uma laninha,
24:48era para a gente
24:51estar vendo
24:52ausência de chuvas
24:54no sul,
24:54como estamos vendo,
24:55até dentro
24:56de uma normalidade,
24:58porém,
24:59excesso
25:00de chuvas
25:01e chuvas
25:01muito generalizadas
25:02e até mesmo
25:03invernadas
25:05sobre a região central
25:07e norte do Brasil.
25:09No entanto,
25:11o fato
25:11das águas
25:12do Oceano Atlântico
25:13estarem mais frias
25:15do que o normal,
25:16isso vem mantendo
25:18uma condição
25:19desfavorável
25:20para que os corredores
25:21de umidade
25:22vindo da Amazônia
25:24se organizem
25:25de fato
25:26e tragam
25:28chuvas mais
25:30generalizadas,
25:31caras de laninha.
25:33Então,
25:33se a gente pegar
25:34o dezembro,
25:36tá,
25:37sob influência
25:38da laninha,
25:39esse é um,
25:41há muito tempo,
25:42mas há muito tempo
25:43mesmo,
25:44não se via
25:44um dezembro
25:45tão seco
25:47e com chuvas
25:48tão irregulares
25:49e está
25:50mais associada
25:52ao Atlântico
25:53frio
25:53do que
25:54a laninha
25:55que ocorre
25:56lá no Pacífico Central.
25:58Quando se olha
25:59para um dezembro
26:01que é com cara
26:02um pouco de euninho,
26:04aí não,
26:04parece que
26:05as coisas estão
26:06mais semelhantes,
26:06mas a gente não está
26:07sob efeito do euninho,
26:08estamos sob efeito
26:09de uma laninha.
26:10Então, Mariana,
26:11algo novo
26:12está acontecendo
26:13sim
26:13com esse dezembro
26:15sobre efeito
26:16de uma laninha
26:17e principalmente
26:19com essas chuvas
26:21irregulares
26:22e trazendo aí
26:24uma perspectiva
26:27aí
26:27de uma quebra
26:28de safra.
26:28Porém,
26:29para a soja,
26:31nossa estimativa
26:33ainda é
26:34de uma safra
26:35acima
26:36de 175 milhões.
26:37porém,
26:40cabe
26:40algumas correções
26:42para frente?
26:43Cabe.
26:44Mas eu acho
26:44muito difícil
26:46cair tanto
26:47como já ouvi
26:49falar aí
26:49alguns setores.
26:52Excelente.
26:53Obrigada,
26:53Marco Antônio.
26:54Obrigada pelo
26:55didatismo,
26:55porque é isso,
26:56é interessante a gente
26:57fazer esse tipo
26:58de comparação,
26:58essa informação
26:59que você traz
27:00então realmente
27:01de que é
27:02algo diferente
27:04que está acontecendo
27:05e é interessante
27:06ter essas percepções
27:07porque isso
27:08muitas vezes
27:08lá na frente
27:09daqui a alguns anos
27:10pode mexer
27:11nos arques,
27:12no zoneamento agrícola,
27:13nesses calendários
27:14de vazio sanitário,
27:16então sempre bom
27:16a gente fazer
27:17essas conexões
27:18com o céu
27:20e a terra,
27:20literalmente.
27:21Exatamente,
27:22porque a gente
27:23está envolvido
27:24nisso e realmente
27:26nós estamos
27:27com uma mudança
27:28nos padrões climáticos
27:29e isso está realmente
27:30trazendo novas
27:32perspectivas,
27:33novos desafios
27:34climáticos.
27:35É isso,
27:36obrigada,
27:37viu Marco Antônio,
27:37por mais essa semana,
27:39te espero semana que vem.
27:41Até,
27:42e até semana que vem.
27:43Tchau, tchau.
27:43Tchau, tchau.
27:45E na última semana
27:46foi divulgado
27:47pela Associação Brasileira
27:49da Indústria de Máquinas
27:50e Equipamentos,
27:50a ABMAC,
27:51o desempenho
27:52do setor
27:53de bens de capital
27:54mecânicos
27:55do mês de outubro
27:56de 2025.
27:57Os indicativos
27:58foram afetados
27:59negativamente
28:00pelas altas taxas
28:02de juros
28:02e pelo tarifaço
28:04de Donald Trump.
28:05Vamos saber mais
28:06na reportagem
28:07da Camila Yunis.
28:08O mês de outubro
28:09não teve indicativos
28:10tão positivos
28:11para o setor
28:12da indústria
28:12de máquinas
28:13e equipamentos.
28:14Segundo o último
28:15relatório da ABMAC,
28:17a receita líquida
28:18total caiu
28:193,4%
28:21em relação
28:21ao mesmo período
28:22do ano passado,
28:24ficando em
28:24R$ 26,2 bilhões
28:26enquanto o mercado
28:28interno recuou
28:294,7%
28:31e fechou
28:32em R$ 18,2 bilhões
28:35Alguns segmentos
28:37puxaram essa redução
28:38como é o caso
28:40das máquinas
28:40agrícolas,
28:41componentes
28:42e máquinas
28:43para construção.
28:44A avaliação
28:45do presidente
28:45executivo
28:46da ABMAC,
28:47José Veloso,
28:48é de que esse cenário
28:49decorre da alta
28:51da taxa de juros.
28:52A Selic
28:53foi mantida
28:53pelo Banco Central
28:54e segue
28:55em 15%
28:56ao ano.
28:57Para José Veloso,
28:58um dos maiores
28:59problemas do setor
29:00é a falta
29:01de financiamento.
29:02Números constantes,
29:03já descontaram a inflação.
29:06Então,
29:06nós estamos tendo
29:07uma desaceleração
29:09do setor
29:10em função
29:12da alta
29:14da taxa de juros.
29:16O maior problema
29:17do setor
29:17hoje
29:18é a falta
29:20de financiamento
29:21com custo
29:22compatível
29:22com o retorno
29:23do investimento.
29:25Então,
29:26é grande a quantidade
29:27de vendas
29:28que a gente faz
29:29sem financiamento.
29:31E quem
29:31comprar máquinas
29:32ele quer
29:33financiamento.
29:34O setor
29:35também foi
29:36atingido
29:36pelo tarifácio
29:37de Donald Trump.
29:38As exportações
29:39para os Estados Unidos
29:40caíram 31%.
29:42O mercado
29:43norte-americano
29:44representava
29:4525%
29:46das vendas
29:46do maquinário
29:47brasileiro
29:48e agora
29:49corresponde
29:49a 13%.
29:51No entanto,
29:52de forma geral,
29:53as exportações
29:54cresceram
29:547,2%
29:56em relação
29:56a 2024
29:57e 12%
29:59quando comparado
30:00ao mês
30:01de setembro.
30:02As vendas
30:02foram puxadas
30:03por máquinas
30:04para infraestrutura
30:05e indústria
30:06de base,
30:07petróleo
30:07e energia
30:08renovável.
30:09No acumulado
30:10do ano,
30:11as exportações
30:11subiram 1%,
30:13com alta
30:13de 18,6%
30:15para a América
30:16do Sul
30:16e queda
30:17de 12,4%
30:18para a América
30:19do Norte.
30:20No entanto,
30:20o presidente
30:21da ABMAC
30:22disse que o país
30:23conseguiu compensar
30:24as exportações
30:25para outros países,
30:27como a Argentina,
30:28com aumento
30:28de 2,3%
30:30nas vendas
30:31e Singapura
30:32com elevação
30:33de 127%.
30:35Nós conseguimos
30:36compensar
30:37essa perda
30:37de faturamento
30:38com o crescimento
30:40da Argentina
30:40e o forte crescimento
30:42também de exportação
30:43para Singapura.
30:45Mas lembrando
30:45que não são produtos
30:47que a gente vendia
30:48nos Estados Unidos
30:49e desviamos
30:50para esses outros mercados.
30:52Máquinas e equipamentos
30:52não é assim que funciona.
30:54Veloso diz
30:54que a recente conversa
30:56por telefone
30:57entre os presidentes
30:58Luiz Inácio
30:59Lula da Silva
31:00e Donald Trump
31:01não é considerado
31:02um avanço
31:03nas negociações
31:04entre os dois países.
31:06Em outubro,
31:06o governo federal
31:07anunciou que Brasil
31:08e China
31:09farão uma parceria
31:10para a criação
31:11de um laboratório
31:12de mecanização agrícola.
31:15A gestão Lula
31:15diz que o laboratório
31:16fará monitoramento
31:18ambiental
31:18e análise de dados
31:20com o objetivo
31:21de auxiliar
31:21a agricultura familiar.
31:24O espaço
31:24será instalado
31:25no Instituto Nacional
31:26do Semiárido
31:27vinculado
31:28ao Ministério
31:29da Ciência,
31:30Tecnologia
31:30e Inovação
31:31em Campina Grande
31:32na Paraíba.
31:34O presidente
31:34executivo
31:35da Abimac
31:35José Veloso
31:36criticou
31:37a decisão.
31:38No caso
31:39do...
31:40Vou citar dois exemplos.
31:41No caso da Argentina
31:42nós vendemos
31:43para a Argentina
31:43há décadas.
31:45Na década
31:46de 90
31:47nós vendíamos
31:48muitas máquinas
31:49na Argentina.
31:51O que aconteceu
31:52foi que
31:53recuperou
31:54a economia argentina.
31:56A economia argentina
31:57melhorou
31:57e a taxa
31:59de investimentos
31:59em máquinas
32:00lá na Argentina
32:01aumentou.
32:02Então,
32:03não tem nada
32:03a ver com o tal
32:03de faço.
32:04E o Singapura
32:06é...
32:07A maioria das vendas
32:08grande maioria,
32:10esmagadora maioria,
32:11o cliente final
32:12é a Petrobras.
32:14Por quê?
32:15Porque
32:16é o Repetro,
32:19é a construção
32:22de plataformas
32:24continentais
32:25e FPSO
32:26em Singapura
32:27compradas
32:29pela Petrobras.
32:31O estaleiro
32:34de Singapura
32:34compra as nossas
32:35peças,
32:37monta no FPSO,
32:39então é uma exportação,
32:42mas depois
32:42Singapura
32:44vai exportar
32:45essa plataforma
32:46para o Brasil,
32:47então acaba voltando
32:48para o Brasil.
32:50Então,
32:50é uma exportação
32:51para Singapura,
32:52no entanto,
32:53o mercado é o mercado brasileiro.
32:55Em relação aos números
32:56de outubro,
32:57a ABMAC
32:58diz que o setor
32:59terminou o mês
33:00com 423 mil funcionários,
33:03queda de 0,8%
33:05sobre o mês de setembro.
33:07Quando comparado
33:08a 2024,
33:09houve crescimento
33:10de 6,3%
33:12no número
33:12de empregados
33:13do setor.
33:14A associação
33:15diz ainda
33:16que as exportações
33:17devem cair
33:181,9%,
33:20o mercado interno
33:21deve crescer
33:229,2%
33:23e a receita total
33:25deve fechar
33:262025
33:26com alta
33:28de 6,1%.
33:30A entidade
33:31destaca
33:32que as tarifas
33:32adicionais
33:33de 40%
33:34impostas
33:35pelos Estados Unidos
33:36seguem pressionando
33:37os fabricantes
33:38brasileiros.
33:39Agora nós vamos
33:41para um rápido
33:41intervalo
33:42e na volta
33:43vamos conversar
33:44com a Conab
33:45sobre a estimativa
33:46positiva
33:47para a safra
33:47de café.
33:48Vamos sair daí,
33:49é rapidinho.
34:00Hora H do Agro
34:02Nunca foi tão fácil
34:05levar um Volvo
34:05para a garagem.
34:06Chegou o Volvo
34:07Car Consórcio.
34:08Com ele, você conquista
34:09seu zero quilômetro
34:10sem juros
34:11e sem entrada.
34:12Com créditos
34:12a partir de 300 mil
34:14em até 60 meses
34:15e a taxa administrativa
34:17de 10%
34:18a menor do mercado.
34:19Até 320 contemplações
34:21já nos primeiros
34:22dois anos.
34:23Volvo Car Consórcio.
34:25Um caminho seguro
34:25em direção
34:26ao carro
34:26dos seus sonhos.
34:27Visite uma concessionária
34:29ou acesse
34:29volvocarconsórcio.com.br
34:32Você trabalha
34:35muitas horas
34:36por dia,
34:37paga as contas
34:37e não consegue
34:38aumentar seu patrimônio
34:40e ainda se sente
34:41perdido
34:42sem saber o que fazer
34:43para mudar
34:44essa realidade?
34:45Agora,
34:46existe uma solução
34:47acessível
34:48para você
34:49blindar seu patrimônio
34:50das crises econômicas
34:52e das incertezas
34:53do futuro.
34:55E o melhor,
34:55fazendo o seu dinheiro
34:57trabalhar para você.
34:58Estou falando
34:59de um passo a passo
35:00para você começar
35:02a investir do zero
35:03nas melhores ações
35:04da Bolsa.
35:05Você vai entender
35:06como proteger
35:07seu patrimônio
35:08e principalmente
35:10como começar
35:11a investir
35:11do zero
35:12na Bolsa
35:13e nunca mais
35:14ser refém
35:15da inflação
35:16ou das crises
35:17econômicas.
35:18Garanta sua vaga
35:19agora
35:20em
35:20niucursos.com.br
35:22niucursos.com.br
35:25e dê o primeiro passo
35:26para a sua
35:27liberdade
35:28financeira.
35:33Nós nos conhecemos
35:35muito jovens.
35:36Foi o maior
35:37proprietário
35:38de ideias
35:39do rádio.
35:41A frase do meu pai
35:42que ficou marcada.
35:43É,
35:43ninguém faz sucesso
35:45sozinho.
35:46Se não fosse
35:46o nosso funcionário
35:47essa coisa
35:48não ia andar mesmo.
35:49É uma humildade
35:50isso, né?
35:51Ele sempre foi
35:52o amor
35:53da minha vida.
35:57Documento
35:57Jovem Pan
35:58especial
35:59seu Tuta.
36:00Hoje
36:01às nove da noite
36:02na Jovem Pan.
36:03Hora H do Agro
36:16Estamos de volta
36:20com mais um
36:20Hora H do Agro
36:21aqui na Jovem Pan News.
36:23A Companhia Nacional
36:24de Abastecimento,
36:26a Conab,
36:26divulgou no dia
36:274 de dezembro
36:28o último levantamento
36:29da safra brasileira
36:30de café
36:31referente ao ano
36:32de 2025.
36:34De acordo com os dados,
36:35o Brasil fechou
36:36a safra
36:37com a produção
36:37de 56 milhões
36:39e 500 mil
36:40sacas de café
36:41de 60 quilos
36:42que é aí
36:43o padrão, né?
36:45Os 60 quilos
36:45são o padrão.
36:46E esse é o terceiro
36:48melhor resultado
36:48então da série histórica
36:50ficando atrás
36:51somente dos anos
36:52de 2020 e 2018
36:54segundo a Conab.
36:55E com a colheita
36:56encerrada
36:57o volume
36:58então ficou
36:594,3%
37:00acima do registrado
37:02na safra anterior.
37:04Para falar
37:05sobre esses dados
37:05para a gente entender
37:06como é que funciona
37:07esse levantamento
37:08nós vamos conversar
37:09com o Fabiano Vasconcelos
37:11que é gerente
37:12de acompanhamento
37:13das safras
37:14da Conab.
37:15Bem-vindo
37:16ao Hora H do Agro
37:17Fabiano
37:17obrigada
37:18pelo seu tempo
37:19pela sua disponibilidade.
37:21Eu queria então
37:22que você trouxesse
37:23mais compreensão
37:24um pouquinho
37:24desses números
37:25que eu trouxe, né?
37:26Porque mesmo em ano
37:27de bienalidade negativa
37:29a produtividade
37:30em média
37:31cresceu 5,5%
37:32quando a gente olha
37:33para o país
37:34como um todo, né?
37:36Quais fatores
37:36foram determinantes
37:37para esse desempenho
37:38positivo?
37:40E esse desempenho
37:41positivo
37:41ele está mais
37:42no Conilon
37:44do que no Arábica
37:45se eu não me engano
37:46mas queria que você
37:46também trouxesse
37:47essa explicação
37:48por gentileza.
37:50Olá Mariana
37:50Bom, é isso
37:51o Brasil ele
37:52produz as duas espécies
37:53o Arábica
37:54o país é o maior
37:55produtor de Arábica
37:56do mundo
37:56e o café
37:58ele tem essa
37:59especificidade aí
38:00fisiológica mesmo
38:01é uma planta
38:03perene
38:03que principalmente
38:05o Arábica
38:05ele sofre
38:06com a bienalidade
38:07em que
38:07em um ano
38:08ele consegue
38:09produzir bem
38:10no outro
38:11ele acaba
38:11a planta
38:12acaba se
38:13preservando ali
38:15funcionando
38:17a parte mais vegetativa
38:18para voltar
38:19a produzir bem
38:20no ano seguinte
38:20então esse ano
38:21era um ano
38:22de bienalidade
38:22negativa
38:23em que
38:24naturalmente
38:25as produtividades
38:26principalmente do Arábica
38:27elas reduzem
38:28em função disso
38:29e o Conilon
38:31é uma planta
38:31mais robusta
38:32enfim
38:32que tem uma
38:33condição um pouco
38:33melhor
38:34ela não sofre
38:35tanto com
38:36a bienalidade
38:37o clima
38:37que impacta
38:38mais
38:38e aí
38:39para o Conilon
38:41o clima
38:42foi muito bom
38:42a região do Conilon
38:44principal estado
38:44produtor é o Espírito Santo
38:46depois a gente tem
38:47Bahia e Rondônia
38:48também como principais
38:49estados produtores
38:50do Conilon
38:50e o clima foi bom
38:51já para o Arábica
38:54além da bienalidade
38:56em Minas Gerais
38:57que é o principal
38:58estado produtor
38:59e em algumas regiões
39:01a gente teve excesso
39:02de calor
39:02enfim
39:03uma condição um pouco
39:04não tão boa
39:06que também acabou
39:07impactando
39:08nessa produtividade
39:09mas assim
39:10de uma maneira geral
39:11somado
39:11as duas espécies
39:12o Conilon
39:13teve de fato
39:14um rendimento
39:16muito bom
39:16isso acabou
39:17favorecendo
39:18a produção brasileira
39:20para esse terceiro
39:21melhor resultado
39:22na série histórica
39:23da Conab
39:23era isso que eu ia falar
39:25a gente faz
39:26esse comentário
39:29de que é a série histórica
39:30uma comparação
39:31então
39:312020
39:322018
39:33sendo anos
39:34melhores
39:35do que 2025
39:36mas de fato
39:37um resultado muito positivo
39:38só que
39:38essa série histórica
39:39ela é desde quando
39:40eu queria entender
39:41se desde
39:42a série histórica
39:43como um todo
39:44vocês sempre mapearam
39:45da mesma forma
39:46as regiões
39:47como que é
39:49inclusive essa
39:49metodologia
39:50para vocês
39:51fazerem esse tipo
39:52de comparação
39:54a Conab
39:54passou a fazer
39:55levantamento
39:56de safra de café
39:57em 2002
39:57então por isso
39:58que a gente fala
39:59da série histórica
40:00porque o país
40:00produz café
40:01desde lá de trás
40:01então assim
40:02a gente sempre
40:03frisa na série histórica
40:04da Conab
40:04porque é nesse
40:05recorte
40:06a partir de 2002
40:07e o acompanhamento
40:09de safra da Conab
40:10para café
40:10a Conab
40:12vai a campo
40:12quatro vezes
40:13ao ano
40:13e aí
40:14é uma rodada
40:16de um levantamento
40:17que envolve
40:18conversa com o produtor
40:20enfim cooperativa
40:21todo o setor
40:21cafeeiro
40:22porque é um dado
40:23rápido
40:25de tempestivo
40:26essa primeira informação
40:28mas a gente vai ajustando
40:29com levantamentos
40:31através de imagens
40:32de satélite
40:32tanto para a área
40:33como também
40:34para ver a condição
40:35dessas lavouras
40:36e ao final
40:36também até um cheque
40:37ali como é que
40:39de fato o rendimento
40:41ali quando
40:42essa produção
40:44ela acaba indo
40:45para as beneficiadoras
40:47enfim até para a gente
40:47ter esse final
40:49da colheita
40:50que aí a gente faz
40:51algum ajuste
40:52como geralmente
40:53acontece no quarto
40:54levantamento
40:55algum ajustezinho
40:56já que a colheita
40:57ela termina ali
40:58em volta de
40:59a grande parte
41:00ali em volta
41:00de setembro
41:02Entendi
41:02eu te perguntei isso
41:03porque a gente postou
41:05assim que a Conab
41:06soltou esses números
41:07a gente
41:08eu fiz um comentário
41:09no Jornal da Manhã
41:10aqui da Jovem Pan News
41:11sobre esses números
41:12a gente levou
41:13esse vídeo
41:14para o Instagram
41:15e a gente teve
41:17alguns comentários
41:18que eu quero
41:18inclusive trazer
41:19aqui para a gente
41:20conversar
41:20porque eu acho
41:21que o papel
41:22do jornalismo
41:22é esse
41:23a gente aproximar
41:24também o público
41:25de quem faz
41:26esses estudos
41:27quem está no campo
41:28o Daniel Carleto
41:29por exemplo
41:29ele falou que
41:30não vai ter café
41:32no mercado
41:33porque a safra
41:33do ano passado
41:34teve uma quebra
41:35muito forte
41:35no Conilon
41:36e o Willer
41:38ele contou
41:38eu espero
41:39que eu esteja
41:41pronunciando certo
41:42ele contou
41:43aí abre aspas
41:44a tendência
41:45do Conilon
41:46na minha região
41:47é cair a produção
41:48e tem outros comentários
41:50também
41:50que eu fui
41:51a gente foi
41:51selecionando ali
41:53falando
41:54questionando
41:54essa coisa
41:55de onde a Conab
41:56tira esses números
41:57aqui na minha região
41:58no Espírito Santo
41:59vai ter quebra
42:01existe
42:02parece que uma
42:03descrença
42:04inclusive
42:04dos números
42:05desse levantamento
42:06por isso que eu te perguntei
42:07como que funciona
42:08então você falou
42:09são quatro visitas
42:10ao longo do ano
42:11os levantamentos
42:13eles vão se ajustando
42:14ao longo
42:15dessas visitas
42:17mas de qualquer forma
42:19eu queria entender
42:20um pouco mais
42:21disso
42:22quando vocês estão
42:24no campo
42:24vocês conversam
42:25com os produtores
42:26essa parte técnica
42:28essa visita técnica
42:29ela ouve
42:30o produtor
42:31a dor dele
42:32ou a Conab
42:33de alguma forma
42:34faz um levantamento
42:34muito mais técnico
42:36e não leva em consideração
42:37área por área
42:39até porque eu imagino
42:40que é impossível
42:42fazer isso
42:43com o número
42:44de pessoas
42:44mas o quanto
42:46que os números
42:47da Conab
42:47estão olhando
42:48para a safra
42:49mas também
42:49se preocupam
42:50em conversar
42:51com o cafeicultor
42:52e entender
42:52a realidade dele
42:53é baseado
42:55em estatística
42:56como você disse
42:57a gente
42:57não consegue
42:59obviamente
43:00em todos os produtores
43:01então é natural
43:02que um produtor
43:03ou outro
43:04comente
43:05na minha região
43:07está diferente
43:07é claro
43:08a gente está olhando
43:08a nível Brasil
43:09na verdade
43:09a Conab
43:10desce até
43:11nível estadual
43:12para ter
43:12essas estimativas
43:13é baseado
43:16a gente tem
43:17o apoio
43:18da estatística
43:19para conseguir
43:19para que isso
43:20seja tangível
43:20e tempestivo
43:21num tempo
43:22que
43:23na velocidade
43:23que
43:24a informação
43:26requer
43:26a gente sabe
43:29das dificuldades
43:30claro
43:30como eu comentei
43:31a produtividade
43:33talvez ela
43:33não tenha sido
43:34melhor
43:34no geral
43:35quando a gente
43:36fala de
43:36conilon
43:36por exemplo
43:37porque teve
43:38problema
43:39de excesso
43:41de calor
43:41falta de
43:42precipitação
43:43em algumas regiões
43:44claro
43:44isso faz diferença
43:45no cômputo geral
43:46e às vezes
43:47o produtor
43:47não se enxerga
43:48no número
43:49que está sendo
43:50divulgado
43:51mas de uma maneira
43:52geral
43:52assim
43:53a estimativa
43:54ela leva em consideração
43:56a estatística
43:57está aí
43:57para ajudar
43:58exatamente isso
43:58para trazer
43:59a maior
44:00acurácia
44:02possível
44:02nesses dados
44:03e a Conab
44:04vem ao longo
44:05do tempo
44:05também
44:06implementando
44:08tecnologias
44:08ou enfim
44:09melhorando
44:10tentando melhorar
44:11a forma
44:11como faz
44:12a estimativa
44:13para trazer
44:13sempre um dado
44:14mais próximo
44:17de fato
44:18do real
44:18o ideal
44:20é como você disse
44:21se a gente conseguisse
44:22em cada produtor
44:23melhor
44:24acompanhasse a colheita
44:25de cada produtor
44:26e tivesse o resultado
44:27final
44:27mas isso é impossível
44:28por isso a gente usa
44:29estatística
44:30é um corpo técnico
44:32que com muita
44:33experiência
44:35e muita
44:35muita qualificação
44:38então
44:39a Conab
44:40faz
44:40completamente
44:41safras
44:41de grãos
44:42por exemplo
44:43desde 75
44:4476
44:4577
44:45a safra
44:4576
44:4677
44:47e vem ganhando
44:49expertise nisso
44:50cada nova safra
44:51cada nova tecnologia
44:52que a gente tenta
44:53implementar
44:54para essa estimativa
44:54ela é
44:55muito benéfica
44:57e vem trazendo
44:57bons resultados
44:58tanto
44:59que é o número
45:00oficial
45:00quando se trata
45:02de mercado
45:03enfim
45:03é quem
45:03o mercado
45:06de fato
45:06reconhece
45:07como número
45:08oficial
45:08sim
45:09é por isso
45:10que a gente
45:10também traz aqui
45:11porque a gente
45:11acredita nessa
45:12nessa importância
45:14de falar com
45:14a fonte oficial
45:15e aí
45:16Fabiano
45:17só para a gente
45:17encerrar
45:18então
45:19dentro desse
45:20desse mapeamento
45:21que vocês
45:22traçam
45:23olhando
45:24para o andamento
45:26da safra
45:26de alguma forma
45:28isso já ajuda
45:28vocês a terem
45:30uma
45:31estimativa
45:32ou pelo menos
45:33uma sensibilidade
45:34digamos assim
45:35de entender
45:35como que o produtor
45:36está se preparando
45:37para a próxima safra
45:39é isso
45:40você acabou de falar
45:41vocês chegam até o nível
45:42estadual
45:43então
45:43dentro de uma leitura
45:44talvez estadual
45:46já dá para entender
45:47o que está se vislumbrando
45:48para uma próxima safra
45:50num ano de bienalidade
45:51positiva
45:52a Conab
45:54já vai acompanhando
45:55já vai tendo
45:55um termômetro
45:56de como que fica
45:57a safra que vem
45:58a gente divulgou
46:00no dia 4
46:02a estimativa
46:04o quarto levantamento
46:05do café da safra
46:062025
46:06e em janeiro
46:08a nossa equipe
46:09já está em campo
46:10novamente
46:10para ir de fato
46:11numa fase
46:13em que boa parte
46:14da florada do café
46:15ela já tem
46:15o pegamento
46:16então a gente consegue
46:17estimar melhor
46:18a primeira
46:20divulgar
46:21o primeiro levantamento
46:22da safra 2026
46:23por enquanto
46:24fechamos a safra 2025
46:26vamos a campo agora
46:27em janeiro novamente
46:28para ter essa primeira
46:29estimativa
46:30no início do próximo ano
46:32e aí acompanha
46:34desde a florada
46:34para ver se a florada
46:35está indo bem
46:36porque ela é muito
46:37determinante
46:37para os próximos passos
46:38inclusive né
46:39perfeito é isso
46:41perfeito
46:42Fabiano Vasconcelos
46:43gerente de acompanhamento
46:44de safras da Conab
46:45obrigada pela participação
46:47pelas explicações
46:48e convite para você voltar
46:49quando a safra
46:50estiver em andamento
46:51então
46:51combinado
46:53obrigado
46:53boa noite
46:54e agora
46:55nós vamos falar
46:56sobre descarbonização
46:58na cadeia produtiva
47:00da pecuária
47:00a NBRF
47:02que é aí
47:03a mais recente
47:03gigante
47:04da indústria
47:04de alimentos
47:05formada pela fusão
47:07então
47:07entre as empresas
47:08brasileiras
47:08Marfrig
47:09e BRF
47:11tem focado
47:12em modelos
47:13de produção
47:14de proteína animal
47:15de baixo carbono
47:17ou seja
47:17que emita
47:18menos gases
47:19poluentes
47:19inclusive
47:21como o legado
47:22da cópia
47:23e a empresa
47:24e a Embrapa
47:25anunciaram
47:26uma parceria
47:27para promover
47:28a carne
47:29baixo carbono
47:30que inclusive
47:31é um selo
47:32então né
47:32essa carne
47:33baixo carbono
47:34para falar mais
47:35sobre essas iniciativas
47:37a gente conversar
47:38sobre como que
47:39a indústria
47:40está olhando
47:41então
47:41para essa carne
47:42que leva
47:43um selo
47:44de baixo carbono
47:45nós vamos conversar
47:46com o Paulo Pianes
47:47que é diretor
47:48global
47:49de sustentabilidade
47:50da MBRF
47:52bem-vindo
47:52ao Hora H do Agro
47:53Paulo
47:54eu queria te perguntar
47:55então começar
47:56essa entrevista
47:57perguntando
47:58como que a BRF
47:59a BMRF
48:00está então
48:00monitorando
48:02controlando
48:02a cadeia de fornecimento
48:04porque para a gente
48:04falar de pecuária sustentável
48:06esse é um dos
48:06pilares
48:08um dos principais
48:09e um dos primeiros
48:10assuntos
48:11então como que está
48:12essa rastreadibilidade
48:13tanto de diretos
48:15quanto indiretos
48:16porque isso também
48:17é importante
48:17da gente deixar claro
48:18para quem nos assiste
48:20Perfeito Mariana
48:23na verdade
48:24eu diria que
48:25é um assunto
48:27prioritário
48:28e além de prioritário
48:29talvez seja o maior
48:30desafio que a gente
48:31tem na pecuária brasileira
48:33e a gente sabe
48:34que o monitoramento
48:35o controle
48:36desde a origem
48:37até chegar
48:38na indústria
48:39ele é
48:41fundamental
48:42e cada vez
48:43mais
48:44existe uma demanda
48:46para que esses produtos
48:47sejam efetivamente
48:48controlados
48:50nesse sentido
48:51o que nós temos
48:52feito
48:53aqui na
48:53BMRF
48:54na verdade
48:55a gente começou
48:56essa jornada
48:58lá em 2010
48:59quando a companhia
49:01implementou
49:02um sistema
49:02de monitoramento
49:03baseado em
49:04georreferenciamento
49:06em geomonitoramento
49:07com controle
49:08de imagens
49:08via satélite
49:10e esse controle
49:11que é eminentemente
49:12um controle
49:14territorial
49:14ele
49:16ele faz
49:17com que a gente
49:18tenha a capacidade
49:19de olhar
49:21as fazendas
49:22pelas quais
49:23o gado
49:24passa
49:24uma a uma
49:26desde o momento
49:27em que esse animal
49:28nasce
49:29até o momento
49:30em que ele vai
49:31para a última fazenda
49:32que é aquela
49:33que vai fazer
49:33a entrega
49:34para a MBRF
49:35isso faz com que
49:36a gente tenha
49:37controle total
49:38na cadeia de custódia
49:39e o que faz
49:40essa verificação
49:41essa verificação
49:42ela basicamente
49:43ela pega dados
49:44territoriais
49:45então por exemplo
49:46numa determinada fazenda
49:47por meio das imagens
49:49de satélite
49:51a gente vai verificar
49:52se aquele animal
49:53não passou
49:54por uma área
49:54que tenha desmatamento
49:56por uma área
49:57que seja
49:57uma unidade
49:58de conservação
50:00uma terra indígena
50:01uma terra quilombola
50:02e ela também
50:03também faz
50:04cruzamento
50:05de bases de dados
50:06então se aquele
50:07território
50:08não está vinculado
50:09a um CPF
50:11ou CNPJ
50:12que esteja incluído
50:14na lista
50:14de trabalho escravo
50:15e também se não tem
50:17nenhum tipo de embargo
50:18seja um embargo municipal
50:19um embargo estadual
50:20ou até mesmo
50:21um embargo no IBAMA
50:22então com isso
50:23a gente consegue
50:24assegurar
50:25essa cadeia
50:26de custódia
50:27como um todo
50:28fazendo com que
50:28esse animal
50:29que depois
50:30vai se transformar
50:31num produto
50:31que vai estar
50:32na mesa
50:32dos consumidores
50:33ele efetivamente
50:34está livre
50:37de desmatamento
50:38e também
50:38sem nenhum tipo
50:39de passivo
50:40social ou ambiental
50:42mas vocês
50:42só para esclarecer
50:44vocês hoje
50:44conseguem fazer
50:45100% do mapeamento?
50:48sim
50:48hoje na verdade
50:49a gente já está
50:49com 100%
50:50dos fornecedores diretos
50:52isso já
50:53na verdade
50:54já vem
50:54há bastante tempo
50:55e nós já
50:57atingimos
50:5890%
50:59dos indiretos
51:00até o final
51:01desse ano
51:02que está aí
51:02muito próximo
51:03a gente completa
51:05100%
51:06da cadeia
51:07de custódia
51:07então nós teremos
51:08100%
51:09de fornecedores
51:10diretos
51:11e 100%
51:12da cadeia
51:13de fornecedores
51:14indiretos
51:15totalmente
51:16rastreada
51:17totalmente
51:18controlada
51:18da origem
51:19até o momento
51:21em que
51:21esse animal
51:22está prestes
51:23a ser enviado
51:24em BRF
51:26agora
51:27em relação
51:28a isso
51:29a gente está
51:29falando
51:29de acompanhar
51:32a origem
51:32desse animal
51:34para que ele
51:34vire um produto
51:35como você falou
51:36na mesa
51:37do brasileiro
51:37e isso então
51:39obviamente está ligado
51:40com a pauta
51:40de rastreabilidade
51:41que se discute
51:42muito
51:42inclusive dentro
51:43do governo federal
51:44por conta
51:45da rastreabilidade
51:46individual
51:47dos animais
51:48a gente já conversou
51:49um pouquinho
51:49sobre isso
51:50queria trazer
51:51também queria que você
51:52trouxesse por gentileza
51:54a sua avaliação
51:55avaliação da
51:56MBRF
51:56em relação
51:57a esse avanço
51:59porque já
52:00se tornou
52:01um pouco
52:01mais
52:01palpável
52:02a rastreabilidade
52:05individual
52:06já existe
52:06uma tecnologia
52:07isso já
52:08avançou
52:08no estado
52:09do Pará
52:09mas ainda
52:10não está
52:11tão transparente
52:12assim
52:13não é tão
52:14factível
52:14quando a gente
52:15olha
52:16para o tamanho
52:16do rebanho
52:17brasileiro
52:18como que vocês
52:19avaliam isso
52:20gostaria de saber
52:21se você é
52:21a favor
52:22da brincagem
52:24individual
52:24a favor
52:26e se você
52:27vê
52:27isso realmente
52:28se tornando realidade
52:29no Brasil
52:29a MBRF
52:32desde o início
52:32a gente apoia
52:34toda e qualquer
52:34iniciativa
52:35que faça
52:37com que haja
52:37rastreabilidade
52:39no Brasil
52:39principalmente
52:40a rastreabilidade
52:41individual
52:41esse é um instrumento
52:43mais seguro
52:44para que você tenha
52:44o controle total
52:45da cadeia de custódia
52:46porque você vai estar
52:47identificando um animal
52:48com um instrumento
52:50que permite você
52:51fazer o rastreio
52:52dele
52:53e não só
52:54do território
52:55à medida que ele
52:56vai passando
52:56pelas
52:57várias fazendas
52:59ou pelas várias áreas
53:00até o momento
53:00em que ele vai
53:01para a indústria
53:04então nós somos
53:05totalmente
53:06favoráveis
53:07a gente vê
53:08com muito bons olhos
53:09a gente tem participado
53:10ativamente
53:10desse processo
53:11no âmbito do mapa
53:12da construção
53:13da idealização
53:14da construção
53:15e da viabilização
53:16da implementação
53:18de um sistema
53:19de
53:19identificação
53:21individual
53:21para rastreio
53:22no Brasil
53:23a gente tem
53:24o exemplo
53:25do que já acontece
53:26no Uruguai
53:26do que já acontece
53:27na Austrália
53:29e hoje
53:30a tecnologia
53:31já está disponível
53:32para isso
53:33eu costumo dizer
53:34que o tema
53:35rastreabilidade
53:36não é uma questão
53:37de tecnologia
53:38a tecnologia
53:39está posta
53:39ela já está dada
53:40e você tem
53:41vários mecanismos
53:43e várias
53:43tecnologias
53:44já disponíveis
53:45para isso
53:45seja com
53:46chipagem
53:47seja com
53:48brinco tradicional
53:49ou seja
53:50esse instrumento
53:51já está disponível
53:52o que a gente
53:53precisa é fazer
53:54essa viabilização
53:55do ponto de vista
53:57de dar escala
53:58para essa rastreabilidade
53:59e é início
54:00que o governo federal
54:01e também
54:02o governo do Pará
54:03e também
54:04a iniciativa
54:04do Passaporte Verde
54:06no estado
54:06de Mato Grosso
54:07agora
54:07procura viabilizar
54:10em escala
54:11e nós apoiamos
54:12todas essas iniciativas
54:14apoiamos
54:14tanto do ponto de vista
54:15de viabilizar
54:17como do ponto de vista
54:18da discussão
54:19técnica
54:20e da interlocução
54:21junto à cadeia
54:22de produção
54:22para poder fazer
54:23com que isso
54:24seja implementável
54:25agora
54:26é sempre
54:26muito importante
54:28ter em mente
54:29que quando a gente
54:30fala de rastreabilidade
54:31tem dois aspectos
54:33que para a gente
54:34são fundamentais
54:35o primeiro
54:36é que a gente
54:37tem que sair
54:38da lógica
54:40da exclusão
54:40e partir
54:41por uma lógica
54:42da inclusão
54:42se à medida
54:43que eu estou fazendo
54:44o rastreio
54:44principalmente
54:45quando envolve
54:46pequeno produtor
54:47e como você sabe
54:48a maioria
54:49dos produtores
54:50dentro da cadeia
54:51pecuária brasileira
54:52eles são pequenos
54:53produtores
54:53muitas vezes
54:54eles não têm
54:54acesso a recurso
54:55eles não têm
54:56acesso a tecnologia
54:57propriamente dita
54:58não têm acesso
55:00a assistência técnica
55:01e isso obviamente
55:03faz com que seja
55:04muito mais desafiador
55:05para você fazer
55:05uma implementação
55:06desse tipo
55:07de tecnologia
55:08então a gente
55:09tem que
55:10à medida que a gente
55:11vai implementando
55:12essa tecnologia
55:13e se identificado
55:14algum tipo
55:15de problema
55:16num determinado
55:17produtor
55:17em vez de
55:18simplesmente excluí-lo
55:19é importante
55:20que a gente
55:21ajude
55:21esse produtor
55:22a identificar
55:23qual é o problema
55:24para que esse problema
55:25possa ser endereçado
55:26regularizado
55:27e ele permaneça
55:28na cadeia
55:29de suprimentos
55:30esse é um
55:32ponto muito
55:33muito importante
55:34o outro ponto
55:35muito importante
55:36é que a gente
55:37viabilize também
55:38as condições
55:39para que esses produtores
55:40possam implementar
55:41a tecnologia
55:42do ponto de vista
55:43de recurso
55:45para que isso aconteça
55:47e numa outra ponta
55:48os outros agentes
55:50também estejam
55:51dentro
55:51dessa cadeia
55:53de implementação
55:54organismos
55:56e instituições
55:57financeiras
55:58para ajudar
55:59no financiamento
56:00no recurso necessário
56:01para que isso aconteça
56:02numa ponta
56:03e numa outra ponta
56:05política pública
56:06também
56:06para que faça
56:07com que haja
56:08uma homogeneização
56:09em todo esse processo
56:10para que ele
56:11efetivamente
56:12seja nacional
56:13muito interessante
56:14Paulo
56:15te agradeço muito
56:16por essas explicações
56:18porque é isso
56:18a gente tem
56:19uma rastreadibilidade
56:20robusta no Brasil
56:21a gente consegue
56:22saber a origem
56:24trabalhar nessas carnes
56:25carbono
56:26de baixo carbono
56:27a gente não vai conseguir
56:29aqui
56:29se estender muito
56:30nesse assunto
56:31mas é importante
56:31saber que
56:32é uma produção
56:34rastreada
56:35que dá a origem
56:37que permite
56:37por exemplo
56:38saber
56:38como é que estão
56:39as emissões de gases
56:40a partir desse rebanho
56:42fazer com que
56:43a tecnologia
56:44seja a favor
56:46também
56:46do meio ambiente
56:48espero contar com você
56:49em outras participações
56:50aqui
56:50para a gente
56:51mergulhar mais
56:52em tantos assuntos
56:53dentro da pecuária
56:54Paulo Pianes
56:55diretor global
56:55de sustentabilidade
56:56da MBRF
56:57obrigada de novo
56:58pela participação
56:59eu que agradeço
57:00a oportunidade
57:01foi um prazer
57:01falar contigo
57:03e nosso programa
57:04fica por aqui
57:05mas você
57:05continua conectado
57:07nas nossas redes sociais
57:08ligado na programação
57:10da Jovem Pan News
57:11muito obrigada
57:12pela sua companhia
57:13agradeço a todo mundo
57:14que faz o programa
57:14comigo
57:15e a gente te espera
57:16na próxima semana
57:17até lá
57:17um abraço
57:18hora H do agro
57:31hora H do agro
57:34oferecimento
57:36consórcio magi
57:37Volkswagen
57:38caminhões e ônibus
57:40a opinião
57:41dos nossos comentaristas
57:43não reflete
57:44necessariamente
57:44a opinião
57:45do grupo
57:46Jovem Pan
57:46de comunicação
57:47realização
57:52Jovem Pan
57:53Jovem Pan
57:54Jovem Pan
57:55Jovem Pan
57:55Jovem Pan
57:56Jovem Pan
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