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Neste domingo (1º) tem o segundo episódio do programa na grade de programação da TV Vitória/Record TV. Produtores e admiradores do agronegócio ganharam um novo espaço, totalmente focado para os acontecimentos do mundo rural.
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NotíciasTranscrição
00:08Música
00:15São Mateus, norte do estado, uma cidade cheia de histórias.
00:24As ruínas da igreja nos levam uma visita ao passado.
00:29No sítio histórico de São Mateus, as memórias da segunda cidade mais antiga do Espírito Santo.
00:35Por aqui, o Velho e o Novo se misturam.
00:42Os casarões do período colonial estão às margens do rio Cricaré,
00:47águas que trouxeram o desenvolvimento.
00:50Pelo rio era escoada toda a produção agrícola do município.
00:54Hoje, já assoreado, as embarcações não navegam mais.
00:58Mas o Cricaré continua garantindo o sustento de comunidades ribeirinhas
01:03e é um importante aliado na irrigação das lavouras.
01:28Música
01:36São Mateus se destaca no cenário capixaba, nos plantios de coco, café conilon, pimenta e macadâmia.
01:44O município ganhou em 2020 o título de capital estadual das especiarias.
01:50E é sobre essas culturas que nós vamos falar.
01:59Para te mostrar o cultivo das especiarias, vamos pegar a estrada até a comunidade de Santa Tereza,
02:05à meia hora do centro de São Mateus.
02:07É lá que fica a fazenda Lagoa Seca.
02:11São 98 hectares.
02:18Fomos recebidos pela Ana Paula.
02:21Com mãos de ferro e coração quente, ela administra toda essa terra.
02:27Música
02:33De repente, eu me vi conversando com as plantas e me apaixonando loucamente pelo agro.
02:39Hoje, eu sou uma mulher do agro.
02:42E como é que foi para você entender que nesse cenário, onde muitas vezes a mulher não estava, você precisava
02:49se encaixar?
02:50Quando eu vi um ambiente machista, mas com oportunidade de mulheres.
02:56E hoje, eu sou do agro, incentivando outras mulheres vindo para o agro.
03:0360% dos funcionários aqui da fazenda são mulheres.
03:07Música
03:11A força da mulher contrasta com a delicadeza das mãos.
03:15O cultivo da pimenta exige um toque mais suave, como o da Glosiane.
03:20Ela trabalha na propriedade há 3 anos e se orgulha do que faz.
03:26Música
03:29Eu antes trabalhava lá no campo com a pimenta jamaica.
03:32Agora, estou trabalhando aqui no galpão também com a pimenta jamaica, selecionando a pimenta jamaica.
03:36A pimenta é igual a de uma mulher.
03:38Ela tem que ser uma coisa bem delicada.
03:40É delicada.
03:41O meu trabalho, eu faço tudo com amor.
03:44Música
03:46Agora, estamos na época chamada enchimento dos cachos já formados.
03:52Os pés de pimenta do reino começam a dar frutos.
03:56Música
03:57A colheita será feita no período de julho a novembro, de acordo com a floração.
04:04Os cachos são colhidos de forma manual, um a um.
04:09Música
04:09Após a retirada, os frutos são debulhados em pequenas máquinas.
04:13E em seguida, colocados para secar.
04:17Música
04:19A pimenta produzida aqui tem destino certo.
04:23O mercado internacional.
04:25É para fora do país que vai praticamente toda a produção capixaba.
04:30O Espírito Santo é atualmente o maior produtor e exportador de pimenta do reino do Brasil.
04:40Como toda cultura, que depende do trabalho na mão de obra, ela é muito importante.
04:48Principalmente quando a gente trabalha com um volume de produção que vem crescendo ano após ano.
04:55Por quê?
04:56Você vai depender mais de mão de obra.
04:58Quando você depende mais de mão de obra, você também trabalha a parte social.
05:02Porque você consegue garantir emprego e sustentabilidade da população em torno deste município.
05:08Então, qual a importância da especiaria para a São Mateus hoje?
05:11Por ela ser uma referência, um carro-chefe no agronegócio de São Mateus,
05:16ela consegue proporcionar à população mateense uma condição de vida cada vez melhor.
05:22E isso então, desde o pequeno, do médio até o grande produtor, né Tiago?
05:27Positivo.
05:28Quando a gente fala de especiarias, tem uma grande particularidade em relação a isso.
05:32Como uma grande gama dos produtores de especiarias são produtores de origem familiar,
05:39então você consegue manter a família mais unida dentro do módulo produtivo.
05:43E isso é importante, porque você evita até mesmo o êxodo rural,
05:48trazendo as pessoas para o meio rural e passando de geração para geração essa paixão que é o agronegócio.
05:55Não só mateense, mas brasileiro.
05:59Esse ano, os agricultores capixabas devem produzir entre 45 e 50 mil toneladas da especiaria.
06:07Boa parte cultivada em São Mateus.
06:13O município é o que mais produz pimenta do reino no estado.
06:18São cerca de 12 mil produtores que se organizam em uma cooperativa,
06:23a Cooperativa dos Produtores Agropecuários da Bacia do Cricaré.
06:29A cooperativa local aqui dos produtores, ela começou seu processo de exportação no ano de 2015 com um contêiner.
06:37Hoje nós já estamos beirando aí a casa dos 60 contêineres de exportação.
06:42Começamos atendendo o Oriente Médio, particularmente, e as Índias.
06:46Hoje nós já estamos, os principais países que consomem nossa pimenta hoje é Senegal, Argentina, Tunísia, Turquia e Arábia Saudita.
06:53Quer dizer que a pimenta produzida aqui está ganhando mundo, gente.
06:57Isso é uma afirmação muito importante.
06:59O que é interessante é que todos esses países que eu citei são recompra.
07:04Ou seja, a qualidade da pimenta capixaba está sendo comprovada com esse trabalho.
07:10E o que é mais legal, recentemente nós adentramos no projeto de inger dessa pimenta,
07:15o que vai dar uma abertura gigantesca a outros mercados mundiais,
07:19que vai ser a identificação geográfica da pimenta do reino capixaba.
07:23Então esse nome vai se tornar conhecido.
07:25É, e se então o título de especiaria já ajudava vocês, a IG vem para complementar esse pacote, né?
07:31O IG é importante porque o consumidor vai saber de onde vem essa pimenta,
07:35a qualidade de onde ela tem, essas recompras que a gente acabou de contextualizar aqui.
07:41Ela é importantíssima porque comprova que quando você compra um produto novamente,
07:46é porque você confia na qualidade e você quer novamente sentir aquele prazer de estar consumindo aquele material.
08:03A pimenta do reino é nativa da Índia.
08:07Encontrou em solo capixaba um bom lugar para dar frutos.
08:11A planta gosta de umidade e clima quente, com temperaturas entre 23 e 38 graus.
08:18O típico clima capixaba.
08:20Aqui no estado, o plantio começou na região norte e depois se expandiu para as outras regiões quentes.
08:27Já está presente em 45 dos 78 municípios capixabas.
08:36São Mateus hoje representa em torno de 60% dessa pimenta produzida no estado do Espírito Santo
08:42e os municípios circunvizinhos representam as demais porcentagens de produção.
08:50Dentro deles está o município de Nova Venécia, Jaguaré, Boa Esperança, Montanha, Vila Valério, Linhares também tem começado.
09:01Vitória, em torno de Vitória já tem alguns plantios comerciais de pimenta do reino.
09:06Então assim, a importância, veja o tamanho da importância de uma especiaria para o estado do Espírito Santo
09:12que vai se tornar o maior estado a produzir pimenta do reino do mundo.
09:21No Espírito Santo, sabe onde começou o plantio em larga escala?
09:25Na fazenda da Ana Paula, em 1970.
09:29O avô, seu Dário Martim, iniciou o plantio com a ajuda dos 11 filhos.
09:34As mudas foram trazidas do Pará.
09:43Eu sou filha de pecuarista e neta de agricultor.
09:47Meu avô, ele foi uma pessoa extremamente visionária no ramo da agricultura.
09:53Essa fazenda foi a primeira fazenda a cultivar pimenta do reino em grande escala na região sul e sudeste.
10:01Aqui mostra o desempenho dele no ramo da pimenta do reino.
10:06E Ana Paula, quando você vê essa revista antiga, conta a história do seu avô, o que você sente?
10:13Eu, como a terceira geração aqui na fazenda, tenho orgulho.
10:17Essa fazenda foi a primeira fazenda a produzir pimenta do reino em grande escala.
10:22A primeira fazenda a ter irrigação no Espírito Santo.
10:26E levar esse legado, ser a terceira geração na família, nossa, isso é gratificante demais.
10:4150 anos se passaram e ainda hoje a pimenta do reino não perde a sua majestade.
10:48Mas passou a dividir a coroa com outras especiarias.
10:52Na fazenda são produzidas também as pimentas rosa, jamaica e a branca.
11:03Aqui você tem três especiarias.
11:06Isso, nós temos pimenta do reino, pimenta rosa e pimenta jamaica.
11:10A pimenta do reino, ela faz parte de seis hectares da fazenda.
11:15A pimenta rosa, quatro e a pimenta jamaica, sete.
11:19E pra quem nunca viu, então, a pimenta rosa é essa daqui.
11:22E o que dá pra fazer, assim, com essa pimenta rosa?
11:26Gente, essa pimenta rosa, eu falo que no período de pandemia,
11:31ela foi o boom de quem ficou em casa.
11:34Ela foi descoberta pra ser feita de gim e comidas.
11:42A pimenta rosa ou arueira, produzida no Espírito Santo,
11:46vem ganhando o mundo e já se destaca como um dos mais sofisticados condimentos
11:52da cozinha internacional.
11:59A espécie nativa do litoral capixaba é muito valorizada na Europa.
12:05Já desponta como um dos principais produtos de exportação do Estado.
12:09De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural,
12:14ou INCAPÉ,
12:16São Mateus também carrega a coroa de maior produtor e exportador mundial da iguaria.
12:22E isso desde 2012.
12:24Mais de 90% da produção da pimenta rosa no município
12:28é levada para países da Europa, Ásia e para os Estados Unidos.
12:37O produto é desejado e o cultivo exigente.
12:42A arueira precisa de solo bem drenado e arenoso, como de áreas litorâneas.
12:47Não resiste a regiões encharcadas.
12:50A colheita dura de 35 a 40 dias.
12:54Começa em maio e vai até o final de junho.
12:57Mas em algumas regiões, há uma segunda safra, entre novembro e dezembro.
13:09Explica pra gente o processo de colheita.
13:12Aqui é tudo manual ou já tem maquinário para poder fazer a colheita?
13:15O ano passado nós fizemos a colheita semiautomática, semelhante à colheita do café.
13:21Você joga na lona e ela bate na máquina de colher café.
13:25Mas esse ano nós vamos fazer na mesa.
13:32A pimenta jamaica também é destaque por aqui.
13:36Especiaria originária do Oeste da Índia e América Latina.
13:44O processo de plantio da pimenta jamaica inicia-se com frutos ou enxerto.
13:49Os frutos, após dez dias, eles se tornam germinados.
13:54E após dez meses, prontos para ser plantados.
13:57A primeira colheita da pimenta jamaica inicia-se após cinco anos do primeiro plantio.
14:12Está aqui da forma como vem do campo.
14:15Você vê que a pimenta aqui não está totalmente seca ainda.
14:19Ela foi pré-beneficiada.
14:21E a propriedade da pimenta jamaica, por exemplo, dessa daqui, é extremamente anestésica.
14:28Então, é a principal propriedade dela, digamos assim, além de ser fungicida, bactericida,
14:34de diversas funções da parte fitoterápica, digamos assim.
14:39Ela é um anestésico de excelente qualidade por conter também propriedades semelhantes
14:44à canela, ao cravo e ao zimbro.
14:51Anestesia bastante a língua.
14:54A gente consegue sentir o teor, a propriedade realmente do princípio ativo na ponta da língua,
15:03que anestesia bastante.
15:14O interior dos frutos contém duas sementes, que depois de beneficiadas, dão um sabor especial
15:19às conservas e servem para a condimentação de carnes e mariscos.
15:24As folhas também são aproveitadas para a fabricação de óleos essenciais.
15:33A gente inicia com a folha seca e colocamos dentro do destilador de 75 litros.
15:46Aqui tem mais ou menos 7 quilos de folha seca da pimenta jamaica,
15:51onde nós conseguimos extrair 100 ml, 150, 140, depende da quantidade de óleo que tem em cada folha.
16:07Agora completou 6 anos fazendo essa extração da destilação do óleo essencial,
16:14fazendo as oficinas testes, testando com os produtores as frutas, as folhas,
16:20os galhos, e só temos sucesso agora e contamos agora também com muita parceria,
16:27porque nós precisamos de parcerias agora para poder alavancar mais uma sustentabilidade maravilhosa
16:36que são essas plantas medicinais.
16:45O aroma é uma mistura de zimbro, como eu falei, que é um componente extremamente importante no gin,
16:55mas tem também o aroma do cravo, da canela,
16:59e após o processo de destilação, de separação do hidrolato,
17:06que é a água que sai desse processo de destilação e do óleo essencial em si,
17:11ele fica com um aroma diferenciado, um aroma do cozimento mesmo da folha.
17:17Então ele dá um aroma, uma característica toda especial,
17:20que aí nós vamos testar em laboratório,
17:23vamos confirmar a presença desses componentes,
17:25que além de muito medicinal, é extremamente agradável o odor, o aroma.
17:39Com tecnologia e conhecimento, o desenvolvimento aliou-se com as boas práticas da natureza,
17:46o que fez com que a fazenda atingisse um patamar ainda mais elevado.
17:51Após aplicar melhorias técnicas no campo, a produção dobrou.
17:55Foram 12 toneladas em uma área de 7 hectares.
17:59No ano passado, foram 6 toneladas.
18:02Toda a produção exportada para os Estados Unidos.
18:09E um dado interessante é que essa fazenda tem a maior produção de pimenta jamaica do estado.
18:15Isso daí.
18:16Nós começamos com a plantação de pimenta jamaica com uma muda errada de cravo da Índia.
18:23Através dessa muda que foi plantada aqui, nós fizemos a lavoura de pimenta jamaica.
18:29E hoje é a única lavoura de pimenta jamaica do Espírito Santo.
18:34Como que era antigamente a questão da produtividade da pimenta jamaica?
18:37Então, o ano passado, a Ana Paula nos procurou com o intuito de que ela não estava satisfeita com a
18:45produtividade.
18:46Embora ela já tinha uma boa produtividade dentro da área dela.
18:50E nos procurou para que a gente pudesse auxiliar ela no incremento de produção.
18:54Então a gente veio, fez todo o laudo técnico em cima da cultura.
18:58Análise de solo, análise de foliar.
19:01Entendemos toda a necessidade da cultura e implementamos um tratamento novo na propriedade.
19:06Vale salientar que a maior produtividade alcançada por ela antes tinha sido 6 toneladas na área total de 7 hectares.
19:14Esse ano, com o tratamento, nós já chegamos a 12 toneladas por hectare.
19:19Então, assim, é o dobro da produtividade com algumas práticas em que a gente adotou na propriedade.
19:26Mas não para por aí.
19:27Tem muita coisa nova chegando aí e eu acredito que esse incremento de produção só tem a ganhar, só tem
19:32a crescer.
19:40Mas sabe aqueles 20% da produção que não são exportados?
19:44Vão parar na mesa dos capixabas.
19:49No mercado municipal de São Mateus é encontrada em abundância e de várias formas.
19:55Tem a pimenta in natura, engarrafada, com as mais diversas misturas.
19:59Tudo preparado de forma artesanal, pelas mãos de moradores, aqui mesmo da região.
20:06Há 38 anos eu trabalho vendendo especiaria aqui no mercado municipal em São Mateus.
20:12No começo foi um pouco difícil, mas hoje há uma procura muito grande.
20:16Eles usam em todas as receitas, porque hoje em tudo que você vai consumir, cozinhar, na área da culinária, as
20:23receitas já pedem todos os tipos de especiaria.
20:27Principalmente a arueira, a pimenta rosa e a pimenta do reino.
20:31A gente vende bastante, né? Uns copa mais, outros copa menos.
20:34Ah, mas tá cá não, a gente faz um precinho bom para o freguês levar, né?
20:38Se a gente deixar passar aqui, outro lá já vende, né?
20:48Ardida, mais suave e até adocicada.
20:52Cada pimenta tem o seu sabor.
20:55A presença da iguaria no prato tempera a comida e traz saúde para quem as consome.
21:09E para me explicar os benefícios, então, das especiarias, estou aqui com a nutricionista Ranielle.
21:15Ranielle, é muito comum, então, para nós capixabas consumir especiarias no nosso dia a dia?
21:20É, os capixabas, eles têm o hábito já de colocar bastante temperos, temperos diferentes.
21:25Isso é muito bom, né? Porque essas especiarias, elas adicionam muitos nutrientes, antioxidantes, vários compostos que auxiliam muito na saúde
21:35de todo mundo.
21:36Antioxidante, anti-inflamatório, todos os tipos de especiarias são sempre bem-vindas.
21:41E, Ranielle, a gente foi numa produtora que ela produz pimenta jamaica, pimenta rosa.
21:46Essas especiarias em especial, tem algum benefício para quem consome?
21:50Então, todas as pimentas, elas têm característica de ter capsaicina, que é o que dá aquela ardência, algumas mais e
21:58outras menos, né?
22:00Essa capsaicina, ela é um fantástico nutriente, que é anti-inflamatório e antioxidante, como eu já falei da maioria dos
22:07temperinhos, só que ele ainda é mais potencializado.
22:11Essas que você citou em especial, a jamaica e a rosa, elas ainda trazem um plus, porque elas ajudam muito
22:19na produção de colágeno da pele, né?
22:21E é sempre bem-vindo a produção de colágeno.
22:24Elas têm muitos nutrientes que ajudam na saúde dos ossos também, elas são bem especiais.
22:29E outra coisa que muita gente acha, que precisa apenas consumir in natura, né? Mas existem outras formas.
22:36É, as pimentas, elas podem ser consumidas em forma de pó, né? Muito utilizada na alimentação, em forma de pó,
22:44na hora de cozinhar, nas preparações.
22:46Mas a jamaica e a rosa também são bem interessantes de ser usadas inteirinhas, às vezes em doces, com queijos
22:54também, com geleias.
22:56Elas têm um gostinho especial, adocicadinho, bem gostoso.
23:06Aqui a gente tem um exemplo da pimenta jamaica, né? Só para as vezes que as pessoas não conhecem, e
23:10às vezes não sabem como é que prepara mesmo, né, ali.
23:13Então, como a gente falou, posso pegar, comprar aqui e usar em várias receitas.
23:19Em várias receitas. E a pimenta jamaica, ela não dá aquela ardência muito forte na boca, então ela é muito
23:24bem-vinda em receitas simples mesmo, do dia a dia.
23:27Tem gente que faz até na preparação da finalização da salada, de um docinho, como eu falei. Ela é muito
23:34bem-vinda.
23:35E aí também, aproveitando esse cenário maravilhoso que a gente está aqui, né, que está dando até água na boca
23:40já, e está perto do horário do almoço, né, pessoal, daqui a pouquinho.
23:44A gente tem pimentas in natura, né, que são muito utilizadas hoje em dia na nossa receita.
23:50Para você, assim, o que que isso traz benefício e o que que, no dia a dia, as pessoas podem
23:54consumir?
23:55As pimentas, in natura em especial, elas têm a característica de ajudar no trato digestório, de proteção desse trato digestório
24:04para indivíduos saudáveis.
24:05Olha que interessante, né, principalmente essas pimentinhas que chamam de pimentas de cheiro, que você pode comer cru, adicionada na
24:12salada e tudo mais, em algum molho.
24:14Ou até mesmo na forma de, com azeite, né, com óleos, elas são muito boas para ajudar a manter um
24:23estágio de saúde no sistema digestório.
24:25Elas começam a saúde do sistema digestório desde a boca.
24:28Aumenta a salivação, ajuda na liberação de enzimas digestivas pelo intestino, então ajuda toda a digestão, ajuda no funcionamento intestinal.
24:37Então a gente tem estudos já mostrando que as pessoas que têm o hábito de comerem pimentas, elas têm menos
24:43problemas no trato gastrointestinal.
25:04Aparentemente, tudo normal. Sorvete, doce, biscoito, bolo.
25:10Mas temos um segredinho aqui nessa mesa. Qual é, Ana Paula?
25:14Primeiramente, usamos especiarias nos doces, pimenta jamaica para fazer doce, sorvete, bolo e biscoito.
25:22E nós, a macadâmia. É a nossa queridinha. Há 20 anos produzimos nós, a macadâmia.
25:3240% da propriedade da Ana Paula são destinados ao cultivo da macadâmia.
25:38Uma nós tão pequena que nasce de uma árvore bem grande.
25:43Esconde dentro de sua casca dura uma deliciosa amêndoa branca e de sabor inigualável.
25:53Nativa da Austrália, a macadâmia teve as suas primeiras árvores plantadas no Brasil em Limeira, interior de São Paulo,
26:01em 1935. Mas foi somente no final da década de 80 que a exploração comercial da noz teve expansão no
26:10país.
26:13Ainda somos pequenos comparados aos outros países.
26:17Segundo a Sociedade Rural Brasileira, produzimos somente 2% da macadâmia do mundo.
26:23Cultivo concentrado em São Paulo e no Espírito Santo.
26:27Em solo capixaba, São Mateus é responsável por mais de 99% de toda a produção.
26:35Em 2021, foram mais de 1.500 toneladas da noz.
26:43A região de São Mateus é uma região propícia para a cultura da macadâmia.
26:48Coincidiu de o nosso inverno bater com o período da florada da macadâmia.
26:53Porque a macadâmia necessita, na florada dela, uma temperatura menor, que isso que faz estimular a sua florada.
27:06Estamos na época da colheita.
27:09As nozes, que nasceram de uma delicada flor, amadureceram e estão caindo do pé.
27:15Essa é a característica peculiar desta cultura.
27:18Os frutos não são retirados do pé, e sim catados ao chão.
27:28Muitas pessoas nunca nem viram o pé de macadâmia.
27:32Como que funciona e por que sai assim?
27:34A gente não vai para o mercado e vê de um jeito, mas na prática não é assim não, né?
27:37Não, pois é.
27:38Ela, quando ela está assim...
27:43Já está madura.
27:45Já está madura e cai.
27:47Quando ela cai no chão, que é a colheita.
27:50Então, as meninas, elas colhem de joelho, catando no chão.
27:56Essa primeira capa, ela volta triturada como matéria orgânica para o pé de macadâmia.
28:05E a segunda volta para a fazenda como lenha.
28:08Então, tudo da macadâmia se reaproveita.
28:15Dentro da fazenda ainda, ocorre a quebra da primeira casca.
28:19Toda a noz colhida vai para o galpão, passa por um maquinário, onde é feita a separação.
28:26A casca tirada vai voltar para a lavoura como adubo.
28:30E as nozes ainda terão um longo caminho a percorrer.
28:38Depois que sai da propriedade rural, essa noz macadâmia vem para a indústria.
28:43Aqui é a hora de fazer o pós-colheita e também o beneficiamento dessa noz.
28:51Para toda a etapa do processo, existe um ponto de controle.
28:55Primeiro, ela vem por uma correia transportadora.
28:58Entra em uma peneira para fazer a classificação por tamanho, ainda da noz em casca.
29:03Depois dessa classificação, são direcionados para os quebradores.
29:07Assim, evita que a gente tenha muito retorno do produto.
29:11Lá em cima, a gente faz o processo de quebra e separação das cascas, da casca e da noz.
29:16É armazenado em um pulmão, onde começa a seleção aqui embaixo.
29:22A Larissa trabalha na cooperativa agroindustrial dos produtores de noz macadâmia, Copemac,
29:30que há 20 anos organiza a cadeia da noz no estado.
29:34Tem ao todo 13 cooperados, entre capixabas, mineiros e baianos.
29:39Um total de 700 hectares de lavoura.
29:42Os três estados colheram na última safra 1.620 toneladas.
29:53Tudo aqui deve ser feito minuciosamente, porque essa noz tem alto valor no mercado internacional.
30:05E por que é importante a gente fazer essa classificação tão minuciosa?
30:10Porque são defeitos que não são permitidos lá fora.
30:13Alguns desses defeitos, quando você faz o processo de seleção e faz a análise antes de você mandar o seu
30:21produto,
30:21se você tiver um índice de ranço, por exemplo, o seu índice de peróxido vai dar mais alto.
30:26Então, todo esse processo tem que ser feito minucioso aqui,
30:29para você garantir que o seu produto está na caixa, que ele seja 100% confiável.
30:48Nos últimos cinco anos, o preço recebido pelos produtores brasileiros subiu mais de 400%,
30:55passando de R$ 3,00 para R$ 12,00 o quilo.
30:59A alta no valor estimula os agricultores a produzirem mais.
31:03A expectativa para esse ano, segundo dados do Encapé, é que a produção capixaba aumente quase 200%.
31:11A colheita vai passar de 1 milhão e 400 mil toneladas.
31:23A macadâmia não é uma cultura simples.
31:26Demora a ter um retorno.
31:27É adequada ao produtor que pensa em investimento a longo prazo.
31:31Aqui, não pode ter pressa.
31:33A muda leva de um ano e meio a dois anos para ficar pronta.
31:38Depois de plantada, são mais três a quatro anos para começar a dar os primeiros frutos.
31:50O retorno econômico da produção, só a partir dos 10 anos, quando os pés de macadâmia entram na fase adulta.
32:01E como você faz, então, para produzir noz macadâmia?
32:05Pois é. Começa-se das mudas, que demora-se dois anos para entrar na lavoura.
32:11E a noz macadâmia começa a produzir aos oito anos.
32:15Então, é uma cultura de longo prazo.
32:16De longo prazo.
32:17Geralmente, a gente planta consorciado, ou com café, ou com outras culturas.
32:26De tudo que é produzido na lavoura, somente 25% representa a noz da macadâmia.
32:34É essa parte interna que é utilizada para o consumo humano.
32:38Ela é muito valorizada no exterior.
32:4090% da nossa produção vai para os Estados Unidos.
32:48A nossa exportação, ela é por tamanho.
32:51Então, eu tenho desde inteira até o pó.
32:54Hoje, 99% da nossa produção, ela é destinada à exportação.
32:59Hoje, nós somos referência marcada nos Estados Unidos.
33:02Toda a nossa safra do ano já é vendida ao final do ano anterior.
33:06Toda a nossa safra de 2022 já está vendida.
33:11Por meio da cooperativa, há a possibilidade de negociar com compradores no exterior.
33:17Junto, os produtores conseguem beneficiar o produto e vender por valores mais altos.
33:23Bom para quem produz e para quem consome.
33:26A macadâmia processada aqui tem garantia de limpeza e qualidade.
33:35O mercado não se restringe apenas à venda da noz para o consumo in natura.
33:40Ela também é utilizada para a fabricação de cosméticos, além de ser ingrediente de diversos alimentos.
33:49E as pessoas estão aderindo ao consumo de macadâmia?
33:52Sim, tanto em natura como também nos cosméticos.
33:56E a gente já viu que tem várias receitas, né?
33:58Dá para fazer muita coisa com macadâmia.
34:00O que vocês aqui da fazenda criaram?
34:04Doce, sorvete, biscoito e bolo.
34:08Tudo utilizando a noz macadâmia com as especiarias.
34:23Bom, a macadâmia, por ser uma oleaginosa, a gente usa muito ela pelos benefícios de gorduras boas, né?
34:29Ela é muito rica em gorduras boas, né?
34:32As gorduras que a gente diz monoinsaturadas que auxiliam na saúde.
34:35Todo mundo corre muito da gordura, mas tem gorduras que em pequenas quantidades são interessantes de ser consumidas diariamente.
34:41E a macadâmia tem especificamente o ômega 7, que é um tipo de gordura, inclusive, que é interessante para o
34:47emagrecimento.
34:48Olha que legal!
34:49Ela ajuda a produção de enzimas que ajudam na queima de gordura corporal.
34:54E também ela é boa para dar saciedade, para a gente comer um pouquinho menos, porque ela é rica em
34:58proteínas e fibras.
34:59Então, é claro, comer uma quantidade pequena todos os dias, porque ela tem bastante caloria,
35:05mas a ingestão diária de duas, três macadâmia já é o suficiente para trazer os benefícios.
35:10Ajuda no trato intestinal, por causa da quantidade de fibras.
35:14E ainda tem nutrientes super importantes para a saúde intestinal, para a saúde dos ossos, para a contração muscular,
35:20como magnésio, potássio, né?
35:23Então, é super interessante para a nossa saúde.
35:25E assim, como é que a gente faz, então, para poder colocar ela no nosso dia a dia?
35:30Não é uma coisa que a gente tem tanto consumo, né?
35:31Porque é muito exportada.
35:33Mas, então, se eu quero consumir macadâmia, onde eu posso colocar ela que vai combinar?
35:38A macadâmia, ela é muito versátil.
35:39Ela é usada principalmente para fazer biscoitos, bolos, doces, né?
35:44Até sorvetes de macadâmia a gente vê por aí.
35:47Mas ela, comendo ela pura, ela fica uma delícia também.
35:51Pode comer ela no dia a dia.
35:53Aliás, os meus pacientes relatam a dificuldade de comer pouco.
35:57Porque quando você começa a comer, parece pipoca, né?
35:59Você quer comer o saco todo.
36:06Como vimos, sou Matheus, destaca na produção de especiarias e também de macadâmia.
36:11Mas, na volta do intervalo, eu vou te mostrar um pouco sobre a fruticultura e o plantio de limão na
36:16região.
36:48Até chegar na mesa, o limão passa por um longo caixa.
37:14E durante a colheita, encontrei um exemplo aqui que eu acho que é muito parecido com alguns capixabas, sabia, Rosângela?
37:20A Rosângela era manicure.
37:22E durante a pandemia, percebeu que diminuiu os serviços dela e então ela veio para o campo agora.
37:27Rosângela, como que foi essa transição para você?
37:30Olha, foi diferente porque eu nunca tinha trabalhado nessa área da colheita, né?
37:36Aí eu vim para cá, mas, tipo assim, é diferente porque o meu mundo era manicure.
37:44E agora a gente está aqui na roça, né? Trabalhando com a colheita.
37:48E aqui, assim, é diferente porque é um pouco sol, chuva, entendeu?
37:55Aí, lá, quando eu trabalhava de manicure, era em casa, um ambiente mais, né, aconchegante.
38:01E aqui é um ambiente já mais, né, de parte de sol e de chuva.
38:06E você percebeu, então, que o agro aqui não parou, não, né?
38:09Se lá na cidade o pessoal sentiu essa diminuição dos empregos, né, e sentiu um pouquinho,
38:14aqui no campo o trabalho tem para todo mundo, né? E o ano inteiro?
38:18Tem, tem sim, não para não. Aqui é o ano todo, a colheita, o ano todo trabalhando.
38:24Aqui é, todo dia tem que estar firme e forte.
38:28E como é que acontece, então, a sua rotina? Você chega aqui cedinho?
38:31É, eu chego aqui umas 6h40, tomo o meu café, né, aí a gente pega os materiais, né, e vem
38:38para a roça e trabalha, colhe.
38:47O que não falta por aqui é trabalho.
38:50Na fazenda Rio Preto é época da colheita.
38:53Quanto mais frutas são tiradas do pé, mais se produz.
39:00A produção aqui é o ano inteiro, né, a gente tem aqui várias floradas durante o ano, né, 5 a
39:046 floradas.
39:06E aí a gente, aqui é a colheita o ano inteiro.
39:11E qual é a principal vantagem, então, dessa produção de limão o ano inteiro?
39:15É, a gente, quando pega um preço melhor aí, né, é mais vantajoso, né?
39:20E tem aquela questão também da gente poder fazer o estresse hídrico
39:24para tentar colocar a colheita num determinado período do ano
39:29para conseguir um preço melhor.
39:32E o senhor falou para mim, então, desse processo de estresse hídrico. Como que acontece?
39:36Então, o estresse hídrico, a gente corta a água da planta, né, que todo o nosso pomar é irrigado.
39:42A gente corta a água para tentar induzir a florada para uma determinada época do ano.
39:47Essa também é uma característica da região tropical, né, diferente de alguns lugares que você tem os estresses hídricos,
39:54que é o que faz, o que proporciona, às vezes, você controlar a época de produção.
40:00Então, aqui, como a gente tem chuvas aleatórias durante o ano, em determinados momentos, não permite isso.
40:08Então, você pega uma planta e você percebe nela florada durante o ano inteiro.
40:15Como é uma fruta, uma planta que pode produzir o ano todo, com essa questão climática, a gente tem limão
40:24o ano inteiro.
40:30Conhecido em todo o mundo por sermos um país tropical, o Brasil é um tradicional produtor de frutas cítricas.
40:38Laranja, limões, limas, são variedades conhecidas e que fazem parte da rotina brasileira,
40:45seja em consumo in natura ou em forma de sucos e sobremesas.
40:50Chamamos essa produção de citricultura.
40:57A gente percebe que, no mundo do agronegócio, é importante você diversificar, não só no Espírito Santo, mas no Brasil
41:04e no mundo.
41:05Você tem oportunidade econômica em épocas distintas para você negociar, né.
41:11Então, vinculado ao clima, à topografia, ao solo, à mão de obra, a vários fatores que também auxiliam e são
41:21importantíssimos
41:22para que a gente possa estar cultivando a citricultura aqui no norte do Espírito Santo.
41:28É uma economia distinta durante o ano, né.
41:37O fruto se adapta bem à nossa região.
41:40O Espírito Santo é o oitavo produtor de limão do país.
41:44Segundo os dados do IBGE, em 2020 produzimos mais de 17 mil toneladas e quase 5 mil saíram da cidade
41:52de São Mateus.
41:53O município é o maior produtor de limão do estado.
42:03Por aqui, o cultivo da fruta tem força.
42:06Do alto, conseguimos ver a quantidade de lavouras.
42:10Só na fazenda Rio Preto são 200 hectares e boa parte é destinada ao plantio de limão.
42:21Vocês são referência na produção de limão, né.
42:24Vocês aqui estão com a maior produtividade, o maior volume produzido no estado.
42:29Nesse momento, né, a Bela está com esse número de área.
42:32Não é uma área tão expressiva, mas é uma área que produz bastante.
42:36E existe épocas do ano que nós somos responsáveis de abastecer limão para o Espírito Santo todo.
42:44Qual é a sua produtividade aqui anual?
42:48Olha, nós temos áreas distintas com espaçamento, né, com adensamentos.
42:54Então, tem áreas que a gente chega a produzir 45 toneladas de média e outras que chegam até 80.
43:04A cultura gera emprego e renda para as famílias da região.
43:08Seu Jusceli começou ainda novo e hoje formou sua família através do esforço no campo.
43:19Eu cheguei trabalhando como auxiliar de serviço geral, que depois eu passei para o cargo de operador.
43:24E hoje, né, eu sou um encarregado geral da fazenda.
43:27E o senhor, então, criou toda essa família aqui dentro da fazenda. Como que é isso?
43:32Na verdade, meus filhos vêm para aqui na época tudo pequeno, né, na época.
43:36O mais velho tinha nessa faixa de uns 14 anos de idade, né.
43:40Aí chegou, cresceu.
43:41Hoje, né, eu tenho dois meninos trabalhando dentro da empresa, né.
43:45A gente trabalha aqui, né, no meio dos companheiros de serviço.
43:49É uma alegria só, né.
43:50Às vezes a gente trabalha o momento, o dia passa, que a gente nem, às vezes nem nota, né.
43:55É muita alegria.
44:00Tem turma na colheita, eu tenho que estar lá.
44:02Tem uma turma fazendo uma pulverização, eu tenho que estar junto.
44:06Tem uma máquina podando, eu tenho que estar junto.
44:09Então, eu não posso, tem que estar deslocando a todo momento.
44:19E ao meu lado eu tenho o Fábio, que começou a trabalhar aqui na fazenda com 16 anos.
44:24Fábio, você gosta de trabalhar aqui?
44:26Gosto, faz parte do dia a dia.
44:29É um prazer trabalhar e a gente trabalha com respeito, dignidade, né.
44:35Para cada dia a gente aprimorar e profissionalizar cada vez mais.
44:39E Fábio, conta para mim então, desde que você entrou, né, começou a trabalhar com agricultura,
44:44muita coisa mudou?
44:45Mudou bastante, que a gente viemos de baixo, né.
44:50Viemos trabalhando em roça e hoje eu sou operador qualificado, profissional aqui na empresa.
44:57Isso é legal também, né, Fábio?
44:58Hoje em dia a gente tem uma profissionalização das profissões rurais
45:02e também o senhor tem que fazer curso para operar esse trator, né.
45:05Não pode operar de qualquer jeito.
45:07É, com certeza a gente passa por bastante etapa de curso pela empresa aqui que fornece a gente, né.
45:14E para a gente estar profissionalizando cada vez mais e mais e mais.
45:26Trabalho garantido e venda do produto também.
45:29O limão tem mercado certo.
45:31É vendido para redes de supermercados aqui do estado e também fora.
45:36Além da CEASA em várias partes do Brasil.
45:39Nesse ano, deixou de ser exportado.
45:42Um problema fisiológico afetou as produções e trouxe um enorme prejuízo.
45:51No atual momento, nessa atual data, as exportações estão paradas
45:56devido não estar tendo uma produção tão alta
46:00e também a dificuldade de logística para o mercado externo, sabe.
46:05A gente trabalha no mercado europeu e trabalha também a Rússia, os Emirados Árabes, né.
46:12A Rússia agora, infelizmente, não está recebendo nada, né.
46:15E qual é a dificuldade que vocês tiveram, então, por causa desse volume da produção?
46:20Então, a gente não tem muita explicação, né.
46:24A explicação que todos os consultores que vieram aqui e nos deram
46:28é que teve um problema fisiológico e fez com que uma quantidade enorme de frutas
46:33caíssem do chão, literalmente caíssem.
46:37Então, foi um prejuízo muito grande.
46:39A gente acredita que nessa área de 152 hectares,
46:43a gente perdeu próximo de 6 mil toneladas de frutas perdidas.
46:50É, produzir não é fácil, não.
46:53As doenças exigem muita atenção e ainda são obstáculos.
46:58Mas o produtor não desanima.
47:01A natureza aqui também entrega alguns presentes.
47:10E aqui na fazenda aconteceu um fato curioso, né, Ulisses?
47:14Pois é, curioso, né, a natureza e a gente aprendendo a lidar com ela.
47:20Isso aí.
47:21Nós fizemos aqui uma área de experiência de limão siciliano, né.
47:25Nós temos ela já, é uma área maior, comercial.
47:29E aqui são 28 plantas que nós fizemos uma enxertia,
47:33um material, um limão de sorrento, que é o limão siciliano, né, italiano.
47:39Famoso em todos os lugares aí.
47:41Pois é, famoso, né, na culinária da bebida, das cozinhas mais finas, né, nos drinks.
47:47E o tempero de salada, ceviche maravilhoso, isso aí.
47:51Seguinte, esse limão siciliano, nós conseguimos produzir ele aqui sem semente.
47:57Então ele tem uma característica de pele maravilhosa, muito suco e sem semente, né.
48:04Eu vou cortar um aqui, ó, pra mostrar pra vocês.
48:07Que beleza.
48:09Tá vendo?
48:10Olha aí.
48:11Sem semente.
48:12Sem semente.
48:13Então ele tem uma espessura de pele de casca fininha
48:17e tem uma massa com suco espetacular.
48:22É o novo limão siciliano, produzido no norte do Espírito Santo, na cidade de São Mateus.
48:30Na propriedade, são cultivadas duas variedades, tai chi e siciliano.
48:36A tai chi é mais consumida no dia a dia dos brasileiros.
48:40Porém, o que pouca gente sabe é que ela é, na verdade, uma lima ácida.
48:45Enquanto o siciliano, sim, é o limão verdadeiro.
48:49É muito usado na alta gastronomia.
48:55E o mercado do limão siciliano é diferente do tai chi?
49:00Olha, ele é um mercado um pouco diferente devido ao valor que é comercializado, né.
49:06A gente na fazenda vende ele num preço justo e, volta a dizer, né.
49:10Quando ele chega no consumidor final, tem um valor muito agregado.
49:14Então ele é um limão um pouco mais alto de valor, sabe.
49:17E não tem tanta demanda.
49:19É uma fruta ainda nova, é o consumidor final.
49:23Olha, assim, poxa, é um limão, eu vou pagar tão mais caro do que o tai chi.
49:27Mas pra alguma culinária ele vale a pena.
49:29Ele faz toda a diferença na mesa.
49:31Os chefes de mesa aí sabem dizer bem isso.
49:35Quais países você acha que mais vai gostar, então, dessa produção?
49:39Olha, o limão siciliano, ele é originário da Itália, né, onde se comercializa ele muito.
49:44Nos países europeus, esse limão, às vezes, é usado pra temperar a salada.
49:49Esse é o limão que se usa lá pra temperar a salada.
49:52É usado na Argentina, no Uruguai, né.
49:55Antigamente o Brasil importava ele desses países, né.
49:59E hoje a gente já começa uma alta produção.
50:02E sabe pra que ele é mais utilizado?
50:04Pra tirar óleo pra área de cosméticos.
50:08Ele tem, não esse aqui, mas ele tem uma casca um pouco mais dura, né, mais firme.
50:12Então, retira-se o óleo do limão siciliano pra várias outras culturas aí de indústria.
50:26Aqui também se tem tecnologia.
50:29Apesar de não ser comum a poda em citros, é preciso fazer uma limpeza das árvores durante o inverno.
50:36Na citricultura, o procedimento é feito para controlar o tamanho da árvore,
50:40o que facilita a realização de atividades mecanizadas, principalmente as pulverizações.
50:47Se a prática for realizada na hora certa, ajuda a otimizar os resultados da safra atual.
50:52E também da próxima.
50:58E aqui no litoral, o capixaba aqui, ele é ótimo pra citricultura em geral.
51:03Tanto laranja, poucã, como limão, que é a limaça tai chi.
51:08É um litoral que é muito vantajoso, é uma área de alta produção.
51:13E aqui, então, vocês são a maior fazenda, maior volume, maior área de limão do estado.
51:19Como que o senhor se sente de participar disso, dessa história?
51:23Ah, então, eu tô aqui dentro do início, né?
51:25Graças a Deus, a gente fica feliz de estar participando desse projeto aí.
51:30Eu já trabalho na empresa há 23 anos e fico muito feliz de estar aqui dentro do início desse processo
51:39aí,
51:39de iniciar a citricultura na empresa.
51:49Música
51:59Como vimos, São Mateus se destaca por ser um município construído por muitas mãos.
52:05Gente do campo e da cidade que se une para o desenvolvimento.
52:10Terra conhecida pela diversificação agrícola, cooperativismo e produtividade em larga escala.
52:18Música
52:21Para saber mais sobre o mundo agro, confira a coluna Agro Business no folhavitoria.com.br
52:28E no nosso canal no YouTube, Instagram, arroba Folha Business.
52:33E também no meu Instagram pessoal, stefani.agronomia.
52:37Eu espero vocês nas redes sociais.
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52:46Música
52:47Legenda Adriana Zanotto