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  • há 12 horas
Será que é verdade que homens buscam parceiras parecidas com a mãe?

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Transcrição
00:00A Poliana Rocha, mulher do cantor Leonardo, já elogiou publicamente a Nora Virginia várias vezes, né?
00:06Isso não é novidade pra gente, nós duas são muito amigas, até pousaram, tem uma foto delas aí com biquínis
00:12iguais.
00:13E aí, nesse final de semana, a Poliana foi interagir com os seguidores nas redes sociais.
00:18E veio aquela pergunta, Poliana, será que você também se acha parecida com a sua Nora?
00:23Vocês duas são parecidas?
00:25Aí a Poliana disse o seguinte, abre aspas, muita gente fala que parecemos mãe e filha, Zé escolheu uma mulher
00:32parecida com a mãe.
00:34Poliana também deixou claro que as duas nunca brigaram e que tem uma relação maravilhosa.
00:40Aí vem cá, já ouviu aquela frase que os homens procuram mulheres que sejam parecidas com a mãe?
00:48Ou então também o outro lado, que as mulheres procuram homens que sejam parecidos com o pai?
00:54Será que isso é verdade, gente?
00:56Será?
00:57É assim na sua casa ou é o contrário?
00:59Será que o contrário também existe?
01:01Vamos bater um papo sobre esse assunto?
01:02Aqui no nosso estúdio eu recebo a psicóloga Letícia Santana, a Gigi Scheider, a Marcela, gente, Marcela Oliveira.
01:10E eu quero saber de vocês, vamos começar aqui.
01:13Você tem alguma semelhança?
01:15Seu marido já relatou, então alguém em torno, você tem alguma semelhança, algum traço com a sua sogra?
01:22Então, até antes de eu vir para cá, eu perguntei para ele.
01:27Ela falou, tem alguma coisa que eu pareço com a sua mãe?
01:30Ele falou, que pergunta difícil.
01:32Ele falou, não.
01:33E eu também fiquei pensando, falei, gente, é muito difícil.
01:37Porque minha sogra é bem mais velha que eu, ela tem uma diferença muito grande de idade.
01:42Então, mas aí eu pensando direitinho, minha sogra, que faleceu por fazer um ano, já tem um ano que ela
01:48faleceu,
01:49ela era uma mulher extremamente forte.
01:52Ela era uma mulher assim, ela era uma mulher, eu falo que ela era uma lady.
01:57Ela era pequenininha, ela ficava quietinha e tal, mas ela era de uma força.
02:01Ela ficou viúva aos 54 anos de idade, ela manteve a família, ela manteve tudo na família dela e tal.
02:08E ela conduzia a família com o braço forte mesmo, tão pequenininha, tão meiguinha, mas tão forte.
02:15E eu me considero uma pessoa forte.
02:17Eu acho que talvez essa característica, que a gente não consegue, porque olha para mim, eu sou falante e tal.
02:23E ela era meiguinha, ela era aquela pessoa que se dá vontade de voltar no colo, de tão meiguinha.
02:27Mas mesmo ela, do jeitinho dela, ela conseguia ser forte, ser serena.
02:32Ela passava segurança, ela dava força para todo mundo.
02:35Então, ela era uma pessoa muito forte, se eu vou pensar nela, de todas as características que eu tive.
02:40Eu fui muito sortuda de ter ela como minha sogra, né?
02:42Que bacana, que depoimento gostoso de ouvir.
02:44Eu tive muita sorte de ter ela como minha sogra, de conviver com ela há mais de 25 anos.
02:49Mas, assim, de tudo que eu admirava ela muito, né?
02:52Como mãe, como esposa, como vó, como tudo, né?
02:56Como pessoa também, ela era uma pessoa pública também.
02:58Ela foi presidente de um asilo por mais de 20 e poucos anos.
03:01Então, ela era uma pessoa muito caridosa, eu tinha admiração muito grande por ela.
03:05Mas o que eu mais admirava nela era a força.
03:08Sem ter os traços de uma pessoa forte, toda meiga, toda pequenininha, toda singela.
03:14Mas nas atitudes.
03:15Mas nas atitudes, uma força.
03:16Que quando ela abria a boca, todo mundo parava e escutava, porque ela tinha alguma coisa para falar.
03:21E a gente sabia que ela tinha razão.
03:23Olha, que bacana.
03:24E você, Marcela?
03:25Você é desse time?
03:26Já identificou alguma coisa com a sogra?
03:29Não, eu estou escutando ela falar e eu fiquei emocionada.
03:32Lindo, né, esse relato?
03:33E fiquei emocionada porque eu começo a ver a minha sogra.
03:37Eu, a minha mãe tem sete anos que faleceu.
03:40E eu me lembro, quando a minha mãe faleceu, passado alguns momentos, ela chegou até mim e falou assim,
03:48Eu nunca vou substituir a sua mãe, mas você pode ter certeza que eu vou tê-la como minha filha.
03:57Eu vou tratar você como minha filha.
04:00E assim, nós somos muito diferentes porque ela é italianona, como vocês podem estar vendo aí nas imagens.
04:07Ela é bem italiana, bem branquinha, né?
04:10E eu sou essa negona que, porém, o que eu, ouvindo, né, o relato e fazendo memória de tudo que
04:18a gente vive,
04:19eu tenho 28 anos de casada, tenho 32 de relacionamento com meu marido,
04:25ela é muito, ela é extremamente zelosa com a família.
04:30Minha sogra, assim, gente, eu falo mesmo, ela é uma bênção nas nossas vidas.
04:35E os meus filhos falam.
04:37Então, assim, eu acho que pode ser essa semelhança, porque ela é muito zelosa.
04:43E eu busco ser, claro que não, do jeito dela.
04:47Porque ela tem um jeito totalmente dela, totalmente particular de ser zelosa com as pessoas ao entorno dela.
04:56Eu sou, mas já sou de um jeito mais estourado, de brigar, de chamar atenção.
05:02Mas eu acho que isso seja uma semelhança, sim, porque a gente é muito cuidadora dos filhos, da família.
05:09A gente tem muita preocupação.
05:12Rapidinho, eu lembro que quando eu e o meu marido, a gente namorava, a gente ia para a praia,
05:18passava o dia inteiro na praia, praticamente.
05:20Ele chegava em casa, ela estava ali, disposta a esquentar a comida para ele no momento que ele chegava.
05:27Bife, vamos supor, fritava o bife na hora que ele chegava para o bife não ficar duro.
05:33O tomate cortava na hora, para o tomate não dar água.
05:36Entendeu?
05:37Então, ela tinha essa preocupação.
05:38E eu, assim, volta e meia, eu me pego tendo esse zelo com os meus filhos.
05:43Mas eu acho que é um carinho que a gente, agora eu entendo.
05:47Porque se o momento eu critiquei, ah, porque é sua mãe, não sei o quê.
05:51Hoje eu entendo.
05:51É um carinho que a gente tem com os filhos da gente, que não custa nada.
05:56Mas e aí?
05:57Vamos ver agora, com ela, Letícia Santana.
06:01Eu quero saber se essa teoria se mantém realmente ou é só um ditado popular.
06:06Boa tarde.
06:07Ai, boa tarde.
06:08Que responsabilidade diante de sogras tão maravilhosas.
06:12Verdade.
06:13Mas, assim, infelizmente é uma generalização, né, Roberta?
06:16Bom seria se fosse, porque a gente descobriria que...
06:20Quer que eu coloque o microfone?
06:21Pode continuar.
06:22Porque a gente descobriria aqui o segredo para um casamento feliz e ajustado.
06:26Bastaria escolher alguém parecido, né, com os nossos pais.
06:29Mas isso não acontece.
06:31O que acontece, e a gente costuma perceber que é uma tendência,
06:36é nós buscarmos nos nossos cônjuges características que nos são familiares.
06:42Características que nós fomos construindo ali nos nossos vínculos de apego,
06:46na nossa primeira infância com os nossos pais.
06:48E aí, quando a gente encontra essa característica que nos chama atenção nos nossos cônjuges,
06:54essas características tendem a nos conectar.
06:57É como se a gente baixasse a guarda e dissesse assim,
06:59ah, esse lugar é seguro, porque é essa característica que eu conheço.
07:02Então, isso sim acontece.
07:04Agora, ser uma regra essa procura por características de pai e mãe, não, não é uma regra.
07:10Olha só, hoje a gente fez uma enquete nas nossas redes sociais.
07:14Você de casa segue o Fala Espírito Santo?
07:17Vai lá no Instagram, arroba Fala S.
07:19Começa a seguir a gente, hein?
07:20Aí a gente fez uma enquete.
07:22E vou falar para vocês, 74% dos nossos internautas disseram que acreditam sim nisso.
07:30E 26% não acreditam.
07:33E no nosso Facebook, que a galera interage com a gente ao vivo, já tem aqui, olha,
07:38a Osana Favorette fala, meu filho tem uma namorada com o meu nome e sobrenome.
07:43Olha isso.
07:45Amo meus filhos, são tudo na minha vida.
07:48É claro, né?
07:49Tem Deus em primeiro lugar.
07:50E aí, existe, né, essa feliz coincidência aí, no caso da namorada,
07:56mas tem, Letícia, você já falou, você já começou explicando para a gente,
08:01mas por que que no senso comum a gente vê isso acontecendo?
08:07Porque se a gente parte para ter parte do pressuposto de que o nosso primeiro vínculo de apego
08:12são os nossos pais, né, ou as pessoas que tiveram essa função.
08:17E aí a gente aprende sobre afeto, aprende sobre amor com essas pessoas que foram os nossos primeiros cuidadores.
08:23Então, a gente aprende a linguagem de amor que nos é oferecida
08:27e quando a gente vai, na fase adulta, buscar relacionamentos,
08:31a gente tende a se conectar com essas linguagens de amor que nos foram oferecidas.
08:37Agora, o problema é a gente deixar muito linear,
08:40o homem procura característica na mãe ou a mulher procura característica no pai.
08:45Essa linearidade que não existe.
08:47Mas você pode buscar características de alguém que foi uma referência muito forte
08:53para você na infância, como um corpo seguro.
08:55Essa busca, ela é consciente ou ela é inconsciente?
08:58Pois é, é uma linha tênue, na verdade, entre o consciente e o inconsciente.
09:02Porque o nosso cérebro, ele é muito inteligente e ele parte do pressuposto
09:06que um local seguro é um local familiar.
09:09E muitas vezes a gente vê até relacionamentos que não são favoráveis,
09:14relacionamentos que são tóxicos,
09:16mas por ser familiar àquela pessoa, ela se mantém naquele relacionamento.
09:21Então, muitas vezes, é justamente a familiaridade que faz a manutenção.
09:26Tem uma frase que diz assim, que os opostos se atraem.
09:29É muito comum, os opostos se atraem.
09:32Pode ser que aconteça, mas os iguais, os familiares permanecem.
09:37E aí fica um alerta, tanto para o bem quanto para o mal.
09:40Então, uma pessoa que tem uma história de um relacionamento tóxico
09:43na primeira infância familiar, por exemplo,
09:46às vezes a gente vê essa pessoa repetindo isso no casamento
09:49e se perguntando de novo, mas por quê?
09:52Porque é familiar.
09:53E o inverso positivo também.
09:55Teve uma criação positiva, prazerosa, alegre, cheia de estímulos.
10:00E aí, quando ela vai buscar um relacionamento, algo parecido e não encontra,
10:04ela também tem um certo estranhamento.
10:06E quando ela encontra...
10:07Opa, você falou, agora eu me identifiquei.
10:09É, me identifiquei.
10:10O meu pai é super alegre, alta astral, de bem com a vida.
10:14E o meu marido é exatamente assim.
10:16Os dois fisicamente não tem nada a ver.
10:19E cada um é o que a Marcela falou.
10:20Cada um expressa isso de um jeito.
10:23Não quer dizer que os dois sejam control C, control V nesse aspecto.
10:27Não.
10:28Cada um expressa isso de um jeito.
10:29Mas já tive relacionamentos em que a pessoa podava esse meu jeito também feliz de ser.
10:36E aí eu fui e falei, opa, aí não.
10:38Porque pra mim se tornou tóxico.
10:40Se ele não me aceita do jeito que eu sou, meu entendimento foi o quê?
10:44Não.
10:45Se ele não me aceita do jeito que eu sou, ele é tóxico pra mim.
10:47É por aí?
10:48Isso é tão lindo que você coloca.
10:50Porque assim, existe uma característica no seu pai que você admira.
10:54Essa positividade, essa alegria.
10:56Essa característica vai pra você como um valor.
10:59Tem a ver com a sua identidade.
11:01É o que te coloca aqui enquanto indivíduo.
11:04Você é essa pessoa alegre, espontânea, iluminada.
11:07Isso é o seu ponto forte.
11:09Se você encontra alguém que olha pra isso e não vê valor.
11:13Ah, é uma pessoa espalhafatosa, por exemplo, né?
11:16Segundo essa perspectiva.
11:17Quer se aparecer.
11:17Não vê valor nisso e quer tolir isso em você.
11:21Esse relacionamento tem uma potência de se tornar tóxico.
11:24Não porque é diferente do seu pai, entende?
11:28Mas porque essa alegria é um valor pra você.
11:32Quando você encontra o seu marido, quando você encontra o Juliano e ele olha pra isso
11:36com admiração e respeito, isso tende a valorizar ainda mais a relação.
11:41A Isabel Cristina fala com a gente que lá o esposo é parecido com o pai.
11:47Tá vendo?
11:47Então, dentro disso que a gente tá...
11:50Quando a gente vai ouvindo, né?
11:52É o que você disse.
11:52A gente acaba saindo daqui.
11:53Eu falei, no final do estúdio vai ter um monte de gente falando, sabe que tem uma característica
11:57igual?
11:58Mas então, quando você traz essa referência do Juliano e quando ela coloca essa situação
12:05familiar, o meu pai, ele sempre foi muito com a minha mãe, essa questão assim.
12:11A minha mãe sempre teve um jeito mais espalhafatoso, mais saído e o meu pai era mais quietão.
12:18Então, o Giovanni é assim.
12:19Eu sou essa pessoa espalhafatosa, colorida, gosto de sair, gosto de bagunçar.
12:24E ele não.
12:25Ele é mais a dele.
12:26E, ao mesmo tempo, ele respeita isso em mim.
12:29Ele não é aquela pessoa que, ah, ela foi lá e vai pra onde...
12:32Não.
12:33Ele, sabe, a gente toca a vida, tanto que a gente tá aí.
12:37Tem 28 anos e estamos aí com essa questão do respeito.
12:41Eu já até coloquei aqui em outro programa.
12:43Essa questão do respeito.
12:45Então, isso, a gente nunca para pra pensar dessa forma.
12:50Mas quando a gente começa a pensar, olha, não é que parece...
12:54Leva uma reflexão, né?
12:55E é tão interessante, porque, olha bem, de novo, reforçando a ideia do familiar.
12:59Foi familiar pra ela um relacionamento com alguém bastante extrovertido, dá certo com
13:05alguém mais quieto.
13:06Então, ela tem essa história positiva na vida dela.
13:09Ela olha pros pais e vê um modelo de casamento feliz.
13:12Uma referência.
13:13Uma referência.
13:14Quando ela olha pro próprio casamento, pra própria relação, ela também passa a acreditar
13:19que essa diferença é possível.
13:21E aí, ela descansa.
13:22Ah, então.
13:23Isso é muito legal.
13:23Eu vi você concordando, né, Gigi?
13:25Essa história da paternidade também te traz alguma referência?
13:29Não.
13:29Não, eu...
13:30Assim, o meu marido tem a mesma idade do meu pai, né?
13:33E eu acho que eu busquei no meu marido o que talvez eu não tinha no meu pai.
13:37Eu acho que já foi ao contrário.
13:39Eu não busquei...
13:41Ele não é igual.
13:41Eu acho que eu busquei algumas carências, algumas faltas que eu tive paterna.
13:47Meu pai sempre foi muito seco, sempre foi muito...
13:49Nunca foi de demonstrar muito amor, muito sentimento, foi muito rígido e tal.
13:54Então, acho que eu busquei no meu marido alguma coisa assim.
13:56Ó, isso é assunto pra uma próxima pauta.
14:00A gente já tocou nesse assunto em outros momentos e eu acho que vale a pena a gente
14:04também falar sobre isso.
14:05Você de casa pode também participar com a gente sobre esse assunto.
14:08Se já aconteceu também, buscar, né, no companheiro aquilo que você não teve com
14:13o seu pai.
14:14Quem sabe a gente fala sobre isso.
14:14Eu fico pensando, igual ela tava falando, tava pensando aqui o que é que os dois têm de
14:19comum, né, que parece.
14:21Não consigo ver.
14:22Tá certo.
14:23Além da idade, não consigo ver mais nada.

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