Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 2 dias
O programa Agro Business vai ao ar aos domingos, às 8h, e também é transmitido ao vivo pelo Facebook do Jornal Online Folha Vitória.

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Música
00:10Filagem de milho é uma alternativa para produtores em tempo de inverno.
00:17A gente consegue fazer a suplementação do gado.
00:20Em Afonso Cláudio Brejetuba, região serrana, a produção de café é aliada à preservação ambiental.
00:3030% da propriedade é área de reserva legal, de floresta.
00:34As montanhas capixabas atraem turistas que querem conhecer de perto as riquezas produzidas no campo.
00:42Música
00:42A gente vem passear, mas não pode deixar de passar aqui, bater o ponto e comprar essas coisas deliciosas.
00:49Para provar o café cultivado nas lavouras, não é preciso muita tecnologia.
00:54Um especialista dá as dicas.
00:59O pequeno laboratório já pode ser montado na própria propriedade dele, usando simplesmente uma bolinha de torra de café.
01:07Música
01:08O período de inverno, que é considerado um período de seca, sempre foi um problema para muitos pecuaristas que dependem
01:16do pasto para alimentar o seu gado.
01:18Mas a silagem de milho se apresenta como uma alternativa para esses produtores.
01:22Estamos em Vila Velha e vamos mostrar como a silagem de milho apresenta vantagens para os produtores.
01:29Música
01:31As mudanças climáticas que ocorrem entre outono e inverno, a diminuição da frequência de chuvas e a queda de temperatura
01:39comprometem o crescimento do capim.
01:42Fonte de proteína para os animais que vivem no pasto.
01:45Sem o alimento nas condições ideais, o desempenho do gado, por exemplo, tem resultados negativos.
01:52Mas é possível oferecer alternativas.
01:56O milho é uma ótima opção de suplementação de pasto com silagem.
02:07Entre as vantagens de utilizar o milho está o volume de produção por hectare, o potencial de ser uma poderosa
02:14fonte energética e ainda poder ser armazenado por longos períodos, sem perder a qualidade.
02:21O que configura um excelente custo-benefício.
02:25Por ser um produto com nível de proteína muito bom, que supre bem as nossas necessidades nessa época de seca.
02:33Então o gado que está mais sentido, na área mais sentido, a gente opta pela silagem para estar realizando manutenção
02:41do gado ou a própria engorda.
02:43Mesmo sendo uma cultura de fácil manejo, é preciso orientação técnica e atenção aos detalhes.
02:50Com técnicas você consegue aprimorar principalmente a quantidade de produtividade por hectare, escolha de variedade.
02:59Então são técnicas até em questão de adubação, calagem, que também a gente precoriza na recomendação.
03:07Então são técnicas que não é difícil de cultivar, mas com mais técnicas você consegue só aumentar a sua produção.
03:13Na fazenda Santa Úrsula, em Churim, Vila Velha, são 75 hectares destinados à criação de gado, plantio de milho, tomate
03:23e inhama.
03:24Mas como forma de minimizar os impactos da seca pelo inverno esse ano, foram plantados 12 hectares de milho.
03:32Sete deles foram colhidos essa semana.
03:35A expectativa é que rendam 360 toneladas do grão.
03:40A gente consegue estar tirando 30, 30 toneladas por hectare, a gente consegue fazer a suplementação do gado por um
03:49período bom com essa quantidade, com esse volume.
03:51O próximo plantio começa em agosto e quando o tempo ajuda, é possível fazer até três safras no ano.
03:59A gente faz a colheita agora e inicia já o preparo de solo.
04:04Fazer a ação, a gradagem para estar começando o plantio de verão aí, nos meses de agosto, setembro, a gente
04:11já está realizando o plantio.
04:12Então é o ano todo de trabalho?
04:13No ano todo, não para não.
04:15Na propriedade, a escolha da variedade foi muito importante para definir a resistência e também a tolerância de algumas doenças.
04:24Aqui, a produtividade precisa estar alta.
04:27A gente espera, principalmente que a gente fale em bonecamento do milho, que é onde ele já está com a
04:32sua espiga formada, porém está num ponto que a gente fala de DVs, que é onde o milho não está
04:41seco e está próximo do ponto de colheita de silagem.
04:49Na colheita, o apoio especial do seu Nelson, que é tratorista há mais de dez anos.
04:55Nesse tempo de profissão, viu de perto como a tecnologia tem evoluído e tornado o trabalho mais fácil e com
05:02melhor resultado.
05:05Antigamente era tudo mais difícil, tudo manual.
05:08Você reunir um pessoal aí, quatro, cinco homens, hoje eu faço sozinho o trabalho de oito dias, hoje eu consigo
05:14fazer com um dia, dois dias no máximo.
05:16É uma facilidade tremenda, envolvendo a tecnologia também, né?
05:20Por exemplo, uma roça dessa, ela está verde.
05:23Para mim, colher ela no manual, eu precisava começar bem antes.
05:27Então eu ia perder volume, eu ia perder grãos e agora eu tenho uma qualidade bem melhor da silagem e
05:33posso esperar no dia certo para poder colher.
05:38A colheita é uma das etapas do processo de silagem, que consiste em armazenar este grão rico em proteína.
05:46Em breve, ele será consumido pelos animais da fazenda.
05:51Depois da colheita, a gente despeja a caçamba no chão, né?
05:56E aqui a gente opta por estar ensacando.
05:58Como a gente utiliza tanto nessa propriedade quanto na outra propriedade, fica mais fácil a questão de transporte, né?
06:06Questão de armazenamento, local para armazenar.
06:08E quando é um volume maior, a gente faz a armazenação em trincheiras, né?
06:13Em silos no chão.
06:15Ao ser colhido, o material é picado em partículas com um tamanho médio de oito milímetros.
06:21O corte inadequado dificultará a compactação, promoverá a menor interação entre o substrato e micro-organismos que farão a fermentação.
06:32E o menor aproveitamento do alimento para os animais.
06:36O excedente do silo, que não é utilizado pelo produtor, é vendido e garante outra forma de renda.
06:44Iniciativa que pode ser feita para os pequenos, médios e grandes agricultores.
06:49Quando a gente tem uma demanda maior, né?
06:52A gente utiliza a silagem na engorda do gado, tanto para fazer a terminação, né?
06:57No semi-confinamento ou no confinamento.
06:59E quando a gente tem uma disciplinidade maior de pasto, a gente faz a venda do excedente.
07:04Tanto em tonelada ensacada ou a granel.
07:10Silagem de boa qualidade é igual a produtor satisfeito e animais bem nutridos.
07:26Cafeicultores fazem capacitação e aprendem novas soluções para aumentar a produtividade nas lavouras.
07:34Agricultura de precisão, celulares modernos, drones, irrigação localizada, tensiometria.
07:41Tecnologias disponíveis para o campo, que tornam as atividades mais eficientes e produtivas.
07:48Também evitam desperdício, reduzem custos e tempo.
07:56Evaldo é um exemplo de produtor rural que viu na tecnologia um aliado.
08:02O pai começou com a agricultura tradicional e foi assim que o produtor aprendeu a trabalhar.
08:07Os anos foram passando e ele entendeu que era preciso buscar informação para complementar o trabalho e melhorar os resultados
08:15da propriedade.
08:16Antes a gente não tinha conhecimento da poda, do adubo certo, de ser jogado.
08:22Hoje em dia mudou muito, né?
08:24Meu avô, meu pai não tinha aquele conhecimento igual hoje, né?
08:27Que hoje tem tecnologia, tem um sistema também de WhatsApp.
08:33Para a gente que está aqui no meio do mato, que não tem tempo de ficar indo para a cidade,
08:38buscar informação, ajudou bastante.
08:40É doença, é praga, é todo dia tem um problema, né?
08:46Para se ter uma ideia de como ainda há muito o que melhorar no campo, segundo a Embrapa, de 4
08:51,4 milhões de propriedades brasileiras, somente 500 mil usam tecnologias mais avançadas para aumentar a produtividade.
09:00Quem se modernizou já colhe frutos.
09:03Entre 1975 e 2015, avanços tecnológicos foram responsáveis por 59% do aumento do valor bruto da produção agrícola.
09:14Assim como Evaldo, produtores de café conilon do norte do estado participaram de encontros técnicos para aprimoramento e atualização das
09:24práticas de plantio e melhoria da qualidade dos grãos.
09:27O produtor, quanto mais se une, mais informação troca, né? Isso é importante.
09:33Muita gente de fora, querendo ou não, você pega uma coisa aqui, outra ali, então você passa também alguma coisa
09:41que você já faz, né?
09:43Ações que fazem parte do projeto Cicobi em Campo.
09:47Nestes encontros, o Cicobi Leste Caprichaba auxilia o produtor rural e vai em vários cantos onde muitas vezes o conhecimento
09:55ainda não chegou.
09:56Novas tecnologias e informações relevantes são disponibilizadas para que os produtores possam buscar os melhores resultados na produção.
10:06A gente veio do agronegócio. A nossa cooperativa começou uma cooperativa de crédito rural.
10:10E a gente tem um carinho muito grande para essa atividade.
10:13E a gente se analisando internamente, nós verificamos algumas situações que nós podemos contribuir ainda mais com os nossos associados
10:19e com a região que nós atuamos.
10:21E aí nós idealizamos o dia de campo. Desde o primeiro evento que nós fizemos, a aceitação foi muito boa
10:26porque hoje o produtor está com a mente aberta para receber informação.
10:31O projeto desenvolvido tem relação direta com a Agenda 2030 da ONU, especificamente o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, que diz
10:41respeito ao consumo e produção responsáveis.
10:44Os participantes foram divididos em quatro grupos para participar das estações espalhadas dentro da lavoura de café.
10:52Em cada uma eram compartilhados os conhecimentos sobre boas práticas na cafeicultura e inovação a campo.
11:00O modelo que a gente fez, acho que foi um modelo extremamente interessante, nós fizemos por estações, então não ficava
11:05muito desgastante.
11:06Cada estação passava informação em torno de 20, 25 minutos, então você absorvia a informação e os produtores também tinham
11:13um tempo no deslocamento de estar conversando, estar verificando, ver como é que cada um está conduzindo.
11:18Um dos temas abordados foi a aplicação da tensiometria na irrigação de cafezais.
11:24Através do manejo bem conduzido da irrigação, o produtor consegue economizar água e energia, fornecendo às culturas apenas a quantidade
11:33de água necessária em cada ocasião e não operando sempre o sistema na máxima capacidade.
11:39A maior parte das lavouras cafeiras do Estado do Espírito Santo, vamos colocar aqui a lavoura de Conilon, a irrigação
11:44na verdade é feita de forma localizada e o tensiômetro é um equipamento perfeito para a gente fazer o manejo
11:50de irrigação localizada.
11:52Primeiro, o tensiômetro é um equipamento muito simples de ser operado, de ser feito o manejo, de ser instalado no
11:58campo.
11:58Segundo, é um equipamento muito barato, que pode ser feito com um par desse equipamento, um manejo de áreas bastante
12:05significativas, ou seja, mais de 10 hectares, por exemplo.
12:08E a gente sabe que o manejo localizado, o tensiômetro fica localizado na lavoura e a gente consegue ter uma
12:15certeza que aquela água está chegando na quantidade e no tempo correto para a gente não causar estresse nas plantas.
12:25Os drones, muito usados na cidade, também ajudam no trabalho no campo.
12:30As vantagens de utilização do drone na agricultura são imensas.
12:33Dentre elas, a homogeneidade na aplicação, que você tem uma cobertura desde o primeiro pé até o último pé com
12:40a mesma quantidade.
12:41Por ser uma tecnologia, uma máquina fazendo uma aplicação, ele até com uma velocidade do vento que se comporta durante
12:48a aplicação, ele automaticamente regula a sua quantidade de gotas por centímetro quadrado naquela aplicação.
12:54Também temos a redução de água.
12:57O modelo convencional utiliza de 200 a 500 mil litros de água por um hectare, enquanto fizemos caudas com o
13:03drone com 8 litros de cauda por hectare.
13:05Também temos no drone a vantagem do colaborador não ter contato com o agroquímico.
13:11Os investimentos nos drones são muito válidos.
13:15Eles auxiliam bastante na fiscalização das terras, permitindo o controle mais rápido e a localização de pragas.
13:22As imagens também são utilizadas para cálculo da administração de fertilizantes e agrotóxicos.
13:29E o mais interessante, Weber, é que a tecnologia foi se adaptando ao produtor, como no caso das gotas do
13:35drone.
13:35Sem dúvida. Aqui a gente utiliza discos, ao contrário de bicos de alguns modelos convencionais, onde conseguimos trazer a quantidade
13:43de tamanho de gota, de 50 a 550 micras,
13:45trazendo ali uma eficiência melhor do produto por não ter a quebra das gotas.
13:50E uma curiosidade também que muita gente tem é qual é a capacidade dessa máquina aqui?
13:55Essa é uma das máquinas utilizadas. A gente hoje aqui tem um drone de 20 litros, onde a gente consegue
14:02fazer a adaptação com os dois tanques,
14:06tendo dois tipos de caudas para não parar.
14:08Aqui a gente também tem um chip de leitura que ele consegue ter ali a densidade e o peso quando
14:14ele vai subir para ele recalcular e fazer a faixa de aplicação na cultura específica que você solicitar.
14:21Essas mudanças exigem que se esteja constantemente atento e atualizado em relação às novidades.
14:28E por isso, as ações de capacitação não irão parar nesse ano.
14:33Como o sucesso foi muito grande, isso lógico que o produtor um vai falando com o outro, então outras regiões
14:38foram demandando.
14:39Nós fizemos o ano passado, em 2021, específico para o café.
14:43E aí vem outros produtores de outras atividades, que falam assim, puxa vida, peraí, não temos condições de estar fazendo.
14:49E a intenção nossa é realmente estar ampliando.
14:51Na verdade, a intenção nossa é de fazer entre nove a dez eventos.
14:54Em 2022, ano passado, nós fizemos seis.
14:57Para isso, nós estamos contando com vários outros parceiros para que possam, além de ver a necessidade daquele setor, possam
15:04também contribuir com a gente para esse dia de campo.
15:07Conhecimento aprendido que vale ouro.
15:10Ter acesso à tecnologia e aplicar as novas técnicas aumenta a produtividade e incentiva que o homem continue no campo.
15:20Quais são as expectativas para os próximos anos?
15:23Aumentar a produtividade, buscar mais tecnologia e implantar na propriedade para ter mais lucro, mais lucratividade e, quem sabe, arrendar
15:35mais áreas.
15:35Aumentar mais a produção também, em geral.
15:48Chegou a hora do quadro e o especialista responde.
15:51Muitos cafeicultores querem provar o próprio café, mas não sabem como fazer isso.
15:56Por isso mesmo, eu estou aqui com o pesquisador do Incapé, José Otino.
16:00José Otino, como que o produtor pode conhecer o café que produz?
16:03É, Stephanie. Muitos produtores são preocupados em buscar laboratórios e pensando que são coisas muito mirabolantes.
16:09Mas um pequeno laboratório já pode ser montado na própria propriedade dele, usando simplesmente uma bolinha de torra de café.
16:17Com prática e tudo, você consegue fazer também boas torras.
16:20Ou buscar as pequenas torrafações com equipamentos mais comerciais, equipamentos de maior porte.
16:26E, claro, é muito melhor consumir o próprio café.
16:29Muita gente ainda tem dúvidas sobre as diferenças também na torra do Conilon e do Arábica.
16:35Existe diferença ou não?
16:37Com certeza. São espécies diferentes.
16:39E o Conilon, ele é um café com mais peso.
16:42Ele tem as características de torra dele diferentes do Arábica.
16:45Onde na torra do Arábica, a gente tem todo o cuidado de preservar a sua acidez.
16:50E no Conilon, a gente faz processos de torra para prevalecer aquele chocolate que só o Conilon entrega muito bem
16:56na xícara.
16:57E aí, Otino, tem algum segredinho na hora de torrar um café Conilon?
17:02Principalmente é não deixar passar do ponto.
17:04Muitas vezes as pessoas esperam que o café fique muito escuro e soltando os óleos.
17:09Quando o café começa a soltar aquela oleolizada, significa que a torra já passou do ponto.
17:13E aí a bebida vai dar o quê? A bebida amarga, com gosto de queimado.
17:17Existem formas de agregar valor.
17:20Então, de um produtor que quer começar ali a ter a sua própria marca de café,
17:24ou começar ali um novo negócio através do café, também é possível, né, Otino?
17:29É, tem vários produtores hoje que buscam fazer pequenas torras e colocar no mercado com a marca da sua propriedade.
17:35Gente, e um Conilon novo no pacotinho é melhor do que qualquer café, às vezes, que já está há muito
17:41tempo industrializado.
17:42Um café fresquinho, feito direto da roça, tem seu espaço.
17:46Pessoal, então, ó, nosso convite é que você conheça o café Conilon Pro de nossa região
17:51e que também consiga aí agregar valor à sua propriedade.
17:55E você, tem alguma dúvida?
17:57Manda pra gente que a gente responde aqui no programa.
17:59Basta mandar pro nosso e-mail,
18:04aguarda sua dúvida.
18:06Quando você pensa em Ibirassu, o que vem à sua cabeça?
18:11Pastel com caldo de cana?
18:12Mosteiros em Budista?
18:14O município é conhecido por ter o pastel mais famoso do estado.
18:18E aqui o mosteiro é conhecido em todo o país por sua exuberância, paz e natureza.
18:24Mas a importância do mosteiro vai muito além disso.
18:32Ibirassu te recebe, turista bom e amigo.
18:34Não sei se você percebe, preste atenção no que digo.
18:37Da janela de casa, Dona Nilme encontra a inspiração para as poesias que escreve.
18:43Na simplicidade das rimas, o carinho transborda.
18:46Quem chega é recebido de portas abertas.
18:50Seja bem-vinda.
18:54Eu gosto de dar boas-vindas, gosto de que eles se sintam bem-vindos à nossa região.
19:01Nos fundos da propriedade, um jardim de inspiração.
19:05Além de poeta, Dona Nilme é floricultora.
19:08As flores cultivadas na propriedade são vendidas ali mesmo.
19:13A floricultura está na rota chamada Caminhos da Sabedoria.
19:17Um circuito com 20 produtores e comerciantes que abrangem 17 totalidades.
19:23No município de Ibirassu, norte do estado.
19:27Essas pessoas passam, a gente conversa.
19:30É muito legal, eu gostei muito dessa ideia.
19:32Tem gente que chega falando enrolada aqui, minha filha.
19:35Para você entender, só com o tradutor.
19:40Eles deviam vir com legenda.
19:44O caminho é rodeado por lindas paisagens naturais.
19:48Uma verdadeira viagem pelo tempo.
19:51Aqui, o visitante pode conhecer montanhas, cachoeiras, fazendas centenárias,
19:57ter o contato direto com a Mata Atlântica, conhecer estações ferroviárias
20:02e também ter todo o contato com as belezas de Ibirassu.
20:07O nome Caminhos da Sabedoria foi inspirado em um importante ponto turístico do município,
20:14o mosteiro Zen Budista, que atrai milhares de visitantes em busca de autoconhecimento e paz.
20:21Aqui está a segunda maior estátua de Buda do mundo.
20:27Achei muito bonito.
20:29Da estrada a gente já vista a estátua gigantesca do Buda.
20:34Muito bacana.
20:36Eu achei muito legal, acho muito importante a gente ter esses pontos turísticos,
20:39tanto para melhorar o turismo local, é muito importante para a economia das cidades também.
20:44Eu vim de Juiz de Fora, estou conhecendo pela primeira vez hoje e eu achei muito bonito.
20:50O circuito estimula o agroturismo na região.
20:54Conta com hospedarias, pesquipague, cachoeiras, lanchonetes e pontos com produtos artesanais.
21:01Ele proporciona para a gente, pequenos empreendedores, um desenvolvimento,
21:07uma percussão maior daquilo que pode agregar valor para os nossos produtos, para os nossos negócios.
21:16Um dos pontos de parada do caminho da sabedoria é o sítio Santos.
21:21De passo em passo, Walter foi construindo a sua história.
21:25Há 22 anos, plantou a primeira muda de coco.
21:28Hoje, os coqueiros estão em quase metade da propriedade.
21:32São mais de 4.200 pés.
21:36O coco é um bom negócio.
21:38Dá frutos o ano inteiro e por muito tempo.
21:41O ciclo produtivo pode durar até 30 anos.
21:46A árvore tem produção anual de 150 a 200 frutos.
21:51O coco é uma cultura que não dá muito trabalho, não.
21:57Tem que ter cuidado.
22:00Quando você pega uma muda de coco para plantar,
22:02você tem que olhar se ela tem alguma doença.
22:06E as covas da muda de coco tem que ser bastante ampla e profunda
22:13para poder as raízes ramificadas melhor.
22:18E o espaçamento entre pés tem que ser as ruas de aproximadamente 7 ou 8 metros
22:25e de pé em pé, pelo menos 6 metros.
22:29Aí, a condição do coqueiro, você vai ter que acompanhar.
22:34A irrigação de um pé de coco exige hoje uma faixa de 100 litros de água por dia.
22:42Então, é bastante água.
22:45Quem quiser plantar coco e não tiver água, não plante coco.
22:47Na propriedade do seu Walter, são produzidos em média 120 mil cocos por ano.
22:53A maior parte do produto não é vendido em natura.
22:56Aqui é feito o envase da água.
22:59O produtor construiu uma pequena água indústria no sítio.
23:03Assim que é retirado dos pés, o coco vai direto para o envase.
23:09A água indústria produz mais de 130 mil garrafas de água de coco por ano.
23:16Produção distribuída para as escolas, mercados, restaurantes e academias da região.
23:22Mais parte é reservada para os visitantes da Rota Caminhos da Sabedoria.
23:27E não sobra uma.
23:31Tudo do coco é reaproveitado.
23:34Após a retirada da água, os cocos não são descartados.
23:38O coco te dá a fibra que dá para fazer capacho, tapete, chachim, artesanato.
23:47Fazer isso tudo.
23:48E tem a massa do coco que também nós extraímos e vendemos para sorveteria, para lanchonetes, para fábrica de bolos.
23:58A gente tira também.
23:58E essa fibra que a gente tritura o coco e joga de volta para a lavoura, que serve de cobertura
24:06morta, para evitar o mato.
24:10E também serve muito para adubo também.
24:12Você jogar 20 centímetros desse bagaço de coco triturado no chão, pode ficar sem chover durante 30 dias, 40 dias,
24:23que quando você abrir, está úmido embaixo.
24:27Em Imbiraçu, na roça do Caminho da Sabedoria, os visitantes podem conhecer um pouco do que acontece dentro da porteira.
24:39Na propriedade do seu Walter, podem entrar e conhecer todo o processo de envase da água.
24:45Essa troca entre produtores e peregrinos gera boas histórias.
24:49Eles pegam um coco na mão e querendo comer o coco, com casca e tudo.
24:53Mas como você vai comer um negócio desse?
24:55Não, não é assim.
24:56Eles não sabiam como abrir, como comer a fruta.
24:59Aí o Walter ensinou.
25:01Eles adoraram.
25:03Gostaram demais mesmo.
25:04Porque lá eles vêm tudo no supermercado.
25:07Aqui eles vêm em natura.
25:09Pega uma fruta do pé.
25:11Quando tem jamba, eles ficam maravilhados com jamba.
25:13É manga, é cajá.
25:16É um envolvimento muito grande, é uma dedicação.
25:19Eu fico até emocionada de falar.
25:22E cada um que vem, deixa um pouquinho de si para nós.
25:26E leva um pouco de nós para o lugar deles.
25:30O Brasil todo está passando aqui.
25:33É, gente, eu quero o exterior também.
25:36Então é muito, muito gratificante.
25:41O abacaxi é a principal fruta produzida nas propriedades de Marataízes.
25:47O fruto produzido no município é conhecido pelo seu sabor doce.
25:57Atualmente, mais de 27% do setor de empregos gira em torno das atividades agropecuárias.
26:03Por aqui, quem não planta, vende ou trabalha com abacaxi de alguma forma.
26:09Eu trabalho com abacaxi já há 10 anos aqui na estrada.
26:13Graças a Deus, me sinto bem, me sinto feliz de estar aqui trabalhando, que é um dom que eu tenho.
26:19Aqui a gente trabalha, a gente conhece o pessoal, o meu pessoal lá de Cachoeira, Itapemirim, de Vitória.
26:25Tudo passa aqui, tudo compra com a gente aqui.
26:33Hum, docinho como o mel mesmo, hein?
26:38O seu austerlite também está sempre com um sorriso no rosto, recebendo os turistas.
26:45Ele já foi produtor, mas hoje só comercializa.
26:49Tem muito freguês, graças a Deus, minha filha, tem muito freguês aqui.
26:53Ele compra a primeira vez, atendeu bem o freguês, o freguês fica satisfeito.
26:56Eles estão aqui na beira da estrada todos os dias.
27:01Faça chuva ou faça sol, para atender os clientes.
27:05E eles chegam.
27:06Eu dou preferência aos produtores locais, né?
27:09Que produzem e vendem sem atravessador.
27:11Mais barato, mais prático, eu acho que mais humano.
27:16E o senhor é de onde?
27:17Da de Minas Gerais.
27:19Ainda está passeando aqui, Marataís.
27:22Aí, o prazer que a gente tem é comprar um abacaxi daqui,
27:25que é o pior abacaxi que existe.
27:27O mineiro adora abacaxi de Marataízes.
27:29Quem passa pela estrada de Marataízes já percebe o potencial da região para o cultivo da fruta.
27:36São centenas de pés por todos os lados.
27:40A maioria dos produtores rurais hoje trabalham com o abacaxi.
27:42É a cultura mais forte do nosso município.
27:45Marataízes hoje, inclusive, é conhecido no Brasil todo, né?
27:47O abacaxi é terra do abacaxi, que é doce, doce, doce.
27:50Parece que tem mel, né?
27:51E os nossos produtores trabalham assim,
27:54levam esse abacaxi para a nossa região sudeste aqui toda, praticamente.
27:57Minas, Rio, São Paulo.
27:59Em todo o estado, segundo o Incapé, a área é cultivada de aproximadamente 4.600 hectares,
28:07com uma produção anual de 41 mil toneladas.
28:1160% desta área está em Marataízes.
28:15O Brasil é o segundo maior produtor de abacaxi do mundo.
28:22Estamos no sítio Canaã, interior de Marataízes.
28:26Marataízes.
28:26Aqui são produzidos por safra 500 mil abacaxis.
28:31É muita terra cultivada.
28:35Hoje, nós estamos mais ou menos produzindo uma média de 1,5 milhão, 2 milhões de espécies de abacaxi.
28:42Eu e meus irmãos.
28:44Tem altos e baixos.
28:45Às vezes, a gente sai sorrindo, às vezes sai chorando,
28:52porque nem sempre a produção do abacaxi nos propõe frutos 100% de qualidade.
28:59Ao decorrer do tempo, o produtor passa por períodos de seca,
29:03às vezes as doenças atacam mais,
29:06mas é o que toca a nossa vida.
29:08Os produtores da região precisam ter uma ligação bem forte com os céus.
29:14Acreditem, pois não se usa irrigação nesse mar de abacaxi.
29:18A água aqui vem da chuva.
29:21Não é em todo lugar que se tem água por perto.
29:24Então, o que acontece?
29:25A gente faz a nossa parte e o papai do céu faz a dele.
29:28E no final dá tudo certo.
29:29Desde o plantio até a colheita, todo o processo é manual.
29:33Eles precisam plantar, fazer a cobertura para a proteção do sol,
29:38fazer o manejo diário e colher no momento certo.
29:41A gente faz muita aplicação cuidando da lavoura,
29:44para não entrar uma doença que muitos aqui conhecem como o amarelão.
29:48Mas, na verdade, é aquela cochinilha.
29:50É ela que ataca a raiz e, dali, gera o pé amarelado.
29:54Quando esse pé começa a ficar amarelado, dificilmente vai recuperar ele.
29:58Então, por isso que, para se ter uma boa roça, uma boa muda,
30:03você tem que cuidar.
30:04Se não cuidar, a doença entra.
30:10A produção de abacaxi ocorre o ano inteiro.
30:13Mas é comum haver diferença nos preços da fruta
30:17de acordo com o mês e estado de consumo.
30:20E tem uma característica boa.
30:22Do mesmo pé que produz a fruta, é possível tirar a muda.
30:26E muita gente, Sê Manoel, acha que é só pegar a coroa que a gente fala e plantar.
30:33Isso é verdade ou é mito?
30:35Olha, isso é mito.
30:36Porque se a gente for fazer um prantio de coroa,
30:39você nunca vai conseguir fazer uma lavoura nunca.
30:42Porque o certo é que isso aqui é descartável.
30:45Acabou de colher, tem que descartar ela.
30:46Só vai aproveitar a fruta.
30:47Agora, para fazer um prantio de abacaxi,
30:50a gente tem que utilizar essa muda,
30:52que é a que produz do lado da fruta.
30:55Essa mudinha aqui.
30:56Essa sim vai dar abacaxi, gente.
30:59Então essa daqui é a muda que vai formar esse pé de abacaxi desse tamanho
31:03com certo ponto de um ano a um ano e dois meses de plantio.
31:07Essas mudas devem ser plantadas entre o fim do período seco
31:11e o início do período chuvoso.
31:13Mas o plantio pode ocorrer em qualquer época do ano
31:16se houver irrigação no local.
31:18O produtor deve sempre optar por solos bem drenados,
31:22não sujeitos a encharcamento.
31:23Tratar dessa fruta, deixar ela esperar o tempo certo,
31:27que é o que faz o abacaxi ficar doce,
31:30não é simplesmente o lugar.
31:32Embora as nossas terras aqui de Marataís,
31:35o nosso clima, tropical,
31:38isso ajuda muito no sabor, faz ele ficar docinho.
31:40O conhecimento e experiência com a cultura
31:43facilitam o manejo da plantação.
31:46Os irmãos Manuel, José e Lúcio
31:49começaram juntos a lida no campo.
31:51E de revendedores de abacaxi,
31:53se tornaram produtores.
31:57Quando a gente era criança,
32:00a gente sempre acompanhava meu pai na roça, na lavoura.
32:03Sempre tinha alguma tarefinha para poder fazer,
32:06para poder depois ir para a escola.
32:07A produção do abacaxi,
32:08ela não só mudou a nossa história,
32:11como a de todo mundo aqui de Marataízes.
32:13Boa parte.
32:18Tradição de famílias da região há décadas.
32:22Marataízes é pioneiro no plantio de abacaxi no país.
32:25A primeira plantação foi em 1950.
32:29E até hoje, 72 anos depois,
32:32o município segue com a economia girando em torno da fruta.
32:36Seu Arcelino, com 82 anos, viu como tudo começou.
32:41No passado, os filhos tinham que trabalhar com os pais,
32:46tinham que trabalhar juntos.
32:47E todo mundo ia chegar pela manhã,
32:50tomar o café, o café da manhã,
32:52aí comia e ir para a roça, e levantou para a roça.
32:57Foi uma coisa muito gostosa mesmo, que não existia.
33:04Aí o povo começou a plantar abacaxi,
33:07e começou a colher o abacaxi,
33:10e o abacaxi foi crescendo.
33:12Abacaxi natural, não tinha produto nenhum.
33:16O abacaxi era doce como mel.
33:27Com um clima parecido com um europeu e uma beleza exuberante,
33:31as montanhas capixabas atraem turistas de toda parte,
33:35para conhecer o potencial produzido no campo.
33:40Morango e vida em cores.
33:42Há um ano, é assim que Vitor e Priscila levam a vida.
33:45Em meio à pandemia, o casal decidiu morar no campo para ter mais tranquilidade.
33:51Mas não foi exatamente isso que encontraram por aqui.
33:55Para a natureza devolver para a gente, a gente precisa cuidar dela, né?
33:58E o cuidado é diário.
34:00Então, todo dia, começa cedinho, é cinco horas da manhã,
34:04não tem hora para terminar.
34:06A gente passou a admirar e respeitar muito o trabalho do campo.
34:09Então, a gente descobriu que se trabalha muito.
34:12O sítio fica em venda nova do imigrante.
34:15Possui 10 mil pés de morangos.
34:17Por mês, vendem uma tonelada de fruta fresca.
34:21Já a venda de congelados é duas vezes maior.
34:24A gente tem um aninho só de cultivo, mas em dois anos isso aqui já vai ter sido pago.
34:30E a gente vai estar com mais duas, mais quatro, mais cinco, mais dez estufas, se Deus quiser.
34:35Para chegar até aqui, o investimento do casal foi alto.
34:38Mas quando você cuida da natureza, ela responde e se multiplica.
34:44Vitor e Priscila se reinventaram e aprenderam novas práticas para viver no interior.
34:50E com a ajuda de quem já conhece da terra, ficou um pouco mais fácil.
34:54A gente faz o trabalho de produção, o trabalho de embalo.
34:57A gente toma conta, a gente cuida de tudo por aqui.
35:00E vocês, antes de virem para cá, trabalhavam em algum outro sítio, outra propriedade?
35:07A gente já trabalhou com tomate também, eu já trabalhei com morango também.
35:12Então a gente já tem ali uma experiência em estar trabalhando com morango.
35:17Se você quiser conhecer as cores e os sabores do sítio Aquarela, não vai ter nenhuma dificuldade.
35:23Afinal, Venda Nova do Imigrante é a capital nacional do agroturismo.
35:28Está na Rota das Montanhas.
35:30Inclusive, viemos conhecer a primeira fazenda de agroturismo do Brasil.
35:35Fazenda Carnielli.
35:37Todo dia tem turista por aqui.
35:39São 500 por semana em busca do turismo de experiência.
35:43Tânia, você é de onde?
35:45De Vila Velha.
35:46Primeira vez aqui na Fazenda Carnielli?
35:48Não, não, já vim várias vezes.
35:50Vem para quê? Para passear ou para comprar essas delícias daqui?
35:54Então, a gente vem passear, mas não pode deixar de passar aqui, bater o ponto e comprar essas coisas deliciosas.
36:00Na Fazenda Carnielli, existem quatro agroindústrias.
36:04Leite derivados, cafés especiais, fubá e embutidos, como o Socol, um grande diferencial da região.
36:12O Socol de Venda Nova do Imigrante tem selo de índice geográfico, ou seja, ele é o único no mundo.
36:18E apenas seis produtores podem fabricar a iguaria com o selo INPI, que registra marcas e patentes no mundo.
36:25E o Socol é uma carne de porco embutida, feito do pescoço do suíno, e fica maturando por uns quatro
36:33meses.
36:34E a receita é italiana, mas se mantém viva graças às famílias daqui, de Venda Nova do Imigrante.
36:40A história nós mantemos, tanto é que cada produtor tem a sua forma de temperar, para ser diferente um pouquinho,
36:47né?
36:47Porque aí eu posso gostar desse ou daquele.
36:50E preservar essa cultura. É uma marca coletiva, é um patrimônio.
36:55Isso é muito bom de vender. E de comer nem se fala.
37:00Outra cidade de destaque na Rota das Montanhas é Domingos Martins.
37:04No Sítio dos Lagos, a tranquilidade é o principal atrativo.
37:08Além do local fomentar o turismo, aumenta a oportunidade de emprego e estimula a capacitação de moradores locais.
37:15Cerca de 50 famílias trabalham por aqui.
37:18A região ainda é um pouco despreparada na parte de mão de obra.
37:23Vejo que até a gente da Rota, iniciadores da Rota, estamos tendo iniciativas de curso, preparatório, profissionalizante.
37:30Tá na área da hotelaria, restaurante, enfim, atendimento, caixa.
37:34Porque isso facilita o bem comum de todos.
37:38Preocupados com o meio ambiente, o sítio usa 100% de energia solar.
37:42A minha ideia sempre foi de tornar o sítio mais sustentável, cada vez mais, de fazer tratamento ecológico, de lixo,
37:52trazer energia solar.
37:53E a ideia também de dar energia solar é também trazer rentabilidade para o negócio.
37:58E enquanto alguns querem apenas passear, muitos decidiram morar na região das montanhas.
38:05Em Pedra Azul, uma das principais regiões turísticas do Espírito Santo, aumentou a busca de móveis de luxo durante a
38:12pandemia.
38:13Cláudio e sua família perceberam aí um novo negócio.
38:16Em 2005, nós lançamos o Condomínio Espírito d'Água, iniciado pela minha mãe.
38:22Em 2010, ela me passa o bastão para dar sequência nos negócios.
38:26E ao longo desses anos, além de vender as quintas que nós chamamos aqui, os terrenos,
38:32nós também passamos a construir algumas casas para que já pudesse realizar o sonho de quem desejava,
38:39sem ter o trabalho e a dificuldade vivenciada em uma obra.
38:44E aquela coisa de ir para as montanhas apenas para curtir um friozinho já era.
38:49Subir a serra agora é em qualquer clima.
38:56Vamos agora à cotação do café e da pimenta.
38:59O café Conilon Tipo 7 abriu a segunda-feira na Coabriel, sendo negociado a R$ 680,00 a saca.
39:08Se manteve estável até a sexta-feira.
39:10O Conilon Tipo 7,8 começou a semana em R$ 675,00.
39:16O valor da saca seguiu o mesmo até a sexta-feira.
39:20O Conilon Tipo 8 na Coabriel também ficou estável a semana toda.
39:25A saca foi cotada em R$ 670,00.
39:29Não houve mercado da pimenta do reino preto B1 nesta semana.
39:34Intervalo e no próximo bloco vamos até Afonso Cláudio e Brejetuba conferir a produção de café.
39:41O cultivo é aliado à preservação do meio ambiente.
39:45Não saia daí.
39:46O Agro Business volta já.
40:04Montanha é a capital da carne de sol.
40:07O município se destaca pela qualidade da carne produzida a partir de novilhas.
40:15Uma terra propícia para a pecuária.
40:18Assim é conhecido o município de Montanha.
40:22A sua topografia, com imensas planícies, clima adequado e ótimo solo, favorecem a criação de gado.
40:30Montanha, eu brinco sempre, só tem montanha no nome.
40:33Porque a região é plana, majoritariamente plana.
40:37Então, o gado criado aqui na região, por estar sendo criado aqui,
40:41ele tem essa característica de ser um gado que realmente vive em planícies,
40:48faz um esforço menor e tem uma consequência final de ter uma carne diferenciada mais macia.
41:00Em Montanha, boa parte das propriedades rurais tem a pecuária como a principal fonte de renda.
41:06Entre pequenos e grandes produtores, são cerca de 100 mil cabeças de gado em confinamento e soltos no pasto.
41:18A maciez da carne dos bois criados em Montanha é famosa por todo o estado.
41:24E falando da carne, por aqui ela ganha um outro sabor.
41:38Assim que chegam ao açougue, as peças passam por um processo de salga
41:43e se transformam na famosa carne de sol de montanha.
41:48O sal que a gente utiliza é sal comum, sal fino mesmo, sal moído.
41:53Sal normal, não é o sal de mesa, o sal de cozinha, porque o sal de cozinha ele penetra mais,
42:02ele vai fazer com que a carne fique um pouco mais salgada.
42:05O processo é passar o sal na superfície da carne por inteiro.
42:12Por inteiro.
42:18E quanto tempo que vai ficar aí salgando?
42:23Aqui, quanto maior a peça, mais tempo e quanto menor a peça, menos tempo.
42:29Muita gente usa a expressão carne de sol de duas horas, porque é mesmo um tempo razoável
42:33para que ela fique com o sal vai penetrar e vai ficar legal, vai ficar bacana.
42:38Aqui na cidade, fazer carne de sol é uma tradição passada de geração em geração.
42:44Assim como o Rafael, a Rosilane aprendeu ainda jovem com os tios.
42:49Desde criança, eu tive esse contato com carnes.
42:52Lá em Boa Esperança, ainda quando era pequenininha, ia no açougue do meu tio,
42:56onde as carnes naquele tempo ainda eram penduradas, na hora que chegavam do pasto.
43:02Aprendizado que hoje virou fonte de renda.
43:06Sempre teve um sonho de ter um açougue diferenciado e montou uma boutique de carne em montanha.
43:13No meu coração, eu ficava pensando, montanha tem carne em abundância, carne de qualidade,
43:18e nós não temos aqui um açougue, uma loja que você possa ir com um lugar bem limpinho, arrumadinho,
43:23e a dona de casa fica feliz, né, de escolher uma carne num ambiente bem legal.
43:28Então eu mergulhei de cabeça. Já tem um ano, oito meses que eu trabalho com isso e tem sido um
43:32sucesso.
43:33A carne da cidade é tão característica que atualmente o município participa de um processo chamado de
43:42potencial indicação geográfica.
43:43A indicação geográfica, essa certificação, ela dá uma segurança para o consumidor,
43:47que ele não vai comprar gato por lebre, onde ele tiver ali a certificação,
43:51ele vai saber que a carne realmente teve essa ruíde,
43:53e para o produtor, que para de perder espaço, porque outras pessoas passam a vender uma carne que não é
43:59dessa região.
44:00Assim que for concluído, nenhum produtor de carne de sol de outras regiões
44:05vai poder usar o nome de carne de sol de montanha para comercializar o produto.
44:10Este vai ser um selo apenas dos produtores da região de montanha.
44:15E foi observando esse mercado tão forte que o Caio decidiu mudar os rumos do negócio da família.
44:24Há 10 anos, o Caio, que pertence à quarta geração de agropecuaristas da família,
44:29começou a trabalhar revendendo a carne de sol.
44:32A gente, como fornecedor de produtos, a gente percebe que o cliente quer regularidade,
44:40ele quer frequência e ele quer padronização.
44:42Para vender a carne de sol, existem algumas regras.
44:45Os açougues podem preparar a carne e comercializá-las frescas no mesmo dia.
44:50Mas para a embalagem a vácuo, é preciso regulamentação.
44:55Em montanha, apenas essa empresa tem o selo do IDAF para produzir a carne
45:00e comercializar fora do município de produção.
45:03Agora, eles têm autorização para vender para regiões fora de montanha.
45:08Atualmente, atendem empresas como bares e restaurantes até na capital,
45:13o que antes não podia ser feito.
45:15Eu digo que a nossa carne é modelo exportação.
45:19A gente vende para fora do município e a gente está caminhando para comercializar fora do estado,
45:26nos públicos de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, a nossa meta para o médio prazo.
45:31Mas o que preparar com essa carne que já ganhou fama?
45:35Na cidade, cada morador tem uma receitinha especial.
45:39Eu dessago ela só na água, aí depois eu frito ela com mandioca.
45:42Fica muito bom.
45:43Aí eu gosto com aipim, com a batatinha.
45:46Olha, a gente faz ela frita.
45:49Quando solta a água, eu vou escorro aquela água e coloco a gordura.
45:53Frita, normalmente, coloco o alho e cebola.
45:57Ferventa ela um pouquinho e aí a gente coloca todos os temperos, alho, cebola, pimentão, tomate.
46:04Pode ser refogadinha, também pode ser fritinha, cortadinha, picadinha, com bastante cebola, que é top.
46:14Confira agora o giro de notícias.
46:20A exportação de milho do Brasil em 2021-2022 foi estimada em 43 milhões de toneladas,
46:29segundo o relatório da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais na última quarta-feira.
46:35Se o número for confirmado, pode representar um novo recorde.
46:40Diante da expectativa, os embarques do país devem ser duas vezes maiores que as 20 milhões de toneladas da temporada
46:49passada,
46:50quando a safra caiu, atingida por secas e geadas.
46:56Os preços do leite no campo seguem em alta devido à menor produção.
47:01Segundo dados do IBGE, o volume de leite cru industrializado pelos laticínios brasileiros
47:08diminuiu 10,3% no primeiro trimestre desse ano, em relação ao mesmo período de 2021.
47:15Com isso, as indústrias de laticínios continuam em disputa pela compra do leite cru, matéria-prima para a produção de
47:23lácteos,
47:24para tentar evitar a capacidade ociosa das operações.
47:30O INCRA lança no próximo dia 18 o Certificado de Cadastro de Móveis Rurais,
47:36referente ao exercício de 2022 para consulta ou emissão.
47:41O documento é pré-requisito para comprovar a inscrição do imóvel rural no Sistema Nacional de Cadastro Rural
47:48e condição principal para legalizar em cartório a transferência, hipoteca, desmembramento e partilha de qualquer imóvel rural.
47:58É fundamental também para a concessão de crédito agrícola, pois é exigido por bancos e agentes financeiros.
48:07Os embarques brasileiros de carne suína in natura batem o maior valor do ano.
48:13Foram 83 mil toneladas em junho.
48:17A receita com as vendas externas totalizaram quase 203 milhões de dólares,
48:23um avanço de 6% frente ao mesmo período do ano passado.
48:28Além do incremento no valor médio pago pela tonelada do produto,
48:33a valorização da moeda norte-americana frente ao real reforçou o aumento da receita.
48:40O volume de carne bovina in natura exportado pelo Brasil no primeiro semestre do ano
48:47e a receita arrecadada pelo setor são recordes.
48:51De janeiro a junho, os embarques de carne bovina totalizaram 932 mil toneladas,
48:58quase 27% acima do volume escoado no mesmo período do ano passado.
49:08Em Afonso Cláudio Brejetuba, o destaque é a produção de café aliado à preservação do meio ambiente.
49:16Uma fruta doce, vermelha intensa, que gosta de altitude e de clima ameno.
49:22E é o que ela encontra aqui, em Brejetuba, a capital nacional do café.
49:27A cafeicultura representa 90% da economia local.
49:31Cerca de 2 mil propriedades produzem café por aqui e 80% delas são pequenos produtores.
49:38André é uma produtora de médio porte.
49:40Aqui na Fazenda Marapé, são produzidas mil sacas por ano do tipo arábica.
49:46A gente começou a investir em equipamentos, em treinamento.
49:50É fundamental a parceria do pessoal que trabalha aqui, né?
49:53Entender que quando a gente quer fazer um produto mais especial,
49:57precisa de um engajamento de todo mundo.
50:00E assim, a gente vem vindo, cada ano melhorando,
50:03cada ano conseguindo fazer um café com uma qualidade melhor,
50:07com uma pontuação melhor, né?
50:11Vem cá, se eu te disser que eu estou ainda na plantação de café, você acredita?
50:15Parece que não, né?
50:16Mas sim, eu estou.
50:17E tudo isso aqui que você está vendo é mata nativa.
50:21E ela representa cerca de 30% de toda a propriedade.
50:24Ela é muito importante para proteger as nascentes.
50:27E também deixa o clima, assim, ó, mais ameno.
50:30Esse clima é muito, mas muito importante,
50:33porque ajuda na maturação do café e deixa ele mais doce.
50:38A importância da preservação está estampada nas embalagens de café,
50:42pois foi em meio à Mata Atlântica que avistaram aquele
50:45que se tornaria o símbolo do café gourmet, o tangará dançarino.
50:50A diversificação de cultura é outra forma de preservação do meio ambiente.
50:55A gente está vendo aqui, é cultivo de feijão e meio ao cafezal.
50:59Tem também na propriedade milho, abacate.
51:02É que o café, ele é perene, só dá colheita uma vez no ano.
51:06Então a diversificação, além de melhorar a qualidade do solo,
51:10oferece também renda extra ao produtor da região e também para consumo próprio.
51:16A gente tem uma área grande aqui,
51:18hoje quase 30% da propriedade é área de reserva legal, de floresta.
51:23A gente tem, é abençoado com água,
51:26temos várias nascentes aí,
51:28que a gente também faz um trabalho firme de preservação,
51:33que mesmo em épocas de estiagem se mantém o ano inteiro.
51:37Então é um conjunto de trabalho, junto com o pessoal,
51:41que a gente tenta manter o ambiente de trabalho e ambiente de vida
51:47com a maior qualidade possível.
51:50Enquanto em Brejetuba, os 900 metros acima do mar,
51:53ajudam a produzir saborosos cafés,
51:56na cidade vizinha, Afonso Cláudio,
51:58a altitude traz outro tipo de renda,
52:00o ecoturismo.
52:02Aos 1.110 metros de altitude,
52:04vemos a pedra do tubarão,
52:06a pedra da broa,
52:07os três pontões.
52:09E a chegada até aqui é de belas descobertas.
52:14São líquidos e fungos rosados, né?
52:17Eles representam a qualidade do ar no local.
52:20Como que a gente está numa altitude aqui de 1.110 metros de altitude,
52:23a nível do mar,
52:25então normalmente a gente encontra eles,
52:27porque a gente está longe de uma rodovia,
52:29longe de cidade,
52:31então aqui você pode respirar à vontade,
52:33você tem certeza que você está respirando ar pura.
52:35Se tiver poluição, você não encontra esse líquido aqui.
52:38Esse nosso guia aí é o Itamar.
52:39Ele e sua família são donos do cantinho dos Três Pontões.
52:43A hospedagem oferece bangalôs
52:45tanto para quem quer relaxar,
52:47como se aventurar.
52:48Tem um hóspede que vem, que quer tranquilidade,
52:50tem aquele turista que vem fazer uma trilha,
52:52que agita um pouco mais,
52:55mas que vai embora à tarde, né?
52:58Antes da pandemia,
52:59o forte do turismo na região
53:00era de estrangeiros que vinham observar pássaros.
53:04Recentemente, os turistas de outros países
53:06começaram a retornar,
53:08mas agora com os olhos voltados para os mamíferos.
53:11A gente tem a preguiça de coleira,
53:13que ela só existe no Brasil
53:15e já está ameaçada de extinção.
53:17Hoje ela é encontrada numa parte do Espírito Santo
53:20e numa parte da Bahia, né?
53:22Então aqui na nossa região ela é bem comum, assim.
53:25Daqui para cima, né?
53:27A gente está aqui em 800 metros,
53:29você vai encontrar a preguiça comum.
53:31Passou de 900 metros,
53:34você já começa a encontrar a preguiça de coleira.
53:36E é assim, mais perto do céu,
53:39que moradores de Afonso Cláudio e Brejetuba
53:41exploram suas riquezas.
53:44O Agrobusiness fica por aqui.
53:47Obrigada pela sua companhia.
53:49Tenha um ótimo dia e até domingo que vem.
53:52Para saber mais sobre o mundo agro,
53:54confira a coluna Agrobusiness no folhavitoria.com.br
53:59e no nosso canal no YouTube,
54:01Instagram, arroba Folha Business.
54:03E também no meu Instagram pessoal,
54:06stefani.agronomia.
54:08Eu espero vocês nas redes sociais.
54:11Tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau,
54:13tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau,
54:13tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau,
54:13tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau
54:13Legenda Adriana Zanotto

Recomendado