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Leitos da UTI de hospitais públicos, privados e filantrópicos estão com alto índice de ocupação
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00:00Para bater um papo aqui com a gente, hoje eu recebo o presidente da Sociedade de Anestesiologia do Espírito Santo,
00:06Dr. Wellington Pioto. Boa tarde, Dr. Pioto. Bem-vindo ao Fala Espírito Santo.
00:10Boa tarde. Boa tarde a todos.
00:13É muito importante a colocação que se expôs agora à comunidade e a todos os membros da Sociedade Capixaba
00:22a respeito da taxa de ocupação de hospitais.
00:25Vem esclarecer que a Sociedade de Anestesiologia, desde o início da campanha, foi chamada por órgãos governamentais
00:33e pôde expor a compreensão e a manutenção de todos os vínculos, entendendo que a necessidade da população era primordial.
00:46Nenhum, mas nenhum anestesiologista abandonou seu posto de trabalho, mesmo com medo.
00:51Todos fomos preparados, todos fomos orientados, estamos prontos até o fim, manter o atendimento à população capixaba no combate ao
01:03Covid-19.
01:04Pois é, exatamente é isso que a gente vai... Vamos falar um pouquinho agora sobre esse atendimento à população.
01:09A gente tem visto aí, mostrei dados, muito preocupantes.
01:12O próprio governo do Estado já disse que a situação é crítica aqui no Espírito Santo.
01:16Ou seja, a gente tem um Dório Silva com 100% dos leitos destinados ao tratamento da Covid ocupados.
01:21O Jaime, que é uma referência aqui com 90% dos leitos ocupados.
01:27Qual o panorama do Espírito Santo na visão do senhor, que representa a sociedade de anestesistas que tem que estar
01:33presentes, né?
01:34Dentro de Muteí tem sempre um anestesista trabalhando junto com a equipe, né, doutor?
01:38Sem dúvida. É uma pergunta espetacular, Juliana.
01:42E de deixar bem claro que a anestesiologia é uma especialidade que trabalha como time de primeira resposta.
01:48O que é isso?
01:49São as pessoas que trabalham no primeiro atendimento à gravidade.
01:52Ou seja, se as pessoas chegam com déficit respiratório ou ansiedade e que cause para a equipe que está trabalhando
02:00qualquer necessidade de ventilação que seja não invasiva,
02:04ou seja, a ventilação através de intubação orotraqueal, o time de primeira resposta, ele é acionado e é composto por
02:11anestesiologistas, emergencistas, intensivistas, né?
02:14A respeito da situação que se apresenta, obviamente, desde fevereiro, o Estado vem trabalhando para organizar o sistema
02:25e de forma que consigamos ter leitos suficientes para a manutenção da vida das pessoas, que é o ponto principal
02:34da conversa com o governo, conversa com toda a sociedade de classe.
02:40Realmente, o Jaime foi um hospital preparado para a Covid, assim como o Dório Silva.
02:45Ele foi retirado as especialidades de lá e ficou destinado para esse fim.
02:51E o mais importante é saber que muitas das vezes se coloca os dados relacionados a leitos exclusivos Covid,
02:59mas que muitas das vezes os leitos não exclusivos para Covid porque as doenças continuam a acontecer.
03:03Então, nós temos AVC, nós temos infartos, nós temos traumatismos que continuam chegando.
03:08E os leitos específicos estão realmente cheios.
03:11Nós temos leitos, temos ainda outros, um planejamento de AAG, e esse planejamento vem acontecendo paulatinamente para tentar coibir a
03:22falta de leitos no Estado.
03:23Pois é, porque essa é a grande preocupação, é ter leito para atender pacientes que possam vir a necessitar de
03:31uma internação.
03:31E aí a gente fala de enfermaria e também de UTIs.
03:34Existe uma diferença, né, do atendimento numa enfermaria para um atendimento dentro de uma UTI.
03:39A necessidade da UTI, por exemplo, com os respiradores, que a gente vê sempre falar, a necessidade de compra desses
03:45respiradores.
03:46Uma enfermaria não precisa de um respirador, mas um leito de UTI tem que ter.
03:50Sem dúvida.
03:52Quando o paciente chega, algumas premissas são avaliadas já por primeiro atendimento.
03:57E nesse primeiro atendimento, premissa de saturação, frequência respiratória, avaliação clínica desse paciente, é feito pelo primeiro atendimento, que é
04:08feito pelo emergencista.
04:11Nisso, segundo esses parâmetros, é avaliado se o paciente tem condição de ficar em VNI, que é só com a
04:172 nasal e sendo observado numa enfermaria,
04:20ou se ele agrava e há necessidade de intubação e cuidados mais intensivos e aí a necessidade, sim, de ventiladores.
04:30E está aí a importância de ter esses leitos.
04:33Lembrando que a gente está com uma ocupação que já preocupa.
04:36E olha, nós levantamos aqui mais informações também sobre o número de leitos de UTI exclusivos para o tratamento da
04:42Covid-19 na rede pública,
04:44abertos pelo governo e o número de leitos ocupados.
04:48Só a gente fez um cálculo aqui para dar um panorama melhor para vocês aí de casa, tá?
04:52Olha só.
04:53Em todo o estado, a quantidade de leitos de UTI disponíveis para o tratamento da doença no dia 8 de
04:59maio era de 399.
05:02Já o número de leitos ocupados em maio era 246.
05:07Hoje, são 541 disponíveis e 446 leitos ocupados.
05:14Isso significa um aumento de 35% no número de leitos disponíveis na rede pública e um aumento de mais
05:23de 80% no número de leitos ocupados nas UTIs da rede pública.
05:28A gente está só falando da rede pública.
05:30Ou seja, a gente teve, sim, um aumento dos leitos, mas tivemos um aumento muito maior da quantidade, da necessidade
05:37de pessoas serem internadas, doutor.
05:38Essa é a grande preocupação, porque aumenta-se aí em cerca de 30% de leitos, só que tem 80
05:44% mais de gente internada.
05:47É, essa é uma grande preocupação, sabe, Juliana?
05:50E várias tentativas, ou seja, reuniões com a CESA, com órgãos governamentais e não governamentais, como as sociedades de classe,
06:01vêm ocorrendo a todo momento.
06:04Chega-se ao ponto, realmente, de que não tem mais o que fazer.
06:11Nós estamos com um índice de prevalência muito elevado, né?
06:14Quando se fala prevalência, esse é um dado aberto, né?
06:17Foi aberto ontem esse dado.
06:18Uma prevalência de 5,2% quando se foram feitos testes aleatórios, muito divulgados pela imprensa e também no seu
06:26programa.
06:26E o segundo teste mostrou um aumento de 2,5% para 5,2%, sendo que a média nacional chega
06:32a 1,7%.
06:33Isso quer dizer o seguinte, nós aumentamos muito o índice de infectados em menos de 30 dias.
06:41Isso nos leva a crer que uma lotação de 90% dos nossos UTIs, né, do sistema público,
06:47e com a taxa de infecção tão alta, nós precisamos restringir e criar premissas mais sérias de isolamento, né?
06:57Isso é primordial para chegarmos ao controle e termos armas para o combate ao Covid-19.
07:04Pois é, a gente está vendo uma flexibilização mais, assim, de aberturas de comércio, de academia, salão de beleza.
07:12O que é muito positivo para a economia, porque as pessoas têm que trabalhar, é preciso gerar dinheiro,
07:19porque senão vai todo mundo à banca rota, mas é importante que a população também se mantém em casa,
07:27saia para utilizar os serviços, para fazer as suas compras, quando necessário.
07:31Porque ainda hoje, doutor, o melhor remédio é o isolamento, porque a gente tem estudos de vacina,
07:37a gente não tem uma medicação que realmente cure esta doença, então, o isolamento vem sim como a melhor arma
07:43para todo mundo combater essa doença?
07:46Juliana, eu não tenho dúvida. Eu não tenho dúvida que as reuniões que temos do grupo de combate direto,
07:52infectologista, que são intensivistas, com anestesistas, com clínicos, emergencistas,
07:57isso é fato. O isolamento é o mais importante.
08:01Mas nós passamos por uma pandemia sanitária e também uma pandemia econômica.
08:06Então, nós também entendemos a necessidade do comércio começar a abrir seguindo premissas pré-estabelecidas pela Secretaria.
08:14Então, se nós tivermos a pandemia sanitária controlada com as premissas,
08:21a pandemia econômica, que vai durar por muito mais tempo,
08:25também não vai ser tão longa se as pandemias se conversarem.
08:29Ou seja, o senhor está querendo dizer para a gente que tudo converge.
08:32Se a gente seguir as orientações, os cuidados com saúde, evitar sair de casa e ter o comércio aberto,
08:38funciona o comércio, eu digo de forma geral, né?
08:41A vida voltando, algumas atividades sendo retomadas.
08:45É possível, sim, reduzir os números com tudo funcionando e com os cuidados necessários?
08:52Não tenho dúvida.
08:53Quando você analisa, Juliana, o nível mundial e a nível nacional,
08:57principalmente fora, onde tiveram as pandemias mais graves e agressivas,
09:01por exemplo, da Alemanha, né?
09:03A Angela Merkel saiu ontem em uma entrevista falando sobre como a economia,
09:08que é a primeira economia mundial, né?
09:09A mais alta economia mundial respeitada.
09:11Ela abriu o comércio durante o período de maior infecção.
09:15E aí, diante de certas premissas.
09:17E o governo do Estado vem fazendo isso.
09:19Está encaminhado nesse sentido.
09:21E acho que é o melhor caminho para o Estado do Espírito Santo,
09:24que depende muito de royalties e commodities, né?
09:27E o comércio começa a sobreviver, como digo de novo,
09:31a pandemia econômica não se prolongue tanto tempo.
09:33Isso, a população sofre duas vezes.
09:36Então, está aí a fala do governador Renato Casagrande
09:38sobre a compra de leitos e a ampliação dos leitos.
09:42Doutor Piotr, como é que o senhor vê o trabalho que vem sendo feito aí pelo governo,
09:46nessa compra de leitos, como é que as classes médicas...
09:49Inclusive, ontem o senhor teve uma reunião com várias classes médicas, né?
09:52Várias categorias de médicos que se reuniram no CRM.
09:56Sim.
09:57A todo momento, a sociedade de classe vem com responsabilidade em prol da população capixaba,
10:04tentando voluntariamente ajudar o governo com o que for,
10:08para poder ampliarmos de qualquer forma, com qualidade de atendimento,
10:15com o melhor atendimento possível, a população capixaba.
10:19Bem, o governo do Estado, com a liderança do governador Casagrande,
10:24vem conseguindo leitos em locais que realmente era impossível
10:30e que conseguindo com muita maestria isso.
10:33Estou falando de filantrópicos, estou falando de hospitais públicos,
10:36no interior do Estado, que poderiam ser ampliados,
10:38são ampliados e com qualidade de atendimento perfeita,
10:44como a região metropolitana.
10:45O que muito me preocupa é a utilização da compra de leitos privados,
10:50é a minha opinião, porque hoje nós somos a...
10:54O mais importante para a população entender é que não adianta aglomerar
10:58os hospitais privados com os públicos.
11:01É sentar, conversar e convergir as ideias para atendimento de toda a população.
11:06Porém, 25% da nossa população do Estado paga saúde suplementar.
11:12E a saúde suplementar hoje está muito redonda,
11:15ela conseguiu transformar o sistema dela de forma que atenda toda a população dela.
11:21E 75% fica por conta do governo do Estado,
11:26que está conseguindo muito bem,
11:28só que a ideia de comprar leitos do privado pode estabilizar o sistema suplementar,
11:35da saúde suplementar.
11:36Eu não vejo com muito bons olhos isso.
11:38Eu acho que a conversa de usar filantrópico, usar outros hospitais,
11:42vou dar um exemplo, Juliana, claro,
11:44a conversa mais ampla e ampliar com rapidez,
11:48o hospital da Associação de Funcionários Públicos,
11:51ampliar a conversa com o HPM, com os militares,
11:55que estão sempre abertos à conversa,
11:57e utilizar o restante do HPM,
11:59utilizar o Hostal Materno Infantil da Prefeitura da Serra,
12:02que está pronto para ser inaugurado,
12:03só nesse período ampliar mais para frente a inauguração
12:07e utilizar com leitos COVID,
12:09seria muito necessário e não estabilizaria o outro setor,
12:12que é o setor privado.
12:13Então, então, o senhor acredita que uma solução
12:15para resolver essa questão dos leitos de UTI,
12:17que a gente vê que já começam,
12:19os atuais já começam a ficar sobrecarregados,
12:22poderia ser investindo em outros hospitais,
12:24como o senhor citou aí,
12:25dos funcionários públicos,
12:26que a gente tem aí leitos de UTI,
12:29tem enfermaria também nessa instituição,
12:32o HPM, que parte dele, parte do HPM,
12:34é um pronto-socorro hoje,
12:35do Hospital Infantil de Vitória.
12:38E também o senhor citou aí
12:39o Hospital Materno Infantil na Serra,
12:41que é um hospital que ainda não foi inaugurado.
12:43Sim, só não foi inaugurado,
12:44ele é de iniciativa municipal,
12:47mas tudo pode se conversar.
12:49Eu acho que no momento de pandemia,
12:50nós estamos aprendendo muitas coisas,
12:52estou vendo que reuniões estão sendo virtuais,
12:54estão mostrando que são muito boas,
12:58e eu acho que tudo pode ser conversado.
13:00A conversa com a liderança do governador Casagrande,
13:03com os prefeitos, é muito boa.
13:05E nesse momento,
13:06é um momento de convergência de ideias.
13:08Então, é conversar e tentar uma medida,
13:11de otimizar esses leitos.
13:13Agora, se está faltando uma decisão maior,
13:16o senhor avalia,
13:17enquanto presidente da associação,
13:19enquanto médico também,
13:20anestesista,
13:21perdão, presidente da sociedade, né?
13:23O senhor avalia que está faltando ali,
13:25realmente,
13:26um destino correto, assim,
13:29para a solução que o senhor apontou aqui,
13:31desses hospitais?
13:33É, o secretário de saúde,
13:35que tem muito respeito por ele,
13:37por sinal,
13:38ele vem já conversando,
13:40inclusive já iniciou o trabalho
13:42de iniciar a utilização do hospital
13:44dos funcionários públicos.
13:45Fiquei sabendo ontem,
13:46foi uma medida muito boa, né?
13:48Ele vem tratando a saúde do nosso Estado
13:50com maestria e com muita responsabilidade,
13:54mas essas são umas ideias.
13:55Eu acho que essas ideias estão sendo convergidas,
13:58chegando a ele,
13:59e acredito que em breve terá medidas
14:02austeras do tamanho que estão acontecendo
14:04no nosso Estado.
14:05E olha, nós perguntamos à Secretaria de Saúde
14:07exatamente sobre a utilização
14:09dos hospitais como esse dos funcionários públicos,
14:12o HPM,
14:13o Hospital Materno Infantil na Serra.
14:15Em nota,
14:16a César informou que a rede SUS Capsaba
14:18conta hoje com 1.150 leitos
14:20para atendimento exclusivo
14:22de pacientes de Covid-19
14:23em hospitais próprios,
14:25filantrópicos e privados.
14:27A César disse ainda
14:28que o perfil dos hospitais
14:29é discutido dia a dia,
14:31de acordo com a necessidade
14:33de atendimento do novo coronavírus
14:35e também de outras comorbidades.
14:36Mas especificamente sobre a nossa pergunta,
14:39a pergunta que fizemos
14:40sobre essas três instituições,
14:41esses três hospitais,
14:43não houve uma resposta.
14:44A César falou de uma forma mais geral
14:46que tem avaliado dia a dia.
14:48Agora, esses três hospitais,
14:49realmente a gente não sabe
14:50qual vai ser a conduta.
14:51O secretário, Nézio Fernandes,
14:53fez um post recentemente
14:54no Twitter,
14:56numa rede social,
14:57que é o Twitter,
14:58falando sobre o hospital
14:59dos funcionários públicos,
15:01uma possibilidade de se trabalhar ainda,
15:03mas nada muito preciso,
15:04nada ainda definido
15:05do que fazer
15:06e se esses hospitais
15:07realmente serão utilizados
15:09e como eles serão utilizados
15:11no combate a essa pandemia
15:12do coronavírus,
15:13doutor Pioto?
15:14Eu tenho certeza
15:16da expertise do secretário,
15:17tenho certeza
15:18que ele tomar as medidas necessárias,
15:20que no momento de crise
15:21e ele precisar utilizar
15:23esse tipo de hospital,
15:24com certeza,
15:26com a maestria
15:27que vem levando
15:28o governo do Estado
15:29em nome da Secretaria de Saúde,
15:31será utilizado assim
15:32que necessário, né?
15:35E eu venho falando também,
15:37eu já não sei se é isso
15:38a próxima pergunta,
15:40acredito que sim,
15:40sobre o estado de campanha também, né?
15:42Está aí a posição
15:43da Secretaria de Saúde
15:44sobre um hospital de campanha,
15:46por enquanto,
15:47nenhuma previsão
15:48da construção desse hospital,
15:51ventilou-se fazer
15:52em colatina,
15:53mas tudo depende
15:53do avanço da doença
15:54e a gente está vendo avançar,
15:56a gente está vendo
15:56os leitos
15:57sendo ocupados
15:58na região metropolitana,
16:00pelo interior do Estado,
16:00a taxa está só subindo
16:02de ocupação.
16:03Eu não tenho dúvida disso,
16:05nós tivemos
16:06uma ideia,
16:07as sociedades de classe,
16:09sobre utilização,
16:10porque o custo
16:11é muito elevado,
16:12o tempo para montagem
16:14é muito elevado
16:14e dependendo da empresa,
16:16por exemplo,
16:17já teve estados
16:18que desmontou-os em 15 dias,
16:20outros em 45 dias,
16:21outros levou um ano e meio,
16:23mas é muito importante
16:26enxergarmos que,
16:27por mais que tenha custos,
16:28por mais que há demora,
16:31quanto mais precoce
16:32ser feito,
16:33a gente mitiga a chance
16:34de sofrimento
16:35da população.
16:37Eu não digo leitos
16:38de enfermaria normalmente,
16:40mas eu falo
16:40um hospital de campanha,
16:42vou dar um exemplo
16:43para vocês,
16:44usar o Carapina,
16:47lá que tem um pavilhão
16:48de Carapina,
16:48de é climatizado,
16:49é coberto e tudo,
16:51no tempo recorde,
16:53ser feito apenas UTIs,
16:55apenas leitos de UTI,
16:56e iria mitigar a chance
16:58de colapso de vagas.
17:00Então, talvez,
17:01seja uma sugestão
17:02ao governo do Estado,
17:03a ideia,
17:04e a sociedade de anestesia
17:06se coloca à disposição,
17:08voluntariamente,
17:09a colocação e as ideias
17:11e ajudar no projeto.
17:13Agora,
17:14sou defendendo aí
17:15essa questão
17:15do hospital de campanha,
17:16da importância
17:17da construção
17:17de um hospital de campanha
17:18aí na região metropolitana
17:20e não nessa proposta
17:21do interior do Estado,
17:22como o governo
17:23chegou a falar em Colatina.
17:24Ótima pergunta.
17:25Na verdade,
17:27o governo,
17:27ele vem setorizando,
17:29que é uma medida
17:30muito importante
17:31em gestão de saúde,
17:33as regiões,
17:34por regiões.
17:35E não só pelo mapa
17:37de risco,
17:38mas também
17:38porque saber
17:39que no norte,
17:40principalmente
17:41em região de Colatina,
17:42nós temos poucos hospitais.
17:44Então,
17:44a chance de colapsar
17:45leitos de UTI lá
17:46é muito maior.
17:47Então,
17:48obrigatoriamente,
17:49lá seria o primeiro local,
17:51mas nós temos
17:52a grande vitória,
17:53um crescimento
17:54crescimento
17:55de infecção
17:55pela aglomeração
17:56e pela quantidade
17:57de pessoas
17:57muito maior,
17:58talvez precise sim.
18:00Mas,
18:00respeito muito
18:01a posição do senhor
18:02secretário
18:03do governo do Estado,
18:04é apenas uma posição
18:06e colocamos mais uma vez
18:08à disposição
18:09a sociedade de anestesia.
18:10Agora,
18:10eu tenho escutado
18:11várias autoridades médicas
18:13falando sobre a qualificação
18:15dos profissionais
18:16para atuarem,
18:17porque a gente tem
18:18ótimos profissionais
18:19aqui no Estado,
18:19a fala dos próprios médicos,
18:21e aí eu digo médicos
18:22que atuam
18:23nessa área
18:24de UTI,
18:25falam que temos
18:26profissionais muito bons,
18:27mas não,
18:28nem todos,
18:29e há muitos
18:30que estão atuando
18:30não têm uma qualificação
18:33para atuarem
18:34dentro de UTI,
18:35numa situação
18:35como a gente vive
18:37hoje de uma pandemia
18:38que é muito especial,
18:40o tratamento,
18:41ele é diferente
18:41e ele é muito novo
18:42para todo mundo, né?
18:44Como é que ficaria
18:45a estrutura de um hospital?
18:46A gente tem profissionais
18:48qualificados
18:48para atuarem,
18:49por exemplo,
18:49no hospital de campanha,
18:51doutor?
18:52Perfeito.
18:53Olha bem, Juliana,
18:55é uma doença muito aguda,
18:56é uma doença
18:57que nós não esperávamos,
18:58que nem nós,
18:59nem o secretário Nézio,
19:00nem o governo do Estado
19:02esperavam
19:03uma pandemia
19:05tão grandiosa
19:06que tem repercussão
19:07em todos os setores.
19:09Essa pergunta
19:10é muito importante
19:12pelo fato
19:12que é aguda
19:14e agrava
19:15com rapidez
19:17volumosa.
19:18Então,
19:19qual é a conduta
19:21que nós pegamos
19:21da Itália,
19:22da Espanha,
19:24dos Estados Unidos?
19:26É,
19:26sempre quem atende
19:27o COVID
19:28é o profissional
19:29de saúde
19:30mais experiente.
19:31O que eu quero dizer
19:31com isso?
19:32Nós temos o time
19:32de primeira resposta
19:33que, obviamente,
19:35vem de um
19:36anestesista,
19:37o ICTista do lado,
19:38o melhor emergencista,
19:40a melhor enfermagem
19:41e todo o corpo
19:42de saúde
19:43que pode estar envolvido
19:44mais experiente
19:46para utilização
19:48quando se fala
19:49de COVID-19.
19:50Haja vista,
19:51no Brasil,
19:52teve um alto índice
19:53de morte de jovens
19:54e, como se foi
19:55identificar,
19:56é porque,
19:57muitas das vezes,
19:57a baixa capacidade
19:58de atendimento,
19:59intubação
20:00e não formação
20:01de time de primeira
20:02resposta,
20:02levou à morte
20:03de jovens
20:04não pelo COVID
20:05em si,
20:06mas a consequência
20:07do COVID,
20:07que é a dessaturação,
20:09que é a hipóxia,
20:10ou seja,
20:10não conseguiram
20:11entubar
20:11ou não conseguiram
20:13tomar as manobras
20:14de ventilação
20:14necessárias
20:15à gravidade,
20:16que é a hipóxia
20:17no momento de gravidade
20:19da COVID-19.
20:20Ou seja,
20:20é algo que o governo
20:21do Estado
20:21tem que investir
20:22o quanto antes
20:23na qualificação
20:24dos profissionais
20:24para um atendimento
20:25adequado,
20:26porque essa é uma doença
20:27muito séria.
20:28Volto a reforçar aqui,
20:29eu tenho falado aqui
20:30diariamente,
20:31a maioria das pessoas
20:32que são infectadas
20:33pelo coronavírus,
20:34elas se tratam em casa,
20:36elas têm sintomas
20:36mais leves,
20:37não necessitam
20:38de uma internação,
20:39seja em enfermaria
20:40ou numa UTI.
20:42Agora,
20:42quando o caso passa
20:43para o hospital,
20:44vai para um leito
20:45de UTI,
20:46a gravidade é muito maior
20:47e a atenção
20:48tem que ser muito maior.
20:50Eu não tenho dúvida
20:51disso e o mais importante,
20:54nós temos muita preocupação
20:55com o interior do Estado,
20:56sabe?
20:56Porque o interior do Estado
20:57é ainda mais difícil
20:59o acesso
21:00a produto de socorro,
21:01UPA e em geral.
21:03Então,
21:03o governo tem adotado
21:05um projeto
21:06muito interessante
21:07que é a telemedicina.
21:09A telemedicina
21:10para poder
21:11atuar
21:12principalmente
21:12no interior do Estado,
21:14as pessoas
21:14podem ficar em casa
21:15e ter uma consulta
21:17através da telemedicina,
21:18é muito confiável
21:19e só procurar
21:21o sistema de saúde
21:22os casos
21:23de agravamento.
21:24Está insaturando,
21:25sentindo falta de ar,
21:26febre muito alta,
21:28etc.
21:28coisas que as pessoas
21:29já estão
21:30muito habituadas.
21:31E é muito importante isso,
21:33porque procurar o hospital
21:34no momento de pandemia
21:35pode se tornar
21:36muito perigoso.
21:38Pois é,
21:38doutor Piotr,
21:38queria agradecer muito
21:39o bate-papo aqui,
21:40a gente dando um pouco
21:41dessa situação,
21:42um panorama
21:43dos leitos de UTI.
21:44É um momento
21:45preocupante,
21:46é um momento
21:46de uma atenção especial
21:48e a gente segue aqui
21:49acompanhando.
21:49Agradeço, viu,
21:50pelo bate-papo.
21:51Eu que agradeço
21:51a oportunidade
21:52de dizer mais uma vez
21:53que a Sociedade de Anestesia
21:57do Espírito Santo
21:58se coloca à disposição
21:59da Sociedade Capixaba
22:00no que for necessário
22:01ao combate à Covid-19.