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  • há 14 minutos
Estado continua estudando medidas para diminuir propagação do vírus

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Transcrição
00:0036 municípios estão nessa classificação de risco alto, 42 municípios risco moderado
00:07e nenhum município do estado do Espírito Santo a situação é considerada baixa, tranquila.
00:13A gente vai conversar agora com o Coronel Cerqueira, ele que é comandante aqui,
00:17geral do Corpo de Bombeiros, para explicar para a gente, né, por que Coronel Bom Dia?
00:21A gente fala muito sobre matriz de risco, uma ferramenta que é super importante nesse momento, né,
00:26que analisa impactos, probabilidade, mas explica para o pessoal de casa, qual é a função,
00:32como é feita essa atualização, o que é essa matriz de risco para o governo
00:36e para quem está trabalhando na linha de frente, né, do combate à pandemia?
00:40Bom dia, Sueli. Essa matriz de risco, ela é baseada, ela segue nos protocolos de ameaça e de vulnerabilidade.
00:49Nós temos, são considerados como ameaça o coeficiente de incidência, a taxa de letalidade, o índice de isolamento,
00:59a porcentagem da população acima de 60 anos. O coeficiente de incidência é a quantidade de casos confirmados.
01:05A taxa de letalidade é a razão, a relação da quantidade de mortes com essa taxa de incidência.
01:12O índice de isolamento é a estratégia reconhecida pela comunidade acadêmica mundial e pela prática em todos os países.
01:22E a porcentagem da população acima de 60 anos é também reconhecida no grupo de risco de maior importância.
01:28Então, a combinação desses elementos, que fazem parte do fator ameaça,
01:33com a taxa de ocupação de leitos pela UTI, que também é um fator de extrema importância,
01:42que a gente chama de vulnerabilidade, devidamente reconhecido, inclusive, pelo Ministério da Saúde,
01:48no boletim epidemiológico, principalmente o 11.
01:52Então, essa matriz, ela segue essa orientação dos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde.
01:58Objetivo, parametrizar o risco no estado do Espírito Santo.
02:02Perfeito. Coronel, o que mudou para que essa classificação, essa reclassificação, ela fosse feita?
02:09No início lá da pandemia, a gente tinha poucos municípios, incluía todos da Grande Vitória,
02:13mas agora são 36 municípios do estado com alerta alto, com risco alto para a Covid-19.
02:21Isso inclui que nenhum comércio não essencial abra nos finais de semana.
02:26O que aconteceu aí nessa caminhada para a gente ter essa reclassificação?
02:30Isso é uma corrente de fatores. A gente tem realmente um aumento da incidência no estado,
02:35uma diminuição do índice de isolamento social, embora alguns municípios estejam com índice de isolamento
02:41até acima de 60%, mas a grande maioria está com índice de isolamento abaixo de 50%,
02:46que dá uma média do estado em torno de 46%, 47%.
02:52Além disso, a faixa da taxa de ocupação de leite do TI, ela aumentou.
02:59Nós estávamos numa faixa que a gente considera da faixa alerta, entre 50% e 80%,
03:06e na semana passada a quantidade, a porcentagem de ocupação de leite passou a ser mais de 80%,
03:14em torno de 85%.
03:15Isso aí leva a gente para qual fase?
03:17A gente estava na considerada mais tranquilo, o senhor disse, agora a gente está na crítica.
03:22Qual é a fase da situação de leite?
03:24São quatro faixas, a faixa adequada até 50%, alerta 50% e 80%, crítico de 80% a 90%
03:35e acima de 90% plano de crise.
03:38Nós estamos na faixa de 85%, mas é importante dizer que existem 15% de leitos ainda, certo?
03:46Em condições de atender a sociedade, tá?
03:50Então, é importante também dizer que o trabalho feito nos municípios na atenção primária faz toda a diferença,
03:58porque se evita que aquele paciente ou suspeito ou sintomático ou com teste positivo,
04:06ele vá para que ele seja internado e possa ocupar mais à frente um leito de UTI.
04:13A gente fala 15%, não é um número seguro, né?
04:16Porque a gente está falando de uma doença que é desconhecida, que tem um crescimento exponencial, preocupa.
04:21É, enfim, se a gente estivesse numa situação sem a pandemia, essa quantidade de leitos disponíveis estaria excelente.
04:28Se a gente estivesse polidando só com o poli-traumatizado, com o atendimento de pacientes, de casos clínicos,
04:35que era o que a gente atendia, essa porcentagem estaria excelente.
04:39Como essa doença é muito incerta e ela tem uma velocidade muito imprevista,
04:47é importante que se haja uma quantidade de leitos em stand-by suficientes para o atendimento das pessoas.
04:56Por isso que o Estado tem, assim, trabalhado incensantemente por meio das critérias de saúde
05:01para que essa porcentagem de leitos disponíveis sempre esteja numa quantidade razoável.
05:09Agora, a gente está aí no dia 5 de março, hoje a gente está no dia 8 de junho.
05:14Mais de três meses, né?
05:16Que o coronavírus chegou aqui no Estado do Espírito Santo.
05:18A primeira notificação foi no dia 5 de março.
05:20Diante de tudo isso que o senhor tem visto diariamente, estudado, todas as equipes,
05:25já dá para fazer uma projeção se essa classificação pode mudar, por exemplo,
05:29para risco extremo nos próximos 14 dias?
05:32Nós estamos num mês que é bastante importante.
05:36Nós estamos com mais de 90 dias.
05:38Esse ciclo da doença é um ciclo da doença, se for feito uma análise com outros benchmarks
05:44fora do país, inclusive nacionais, é um ciclo de doença que pode estar sinalizando
05:51que esteja chegando ao topo da doença do Estado.
05:56Pode ser que haja essa sinalização, até porque a procura pelo atendimento da atenção primária,
06:05o crescimento dessa procura tem sido menor do que crescimentos anteriores.
06:11No entanto, esse comportamento social, esse comportamento das pessoas será de fundamental importância,
06:20porque, de fato, a quantidade de casos tem aumentado, a quantidade de mortes tem aumentado
06:26e o índice de isolamento tem baixado.
06:28Então, pode ser, mesmo com esse ciclo da doença, mais de 90 dias,
06:34essa diminuição na procura pode ser que, em algum momento, se chegue ao risco extremo.

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