- há 1 dia
programa do SBT Chaves comédia
Categoria
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DiversãoTranscrição
00:00Música
00:39Música
00:59Por que comem os pregos?
01:03Não os como, só ponho na boca.
01:08Mas não os engole?
01:13Não!
01:23Então por que põe?
01:33O senhor disse que não engolia.
01:37Olha, Kiko, Kiko.
01:40O seu madrugá, põe os pregos na boca e depois engole eles.
01:44Não seja mentiroso, Chaves.
01:46Mas é verdade. Olha, mostre pra ele.
01:52Só mais um.
01:54Agora eu vou fazer outra coisa, Chaves.
02:07Eu não te bato mais.
02:12E você, quer que eu te ensine também?
02:15Não, não, não, não. Outro dia, assim, com muito prazer.
02:18Com licença.
02:35Por que bate nisso aí, hein?
02:39Escuta, Chaves.
02:40Você não tem nada mais importante pra fazer?
02:43Não, e o senhor...
02:46Você não tá com fome? Vai comer alguma coisa.
02:48Ah, ah, ah, ah, ah, ah.
02:50Eu já volto.
02:56O senhor está consertando o sapato, seu Madruga?
03:01Não. Estou jogando golfe.
03:09Passou a bola!
03:17Chutou pra frente!
03:28Bateu na trave!
03:37Olha!
03:42Golaço, Kiko!
03:44Mamãe!
03:51Sim!
03:53Sim, o quê?
03:55A Zezé botou na cozinha.
03:57Botou o quê?
03:59Um ovo.
04:01Ovo da Zezé? Que Zezé?
04:03A galinha. É que a Zezé, ela adora. Tem duas galinhas. Uma se chama Zezé e a outra Zazá.
04:13Ah.
04:14Vou lá ver se ela me dá permissão pra comer o ovo.
04:17Vou lá ver se ela me dá pra comer.
04:18Ah.
04:19Ah.
04:20Ah.
04:21Ah.
04:21Ah.
04:22Ah.
04:23Ah.
04:24Um, um, um, um, um, um.
05:06Olha, Kiko, alguém já lhe deu uma martelada numa terça de manhã?
05:11Numa terça de manhã?
05:12É!
05:13Peraí, deixa eu ver se eu me lembro.
05:14É, acho que foi, não, não, numa terça não, eu acho que foi sábado.
05:18É, não, foi numa quarta-feira, é, eu não tô me lembrando muito bem.
05:22Eu acho que bateram na cabeça.
05:23Pois, então, hoje é o dia.
05:26Com licença, seu madruga.
05:32Ainda bem.
05:33Sim.
05:35Sim, o que, Chaves?
05:37Sim, eu posso comer o ovo.
05:38E quem deu permissão?
05:40A galinha.
05:41Ah, sim.
05:44Bem, ela não disse que sim, mas também não me disse que não.
05:49Ah, sim, bem.
05:50Já que é assim, amanhã eu vou fazer a mesma coisa.
05:53Vou passar na estátua do Duque de Caxias e vou pedir o cavalo dele emprestado.
05:58Ah, e depois o senhor empresta o cavalo pra eu brincar de mocinho?
06:02Olha, seu madruga, mamãe pediu que o senhor consertou os sapatos dela.
06:06Não, Kiko, não.
06:07Não, o quê?
06:09O que foi que eu fiz?
06:11Olha.
06:15Mamãe!
06:16Oh, mas...
06:17Eu tive um filho.
06:18O que foi, meu tesouro?
06:20Eu botei um ovo.
06:21Ora, mas então você me chama aqui só pra...
06:26O quê?
06:27Sim, mãezinha, olha.
06:30Ah, mas o que você está dizendo, tesouro?
06:34Filho meu.
06:37Filho...
06:37Eu sei quem é o responsável por essa gracinha.
06:40Eu também, foi o...
06:42Tome, seu palhaço.
06:43Vamos, filho.
06:45Não se misture com essa gentalha.
06:46Sim, mamãe.
06:48Gentalha, gentalha.
06:51Meu filho.
06:54Filhinho.
06:56Oh, meu filhinho.
07:06Seu Madruga, me empresta seu martelo.
07:10Tá louco, Chaves?
07:12Este martelo é pra trabalhar.
07:14Não é pra brincar.
07:15Mas eu não tô querendo pra brincar.
07:17Pra quê, então?
07:18Pra bater no Kiko.
07:20Ah, bom, pega.
07:21Obrigado.
07:24Ei, Chaves, espera aí.
07:30O que você vai fazer?
07:31O que vai fazer?
07:32Imagine bater no Kiko com isto.
07:34Não é que ele...
07:35Ele quebrou o ovo.
07:36O ovo que eu ia comer, entendeu?
07:39Ah, bom, tá, tá, Chaves, tá bom.
07:41Olha aqui, Chaves.
07:42A vingança nunca é boa, sabia?
07:44Sempre é ruim a vingança.
07:46Quantas vezes você já viu a dona Florinda me pegar?
07:49Quantas vezes eu levantei a mão pra ela?
07:52Nenhuma que sempre que eu olho o seu levanto é a pata.
07:58Olha aqui, Chavinho, eu tenho que entregar este sapato aí no 37.
08:02Não demoro, mas lembre-se de uma coisa.
08:04A vingança nunca é boa.
08:07Ela mata a alma e é envenena.
08:16Olha, no caso de você não me ter entendido bem.
08:32Olha, Chaves, o que eu tenho aqui e não vou lhe emprestar.
08:36É uma revista em quadrinhos, não é?
08:39É, é uma revista em quadrinhos e é novinha.
08:42Ela saiu a semana passada.
08:43Me empresta?
08:45Não, não, não, não, não empresto.
08:47Por que eu viria de emprestar?
08:49Se eu posso dar ela de presente pra você.
08:51Toma, toma de ler.
08:53Não te bato, sabe?
08:54Porque o veneno não é a vingança.
08:59Bem, o que disse o seu Madruga?
09:01Porque a vingança nunca é boa.
09:03Mata a alma e envenena.
09:05Ah, você sabia?
09:06Claro que sim.
09:08Então é por isso que você sempre me bate primeiro,
09:11mas a próxima vez que vai batendo sou eu,
09:13pra que você não possa se vingar, seu...
09:19Foi o Chaves que jogou a sua barriga, eu vi.
09:22Com meus próprios olhinhos, que estavam bem abertinhos.
09:33Tinha que ser você, não é, Chaves?
09:35Foi sem querer querendo.
09:37Foi sem querer querendo.
09:39Toda vez que eu entro aqui, tem que receber alguma coisa na cara.
09:42Mas qualquer dia eu pegue o seu pescoço e faça senha.
09:46A vingança nunca é boa.
09:48Mata a alma e a envenena.
09:56Não enche.
10:05O Madruga está aí?
10:07Não.
10:10Espere!
10:12Pois não, você...
10:14É que eu fui entregar uns...
10:17Como vai, seu Barriga?
10:18Não vai me dizer que veio cobrar o aluguel.
10:21Exatamente.
10:21Ah, eu tenho boas notícias.
10:23Olha, eu já tenho trabalho, olha.
10:25Ah, sim.
10:26Então resolveu trabalhar?
10:27Montar uma banca de sapateiro?
10:28Não, é uma banca de golfe, mas eu prefiro vôlei.
10:32O senhor gosta de vôlei?
10:33Sim.
10:34É claro que o senhor Barriga não gosta de vôlei.
10:35Como que não gosta?
10:36Gosto sim.
10:37Ah, é?
10:37Nunca perco uma partida de vôlei quando passa na televisão.
10:39Ah, sim.
10:40E não me diga que o senhor joga vôlei com esse...
10:43Esse barrigão.
10:45Com esse barrigão.
10:49Quer dizer que isso é tudo que você sabe fazer.
10:52Gracinhas.
10:53Não, de barriga nenhuma, seu maneira.
10:55O quê?
10:55Eu digo, de maneira nenhuma, seu barriga.
10:58Eu também sei consertar sapatos, sabe?
11:00Eu posso colocar uma sola nova no seu sapato.
11:02Para quê?
11:03Este par de sapatos eu estirei na semana passada.
11:05Jura?
11:06É.
11:06Ah, deixa eu ver.
11:08Não.
11:10Não.
11:10Quanto o senhor pagou por isso?
11:12Ganhei de presente.
11:13Por quê?
11:14Era usado.
11:15Eu entendo disso, seu barriga.
11:17Eu conheço pelo couro.
11:19Estou dizendo.
11:19Eu usei esse sapato pela primeira vez na semana passada.
11:22Eu posso provar pelo estado da sola.
11:23Mas com esse peso todo, deve estragar rápido.
11:29Você.
11:30Cale-se.
11:31Além disso, esse sapato tem um buracão, seu barriga.
11:34Eu já disse que ganhei.
11:36Que ganhei esse sapato há uma semana.
11:37Qual é o problema?
11:38Pois eu estou vendo com os meus olhinhos que o sapato tem um buracão.
11:41Ah, sim.
11:42Então vamos ver.
11:44Dê uma olhada.
11:45Diga, qual é o problema?
11:46O buraco de enfiar o pé.
11:48Está vendo?
11:58Então o senhor quer que eu conserte a barriga?
12:01Que?
12:02Digo, o sapato.
12:04Não conserte nada.
12:05E vê se me paga os 14 meses de aluguel que me deve.
12:08Não, mas é que...
12:09Seu barriga, como é que eu posso pagar o aluguel se não me entra a trabalho?
12:13Isso não é problema meu.
12:14Ou me paga ou põe no olho da rua.
12:16Não.
12:18A vingança nunca é boa.
12:20Mata a alma e a envenena.
12:36Olha, Chaves.
12:39Chaves.
12:41Olha aqui.
12:44Chaves!
12:46Está ficando surdo?
12:48O que é?
12:48Fica surdo quando lê a revista e o quadrinho?
12:50Sim.
12:51Ah, olha.
12:52É a desta semana.
12:53Depois que lê, você empresta para mim?
12:55Sim.
12:55Ah, obrigado.
12:56Olha, posso lhe pedir um favorzinho?
12:57Sim.
12:57Fica cuidando um pouquinho aqui para mim.
13:00Eu já volto.
13:00Sim.
13:01Ah, e quero que preste atenção.
13:02Não quero que despregue os olhos desses sapatos.
13:05São do seu barriga, hein?
13:07Os sapatos têm olhos?
13:10Que os seus olhos não se despreguem desses sapatos.
13:16Eu já volto.
13:31O que está fazendo aí, Chaves?
13:33Seu Madruga disse para eu não despregar os olhos desse sapato.
13:37Ai, ai, ai, Chaves.
13:40Não, não.
13:40Vem cá, vem cá, Chaves.
13:42Eu não devia despregar.
13:43Não deve levar as coisas ao pé da letra, garoto.
13:46Chaves, você não viu o seu Madruga?
13:53O senhor Girafales.
13:57Dona Florinda.
13:58Ai, que milagre, senhor, por aqui.
14:02Vi lhe trazer esse humilde ramo de flores.
14:05Ai, por que se incomodar?
14:08Para que cada vez que aspirar esse delicioso perfume se lembre de mim.
14:15Ai, como ele é gentil.
14:17O senhor não quer entrar para eu tomar um cafezinho.
14:21Não iria incomodar?
14:22Ai, de jeito nenhum.
14:24Um passe, por favor.
14:25Depois da senhora.
14:26Ah, com licença.
14:34O que é que você acha?
14:37Pediu o senhor Madruga para consertar os meus sapatos e ele se mandou daqui sem nenhum aviso.
14:41O que você acha?
14:44Responda.
14:46Bola.
14:48Que?
14:49Que ele não dá bola para essas coisas.
14:52Ah, é que quando eu cheguei aqui, eu pensei que você havia falado que eu...
14:58Que eu...
14:58Que o sapato...
15:02Toda vez que eu falo com você, eu termino falando bobagem.
15:04Só gosto amassada com farinha.
15:09Você quer fazer o favor de repetir?
15:12Bola.
15:13Não.
15:15Graxa.
15:16Não.
15:17É um jogo de adivinhar?
15:21Prego.
15:24Almôndegas?
15:26Acho que eu vou embora.
15:29Eu também.
15:31Diz para mim qual era a palavra, Chaves.
15:35Já vim, Chaves.
15:36Já cheguei.
15:36Alguma novidade?
15:38Ah, a mamãe mandou perguntar se o senhor pode consertar o sapato dela, mas ela quer um
15:42serviço bem feito.
15:43Mas como se posso consertar?
15:45Claro que posso.
15:46O que que ela quer?
15:47Bem, a minha mamãe quer o professor Girafales e também quer que o senhor conserte o sapato
15:53dela.
15:54Do professor Girafales eu já sabia, eu falo do sapato.
15:58É, então ela quer que conserte.
16:03Tá, tá bom.
16:04Deixa eu ver como andam.
16:06A pé.
16:09Principalmente quando estão calçados.
16:11O que eu quero saber é em que estado eles estão, Chaves.
16:15Ah.
16:29O que é isso?
16:31Mamãe!
16:31Eu vou contar pra minha mamãe que o senhor estragou as flores que o professor Girafales
16:36deu pra ela.
16:37Mamãe!
16:38Sim, já sei.
16:40E além disso ele queria trocar elas por essas porcarias sujas.
16:43Ora, ora, ora, dona Florinda, por favor.
16:46Lembre-se que a vingança nunca é boa.
16:49Mata alma e envenena.
16:51Papagaio!
16:53Calhe-se, Chaves!
16:54O professor Girafales tem toda a razão.
16:56Tá, tá, tá, tá, tá, tá.
16:59Não é girafa.
17:01É professor Girafales, se não se incomoda.
17:04Não, não.
17:05Pra mim tanto faz.
17:06Girafas, Girafales, Girabrequins, Gir...
17:09O que disse?
17:10Como é?
17:11Vai consertar meu sapato sim ou não?
17:12E escute bem.
17:14Muito carinho com os sapatos de dona Florinda.
17:18Ai, por favor, o senhor me deixa asfaltada, professor Girafales.
17:22Não quero entrar pra tomarmos um cafezinho.
17:25Não seria incômodo?
17:27Oh, mas de jeito nenhum, por favor, pode passar.
17:29Depois da senhora.
17:30Oh, com licença.
17:42Ah, não quer um café?
17:44Não vou incomodar.
17:45Pode passar.
17:46Eu tomei você.
17:47Vamos, vamos.
17:49Continue.
17:49Eu estou olhando.
17:52Kiko.
17:54Kiko, por favor, o que aconteceu?
17:56Kiko.
17:57Dona Florinda.
17:58Kiko, por favor.
17:59O que aconteceu, professor?
18:01O charuto.
18:02Tesouro, o que aconteceu?
18:03Diga alguma coisa.
18:04Fale comigo.
18:05Fale, Kiko.
18:08Tesouro.
18:09Mas por que você fuma tanto assim?
18:15Kiko.
18:16Kiko.
18:17Calhaço.
18:18Kiko, por favor.
18:19Tesouro, fale alguma coisa.
18:20Diga.
18:20Calma, Kiko.
18:21Calma.
18:22Calma.
18:28Ei, Chaves.
18:29Fique tomando conta do meu negócio mais um pouco.
18:31Sim.
18:32Mas tome cuidado, hein.
18:33Por favor.
18:34Sim, pode deixar.
18:34Eu cuido.
18:38Kiko, você já melhorou da queimadura que fez na boca com o charuto?
18:42Ai, já, Chaves.
18:44Você é um tonto de andar fumando.
18:46Você não sabe que o fumo faz muito mal?
18:51Principalmente os fumantes.
18:53Ainda mais pra um tonto que nem você que ainda fuma charuto, pode fazer ainda muito,
18:58muito mais mal.
18:59Ai, cale-se, cale-se, cale-se.
19:01Você me deixa tonto.
19:03Não sou eu, é o charuto que você fuma.
19:06Você...
19:09Me bateu?
19:10Sim.
19:12E na minha presença?
19:13E posso me bater outra vez.
19:16Eu não acredito.
19:17Eu vou me cansar.
19:21Me bateu de novo?
19:22Sim.
19:24E contra a minha vontade.
19:26E posso me bater outra vez.
19:29Vamos ver se você não se cansa.
19:31Vou me cansar, mas...
19:34É, dá pra notar que você não se cansa, não.
19:37Canso, mas vou me bater enquanto eu quiser.
19:39É, eu não revido porque a vingança nunca é boa, bata alma e envenena.
19:45A vingança nunca é boa, bata...
19:54Por que tá chorando se eu não te bati?
19:56Por que tu é envergonhado, Chaves?
19:59Pois não chore, vamos brincar de alguma coisa, Kiko.
20:02Sim.
20:03Ai, que legal!
20:04Eu tive uma ideia.
20:06Que tal se a gente brincasse de sapateiro?
20:08É, é, é, é, sapateiro que conserta sapato, conserto e você...
20:16Vamos, vamos.
20:17É isso mesmo.
20:18Olha aqui.
20:19Eu vou consertar essa bota, ó.
20:21Não, a bota conserto...
20:22Não, a bota é minha.
20:23É minha.
20:24A bota é...
20:29Tinha que ser Chaves de novo, não é?
20:32Calma, calma, seu barriga.
20:34Calma.
20:35Por que o senhor não faz como eu quando a dona Florinda me bate?
20:38Com o meu exercício, a gente descarrega toda a raiva completamente.
20:43Ah, e como é que é esse exercício?
20:44Bom, pra fazer, eu preciso de um bom motivo.
20:48Se madruga, se quiser, eu posso lhe dar um motivo.
20:51Gentalha, gentalha!
20:57Ah, sim.
20:59Ah, agora compreendi como é.
21:01Só está faltando no motivo.
21:03Tchau.
21:08Olha, sabe que...
21:10O negócio é bom mesmo.
21:13Sinto uma sensação deliciosa de bem-estar.
21:16Muito obrigado, seu madruga.
21:17De nada, seu barriga.
21:17Agora, me diga uma coisa.
21:19Você já consertou meus sapatos?
21:21Bem, está faltando um pequeno detalhe para eu terminar.
21:24Qual?
21:25Começar.
21:27Mas vai ficar uma barriga, seu maravilha.
21:29Quê?
21:30Eu quero dizer, vai ficar aqui uma...
21:32Não, não diga nada.
21:32Quando você estiver consertado, você me avisa que eu venho buscar, está bem?
21:35Como não, como não.
21:36Sim, senhor, como não.
21:39Obrigado.
21:42Vamos continuar a...
21:43Ô, Chavinho, vem cá, por favor.
21:44Toma conta disso aqui que eu vou entregar este sapato que eu consertei e volto já, hein?
21:48Tá.
21:49Chaves, Chaves, Chaves, vamos aproveitar que o seu madruga não está aí para a gente brincar.
21:53Pegue, pegue o martelo, o martelo, o martelo.
21:55E por onde eu começo?
21:56Por onde eu começo?
21:57Eu vou consertar o sapato do seu barriga.
22:01E eu vou consertar o sapato da minha mamãe.
22:03Tá.
22:04Para consertar o sapato, eu preciso de muito jeito, não é mesmo?
22:10Porque não é qualquer um que conserta.
22:11Claro que é.
22:13E aí eu sou um sapateiro melhor do que você.
22:15Não, não é não.
22:16Sim, sim, porque eu estou sempre olhando o seu madruga quando ele está trabalhando, eu vejo.
22:20E isso não tem nada a ver, porque eu sou muito mais inteligente que você e posso fazer bem melhor
22:25do que você.
22:25O sapato se conserta com prego, fica bem melhor quando se põe prego no sapato.
22:30Que nada, você não sabe o que está falando, com a cola fica muito melhor, olha só.
22:34Com cola fica bem melhor do que com prego, olha.
22:37Não, não seja tanto, Kiko.
22:39Você está deixando cair toda a cola, seu burro, mas por que não toma cuidado?
22:43Chaves, Chaves, toma cuidado, você está deslubando cola na cadeira.
22:47Ainda não estava olhando, foi...
22:48E olha a chave que deu pôr no chapéu do seu barriga.
22:51Me dá isso aqui, me dá aqui.
22:59Bom, Kiko, agora é a sua vez.
23:02Não, não, seu madruga, não faça isso, não.
23:04Não, seu madruga, lembre-se de que a vingança nunca é boa.
23:07Mata a alma e envenoa.
23:09Mata a alma.
23:10O que aconteceu?
23:12Mamãe, ele quer me bater.
23:13Veja o que ele fez em mim.
23:15Veja.
23:15Olha só.
23:29Não lhe dou uns tapas, porque sei que a vingança nunca é boa.
23:33Mata a alma e a envenena.
23:36O senhor não quer tomar um outro cafezinho?
23:40Não.
23:41Oh, mas não vai me incomodar.
23:43Não.
23:44Não posso.
23:47E tanto que tenho medo que tenha me acontecido uma desgraça.
23:52A culpa de tudo, de tudo foi do Kiko.
23:55Eu estava com a lata de cola e ele tomou a lata de cola de mim e foguei.
24:10Eu só vim aqui para pegar os meus sapatos.
24:12Estão prontos?
24:13Não, ainda não, seu barriga.
24:16Eu levo a si mesmo.
24:20Não, não levo.
24:24Isso lá é maneira de consertar sapatos?
24:26Eu estava consertando e ficou pregado.
24:30O senhor viu gente deles consertarem os sapatos?
24:33Eu sei, mamãe.
24:34Eu consertei o da senhora.
24:36Olha, olha.
24:50Ah, o meu chapéu.
24:54E lembre-se, a vingança nunca é boa porque mata a alma.
25:06E aí, veneno?
25:11Não se esqueçam que na próxima semana vou ensinar para o Chaves o ofício de sapateiro remendão.
25:18Se você quiser aprender também, estaremos esperando aqui.
25:23Quer ajuda, professor?
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