00:00O fluxo também está se manifestando nesse momento.
00:30Nós entendemos que aquilo representava uma anomalia e ia contaminar todos os julgamentos com relação a fatos graves de noticiários
00:39e, mais ainda, criada ali uma agência própria que vai se dedicar a arapongagem contra ministro para o Tribunal Federal.
00:49Então, o que nós fizemos? Numa convicção própria, incindicável por qualquer ministro, não há homem nesse mundo que vai se
00:57indicar em independência.
00:59Eu, como presidente da turma, a pedido do relator, eu pautei o processo.
01:07E o que ocorreu? Nós tínhamos na turma essa convicção. E o que ocorreu?
01:13Quem proferiu o primeiro voto? Ministro Gilmar, pedindo vista para estancar o julgamento.
01:20Se nós tínhamos esse objetivo, era evidentemente que nós deveríamos manter a coerência da nossa decisão.
01:26E foi isso que aconteceu. Exatamente porque, relembrando a postura do ministro Gilmar Mendes, que jamais aceitaria a Polícia Federal
01:35peitá-lo,
01:36e tanto não admitiu que eu já estava no tribunal, quando a V. Exª atravessou aqui a avenida e foi
01:44lá pedir a demissão de um diretor da Polícia Federal.
01:48V. Exª, você recorda do diretor?
01:50Com certeza.
01:51Lá certa? Não foi isso?
01:53Pedia a quem de direito.
01:53Não foi lá?
01:54Mas não foi?
01:55Pedia a quem de direito.
01:55E aqui se decidiu da forma de direito, meu senhor Gilmar.
01:59Mas, espera um momento, deixa eu só concluir.
02:00Então, não tem que amarrar ninguém para fazer isso.
02:04Tem que ter responsabilidade judicial.
02:07Ninguém pode permitir que fique um órgão trabalhando contra o Supremo do Balco Federal, peitando o ministro Supremo do Balco
02:15Federal.
02:15Foi isso que aconteceu, ministro Gilmar.
02:17Foi essa a preocupação que nós tivemos.
02:21Institucional.
02:21Paralela.
02:23Institucional.
02:23Nós temos hoje uma PF paralela.
02:27Uma PF paralela, com monitoramento de ministros, não pense que você está a salvo, não, ministro Gilmar.
02:34Agora, deixa eu destacar, ministro Gilmar, que isso é importante.
02:38A Polícia Federal tem o nosso maior respeito quando ela age dentro das suas funções e ela auxilia o Poder
02:46Judiciário e não prejudica o Poder Judiciário.
02:49Presidente, vou prosseguir agora.
02:53Presidente, eu cumprimento a vossa excelência, o ministro Gilmar, ministra Carmen, cumprimento o Procurador-Geral da República.
03:01Presidente, as falas agora demonstram e depois eu também vou reiterar aqui o que eu pedi a vossa excelência de
03:0811 de setembro, a conexão dos dois feitos.
03:12Vossa excelência, como disse o ministro Flávio Dino, vossa excelência chamou a ordem, os dois feitos, o de hoje e
03:21o do dia 23, exatamente, e cito o que vossa excelência disse.
03:26A condução por essa presidência se justifica tanto por razões afetas à lógica instrumental do processo.
03:33Artigo 76, inciso 3º do CPP.
03:37PET 16662 e a PET que vossa excelência estava chamando 16704.
03:45Palavras de vossa excelência, evidenciam relação de conexão e continência.
03:51Anunciam risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual.
03:57Precisamente que os artigos 79 e 82 do Código de Processo Penal se destinam a prevenir.
04:03As medidas determinadas em todos os feitos estão assentadas, cada qual, em bases fáticas e probatórias comuns, disse vossa excelência,
04:13e que parcialmente se sobrepôr.
04:16Não há como julgar hoje sem julgar terça, porque eu pergunto, quem tem medo da Polícia Federal, presidente?
04:24Quem tem medo da Polícia Federal?
04:25Não, não é questão de medo, não.
04:27Eu não estou perguntando à vossa excelência.
04:28Não, mas eu estou lhe respondendo.
04:29Quem tem medo da Polícia Federal?
04:30Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada?
04:38E vamos trazer aqui, presidente, vamos trazer aqui e chamar aqui testemunhas que eu vou indicar.
04:46Não só policiais, advogados, testemunhas.
04:51Eu tenho testemunhas que o ministro André, em reunião, disse...
04:59Isso é mentira.
05:00Peçam isso.
05:01Mentira.
05:01Então vamos chamar as testemunhas?
05:03Mentira.
05:03Vamos chamar?
05:03Mentira.
05:04Vamos chamar?
05:05Pode chamar quem quiser, vão mentir.
05:07Não há como julgar hoje sem julgar terça-feira.
05:11Chamou.
05:12Não, senhor.
05:12Inclua o ministro Alexandre.
05:14Mentira.
05:14Por quê?
05:15Porque está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe nesse país.
05:20Ah, senhor presidente.
05:21É isso, presidente.
05:23Não corresponde.
05:24É isso.
05:24No meu momento de fala...
05:25E mais, presidente, mais, mais.
05:28Não tem nenhum documento apócrifo.
05:31Todos sabem o que é o relatório de inteligência.
05:34Os relatórios de inteligência estavam registrados lá.
05:37É só pegar o registro, quem fez, e vamos chamar aqui nesse Supremo Tribunal Federal,
05:43além de advogados que já se colocaram à disposição.
05:47Então, eu repito, presidente, tudo o que foi feito, essa investigação fraudulenta contra mim,
05:56já começou lá atrás.
05:58Não dá para julgar uma coisa sem outra.
05:59Obrigado, presidente.
06:00Ministro Gilmar.
06:01Só para lembrar, o ministro Fux lembrou bem o enfrentamento que tivemos em relação
06:08à Polícia Federal, do Paulo Lacerda, em que chamamos a atenção para escutas que
06:17estavam sendo feitas e que eram indevidas.
06:20E pedimos a quem de direito que isso se combatesse.
06:24Como também disse a vossa excelência, e estou defendendo, não deixe o tribunal virar
06:29um órgão de polícia.
06:31Trazer delegados para cá, isso é errado.
06:37Sujeito passa a confundir as coisas.
06:42Propus a vossa excelência que proibisse que assessores fossem, delegados fossem feitos
06:50assessores, porque nós sabemos para que serve esse tipo de prática.
06:56Quem tem esses assessores, delegados?
06:59Constava aqui da Folha, alguém, vamos dizer, infiltrou essa informação, dizendo que havia
07:06dois delegados do meu gabinete.
07:07Isso ficou rodando, rodando, até que eu exigi uma nota do tribunal.
07:13E vossa excelência, eventualmente questionado, mencionou isso.
07:19Eu nunca tive delegado do meu gabinete.
07:22Eu nunca tive.
07:22Vossa excelência teve?
07:24Não.
07:24Eu também não.
07:25Eu não estou discutindo com vocês, estou dizendo...
07:27Não, não, mas quem tem?
07:28Porque o vossa excelência está criticando.
07:30O ministro André tem.
07:31E quem mais?
07:32Quem mais?
07:34Eu tenho, e há quanto tempo já coloquei à disposição imediatamente, presidente?
07:39Falei, vossa excelência quer agora resolver?
07:42O que vossa excelência me disse?
07:43Eu estou aguardando o expediente.
07:46Então, mas eu concordo em colocar à disposição imediatamente, se for ideia no tribunal.
07:51Eu vou voltar a minha questão de ordem.
07:55Lembrando que nós já tivemos, em momentos, outros, grandes desafios.
08:02Eu me lembro que eu, a AGU, me deparei com uma decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal,
08:11caçando decisões de suspensão, de cautela ou de eliminar.
08:16E, obviamente, era uma situação difícil, muito difícil.
08:24Vim aqui e me aconselhei com vários pares do tribunal.
08:28A Procuradoria da Fazenda pedia a revisão do entendimento.
08:34E nós manifestamos, botamos o mandato de segurança, presidente,
08:39para dizer que o presidente do Supremo não podia fazer aquela cassação.
08:44E foi feito, tal como feito agora, na hipótese do ministro Dino.
08:52É cabível.
08:55Eu me lembro até que conversei com o ministro Veloso.
09:00Ele há de se lembrar.
09:02Dizendo toda uma situação difícil.
09:05Difícil, porque a presidência do Supremo Tribunal Federal,
09:10desta feita com o presidente Marco Aurélio,
09:16revogava as suspensões que eram dadas a favor da União.
09:20Dizendo que não cabia essas suspensões.
09:24E disso nós não podíamos agravar, segundo o entendimento do Supremo.
09:31cabia o agravo da decisão que deferisse,
09:37mas do indeferimento não cabia o agravo.
09:41E eu então coloquei a questão do jovem advogado,
09:45menos de 45 anos.
09:49Eu coloquei essa questão então para vários dos colegas.
09:52E me lembro ainda hoje
10:00da resposta do ministro Veloso,
10:02cujo ato tinha sido cassado
10:04pelo então presidente Marco Aurélio.
10:09Meu pai
10:14dizia
10:16que para a imoralidade também cabe um mandato de segurança.
10:21Aquiles Veloso.
10:24Eu entrei uma dada de segurança.
10:26Ganhei uma dada de segurança.
10:27No plenário do Supremo.
10:29Contra o ato do presidente.
10:31Dei então.
10:33E depois caiu a súmula 504.
10:37Até quando você vai deixar que criem narrativas
10:40para esconder a verdade de você?
10:42Bombardeio diário de informações,
10:44o barulho das redes sociais e as minhas verdades
10:46só servem para uma coisa.
10:48Te confundir.
10:49Mas o jogo político real acontece nos bastidores.
10:52E Rodolfo Borges.
10:53Mas existe um lugar que não baixa a cabeça.
10:56Onde a velocidade da notícia em tempo real
10:59de um antagonista se une à investigação profunda.
11:02Sem amarras da revista Cruzoé.
11:06Nós vigiamos quem está no poder.
11:08Não importa o partido.
11:11Assinar o nosso combo
11:12significa ter na palma da sua mão
11:15os bastidores de Brasília em tempo real.
11:17Análises de quem conhece o jogo político por dentro.
11:21E grandes reportagens que a imprensa tradicional
11:24muitas vezes prefere não mostrar.
11:29E hoje você não precisa escolher entre a agilidade e a profundidade.
11:35Preparamos uma condição exclusiva para o nosso público do YouTube.
11:39Um combo promocional imperdível para você garantir o acesso total
11:43ao antagonista e a Cruzoé por um valor que cabe no seu bolso.
11:47Não seja apenas mais um espectador da história.
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11:52e defende a sua liberdade.
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