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  • há 14 horas
Uma doença rara que pode surgir sem avisar e causar diferentes problemas neurológicos: essa é a esclerose múltipla. Pessoas com a doença autoimune têm o sistema nervoso central afetado, o que pode provocar sintomas motores, sensoriais e visuais, além de fadiga, com impactos distintos na rotina de cada paciente. Neste domingo, 30 de agosto, quando é celebrado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, um projeto de extensão da Faculdade de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Pará (UFPA) tem contribuído para a reabilitação e para a melhoria da qualidade de vida de pessoas afetadas pela doença.

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Transcrição
00:00O nosso projeto tem o objetivo de promover para a comunidade esse atendimento terapêutico-ocupacional.
00:07Ou seja, são atendimentos promovidos pela nossa profissão que tem a finalidade de trabalhar as ocupações.
00:14Então a gente oferta tanto reabilitação física, cognitiva, neurológica,
00:19que vão proporcionar a melhor participação dessas pessoas nas atividades de vida diária
00:23e nas ocupações que elas realizam como pessoas.
00:27Então estudar, trabalhar, se vestir, se alimentar, tomar seu banho de uma forma segura e com maior qualidade de vida.
00:35Por exemplo, são um dos focos.
00:37Então o paciente entra em contato com a gente, a gente faz o agendamento, a gente faz o acolhimento,
00:42que também é um dos nossos focos.
00:44Então a gente tem um dia para acolher essas pessoas, para elas falarem sobre si,
00:48sobre tudo que elas vivenciam, como elas sentem.
00:52E a partir disso a gente elabora um plano terapêutico-ocupacional.
00:57A gente faz o estudo desse paciente, daquilo que ele trouxe, e aí a gente vai organizando e fazendo
01:04o planejamento desse paciente com ações, intervenções que vão melhorar a sua vida.
01:11A esclerose múltipla é uma doença do sistema nervoso central, ela acomete o nosso sistema nervoso central,
01:17ou seja, é como se fosse o centro de todas as nossas funções.
01:21E ela é autoimune.
01:23O que isso quer dizer?
01:23Que os nossos neurônios são acometidos, como se eles se autoatacassem.
01:30Então o que acontece?
01:32Quando isso ocorre, que é o surto da doença, conexões são interrompidas.
01:37Então é como se a gente cortasse um fio elétrico e ele parasse de mandar informação para áreas que precisam.
01:42Porque a terapia ocupacional é imprescindível no tratamento da esclerose múltipla,
01:47porque justamente nós somos a profissão que trabalhamos com o dia a dia das pessoas,
01:52com aquilo que elas fazem enquanto pessoas, as ocupações.
01:55Então nesse contexto da esclerose múltipla, a gente intervém justamente para tentar avaliar qualquer área dessas,
02:04que nós temos esse conhecimento para avaliar tanto a questão física, questão cognitiva, participação social,
02:10para verificar o que essa pessoa precisa e o que ela deseja também para continuar se engajando.
02:15Eu entrei de férias, né, em dezembro de 2024 para 2025, e em janeiro eu comecei a me sentir fraca.
02:25E aí comecei a cair. Eu andava e caía.
02:29E aí eu fui fazer uma caminhada, e aí eu caí, me quebrei toda e não sabia qual era o
02:34motivo, né.
02:35Encontrei uma manhã e estava sempre com as pernas todas adormentes, não sabia o que era.
02:41E aí o tempo foi passando, os dias foram passando, e aí começou a me dar roda de ar, dor
02:48no peito,
02:48me dava uma dor de cólica, que eu não sabia o que era.
02:51Quando eu cheguei na fibra e hora, que o médico veio me explicar, né, que era o surto da doença,
02:55que era o abraço da esclerose.
02:58E aí eu fui só piorando, fiquei sabendo com as redes sociais,
03:01comecei o próprio acompanhamento aqui, e isso me ajudou muito a trabalhar essa questão
03:06dessa mobilidade minha, né, de coordenação motora, questão também da...
03:15Esqueci...
03:16Aí dá o esquecimento que fugiu.
03:18E essa é uma das coisas que a gente olha pra quem deixa essa lesão do paciente, né.
03:22Daquita que apaga não tem mais, não tem mais.
03:23Eu tenho que voltar e lembrar o que eu estava falando.
03:26Então isso é uma das coisas que me atrapalhou muito dentro do meu trabalho, né,
03:28que eu não sabia o que estava acontecendo e eu ficava perdida.
03:31A cena de uma importância muito grande, pra mim, assim, eu consegui reviver em três meses,
03:37justamente que eu não saía de casa, não conseguia nem caminhar, nem andar, voltei a caminhar.
03:41Pra mim isso foi bom, né, com as orientações aqui dentro do atendimento,
03:45e saber como conduzir essa minha coordenação e essa marcha, né,
03:49que é justamente a marcha que é pesada no corpo, que se a gente não souber manter o pé no
03:53chão, a gente cai.
03:54A neuromodulação, ela é uma técnica que a gente utiliza muito dentro da reabilitação resológica,
04:01pra promover um aceleramento dessas sinapses e favorecer essa reabilitação desse paciente, né.
04:08Com a neuromodulação, é como se a gente abrisse canais,
04:11facilitasse a passagem desses neurotransmissores e aumentasse a resposta terapêutica.
04:17Em especial, a gente está utilizando a TDCS, que é a Estimulação Transfemiana por Corrente Contínua, né.
04:23Ela aliada à reabilitação, dentro da terapia ocupacional, a gente tem muitos ganhos que poderiam ser,
04:30ganhos que geralmente a gente consegue alcançar em seis meses,
04:33enquanto a polo de dez sessões a gente consegue reduzir pra dois meses.
04:37Então é pra potencializar os ganhos dentro dessa reabilitação e acelerar esse processo de recuperação.
04:44Transcrição e Legendas por Quintena Coelho
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