- há 17 horas
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- #conto
- #horror
- #fantastico
- #bruxa
Uma história de horror moderna, sobre dois jovens e seu mortal encontro com uma estranha bruxa que morava em uma cabana na floresta.
História Original: https://www.reddit.com/r/nosleep/comments/aqk67o/electric_witch/
Perfil do Autor: (David Maloney) https://www.reddit.com/user/lifeisstrangemetoo/
Adaptação do texto original, narração e edição: Extro
Músicas:
REPULSIVE - Confusion: https://www.youtube.com/watch?v=tWLsrVs26LQ
REPULSIVE - Akane's Regret: https://www.youtube.com/watch?v=YF4v8ZbIphA
#creepypasta #conto #horror #fantástico #bruxa
História Original: https://www.reddit.com/r/nosleep/comments/aqk67o/electric_witch/
Perfil do Autor: (David Maloney) https://www.reddit.com/user/lifeisstrangemetoo/
Adaptação do texto original, narração e edição: Extro
Músicas:
REPULSIVE - Confusion: https://www.youtube.com/watch?v=tWLsrVs26LQ
REPULSIVE - Akane's Regret: https://www.youtube.com/watch?v=YF4v8ZbIphA
#creepypasta #conto #horror #fantástico #bruxa
Categoria
🎈
DiversãoTranscrição
00:10Música
00:16Devíamos ter ficado longe, mas, bem, nós éramos crianças, pensávamos que éramos imortais.
00:26Só que estávamos enganados.
00:30A bruxa elétrica morava numa cabana, a cerca de 800 metros mata adentro, nos arredores da cidade.
00:40De vez em quando era possível vê-la desfilando pela orla da mata, sempre resmungando coisas sem sentido.
00:49Ela havia ganhado o apelido de bruxa elétrica por causa das suas roupas.
00:55Por cima dos seus cabelos loiros, ralos e desalinhados, ela usava um capacete de plástico, com dezenas de fios multicoloridos
01:07que saiam do topo e pendiam em volta como cabelo.
01:11Ela usava um colete preto, na qual havia preso um recorte de uma radiografia que mostrava a caixa torácica de
01:21alguém.
01:22Naturalmente, isso despertou a curiosidade e, às vezes, a ira das crianças da vizinhança.
01:31E a principal delas era Sam Weston.
01:34Ele era um daqueles garotos que nasceram com um instinto natural para procurar aqueles que eram diferentes da manada e
01:44os punir por causa disso.
01:46Foi ideia dele invadir a cabana da bruxa elétrica.
01:52Só quero dar uma olhada.
01:54Foi o que ele disse entre mordidas na batata assada de outra criança.
02:00Talvez tirar algumas fotos.
02:03O refeitório estava barulhento, mas, mesmo assim, Sam estava falando alto demais.
02:10Não seja estúpido, eu disse mais baixo.
02:13Você vai ser preso.
02:16— Presos?
02:18Disse o Sam.
02:19Nem é ilegal.
02:21Não é como se aquela bruxa doida fosse dona daquele barraco.
02:25Ela só mora lá.
02:27Nós temos tanto direito de entrar lá quanto ela.
02:32Continua sendo uma ideia estúpida.
02:34E se ela te pegar?
02:35Ela é maluca.
02:37Não dá para saber o que ela pode fazer com você.
02:40— Sim, é por isso que eu não vou sozinho.
02:43Você vem comigo.
02:46Atirei uma das batatas fritas encharcadas da cantina nele.
02:50Mas ele desviou.
02:52— Nem pensar, eu disse.
02:55Se minha mãe descobrir isso, ela vai me deixar de castigo até o apocalipse e depois do apocalipse também.
03:03— Hum.
03:04Você não pensaria que ela ficaria mais chateada por seu filho ser um covarde?
03:09A mesa ficou em silêncio.
03:13A mesa ficou em silêncio.
03:39— Eu acusou a comer uma pimenta na segunda série.
03:42— Já estávamos na quinta série agora.
03:45E as pessoas ainda o repreendiam nos corredores da escola.
03:50— Tudo bem, eu disse entre os dentes cerrados.
03:54— Então, atirei outra batata frita nele.
03:58— E dessa vez, eu o acertei bem cheio no rosto.
04:02— Anos mais tarde, eu me arrependeria de ter feito aquilo.
04:06— Eu deveria ter sido mais gentil.
04:09— E diria a mim mesmo isso várias vezes.
04:13— Mas é claro que eu não tinha como saber o que ainda estava por vir.
04:18— No outro dia, estávamos na orla da mata.
04:22E eu já me arrependia da minha decisão.
04:26O céu estava cinza escuro.
04:29E o ar cheirava a chuva.
04:31A atmosfera estava eletrizada.
04:35Uma tempestade estava a caminho.
04:38As árvores eram tão altas que, ao tentar olhar para o topo delas,
04:44eu sentia que o chão se inclinava e se movia sobre os meus pés.
04:48— Com medo, né?
04:50— Disse o Sam.
04:51— Não, eu menti.
04:53Meu coração deu um nó como de um peixe fora d'água.
04:57E não olhei para as outras crianças com medo de que elas vissem o medo no meu rosto.
05:02— Eu não sou um cagão.
05:05— Claro, continua suando assim e logo você vai estar dentro de uma poça d'água.
05:10— Falou o Sam.
05:12— Você que vai estar numa poça d'água quando nós dermos de cara com aquela bruxa.
05:17— Eu respondi bruscamente.
05:19— Mas não vai ser de suor.
05:21Para minha surpresa, Sam riu.
05:24— Tá, ok. Foi boa essa.
05:27Mas estamos perdendo tempo. Vambora.
05:30Ele me deu um tapinha forte nas costas e eu cambaleei para a frente, em direção às árvores.
05:37Mal tinha recuperado o equilíbrio quando vi correndo na minha frente.
05:41— Você vem!
05:43— Ele gritou de volta, seguido por dois grasnidos.
05:47Eu suspirei, engoli o medo e comecei a segui-lo.
05:52Chegamos à cabana da bruxa em uns quinze minutos.
05:56O vento havia aumentado e a floresta parecia ter ganho vida com o farfalhar dos galhos e as árvores balançando.
06:04— E se ela estiver em casa?
06:07— Eu sussurrei em voz baixa, mas o suficiente para ser ouvido acima do som do vento.
06:14— Então talvez ela faça os biscoitos para nós, disse o Sam.
06:18Ele não esperou pela minha resposta e caminhou com determinação até a porta.
06:24— Ei, dona bruxa maluca!
06:28Viemos em busca dos seus famosos cookies de chocolate!
06:32Prendi a respiração enquanto observava.
06:36Lentamente, a porta rangeu ao abrir, revelando a bruxa elétrica.
06:42Ela não disse nada.
06:44Apenas piscou duas vezes.
06:46Sua boca se contraiu, ela olhou para mim e murmurou algo sem sentido.
06:53Finalmente, ela deu um passo para o lado para nos deixar entrar.
06:58Relutantemente, segui Sam para dentro do barraco.
07:02O interior era um delírio febril.
07:05As paredes eram recobertas de chapas onduladas e enferrujadas, assim como o telhado.
07:12E tudo parecia que ia desabar a qualquer momento.
07:16Mal dava para ver as paredes por causa de toda a sucata que as revestia.
07:23Havia microscópios, prateleiras de ferro com tubos de ensaio e um recipiente de plástico de 50 galões,
07:31cheio de agulhas hipodérmicas sujas.
07:34Havia potes de conserva com animais.
07:38Rãs, ouriços do mar e fetos de porco.
07:42E potes com órgãos em conserva.
07:45Corações, fígados e até dois cérebros.
07:48Filmes de raio-x estavam pendurados, como retratos, em molduras improvisadas feitas com galhos secos de árvores cobertos de líquen.
08:00Um em particular me chamou a atenção.
08:03Era a imagem de um cérebro, com uma massa do tamanho de uma bola de golfe no lado esquerdo.
08:09A bruxa me pegou olhando para aquilo.
08:13Ela deu um tapinha no lateral da sua cabeça e apontou para um dos frascos de órgãos.
08:19Lá dentro, suspensa em um líquido verde turvo, havia um aglomerado carnudo e acinzentado de tecido cerebral.
08:28Eu serrei os dentes, determinado a não vomitar.
08:32E a bruxa sorriu.
08:33Então ela falou
08:35Sentem-se
08:37Disse isso apontando para uma mesa de damas dobrável de papelão no centro da sala, com quatro cadeiras de plástico
08:46diferentes ao redor.
08:48Sam e eu nos sentamos.
08:51A bruxa também se sentou e nos lançou um sorriso amarelo com seus dentes separados.
08:57É tão bom receber visitas.
09:00Gostariam de um chá?
09:01Olhei em volta.
09:04Não vi nenhuma chaleira em lugar nenhum.
09:06E muito menos o fogão.
09:09Não, obrigado, eu disse.
09:11A bruxa acenou com a cabeça em sinal de concordância.
09:16Bem, lindos rapazes.
09:18O que eu posso fazer por vocês hoje?
09:21Antes que eu pudesse responder, Sam soltou um suspiro de exasperação.
09:26Você só pode estar brincando comigo.
09:30Como?
09:31Viemos aqui para ver uma bruxa velha e maluque.
09:34Tudo que encontramos é uma velha chata.
09:36O que é que eu vou dizer para os meus amigos?
09:38O sorriso da bruxa vacilou e uma expressão de mágoa cruzou seu rosto.
09:45Desapareceu em um instante, sendo novamente substituído por um sorriso.
09:50Dessa vez, porém, havia algo diferente em seu sorriso.
09:55Era um sorriso menos amplo.
09:58Ela se inclinou para a frente e falou em voz baixa.
10:01Bem, por acaso, eu sou uma bruxa.
10:06Ah, é?
10:08Ah, é?
10:08Prova!
10:09O sorriso da bruxa se alargou e seus olhos adquiriram um brilho maligno.
10:16Sam, eu disse, acho que nós deveríamos...
10:20Cala a boca, magricela!
10:22Disse o Sam.
10:24Não precisa se preocupar, jovem.
10:27Na verdade, o seu amigo deveria estar feliz.
10:30Tem um presente muito especial para ele.
10:33Você tem mesmo?
10:36Sam perguntou com uma expressão de cautela.
10:40Mas a ansiedade em sua voz o traiu.
10:43Claro!
10:44Eu vou lhe mostrar.
10:46Ela se levantou e foi até o centro do barraco.
10:50Se agachou ao lado de um caldeirão pesado de ferro preto e removeu a tampa.
10:57Estendeu a mão e tirou algo de dentro.
11:00Antes de recolocar a pesada tampa de metal com o baque.
11:04Quando ela se virou, nós vimos um pequeno cristal
11:07que brilhava com uma luz azulada na penumbra do barraco.
11:12Ela vasculhou uma gaveta e tirou um antigo medalhão.
11:16Ela abriu o medalhão e colocou o cristal dentro.
11:20Em seguida, se virou e o entregou a Sam, que o arrebatou com dedos gananciosos.
11:27Este é um amuleto muito especial.
11:30Ele trará boa sorte a quem usa.
11:33Com esse amuleto, você poderá um dia até governar o mundo.
11:38Ah é?
11:39E qual é a pegadinha nessa?
11:41Sem pegadinha.
11:43Apenas regras.
11:45A primeira regra é que, antes de dormir todas as noites,
11:50você deve tirar o cristal e beijá-lo.
11:52Bem de leve para não o quebrar.
11:55A segunda regra é que você não pode deixar ninguém mais usá-lo.
11:59Ou a sua sorte será transferida para essa pessoa.
12:03E a terceira regra é que você nunca deve tirá-lo.
12:07Quando ela terminou de explicar as regras,
12:10Sam já havia colocado o medalhão em volta do pescoço.
12:15Ei, eu acho que não é tão ruim assim, afinal.
12:19Ele não fazia a menor ideia.
12:23No dia seguinte, no recreio, nós éramos as estrelas do rock.
12:28Não só tínhamos nos aventurado na floresta e encontrado a bruxa elétrica,
12:33como também tínhamos voltado com uma lembrança.
12:36O amuleto foi passado de mão em mão,
12:40para que todos pudessem ver o cristal azul brilhando dentro dele.
12:45Sam não deixava ninguém mais usá-lo,
12:47exatamente como a bruxa tinha aconselhado.
12:50Mas cobrava dois dólares por criança para que elas pudessem beijá-lo para dar sorte.
12:57E eu, eu assistia a tudo aquilo com uma crescente sensação de inquietação.
13:04— Tem certeza que deveria estar fazendo isso?
13:07Eu perguntei a Sam.
13:09Ele deu de ombros.
13:11A bruxa não disse que não podia.
13:14Balancei a cabeça negativamente e me afastei.
13:18Eu não queria ter mais nada a ver com aquilo.
13:21E foi no dia seguinte que as coisas começaram a dar errado.
13:26A primeira coisa que notei foi na nossa mesa do almoço,
13:30que estava com dois alunos a menos,
13:33Randall Evans e Jack Alcover.
13:36Aliás, o refeitório parecia bem menos barulhento que o normal.
13:40E olhando em volta, percebi que não era a nossa única mesa com alunos faltando.
13:46Quase todas tinham os seus faltantes.
13:49Sam estava ali, mas parecia que não tinha dormido a noite toda.
13:54Sua pele estava ressecada e pálida,
13:57e olheiras profundas marcavam seus olhos cansados.
14:02— Ei, você está bem?
14:04Eu perguntei.
14:05— Estou bem.
14:07Respondeu ele secamente, com a voz mais cansada do que irritada.
14:12— Sério?
14:13Por que você não me parece...
14:16— Fui interrompido por um jorro de vômito verde que saiu da boca de Sam,
14:24se espalhando por toda a mesa.
14:26Todos à volta da mesa se levantaram bruscamente e olharam boquê abertos para Sam,
14:32que havia se levantado e agora cambaleava perigosamente de um lado para o outro.
14:38— É, eu te disse que eu nunca me senti melhor.
14:44Essa foi a última coisa que ele disse antes do seu corpo desabar no chão,
14:49como se fosse papel higiênico molhado.
14:52— Enfermeira!
14:54Eu chamei sem pensar duas vezes.
14:56Enfermeira!
14:57Enfermeira!
14:57Gritei até que a senhora Hutch, a enfermeira da escola, apareceu.
15:02Corria ofegante, com as bochechas rechonchudas coradas.
15:07Ela se inclinou sobre o corpo prostrado de Sam.
15:11Ele gemia baixinho e agarrava o amuleto que estava sob a sua camisa.
15:15A senhora Hutch levantou a sua camisa.
15:18Houve uma inspiração brusca e então a senhora Hutch disse
15:23— Meu Deus!
15:25O amuleto estava sobre o peito de Sam.
15:28Atrás dele, ao redor, a pele havia escurecido.
15:32A senhora Hutch o arrancou do pescoço, quebrando a corrente.
15:37Ela abriu o medalhão e, pela primeira vez na vida, eu a ouvi xingar.
15:43Sam estava morto.
15:45Após desmaiar na escola, a senhora Hutch ligou para o serviço de emergência
15:50e uma ambulância o levou às pressas para o hospital.
15:54Ele não resistiu e faleceu três dias depois.
15:59A causa da morte foi determinada como envenenamento por radiação.
16:05O cristal azul brilhante foi enviado ao departamento de física da universidade local
16:11e identificado como cloreto de césio.
16:15A polícia revistou a cabana da bruxa, mas não encontrou nenhum sinal dela.
16:21Disseram que, a julgar pelo lixo hospitalar em seu apartamento,
16:26ela provavelmente obteve o césio de uma clínica de tratamento de câncer abandonada,
16:33onde os equipamentos de radioterapia não haviam sido descartados corretamente.
16:38Na semana seguinte, mais dezessete crianças foram hospitalizadas.
16:45Quatro morreram.
16:46O restante de nós foi colocado em quarentena e examinados para detectar sintomas de alguma doença por radiação.
16:55Depois de alguns dias, fomos liberados.
16:59A bruxa nunca foi encontrada.
17:02O prefeito e os vereadores concordaram que a história não deveria ser noticiada
17:08por respeito às famílias e que qualquer jornalista que violasse o pacto de silêncio
17:14se provaria um inimigo da decência.
17:17Tenham quase certeza de que eles simplesmente não queriam publicidade negativa.
17:22Eu realmente gostaria que essa história tivesse um final mais satisfatório.
17:27Que a bruxa fosse pega e punida pelo que fez.
17:32Também gostaria que Sam nunca tivesse deixado ninguém tocar naquele amuleto.
17:38E acima de tudo, eu gostaria de nunca ter visto aquela desgraçada daquela bruxa elétrica.
17:44Talvez assim hoje eu levasse uma vida normal.
17:48Ao invés disso, tenho 24 anos e estou sentado no hospital para minha terceira cirurgia de câncer no pulmão.
17:57Se há uma moral nessa história, eu certamente não sei qual é.
18:02Exceto talvez que o mundo é um lugar cruel e perigoso.
18:06Onde às vezes sofremos pelos pecados dos outros.
18:11Enfim, não tenho mais nada a dizer.
18:14Exceto...
18:15É o fim.
18:19Seira tudo, chico de segurança um prazer ou melhor você consegue seguirace querem que eu nasze caliza e Stadtássandras.
18:21É a게 lá que eu tenho medo de deixar a mais optimista.
18:21É o fim.
18:22É a4 Danke.
18:28Enfim, não tenho mais nada a dizer.
18:33Que senão da tonal e a a día em 13 de nobody mais confuso.
18:33Enfim, não tem mais nada a dizer.
18:34É o fim.
18:38É o fim.
18:47Uma claimada, é a situação da vida tal e afíncia de segurança.
19:14Legenda Adriana Zanotto
19:17Legenda Adriana Zanotto
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