- há 5 semanas
Categoria
📚
AprendizadoTranscrição
00:06Eu sou de Minas Gerais, sou de Montes Claros,
00:10e quando eu cheguei em São Paulo, me deparei com uma necessidade muito grande de participar da igreja.
00:19E era exatamente na época das comunidades eclesiais de base,
00:23que tinha um debate muito solidário, social.
00:29Costumo dizer que sou nerd, né? Eu sou superfã de revistas em quadrinhos, eu gosto, é um hobby.
00:34Esses eventos, assim, tanto que o figurino do Batman, eu adquiri, eu comecei a fazer, eu construí isso tudo.
00:42Através dos encontros, né? O pessoal vai dando dica, a gente vai trocando ideia, vai conversando.
00:47E eu sempre fui fã de super-heróis.
00:49Fui estudar numa escola pública aqui que se chama Colégio Municipal Marconi, em 1985.
00:55Lá eu conheço o Grêmio Estudantil.
00:57Eu lembro do capitalismo para principiantes, do Eduardo Novaesco, ali na sexta série.
01:02E foi ali que eu comecei a me organizar, né? Como militante da igreja.
01:07E, em seguida, fui pro partido político, que logo no início dos anos 80 foi fundado,
01:16que é o Partido dos Trabalhadores.
01:27Militei primeiro no Sul, no movimento JS. Naquele período do ensino médio, eu não entendia muito o que era cada
01:34um desses tipos de movimentos.
01:36Então, o primeiro contato meu político foi na quinta série, com o JS.
01:42Depois, com a articulação sindical, já quando estava no Banco do Brasil.
01:47E a gente já fazia debates políticos sobre isso.
01:50Aí que eu sou introduzido, né?
01:52Aos 11, 12 anos, né? O que é direita? O que é esquerda?
01:55Muito antes de ser a matéria, né?
01:58Que a gente vai aprender sem história lá com 14, 15, 16 anos.
02:01Em 2013, eu presidi a juventude dos BRICS e era secretário de juventude do PT do Distrito Federal.
02:07Fui para as manifestações em apoio e solidariedade aos manifestantes de São Paulo que foram agredidos.
02:13Bom, nós fomos para as ruas em junho para destravar uma pauta com o governo federal.
02:19Sou protético dentário. Eu fui para as ruas em junho de 2013 para lutar pelos meus direitos, para fazer a
02:25diferença.
02:26Eu sou o Batman dos protestos, Eron Moraes de Mello.
02:48Todo o esforço, depois do dia 13, foi trazê-los para dentro da prefeitura para negociar.
02:54Porque a violência já estava na rua.
02:57E eles vão ao conselho da cidade.
02:59E aí a gente apresenta os números, explica as consequências da decisão.
03:04Ninguém nem quer saber de nada.
03:06Estava sempre no sentido de tentar construir uma saída, né?
03:12Que não fosse a mera redução.
03:14Até porque eu sabia que a redução não era uma solução para o problema.
03:20Eu voltar atrás ia significar o quê?
03:23Um ano depois, ter que dar um reajuste maior, como aconteceu.
03:29Então eu sabia que a solução não passava por aquilo.
03:31Eu vou fazer dinheiro, com muito orgulho, com muito orgulho.
03:43Vem! Vem pra rua! Vem com a rua!
03:58Tá muito difícil viver em todos os sentidos.
04:03Sustentar a família, sustentar os estudos.
04:10Eu me lembro de, logo no início, nas manifestações na Paulista,
04:16nós tentamos ir, enquanto central sindical.
04:20E nós fomos hostilizados.
04:22Apenas porque viram a bandeira da Central Única dos Trabalhadores
04:26e disseram que não queria a participação da Central Única dos Trabalhadores
04:29e de nenhuma central sindical.
04:31Me lembro também que tinha o começo da participação também
04:36de partidos políticos, como o Partido dos Trabalhadores,
04:40que também foi hostilizado e não aceitou a participação
04:46do Partido dos Trabalhadores e de nenhum outro partido.
05:06Infelizmente, nós vimos depois que não era tão apartidário assim
05:10porque surgiu lideranças do PSDB nessas manifestações,
05:15tanto que no final tinha participação de senador do PSDB,
05:22deputados do PSDB, enfim.
05:42Começou a reunir nas ruas muitas pessoas que se mobilizavam
05:47por um sentimento de descrença na política, né?
05:49Então foi quando começou a surgir com muita força, meio que, tipo,
05:53eu vou protestar contra tudo isso que está aí, né?
05:56Então as pautas eram meio difusas, né?
06:00Então esse negócio da corrupção foi muito forte.
06:03E um sentimento, um sentimento começou,
06:08principalmente quando as manifestações começaram a crescer,
06:13começou também a crescer um sentimento muito grande contra os políticos,
06:17contra a política, contra os partidos.
06:19Essa questão de eu começar a me posicionar para um lado,
06:23porque as manifestações de 2003 começaram pelos 20 centavos.
06:27E a Sininho, aí ficou muito marcada isso para mim,
06:30foi no Jornal Nacional dizer que todo mundo está vindo para a rua
06:35por reforma urbana e reforma rural.
06:38E eu falei, não, as pessoas não estão na rua para fazerem reforma urbana
06:42e nem reforma rural.
06:43As pessoas estão na rua porque estão indignadas com a corrupção.
06:45A gente está tendo uma Copa das Confederações,
06:48estão sendo gastos milhões.
06:50Aquela senhora médica falou, está faltando tudo, hospital.
06:53Aquele vídeo rodou muito com uma médica reclamando,
06:57está faltando recursos, as pessoas estão morrendo,
06:59estão preocupadas com os estádios lá fora.
07:01Então a gente saiu estudos da Veja e de outros institutos
07:05que diziam não sei quantos bilhões são desviados.
07:09Então não se tinha talvez a proporção do que se tem hoje,
07:12do quanto foi desviado.
07:13Eu acho que ainda não se tem a proporção
07:15do quanto a gente foi roubado no Brasil
07:17por diversos partidos.
07:20E naquela época o doutorício falava assim pra mim,
07:21Carla, se mantenha sempre a partidária.
07:33A Delfim é nossa, ahá, uhu.
07:37Ei, Gabriel, agora só falta você.
07:59Vamos sair daqui enquanto ele não vier falar com a gente.
08:03Porque o dinheiro da Copa do Mundo, o dinheiro que foi investido no estádio do Maracanã,
08:07era orçado em 500 milhões de reais.
08:09Sabe quanto foi gasto?
08:11Sabe quanto foi gasto?
08:121 bilhão e 600 milhões.
08:15A gente quer saber que dinheiro foi esse.
08:17Comprar mais 100 mil cadeiras para ficar de reserva?
08:21Cadê essas 100 mil cadeiras?
08:22A gente não tem um hospital.
08:24A gente não tem uma escola.
08:26E agora a gente criou elefantes brancos que não vão servir para nada.
08:31É antagônico que o país do futebol agora não queira ter uma Copa do Mundo.
08:36Mas ninguém quer.
08:37Todo mundo acordou.
08:38A gente quer, na verdade, direito.
08:43Aqui no Rio de Janeiro, eu gosto de falar especificamente do caso do Rio, porque, obviamente, onde
08:48eu estou e que eu vivi mais diretamente.
08:52As manifestações, elas nem começam por conta do aumento da passagem.
08:57Quando tinha 1 milhão nas ruas, tinha 1 milhão de pautas, quase, a gente podia dizer.
09:01Mas depois, assim, houveram aquelas pautas que foram tomando o maior corpo.
09:07Que foram marcando um pouco a tônica do movimento.
09:12O Ocupa Cabral, ele ficava na rota da residência do ex-governador do Cabral.
09:19Começou sendo chamado Delfim Moreira.
09:22E aí, no segundo dia de ocupação, os meninos que estavam mais à frente da ocupação começaram
09:32a ser ameaçados pela milícia.
09:36O Cabral é um miliciano, como todo mundo sabe.
09:39Eles começaram a ser ameaçados pela segurança da milícia do Cabral.
09:45E aí, eles quiseram acabar com a ocupação.
09:48E aí, chegaram novos militantes, eu cheguei nesse momento também.
09:52E aí, a gente passou da Delfim Moreira, que é a principal ali do Leblon,
09:57para a rua mesmo.
09:59A Delfim Moreira, não, não é a principal, é a do Cabral.
10:01Mas a gente passou para a rua do Cabral mesmo, assim.
10:04Praticamente em frente ao prédio dele.
10:21A rua é nossa! A rua é nossa!
10:25O sistema também tá foda.
10:28Bora, Cabral! Bora, Cabral!
10:32Muito obrigado! O seu barulho tá dando resultado!
10:37Primeiro, você tinha uma coisa assim, muito geral,
10:40que era uma coisa muito desorganizada, as pessoas de forma desorganizada.
10:44e sem nenhuma expressão organizada que as reunisse,
10:47simplesmente pela coisa de vem pra rua, se manifeste, faça seu cartaz e tal.
10:51Acho que esse movimento espontâneo existiu aqui também.
11:05Assistindo à invasão da alérgia, quando o pessoal protestando,
11:09teve aquele quebra-pau, o pessoal tomou a casa do povo,
11:12aquela coisa bem emblemática.
11:14Naquele momento que eu tava vendo o jornal, eu falei assim,
11:16caramba, tá acontecendo alguma coisa, tá?
11:19O pessoal acordou, o povo acordou, o pessoal tá indo pra rua, se indignou,
11:23cansou da roubalheira, da corrupção.
11:37E aí eu falei, engraçado, eu tava com a minha mulher, eu falei assim, pô, eu vou pra lá,
11:43próxima manifestação eu vou pra lá.
11:44Aí a mulher olha assim, pô Eron, fala sério, nunca foi em manifestação, cara.
11:48Minha mulher não acreditou, a minha família não acreditou quando eu falei.
11:51Eu falei, não, eu vou.
11:52Aí eu fui pelas redes sociais, fui procurando,
11:54sabia onde é que tava a próxima manifestação, consegui, eu encontrei.
11:58Eu falei, e aí eu fui.
11:59Minha primeira manifestação foi a manifestação na Candelária,
12:02foi a maior que teve, se eu não me engano.
12:04Agora, se não me falha a memória, foi entre dia 20 e 22 de junho.
12:07E a gente tava lá, foi fantástico, foi bastante gente,
12:11foi o início de uma era, né?
12:14Foi o início de uma era de manifestações aqui no Rio de Janeiro e no Brasil todo também.
12:17Era claramente a primeira manifestação em tempos de internet.
12:21Então as convocações e aí, consequentemente, os símbolos, as linguagens, as formas,
12:27seguiam algo novo.
12:29Queriam algo novo e seguiam algo novo.
12:31Tinha uma ética e uma estética também diferentes.
12:54Era um protesto, foi a consequência daquela primeira filmagem do dia 6,
12:59daquela violência absurda da polícia de São Paulo contra o passe livre lá em São Paulo.
13:05E aconteceu aqui, a gente sabia.
13:07E abrir a Copa das Confederações aqui, a gente falou, opa.
13:10O primeiro jogo que teve aqui em Belo Horizonte ia ser dois dias depois,
13:13que foi no dia 17.
13:14E aí nós já saímos pra rua com mais de 20 mil pessoas
13:17e fizemos uma coisa que a gente não imaginava,
13:20que é andar oito quilômetros até o Mineirão, né?
13:21O Mineirão é bem distante da área central, são oito quilômetros de caminhada.
13:25E chegamos na porta do Mineirão,
13:27numa coisa que nem a gente, nem a PM esperava,
13:29com mais de 20 mil manifestantes, né?
13:32E um confronto desproporcional da parte da polícia.
13:53Então nós fizemos um cálculo de efetivo e colocamos praticamente o dobro,
13:58pra que nós tivéssemos, assim, certeza de que teríamos efetivo suficiente
14:03pra qualquer eventualidade que acontecesse.
14:06Só que você planeja e nós pensávamos algo em torno de dois, três mil,
14:10que era o que estava posto que aconteceria.
14:12E naquele dia, ao final do evento, foram mais de 20 mil pessoas.
14:26Uma manifestação bonita, pacífica, direito da democracia, né?
14:31As bombas ali, as bombas de repente, a sessão tá correndo.
14:46E eu confesso a vocês que, ao final de tudo, né,
14:49como responsável pelo policiamento da cidade que era naquele dia,
14:55voltei pra casa, assim, com a sensação que, puxa, deu tudo certo.
15:00Apesar da gente ter descumprido a liminar.
15:02Inclusive, é importante que se diga que em Belo Horizonte
15:04também teve uma centralidade, além do COPAC, da Assembleia Popular Horizontal,
15:08que foi um espaço convocado pelos anarquistas, né, proposto pelos anarquistas
15:13numa reunião do COPAC, né, que era uma ideia de ter uma assembleia de rua
15:18que pudesse conjugar os movimentos que estavam acontecendo de ação direta na rua,
15:23mas também movimentos organizativos, né?
15:25Então, de certa forma, o MST tava participando dessas caminhadas até o Mineirão,
15:32mas o PT, de certa forma, sequer apareceu, né?
15:37Inclusive, o COPAC era formado por uma grande parte de partidos de esquerdas,
15:41independentes e autonomistas.
15:43E a ação da polícia? O que você avaliou? A polícia militar?
15:47Acho que a polícia militar não tava preparada pro que aconteceu.
15:51Teve que se reinventar ali no processo, no sentido de entender que
15:56o que tava tomando as ruas não era pra ser reprimido.
16:00O que tava tomando as ruas era civilidade.
16:03E aí ela tinha uma dificuldade, obviamente, de tentar identificar
16:07de quem ali tava fazendo um protesto dentro das normas constitucionais
16:12e quem, obviamente, tava se aproveitando da multidão pra promover o anarquismo,
16:17que era uma das pautas, obviamente, de 2013.
16:19Havia...
16:20Há gente no Brasil que defende o anarquismo.
16:22Eu não sou uma dessas pessoas.
16:23Mas quando essa turma via a oportunidade,
16:27eu tenho amigos que são anarquistas,
16:30trancaram a faculdade
16:31porque acharam que nós estávamos diante de uma revolução social
16:35que iria subverter o modelo de governo.
16:38E eles falavam, não tem pauta.
16:40A gente precisa quebrar tudo.
16:41E eu acho que isso era um desafio pra polícia, né?
16:45Separar na manifestação quem é que queria, obviamente,
16:48derrubar o Estado Democrático do Direito Brasileiro.
16:57A gente precisa quebrar tudo.
16:58A gente precisa quebrar tudo.
17:00A gente precisa quebrar tudo.
17:06A gente precisa quebrar tudo.
17:11A gente precisa quebrar tudo.
17:13A gente precisa quebrar tudo.
17:15A gente precisa quebrar tudo.
17:16A gente precisa quebrar tudo.
17:18A gente precisa quebrar tudo.
17:19A gente precisa quebrar tudo.
17:19A gente precisa quebrar tudo.
17:19A gente precisa quebrar tudo.
17:20A gente precisa quebrar tudo.
17:20A gente precisa quebrar tudo.
17:22A gente precisa quebrar tudo.
17:25A gente precisa quebrar tudo.
17:27Eu acho que os policiais não estavam preparados para segurar a manifestação naquele momento.
17:35Eles não planejaram bem a proteção do espaço físico da Câmara, né?
17:40Então, foi fácil ocupar.
17:45Serita! Serita! Serita!
17:50Um brilho?
17:51Um brilho?
17:53Serita! Serita! Serita!
17:57Estou muito feliz, como cidadã brasileira, de ver hoje aqui essa juventude sadia,
18:04lutando por um Brasil melhor, por um Brasil livre da corrupção,
18:09por um Brasil que vai fazer toda a diferença nesse contexto mundial.
18:35Esse país precisava de uma revolução e chegamos.
18:39Há um trecho de uma música que fala que somos o futuro da nação,
18:43somos os burguês sem religião e somos os filhos da revolução.
18:48Esse dia é histórico para o Brasil, é uma conquista enorme fazer o que a gente fez hoje.
18:53As manifestações aqui também não tinha, assim, interlocutor, não tinha uma liderança das manifestações,
19:03não tinha uma bandeira específica, não tinha uma bandeira,
19:07às vezes atacava a presidência da república, o presidente do Senado, né?
19:13Algumas indicações gerais, não podia ser sobre transporte, porque aqui nós não tivemos aumento de transporte,
19:20muito pelo contrário, fiz uma licitação de ônibus aqui,
19:24depois de 50 anos, mudei a frota inteira, pela primeira vez na história de ônibus cair aos pedaços,
19:30rodando há 20, 25 anos, e colocamos uma frota toda nova, toda, 100% nova,
19:39então não poderia ser por esse motivo.
19:42No primeiro ato a gente já conseguia ver isso, no ato do Guatemi.
19:45Havia pessoas com bandeiras não associadas à perspectiva do transporte.
19:50Que tipo de bandeira?
19:53Saúde, educação, a perspectiva do combate à corrupção era existente também,
19:57então isso já existia nesse segundo ato, no caso que foi o primeiro grande ato.
20:03No dia 17?
20:04No dia 17, já tinha essas bandeiras, já estavam presentes.
20:06Mas, em grande medida, esse pessoal, inclusive, saiu dentro do processo
20:10quando a gente afunilou as demandas.
20:12Como assim?
20:13A gente teve as cartas de reivindicação,
20:16em grande medida do processo, já passado o terceiro ou quarto ato,
20:20esse pessoal já começou a perceber que a gente tinha um direcionamento.
20:23E as coisas aqui em Salvador acabaram, seguiram rumos absurdos, né?
20:27Porque foi confronto mesmo, tiro de borracha, gás, assim como nos outros lugares do Brasil, né?
20:32As fotos dessa época são muito ricas porque mostram, né, a rua dividida.
20:37De um lado, os manifestantes, do outro lado, a polícia, né, a barricada, etc.
20:43E todo mundo no meio, né?
20:44Então, era apenas um de 20, de 40 mil manifestantes no meio de tudo isso.
20:54O que é isso?
21:22Então, acho que o Brasil passou por um momento em que as pessoas despejaram toda essa carga,
21:31esse sentimento, essa expressão de uma contrariedade a essa ordem até então presente
21:37e foram para as ruas.
21:39Mas é que tá, foram para as ruas sem um foco, sem uma direção e assim seguiram, né?
21:45Você, pouco tempo depois, deu uma entrevista já criticando essa atitude do movimento de junho de 2013, não foi?
21:55O que é que você falou e para quem?
21:57Olha, a minha crítica é sempre no sentido de...
22:06A manifestação de 2013, ela não tinha claro o objetivo da manifestação.
22:13E quando a gente sai para a rua sem um objetivo, sem um propósito, sem uma pauta,
22:20a gente corre o risco de transformar esse movimento num movimento fascista,
22:25num movimento sem responsabilidade.
22:33Aplausos.
22:35Aplausos.
22:49Aplausos.
22:54Aplausos.
22:57Aplausos.
22:59Aplausos.
23:08Aplausos.
23:11Aplausos.
23:15Aplausos.
23:20Aplausos.
23:23Aplausos.
23:31Aplausos.
23:35Aplausos.
23:38Aplausos.
23:39Aplausos.
23:41Aplausos.
23:44Aplausos.
23:45Aplausos.
23:46Aplausos.
23:48Aplausos.
23:49Aplausos.
23:50Aplausos.
23:50Aplausos.
23:51Aplausos.
23:52Aplausos.
23:53Aplausos.
23:55Aplausos.
23:55Aplausos.
23:56Aplausos.
23:57Aplausos.
23:57Aplausos.
23:58Aplausos.
24:02Obrigado.
Comentários