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  • há 2 dias
Transcrição
00:00Este sou eu.
00:02E esta é a Susana.
00:04A nossa vida era perfeita e íamos ter a casa dos nossos sonhos.
00:07Até que um ladrão nos roubou o nosso dinheiro.
00:09Estou a falar do pai dela.
00:12Aí tivemos que viver com a sua família.
00:14Com a mãe da minha namorada, que me quer ver morto.
00:16Com a tia solteirona, que precisa de marido.
00:18Com o irmão, que precisa de um cérebro.
00:20Com os filhos do irmão, que adoravam ter outro pai.
00:22E com o avô, que é o dono da casa e nos quer ver a todos pelas costas.
00:31Este chão os mata.
00:33Nunca um apelido ficou tão bem em uma família.
00:55O que é isso?
00:57Estou a fazer um batido multivitamínico.
01:00Ah, então vais ter uma multidirreia.
01:03Pô, eu estou farta que me estejas sempre a criticar.
01:06Lá porque eu não faço as coisas à tua maneira,
01:08não quer dizer que não faça bem feito.
01:32É isso, mãe.
01:35É isso, mãe.
01:36É isso, mãe.
01:56A CIDADE NO BRASIL
02:21A CIDADE NO BRASIL
03:02A CIDADE NO BRASIL
03:32A CIDADE NO BRASIL
03:34A CIDADE NO BRASIL
03:35A CIDADE NO BRASIL
03:53A CIDADE NO BRASIL
04:27A CIDADE NO BRASIL
04:28A CIDADE NO BRASIL
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05:03A CIDADE NO BRASIL
05:12A CIDADE NO BRASIL
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06:05A CIDADE NO BRASIL
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07:39A CIDADE NO BRASIL
07:39A CIDADE NO BRASIL
07:44A CIDADE NO BRASIL
07:51A CIDADE NO BRASIL
07:58Temos de encontrar alguém que faça um trabalho sujo por nós.
08:02Vamos encontrar uma pessoa que tenha muito tempo livre e seja muito fácil de enganar.
08:06Onde é que vou encontrar esse idiota?
08:10Pois vou passar o dia todinho sem fazer nada.
08:17Já encontramos.
08:32Mónica, diz-me uma coisa.
08:34Nós já não temos roupa para vestir.
08:37Tu não tens uns calções daquele francês com quem tu andaste?
08:40Sim.
08:41Ah, tenho, tenho.
08:42Ah, mas não estão lavados.
08:44Oh, meu Deus.
08:46Basta não estar aqui a mãe para tratar das coisas que é uma tragédia.
08:49Não há outra mulher nesta casa que tenha...
08:51Bem, não é preciso exagerar.
08:53Então, não é preciso tirar um curso para ser boa dona de casa.
08:58Bem, não sei se será bem assim, porque roupa, cozinha, limpezas, é preciso saber isso, não é?
09:05E tu, sinceramente, sem ofensa, não sabes.
09:08Eu? Eu?
09:10Eu sei fazer isso e muito mais.
09:13Quando encontrar o homem da minha vida, eu vou ser a melhor dona de casa do mundo.
09:16Ah, claro, então não vais.
09:18Vais ser a melhor dona de casa do mundo, o mundo inteiro.
09:20Vai, vai.
09:21Olha, eu não preciso que me dejas razão como se fosse maluquinha.
09:23E digo-te mais, eu posso tratar desta casa muito melhor que a minha irmã.
09:27E posso prová-lo quando quiserem.
09:38Mas, senhores, nós estamos numa situação que, em gíria empresarial, se chama uma grande cagada.
09:49O tipo do hotel vai-nos pôr um processo e podemos ser presos por causa disso.
09:53Portanto, nós precisamos de arranjar sanitas novas, ter ideias, ter ideias.
10:00Já sei, já sei, já sei, já sei, já sei.
10:04Já sei.
10:05Já sei.
10:05Já sei.
10:06Já sei.
10:08E então?
10:09Deve ter uma ideia?
10:11Esta aqui teve uma, mas teve um derrame cerebral por causa disso.
10:14Entretanto, estamos tramados.
10:18Ora, aqui está a solução.
10:20Onde é que tu foste arranjar isso?
10:28Mas o que é que tu foste fazer?
10:29Tu és completamente parvo!
10:31Sou completamente parvo, mas fiz mais que vocês.
10:34Não é a altura para discussões.
10:35Vamos ver.
10:36Precisamos é de encontrar uma solução.
10:38A vida é mesmo injusta.
10:39Nós aqui é à procura de sanitários.
10:41Ali à frente há pelo menos 50 sanitas largadas ao abandono.
10:43Isso é irónico.
10:45Onde?
10:46O prédio aí em frente está abandonado.
10:48Onde é que tu achas que eu vou...
10:50Quando a nossa casa bem está ocupada?
10:56Sim.
10:58Sim.
10:58Não.
10:59Não, não, não, não.
11:00Não, não.
11:00Espera, isso é roubar.
11:02Roubar?
11:03Roubar?
11:03Lá está estúpido, Paulo.
11:05Quando é a câmara a vir buscar uns eletrodomésticos, é reciclagem.
11:09Quando sou eu a fazer a mesma coisa, é gatunagem.
11:12Espera aí lá, um pouco.
11:13Uma coisa é a câmara.
11:14Outra coisa somos nós.
11:17Dá para aqui.
11:27Onde é que vocês vão?
11:36Olá.
11:50Recolinha, sabes como é que isto se abre?
11:51Se eu te dissesse para mim, é toda a piada.
11:53Porquê?
11:54Tu achas que eu não vou conseguir abrir isto?
12:03A partir de hoje eu vou-me ocupar desta casa.
12:11Tu?
12:12Ah, mas estás mesmo a falar a sério?
12:16Eu não vejo onde é que está a graça.
12:18Claro que eu estou a falar a sério.
12:19Claro.
12:20Eu sei limpar, eu sei gomar, eu sei...
12:24E inclusive é a cozinha.
12:27Pequinha, diz à Titi, o que é que é jantar hoje?
12:29Um ovinho estrelado?
12:30Desta tarde, é que eu não te quero dar mais trabalho.
12:33E além disso, eu gosto das minhas refeições sem produtos tóxicos.
12:38Esquece, Mónica.
12:39Esquece.
12:41Eu sei muito bem o que é que tu queres.
12:43Sabes o que é?
12:44Se eu fizer tudo cá em casa, tu não tens nada para fazer e perdes o único poder que tens
12:48aqui.
12:49Confessa.
12:50Confessa que isso faz-te ter muito medo de mim.
12:54Muito medo?
12:54Eu estou a tremer de medo de perder o poder e vou agora num instantinho ao cabeleireiro
12:58e perder um bocadinho de poder e visitar as minhas amigas.
13:06Arturo, isto já não se trata de dividas a clientes.
13:08Isto é roubo.
13:09Em plena luz do dia.
13:10Sim, muito bem.
13:10Mais alguma coisa?
13:11Sim, o mais certo é irmos presos.
13:13Muito bem.
13:14Mais alguma coisa?
13:15Não, é tudo.
13:16Então vamos embora.
13:18Vamos embora.
13:23Ei, o que é que estão a fazer?
13:26Este material é nosso.
13:27Ah, é?
13:29Mas porquê?
13:30É simples.
13:31Porque vimos isso primeiro.
13:32Ah, pois claro.
13:33Então não viram.
13:34Estamos aqui a alancar com os anitas, nem vocês chegam aqui com o poupa.
13:37Se calhar, adeus, ó, pai.
13:38Não, mas vamos abrir uma coisa.
13:40Vocês têm algum papel, uma coisa legal que mostre isso?
13:46De momento não.
13:47E vocês, têm?
13:48Ele é esperto.
13:49Ah, é pá, isto há aqui muito dinheiro envolvido neste negócio.
13:54A gente pode fazer um negócio a mais, hein?
13:57Agora já nos estamos a entender melhor, sócio.
14:00E de quanto é que estamos a falar?
14:01Estamos a falar, estamos a falar, estamos a falar com calma.
14:05Porque eu tenho de reunir o conselho de administração da minha empresa.
14:08Que isto não pode ser assim, não é?
14:09E é gente que está espalhada no país.
14:27E é gente que está espalhada no país.
14:50E é gente que está espalhada no país.
15:30Então, minha querida filha, como é que vai essa omelete?
15:32Está quase, pai, quase.
15:33Só falta virar mesmo, quer ver?
15:39Bolas!
15:40Eu não consigo perceber onde é que está a falha.
15:42Oh, querida, a falha deve estar na tua cabeça,
15:44porque não é assim que se vira isso.
15:46Não.
15:46Há muitas formas de virar-me um omelete.
15:48Não tem de ser o teu estilo antiquado, não é?
15:50Por acaso, até tem.
15:52Ah, tem?
15:53Então já me podiam ter dito que já é a terceira que eu deixo cair ao chão.
15:56Olha, e vai alguém comer esses bocados de fiamma?
15:58Oh, pai, credo, recebe a tua Mónica.
16:05Mónica!
16:06Estás uma autêntica dona de casa.
16:09Vou só aqui buscar uma cerveja para beber enquanto espera impacientemente o teu pitel.
16:18Com licença.
16:29Olá!
16:31Mas tem assim um omelete, tem um ar assim estranho, não é?
16:34Não, não.
16:35Isto é um omelete.
16:36Isto são uns ovos mexidos.
16:37À minha moda.
16:38Ai, desculpa, paizinho.
16:40Queimaram-se bem um bocadinho.
16:41Mas foi só um bocadinho.
16:42Vá lá, provem.
16:44Devem estar deliciosos.
16:51Quintinho.
17:02Não está uma maravilha?
17:10Viste?
17:11Com que então eu não sabia cozinhar, não era?
17:13Até lambei os dedos.
17:19Isto não vos sabe a borracha queimada?
17:22Cala-te, disfarça.
17:24Queres acabar com a boa vida?
17:30Querem repetir?
17:32Não, não.
17:33Não, não.
17:34Não, não.
17:35Não está.
17:41Olha, eu à manhã estava a pensar em ir no bar com uma receita minha.
17:44O que tal esparguete com tripas à moda do Porto?
17:51Não, não, deixa dar, deixa dar.
17:53As tripas, dá-me muito trabalho e tu não tens tempo.
17:58É verdade.
17:59Por acaso é verdade, dá-me muito trabalho, dá.
18:00Assim os ovites é mais fácil.
18:02Olhem, então nesse caso eu vou tomar um banhinho para tirar aqui o cheiro dos ovos.
18:06E se precisarem, já sabem, é só...
18:08Eu venho logo, porá?
18:12Isto é de loucos.
18:13É que não há descanso.
18:18Uf!
18:19Vem!
18:27Então, não comem?
18:28Não têm fome?
18:29Não, olha, olha, por acaso, sabes o que é que se passa?
18:32É que eu hoje lanchei tão bem que eu acho que um bocado bom e fico cheio.
19:07Ah, café!
19:09Eu bebo um café e fico logo um homem feliz.
19:12Olha, depois de sobrar algum guarda, quer para eu pôr esse café nas duradiças.
19:16O quê?
19:17O que é que os seus pais a dizer?
19:18Oh, Arthur, Arthur, diz à tua mulher como é que está o café.
19:21Não está bom?
19:27Eu, eu...
19:28Há muito tempo que eu não bebo um café tão cremoso.
19:32Tu devias aprender a fazer-lhe assim.
19:35Tia Mónica, o que é que tu fizeste?
19:37Esta camisa era branca.
19:38Tu não fales assim com a tua tia, hein?
19:41Tinhas uma camisa branca, agora tens uma camisa cor-de-rosa, que é a cor da moda.
19:46Todos os portugueses importantes têm no seu guarda-fato uma camisa cor-de-rosa.
19:51Olha as tuas calças novas aqui, hein?
19:54Gostas?
19:55Mónica, é com todo o respeito que eu digo isto.
20:00És completamente inútil!
20:02Não admira que tu não consigas arranjar o marido!
20:05O quê?
20:06Depois de vos ter feito tudo?
20:08Mas faças tudo mal!
20:10Acabou-se!
20:11Acabou-se!
20:12Agora a partir de hoje quiserem trabalhar em vocês.
20:14Eu estou farta, farta de estourar os meus dotes, dona de casa, com um bando de ingratos!
20:42Não adianta!
20:43Eles estão farta, farta de estourar os meus dotes, mas o gajo do hotel diz que se gostar do material,
20:48retira a denúncia.
20:49Portanto, vamos lá ver isto a brilhar, a brilhar, que ele está quase a chegar.
20:54Mas é a missão cumprida.
20:55Até se pode comer nestas sanitas.
20:57Não dá muito jeito, mas consegue-se.
20:59Sim, eu tenho orgulho em ti, filho.
21:02É verdade.
21:03Obrigado, filho.
21:04Está quieto, o que é que elas a fazer é termo a essas mãos.
21:06Ó, Arturo, eu sei que sou acionista da empresa, mas limpar sanitas não é comigo.
21:12Eu nasci para ir a reuniões, para atender telefonemas,
21:16mas, olha, dar conferências de imprensa, isso é que eu, é mesmo comigo, a sério.
21:19Eu compreendo, eu compreendo.
21:21Mas tu tens de perceber que há mais vida para além das ações.
21:26Tu tens de ganhar currículo, tens de ganhar mundo, ver coisas, fazer outras coisas.
21:32Eu às vezes até fico preocupado com essa coisa de tu só pensares no mundo da alta finança, rapaz.
21:37Não, não, não, não, não é isso.
21:38Eu me preocupo com tudo, mas...
21:40Ah, então menos conversa e mais esfragona.
21:42Vá lá, o homem está aí quase a chegar.
21:48Então, rapaz, o que é que te aconteceu, hã?
21:50Estás bem?
21:51Tu desculpa lá, eu ontem ter te deixado com aqueles máfios.
21:54É pá, mas eu preocupo-me muito contigo, hã?
21:56Eu preocupo-me contigo, mas tens de compreender, eu preocupo-me muito mais com os sanitas, não é?
22:01Estás bem?
22:02Estou, estou, estou, estou um bocadinho caçado.
22:04Contei por mim, estava a correr na A5, não podia fazer a inversão de marcha.
22:08Tive de continuar, até à portagem.
22:10Foi aí que ela, ela disse...
22:11Pois, é pá, mas então, olha, dá-lhe uma ajuda na limpeza, que o homem do hotel está aí quase
22:16a chegar.
22:16Vai, vai.
22:22Ilustríssimo senhor Torres, meu amigo, aqui tem o seu material.
22:27Aqui está, é de uma linha clássica, são sanitas clássicas, portanto.
22:32Clássicas, portanto, a mim parecem velhas.
22:35Velhas!
22:39Velhas, velhas!
22:40Senhor Torres, os Jerónimos também são velhos e, no entanto, todos os anos há milhares de turistas que vêm ver
22:47os Jerónimos só por causa da idade.
22:48Sim, sim, o senhor Doutor é capaz de ter razão, mas estas parecem-me usadas.
22:52Usadas? Usadas? Exatamente, usadas!
22:55O senhor sabe lá o trabalhão que nós tivemos para dar este aspecto de usado.
23:01Eu juro pela saúde dos meus filhos que este é material novo, impecável.
23:05Agora, se o senhor percebe mais decenitas do que eu, senhor...
23:07Não, não, eu não queria ofender, senhor.
23:09Ah, mas já ofendeu, percebe? Sabe o que é que eu lhe digo? Já não vamos fazer o negócio.
23:13Filho, traz um cheque...
23:15Não, não, não, não, não, vamos bater calma, não, trata-lhe.
23:18Não, vamos ter calma, vamos ter calma, eu vou ficar com o material, eu passo-lhe o cheque.
23:26Alô, tudo bem?
23:29Tem um sítio onde eu posso falar em privado?
23:30Ah, com certeza. Por aqui.
23:34É como se fosse seu, senhor Torres. Seja à vontade.
23:42Ai! É a polícia a apanhar-nos.
23:45Filho, tem calma, tem calma.
23:47Ouve, deixa-me aqui tratar deles e tu vai lá dentro
23:49e usa todos os teus talentos para não deixares o Torres ver o que se passa aqui.
23:53Vai lá. Usa tudo, tudo.
23:59Ilustríssimos agentes da autoridade. Como estão?
24:03Vieram por causa da loja dos chineses aqui ao lado, não é?
24:06Amor, não precisas de te arranjar muito pois não vais ficar a pesquisa há muito tempo.
24:12Sei lá, isto aqui é uma conversa privada.
24:14Eu estou a criar uma ambiência para estar no engato à vontade. Eu não sei nada.
24:18Amor, eu já te ligo.
24:20Oi? Não pode sair. Pode sair.
24:23Mas eu deixei o livro de cheques lá fora. E?
24:26E agora vou buscá-los.
24:27Não vai buscar nada. Deixe-se saber que está aí tão bem.
24:30A sua cara não é nada estranha. Eu conheço a sua cara.
24:33Onde é que eu conheço a sua cara do clube ténis do Estoril?
24:36Não.
24:36Não.
24:38E ninguém se mete com eles porque eles ainda por cima sabem como que foi.
24:43Está a falar de quê?
24:44De... De... De...
24:46Não sei. Vocês é que vieram cá.
24:50Não. A polícia. Já sabia. Já sabia que nos iam apanhar.
24:53Mas para apanhar ninguém aqui está a falar em apanhar então.
24:55A polícia. Nós só queremos perguntar a essa carrinha que está lá fora em pedir a passagem à vossa.
25:05Já sei. Da reunião anual do clube dos bigodes.
25:09Só vai. Eu não tenho bigode. Você não tem bigode. Eu nunca ouvi mais gordo. Com licença.
25:13Eu não o posso deixar sair. Senão liga a sua mulher e digo que ouviu a falar com uma prostituta.
25:19Eu estava a falar com a minha mulher.
25:23Ela é bem simpática. Como é que ela se chama? Se calhar...
25:27Se calhar conhece a sua mulher. Ela joga ténis.
25:29Ou ela se calhar faz parte do clube dos bigodes.
25:32Ouça lá. Deixe-me sair de vagas por todas.
25:33Eu não o posso deixar sair. Está ali a polícia.
25:37A polícia. E a polícia está a fazer aqui o quê?
25:43Eu explico.
25:51E então? Vamos fazer o nosso negócio?
25:53Com quem então? Queria vender-me sanitas usadas.
25:56Usadas? Usadas lá que estava você, homem.
25:59Mas quem é que lhe disse uma estupidez dessas?
26:01Este aqui contou-me tudo.
26:08Mas porquê que tu tinhas de lhe dizer a verdade?
26:11Ficaste sem tema de conversa.
26:13Eu pensei que se lhe contasse a verdade ele não ia acreditar.
26:16É incrível. Nunca ninguém acredita em mim.
26:18E este foi a ir acreditar.
26:25E agora o que é que vamos fazer com isto?
26:28Não se fosse papel higiênico?
26:30Eu pensei que talvez podia...
26:31Tu estavas a calar.
26:33Isso.
26:34Descarrega em mim.
26:35A ideia foi aqui do Lapardanas.
26:36E não era má ideia.
26:37Sobretudo se o teu pai não tivesse gasto...
26:39Já cá faltava. Já cá faltava.
26:42Eu é que sou o grande empresário.
26:44Eu é que sei quando é que o negócio dá e quando é que não dá.
26:47E este é o tipo de negócio que se vê louco que não dá.
26:52Desculpem, é aqui que vende sanitários, certo?
26:55Desde 1890.
26:59Veja, está já faltado?
27:02Tu vais assistir, filho, ao nascimento de uma nova empresa.
27:06Armasa S.A. Sanitas e B10.
27:10Eu gosto desta coisa de vender sanitários.
27:13E aqui vai a dona de casa mais bonita do mundo.
27:16Se estão a pensar que eu vou cozinhar, podem tirar o cavalinho da chuva.
27:19Glória.
27:20Os homens desta casa foram à caça e...
27:24Uma presa.
27:25Já não era sem tempo.
27:27Homem, podias fazer aquele cabrito assado com batatinha à murro tão bom?
27:30Podia, não podia.
27:32Uns ovinhos estrelados e umas batatas e já gozam.
27:34Glória, vá lá, não fiques assim.
27:36Olha, eu vou-te oferecer um presentão.
27:40Ah, vais? O quê?
27:41Uma sanita estilo clássico.
27:45Hã?
27:45Tens sempre que estragar tudo.
27:47Glória, vá lá.
27:49Eu não percebo a tua mãe.
27:51Aliás, nunca se consegue perceber as mulheres.
27:54Ai, não. Isso é que era só eu. Já podias ter.
28:00Graciado só sobrevive se for operada já a seguir em laços de sangue.
28:06Depois estreia a nova novela araguaia que junta atores consagrados como Lima Duarte, Regina Duarte e Edson Celular.
28:13E é uma nova geração de que faz parte Cleo Pires, filha de Fábio Júnior e de Glória Pires.
28:18Lima Duarte interpreta um rico e desonesto guiador de gado e Regina Duarte dá vida à sogra de Estela.
28:24Estela é a última representante de uma tribo índia. Estela é a protagonista da novela, personagem de Cleo Pires, filha
28:32de Fábio Júnior e de Glória Pires.
28:33No início da novela, Estela é casada com Fernando. Porém, algo de muito grave, que para já não posso revelar,
28:39algo de muito grave acontece com o Fernando, que faz com que Estela se acaba por envolver com o seu
28:44enteado, ou seja, com o filho do marido.
28:47Aproveito ver então a Araguaia a estreia logo a seguir a laços de sangue.
28:51E depois temos Passione quase a chegar ao fim. Aproveito para ver e ao fim da noite temos ainda a
28:59nova temporada de CSI Las Vegas.
29:02Fica com a sua SIC em família. Boa noite e aproveito bem a primavera. Até já.
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