- há 14 horas
A Nação Zumbi segue na ativa nos dias de hoje e o episódio caminha por alguns dos segredos dessa longevidade, como os trabalhos paralelos dos integrantes da banda e os intervalos entre os discos.
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AprendizadoTranscrição
00:11O que é isso?
00:32O que é isso?
01:10O que é isso?
01:28O que é isso?
01:34O que é isso?
01:47O movimento Mangue foi muito plural.
01:49Aí ele trouxe, a pessoa que veio aqui buscar Chico Sá, você chegou no Osa do Pinho,
01:53viu a Devotos do Ódio, viu o Maracatu Estrela Bilhante, o Ilê de Guebá, os Caboclinhos.
01:58E a gente sempre teve isso, sempre teve orgulho do bairro onde mora, da cultura daqui, mas você vê essa
02:04cultura saindo para o Brasil todo, você vê documentários até de fora do país, vindo aqui filmar com as atrações
02:11culturais do bairro, isso foi importante porque rolou aquela identificação que existia, mas existia em termos do bairro.
02:18E elevei minha alma para passear.
02:48Muito obrigado.
03:05Tive a chance de entrar em uma sala onde gravavam com as orquestras e tal, uma sala maior, pé direito
03:11gigante ali e tal.
03:13Cara, é difícil dizer isso, atravessar aquela faixa ali e entrar no bairro de importância do bairro, né cara?
03:21Foda, muito foda.
03:24E você entrar no estúdio, voltar para o hotel, pegar o avião, voltar para casa e ainda não crer que
03:33se gravou alguma coisa em algum momento no bairro ali.
03:35A gente sequer alardeou isso em momento nenhum, a gente ninguém viu isso ainda naquela época, mas o registro foi
03:42foda, muito foda entrar ali, a vibe do lugar assim, sabe?
03:49Chegar, poder conhecer, olhar e relembrar todo o que a gente curte das histórias de lá, não só em relação
04:00aos Beatles, mas enfim, ser um lugar icônico assim,
04:05então a gente poder chegar, olhar e ir naquela rua onde os caras fizeram aquela foto clássica, enfim, todo esse
04:12frisson em relação à história do lugar.
04:15A gente ficou três dias na França, em Paris, num intervalo, porque era mais barato, foi isso.
04:20E aí a gente veio da França para a Inglaterra, já sem hotel, porque a gente ia gravar e ia
04:26direto para o aeroporto para voltar para Recife.
04:28Então a gente chegou de Malicuia no Abbey Road, como sempre, os retirantes, eternos retirantes.
04:35E todo mundo olhando para a gente, quem sou esse maluco?
04:41Quando eu saí para tomar um café, estava a Orquestra Sinfônica de Londres, eles estavam gravando no estúdio que é
04:48gigante lá atrás, eles estavam todos no café.
04:50Foi a hora que eu fui tomar café também, e foi ótimo, porque aí eu pedi um café, aí um
04:54cara chegou do meu lado,
04:56você é de onde? Eu sou do Brasil, eu comecei a conversar com esse cara, o cara da Orquestra Sinfônica,
05:00daqui a pouco estava eu e dez caras da Orquestra, a gente conversando, rindo, tomando café.
05:07Os Beatles, sim, nossa, eu passava três vezes na rua, que era de frente ao estúdio, que virou ponto turismo,
05:17né?
05:18Então eu ia voltar, ia voltar, voltar, porque eu tive, nossa, é um prazer demais.
05:25Mas eu não atravessei a faixa clássica, não tem foto minha, descalço na faixa, não atravessei a faixa.
05:36Para mim foi um momento único de reflexão, assim, eu não quis ficar preocupado com tirar uma foto no balcão,
05:49tá entendendo? Cada um tem sua, né? O meu momento lá foi de respirar fundo e aproveitar estar lá.
05:59E a primeira coisa que eu entrei no banheiro, quando eu entrei, que eu fui tomar um banho,
06:05porque a gente chegou de viagem, aí eu olhei para o vaso e disse, puta merda, Paul McCartney,
06:10os caras cagaram aqui do caralho, vem a berda que eu pensei.
06:17É o sonho, cara, é o sonho.
06:20É que eu volto como aquela coisa, eu não imaginava, eu não imaginava,
06:27dentro da comunidade do Peixinho ou aqui, nunca imaginava que um dia,
06:31eu vi assim, eu nunca imaginava que um dia estaria naquele lugar.
06:44Toda vez que você vai ver o show do Nação do Milho, você fica com a expectativa,
06:49porque você sabe que vai ser bom e mesmo assim, na hora que você está vendo,
06:52você se surpreende com o som, com a potência, com a qualidade, com as letras.
06:57Sempre é uma experiência maravilhosa, sempre vale muito a pena e sempre é surpreendente mesmo.
07:04Quando apaga a luz, a plateia já está ali, excitada, querendo ver.
07:09As pessoas já sabem que vão assistir um show poderoso.
07:12Primeiro porque tem aquela coisa da percussão que é muito, assim, ela é muito envolvente,
07:17aquilo é muito mântrico, trabalho de baixo, de grooves, do dengue, aquilo ali, muito poderoso.
07:23E eu acho que eles conseguiram manter o universo de assuntos deles.
07:30Estão comendo o mundo pelas beiradas
07:36Voendo tudo, quase não sobra nada
07:41Respirei fundo, achando que ainda começava
07:46No grito do escuro, me encontro senhora marcada
07:51Ontem eu tive esse sonho
07:55Nele encontrava com você
08:02Não sei se sonhava o meu sonho
08:06Ou se o sonho que eu sonhava era seu
08:12Um sonho dentro de um sonho
08:16E eu ainda nem sei se acordei
08:23Desse sonho que era imagem e som
08:26Pra saber o que foi que aconteceu
08:44Hoje de manhã eu acordei sem imagem e sem som
08:53Um sonho dentro de um sonho
08:56Um sonho dentro de um sonho
08:57E eu ainda nem sei se acordei
09:03Desse sonho que era imagem e som
09:07Pra saber o que foi que aconteceu
09:14Ontem eu tive esse sonho
09:17Ontem eu tive esse sonho
09:18Nele encontrava com você
09:23Não sei se sonhava o meu sonho
09:28Ou se o sonho que eu sonhava era seu
09:52E eu ainda nem sei se acordei
10:18O fato da nação zumbi estar até hoje na ativa,
10:22produzindo e produzindo muito bem a sua música,
10:26certamente passa por uma boa administração,
10:29uma boa gestão, aliás, do seu próprio negócio,
10:32da parte emocional, da parte artística, da parte operacional.
10:37Daí tem uma inteligência de dar um intervalo entre os discos
10:41para que os outros elementos consigam fazer aquilo que tem que fazer,
10:45os seus trabalhos solo,
10:48quando você vai envelhecendo, seus interesses vão aumentando,
10:51você vai querendo fazer mais coisas.
10:52É o contrário do que se dizia antes.
10:54A gente não conhece Jorge pela música, pela nação zumbi,
10:57e tal, mas quem não conhece ele desse lado de desenho,
11:01ele desenha muito.
11:02A capa do primeiro disco do Café Preto, Amarelão,
11:05a capa é de Jorge do Peixe,
11:06é um desenho muito foda que ele fez.
11:08E eu acabei de ganhar um livro que ele fez também,
11:11tem várias ilustrações dele.
11:13Então o cara que desenha, como ele desenha,
11:15logicamente ele começa a escrever também muito foda.
11:30E aí
11:31E aí
11:43Música
12:07Jorge do Peixe com o Baião Granfino, acho que é um disco também que ele se encontrou
12:12juntando essas duas coisas, de ser o intérprete, mas também de colocar a música do repertório
12:22do Luiz Gonzaga muito próxima do que ele também construiu, do que ele acredita, de
12:29se apropriar um pouco daquelas canções com todo o respeito, mas também de trazer ela
12:36para o... é o tal do modernizar o passado, que o nosso amigo já dizia, e acho que ele
12:42fez isso com uma banda também muito bacana, com pessoas que souberam traduzir musicalmente
12:48o que ele queria com esse disco, adoro também, acho fantástico isso.
12:54O Jorge do Peixe, que é um cara de uma elegância, assim, incrível, eu adoro o cara, ele tem
13:02uma voz muito claçuda, é um cara que não está se abrindo, dando risada para todo mundo,
13:09aparecendo nos jornais, fazendo buchicho, um cara totalmente low profile, sabe, na dele,
13:16você percebe que tem uma seriedade no projeto de vida.
13:21Ele, que é um grave muito foda, que para mim é um dos graves mais fodas, assim, do Brasil,
13:25é o de Jorge, que eu digo até que ele tem que explorar mais.
13:27Quando você dá um tempo a um artista, a um músico, a um cara que, independente da arte que ele
13:32esteja fazendo,
13:32quando você dá um tempo para ele criar, ele vai longe, quando você dá força também, ele vai muito longe.
13:37E eu acho que o público começou a dar essa força à nação.
13:42O papel ali do Toca é de, sei lá, da individualidade dele enquanto Ogã, enquanto, sabe, isso tudo,
13:53acho que começa a florar mais também na nação, sabe, todo mundo começa a reverenciar mais ele, sabe.
13:59O Corre, assim, fora da Nação Zumbi, sempre eu tive projeto.
14:04Teve projeto Nação Ogã, Nação Mulamba,
14:08Teve projeto Ação Peixinho, que é uma ação que eu fiz,
14:14que o mestre Naná viu, eu tocar o hino nacional, dentro de 40 batuqueiros,
14:20eu fazer tocar o hino nacional, que Naná chorou.
14:41A Nação Zumbi tem essa característica principal, os tambores gravosos, graves, e o baixo fica brigando ali no meio.
14:49Mas o Dengue faz uma costura genial, genial, sem ser aquele cara que põe nota demais,
14:59mas ele tem sempre uma melodia boa, tem sempre uma costura entre os tambores e a bateria.
15:06Ele é um cara genial do baixo, com pouca coisa ele diz tudo, assim.
15:14Realmente é uma coisa difícil de você ver aqui no Brasil.
15:17Normalmente o baixista quer mostrar serviço, mostrar que toca a beça e tal.
15:21E o negócio é você ter a função certa na sua banda, né?
15:25Fazer o seu papel ali dentro.
15:27E ele cumpre como acho que ninguém poderia fazer perfeito.
15:33Essa é uma melodia.
15:39Essa é uma melodia.
15:41No baixo.
15:43Maestro Dengue.
15:50Marisa foi massa.
15:52Foi uma experiência que eu nunca tive, falando, claro, da minha ótica,
15:59que era acompanhar mesmo alguém, sem eu ser dono da banda.
16:05E eu lidei muito bem com isso, porque eu adorei, na verdade, sem problema nenhum.
16:09Eu não tinha que resolver nada.
16:11Eu não tinha que chegar primeiro e sair por último.
16:13Eu não tinha que segurar a bronca e briga de ninguém.
16:17Eu não tinha que saber o repertório, fazer repertório.
16:21Eu só tinha que estar lá na passagem de som, tocar na hora que tinha que tocar,
16:27ir para a luz onde tinha que ir, ficar de preto lá atrás escondido
16:33e ter a companhia de Marisa, que é ótimo.
16:38Por que o apelido Mestre Chão? Vem de onde?
16:41Acho que foi toca que botou.
16:42Acho que você pergunta a ele se ele conseguiu explicar.
16:47Sempre é o capitão, né?
16:52Tudo na vida tem que ter alguém que, opa, para poder dirigir,
16:56aqui não, ali não, aqui sim, ali vai, aqui não vai.
16:59A musicalidade dele é chão.
17:02É um baixo, quando ele toca, é um baixo limpo, explicado.
17:08Limpa todos os músicos que tocam um baixo, explicado.
17:11Mestre de chão, além de ser...
17:14Porque ele traz para nós.
17:17Tome.
17:19E siga.
17:21Então quando ele puxa,
17:23quem quiser acompanhar ele vai.
17:25Então ele não mexe no baixo.
17:27Liga, liga, liga, liga.
17:30A Rainha da Ciranga, Liga de Tamaracá.
17:33Liga, Liga, Liga, Liga, Liga.
17:58O meu São Jorge, quando eu entrei sua casa,
18:03E pé descalço, porque tem medo do alto.
18:08O meu São Jorge, quando eu entrei sua casa,
18:13E pé descalço, porque tem medo do alto.
18:18A história da música é feita também dos lugares onde ela é feita.
18:22Você cria uma geografia musical.
18:24Pernambuco sempre teve uma imagem, assim, para o Brasil, como um lugar de muita cultura.
18:33Primeira vez que eu vi, de fato, uma coisa brasileira com um peso de rock foi o seu Valença.
18:38Essa diversidade que a Nação Zubi tem dentro do grupo, cara, é uma coisa muito pernambucana.
18:44Eu acho que a gente é muito inquieto.
18:46Os caras fazendo banda, como o Los Ebozos,
18:49Justiço, que é muito foda também.
18:51Cantando música de outra galera, que a galera faz isso também.
18:54Eu acho que a gente não se baixa, assim, quando a gente está fazendo nossa música.
18:58A gente está cada vez mais querendo explodir com outras coisas que a gente curte, que a gente gosta.
19:04E a Nação Zubi é isso.
19:05Eu acho que os caras não conseguem estar parados.
19:08Quando você passa um tempo fazendo o que você gosta pra caceta, assim,
19:11que você já sabe que aquilo ali está formado, que você já tem uma ideia daquilo,
19:14você começa meio que a querer se meter em outras histórias, velho.
19:17Os shows do Cebozos no Circo Ovoador sempre foi um acontecimento.
19:21Acho que eu vi uns dois ou três.
19:24É um acontecimento porque, assim, as pessoas vibram com essas versões, né?
19:31Porque elas já conhecem o repertório,
19:33mas elas ganharam uma outra assinatura.
19:35Como se você juntasse o DNA de uma banda que já é consagrada com as músicas de Jorge Bem.
19:47Mesmo as que não são as mais famosas, né?
19:50Eles pegam também o lado B, que é difícil falar em lado B do Jorge Bem.
19:54Mas, enfim.
19:55Mas não são só os mega sucessos e tal.
19:58E você vê que eles transformam numa outra coisa, né?
20:01Então, eu acho incrível esse trabalho.
20:03Acho que eles conseguem dar uma cara nova e imprimir também uma assinatura muito própria
20:09pra essas versões.
20:10O que me salvou muito pra aprender a cantar foi o Cebozos.
20:14Eu cantando em vários tons pra baixo Jorge Bem, né?
20:19As métricas de Jorge Bem não são fáceis.
20:24O timbre dele é autista, eu não podia dar os falsetos dele.
20:27Então, baixou-se os tons, né?
20:29E até hoje, pra mim, é um aprendizado, cara.
20:32É difícil.
20:33Você acha que foi fácil cantar a Luiz Gonzaga?
20:36Não.
20:36Não é fácil, cara.
20:38Trazer pro meu tom.
20:39E você acaba imprimindo o seu RG musical, né?
20:43Seja o Três na Massa, que era o projeto que eu tinha com Dengue e Ricard.
20:49O Lúcio tinha um maquinado.
20:52O Jorge tava fazendo capas de disco.
20:56E aí tinha o Luiz Cebozos.
20:57As ideias são muitas e elas vão fluindo, elas não param de fluir.
21:03Então, elas revertem todas pra nação.
21:05A nação não cabe.
21:07É só se a gente fosse lançar um disco por ano.
21:10A criatividade de todo mundo.
21:12Na verdade, teria que lançar dois ou três por ano.
21:19Tô aqui em São Paulo.
21:21Aqui eu consigo trabalhar, aqui eu consigo desenvolver minhas ideias.
21:26Atualmente eu tenho trabalhado com trilha sonora, que é uma coisa que eu já fazia há muito tempo.
21:30A primeira trilha que eu fiz foi o Baile Perfumado, ali ainda no começo dos anos 90.
21:35Depois eu trabalhei com o Claudio Assis, trabalhei com o Walter Salles, trabalhei com vários outros diretores.
21:40E aí quando veio esse momento da pandemia aí, eu achei que eu perdi a vontade de querer ficar viajando.
21:51Eu já conheci o mundo pra caramba, a gente já viajou pra tanto canto.
21:54E eu tô adorando, cara.
21:55Eu acho muito legal que agora eu posso participar muito mais ativamente da vida da minha família,
22:01de estar presente nesse sentido, sabe, nos finais de semana, de poder ver um show, de poder ir a uma
22:08festa.
22:09Eu tava curtindo muito fazer outras coisas, tava curtindo muito o trabalho de produção.
22:16Então eu não queria, de forma nenhuma, atrapalhar a banda.
22:19Não era nada, assim, especial em relação à banda.
22:25Era uma vontade de partir pra outras viagens mesmo e isso me fez muito bem, assim.
22:34Cara, é divertido e é difícil.
22:37É divertido porque a gente se gosta e, naturalmente, pessoas saem, pessoas entram.
22:45Quando isso acontece, geralmente rola um tempinho de adaptação.
22:50Mas o grupo da Nação Zumbi, em geral, é muito receptivo e aceita.
22:56Caso alguém sai por qualquer motivo, a pessoa que entra rapidamente pega o ritmo, né?
23:03A gente fez isso, por exemplo, já lá com o Pupilo.
23:08Na verdade, isso é inevitável que aconteça. As bandas mudam, né? E vão e vêm.
23:12O Fruciante entra no Chili Peppers, sai do Chili Peppers, entra no Chili Peppers.
23:17E aí o Dave Navarro veio e não sei quem. Várias outras bandas são assim.
23:21É... faz parte de uma história quando ela dura muito, né?
23:34E aí o lado ou oi, oi de amor, oi de amor, oi de amor, oi de amor, oi de
24:01amor, oi de amor...
24:05Foi de amor, droga mas que letal
24:08Quando não mata, aleja a paz desse temporal
24:13Foi de amor, droga mas que letal
24:16Quando não mata, aleja a paz desse temporal
24:22Foi, foi de amor
24:27Foi de amor
24:30Foi de amor
24:34Não tem nem contraindicação
24:38Dependendo da dose, acelera e racha o coração
24:42Não tem nem contraindicação
24:46Dependendo da dose, acelera e racha o coração
24:50Foi, foi de amor
24:56Foi de amor
24:58Foi de amor
25:13Uma pequena conta, acelera e racha o coração
25:28E não foi com falta de aviso
25:32O fogo de malha acendeu
25:34O quanto viu já queimou
25:36Foi de amor, droga mas que letal
25:39Quando não mata, aleja a paz desse temporal
25:46Foi de amor
25:51Foi, foi de amor
25:56Foi, foi de amor
25:56Foi, foi de amor
25:56Foi, foi de amor
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