- há 14 horas
O episódio final destaca os motivos da Nação Zumbi ter se tornado uma banda atemporal e relembra a trajetória e as influências de seus integrantes.
Categoria
📚
AprendizadoTranscrição
00:28Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:51Legendas Pedro Negri
01:29Legendas Pedro Negri
01:43Legendas Pedro Negri
01:45Legendas Pedro Negri
02:01Legendas Pedro Negri
02:14Legendas Pedro Negri
02:31Legendas Pedro Negri
02:40Legendas Pedro Negri
03:01Legendas Pedro Negri
03:15Legendas Pedro Negri
03:33Legendas Pedro Negri
04:03Legendas Pedro Negri
04:14Legendas Pedro Negri
04:37Legendas Pedro Negri
05:01Legendas Pedro Negri
05:29Legendas Pedro Negri
05:42Legendas Pedro Negri
06:03Legendas Pedro Negri
06:36Legendas Pedro Negri
07:10Legendas Pedro Negri
07:12Legendas Pedro Negri
07:59Legendas Pedro Negri
08:14Legendas Pedro Negri
08:45Legendas Pedro Negri
08:59Legendas Pedro Negri
09:15Legendas Pedro Negri
09:38Legendas Pedro Negri
09:39Legendas Pedro Negri
09:47E a troca de música normal do colégio,
09:50de vinil de Iron Maiden pra lá, do pra cá,
09:52e daqui a pouco alguém chega com o James Brown, não sei o quê.
09:56E aí a gente foi ampliando, normalmente, a cultura de escutar várias coisas.
10:03Tinha um cara, Eduardo, que morava lá na Inocop,
10:06ele só ouvia pós-punk, era ótimo,
10:08porque tudo do pós-punk que a gente queria saber
10:10era só ir na casa de Eduardo que ele tinha.
10:13Ele tinha tudo, todas as novidades dessa área do rock.
10:17Tinha os caras do heavy metal, era bigode.
10:20Ah, Léo, eu.
10:32A faculdade que eu fiz, musicalidade,
10:35não tenho prazer de falar, né,
10:36que eu sou o tipo, não sou eu,
10:39como outro músico aí, Ogan,
10:41nós temos o prejuízo de ser diferente, não de fazer.
10:44É porque nós temos, nós somos escolhidos
10:48de ser um Ogan pra tocar,
10:51pra ziv, ziv e ziv e tocar,
10:53porque estão aqui vocês.
10:58Então, eu sou o Ogan, que a gente bate no coro,
11:00eu sou o Ogan do coro, canto e chamo.
11:03Olá, boiadeiro, eu tô no samba rasgado.
11:07Olá, boiadeiro, eu gosto do samba animando.
11:10Aí chega o boiadeiro aqui na terra,
11:12mas eu tô lá tocando e cantando.
11:15Oxi!
11:18Já tô me canidatando, meu filho.
11:21Já estou me canidatando aqui, ó.
11:24Como que tá?
11:25Já tem equipe.
11:26É tempo, hein?
11:27Tudo bom, meu querido?
11:30Beleza.
11:30A gente se encontrava muito na Discoçauro.
11:33Carlinhos Lampa.
11:35Carlinhos.
11:35Irmão de Carlinhos, amiga nossa.
11:37É, exatamente.
11:38Ele era a ponte, né, de trazer os discos da gringa e tal.
11:42Fazia plantão na Discoçauro, né, cara?
11:43Fazia plantão.
11:45Fugaz e tudo isso, fuguês, essas bandas da época.
11:46Eu conheci o Sonic Uf, eu conheci a partir daquilo ali,
11:49com o Mabuzi me apresentando.
11:51Roger e tal, eu, quando eu escutei, eu disse,
11:53meu, o que é isso, cara?
11:55Aquelas ditadas.
11:55Eu lembro do Saffer Ossa, do Pixies, cara.
11:58Esse disco, caralho, quando chegou na mão de Mabuzi,
12:00em vinil, acho que é comprado até lá, inclusive.
12:04Lá nos 80 pra 90 ali,
12:06estileto lançou muita coisa na época.
12:08Estileto, cara.
12:09Morda, era umas coisas.
12:09Agora você falou uma parada.
12:10Defol, era coisa que não chegaria aqui por outras vias.
12:14Tanta gente lá, o próprio Fred, Renato.
12:16Fred, Renato.
12:17Agora marcava.
12:18A gente se conheceu muito por conta de Carlinhos.
12:21Eu acho que teve um momento anterior,
12:22que eu particularmente não estou muito lembrado,
12:25mas, assim, ali foi quando a coisa ganhou uma amálgama,
12:28assim, chegou, juntou mesmo,
12:30muita coisa.
12:38Porra, cara, influência, todo mundo tem influência de todo mundo,
12:42todo canto, né?
12:42A gente se influencia não só por música,
12:45literatura, cinema, quadrinhos, né?
12:49Tá tudo ali, manifesto outro, fala sobre tudo isso.
12:52Kafka, Gregor Samsa, sempre tentando entender,
12:56acho que é a nossa sina, né, cara?
12:58Tenta entender a nossa evolução diária,
13:01a nossa evolução de tempo em tempo.
13:04Chico pirava mais em Asimov,
13:06eu sempre gostei mais de Filipe Kedic,
13:08mas li muita coisa.
13:10Despertar dos Deus é absurdo,
13:11a obra dele é gigante.
13:14Na nossa obra, ele encontrou com Santos Dumont,
13:17em cima.
13:34Eu gosto muito, muito, muito de rock,
13:36claro, e gosto muito, muito, muito de música africana.
13:39Músicas instrumentais, mas músicas, sabe,
13:42com DJ, nada é de músico.
13:44Um massivo ataque sem voz, sabe?
13:46O que o cara vai brincando com os elementos.
13:48Eu fiz um projeto no celular, que se chama Soturno,
13:51que é bem basado nessas coisas.
13:53Eu gravei ele todo no celular, né?
13:55Não fui para um estúdio gravar, não.
13:57Eu gravei tudo aqui, assim, no celular.
14:34Essa aqui é a rua principal,
14:361º de maio, onde tudo me criou.
14:39Eu moro aqui atrás, na rua 25 de janeiro,
14:42onde tudo começou.
14:43Aqui?
14:44Aqui.
14:46Os tambores me chamaram.
14:48Foi aqui, aqui.
14:49Na casa de mãe Maruca.
14:51É pequenininho, mas tinha muito axé.
14:55Toca aí, toca aí pra nós dançar.
14:57Os tambores estão tocando.
14:59Toca pra mãe Maruca.
15:01E o povo de Olurum toca aí.
15:05Toca aí, toca aí pra nós dançar.
15:08Toca pra Deus e o João Ciência.
15:10Toca pra nação, Olurum.
15:12Toca pro povo, celebra.
15:14Aí.
15:16Aqui, foi aqui.
15:17Aqui que eu saí o programa.
15:21Então, aqui tá a raiz de tudo.
15:23Aqui.
15:24O Homem de Alvaio da M12.
15:39Deixa o minivaldo falar.
15:42O Homem de Alvaio da M12.
15:52Bala.
15:54Deus te abençoe, você e essa rapaziada aí.
16:04Eu posso dizer que a gente tem um pouco de modernismo e um pouco de futurismo.
16:09Muito se fala de modernismo a partir da semana de 22 e de São Paulo como sendo
16:14a narrativa única ali e tal, Magda Draghi, e se deu lá no teatro,
16:19em São Paulo, muita coisa no Brasil se fazia nesse espectro, nessa intenção de modernismo.
16:29A gente sempre se calçou nisso.
16:32A Tropicália é uma extensão longínqua ali, depois de um bom tempo,
16:38de um grito de modernismo antropofágico em sua essência, mas é.
16:44O Mangue, Mangue Beat para alguns, que mostra essa metáfora maior e essa analogia
16:52feita na biodiversidade, na diversidade cultural que existe aqui no Estado,
16:58que é um grito de alguma maneira, e já foi dito que pós Tropicália,
17:04um grito que veio na sequência do Mangue.
17:15Chico Sá e a Estação Zumbi!
17:28Pô, a minha casa tem tanto pedaço de papel, cara, você vai adotando...
17:33Depois eu passei a usar gravador.
17:36Eu fui roubado, levaram um iPod meu no Americanas da Sumaré, ali, Express.
17:41Eu tinha 64GB de ideias, roteiro, letra.
17:47Uma fatídica manhã que eu fui comprar uma panela de pressão para fazer um cozido.
17:51Estava sendo assaltado, Americanas.
17:54E o cara, bora, passa o celular.
17:56Aí eu passei o iPod assim, cara.
18:00Não sei, eu passei meses sem dormir.
18:02Não tinha salvo nada.
18:11É impressionante como algo que aconteceu há tanto tempo, né?
18:15A gente já tem aí 30 anos.
18:18Ele ainda reverbera hoje e reverbera em vários ambientes, né?
18:23Então, não só na música, né?
18:25Então, a gente vê aí o cinema, né?
18:28Que já existia também uma movimentação, mas acho que tomou mais fôlego, né?
18:32Junto com o Mang, todos os cineastas que vieram, roteiristas,
18:38que já estavam ali também em ebulição.
18:41Então, acho que foi toda uma geração que trabalha com cultura
18:46que só se beneficiou disso.
18:49E, até hoje, continua aí rendendo e estimulando tanta gente, né?
18:54O som da percussão, da guitarra, da poesia, né?
19:00Da voz, da dança.
19:03Essa mistura de rock com a influência de coisas que eu sempre gostei, sabe?
19:08Eu vi a Jimi Hendrix no som.
19:10Eu vi até a Psicoacústica do Ira, que depois eles falaram pra gente
19:15que era uma referência pros caras, que é uma coisa que me deixa muito honrado, né?
19:19E a percussão, né?
19:20Essa coisa do maracatu numa linguagem tão nova, né?
19:25Transgressora, que juntava a música regional com o rock,
19:31não com uma maneira didática, sabe?
19:33Procurando fazer uma coisa legal pra misturar sons, pra ter uma linguagem,
19:37mas uma coisa natural, verdadeira, intuitiva demais, sabe?
19:41Uma banda íntegra, verdadeira, muito forte, com músicas autorais,
19:48que, mesmo sem o Chico, eles tinham muita força pra continuar.
19:51Acho que eu já tinha falado outras vezes com o Chico, na época do Chico,
19:56e eu sempre achei mesmo, essa é a maior banda do Brasil.
19:59Não tem outra, não tem outra que chegue perto.
20:02Ela tem um som.
20:03Aquele som foi construído ao longo dos seis álbuns de estúdio,
20:06nas experiências individuais, traz ali a música de Recife,
20:10mas já tem um quê de São Paulo, que é onde eles moram, né?
20:13Jorge mora em São Paulo, então tem aquela coisa urbana de São Paulo, né?
20:17Que tá conectada com a música da Europa, com a música dos Estados Unidos,
20:20com a música alternativa.
20:21Então, a nação, nas suas experiências,
20:23traz também traços da música alternativa desse século, do século XXI, né?
20:29Batidas eletrônicas, às vezes a música não é cantada, é falada, né?
20:33Fala bastante, né?
20:34Tem uma voz bacana, agradável pra ouvir falada, né?
20:37Nação, dessa geração toda, dos anos 90, se a gente parar pra pensar,
20:41qual outra banda, além do Nação, que está aqui gravando, fazendo discos,
20:47tendo uma carreira muito bem sucedida, exitosa, eu diria?
20:51Qual outra banda dessa geração, além do Nação, da Nação Zumbi?
20:55Eu não consigo me lembrar agora de outra, só da Nação.
20:59Eu vejo também como continuando sendo uma coisa natural, sabe?
21:02Inclusive as mudanças que foram tendo, né?
21:04Eu acho que veio da necessidade deles mesmo,
21:06e que é uma coisa que eu gosto muito de ver em qualquer banda também, né?
21:10Ver o que cada um, tipo Titãs, o que cada um era na banda, assim,
21:13a falta que cada um faz ou não faz,
21:16a falta no sentido da personalidade de cada um, né?
21:20E na Nação tem muito isso, né?
21:23Uma coisa muito forte com Chico, uma coisa muito forte sem Chico.
21:26A Nação, se quiser, toca pra sempre.
21:29Vai ter gente lá pra querer esse show.
21:37E a Nação parece que se consolida cada vez mais
21:43como a mega banda que representa Pernambuco, né?
21:50Recife, tudo.
21:51Pra mim, a grande referência é...
21:54São os shows que eu vi do Nação Zumbi no Carnaval, sabe?
21:59No Marco Zero, cara, você não consegue chegar nem longe do palco.
22:05Pra quem não conhece Recife, tem o Marco Zero.
22:08E aí, com os shows do Nação Zumbi,
22:10você não conseguia chegar nas ruas secundárias,
22:13que dão acesso ao Marco Zero, né?
22:16Vem muita gente pra...
22:18A cidade se junta mesmo.
22:20Quem nunca viu Nação Zumbi ao vivo, mano, tá perdendo...
22:24Sei lá, mano, não sabe o que que é, tá ligado?
22:27Porque Nação Zumbi ao vivo, cara, é uma coisa muito única, primeiro.
22:32Uma coisa muito única, assim.
22:33Não tem nada no mundo, assim, nada no mundo igual, cara.
22:36Nada, nada.
22:37Ao vivo, pode até falar que no disco pode ter uma coisa...
22:41Pode botar na prateleira, mas ao vivo, mano, não tem nada igual.
22:45Não tem nada.
22:58Carrego pra onde vou o peso do meu som, lotando minha bagagem.
23:04Meu maracato, pejo uma tonelada de chuveje, pegue passagem.
23:11Eu, o maracatu, pejo uma tonelada de chuveje, pegue passagem.
23:48A CIDADE NO BRASIL
24:14A CIDADE NO BRASIL
24:30A CIDADE NO BRASIL
24:35A CIDADE NO BRASIL
24:39A CIDADE NO BRASIL
24:39A CIDADE NO BRASIL
24:46A CIDADE NO BRASIL
24:50A CIDADE NO BRASIL
25:16Obrigado.
25:27Obrigado.
Comentários