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  • há 3 horas
O documentário acompanha a saga do povo Munduruku para conter o impacto destrutivo do garimpo de ouro em seu território ancestral, enquanto revela como a doença de Minamata, decorrente da contaminação por mercúrio, ameaça os habitantes de toda a Amazônia hoje.
Transcrição
00:00:27Legenda por Sônia Ruberti
00:00:46A gente vai morrer lutando
00:01:00pela vida e pelo futuro do nosso povo.
00:01:02Salve!
00:01:03A gente vai morrer lutando pela vida e pelo futuro do nosso povo.
00:01:35A gente vai morrer lutando pela vida e pelo futuro do nosso povo.
00:02:05Eu disse, olha, eu vou estudar direito, eu vou conhecer o que eles estão falando.
00:02:19Eu quero falar com ministros, eu quero falar o que está acontecendo.
00:02:24As pessoas têm que saber o que está acontecendo.
00:02:30A mineração é hidrelétrica.
00:02:35Se não for nós, povos indígenas, brigando pela natureza, o mundo não estava vivo.
00:03:09A mineração é hidrelétrica.
00:03:12Por exemplo, que um dia viria um não índio, o Pariwato, para tomar nossa terra, para nos matar, para roubar
00:03:24nossos filhos.
00:03:26Ele vem trazer destruição. Um dia eles virão.
00:03:44Desde quando a gente foi descoberto, a gente já está aqui. Os primeiros munduruku foram todos gerados em porco, peixe,
00:03:54pássaro.
00:03:56Nós somos nativos daqui, nós fomos feitos do barro daqui. Por isso que nós somos a raiz da terra.
00:04:06Nós não viemos de fora, nós fomos gerados aqui. O Brasil era nosso, não era do branco.
00:04:12Por que quinoa é nosso?
00:04:45Música
00:04:46Música
00:04:51Vamos lá.
00:05:16Vamos lá.
00:05:48A aldeia aqui que a gente fundou, depois que houve uma autodemarcação, tivemos que ocupar o espaço que sempre foi
00:06:01nosso.
00:06:02Para a gente poder morar, criar nossos filhos, fazer família e cuidar também da terra, preservar.
00:06:11Ninguém aqui está tomando a terra de ninguém, porque é nosso.
00:06:17A própria Constituição reconhece o direito originário, então o espaço sempre foi nosso.
00:06:24No passado, o Munduruku dominava uma parte da Amazônia, uma parte do Mato Grosso, uma parte do Maranhão.
00:06:33E quase que o domínio era totalmente o Pará.
00:06:40Eles andavam até onde é a cidade capital do estado do Pará, que é Belém.
00:06:45O Munduruku já tinha se instalado ali, muito antes da chegada dos europeus.
00:06:50Então havia famílias Munduruku morando ali.
00:06:55Os Munduruku dominavam essa região toda.
00:07:22Até agora, até hoje, ainda tem pessoas que entram dentro do nosso território, vem madeireiros, aí vem ainda o garimpeiro,
00:07:34explorar.
00:07:35Nós não somos contra o progresso que dizem, e nem o desenvolvimento.
00:07:39Mas o desenvolvimento deveria respeitar o povo que ali vivem desde que surgiu o mundo.
00:07:47São um povo milenar, são um povo nativo.
00:07:52Nós queremos viver como nós sempre vivemos, não longe da civilização, mas que a gente viva dentro do nosso próprio
00:08:00espaço.
00:08:36Nós queremos viver como nós vivemos, não longe da civilização.
00:09:05A pressão garimpeira na área deles é bem antiga.
00:09:09Eles têm lutado contra isso, para garantir a posse da terra deles, faz muito tempo.
00:09:15A história do Malta Pajós, principalmente pensando nos Munduruku, é uma história triste, se eu for pensar.
00:09:21São os habitantes tradicionais dessa região e, ao mesmo tempo, o Rio das Tropas.
00:09:24Se eu não me engano, foi o primeiro rio paraense onde foi encontrado o ouro.
00:09:36Com a descoberta do primeiro veio de ouro no Rio das Tropas, começa-se a exploração mineral aqui na região
00:09:43de ouro.
00:09:44As pessoas foram chegando para minerar, chegando, chegando mais e mais e mais.
00:09:48E assim, a gente teve o primeiro problema de entrada de mercúrio já nesse processo.
00:10:19E assim, a gente teve o primeiro problema de mercúrio já nesse processo.
00:10:27Meu pai foi quem iniciou esse trabalho de garimpo, quando veio do Nordeste, para a região, com aquela premissa de
00:10:34enriquecer, né?
00:10:35Ter prosperidade na vida.
00:10:37Aí veio para cá, para a região, primeiro ele veio para o Mamual.
00:10:42Aí veio vindo até chegar ao ponto de estar aqui nessa região do Crepuri.
00:10:51Até antes do meu pai, a gente não tinha escavadeira.
00:10:54Então, esse ouro que hoje a gente está aqui trabalhando a 14 metros de fundura, não tinha como ser trabalhado.
00:11:01Então, é um serviço que ele é feito em cavas, né?
00:11:05Descido com os debregos, com a escavadeira, e para pegar o cascalho.
00:11:09Normalmente, 50, 1 metro de material.
00:11:12E é passado na caixa, e na caixa é feita a concentração desse ouro.
00:11:18Aí é a briga do dia a dia, né?
00:11:20A luta do garimpeiro.
00:11:28Esse aqui é o cartete aqui, ó.
00:11:29Aí a gente manda ali, do lado do motor lá, e o ouro fica aqui, concentrado aqui na caixa aqui,
00:11:35ó.
00:11:36Aí é só bater o pão na guia, limpar o ouro e está só filé.
00:11:40É, entendeu?
00:11:43Garimpo é bom.
00:11:46A maioria do pessoal que trabalha em garimpo, eles não querem trabalhar na rua.
00:11:49Não se acostuma, quando eu não estou trabalhando aqui em máquina, eu estou mergulhando.
00:11:58Nem mergulhando, nem filando, barro da terra, e todo jeito.
00:12:09De todas as formas, a mineração por si só, ela causa um impacto ambiental grande.
00:12:15E a gente tem sempre que procurar diminuir esse impacto.
00:12:20A gente com garimpo, o impacto ambiental da gente é pequeno.
00:12:24A da mineradora, é sempre um impacto ambiental maior.
00:12:27Então, cada um corrige na sua proporção.
00:12:32Existem vários estudos que dizem que é nocivo e tudo, a utilização do mercúrio.
00:12:37Mas, até hoje, no meu entendimento, não há nada mais eficiente para a pega do outro do que o mercúrio.
00:12:59A nossa cozinheira é a alegria do barraco.
00:13:22Rapaz, a vida do garimpeiro é essa, né?
00:13:25A gente levanta cedo.
00:13:27É um serviço corrido, né?
00:13:30Você trabalha mesmo, tem que botar para fazer.
00:13:33Precisa a pessoa ser muito guerreiro mesmo para poder ir para cima.
00:13:37Senão, se não, abandona mesmo.
00:13:40O trabalho não é muito bom, não.
00:13:42O bom é o ouro.
00:13:43O ouro que é o negócio.
00:14:12A gente tem um estrago.
00:14:14O que esse garimpo deixa, que é bastante difícil de reverter.
00:14:19Você pode ver aqui.
00:14:20São poucos os riozinhos que ainda não tiveram a sua margem totalmente destruída.
00:14:27Tudo isso aqui é cicatriz de garimpo.
00:14:29Em apenas um ano, os garimpeiros conseguiram destruir um rio inteiro.
00:14:34De todas as cabeceiras até a foz dele, deixaram de ser um rio e passaram a ser uma sequência de
00:14:41carros de lama.
00:14:43Então, essa água já não serve para consumo humano, né?
00:14:46Então, era uma água pura.
00:14:48Agora, ela é uma pura.
00:14:50E, enfim, peixe, o que podia ter aí para fornecer alimento para os indígenas, já era também.
00:14:58Então, esse tipo de problema que eu considero mais grave por causa disso.
00:15:03Então, a gente tem um dano ambiental gigantesco e a gente tem uma comunidade indígena que era autônoma e, nessa
00:15:09região, eles já passam a ser dependentes do garimpo.
00:15:13Então, eles aceitaram a entrada do garimpeiro, alguns não, então é um conflito.
00:15:18E, mesmo esses que aceitaram a entrada dos garimpeiros, hoje são reféns dos garimpeiros.
00:15:23Eles não têm outra forma de subsistência e continuam sendo explorados e, muitas vezes, até defendendo os garimpeiros,
00:15:29que é um problema a mais quando a gente fala em combate.
00:15:41Quase todos os rios do Tapajós, os formadores do Tapajós, eles são rios de lama hoje.
00:15:47Basicamente, esgotos de lama do garimpo.
00:15:50Ora, essa lama tem chumbo, magnésio, mercúrio, todos os metais pesados que podem causar doença para o ser humano.
00:16:06Eu sou médico, trabalho com alguns povos indígenas, como o Zoé, e a gente está muito preocupado com essa questão
00:16:14de saúde e meio ambiente,
00:16:16principalmente do povo munduruku.
00:16:18É porque já há 30 anos, com a atividade garimpeira, que os estudos têm mostrado um nível muito alto de
00:16:24mercúrio no cabelo e no sangue dessas pessoas.
00:16:35Uma vez intoxicado com o mercúrio, não existe reversão dos sintomas.
00:16:41É uma contaminação que evolui durante anos, imperceptível.
00:16:49O mal de Minamata no Japão demorou 35 anos para os japoneses reconhecerem que aquele era a intoxicação mercurial.
00:16:58Agora, você imagina aqui.
00:17:11Minamata é uma cidade muito pequena, mas a chissão foi crescendo com a chissão.
00:17:21O mal de Minamata no Japão não existe para você saber quem caramelizar as coisas dos sintomas.
00:17:31Minamata é uma cidade muito rápida.
00:17:37O kit NP Croftical muscular mundial.
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00:22:16Os garimpeiros que estão na reserva indígena não estão nem aí com a nossa vida.
00:22:23A gente soube que eles estão usando todo tipo de metal pesado,
00:22:28todo tipo de mercúrio que contamina a nossa vida.
00:22:32É por isso que a gente convidou o doutor Eric para que ele possa fazer essa análise da nossa região.
00:22:43Eu, como médico, é um privilégio, uma benção ser médico na Amazônia.
00:22:48Um lugar que eu posso conviver com as pessoas que falam mais de 100 línguas diferentes,
00:22:57com pessoas que têm cosmologias diferentes.
00:23:00E dentro disso é necessário um diálogo multicultural entre a nossa medicina e esses povos,
00:23:06senão a gente não pode cuidar deles, não consegue cuidar deles.
00:23:10Senão nós acrescentamos muito mais sofrimentos do que recuperamos saúde.
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00:25:30Vamos respirar, colocar ele aqui, só para ver se ele consegue andar, vamos lá, vamos
00:25:47Tem algumas crianças com doenças neurológicas que a gente precisa examinar e colher o exame,
00:25:56né?
00:25:58Ver se existe alguma relação dos níveis de mercúrio com esse quadro que elas estão
00:26:04apresentando.
00:26:17Vamos lá.
00:26:17Vamos lá.
00:26:19Vamos lá.
00:26:20Vamos lá.
00:26:21Vamos lá.
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00:26:24Vamos lá.
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00:26:45Vamos lá.
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00:26:47Vamos lá.
00:26:48Vamos lá.
00:26:49Vamos lá.
00:26:49Vamos lá.
00:26:50Vamos lá.
00:26:55Vamos lá.
00:26:58Vamos lá.
00:26:58O que a gente faz como a gente tem pouco tempo devido ao tempo de condicionamento do
00:27:04material, do sangue e tudo.
00:27:06A gente tem que aproveitar ao máximo que a gente puder o tempo de ver o maior número de
00:27:11pacientes.
00:27:12Quanto maior a amostragem mais fidedigno é as nossas conclusões.
00:27:17Então, a gente vai até onde der, né?
00:27:47Eu gostaria de começar a minha fala dizendo pra vocês de que os mundurukus, né?
00:27:55O território munduruku tá em cima de uma grande mina de ouro, mas também em cima de uma grande mina
00:28:03de mercúrio.
00:28:04Mercúrio, ele faz mal à saúde, ele dá intoxicação, ele faz as pessoas nascerem com problemas,
00:28:13ele dá problema no cérebro, aí a gente está conversando, examinando cada um,
00:28:21é um exame neurológico que a gente chama, e depois colhe o sangue,
00:28:26e nesse sangue a gente vai medir não só como é que tá a quantidade de mercúrio,
00:28:31como também se tem anemia, se não tem, se o fígado tá bom, se não está, se tem diabetes, se
00:28:37não tem.
00:28:38Então vai ter uma série de dados da saúde de vocês.
00:28:42E quem vai dizer o que fazer não sou eu, é vocês.
00:28:59Nós, professores e lideranças, explicamos na reunião, né?
00:29:04A questão sobre o mercúrio, o que o mercúrio tá fazendo com a gente,
00:29:08qual o tipo de doença que tá mais atacando a nossa vida,
00:29:14a nossa população, a nossa floresta e os nossos peixes, e os nossos rios.
00:29:20Isso é a nossa preocupação maior.
00:29:45A nossa população, a nossa população, a nossa população,
00:29:54a nossa pesquisa é sobre o impacto do garimpo aqui na Amazônia, né?
00:29:58E aí, quando a gente fala do garimpo, a gente tá falando mais do que do impacto do mercúrio.
00:30:03O garimpo acaba, além de expor a população ribeirinha e os indígenas ao mercúrio, né?
00:30:10Que é usado nesse processo de extração de ouro,
00:30:11O mercúrio também pode aumentar a transmissão de doenças como sífilis, HIV, AIDS, né?
00:30:18O mercúrio, ele é um elemento químico que faz parte da constituição do planeta Terra.
00:30:27E ele tá disponível na natureza de várias formas químicas.
00:30:31Formas orgânicas, formas inorgânicas.
00:30:33O metilmercúrio, particularmente, ele é muito tóxico.
00:30:37Então, quando ele entra no organismo humano, ele chega muito fácil ao nosso sistema nervoso central.
00:30:41E no caso das mulheres grávidas, ele é ainda mais perigoso,
00:30:43porque ele atinge o sistema nervoso central do feto.
00:30:50O mercúrio é uma substância que ele tem ampla difusão no corpo humano.
00:30:54E ele pode afetar qualquer órgão ou sistema.
00:30:58Então, dando sintomas variados.
00:31:00Então, são sintomas gerais, né?
00:31:03Que se confundem com outras doenças.
00:31:05E os profissionais de saúde não têm uma formação apropriada para lidar com esse tipo de situação.
00:31:12Então, é necessário que exista um treinamento para os profissionais de saúde
00:31:18começarem a pensar que determinados sintomas podem estar relacionados ao mercúrio.
00:31:33A história daqui da Soraya Moimbun é muito grande.
00:31:37Até que ela tem uma resistência muito grande na demarcação daqui da terra.
00:31:43Já vem há muitos anos que o governo também pretende fazer justamente projetos grandes, né?
00:31:50como hidrelétricas e a questão do mercúrio preocupa muito.
00:31:56Hoje, graças a Deus, vocês estão aqui para dar uma resposta, principalmente, para o governo, né?
00:32:01A gente sabe que o governo, ele está aí, não para ajudar os pauzinhos, sim para prejudicar.
00:32:09Então, ainda bem que vocês estão aqui com essa equipe para poder fazer esses exames,
00:32:13estudinhos, adolescentes, jovens e para os pais de família também,
00:32:18para poder dar uma resposta também para nós e para mostrar para o pessoal lá para lá também
00:32:22que, dependendo de qualquer resultado,
00:32:25mostrar para eles também que aqui existe um povo que é mundurukum.
00:32:37indígena, eles não são por culpados, por causa de galento.
00:32:40Quem é culpado é o branco, que entrou dentro da área indígena, né?
00:32:44Isso aí não é bom, não.
00:32:47E eu sou um deles que eu sou, que é assim,
00:32:50eu não aceito esse tipo de coisa.
00:32:53Porque nós não somos mais daquele povo de primeiro, né?
00:32:56Agora, lugar, mesmo lugar que nós estamos nascendo até hoje, nós estamos aqui.
00:33:02Nunca a gente vai sair daqui.
00:33:10Pelo tempo que surgiu o garimpo na região, né?
00:33:13E a gente se preocupou com isso.
00:33:15Quantas toneladas e toneladas que não já foi jogado mercúrio no rio?
00:33:20Se nós não cuidarmos da Amazônia, quem é que vai cuidar?
00:33:25Porque os governos estão de olho no que tem dentro do solo.
00:33:34Por exemplo, vem o garimpo, vem o ouro, vem bauxita, vem prata, vem diamante.
00:33:42Isso não é para cuidar da Amazônia, não é para cuidar do solo.
00:33:48É para destruir.
00:33:50E o ouro?
00:33:51Para onde é que está indo esse ouro?
00:33:52A gente não vê nada disso.
00:33:53Para onde é que está indo esse ouro?
00:34:16Pacientes examinados e colhidos exames de sangue de cinco rios diferentes, né?
00:34:23E de 21 aldeias diferentes, distribuídas nesses cinco rios.
00:34:28E esses cinco rios, eles têm histórias de contato com a garimpagem em tempos diferentes.
00:34:34A gente já começa a ver pessoas com epilepsia, com alteração de desenvolvimento, com alterações de estado mental.
00:34:44Isso é um problema, assim, um problema primeiramente social, depois ambiental, depois econômico e por último a saúde.
00:34:55Aquilo que a gente sempre vem falar, que é essa questão da intoxicação mercurial, ela é a ponta do iceberg
00:35:00solo.
00:35:01Embaixo, aqui, existe toda uma desestruturação social, ambiental, muito grande.
00:35:09E as soluções passam por isso.
00:35:12E quem vai entender e quem vai tomar atitude são eles, né?
00:35:52E quem vai tomar atitude são eles, né?
00:35:58Vindo pra essa região, tudo que existe é em função do garimpo.
00:36:03Porque a movimentação desse ouro, dessa produção de ouro, é que toca tudo.
00:36:08A peça, o voo, as agências que dão assistência de mercadoria, que transportam pra cá, o combustível, os motores, a
00:36:17mecânica, tudo, tudo, tudo, tudo, gira em torno do ouro.
00:36:35E aí, aí no caso aqui é 10 gramas de ouro, entendeu?
00:36:38Uma corrente com 10 gramas.
00:36:39Por exemplo, o garimpeiro quer fazer uma peça.
00:36:41Um exemplo, fazer uma peça de 10 gramas.
00:36:43O preço de couro tá, sai na faixa de 200 reais o grama, trabalhado.
00:36:47Agora, a pessoa trazendo o material, eu cobro aqui na faixa de 30 a 40 reais o grama, fazer cada
00:36:54peça.
00:36:56Fazer, senão a concorrência bate em cima e nós.
00:37:13Um dado, um dado bastante alarmante, que correlaciona cada grama de ouro, o quanto que demanda de utilização de mercuro
00:37:21pra que esse ouro venha a ser extraído da floresta amazônica.
00:37:25Tivéssemos como exemplo o caso em que fora constatado a aquisição de quase 611 quilos de ouro por um único
00:37:34posto de atendimento de uma grande instituição financeira,
00:37:38nós então chegamos à cifra absurda de 3 toneladas de mercúrio despechados nos leitos dos rios Tapajós, seus afluentes.
00:37:50O desafio do mercúrio é o mesmo desafio do ouro das drogas.
00:37:55É um produto com bastante valor agregado, que a gente consegue aprender muitas vezes,
00:38:02mas é muito fácil também você transportar de maneira dissimulada.
00:38:08O produto garimpeiro usa um volume pequeno de mercúrio pro trabalho deles.
00:38:13Você encontra, às vezes, até na internet, gente, anunciando mercúrio.
00:38:18E da mesma forma que a gente não tem conseguido acabar com a venda de cocaína nas cidades,
00:38:24a gente também não consegue acabar com a venda de mercúrio nos garimpos.
00:38:31A lavagem desse ouro é muito fácil, é simples.
00:38:35Hoje, a nota fiscal, que é o principal documento que comprova uma aquisição de ouro,
00:38:41ela é manual, ela é emitida pela instituição financeira que adquire do garimpeiro
00:38:46ou de seu colaborador, funcionário, aquela pepita de ouro.
00:38:51Essa nota fiscal, como eu disse, ela é preenchida à caneta, com carimbos,
00:38:55de uma forma completamente arcaica, totalmente incompatível com a era digital que a gente vive hoje.
00:39:01São acondicionadas em caixas que não alimentam e não são remetidas a nenhum outro órgão,
00:39:08se não a Secretaria da Receita Federal do Brasil,
00:39:11que simplesmente faz o mesmo expediente, acondicionar essas notas em caixas de arquivo.
00:39:18Nem o Ministério Público Federal consegue dizer qual é o caminho integral que o ouro percorre no Brasil.
00:39:25Dados apontam que cerca de 10 a 11 bilhões de reais
00:39:29são exportados só apenas a título de ouro do Brasil para outros países
00:39:35e a tributação que incide sobre isso é pífia.
00:39:39Esse ouro está sendo exportado, saindo das reservas nacionais
00:39:44e sendo sugado do subsolo da floresta amazônica
00:39:49sem nenhuma contraprestação à sociedade.
00:40:05Aqui é a Universidade Oeste do Pará, da UFOP, onde eu estudo.
00:40:11O governo está incentivando as pessoas a entrarem dentro do território
00:40:15e quando essas pessoas entram, elas levam a doença e os indígenas morrem.
00:40:20E essa questão do mercúrio é o que veio trazer a doença para a gente.
00:40:27Existem povos isolados que não têm contato com os brancos.
00:40:31Isso é ótimo.
00:40:32Isso é ótimo para mostrar que nós não estamos exterminados.
00:40:37Mesmo que nós usamos roupa, bolsa, celular,
00:40:41nós não deixamos de ser indígenas.
00:40:44Nós não deixamos de ser mundurucu.
00:40:46Por isso que nós vamos continuar brigando.
00:40:49Brigando pelos direitos do território.
00:40:51Brigando pelos direitos do rio.
00:40:53Brigando pelos direitos da floresta.
00:40:55Por isso que a gente não pode parar.
00:40:57Por isso que nós estamos aqui, ainda resistindo,
00:40:59mais de 520 anos e a gente tem que continuar.
00:41:04Eles preferem os índios mortos, né?
00:41:06E a gente não, a gente não vai morrer,
00:41:08a gente não vai entregar o nosso território para eles,
00:41:10então a gente vai continuar a viver.
00:41:39A gente vai decolar daqui de Santarém.
00:41:42Vamos fazer até Jacaré Acanga.
00:41:45Em Jacaré Acanga nós vamos reabastecer.
00:41:48E mais uns 50 minutos de voo até Missão do Cururu
00:41:52ou a aldeia Posto Mudurucu.
00:42:01Então está tudo aqui separado por rios, rica de iriri.
00:42:07Então, está bem organizadinho.
00:42:10Foi um trabalho que nós fizemos em novembro.
00:42:14E a gente vai levar.
00:42:16Então, aqui tem nível de mercúria, glicose, uréia, creatinina, TGO, TGP,
00:42:21com o nome de cada um.
00:42:24Nós vamos dar esse retorno hoje.
00:42:25Era para a gente ter ido em março,
00:42:26mas com a pandemia a gente só conseguiu ir agora.
00:42:53A gente vai ver a condição da pista antes de pousar.
00:42:57E vamos escolher uma ou outra, dependendo da condição da pista.
00:43:00São quase 380 milhas náuticas.
00:43:06Isso vai dar mais de 600 quilômetros aí.
00:43:44A gente vai fazer isso.
00:43:54Eu estou aqui para me entregar os resultados que for me solicitar.
00:43:59Nós vamos saber agora qual a equipe e qual o trabalho que você está fazendo de saúde.
00:44:05O senhor pode checar agora?
00:44:07Talvez você está mentindo.
00:44:08Não, não, não. Mentindo não.
00:44:10Se você está mentindo, não vão te clicar.
00:44:12A cabeça aí toca fogo no teu albinho.
00:44:14O grupo não brinca não.
00:44:28Está ouvindo?
00:44:32Estou ouvindo, doutor. Pode falar.
00:44:35Voltamos sob pressão porque o pessoal invadiu a pista e apedrejaram o meu avião, entendeu?
00:44:41Queriam queimar o avião antes disso, sabe?
00:44:44Foi muito tenso, entendeu?
00:44:46Pegou uma pedra bem na janela onde estava o passageiro,
00:44:50assim no alumínio, amassou o avião.
00:44:53E a gente ficou com muito medo e eu decolei às pressas, entendeu?
00:44:57Já que a questão sobre essa amostra do exame, como é que vai ficar agora?
00:45:03Porque os caciques, eu deixei os caciques lá reunidos lá.
00:45:07Eles pedirem para que o senhor retornasse logo, né?
00:45:11Eu precisaria me sentir seguro, né?
00:45:14Me sentir seguro de entrar no território munduruku e saber que eu estou seguro.
00:45:27134 agentes da Polícia Federal, do IBAMA e da Força Nacional
00:45:31atuam desde ontem nas terras indígenas munduruku e Sai Cinza
00:45:35para combater o garimpo ilegal.
00:45:41O garimpo ilegal nas terras munduruku tem o apoio de um pequeno grupo de indígenas
00:45:46que permite o acesso de garimpeiros em troca de uma porcentagem na venda de ouro.
00:45:54Olha a situação aqui em Jacareacanga, os guerreiros, os índios, todos armados, pontos de guerra,
00:46:03comércio todo fechado, clima muito tenso.
00:46:09Nós trancamos ali a entrada do aeroporto, duas, três, quatro, cinco mil pessoas ali dentro,
00:46:14tem mais ponte que dá acesso à cidade e pronto.
00:46:18Eles vão para onde?
00:46:21Nesse momento não tem pariuato, nesse momento não tem indígena, nesse momento não tem indiferença alguma.
00:46:26Nesse momento todos nós somos garimpeiros, porque Jacareacanga, a economia do município gira em torno do garimpo.
00:46:32E se o garimpo parar, quem para?
00:46:34Cidade de Jacareacanga e os munícipes vão sentir na pele.
00:46:40Gente, tem que ser um movimento como nunca houve no estado do Pará.
00:46:44O governo do nosso estado, ele é contra o garimpeiro, ele é que apoia essa sem-vergonhice aí de estar
00:46:49queimando o peixe de todo mundo.
00:46:50Então, se possível, mete fogo até no palácio do governo, é isso que eu quero.
00:46:58Eu vou ouvir vocês para trás, roda, roda com gentileza, para tirar a máquina de garimpo, que é ilegal, não
00:47:05tem como ficar.
00:47:06Se é legal ou não a discussão de vocês, aí vocês têm que ver qual é a justiça.
00:47:10Então, não vai adiantar nada os senhores fazerem essa confusão toda, fazer esse protesto todo, perto do aeroporto, como a
00:47:18gente já ouviu, queimar a máquina, queimar a helicóptero, não adianta.
00:47:29O que aconteceu em Jacareacanga, da perspectiva do Ministério Público Federal, foi a pretensão de criar-se um estado paralelo.
00:47:38O grupo invade o aeroporto para destruir os equipamentos dos agentes de segurança, da Polícia Federal, agentes do Ibama, do
00:47:46SEMBIL.
00:47:48De fato, há indígenas e o povo munduruku, falando especificamente, que são a favor e há indígenas que são contra
00:47:56o garimpo.
00:47:57O que há atualmente é um processo político justamente de criar uma espécie de oposição no interior, no âmago do
00:48:05povo indígena munduruku.
00:48:10Existe divisão, sim. Os empresários dizem assim, toma um combustível, toma uma cesta básica.
00:48:18Então, o parente acha que o único meio é que o garimpeiro esteja lá.
00:48:23Mas outros parentes que são contra falam, não, está errado, eu não quero isso.
00:48:28Não é só o ouro que existe nas terras indígenas. Nós podemos viver só do ouro.
00:48:35A situação piorou quando o próprio presidente começou a falar que indígenas têm que ter direito a garimpo nas terras
00:48:43indígenas.
00:48:44E aí começaram as ameaças.
00:48:48É o único jeito, o Marcos e o Polo, a polícia ir lá com o helicóptero, eles já estão lá.
00:48:56Está tudo aqui.
00:48:58Meu tio está armado aqui, tudo armado.
00:49:00Na minha casa, eu vou queimar tudo aqui.
00:49:03Venha, por favor.
00:49:04Pelo amor de Deus, faça alguma coisa.
00:49:22Nesse dia, eu tive medo.
00:49:24Nesse dia, quando o meu filho me abraçou e disse, mãe, eu não quero que te mate,
00:49:31eu tive medo pelos meus filhos.
00:49:34Não importa a minha liberdade.
00:49:36Porque a minha liberdade eu estou lutando para todos.
00:49:38Não só para mim, para todos.
00:49:50Esse rio, alguns anos atrás, ainda era limpo.
00:49:56A água, você poderia ainda enxergar os peixes, ou o fundo do rio, né?
00:50:04Limpo a água.
00:50:12A gente se preocupa com a gente, mas tem pessoas também que fazem a pesca aqui nesse rio
00:50:20e levam para a cidade para vender.
00:50:22Então, a cidade também, as pessoas lá não sabem que esse peixe que eles consomem pode
00:50:27estar aqui nesse rio contaminado.
00:50:29E a gente tem que dizer isso.
00:50:30A gente tem que falar a verdade.
00:50:36Vamos desenhar um peixinho, uma floresta.
00:50:42Quem come peixe aqui?
00:50:44Eu!
00:50:47Sabia que o peixe está doente?
00:50:49Por que o peixe está doente?
00:50:51É que é preso.
00:50:52É por causa do mergulho.
00:50:54Por causa do mergulho.
00:50:55Por causa do garimpo.
00:51:00Sabe o que o garimpo traz?
00:51:03Doença.
00:51:05Doença.
00:51:06O que mais?
00:51:07Lixo.
00:51:08Lixo.
00:51:10Muito bem.
00:51:11Aí a água fica o quê?
00:51:13Suja.
00:51:15Suja?
00:51:16O que a água fica?
00:51:17Marroca.
00:51:18Marroca mais?
00:51:20Marroca.
00:51:22Marroca.
00:51:26Marroca.
00:51:37A questão do mercúrio aqui na região é muito bem pesquisada.
00:51:41Tem muitos estudos comprovando a entrada de mercúrio no ciclo da natureza.
00:51:49E, infelizmente, o mercúrio não tem cheiro, ele não tem cor, ele não altera o produto
00:51:55principal onde ele vai estar, que é o peixe, e as pessoas não acreditam que ele exista
00:52:02na cadeia alimentar local.
00:52:05Engravidei duas vezes.
00:52:07As duas vezes durante o pré-natal, os médicos que me acompanharam, obstetras, me proibiram
00:52:13de comer peixe.
00:52:14A proibição era completa, não podia comer nenhum tipo de pescado da região, porque
00:52:21existe o risco de contaminação mercurial.
00:52:31O mercúrio, ele é um indicador de injustiça social.
00:52:36Tremendo, né?
00:52:37Porque ele, primeiro, diminui a capacidade do teu cérebro.
00:52:43Segundo, ele transformou o peixe, que era um alimento seguro para nós, para os seres
00:52:49humanos, num alimento contaminado.
00:52:53Então, isso é uma questão, porque ela não é uma questão só dos índios mundurukus
00:52:57e do alto tapajós.
00:52:59Não.
00:52:59O que o garimpo ilegal está fazendo lá na terra indígena, estão em pessoas aqui,
00:53:03na foz do rio.
00:53:05Então, é um problema difuso.
00:53:08Há 30 anos que todos esses estudos recomendam que o Estado brasileiro monitore os níveis
00:53:15de mercúrio nas pessoas.
00:53:17E isso a gente não tem feito.
00:53:19Ou seja, hoje é uma urgência sanitária e que nós não temos feito nenhum monitoramento
00:53:24disso.
00:53:37É complicado a gente reconstruir um cenário falando de tempo para aparecer sintomas.
00:53:44Depende muito da pessoa, da alimentação.
00:53:50Lá em Minamata foi mais fácil, porque a concentração era muito alta.
00:53:54Então, lá, as consequências apareceram muito rapidamente.
00:54:00Em meses, tudo estava contaminado.
00:54:06Aqui na Amazônia, também é uma tragédia.
00:54:09Só que é uma tragédia silenciosa.
00:54:19Aqui na Amazônia, também é uma tragédia silenciosa.
00:54:42Aqui na Amazônia, também é uma tragédia silenciosa.
00:55:06Aqui na Amazônia, também é uma tragédia silenciosa.
00:55:31E aí
00:55:40O que é o meu pai?
00:56:03Sim, sim, sim.
00:56:32Então, 2 anos atrás, eu fui a Copp3 do国際会議,
00:56:36que eu fui para o time de fazer.
00:56:38Eu fui para o meu filho,
00:56:41eu fui para o time de fazer.
00:56:46Eu fui para o time de fazer.
00:57:02Eu sou do meu irmão e da minha filha, mas minha filha é minha filha, e eu sou do meu
00:57:15irmão e eu sou do meu irmão.
00:57:21A minha filha é meu irmão e eu sou do meu irmão.
00:57:57O que é isso?
00:58:27Eu sou bem-vindo para o meu poder.
00:58:30Eu amo-vindo.
00:58:38A CIDADE NO LIMA
00:58:39A CIDADE NO BRASIL
00:58:39Acho que não sei se sentir.
00:59:13A CIDADE NOVA
00:59:50A CIDADE NOVA
00:59:58A CIDADE NOVA
01:00:21A CIDADE NOVA
01:00:26A CIDADE NOVA
01:01:12A CIDADE NOVA
01:01:18A CIDADE NOVA
01:01:28A CIDADE NOVA
01:01:31A CIDADE NOVA
01:02:04A CIDADE NOVA
01:02:13A CIDADE NOVA
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01:05:45A CIDADE NOVA
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01:05:58A CIDADE NOVA
01:05:59A CIDADE NOVA
01:06:00A CIDADE NOVA
01:06:09A CIDADE NOVA
01:06:12Amém.
01:06:42Amém.
01:07:12Amém.
01:07:13E, depois de 4 meses, ele apresentou essa... começou a ficar duro, tremedeira nele,
01:07:26parecia que dava choque nele e aí começou já apresentar algum defeito na perna, no braço
01:07:37e começou a amolecer o corpo,
01:07:40eu não consegui mais ter uma mobilidade.
01:07:48Ele tem uma má formação no cérebro nessa parte,
01:07:51daqui do meio para trás.
01:07:55E aí foi aparecer depois dos quatro meses que a gente foi notar.
01:08:00Esse é um tipo de má formação que dá no útero, sabe, mãe?
01:08:04Sim, vários fatores podem dar isso realmente.
01:08:08E a intoxicação por metal pesado, por mercúrio,
01:08:13também pode ser um agravante, sim, tá?
01:08:16Mas a gente vai ter que fazer outros exames,
01:08:20principalmente medir o mercúrio no sangue dela, dele, né?
01:08:25E aí volta comigo, tá?
01:08:38Deixa eu te mostrar aqui.
01:08:40Essa aqui, a linha amarela, é o nível normal de mercúrio,
01:08:43que seria normal.
01:08:45Então, ó, por exemplo, no rio Cururu,
01:08:47tá todo mundo acima, né?
01:08:51É...
01:08:51Rio Tapajós,
01:08:53o normal é a linha amarela,
01:08:55tá todo mundo acima.
01:08:59Telespires,
01:08:59o normal é aqui,
01:09:00só tem uma pessoa com nível normal,
01:09:02o resto,
01:09:04tudo acima.
01:09:05Hoje é fato,
01:09:06na comunidade Manduru-Cupa,
01:09:08a gente tem
01:09:08um número de casos de crianças
01:09:10com
01:09:13atraso no desenvolvimento neuropsicomotor
01:09:15ou com
01:09:16outros distúrbios neurológicos,
01:09:21que, assim,
01:09:22que também são comuns,
01:09:24a intoxicação material,
01:09:25tem um número de crianças
01:09:26com essas alterações
01:09:27muito grande.
01:09:29Você não pode só querer tratar
01:09:31o mercúrio
01:09:32ou tentar reduzir
01:09:33a exposição ao mercúrio
01:09:35com remédio.
01:09:36São medidas sociais,
01:09:38medidas ambientais,
01:09:39medidas econômicas
01:09:40e, principalmente,
01:09:41políticas.
01:10:03se eu estou cheio de mercúrio,
01:10:05ninguém vai me ajudar.
01:10:09Eu me preocupo com a saúde
01:10:11das crianças
01:10:11dessa geração que estão
01:10:13e do futuro da geração.
01:10:15E do futuro da geração
01:10:18de todos nós,
01:10:19porque todos nós
01:10:20utilizamos a água.
01:10:24o garimpo
01:10:25não trouxe nada
01:10:26para a gente.
01:10:28Adoeceu a água,
01:10:30adoeceu os peixes.
01:10:31Então,
01:10:32para mim,
01:10:33no meu ponto de vista,
01:10:34o que o garimpo
01:10:34trouxe para nós,
01:10:36para a região,
01:10:36foi isso.
01:10:37e a água.
01:11:10Pergunta, vocês têm medo?
01:11:13Medo eu não tenho.
01:11:15Medo é perder o território total.
01:11:19Sou contra o garimpo sim, porque garimpo não traz coisa boa.
01:11:44O Supremo tem a decisão, enquanto os povos indígenas estão sendo atacados, enquanto isso as nossas águas estão sendo contaminadas
01:11:52pelo mercúrio, a nossa água está suja.
01:11:54O Supremo era a decisão de tirar os invasores e não colocar invasores dentro do nosso território.
01:12:21O Império da Lei
01:12:24Há de chegar no coração do Pará
01:12:28O Império da Lei
01:12:30Há de chegar no coração do Pará
01:12:34O Império da Lei
01:12:37Há de chegar lá
01:12:42Quem matou, meu amor, tem que pagar
01:12:48E ainda mais quem mandou matar
01:12:53Ter o olho no olho do jaguar
01:12:59Virar jaguar
01:13:01O Império da Lei
01:13:04Há de chegar no coração do Pará
01:13:08O Império da Lei
01:13:27Há de chegar no coração do Pará
01:13:30O Império da Lei
01:13:33O Império da Lei
01:13:33Há de chegar no coração do Pará
01:13:37O Império da Lei
01:13:39Há de chegar lá
01:13:44Quem matou, meu amor, tem que pagar
01:13:50Quem matou, meu amor, tem que pagar
01:13:51E ainda mais quem mandou matar
01:13:55Ter o olho no olho do jaguar
01:14:01Virar jaguar
01:14:04O Império da Lei
01:14:07Há de chegar no coração do Pará
01:14:10O Império da Lei
01:14:31O Império da Lei
01:14:34O Império da Lei
01:14:35Há de chegar no coração do Pará
01:14:38O Império da Lei
01:15:06O Império da Lei
01:15:09O Império da Lei
01:15:09Há de chegar no coração do Pará
01:15:13O Império da Lei
01:15:16Há de chegar no coração do Pará
01:15:19O Império da Lei
01:15:22Há de chegar lá
01:15:27Quem matou, meu amor, tem que pagar
01:15:32Quem matou, meu amor, tem que pagar
01:15:34E ainda mais quem mandou matar
01:15:38Ter o olho no olho do jaguar
01:15:43Virar jaguar
01:15:46O Império da Lei
01:15:48Há de chegar no coração do Pará
01:15:54O Império da Lei
01:15:55Há de chegar no coração do Pará
01:15:55Há de chegar no coração do Pará
01:15:55Datamos on angem
01:16:05Ougesetzиб

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