Durante um diálogo informal captado pelos microfones da Cúpula do G7, na França, o presidente Lula afirmou que nunca se considerou "um esquerdista".
A declaração ocorreu durante uma conversa sobre o cenário político global com a diretora do FMI e o chanceler da Alemanha.
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#Lula #FMI #G7 #Esquerdista #Politica #AudioVazado #Bastidores #Polemica #Noticias #Urgente #Viral #Internet #Podcast #Youtube #Debate #Repercussao #Ideologia #AnalisePolitica #CaminhoDoMeio #MundoPolitico
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NotíciasTranscrição
00:00Bom, Lula tá lá nos G7, esse G7 ele tá meio fraco de temas, mas ele tá muito rico de
00:08videozinhos vazados, digamos assim.
00:11Pra contextualizar vocês, tem o vídeo vazado do Lula e tá todo mundo tratando como vídeo vazado,
00:18mas se você for na imprensa italiana, tem o da Georgia Meloni falando que ela parou de fumar
00:23e que o último cigarro dela foi com a Premier do Japão, todo mundo tá tendo um vídeo vazado pra
00:30chamar de seu ali, tá?
00:32Não é só o do Lula. E também uma situação que a imprensa de todos os países fica,
00:36ah, isso aí foi vazado? Né? Os maiores líderes do mundo, mas enfim, só contextualizando.
00:43O Lula teve alguns desses vídeos vazados no G7 e um deles é dizendo que ele nunca foi esquerdista, vamos
00:51ver.
00:56O Lula teve alguns vídeos, vamos ver.
01:09O mundo é do mundo, velho.
01:14O mundo é do mundo no meio.
01:16Isso é verdade.
01:18Mas isso é o que estávamos com os céus.
01:23O mundo estávamos com os céus.
01:25O mundo estávamos com os céus.
01:26Você não estávamos com os céus.
01:29Você foi de perto do centro.
01:30Eu nunca fui superstista.
01:41Pois é, está aí Lula falando que nunca foi esquerdista.
01:46E nós resgatamos um vídeo do Velho Testamento de Lula
01:52em que ele explica melhor essa ideia de que já não era esquerdista. Vamos ver.
01:58Se você conhecer uma pessoa muito idosa, esquerdista, é porque ele está com problema.
02:07Se conhecer uma pessoa muito nova, de direita, também está com problema.
02:14Então quando a gente tem 60 anos, é a idade do ponto de equilíbrio.
02:20Pois é. E aí, a esquerda não falou nada.
02:25Nem a esquerda, esquerda militante, nem a esquerda gourmet,
02:31que é aquele povo que discursa como Che Guevara, vive como Rockefeller
02:37e nem sabe direito o que é esquerda. Ninguém falou nada.
02:40O que é que vocês acham dessa história?
02:42O Lula alguma vez foi de esquerda ou não?
02:48Comece, Prando.
02:49Começarei. De novo, boa noite. Obrigado.
02:53O Duda não está aqui, gozando suas férias.
02:56Ele escreveu recentemente um livro sobre as frases do Lula.
03:00Mas tem um outro.
03:02O Duda, aliás, eu aqui e o Graieb,
03:05nós estamos tentando descobrir como é que tira oito férias por ano.
03:08Mas olha só.
03:10Não, é uma... Olha, vou te falar, Prando.
03:13A escala dele é boa, né?
03:15A escala dele... Eu vou passar para você.
03:17Eu estou com minha inveja.
03:18Vou passar para você. A hora que eu descobrir esse segredo, vou te passar.
03:21Mas olha só.
03:22O Lula, ele tem um livro sobre os discursos do Lula,
03:25mas tem um outro chamado Dicionário Lula, do Ali Kamel.
03:29E ele faz uma análise de conteúdo dos discursos do presidente Lula.
03:34Eu fiz a mesma coisa, uma análise de conteúdo com os discursos do Fernando Henrique,
03:39especialmente do primeiro mandato.
03:40E o Ali Kamel, ele chega a uma conclusão que é muito interessante.
03:45Eu até escrevi um artigo em revista acadêmica sobre os discursos presidenciais,
03:49e o Lula, de fato, sempre foi um negociador.
03:53Então, o Lula nunca teve um discurso de ruptura a partir de uma perspectiva marxista,
04:00no sentido da revolução do proletariado.
04:03Veja, o Lula e o surgimento do PT...
04:06Eu até comentei um dia que eu estava aqui, também com o Greb, com o Duda,
04:11e o Lula, a formação do PT, ela tem uma matriz,
04:15que é o movimento sindical do qual o Lula emergiu,
04:19tem os movimentos sociais,
04:21tem o sindicalismo, movimentos sociais,
04:23e as comunidades eclesiais de base do catolicismo, da igreja católica.
04:27Pois bem, o Lula sempre foi um negociador.
04:31E o negociador, ele não é aquele que propunha a ruptura.
04:36Então, assim, o Lula, quando ele perde em 89,
04:41ele perde em 94, ele perde em 98,
04:43ele faz uma grande inflexão.
04:45Que aí surge o Lulinha Paz e Amor,
04:47e a famosa carta ao povo brasileiro,
04:50em que ele diz que respeitaria o tripé macroeconômico do FHC,
04:53os contratos e tudo mais,
04:55amainando o mercado, e traz para vice quem?
04:58Um vice-presidente empresário.
05:00Lembrar do Zé Adelencar, um empresário.
05:04Então, o Lula, de fato, me parece,
05:06que nessa perspectiva de uma esquerda
05:10que se propõe marxista, ou leninista,
05:13ou trotskista, qualquerista que você queira,
05:16está muito distante desse pensamento do Lula,
05:18que é um pensamento negociador.
05:20Tem essa colocação que o Lula fez aqui,
05:24da idade de mudança, é o quê?
05:2660 anos?
05:27É isso que ele falou?
05:27Que aos 60 anos tem...
05:28Você chega ao ponto de equilíbrio.
05:29Você chega ao ponto de equilíbrio.
05:31Então, em 12 anos eu chegarei no meu,
05:33mas o Lula disse que 60 anos.
05:35Mas tem uma outra coisa,
05:36que depois seria até interessante um dia
05:37a gente colocar,
05:39tem um momento em que a Marilena Schaui
05:40falava que odiava a classe média.
05:44Você lembra disso?
05:44Ela continua de ano.
05:45Não, tudo bem.
05:46E ela é classe média,
05:48é uma professora universitária,
05:49classe média e tudo mais.
05:50E aí o Lula pega e fala assim,
05:52não, não vamos odiar,
05:54nós demoramos muito para chegar na classe média,
05:56a gente gosta da classe média.
05:57Então, é nessas questões que você pega
06:00esta percepção de mundo do Lula,
06:02aquilo que se chama cosmovisão.
06:04O Lula tem, no meu entendimento,
06:07muito mais um pé naquilo que se chamaria
06:09de social-democracia,
06:11uma ideia muito próxima do PSDB,
06:14do Fernando Henrique,
06:15do Franco Montoro,
06:16do Covas, do Serra,
06:17do que especialmente posições políticas ideológicas
06:22alinhadas mais ao PSTU, ao PCO.
06:25Então, eu acredito que o Lula,
06:27nesse momento, foi sincero,
06:29eu quero que sim.
06:29Ele nunca foi esse líder de esquerda
06:32propondo rupturas revolucionárias,
06:35mas sempre uma acomodação,
06:36negociação, capital, trabalho.
06:38Falei muito, vamos parar.
06:39Não me imagina, mas...
06:41Rodrigo, você sabe que isso que você está trazendo,
06:43no próprio movimento sindical do ABC
06:46dos anos 60 e 70,
06:49em que ele influencia não só o sindicato
06:51dos metalúrgicos,
06:52mas também o sindicato dos bancários,
06:54com o Djalma Bom,
06:55ele vai pegando sindicatos ali,
06:58a conversa desse grupo é que é o seguinte,
07:02nós não somos esses sindicalistas
07:04que estão chegando aí para quebrar tudo,
07:06que vocês estão vendo, não.
07:08A gente é o sindicalista que respeita o patrão.
07:11Essa era a conversa.
07:13Se você conhece alguém daquela época,
07:14é isso que eles falavam.
07:16Nós não vamos vir aqui para bagunçar o banco.
07:19Não.
07:19E eles ganhavam funcionários
07:21que não eram revolucionários,
07:24que não eram de esquerda,
07:26que, na maioria das vezes,
07:27muito católicos,
07:28que falavam assim,
07:29não, já que vai ter sindicato de qualquer jeito,
07:32então eu prefiro esse aqui
07:33que respeita o patrão.
07:34Esse era o do Lula.
07:35Ele sempre foi um grande negociador.
07:38Ele negociou com o Romeu Tuma
07:39quando estava preso.
07:40Sim.
07:41Não é verdade?
07:42Ele sempre foi essa coisa.
07:46E aí vão falar,
07:46não, mas que agora tem a pauta ou que não sei o quê.
07:49Quem que acabou com o Todes no Brasil
07:51numa canetada?
07:53Não foi o Bolsonaro.
07:55Porque não é homem.
07:57Foi o Lula.
07:58O Lula foi lá,
08:00deu uma canetada
08:01e acabou com o Todes no Brasil.
08:04Foi ele que acabou.
08:07Então, assim,
08:08as posturas que ele tem,
08:10ele é muito hábil.
08:12Eu acho que em duas coisas,
08:13em fazer um discurso cativante para a esquerda,
08:17se colocar como,
08:19assim, nunca dizer que é de esquerda,
08:21mas fazer um discurso que cativa a esquerda.
08:23E a outra coisa que você tem que reconhecer
08:25que o Lula é muito bom
08:26é sapatear na cabeça de capacho.
08:28Eu nunca vi...
08:30Ele faz isso com uma maestria,
08:32porque ele não tripudia, né?
08:34Ele faz
08:35e o capacho começa a achar
08:37que é o dever da vida dele
08:39ser capacho do Lula.
08:40É uma coisa impressionante.
08:42Então, eu acho...
08:44É isso, né?
08:46O Lula,
08:47ele estava falando naquele momento
08:49com a cabeça de um senhor
08:52que viveu o movimento sindical
08:56e tudo mais,
08:57e que viveu as discussões ideológicas
09:01daquele momento
09:01dentro da própria esquerda.
09:03A esquerda tinha aquele monte
09:06de divisões internas,
09:07trotskistas,
09:10leninistas.
09:11Tinha o PC do B,
09:13que lutava, digamos assim,
09:17ali às vésperas do surgimento do PT,
09:20para ver quem teria a hegemonia,
09:23como eles gostam de dizer,
09:24na representação da classe trabalhadora e tal.
09:28Então,
09:30eu acho que ele está usando
09:32esse referencial
09:34de quatro, cinco décadas atrás
09:37para se posicionar ideologicamente.
09:41E se você olhar para o passado,
09:43faz todo sentido.
09:44O Lula,
09:46se você o comparar,
09:47até com o Fernando Henrique Cardoso,
09:49que naquela época fazia lá
09:51o Seminário Marx,
09:53junto com todo o pessoal da USP,
09:56esses caras, sim,
09:58eles estudaram o pensamento marxista,
10:01eles estudaram
10:02toda a bibliografia da esquerda clássica e tal.
10:06Esses caras eram muito mais esquerda
10:08do que o Lula.
10:09O Frei Chico,
10:12irmão do Lula, mais velho,
10:13até militou no PCB.
10:16O Lula nunca militou no PCB.
10:18Ele era um sindicalista puro.
10:20Então, assim,
10:21ele está usando um referencial
10:23de décadas passadas.
10:24É óbvio
10:25que esse referencial
10:26para quem vive hoje em dia
10:28se perdeu.
10:30Se você olha o mundo hoje em dia,
10:32ele está dividido em esquerdas
10:33e direitas.
10:35E é óbvio
10:36que o Lula faz parte
10:37da esquerda.
10:39Então, assim,
10:41se você traz
10:42essa distinção
10:43que ele fez
10:44para o mundo de hoje,
10:45não faz muito sentido.
10:47É óbvio
10:48que hoje
10:49o Lula
10:49é esquerdista,
10:50a esquerda
10:52pode não ser
10:53a extrema esquerda
10:54do PSTU,
10:55mas representa
10:55a esquerda.
10:57Lá atrás
10:58faz sentido
10:59essas distinções,
11:00porque as distinções...
11:01O PT
11:03tinha as tendências
11:05dentro do PT.
11:06O PT,
11:07quando se formou,
11:07tinha um monte de grupinhos
11:08lá dentro
11:09que eram, assim,
11:11as divisões
11:12mais incompreensíveis
11:14da esquerda.
11:15você não sabia
11:16por que o grupinho
11:17um era diferente
11:18do dois.
11:19Eles sabiam.
11:20E era,
11:20eu sou mais esquerda,
11:21esse aqui é conservador.
11:23Então, assim,
11:24é um outro mundo
11:26a que ele está
11:27se referindo
11:27para fazer essa distinção,
11:28eu acho.
11:29Um mundo em que,
11:32até um determinado ponto,
11:33eu considero que,
11:34até o início
11:35das redes sociais,
11:37as pessoas
11:38na política de esquerda
11:39eram de esquerda,
11:41as de centro
11:41eram de centro,
11:42e as de direita
11:43eram de direita.
11:45Agora,
11:46as pessoas querem
11:47mostrar nas redes sociais
11:48o que elas são
11:49e fazer parte de grupo.
11:51Mas como existe
11:52só uma lei
11:53que pega no mundo inteiro
11:54que é a lei
11:55do mínimo esforço,
11:56elas não querem
11:57nem estudar
11:58sobre política
11:59e nem militar
12:01de verdade,
12:01elas só querem postar.
12:03E, para isso,
12:05quanto mais carismático
12:06for o líder
12:07e quanto mais
12:10descomprometido
12:10com uma ideologia séria,
12:12melhor para as pessoas.
12:14Então,
12:15por isso que nós temos
12:16os nossos dois populistas,
12:17Lula e Bolsonaro,
12:19o Lula,
12:20que a rigor
12:20não é de esquerda,
12:21o Bolsonaro,
12:22que a rigor
12:23não é de direita,
12:25mas a torcida deles,
12:27ou a seita deles,
12:28ou o gado deles,
12:30não está nem aí,
12:31porque também não é
12:32nem de esquerda
12:33nem de direita,
12:34também só quer falar.
12:35As redes sociais
12:36borraram
12:37as divisões políticas,
12:38políticas, né?
12:39Não, sim, sim.
12:40Eu quero só fazer
12:41um complemento
12:43ao que o Greb falou aqui,
12:44porque amanhã,
12:45dia 18,
12:46o Fernando Henrique
12:47completará 95 anos.
12:49Então, o presidente,
12:51o professor Fernando Henrique,
12:53já está em estágio avançado
12:55de Alzheimer,
12:55ele teve a sua interdição
12:57decretada pela justiça,
12:58com a anuência
12:59da esposa,
13:00da companheira,
13:01tudo,
13:01mas o Greb tem
13:02uma lembrança, né?
13:03Quer dizer,
13:04nos anos 60,
13:05o José Arthur Gianotti,
13:06um filósofo também falecido
13:08da USP,
13:08ele voltou da França
13:10e ele propôs
13:10a leitura estrutural
13:12do texto seminal
13:13do Marx,
13:14o Capital.
13:15E aí,
13:15eles se reuniam
13:16de 15 em 15 dias
13:17naquilo que ficou
13:19convencionado
13:19chamar de
13:20Grupo do Capital,
13:22o Seminário do Capital.
13:23Então,
13:23cada um se responsabilizava.
13:25Então,
13:25você tinha o Gianotti
13:27que fazia leitura filosófica,
13:29você tinha o Paul Singer
13:30que lia em
13:31alemão
13:31e fazia as traduções
13:33e cotejava com o inglês,
13:34com o francês,
13:35eles passaram
13:36um tempo muito grande
13:37lendo estruturalmente
13:39o Capital
13:39e só se passava
13:40por uma página
13:41quando se esgotava
13:42o entendimento
13:43daquela que eles
13:44estavam lendo.
13:44Então,
13:45foi uma leitura
13:46demorada,
13:46um seminário
13:47que produziu
13:47as principais obras
13:49naquele período
13:50da sociologia uspiana.
13:51E aí,
13:52tem uma coisa interessante,
13:53porque se você pegar
13:54não alguém de direita,
13:55mas se você pegar
13:56um de extrema direita,
13:57ele vai colocar
13:58o Lula e o Fernando Henrique
13:59como iguais
14:00e eles não são,
14:01porque de fato
14:03o PT
14:04ele nasce da sociedade
14:06e ganha o poder.
14:08O PSDB
14:09com o Fernando Henrique
14:10nasce praticamente
14:11na academia
14:13e depois vai ganhar
14:14uma parte da sociedade
14:15mas nunca enraizada
14:17como o PT.
14:18Então,
14:18esse ponto de visada,
14:22essa forma de olhar
14:24a realidade
14:24que tem o Lula
14:25e o Fernando Henrique,
14:26elas são distintas
14:27em muitos pontos,
14:28mas também se aproximam
14:29naquilo que eu falei
14:30há pouco
14:31de uma social-democracia.
14:32Agora,
14:33se a gente pegar,
14:34por exemplo,
14:34o Fernando Henrique
14:35e o Lula,
14:36você tem toda a razão.
14:37são lideranças políticas
14:39de um mundo
14:40pré-internet,
14:41pré-redes sociais.
14:43E aí,
14:43é uma questão
14:44que muita gente fala assim,
14:45você quer ver
14:45como eles são iguais?
14:46Olha só,
14:47o Alckmin
14:47que dizia que o Lula
14:49ia voltar à cena do crime
14:50é o vice,
14:51mas quando a Dona Ruth
14:54faleceu,
14:55o Lula esteve lá.
14:57Quando a Dona Marisa
14:58Letícia faleceu,
14:59o Fernando Henrique
15:00esteve lá.
15:01Então,
15:02é uma ideia
15:02de que a política
15:03se faz a partir
15:04do embate
15:05com adversários,
15:06mas não com inimigos.
15:08As redes sociais
15:09operam na lógica
15:11do algoritmo
15:11que dá,
15:12e você,
15:13Anemadá,
15:13sabe bem mais
15:14do que eu isso,
15:15ela dá tração
15:17às posições extremistas.
15:19Alguém ponderado
15:21mais ao centro
15:22perde espaço
15:23nessa dinâmica.
15:24Então,
15:25a gente tem que entender
15:26que essas figuras
15:27são parte
15:29de um Brasil
15:30da segunda metade
15:32do século XX
15:32e os primeiros
15:3320 anos
15:34do século XXI
15:35e que mudou muito.
15:37Todo mundo fala
15:37deste Lula 3,
15:39eu já te passo,
15:40já que você...
15:41Pode falar,
15:42pode falar então,
15:43depois eu falo.
15:43Não,
15:44o que você estava falando
15:44eu me lembrei
15:45do Paulo Guedes.
15:47O Paulo Guedes
15:48falava isso.
15:49O Brasil
15:49nunca foi...
15:50governado pela direita
15:51sempre foi governado
15:53pela esquerda
15:53desde a redemocratização.
15:55Então,
15:55ele punha o Fernando Henrique,
15:56a visão de governo
15:57do Fernando Henrique,
15:58a visão de governo
15:59do PT,
16:00juntas,
16:01para ele era tudo
16:01a mesma coisa.
16:02É, mas isso foi um negócio
16:03de redes sociais
16:04que ganhou muita atração,
16:06que é você oferecer
16:07um falso senso
16:08de elitismo ao público.
16:09Eles fizeram um vídeo
16:10chamado
16:10O Teatro das Tesouras.
16:13Vocês já ouviram
16:13falar nisso?
16:14Eu não.
16:15O Teatro das Tesouras,
16:16ele defende
16:18uma tese
16:18de que, na verdade,
16:20PT e PSDB
16:21eram iguais
16:22e, por algum tipo
16:23de combinado,
16:24eles se alternavam
16:25do poder
16:25para que o mesmo grupo
16:27sempre ficasse.
16:29E aí,
16:30como ele fala
16:31O Teatro das Tesouras,
16:33que é uma expressão
16:34que dá a impressão
16:35que a pessoa sabe
16:35de política,
16:37sem ter que se esforçar,
16:39sem ter que estudar,
16:41sem ter que trabalhar,
16:42ela vê um vídeo
16:43e ela ganha uma expressão
16:44que ela solta
16:45na internet
16:46e ela fala
16:47Poxa,
16:47eu sei muito
16:48de política.
16:49Então,
16:50os líderes
16:50desse grupo
16:51aproveitam isso.
16:53Porque o que faz
16:55um político
16:55cativar uma pessoa?
16:57A pessoa se sentir
16:58inteligente
17:00perto dele,
17:00mesmo que a pessoa
17:01na realidade
17:02seja burra.
17:03Então,
17:03o que eles fazem?
17:04Sabendo do nível
17:05intelectual geral
17:06do Brasil,
17:07eles lançam isso
17:09de Teatro das Tesouras
17:10e várias pessoas
17:12no grupo,
17:13principalmente as mais
17:15intelectualizadas,
17:16começam a repetir
17:17em declarações públicas
17:19trechos desse vídeo.
17:21Para quê?
17:22Para a pessoa
17:23que de política
17:23só entende o vídeo
17:25e o Teatro das Tesouras,
17:26ela fala
17:27Nossa,
17:27eu entendo muito
17:29disso agora.
17:30E,
17:30ao mesmo tempo,
17:31por que eles querem
17:32que ela se sinta assim?
17:33Não só para continuar
17:34votando,
17:35mas para continuar burra.
17:37Porque se ela
17:38continuar burra,
17:39ela continua votando
17:40e nunca criticando.
17:42então assim,
17:43esses posicionamentos
17:44que a gente vê
17:45de algumas pessoas
17:46mais intelectualizadas,
17:48eles já operam
17:49na dinâmica digital.
17:50Toda vez que você
17:51vê alguém do grupo
17:52Bolsonaro falando isso,
17:53ele vai utilizar
17:54algum termo
17:56pseudo-científico
17:57que parece ser
17:57científico,
17:58que parece ser
17:59de um grupo
18:00que conhece aquilo
18:02e que está
18:02no bendito do vídeo.
18:04Entendeu?
18:05Porque o povo
18:05viu o vídeo.
18:06A pessoa não viu
18:07nada mais que o vídeo
18:08sobre social-democracia,
18:10trabalhismo,
18:11nada.
18:11Ela não sabe
18:12nada mais que isso,
18:13não quer saber
18:15e eles vão fazendo isso,
18:17eles vão jogando
18:18com as pessoas.
18:19Enfim,
18:20eles são hábeis,
18:21são hábeis.
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