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  • há 4 semanas
Neste episódio especial da Feira Agro Nater Coop, o secretário da Seag, Enio Bergoli, fala sobre o crescimento do agronegócio do Estado e a importância para a economia capixaba.

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Transcrição
00:04Bem-vindos ao videocast Tecnoagro Especial da feira Agronatercop.
00:10Eu sou o Cláudia Gregório, ele é Douglas Mota, e nós estamos aqui em Nova Venecia,
00:16na Arena Tecnoagro, evento que celebra a força do agronegócio capixaba,
00:20além da inovação no campo, não é isso Douglas?
00:23É isso Cláudia, e hoje a gente vai falar sobre o crescimento do agronegócio no Espírito Santo,
00:27e a importância desse setor para a economia do nosso estado.
00:31Para isso, estamos aqui com o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enil Bergui.
00:38Enil, muito obrigado pela sua presença, seja muito bem-vindo, papo muito interessante hoje.
00:43Eu que agradeço a oportunidade de falar com vocês, hoje a comunicação talvez seja um dos maiores desafios,
00:51não só do Brasil, mas do mundo, na área de agronegócio.
00:54Em muitas ocasiões, tem muitas interpretações de formas que não retratam a verdadeira realidade e a pujança e a força
01:05desse segmento.
01:06Então, essa é uma grande oportunidade aqui nessa feira, extremamente relevante,
01:10conjugando dois eventos, um evento da Natercop, um evento que já acontece há alguns anos,
01:15e é a primeira vez a Tecnoagro aqui dentro da feira, unindo negócios e conhecimento.
01:20Então, acho que essa dobradinha é o que deu certo para o Espírito Santo e o que pode dar certo
01:26para outras regiões do Brasil, inclusive.
01:28Então, vamos falar dessa pujança, né?
01:31Secretário, em 2024, as exportações do agronegócio capixaba bateram um novo recorde e somaram mais de 22 bilhões de reais,
01:39um crescimento de quase 70% em relação a 2023.
01:42Quero começar perguntando o que esse último ano representou para o nosso agronegócio e o que motivou esse crescimento.
01:50Bom, primeiro a gente precisa registrar aqui, 2024, os dados fechados de exportação, são dados históricos.
01:57Foi o recorde absoluto, né?
01:59Esses 22 bilhões de reais, o que vale, imagina, 3,6 bilhões de dólares.
02:04Nós nunca havíamos ultrapassado a marca superior a 2,2, 2,4 bilhões de dólares.
02:11Então, se a gente comparar com o Brasil também, o Brasil praticamente ficou estagnado o mesmo valor, até decresceu.
02:20O Brasil, nas exportações do agronegócio, decresceu cerca de 1% e nós crescemos quase 70%.
02:27Então, foi uma conjugação de vários fatores, né?
02:31Primeiro, que os nossos principais produtos da pauta de exportação tiveram preços internacionais muito razoáveis.
02:37E nós também ampliamos o volume.
02:39Então, nós tivemos volumes maiores, o Brasil reduziu o volume.
02:43Nós tivemos um percentual de volume superior em relação a 2023 e os preços altos, né?
02:49Tanto para café arábio, café conilon, para celulose, para pimenta, para gengibre, para mamão.
02:55Então, isso fez com que a gente tivesse um valor histórico.
03:01E, assim, nós imaginamos que para esse ano, obviamente, deve cair um pouquinho por conta dos preços do café.
03:08Aliás, tem uma curiosidade interessante no ano passado.
03:12Normalmente, a celulose, na pauta dos produtos exportados, ela vem primeiro, às vezes, com café.
03:18Até 2020 era sempre ela.
03:20Depois, em alguns anos, ela, depois o café, o complexo café.
03:23Só que no ano passado, em 2024, o café foi o primeiro.
03:28Eu digo café, café arábica, café conilon, junto com café solúvel e grão cru, café verde.
03:36Nós exportamos o dobro de celulose.
03:38Foram mais de 2 bilhões de dólares com café contra 1 bilhão de celulose.
03:44Então, assim, no Espírito Santo, eu sempre coloco isso com muita propriedade.
03:51Quando eu falo muita propriedade, não é uma arrogância, porque eu fui anunciado como secretário de Estado da Agricultura,
03:56mas, antes disso, eu sou engenheiro agrônomo, concursado do Incapé, desde abril de 1986.
04:03Já tem 39 anos e meio.
04:06Ninguém diz.
04:07Aliás, se ninguém diz, só eu falo.
04:08Os poucos cabelos já me condenam e a minha aparência também, mas é só uma brincadeira.
04:12Então, eu conheço, assim, muito esse Estado como um todo.
04:17E a gente, assim, ter essa relevância toda que nós temos nesse curto espaço de tempo,
04:25é algo, assim, que os nossos produtores e produtoras merecem uma honra ao mérito.
04:31Todos eles devem ser medalhados e colocados no pódio.
04:35Eu, quando comecei, quando fazia agronomia, no início da década de 80,
04:39eu jamais imaginaria, por exemplo, que o Espírito Santo fosse ultrapassar o Pará como produtor de pimenta do reino.
04:47O Pará produziu 85% da pimenta do reino até os anos 90.
04:51Hoje, o Espírito Santo exporta cerca de 60% da pimenta do Brasil
04:59e produz mais ou menos 60% da pimenta do Brasil.
05:02Então, assim, é algo fantástico.
05:03Quem imaginaria, há 15 anos, por exemplo, que a gente estaria exportando gengibre nessa intensidade,
05:11que o Espírito Santo fosse o responsável por quase 70% das exportações de gengibre?
05:15Principalmente vendo o tamanho do Estado, né?
05:17E vendo o tamanho, porque essa área é muito pequena, nós temos uma área total,
05:21que a gente fala assim, de 46 mil quilômetros quadrados.
05:24Então, é cento e poucos quilômetros de largura por 400 e poucos de comprimento.
05:28E ali tem cidades, tem rio, tem ar de preservação.
05:31A gente faz agricultura em 3 milhões de hectares, isso é muito pequeno.
05:34Isso, às vezes, é o tamanho de um município do Centro-Oeste ou da região Amazônia.
05:39Então, assim, essa expressão é muito forte.
05:41O que aconteceu com a nossa cafeicultura ao longo das décadas, né?
05:44Quando nessa região quente, nós estamos aqui em Nova Venécia, né?
05:48Hoje nós produzimos, exportamos 75% do café conilon do Brasil.
05:53E, assim, pode escrever, né?
05:56Eu costumo errar pouco nas minhas previsões.
05:59Esse ano, nós estivemos, uma equipe, né?
06:02No Vietnã, que é o maior produtor de cofreacanéfra, né?
06:07Que tem o Robusto e o Conilon.
06:09Eles estão produzindo lá 26, 27 milhões de sacas.
06:13Este ano, o Espírito Santo deve produzir 18 milhões de sacas.
06:16Se juntar, depois, Bahia, Rondônia e muitos outros estados que já estão produzindo conilon,
06:22nós devemos chegar na safra deste ano, que está sendo finalizada aqui no Espírito Santo,
06:28a 23 milhões de sacas.
06:30Então, a diferença está pouco.
06:32Mas como a gente usa ciência e tecnologia aplicada na prática, né?
06:39A nossa produção vai ser crescente em função de aumento de produtividade.
06:44Cada vez mais com fértil de irrigação, irrigação, marca escolhendo, enfim.
06:47E lá, eles estão na década de 80, no Vietnã.
06:50Então, em breve, o Espírito Santo, o Brasil, liderado pelo Espírito Santo,
06:56também vai ser o maior produtor de café conilon do mundo.
06:59Já é de Arábica desde sempre.
07:01Então, assim, são muitos exemplos positivos.
07:03O exemplo do mamão, olha que coisa fantástica.
07:05Eu falo isso que nós estamos numa feira de conhecimento aqui,
07:09em que há interação das pessoas, várias palestras, painéis.
07:12Foi a ciência, foi o Incaperco, a USP, que abriu o caminho para as exportações de mamão.
07:18É uma coisa simples.
07:20Eu vou tentar falar, assim, mais simples tecnicamente, né?
07:23Às vezes, a nossa comunicação do Arca, a gente só fala que a gente entende.
07:27Mas olha só, os norte-americanos, né?
07:29Os Estados Unidos, obviamente, eles querem proteger os seus plantios.
07:32Eles são gigantes.
07:33Então, quando eles importam algum produto ao natural,
07:37eles têm que ter a certeza que esse produto não está levando a alguma enfermidade,
07:41seja fungo, bactérias, vírus, insetos, né?
07:44Que possam prejudicar os produtos, as plantações deles lá.
07:48E eles têm uma Flórida, por exemplo, que produz muita fruticultura.
07:51Ele falou, ó, para aí, se o seu mamão vier com aquela larvinha da mosca das frutas,
07:55que é uma larvinha, né?
07:57Vai me contaminar aqui.
07:58Aí juntou o Incapera, a época, né?
08:00Pesquisador da Vigo, pesquisador da Uvo, juntaram,
08:03identificaram um ponto de colheita e um tratamento pós-colheita
08:06e comprovaram com pesquisa, olha, não vai larvinha nenhuma se fizer desse jeito.
08:09Os americanos vieram aqui, a terceira beleza, abriu para o Brasil e para o mundo.
08:14Nós capixadas, pesquisa aqui, para dar um exemplo.
08:18Em 93, eu estava como coordenador da secretaria lá, trabalhando na cafeicultura e planejamento,
08:24nós lançamos as primeiras variedades clonais de café conilon.
08:28Foi um sucesso em 93.
08:30Nós produzimos, a nossa produtividade média de conilon era de sete sacas para cada hectare de terra.
08:37Hoje, ela já, em média, cerca de 50 e muitos produtores produzindo de 180 a 150 sacos para hectare.
08:45Tecnologia.
08:46É isso que nos diferencia.
08:48Nós ainda somos os maiores em várias cadeias produtivas, né?
08:52Os nossos produtos, conforme já falei, chegam a 150 países, né?
08:56E lideramos com as cadeias, mas em breve isso não vai ser assim,
09:00porque nós não temos área suficiente, né?
09:02E detalhe importante, né?
09:04Em termos de comunicação, falando agora.
09:07Em 92, na Rio 92, teve um movimento mundial para o meio ambiente,
09:12nós tínhamos apenas 12% de cobertura florestal no Espírito Santo.
09:16Hoje, nós temos 27.
09:17E com o plano de, o programa de recuperação ambiental,
09:22que tem o CAR antes, que é o cadastro agora,
09:23os produtores vão ter que recuperar os passivos, né?
09:26Nós vamos chegar a mais de 30 e poucos por cento de área preservada no Espírito Santo.
09:29Então, o Espírito Santo é uma demonstração clara
09:32que é possível, sim, gerar renda em pequenos espaços.
09:35Pode olhar o nível de renda das nossas pequenas famílias cafeicultoras,
09:39estão lá em condições dignas.
09:41Eu já visitei a América Central, já fui no Vietnã,
09:44a nossa condição é muito melhor.
09:46A gente consegue ter renda para as famílias rurais capixab,
09:50em pequenos espaços, porque o conhecimento e a tecnologia
09:52está sendo utilizada na prática.
09:54E falando sobre essa relevância do agro aqui no Espírito Santo,
09:57ele é responsável por 30% do PIB capixaba
09:59e responsável por 33% dos empregos.
10:03Assim, é inegável o tamanho desse setor aqui no Espírito Santo,
10:06mas a gente queria saber como que o agro está posicionado,
10:08o agro capixaba está posicionado a nível nacional.
10:11Tá.
10:11Primeiro que esse dado, eu sou um engenheiro agrônomo da área de socioeconomia,
10:16foi a minha pós-graduação em Vissosa, sou formado na UFSS,
10:18pós-graduação nesta área.
10:22Desde 2012, nós não calculamos aqui no Espírito Santo,
10:27não é calculado no Espírito Santo o PIB do agronegócio.
10:31Existe muita confusão de conceito, mas enfim.
10:35Então, agora nós descentralizamos um recurso,
10:38a Secretaria da Agricultura, junto ao Instituto Jones,
10:40e nós vamos recalcular o PIB.
10:42Então, assim, isso é uma aproximação.
10:45Pessoal, esse dado se usa há muito tempo, 30%, 30%.
10:48Mas o Brasil, normalmente, o Brasil calcula para o Brasil, né?
10:53Está entre 23% e 25% e nós achamos que aqui no Espírito Santo
10:57está um pouco a mais, certo?
11:00Porque o agronegócio, acho que é bom que a gente explique um pouquinho, né?
11:05Não é uma palavra feia.
11:07Tem muita gente que faz um confronto do conceito de agronegócio
11:12com o conceito de agricultura familiar.
11:14Isso é uma bobagem como um todo, né?
11:16Eu estou falando isso que PIB se calcula em função de agronegócio,
11:20cadeia produtiva como um todo, né?
11:22Ou seja, antes de se produzir, você tem a indústria de máquinas,
11:25de equipamentos, de fertilizantes, de adubo, assistência, isso faz parte.
11:28Depois tem a parte da produção rural.
11:30Depois tem toda uma parte de agroindustrialização.
11:33As empresas que fazem, que utilizam a matéria-prima.
11:36E depois toda a distribuição em logística.
11:38Só existe um café torrado, moído, embalado, disponível na rua do supermercado
11:42ou numa cafeteria se passar por esses quatro grandes elos.
11:45E quando a gente mede o volume disso, chamamos de PIB.
11:49Se trabalhar só o valor, buta a produção, é um dado de dentro da porteira.
11:54Então, este é o conceito de agronegócio.
11:56É ver o segmento como uma cadeia de valor.
11:58O café, quando eu estiver lá na cafeteria, ele passou por isso tudo.
12:02Então, a gente mede em valor isso tudo.
12:04Isso dá uma dimensão muito mais importante do segmento.
12:07E o que isso tem a ver com a agricultura familiar?
12:09Nada.
12:10É comparar morcego com mesa.
12:13A agricultura familiar é um público extremamente relevante,
12:16mas é um dos públicos que atuam no rural.
12:19Nós temos o agricultor familiar, o médio produtor, o grande produtor
12:22e os empresários rurais, empresas constituídas.
12:24Aqui no Espírito Santo, 75% das propriedades são da agricultura familiar.
12:30A gente pode dizer, então, que são os que sustentam a nossa agricultura.
12:33São os principais.
12:35São 75%.
12:35E são produtores menores.
12:37Eles são o alvo, por exemplo, principal do nosso planejamento.
12:42Porque em algumas situações, por exemplo, aqui nós estamos nessa feira,
12:48tem máquinas e equipamentos aqui de um tamanho que um só individualmente
12:53não pode comprar.
12:54Por isso é importante o cooperativismo que está na feira.
12:57Tem algum produtor também que a dimensão dele de terra de cafeicultura é pequena,
13:01que às vezes ele não recebe aquela assistência técnica privada
13:04porque o volume de insumo que ele compra é pouco e o privado não dá.
13:07Então, todo o planejamento público, eu estou falando pelo Espírito Santo,
13:11pelo governo do Estado, pela Secretaria, pelo Incapé,
13:13é direcionado para esse público da agricultura familiar.
13:17Os demais vão até a Gazeta, vão até a Cláudia Gregório, vão ao Enio Berg.
13:21Eles têm...
13:22E eles interagem nos eventos também.
13:24Não é que é excludente, mas em alguns nós temos que ir,
13:28nos outros eles vêm, independente.
13:30Eles têm canais de comunicação.
13:34Então, assim, primeiro, numa dimensão de agronegócio, posição,
13:39nós estamos um pouco à frente do Brasil, certo?
13:43De participação no PIB.
13:44Mas vamos aferir isso agora, nos próximos meses,
13:47que já está sendo calculado o efetivo PIB.
13:49Então, nós temos uma participação relativa.
13:52Outra coisa extremamente relevante é que...
13:55E eu vou responder a sua pergunta, não esqueci ainda não.
13:58Pode ficar tranquilo que eu associo muita coisa ao mesmo tempo.
14:00No ano passado, esse é um dado interessante.
14:05Dentre tudo que o Espírito Santo exportava,
14:09sempre historicamente, nos últimos anos aí,
14:1118% a 20% era agronegócio.
14:13O ano passado foi 36%.
14:17Né?
14:17Esse ano está mantendo a média de um terço.
14:20E olhe a quantidade de rocha ornamental,
14:23e minério de ferro, e essas placas que vão para fora.
14:26Então, assim, olhe a força que tem isso.
14:28E olhe a capacidade de distribuição de renda.
14:31Não tem em nenhum outro segmento.
14:34Esses grandes, a renda é concentrada.
14:37Esses 2 bilhões de dólares que foram exportados com café,
14:41no complexo café, distribuiu nas 75 mil propriedades de café.
14:46Mas, já pegando esse ganho, quais são os principais mercados lá fora?
14:51Olha, os mercados são diversificados.
14:54Se a gente pegar assim, no conjunto,
14:55Estados Unidos é o principal, somando tudo.
14:58Bom, mas por segmento difere.
15:00Por exemplo, nosso maior mercado para café é a Europa.
15:07E se eu te falar o nome do primeiro país que mais comprou,
15:09você nem vai acreditar.
15:10Bélgica.
15:12Mas por quê?
15:12Porque lá também, de lá distribui.
15:15Terceiro, Alemanha.
15:16Mas a Europa é o principal destino.
15:19Se a gente pegar a nossa pimenta, mais para a Ásia como um todo.
15:24Enfim, então assim, café solúvel.
15:28Hegemonicamente, Estados Unidos.
15:30Mas assim, chegaram em 125 países.
15:33Nós predominamos nos blocos econômicos.
15:35Onde tem mais consumo?
15:36Estados Unidos, Europa.
15:37E vai muito para a Ásia também.
15:39Mas faltou te responder.
15:41Então, uma relação.
15:42Nós somos um pouco mais, assim, a participação do agronegócio.
15:47No total do PIB do Estado, nós somos um pouquinho acima do Brasil.
15:50Vamos calcular esse efeito.
15:52Em termos de posição, óbvio que o Espírito Santo sendo pequenininho,
15:58esse valor do Espírito Santo não pode comparar com São Paulo, com Minas, com Rio Grande do Sul.
16:02Mas tem um indicador que nós estamos calculando na agricultura,
16:06que nós estamos sempre entre os três primeiros.
16:08que é o faturamento médio, um valor bruto da produção, por hectare cultivado.
16:14Aí nós estamos na frente.
16:16Nós, Santa Catarina e tal.
16:17Isso representa um desempenho.
16:19Porque nós temos um valor agregado muito forte.
16:22Porque quem produz café, café tem um valor alto.
16:25Esse bolsão que a gente tem de fartura de verduras na região serrana é um negócio fantástico.
16:31As pessoas não sabem.
16:32Mas lá é casa de vegetação, estufa atrás do outro.
16:34Tomate indo para o Mercosul, para a Argentina.
16:36Nós somos aí o maior produtor de chuchu, por exemplo.
16:40Sabia disso?
16:41Sabia.
16:41Disparadamente, né?
16:42Um chuchu que não acaba mais.
16:44Então, assim, tem a parte de hortaliças, que é um outro grande arranjo.
16:48E a parte de ovos, né?
16:50A parte de ovos é um negócio que salta aos olhos, né?
16:54Um Santa Maria de Getibá, né?
16:57Produz mais ovos do que o Rio Grande do Sul inteiro.
17:02Sendo que o Rio Grande do Sul está entre os cinco maiores produtores do Brasil.
17:06Só para você ter uma dimensão do que é Santa Maria.
17:09Está bem assim com bastos em São Paulo.
17:11É.
17:12Não, não, estou pegando assim.
17:14Mas Santa Maria descolou agora.
17:16Descolou um pouquinho.
17:17Enquanto município.
17:18Enquanto estado, nós somos segundo, terceiro.
17:22Por aí, enquanto estado.
17:23É porque é uma concentração.
17:24Mas se você pegar no município, olha só.
17:27Nós pegamos a média, junto com a África, nós produzimos 14 milhões e 100 mil ovos por dia de galinha.
17:34E mais 4 milhões e 700 mil ovos por dia de codorna.
17:39Dá 19 milhões de ovos.
17:41Nós não temos nem 4 milhões de habitantes.
17:43Dá mais de 4 ovos habitantes por quem está nascendo por dia.
17:47Para quem está nascendo, para quem está morrendo.
17:49Então, às vezes a gente faz esses comparativos só para ter uma ideia da dimensão do que é isso, né?
17:54E estaremos lá em Santa Maria semana que vem, né?
17:56E esses produtos têm valor agregado.
17:58Portanto, na dimensão de geração de renda para cada octário cultivado, nós estamos sempre com os três melhores do Brasil.
18:05Estado.
18:07E assim, a gente estava falando sobre café agora há pouco.
18:09Você trouxe o big number de 2 bilhões, trazendo aqui é 2,7, 17 bilhões de reais.
18:15Ou seja, 60% de dólares, desculpa, de dólares.
18:19Ou seja, 60%, 60,1% do total de exportações que a gente tem.
18:23E o dobro da celulose, né?
18:25A celulose deu 30%.
18:26E você já falou aí que não é só o café, a gente tem também o mamão, a pimenta, né?
18:33Além do café, do mamão e da pimenta, existem outros produtos que têm um papel importante nosso no agronegócio?
18:38Olha só, nós já nos consolidamos com o café, bem consolidado.
18:43Nos consolidamos com a celulose.
18:45Nos consolidamos com a pimenta do reino.
18:48Estamos consolidados com o mamão.
18:50Estamos consolidados com o gengibre.
18:52São cinco produtos consolidados.
18:54Tem alguns que são, né?
18:57Eu não digo embrionário, mas numa fase um pouco mais em dia e ganhando força.
19:01Então, uma aposta que tem crescido é a pecuária bovina.
19:06Carne bovina.
19:08Pode escrever.
19:08Está ficando ali, crescendo muito, 20, 30 milhões de dólares por ano, porque está desse tamanhozinho também, né?
19:15Sabe de onde a melhor qualidade de carne do Brasil, eleita em novembro do ano passado?
19:20Nossa, capixaba.
19:21Então, assim, para mercados finos.
19:23É o grupo abatido na unidade colatina, que ela é credenciada para exportar, mas um gado nosso do grupo berínger.
19:33Então, assim, ganhou o concurso nacional de qualidade de machos.
19:36Então, hoje nós temos qualidade de carne para ofertar para os mercados mais exigentes.
19:40Então, eu aposto muito na carne bovina.
19:42Eu aposto ainda no arranjo de etanol, que de vez em quando a gente exporta um pouco, né?
19:48Pescado a gente vai melhorar.
19:50Agora, tem um produto que ninguém está observando e que está entrando no mercado internacional.
19:58Naquela região serrana do Espírito Santo, venda nova, entrando para castelo, forno grande,
20:03o plantio de abacate, né?
20:06Em todos os tipos, inclusive o avocado, né?
20:10Está assim, nós estamos botando um abacate no mercado internacional e muito.
20:13Numa revolução silenciosa.
20:16Ele já vai configurar daqui a, vou botar assim, uns três anos, quatro.
20:22Eu vou ter que destacar, tirar ele de outros, já botar uma linhazinha para ele.
20:25E o nosso abacate está indo para onde?
20:27Vai para vários países, para a Europa, muito para a Europa e muito também para esse mercado da América Central,
20:33né?
20:33Que tem o costume de comer abacate com sal na comida, isso.
20:35Nós aqui, eu sou ainda daqueles italianos no sul, é mais que um açúcar na batida, alguma coisa assim, né?
20:40Mas lá, são vários mercados.
20:42Então, vai crescer muito, o que é muito interessante.
20:45O que é muito interessante.
20:47Também, nós temos uma oportunidade para crescer um pouco mais nas especiarias,
20:51que nós já somos bons em pimenta do reino e também em gengibre,
20:56mas assim, a pimenta rosa, a arueira, é um mercado que pode deslanchar e vai deslanchar, né?
21:02E outras também, outras especiarias como um todo.
21:05Assim, para nós no Espírito Santo, é importante a gente vivenciar essa escala,
21:11que eu falo uma escala de aumentar o valor de produção por hectare,
21:15porque as propriedades são pequenininhas, os espaços.
21:18Então, não adianta produzir soja, trigo, milho, embora a gente produza isso, né?
21:22Porque são produtos de larga escala, com margens pequenas.
21:25Por isso que foi extremamente relevante.
21:28E eu comecei aqui falando com vocês,
21:30que a minha origem foi trabalhar como extensionista, como agrônomo, lá em Dores do Rio Preto.
21:35Aquele café que eu produziu na minha época, estaria fora do mercado.
21:38Hoje, as pessoas vendem café de boutique lá, com valor agregado.
21:41Eles não têm volume para vender café commodity, né?
21:44Então, assim, o nível de renda aumentou muito pela evolução da qualidade também.
21:49Ou seja, produzir mais, o menor espaço possível e produzir de qualidade.
21:52De qualidade.
21:52E agora, um outro jargão do mundo, né?
21:55Por isso que a gente tem o governo do Estado, tem esses programas interessantes,
21:58que eu considero construídos com o setor privado.
22:00Não é o governo, não me expressei mal.
22:02São programas de Estado que o governo, junto com o setor privado, traça diretrizes e metas.
22:07A gente tem, por exemplo, o PDAG, que é o nosso planejamento estratégico de longo prazo.
22:12Já está na quarta versão.
22:14Só o nosso Estado tem isso.
22:15Começou em 2003, setor público e privado.
22:18Assim, o nosso caso de sucesso não é à toa, né?
22:20É o vindo e trabalhando, interagindo com o setor privado.
22:23E nós colocamos a inovabilidade como um tema central do PDAG, né?
22:28Para as 30 principais cadeias produtivas do agro.
22:30Por quê?
22:31Porque todas as pesquisas de consumo do mundo, né, já pegaram que os consumidores hoje
22:39não querem apenas, né, obviamente querem todo num preço razoável,
22:44mas não querem apenas qualidade.
22:45Elas querem sustentabilidade.
22:47Por quê?
22:48Elas querem saber como é que foi esse processo ao longo do tempo.
22:51Como é que chegou aquele café.
22:52E a sustentabilidade também, é bom também aproveitar, né, esse espaço.
22:57A sustentabilidade normalmente vem à mente das pessoas como somente associada à parte ambiental.
23:04Não é isso.
23:05A sustentabilidade, a sustentabilidade deve ser ambiental, deve ser econômica, né?
23:10E ela tem que ser social.
23:11Tem outros termos, paisagística, cultural e tal.
23:13Mas nessas três...
23:14Principalmente social, né?
23:15Exatamente social.
23:16Tem que ter pessoas felizes, trabalhando adequadamente, com todos os encargos, se for o cargo, em dia, né?
23:22Protegidos e tal.
23:24Tem que ser econômica também, tem que gerar renda, né?
23:27E, obviamente, cuidar dos processos como um todo para que seja sustentável.
23:31Gastar o mínimo possível de água, o mínimo possível de energia, né?
23:34Preservar os remanescentes, florestais.
23:37Eu falei isso no último Tecnoagro, né?
23:40E vou repetir aqui essa frase.
23:42Vocês até selecionaram essa frase, selecionem outra, porque essa foi no ano passado, né?
23:46Que realmente, né?
23:47A econômica é importante que um produtor que esteja no vermelho, ele tem dificuldade de cuidar do verde, né?
23:54E eu continuo pensando isso.
23:55Por isso que a gente tem um aparato, né?
23:59Incaper, IFESU, setor privado.
24:01Hoje nós temos setor privado de pesquisa, por exemplo, em Linhares.
24:04Fantástico, gerando conhecimento.
24:06Por isso que a gente tem que estar gerando conhecimento para que os nossos produtores sejam competitivos.
24:10Produzam muito, com qualidade, né?
24:12Mas, obviamente, dentro do conceito da sustentabilidade.
24:15Tocando nesse ponto que você está falando, a gente pode falar de investimento.
24:19Quais são os investimentos que o governo do estado tem feito nesses últimos anos para impulsionar ainda mais o agronegócio
24:25caprichaba?
24:26É.
24:26Conforme eu disse, nós temos um planejamento de longo prazo, que é o PDAG.
24:29Estudamos 30 principais cadeias produtivas.
24:31Escolhemos 10 temas transversais, que são aqueles temas que são inerentes a todas as cadeias.
24:35Quando eu falo em crédito rural, ele vale para qualquer cadeia.
24:38Vale para o café, vale para a fruticultura, né?
24:40Quando eu pego sustentabilidade, vale para todos.
24:42Quando eu pego o quesito assistência técnica de agricultura familiar, vale para todos.
24:45E aí nós, com base nesse planejamento, nós estruturamos programas com metas e desafios.
24:52Por exemplo, nós temos aqui o Programa Desenvolvimento Sustentável da Café e Cultura Caprichaba,
24:58que nós lançamos em 2023, com metas ousadas.
25:02Para citar algumas metas só, nós temos como meta chegar em 2032,
25:08o planejamento de 2023 a 32, 10 anos,
25:11com 35 mil propriedades capixabas de café,
25:17com um currículo mínimo de sustentabilidade,
25:19que tem uma nota suficiente para ser certificadas, né?
25:23Dentro do contexto da sustentabilidade, de acordo com as principais plataformas privadas.
25:28Sim, nós estamos trabalhando para que o Incaper seja uma certificadora.
25:33Estou te dando um furo aí, não era para falar isso ainda não.
25:36Mas o Incaper vai ser, tipo, acreditado, credenciado por outra certificadora.
25:41É esse o nosso trabalho.
25:42Mas indo até um ponto em que, se o produtor quiser,
25:45ele pode ir em qualquer uma certificadora nacional ou internacional
25:48e ter esta comprovação.
25:51Essa é uma das metas.
25:52Tem metas também para aumentar a produtividade.
25:54E com isso, por exemplo, só para essa meta da sustentabilidade,
25:58nós pegamos cinco profissionais do Incaper,
26:01profissionais altamente treinados,
26:03aliás, nós temos uma equipe muito competente,
26:05e em cinco regiões, colocamos recursos via FAPS,
26:10que é a nossa federação para pesquisa e desenvolvimento,
26:14e cada um, por exemplo, tem um milhão de reais, nós colocamos,
26:19obviamente, tem um controle, contas auditadas,
26:22mas para desenvolver esse trabalho de reuniões, dia de campos e tal.
26:25Então, assim, só na pesquisa também, para desenvolvimento de variedades,
26:30nos últimos 15 meses, nós transferimos 18 milhões e meio de reais
26:34para a fundação de pesquisa, para direcionar a geração de conhecimento.
26:40Então, assim, mas o Espírito Santo é de agora, não.
26:43O Espírito Santo tem uns 20 anos que é assim,
26:45que é organizado, que consegue gerar.
26:48Felizmente, nós ganhamos novos parceiros ao longo dos últimos anos.
26:52Para gerar conhecimento, por exemplo, há 25 ou 30 anos,
26:55nós tínhamos só a Incaper.
26:57Hoje, infelizmente, tem UFs, tem IFs e tem setor privado,
27:01nos auxilia muito.
27:02Há 30 ou 40 anos atrás, a gente tinha, basicamente,
27:05só a Incaper também fazendo assistência técnica.
27:07Hoje, nós temos um conjunto de técnicos, por exemplo,
27:09das cooperativas do ramo agropecuário,
27:11prestando assistência técnica, que é superior ao número
27:13dos extensionistas do Incaper.
27:15Se somar ainda com o secretarismo de saúde da agricultura,
27:18com os técnicos do Senar, dá um contingente maior.
27:20O que nós fizemos?
27:21Toda a nossa programação.
27:23Nós estamos trabalhando de forma integrada.
27:25No programa de pecuária, por exemplo,
27:26que nós vamos ter uma ação aqui amanhã,
27:28nós estamos lançando um programa de fertilização in vitro,
27:32alta tecnologia para os produtores,
27:34para ter um padrão genético e competir.
27:36Nós temos uma oportunidade grande no Espírito Santo.
27:38Nós temos laticínios com capacidade ociosa,
27:40precisamos de oferta de leite,
27:41mas vão estar aqui, sendo treinados.
27:43Profissionais do Senar, do Incaper,
27:46das prefeituras, das cooperativas,
27:48tudo dentro de um programa que não é público,
27:51é de Estado.
27:52Então, assim, a gente tem investido muito
27:55nas cadeias produtivas, com pesquisa, assistência técnica e tal,
27:58mas, sobretudo, também em ações que chamamos
28:03na área de infraestrutura rural.
28:05Porque quando você chega nas propriedades hoje,
28:08a Cláudia trabalhou por muito tempo,
28:10Jornal do Campo, a demanda é estrada.
28:12É estrada.
28:13É estrada.
28:14É estrada.
28:14E depois, se você ficar dissecando isso do planejamento,
28:18é estrada mesmo.
28:19Porque a estrada, ela dá acesso a conhecimento,
28:21se locomove, transporta mercadoria,
28:23deixa a pessoa com liberdade para ir e vir.
28:26Resolve o problema de saúde.
28:27Às vezes, por conta de uma estrada,
28:29no passado, muitas pessoas morreram no caminho,
28:32num atoleiro que não chegou no hospital.
28:34Então, é por isso que a gente tem um programa
28:35muito bem montado.
28:36Eu tenho, assim, muito prazer de ter escrito
28:39a concepção dele lá em 2003.
28:42E aí começou o Caminhos do Campo, por exemplo.
28:45E o que é legal nisso tudo,
28:47para citar um dos programas,
28:49é que quando você coloca,
28:50a Cláudia sabe muito,
28:51quando você faz uma pavimentação numa via,
28:53e vai cinco anos depois,
28:56o rural está muito mais acima
28:58e surgem outras atividades não agrícolas.
29:01Mais forte, fortalece.
29:02É, aí surge o turismo, agroturismo,
29:03pousada, ocupa jovens, mulheres.
29:06O jovenzinho está voando, está sendo do campo.
29:08É verdade.
29:09Então, isso arrumou.
29:10Hoje nós estamos com mais de 1.300 quilômetros
29:13de caminhos do campo.
29:14Essas linhas municipais que vem o agroturismo junto.
29:17E estamos aí com 18 obras em andamento.
29:18Mas temos, assim, o apoio fazendo barragem.
29:20Água é um desafio para a gente.
29:23Estamos fazendo barragem de porte médio.
29:25E o governo do estado,
29:27isso era um sonho que eu tinha,
29:30eu já ocupei a secretaria,
29:31como o cargo de secretário outras vezes,
29:33não conseguimos de habilitar.
29:34De habilitarmos agora.
29:36lançou uma linha de crédito para esse desafio.
29:38É uma linha de crédito para armazenar água
29:41dentro das propriedades.
29:42Porque a água, ela corre.
29:44Se armazenar, você tem quando precisa.
29:46Então, são barragens, assim...
29:48E armazenar corretamente, né?
29:49Corretamente.
29:50Com projeto técnico,
29:51tem um tamanho que limita, né?
29:54Isso atende 90% da nossa demanda,
29:56com juros muito abaixo.
29:57Selic, aí, de 14% e 15% que vai ter, né?
30:00Estão botando para o pequeno produtor
30:014% ao ano de juros,
30:03bem subsidiado pelo governo.
30:04Linha nossa, operada pelo BANDE,
30:06está disponível.
30:07E a adesão?
30:08A adesão começou agora.
30:09Nós lançamos recentemente.
30:10Inclusive, chegaram as três primeiras propostas
30:13do BANDE,
30:14quem vai operar essa linha, né?
30:16Chegaram ontem.
30:17E nós vamos fazer um evento,
30:18inclusive, divulgando.
30:19E para médios e grandes produtores,
30:216% fixo.
30:22Três anos de carência,
30:23ou seja, não paga por três anos.
30:24Porque precisa fazer a barragem,
30:26a barragem encher,
30:26precisa plantar o café
30:28e, dali a dois anos,
30:28colher o café para pagar.
30:29Tudo montadinho.
30:30Mais cinco anos para pagar.
30:32Então, isso dá uma resiliência
30:34aos produtores nessa época
30:36de mudanças climáticas.
30:37Aliás, tem aí os descrentes,
30:41digamos assim,
30:42mas as mudanças climáticas,
30:44elas estão aí.
30:45É só ver o que está acontecendo
30:46com o clima.
30:47E a gente precisa ter essas ações
30:48para tornar,
30:50para proteger a nossa agricultura.
30:52Excelente, Enio.
30:53Muito obrigada pela participação aqui,
30:55por falar um pouco mais
30:56sobre esse setor tão importante
30:58para a nossa economia,
30:59nosso espírito santo
31:00e até do nosso país.
31:01É isso aí.
31:02Eu agradeço a oportunidade,
31:03me estendi um pouquinho
31:04porque o assunto é bom, né?
31:05Não, rende sempre.
31:06Maravilhoso.
31:06E olha que tem mais assuntos ainda,
31:08com certeza.
31:08Ficaríamos aqui mais tempo.
31:10Tá bom, obrigado, gente.
31:10E muito obrigado a você também
31:12que nos acompanhou até aqui.
31:13Lembrando que teremos mais episódios
31:15recheados de informação
31:16sobre a Feira Agro
31:17na Tercope 2025.
31:19E também conteúdos
31:20no nosso Instagram,
31:21arroba agazeta.es
31:23e no site
31:24agazeta.com.br
31:25barra agro.
31:26Até a próxima.
31:34Transcrição e Legendas por Quintena Coelho
31:36e Legendas por Quintena Coelho
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