- há 8 meses
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Neste programa, Mariana Grilli apresenta uma análise completa dos principais temas do agronegócio, com foco nas perspectivas de mercado para 2026. O programa traz entrevistas sobre os desafios e oportunidades da pecuária, soja, milho e algodão, além das projeções para a piscicultura, o aquecimento do consumo de frutas nas festas de fim de ano e o desempenho da floricultura. Também entram em pauta os impactos do endividamento rural, o avanço das exportações, a organização das cadeias produtivas e os debates sobre licenciamento ambiental e infraestrutura logística, reunindo informação, análise e contexto para quem vive o agro.
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NotíciasTranscrição
00:00Hora H do Agro, oferecimento, consórcio Magi, Volkswagen, caminhões e ônibus.
00:07Olá, bem-vindos a mais um Hora H do Agro.
00:11Eu sou a Mariana Grilli e nós estaremos juntos na próxima hora falando sobre as principais notícias do agronegócio.
00:18No programa de hoje, nós vamos falar sobre as perspectivas de mercado para 2026 com os setores da pecuária e da soja.
00:25Nós ainda vamos ver como os criadores de peixe estão se organizando e como as festas de fim de ano aquecem o consumo de frutas.
00:33E ainda tem conversa sobre o setor de algodão. Então fique por aí, porque o Hora H do Agro está só começando.
00:40Quando a gente fala em pecuária, nós estamos falando então de um amplo mercado,
00:46que vai desde o desenvolvimento de genética lá no laboratório até a exportação de vários cortes da carne.
00:52E dentro dessa cadeia produtiva estão os criadores de Nelore, que é uma importante raça para a gado de corte aqui no Brasil.
01:01Para falar conosco sobre as perspectivas do setor para 2026, fazer um balanço de como foi 2025,
01:08nós vamos conversar com o Victor Paulo Silva Miranda.
01:11Ele é presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil.
01:16E a gente agradece então a sua participação desde já, Victor, por falar com a gente aqui no Hora H do Agro.
01:22trazer então essa leitura de como foi 2025, fazer essa perspectiva de 2026,
01:30considerando então, e aí eu já coloco aqui um pouco do contexto da primeira pergunta,
01:34que algumas consultorias já estão projetando aumento no número de bovinos confinados em 2026.
01:41Vocês estão olhando por aí, pela realidade do Nelore,
01:45vocês também estão olhando um número maior de confinamentos,
01:49como que vocês estão se preparando para esse ano que vai se iniciar?
01:54Prazer poder falar com você, Mariana.
01:57Sempre bom falar dessa raça mãe, essa raça maravilhosa Nelore.
02:02Eu acho que os confinamentos do Brasil têm muito para crescer ainda.
02:05Com certeza vai haver um crescimento ano após ano,
02:10porque nós estamos começando agora a investir em tecnologia em relação à terminação do nosso rebanho.
02:15Eu acho que nós temos que ir muito ainda para poder crescer em termos de confinamento.
02:20E a raça Nelore é a raça que mais contribui realmente para o crescimento da exportação dessa proteína vermelha
02:25de qualidade que nós estamos produzindo para poder nutrir e suprir a necessidade mundial.
02:31E aí como que vocês estão entendendo que o ano de 2026 comece, né?
02:37A gente está falando de mais Nelores no campo brasileiro.
02:42Explica um pouquinho para a gente, até também para a gente ter esse termômetro, né?
02:47Para quem não entende do agro, para quem não está muito envolvido com pecuária,
02:50a importância do Nelore para o Brasil e como que de fato você entende que o segmento está começando em 2026.
02:56Eu acho que a raça Nelore, ela se adaptou de norte a sul, né?
03:02Nós temos hoje praticamente mais de 85 por rebanho nacional, é da raça Nelore e anelorados.
03:09E quando se fala em cruzamento industrial, o pessoal tem que falar da raça mãe que é a raça Nelore.
03:1550% a base do cruzamento industrial é a raça Nelore.
03:19Então a raça Nelore teve um ano maravilhoso em 2024, tivemos um ano de crescimento, de evolução em 2025
03:27e com certeza vai continuar evoluindo e crescendo o mercado,
03:33porque o Brasil hoje já é o maior exportador de proteína vermelha
03:37e não vamos ser a curto prazo o maior produtor de proteína vermelha.
03:41Por que essa certeza que não vamos ser o maior produtor de proteína vermelha?
03:46Porque o Brasil é imbatível, é o único país que tem boi de capim.
03:51Nós temos um território continental, eu acho que nós temos muito pra crescer ainda
03:55da produção de proteína vermelha e exportação.
03:58Eu acho que o Brasil vai garantir a segurança alimentar mundial
04:03e já é realmente considerado o celeiro do mundo.
04:06E a raça Nelore é a raça que realmente mais se adaptou, que mais produz, que mais está evoluindo.
04:12Todos os programas de melhoramento genético passam pela raça Nelore.
04:16A raça Nelore é a base da produção de proteína vermelha.
04:20Você pega o PMGZ da BCZ, um importante programa de melhoramento genético.
04:25Todos os setores, todos os programas de melhoramento genético desenvolvidos no Brasil
04:29têm como base a raça Nelore.
04:31Então a raça Nelore realmente está começando a ocupar o espaço devido que cabe a ela.
04:37Então falar em confinamento, falar em produtividade, falar em produção,
04:41há pouco tempo atrás, para eu explicar um pouquinho,
04:44eu demorava uns cinco anos para terminar um animal, terminar um boi para poder botar no mercado.
04:50Hoje, com 19 meses, estamos produzindo um animal de 24 arrobas.
04:54Um animal extremamente com a carne suculenta, uma carne realmente de qualidade
05:00para poder exportar não só para a China, mas também para a Europa.
05:04Eu acho que o Brasil, com a raça Nelore, vai realmente suprir toda a necessidade de exportação do mundo.
05:12Agora, Victor, tem outras projeções aí do mercado que estão apontando que a oferta de gado
05:18deve começar a reduzir em 2026, né?
05:21Só deixando claro aqui para o pessoal, porque quando a gente fala de confinamento é uma coisa,
05:25quando a gente fala da oferta do gado em si é outra,
05:28e isso deve começar a reduzir em 2026, de acordo com algumas consultorias aí,
05:33fortalecendo então um movimento de alta nos preços do boi gordo, né?
05:38Como que isso afeta os criadores?
05:40Queria entender, inclusive, se vocês também estão fazendo essa leitura para 2026,
05:44como que a gente pode explicar para a nossa audiência a forma com que essa projeção
05:49afeta os criadores de Nelore, no caso?
05:53Eu acho que a pecuária é um ciclo, né?
05:55Nós temos que levar em consideração que nunca se abateu tanta fêmea como se abateu no ano passado.
06:01Eu acho que o mercado, quando se equilibrar, o pessoal vai poder reter essas fêmeas
06:06e assim poder fazer o crescimento do número de animais aqui no nosso país.
06:10Nós temos muita pastagem degradada, eu acho que a pastagem tem que ser tratada
06:14como uma cultura ou como outra qualquer.
06:17O capim é um caludinho do campo.
06:19Eu acho que o Brasil é o único país que planta capim e colhe proteína.
06:24Então eu acho que o mercado se equilibrando, nós vamos poder reter essas fêmeas.
06:29Houve um abate enorme de fêmeas.
06:31Nós devemos passar por uma dificuldade, sim, de reposição.
06:34Deve diminuir a oferta de bezerro, deve valorizar a rouba do boi, mas nós vamos nos equilibrar.
06:41Eu acho que nós temos bastante criatórios capacitados, vários programas de melhoramento de energia.
06:48Temos como multiplicar os animais através de FIV, transferência de embrião, inseminação artificial.
06:55Eu acho que nós vamos realmente recompor o rebanho nacional e vamos equilibrar essa conta,
07:01mas com certeza devemos ter dificuldade, sim, de reposição esse ano.
07:06Queria que você explorasse um pouquinho mais esse ponto com a gente, Vitor, por gentileza.
07:10Lembrando que tem uma parte da audiência aqui do Aragado Agro que se interessa pelo setor,
07:14mas não necessariamente é envolvido com ele diretamente.
07:18E é isso, quando a gente fala, então, de uma reposição desses animais no mercado,
07:23não é da noite para o dia, né?
07:24Você falou assim, pelo menos com muita eficiência, eficácia da ciência brasileira, da indústria,
07:30a gente está fazendo, então, aí 19 meses para um abate, mas mesmo assim são 19 meses, né?
07:36Como que, na prática, os criadores, mas a indústria, toda essa relação da cadeia,
07:44porque elas não estão isoladas dessas etapas, né?
07:47Como que se organiza de forma a, por exemplo, como você falou, né?
07:53Ter mais inseminação artificial, isso significa investimentos, né?
07:58Em mais insumos, em olhar para a parte de saúde animal também.
08:02Como que é esse arranjo?
08:03E falando agora, né?
08:05Final de dezembro, começo de janeiro,
08:07esse período do ano representa que tomada de decisão para esses criadores,
08:13para quem, de fato, está, então, olhando para uma maior população de bezerros no campo,
08:19para a gente retomar esses números que você citou?
08:21Pois é, eu acho que o ciclo do mercado levou a bater uma quantidade enorme de fêmeas,
08:29nunca se abateu tanta fêmea, não vão ter dificuldade de reposição, com certeza,
08:33mesmo porque o frango, o peixe, o suíno, ele é muito rápido para poder girar, produzir e terminar.
08:39Na pecuária, não.
08:40Na pecuária são nove meses de gestação, são oito meses para desmamar esse bezerro,
08:45e chegar para bater com 19, barra 20 meses, não estou falando de alta tecnologia,
08:51então demanda tempo de fato, vai ter uma dificuldade, de fato, de reposição dessas fêmeas,
08:56está uma corrida muito grande atrás de fêmeas, para reter essas fêmeas,
09:00justamente enxergando a demanda e a falta de bezerro que vai ter no mercado.
09:06Eu acho que nós temos um rebanho enorme,
09:09eu acho que nós temos tecnologia para poder acelerar o abate,
09:13aumentar os confinamentos, agora, produzir bezerro demanda tempo, sim,
09:19e muito investimento e espaço, por isso que o Brasil é embatido,
09:23por isso que na produção de proteína vermelha,
09:26o Brasil com certeza vai se equilibrar,
09:29nós vamos conseguir com muito trabalho, com apoio governamental,
09:32com o investimento dos pecuaristas, de fato, dos criadores de Nelore,
09:37que é a raça que realmente vem se adaptando,
09:40vem produzindo cada vez mais no país,
09:42mas nós vamos ter dificuldade, sim, esse ano,
09:44vamos ter dificuldade para repor as fêmeas que foram abatidas,
09:47e vai demandar tempo, sim, para normalizar o mercado do bezerro,
09:50e com isso vai valorizar ainda mais o preço da proteína vermelha
09:54produzida aqui no Brasil.
09:56Então, isso a gente já pode entender que vai ter consequências para o consumidor,
10:01eu sei que você não fala exatamente pelo lado do mercado,
10:05mas se a gente segue essa linha de raciocínio,
10:07é esperado que lá na ponta, em 2026,
10:10o consumidor arque com custos maiores da carne, bovina?
10:15Eu acho que vai, eu acho que deve melhorar um pouquinho o preço para quem produz,
10:20para o pecuarista brasileiro,
10:23mas não vou dizer que o preço da carne lá na gôndola vai encarecer tanto,
10:27mesmo porque tem uma grande parcela do valor
10:31que acaba ficando com o atravessador.
10:33Só para informação, o Brasil hoje tem a produção de proteína vermelha
10:38mais barata do mundo, nós estamos falando algo em torno de 6 mil a 6.500 dólares a tonelada.
10:44Os países vizinhos nossos, tudo acima de 8 mil dólares a tonelada.
10:48Os Estados Unidos, mais de 10.500 dólares a tonelada.
10:53Tanto é que o Trump, ele tirou a taxação da proteína vermelha nossa
10:57para poder levar a carne brasileira para lá,
11:00porque o preço lá realmente deu uma subida violenta no mercado interno lá nos Estados Unidos,
11:04porque o Brasil faz falta, com certeza.
11:07Mas eu acho que, acima de tudo, nós precisamos ter um equilíbrio.
11:11Ninguém trabalha de graça.
11:13Eu acho que o pecuarista tem que ter realmente um retorno financeiro
11:16para continuar investindo.
11:17E a ideia não é aumentar o preço na gôndola do supermercado,
11:21é trazer realmente o produto para a mesa do consumidor,
11:25uma carne de qualidade produzida pelo pecuarista
11:29e que nós possamos cada vez mais aumentar a produtividade nossa.
11:33Por isso, tendo mais oferta, o preço vai se acomodar
11:37e todo mundo vai poder consumir uma potência de qualidade.
11:41Agora, quando você fala que vai demorar para normalizar,
11:45essa disponibilidade aí,
11:48entendo que desde as fêmeas, mas os bezerros em si,
11:51o que significa demorar?
11:53A gente está falando que isso significa alguns meses,
11:56a gente está falando que isso vai levar uma parte considerável de 2026,
12:01a gente está falando de um resultado que só vai ser visto em 2027.
12:06Vamos explicar um pouquinho melhor para a audiência também
12:08o que significa essa demora, em quantos meses,
12:11qual é a projeção, o que vocês estão olhando de novo,
12:14pela perspectiva dos criadores de Nelore?
12:17Eu acho que hoje falar em precocidade sexual,
12:20é o preconceituir o animal precoce para ter inunação.
12:22Um é para poder produzir carne e outro é para poder multiplicar,
12:26para poder produzir bezerro de qualidade.
12:28Antigamente, o animal era 25, 24 meses para poder emprenhar.
12:32Hoje, animais com 14, 13 meses já estão emprenhando.
12:36Então, acho que a raça Melore vem evoluindo,
12:38a raça Melore vem realmente melhorando,
12:41cada vez mais geneticamente falando.
12:43Eu acho que acelerar também a parte reprodutiva desses animais
12:47vai mudar a normalizar o mercado.
12:49Mas, acima de tudo, acho que nós temos que tentar
12:53conscientizar o pecuarista a não abater tantas fêmeas no mercado.
12:58Eu acho que nós temos que segurar as matrizes,
13:00nós temos que aumentar a produção.
13:02E aumentando a produção, equilibra o mercado interno,
13:05melhora a questão nossa para poder fazer a exportação
13:07de animais de qualidade.
13:09Eu acho que é um ciclo, eu acho que é uma arrumação
13:12da pecuária interna e a CNB pode realmente contribuir
13:16muito juntamente com a BCZ.
13:18Nós temos que realmente nos juntar aos programas de melhoramento genético.
13:21Tem muita gente boa trabalhando na pecuária nacional.
13:24E, acima de tudo, produzir forrageira de qualidade.
13:28Eu acho que não existe genética.
13:30Toda vez que você melhora animal geneticamente,
13:32ele fica mais exigente na parte alimentar.
13:35Por isso que nós temos que ter os confinamentos,
13:37nós temos que ter pivô central, produzir volumoso.
13:40Nós não podemos estar refém de matar fêmea, matar animal,
13:44porque a seca chegou e não tem forrageira suficiente
13:47para manter o rebanho.
13:49Eu acho que nós temos que nos profissionalizar.
13:51Por isso que não tem que ter apoio governamental,
13:53tem que ter apoio pelas entidades.
13:56E tem que ter investimento, sim.
13:58Nós hoje utilizamos menos de um terço do território nacional
14:01para o agronegócio.
14:03Nós temos muita pastagem degradada,
14:05que tem que ser recuperada.
14:07Nós temos muitos programas de melhoramento genético
14:10que já estão muito avançados.
14:12Eu acho que é um trabalho que vai ser feito a quatro mãos,
14:14está certo?
14:14A CNB vai contribuir muito juntamente com a BCD para isso.
14:18Mas eu acho que a pecuária nacional,
14:21ela vai fornecer,
14:23eu tenho vermelho de qualidade
14:24para a população brasileira,
14:26num preço acessível.
14:27E nós vamos suportar cada vez mais.
14:29E aí vai vir o ganho do pecuarista,
14:32aí vai vir o ganho
14:32para nós podermos continuar investindo na pecuária nacional.
14:35E, Vitor, só para a gente encerrar,
14:38então, você falou bastante de recuperação de pastagens degradadas,
14:42que é uma política do governo federal.
14:44Olha muito para essa questão aí da recuperação,
14:46então, dos 40 milhões de hectares degradados que existem.
14:50Existe, então, um trabalho da associação,
14:54na ponta, realmente acompanhando a evolução dessas áreas,
14:59para que elas sejam recuperadas e, então,
15:01destinadas para novos pastos,
15:03pastos com qualidade, como você falou, né?
15:06Olhar também para essa parte, então,
15:07da qualidade da forrageira.
15:09Tem algum trabalho de aproximação?
15:11Dá para a gente esperar alguma coisa disso
15:13para 2026 também?
15:15Um trabalho, de fato,
15:17proativo, articulado pelos criadores
15:19que querem recuperar essas áreas
15:22para ter um pasto mais saudável?
15:23Com certeza.
15:26A CNB, juntamente com associações regionais,
15:29que nós temos em todos os estados da federação,
15:31estão promovendo congressos, dia de campo.
15:34Eu acho que a informação,
15:35ela tem que chegar para o homem do campo,
15:38o pecuarista.
15:39Eu acho que nós temos que apoiar qualquer iniciativa
15:41que venha trazer mais produtividade.
15:43Nós temos que aproveitar melhor o nosso solo aqui.
15:46Como eu disse, ninguém tem boi de capim.
15:49Só o Brasil tem que produz boi de capim.
15:51E nós, ninguém respeita a parte ambiental, social
15:54e fiscal mais do que a pecuária nacional.
15:57Eu acho que a CNB tem feito um bom trabalho,
15:59mas nada é tão bom que não possa ser melhorado.
16:01Nós estamos realmente investindo mais em congresso,
16:04mais em dias de campo.
16:05Estamos apoiando as iniciativas dos governos estaduais,
16:09trazendo realmente formação para o pecuarista
16:12para demonstrar que cada vez que a gente melhorar mais
16:15geneticamente esse animal,
16:17mais exigente na parte nutricional ele vai ser.
16:19Por isso que tem que entrar uma forrageira de qualidade.
16:22Nós temos que falar em adubação de capim.
16:25Nós temos que falar em pivô central.
16:26Nós temos que falar em confinamento.
16:28Nós temos que produzir cada vez mais.
16:30Eu acho que a chance de alguém competir com o Brasil
16:34é muito pequena.
16:35O Brasil realmente vai tomar conta do mercado
16:37da proteína vermelha do mundo.
16:39Eu acho que nós temos uma chance única
16:40realmente de desenvolver e poder trazer
16:43comida para o prato de qualidade brasileiro
16:46e também ganhar dinheiro exportando a proteína vermelha
16:49de qualidade porque a raça Nelore é imbatível.
16:52Ninguém vai produzir carne a baixo custo
16:55com qualidade do jeito que nós produzimos hoje
16:57aqui no Brasil da raça Nelore.
16:59Vitor Paulo, muito obrigada pelas suas análises,
17:03pelas suas considerações.
17:04A gente te espera em 2026, então.
17:05Obrigada, viu?
17:06Eu que agradeço a oportunidade de falar com você
17:08dessa raça maravilhosa da raça Nelore.
17:10Muito obrigado.
17:11E a gente agora vai falar de soja,
17:15porque precisa-se falar de soja,
17:18não só por conta do balanço 2025,
17:20mas para olhar 2026 também.
17:22E aí a alta do endividamento rural
17:24e as margens cada vez mais apertadas
17:27devem tornar 2026 um ano ainda mais desafiador
17:32para a agropecuária brasileira como um todo.
17:34E isso, claro, se divide ali com essas commodities.
17:38Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Brasil,
17:41a CNA,
17:42esse cenário de incertezas
17:44pode impactar a contribuição do setor para a economia,
17:48afetando o PIB e até a inflação.
17:51Para analisar esse cenário,
17:53para a cultura da soja,
17:54também vamos falar um pouco de milho,
17:55nós vamos conversar com o Renato Serafim,
17:58que é conselheiro do Comitê Estratégico de Soja Brasil,
18:01o SESB.
18:02Bem-vindo ao Hora H do Agro, Renato.
18:05Obrigada pela sua disponibilidade mais uma vez.
18:08Queria começar, então,
18:09perguntando para você,
18:11a partir dessa perspectiva aqui
18:13do avanço do endividamento rural no Brasil,
18:16que é inquestionável,
18:17infelizmente a gente vê isso aí dos últimos anos, né?
18:20Como que o produtor de soja,
18:22que muitas vezes também é produtor de milho,
18:24deve se preparar para atravessar um 2026
18:27que está se desenhando como um ano desafiador
18:30e vocês estão vendo esses desafios?
18:32Quais seriam eles?
18:34Obrigada de novo pela participação.
18:35Olá, Mariana, tudo bem?
18:37Um prazer estar aqui de novo com vocês
18:39e falar sobre 2526 num cenário que vai ser muito parecido,
18:44com 24, 25, com juros altos,
18:47com margens menores para o agricultor,
18:49um agricultor que está alavancado,
18:51que está endividado e que vai precisar fazer muita gestão.
18:55Acho que se eu tivesse um conselho para dar para o agricultor hoje,
18:58ele tem que pensar muito em travar os custos.
19:00Nós vimos que o agricultor brasileiro, nessa última safra,
19:04ele deixou para fazer a compra dos insumos muito na última hora, né?
19:08E deixou de aproveitar algumas oportunidades de ter travado melhor o custo.
19:12Então acho que essa recomendação que eu faço para eles é primordial.
19:17Primeiro trava os custos, trava o custo de produção dele,
19:20depois trabalha a eficiência dentro da porteira, né?
19:23Que ele já é muito eficiente para tentar buscar uma lucratividade maior,
19:27vendendo a soja que ele tem disponível, aos poucos,
19:31e buscando os melhores preços.
19:33Então a gente está falando,
19:35você está falando, eu estou até anotando aqui para não esquecer,
19:37para a gente ir acompanhando isso,
19:39para ver se o produtor isso vai travar custos.
19:42Quando a gente está falando deste momento, então,
19:45que eu acho que é interessante,
19:46esse momento, fim de um ano, começo do outro,
19:50que a soja já está plantada,
19:52e aí a gente sempre está em essa fé de que o clima vai ajudar,
19:57mas também tem, então, uma compra inteligente dos insumos,
20:01a administração desses insumos.
20:04O que a gente pode falar sobre timing, Renato?
20:07Até quando, então, fica sendo um período estratégico,
20:11inteligente e confortável, se a gente pode dizer confortável,
20:15para o agricultor travar esse custo?
20:17Então até quando que ele tem que estar com esses custos
20:20muito bem mapeados para, então, travá-los,
20:22e aí sim pensar em lucratividade?
20:25Mariana, o que a gente viu nos últimos tempos,
20:28o agricultor, até pela rentabilidade que ele teve nos anos de 22, 23,
20:33ele deixou muito de travar o custo,
20:35porque ele tinha a expectativa que o preço da soja sempre ia subir.
20:38Acho que o cenário que nós estamos vendo agora,
20:40de preços mais estáveis, custo dos insumos variando muito,
20:45riscos climáticos de produção,
20:46acredito que quanto mais cedo ele planejar a safra dele,
20:50quanto mais cedo ele travar os custos, vai ser melhor.
20:53Acho que essa safra atrasou um pouco,
20:55ele está ainda fazendo algumas compras,
20:57você vê alguns setores que ainda estão colocando produto
21:01à disposição do agricultor,
21:02mas o quanto antes ele começar a pensar,
21:05até no milho safrinha, para começar a travar esses custos,
21:08e a soja de 26 e 27,
21:11acho que ele tem que começar a fazer esse planejamento agora.
21:14Nós vemos uma, mesmo com tudo isso, Mariana,
21:17com todo esse endividamento do agricultor,
21:19margens menores,
21:20nós estamos vendo uma evolução ainda do plantio de soja,
21:23e também do milho,
21:24eu acho que o etanol do milho é uma realidade,
21:26nós vemos hoje que a gente ocupa quase 35% do que nós fazemos de soja,
21:31nós fazemos com milho safrinha,
21:33e isso dá muita eficiência para o agricultor.
21:35Então, agricultores que fazem essas duas safras,
21:38eles têm uma rentabilidade maior e uma eficiência maior.
21:41E outra coisa, Mariana,
21:43temos que trabalhar seriamente os custos Brasil.
21:47Acho que o agricultor brasileiro é muito penalizado
21:50pela nossa deficiência em estrutura logística,
21:53a nossa deficiência tributária,
21:55e isso nós precisamos trabalhar.
21:57Quando a gente fala dentro da porteira,
21:59ninguém ganha do agricultor brasileiro.
22:01Mas se você imaginar que o agricultor brasileiro lá de Lucas do Rio Verde,
22:04na hora que ele coloca a soja dele,
22:06ele traz para Santos,
22:07ele já está perdendo 25% da eficiência dele
22:10nas nossas estradas.
22:12E isso é um ponto estrutural que nós precisamos trabalhar
22:14e ajudar o agricultor.
22:16Além de começar a trabalhar fortemente
22:18na redução de juros.
22:20Tem uma correlação muito forte com aumento de área
22:23e financiamento.
22:25Quanto mais financiamento a gente oferecer para o agricultor
22:27e a taxas razoáveis,
22:29mais ele consegue investir em tecnologia,
22:31mais ele consegue investir em eficiência.
22:33E inclusive em recuperação de área,
22:36qualidade do solo,
22:37todas essas questões que a gente sabe
22:40que se ele está minimamente tranquilo,
22:45ele vai conseguir operar com mais sustentabilidade.
22:48Quando a gente fala de insumos
22:51que estão mais dentro da agenda e verde,
22:53tudo isso a gente só destrava
22:55se antes os juros estiverem mais compatíveis com a realidade.
22:58Agora, Renato, você falou dessa questão de rentabilidade.
23:04A gente está vendo que a rentabilidade
23:06talvez fique com margens mais apertadas,
23:09pelo menos se a gente estiver falando só da soja.
23:12Quando entra o componente milho
23:14para esse produtor que faz a rotação,
23:17muitas vezes existe uma percepção,
23:20e aí eu quero que você traga a sua,
23:22por gentileza, disso.
23:23De que muitas vezes a soja paga o custo,
23:26mas a rentabilidade, a lucratividade,
23:29muitas vezes está no milho,
23:31na segunda safra,
23:32que vai poder dar um pouco mais de fôlego
23:37para o produtor respirar.
23:39É isso que a gente está vendo para essa próxima safra?
23:41Você até já falou de 26, 27, né?
23:44É isso que a gente está vendo?
23:45Que talvez o milho continue carregando
23:48esse protagonismo no sentido de trazer
23:50uma saúde financeira
23:51que numa primeira safra de soja
23:53não está tão fácil de vislumbrar assim?
23:55Exatamente, Mariana.
23:57Acho que eu vejo muito isso.
23:59A sorte do agricultor brasileiro
24:01e a competência do agricultor brasileiro
24:02através da ciência aplicada,
24:05através de materiais
24:06que nós conseguimos fazer mais precoce,
24:08nós conseguimos aumentar
24:09essa área de milho para ele.
24:11Então, esse fato do agricultor brasileiro
24:13poder fazer dois,
24:15em alguns casos três,
24:16com uso de irrigação,
24:18com sistematização de plantio,
24:19é isso que dá essa eficiência para o agricultor.
24:22E você disse um ponto muito importante.
24:24Eu vejo assim, o agricultor brasileiro,
24:26para nós sermos melhores,
24:28nós temos que trabalhar em três frentes.
24:30Primeiro, nós temos que ser eficientes
24:31dentro da porteira.
24:32Nós temos que trabalhar.
24:34E você olha os resultados
24:35que a gente está tendo de produtividade.
24:38Em 10 anos, nós subimos a nossa produtividade
24:40em 25% sem aumentar a área
24:43nessa mesma intensidade.
24:44Nós temos escala,
24:45então nós temos produção,
24:47nós temos volume.
24:48O que nós precisamos contar agora,
24:50Mariana,
24:51principalmente para o mundo,
24:52é diferenciação.
24:53Acho que nós fazemos a agricultura
24:54mais sustentável do planeta.
24:5650%, 60% dos nossos agricultores
24:58usam produtos biológicos,
25:0198% fazem plantio direto,
25:03fazem rotação de cultura,
25:05mas nós precisamos contar
25:06essa história melhor para o mundo.
25:07Eu gostaria até de parabenizar
25:09aqui o ex-ministro Roberto Rodrigues
25:12pelo papel principal, primordial,
25:15de mostrar a agricultura brasileira,
25:17como ela é sustentável na COP30.
25:19Eu acho que o grande ponto nosso agora
25:21é trabalhar essa diferenciação.
25:23Quanto mais nós mostrarmos
25:25que o agricultor brasileiro
25:26é sustentável, ele preserva,
25:29ele faz as técnicas mais modernas do mundo,
25:34mais nós vamos começar a nos diferenciar.
25:36E isso vai impactar na margem
25:38na rentabilidade do agricultor.
25:41Então eu te pergunto, Renato,
25:42a gente está falando aí do SESB,
25:44que é o Comitê Estratégico.
25:47Então olhando para 2026,
25:48o que é estratégico para o SESB?
25:51Quais que são os temas
25:52que a gente pode considerar
25:54e que serão prioritários
25:56para vocês em 2026?
25:57Você falou de ineficiência logística,
26:00então imagino que perseguir soluções
26:02para a logística do Brasil
26:03é o dia a dia, não só do SESB,
26:05mas de muita gente
26:06que trabalha com agronegócio brasileiro.
26:09Mas queria entender
26:09se vocês têm alguma solução, proposta,
26:12algo que seja um pouco mais concreto,
26:16olhando para soluções logísticas.
26:19E você traz também essa questão, então,
26:21de valorização da soja brasileira no mercado.
26:25Eu entendo que talvez seria um prêmio,
26:27o Brasil está procurando um prêmio maior
26:29para uma sustentabilidade,
26:32para uma soja baixo carbono,
26:34é por aí.
26:35Essas são estratégias de diálogo
26:37e de trabalho do SESB em 2026.
26:39A gente pode considerar alguma outra também,
26:42algum outro ponto estratégico?
26:44Eu vejo como ponto, né, Mariana?
26:46O principal ponto do SESB
26:47é elevar essas difusões,
26:49essa tecnologia que nós estamos conseguindo
26:51em algumas áreas.
26:52Por isso que fazemos o concurso
26:54de produtividade,
26:55que é para mostrar que é possível
26:56produzir 120, 130 sacos por hectare,
27:00enquanto a média do Brasil é 60, 65.
27:02E através de tecnologia.
27:04Nós vimos o SESB
27:05trazendo muitas tecnologias,
27:07principalmente em variedades novas,
27:09variedades modernas,
27:11principalmente no uso de tecnologia
27:13de agricultura de precisão,
27:16a informação dos dados.
27:18O agricultor é um gerador de dados
27:20a todo momento,
27:21mas os dados eram desconectados.
27:23Agora muito da inteligência artificial
27:25está ajudando esse agricultor
27:27a conectar todos esses dados
27:29e fazer recomendação em tempo real,
27:32ser mais assertivo
27:33e ser mais eficiente.
27:34Nós estamos mostrando nas áreas
27:36que o SESB ordena
27:38que o agricultor tem condição
27:41de produzir mais
27:42na mesma quantidade de terra.
27:44E principalmente também
27:46produzir mais e ganhando mais dinheiro.
27:49Acho que o ponto do agricultor é
27:50não adianta nós produzirmos mais
27:52se não oferecermos rentabilidade para ele.
27:54Então técnicas como
27:56rotação de cultura,
27:58variedades novas introduzidas,
28:00timing correto de plantio,
28:02zoneamento agroclimático
28:05mais assertivo,
28:07uso de biológicos,
28:09de químicos integrados.
28:11Todas as tecnologias
28:12que estão disponíveis ao agricultor
28:14que nós temos que usar
28:15da melhor maneira.
28:16Acho que nós usamos uma agricultura
28:17e nós melhoramos até aqui
28:18uma agricultura que nós éramos
28:20muito preditivo
28:21e muito baseado em instinto.
28:23Hoje, com o uso de tecnologias,
28:26nós estamos conseguindo
28:27ser mais assertivo
28:28e conseguir tomar decisão
28:29muito mais no timing certo,
28:32no horário certo
28:33para dar essa tecnologia
28:35e essa eficiência
28:36para o agricultor.
28:37O que nós precisamos agora
28:38também é uma ajuda
28:39fora da porteira, né Mariana?
28:41Acho que o agricultor
28:41é muito eficiente
28:42dentro da porteira,
28:43mas nós precisamos dar
28:44condições
28:46para que ele seja
28:47mais eficiente
28:48também fora da porteira.
28:50Nós falamos de tributário,
28:52nós falamos de logística,
28:53nós falamos dos problemas
28:54de custo de capital,
28:56de mão de obra.
28:57Armazenamento, né?
29:01Então, temos vários problemas
29:02que nós precisamos ajudar.
29:03Então, o capital humano,
29:04que hoje você vê
29:05que é um problema
29:06para o agricultor
29:07encontrar a mão de obra
29:08capacitada
29:08para usar toda a tecnologia
29:10que nós estamos
29:11disponibilizando para ele.
29:12Então, o que nós podemos
29:13fazer também fora da porteira
29:15para ajudar
29:15e dar condição
29:16para o agricultor
29:16ser mais ainda
29:17eficiente no que ele faz?
29:20Eu, Diti,
29:21devolvo essa pergunta
29:22no sentido de
29:22como que vocês olham
29:24para os diferentes
29:25agricultores que tem no Brasil?
29:26Como fazer, então,
29:28para contemplar
29:29os diferentes tipos
29:30de produtores de soja
29:31que existem no Brasil?
29:32Porque eu acho que isso também
29:33é importante a gente trazer
29:34para a audiência.
29:35Às vezes, quando a gente fala
29:36de produtor de soja,
29:37a gente pensa
29:38nessas fazendas gigantescas
29:40do Mato Grosso
29:40que realmente
29:41tem muito
29:42da nossa imagem,
29:45do imagético aqui
29:46que a gente pensa
29:46naquelas grandes tensões,
29:48mas tem produtor de soja
29:49de pequena escala,
29:50de média escala,
29:51que faz rotação
29:52contra as culturas,
29:54que tenta ali fazer
29:55aplicação, às vezes,
29:57já está fazendo
29:57com o agrotóxico
29:59junto com o biológico.
30:00Você tem todo tipo
30:01de produtor,
30:03quando a gente está
30:03falando de soja.
30:04Como que vocês olham
30:06para essa distribuição
30:08de acesso
30:08a crédito,
30:10a tecnologia,
30:11a maturidade
30:12do próprio setor
30:13de olhar
30:13para essa diferença
30:14entre esses perfis
30:16de soja de cultores?
30:18Como que o SESB
30:19também trabalha
30:20olhando para isso?
30:21porque todos
30:23estão sendo
30:24precificados
30:24da mesma forma.
30:25A gente está falando
30:26de commodity,
30:27só que uma coisa
30:28é um produtor
30:29que tem milhares
30:31de hectares
30:31e outro produtor
30:32que se encaixa
30:34em um módulo fiscal,
30:36um, dois módulos fiscais.
30:37Como que vocês
30:38conduzem esse tipo
30:40de diálogo
30:40dentro do SESB, Renato?
30:42Mariana,
30:42é muito legal
30:43essa pergunta,
30:44porque quando a gente
30:45olha,
30:46quem não conhece
30:47muito a agricultura
30:48acha que quem planta
30:50soja é só grandes agricultoras?
30:51Nós temos dois Brasília.
30:53Temos o Brasil do Cerrado,
30:54onde você tem
30:55agricultores em módulos
30:56de 4 mil,
30:575 mil hectares
30:58para cima,
30:59mas nós temos
30:59um agricultor no Sul
31:01que são mais de
31:01250 mil agricultores
31:03com módulos
31:04entre 20 a 100 hectares
31:06e o papel da cooperativa
31:08é muito importante.
31:10Então nós temos
31:10aquele agricultor
31:11que usa tecnologia,
31:13que usa escala,
31:14que são eficientes,
31:15mas nós temos
31:15o pequeno,
31:16o médio agricultor também,
31:18principalmente no Sul do Brasil,
31:19o estado de São Paulo,
31:21que são atendidos
31:21pela cooperativa.
31:22E o papel da cooperativa
31:23de fazer esse trabalho
31:25junto com esse agricultor
31:27é fundamental,
31:28tanto no fornecimento
31:28de crédito
31:29quanto no fornecimento
31:30de tecnologia.
31:31E os dois
31:32estão sendo eficientes.
31:34Quando você vê
31:35a média de produtividade
31:36do Brasil
31:36subindo ano após ano,
31:38nós mostramos
31:39que toda a tecnologia
31:40que nós estamos usando
31:41nos grandes agricultores
31:42estão sendo capilarizados
31:44e estão sendo compartilhados
31:45com o pequeno e o médio.
31:46Eu gostaria muito
31:47de elogiar esse trabalho
31:48da cooperativa,
31:49que junto com o SESB
31:50pega essas técnicas,
31:51pega essas táticas
31:52e faz esse trabalho
31:53de difusão.
31:54Um trabalho que antes
31:55era feito pelo governo,
31:57através da extensão rural,
31:58que hoje é muito bem feito
32:00para o pequeno
32:00e para o médio agricultor
32:01pelas cooperativas.
32:02Então,
32:03acho que esse balanço
32:04do pequeno e médio agricultor
32:05atendido pela cooperativa
32:07e do grande agricultor
32:08quase todo,
32:09ele atendido diretamente
32:10pelas indústrias,
32:11está fazendo um bom balanço
32:12e isso promove muito
32:15essa troca de informação.
32:16Hoje nós não temos
32:17um agricultor desconectado
32:19das tecnologias
32:20que nós estamos oferecendo
32:21para ele
32:21e graças a esse papel
32:22de difusão,
32:24de extensionismo
32:24das cooperativas.
32:26E é a cooperativa
32:27que inclusive muitas vezes
32:28instrui sobre formação
32:29de preço,
32:30sobre por que está pagando
32:31determinado preço.
32:33A gente precisa lembrar também
32:34desse papel que a cooperativa
32:35tem,
32:36às vezes de ser didática mesmo.
32:38Agora,
32:39só para encerrar
32:39muito rapidamente,
32:41fazendo um exercício
32:42de futurologia,
32:43sendo que a gente sabe
32:44que tudo pode mudar
32:45muito rapidamente
32:46nesse mundo globalizado,
32:48mas quando a gente fala
32:49de geopolítica,
32:50como que você tem avaliado
32:51o mercado, Renato?
32:52Você que também está entre,
32:54não só no SESM,
32:54você circula também
32:55entre vários atores
32:56do agronegócio,
32:57quando a gente fala ali
32:58de Trump,
32:59de China,
33:00de Argentina,
33:01o que você destacaria
33:03pelo menos para produtores,
33:04para a nossa audiência,
33:06para a gente ficar de olho,
33:07pelo menos no começo
33:08de 2026, vai?
33:09Depois, com calma,
33:10a gente vai avaliando
33:11o ano completo.
33:12Maria Leó,
33:14a primeira coisa
33:15que nós precisamos fazer,
33:16nós somos um produtor
33:17e nós somos vendedores,
33:18nós somos o maior exportador
33:20de produtos agrícolas
33:21do mundo,
33:22então nós somos vendedores.
33:23Nós não podemos entrar
33:24nessa polarização,
33:26nós temos que atender
33:27todos os mercados,
33:28mostrar que nós fazemos
33:29uma agricultura diferente,
33:31principalmente,
33:31porque nós mostramos
33:32já para o mundo
33:33que nós somos eficientes,
33:34que nós produzimos bem,
33:35que nós fazemos
33:36duas a três sapras,
33:37que nós temos escala
33:39para atender o mundo,
33:40conseguimos ser exportador,
33:41ao contrário de muitos países
33:43que têm muito forte
33:44o seu consumo interno,
33:45nós consumimos internamente,
33:46mas nós exportamos um.
33:48O que nós precisamos
33:49é contar uma história
33:50para o mundo
33:51de que nós fazemos
33:52essa agricultura,
33:53mostrar aquele velho ditado,
33:56não basta a mulher de César
33:58ser fiel,
33:59ela tem que mostrar fiel.
34:00Acho que o agricultor brasileiro,
34:01não basta ele ser sustentável
34:02do jeito que ele é.
34:04Nós temos que contar
34:04uma história,
34:05que nós estamos começando
34:06já esse enredo
34:08para fazer essa história,
34:09para fazer essa diferenciação,
34:10mas nós não podemos
34:11entrar em polarização.
34:13Nós estamos no mundo,
34:14principalmente o agro,
34:15ele ficou no meio
34:16de uma polarização
34:16grande internamente
34:18e às vezes nós transferimos
34:19essa polarização para o mundo.
34:21Nós somos mercadores,
34:22Mariana,
34:23nós não podemos entrar
34:23em guerras.
34:25Todo o país
34:25é importante para a gente,
34:27toda a soja,
34:27todo o milho
34:28que nós vendemos
34:28é importante.
34:29Então nós temos que olhar
34:30os nossos compradores,
34:32olhar os nossos clientes
34:33com mais seriedade,
34:35com mais afinco
34:35e com mais carinho.
34:36Perfeito,
34:38Renato,
34:38te agradeço muito
34:39pela colaboração de novo
34:41aqui,
34:41encerrando 2025.
34:43Espero contar com você
34:44em outras oportunidades
34:46nesse novo ano
34:46e torcer pelo sucesso
34:48da sua agricultura brasileira,
34:50porque afinal de contas
34:51é isso,
34:51é um canhão
34:53da economia brasileira.
34:55A gente espera
34:55que continue sendo,
34:56que a gente sabe
34:56o quanto é importante.
34:58Renato Serafim,
34:58obrigada de novo
34:59pela participação aqui.
35:00Legal, Mariana.
35:01Obrigado.
35:01Agora nós vamos ouvir
35:04um produtor rural,
35:06o Carlos César dos Santos.
35:08Ele produz soja e milho
35:10em diamantino
35:11no Mato Grosso.
35:13E para ter a perspectiva
35:14do que ele espera
35:16para 2026,
35:17a gente vai ouvir
35:18a fala dele agora.
35:19Hoje,
35:20se nós não
35:21aliarmos
35:23a tecnologia
35:24no caso
35:25da agricultura
35:25de precisão,
35:26manejo sustentável
35:28para minimizar custos,
35:30a agricultura
35:31se continuar
35:32do jeito que está,
35:32altos juros
35:33para financiamento
35:35de máquinas,
35:36equipamentos,
35:36custeios,
35:38o produtor
35:39está ficando
35:39com uma baixa
35:40poder de compra
35:45de barganha
35:45para poder comprar
35:46seus fertilizantes
35:47e seus insumos.
35:48Então,
35:49hoje,
35:50se você não fizer
35:51dentro da porteira
35:52para dentro
35:53um manejo
35:54bem feito
35:54de solo,
35:55estruturação de planta,
35:57manejo de calcário
36:00do lado fertilizantes,
36:02melhorar as aplicações
36:04dentro da fazenda
36:04e fazer com que isso
36:06se retorne
36:07em altas produtividades,
36:09os pequenos produtores
36:11hoje vão sair fora
36:12do mercado.
36:14Nós,
36:15pequenos produtores,
36:16temos que,
36:17cada dia que passa,
36:18sermos melhores
36:20no que nós fazemos,
36:21temos que ser empresários,
36:23hoje nós somos produtores,
36:24então vamos ter que
36:25virar empresários
36:26e buscar as melhores
36:27tecnologias,
36:28buscar a agricultura
36:28de precisão,
36:30buscar tecnologias
36:32que realmente
36:33agreguem dentro
36:35da propriedade
36:35para que esse cenário
36:37de preços baixos
36:38de commodities
36:39e altos preços
36:40de insumos
36:41seja minimizado
36:42e que possamos
36:43continuar na atividade
36:43e fazer o que a gente
36:45sabe fazer de melhor,
36:46produzir e alimentar
36:48o mundo.
36:49É isso aí,
36:50Carlos César,
36:51investir em agricultura
36:52de precisão,
36:53é um ótimo caminho
36:54para fortalecer
36:55a produção,
36:56a gente ouviu
36:56até o Renato Serafim
36:57falando disso aí também.
36:59E agora,
36:59nós vamos para um
37:00rápido intervalo,
37:01na volta nós falaremos
37:03sobre a projeção
37:04para dois mil e vinte e seis
37:05olhando para os produtores
37:07de algodão.
37:08Então não sai daí,
37:09que é rapidinho.
37:21Hora H do Agro.
37:22Nunca foi tão fácil
37:25levar um Volvo
37:26para a garagem.
37:27Chegou o Volvo Car Consórcio.
37:28Com ele,
37:29você conquista
37:30seu zero quilômetro
37:31sem juros
37:31e sem entrada,
37:32com créditos
37:33a partir de trezentos mil
37:35em até sessenta meses.
37:36Bônus fidelidade
37:37de dois por cento
37:38para usarem
37:39produtos e serviços
37:40até trezentos e vinte
37:41contemplações
37:42já nos primeiros
37:43dois anos.
37:44Volvo Car Consórcio.
37:45Um caminho seguro
37:46em direção ao carro
37:47dos seus sonhos.
37:48Visite uma concessionária
37:49ou acesse
37:50rovocarconsórcio.com.br
37:52Você trabalha
37:55muitas horas
37:56por dia,
37:57paga as contas
37:58e não consegue
37:59aumentar seu patrimônio
38:00e ainda se sente
38:02perdido
38:02sem saber
38:03o que fazer
38:04para mudar
38:04essa realidade?
38:06Agora,
38:06existe uma solução
38:08acessível
38:09para você
38:09blindar seu patrimônio
38:11das crises econômicas
38:13e das incertezas
38:14do futuro.
38:14e o melhor,
38:16fazendo o seu dinheiro
38:17trabalhar para você.
38:18Estou falando
38:19de um passo a passo
38:21para você começar
38:22a investir do zero
38:23nas melhores ações
38:25da Bolsa.
38:26Você vai entender
38:27como proteger
38:28seu patrimônio
38:29e principalmente
38:30como começar
38:31a investir
38:31do zero
38:32na Bolsa
38:33e nunca mais
38:34ser refém
38:35da inflação
38:36ou das crises
38:37econômicas.
38:38Garanta a sua vaga
38:39agora
38:40em nilcursos.com.br
38:43nilcursos.com.br
38:45e dê o primeiro passo
38:47para a sua
38:47liberdade financeira.
39:05Hora H do Agro
39:06Estamos de volta
39:09com mais um
39:10Hora H do Agro
39:11aqui na Jovem Pan News
39:12e a gente vai
39:13falar agora
39:14sobre o mercado
39:15de algodão
39:16porque a exportação
39:17de algodão brasileiro
39:18deve crescer
39:19cerca de 10%
39:21na safra 2025-26
39:23segundo a projeção
39:25da Associação Nacional
39:26dos Exportadores
39:28de Algodão
39:29à ANEA
39:29um dado
39:30que foi divulgado
39:31pela ABRAPA
39:32a Associação Brasileira
39:34dos Produtores
39:35de Algodão.
39:36Essa expansão
39:37nas exportações
39:38ela é atribuída
39:39à competitividade
39:41do produto nacional
39:42do algodão brasileiro
39:43em si
39:44à diversificação
39:45dos mercados
39:46compradores
39:47inclusive
39:48um aumento
39:49recente
39:49das compras
39:50indianas.
39:52Ao mesmo tempo
39:52o Departamento
39:53de Agricultura
39:54dos Estados Unidos
39:55o USDA
39:56num relatório
39:57publicado
39:57no mês de dezembro
39:58revisou
39:59para baixo
40:00o balanço
40:01global
40:01de algodão
40:02incluindo aí
40:03revisões então
40:04para produção
40:05consumo
40:06e comércio
40:07para nós termos
40:08uma avaliação
40:09de 2025
40:10entender essas projeções
40:12para o ano que vem
40:13nós vamos conversar
40:14com Márcio Porto Carreiro
40:16que é diretor
40:17executivo
40:17da ABRAPA
40:18bem-vindo ao Aragado Agro
40:20Márcio
40:20obrigada pela sua
40:21participação aqui
40:23e eu gostaria
40:24de entender
40:24primeiro de tudo
40:25como que você
40:26considera
40:28que a cotonicultura
40:29brasileira
40:29esteja encerrando
40:31em 2025
40:31foi um ano positivo?
40:35Olha Mariana
40:36podemos considerar
40:37que 2000
40:39a safra
40:3924
40:4025
40:40foi bastante
40:42positiva
40:42com uma área
40:45recorde
40:46de cultivo
40:47uma produtividade
40:48muito boa
40:49a preocupação
40:51inicial
40:51na safra
40:52era
40:52com as mudanças
40:53climáticas
40:54e as janelas
40:55se alterando
40:56de clima
40:57mas tudo
40:58correu muito bem
40:59em relação
41:01ao mercado
41:02preços
41:02é o que
41:03nos afetou
41:04bastante
41:04porque o mercado
41:06está embaixo
41:06não tem perspectiva
41:08nem para o próximo ano
41:09de uma reação
41:10muito positiva
41:12então nós
41:13temos que correr
41:15atrás
41:16de ser mais eficientes
41:17aumentar a produtividade
41:19melhorar o nosso desempenho
41:22diminuindo o custo
41:23para poder continuar
41:24na liderança mundial
41:26das exportações
41:27de algodão
41:28queria que você
41:29explorasse um pouquinho
41:30mais então
41:31o que é ser
41:32eficiente
41:32na prática
41:34a gente está falando
41:34de escolhas
41:36mais inteligentes
41:36dos insumos
41:38dos cotonicultores
41:39os produtores
41:40de algodão
41:41atualizarem
41:42algum tipo
41:43de manejo
41:44utilizar o recurso
41:46hídrico
41:47com mais também
41:48eficiência
41:49o que que é
41:50ser mais eficiente
41:51quando a gente
41:52está falando
41:52então de
41:53produzir mais
41:54com menos recursos
41:56para driblar
41:57esse cenário
41:58que vocês já estão
41:59olhando aí
41:59para 2026
42:00é difícil
42:02estabelecer
42:04um ponto
42:05específico
42:06o algodão
42:07já traz
42:07consigo
42:08o algodão brasileiro
42:10um alto
42:11grau de adoção
42:12de tecnologias
42:13o desafio
42:16na questão
42:17de manejo
42:18de pragas
42:18e doenças
42:19já está estabelecido
42:20os produtores
42:21são muito eficientes
42:22em manejo
42:24integrado
42:24de pragas
42:25e doenças
42:26temos que focar
42:27bastante
42:28na substituição
42:29de químicos
42:30por biológicos
42:31por dois motivos
42:32o econômico
42:33e o ambiental
42:34acho que
42:35esse é um dos pontos
42:36que a gente tem
42:37como meta
42:38até para atender
42:39nossos critérios
42:41de sustentabilidade
42:42de um modo geral
42:44a gestão
42:45das lavouras
42:46de algodão
42:47é muito justa
42:48no que se refere
42:49a apontamentos
42:50controles
42:51redução de custos
42:53em geral
42:54mas o que se percebe
42:56é que nós
42:57precisamos
42:58dar mais um passo
43:00aí na busca
43:00de aumentar
43:01a nossa produtividade
43:03se o clima
43:04ajudar
43:05para equilibrar
43:06as contas
43:07principalmente
43:07nesse período
43:08mais difícil
43:09aí
43:09de preços
43:11de mercado
43:12nós não podemos
43:13simplesmente
43:14deixar
43:15de produzir
43:16porque alguém
43:16vai ocupar
43:17esse espaço
43:18no mercado
43:18nacional
43:19e mundial
43:20nós somos
43:21o maior fornecedor
43:22de algodão
43:24certificado
43:25sustentável
43:26do mundo
43:27somos o maior
43:28fornecedor
43:28da indústria
43:29texto nacional
43:3099%
43:31da demanda
43:32brasileira
43:33por fibra
43:35de algodão
43:35é abastecida
43:36pelos produtores
43:37de algodão
43:37brasileiros
43:39e tudo isso
43:41é aquele dilema
43:42nós estamos
43:43no jogo
43:44estamos no mercado
43:45não podemos
43:45recuar
43:46para não deixar
43:47espaço
43:48para os concorrentes
43:49entrarem
43:49então mesmo
43:50em época difícil
43:51o que sobra
43:52é ser mais
43:54eficiente
43:54na gestão
43:55apostar que o clima
43:56vai nos ajudar
43:57para que a gente
43:58possa continuar
43:59nesse jogo
44:02mundial
44:03e aí então
44:04falando de jogo
44:05mundial
44:06como eu trouxe
44:07aí no comecinho
44:07existe uma perspectiva
44:09de ampliação
44:10em 10%
44:10das exportações
44:12então
44:13existe esse cenário
44:14que não está
44:15favorável
44:16em relação a preço
44:17mas pelo menos
44:18há um cenário
44:19desenhado aí
44:20de incremento
44:20na exportação
44:21como que vocês
44:23olham isso
44:23queria entender
44:24inclusive
44:25quais são os principais
44:26mercados
44:26posicionar
44:27nossa audiência
44:28a gente está exportando
44:29algodão
44:30para onde
44:31eu sei que são muitos
44:31mercados
44:32mas qual que você
44:32destacaria
44:33e queria inclusive
44:34entender a que se deve
44:35a maior compra da Índia
44:37que também chamou
44:38a nossa atenção
44:38vamos lá
44:40bom
44:40nós estamos prevendo
44:41produzir em torno
44:42de 3 milhões
44:43800 mil toneladas
44:45agora nessa safra
44:46que inicia
44:47agora
44:48nesse mês
44:49nosso maior
44:51mercado
44:52tradicionalmente
44:53foi a China
44:54que tem reduzido
44:55um pouco
44:56as compras
44:57e em compensação
44:58nós estamos
44:59investindo
45:00no fortalecimento
45:02da relação
45:03de fornecimento
45:04de algodão
45:05para outros mercados
45:06asiáticos
45:07como Bangladesh
45:08Vietnã
45:09que é o maior cliente
45:10hoje
45:10a Índia
45:11tem entrado
45:13com muita força
45:14comprando algodão
45:14brasileiro
45:15e aí
45:15isso se deve
45:16também
45:16a política
45:17de restrições
45:19impostas
45:19tarifárias
45:20impostas pelo
45:21governo americano
45:22é o que abre
45:24um espaço
45:24para o Brasil
45:25crescer
45:25no mercado
45:26indiano
45:27temos também
45:28o mercado
45:28do Egito
45:30que tem
45:30tendências
45:32de crescer
45:32comprando algodão
45:33de qualidade
45:34que é o que nós
45:35temos para oferecer
45:36e a Turquia
45:37que fica no meio
45:38entre os dois
45:39continentes
45:40que tem apresentado
45:41uma demanda
45:42e uma preferência
45:43grande
45:43pelo algodão
45:44brasileiro
45:45então essa previsão
45:46de crescimento
45:47de 10%
45:48nas exportações
45:49além de ser
45:51uma previsão
45:52é uma necessidade
45:53porque produção
45:54nós vamos ter
45:55isso já está garantido
45:57já é uma tranquilidade
45:59para o mercado
46:00do teste mundial
46:01o fato do Brasil
46:02sempre estar no mercado
46:04com produção
46:05mas também
46:06gera um desafio
46:07muito grande
46:07para os exportadores
46:09e para os produtores
46:10de algodão
46:11colocar todo esse algodão
46:13porque nós não podemos
46:14ficar com esse estoque
46:15de passagem
46:16muito grande
46:17que representa
46:17custo e prejuízo
46:19para os produtores
46:19estamos bem seguros
46:21de que vamos
46:22conseguir chegar
46:25nesses 10%
46:26e se der
46:27o ambiente
46:29estiver favorável
46:29vamos crescer
46:30nosso maior concorrente
46:32é o sintético
46:33hoje o crescimento
46:34das fibras sintéticas
46:35em detrimento
46:37do consumo
46:38de fibras naturais
46:39é muito grande
46:40é um desafio enorme
46:41estamos aí
46:42acompanhando
46:43essa questão
46:43de contaminação
46:45do meio ambiente
46:46das águas
46:47dos animais
46:48de nós mesmos
46:49nossos organismos
46:50com microplásticos
46:51e eu acho que
46:53esse é um desafio
46:54para ocupar
46:55um espaço maior
46:57nessa demanda
46:58deste mundial
46:58e a gente
47:00colocar de volta
47:01as fibras naturais
47:03nesse contexto
47:04a gente
47:06estava até
47:06olhando
47:07ali um
47:09numa das imagens
47:10que passou
47:12ali a camiseta
47:13da Soul
47:14de algodão
47:14que é
47:15esse movimento
47:16do setor
47:16para valorizar
47:18mesmo
47:18o uso
47:19do algodão
47:20e favorecer
47:23inclusive
47:24esse uso
47:24sobretudo
47:26olhando para os sintéticos
47:27como você falou
47:28a gente está falando
47:29ali de matéria-prima
47:30que é de vinda
47:31do petróleo
47:32quando a gente
47:33podia estar fazendo
47:33muito mais roupa
47:34de algodão
47:34basicamente
47:35como que vocês
47:37olham isso
47:38para
47:39num ano
47:40pós-COP
47:41em que a agenda
47:42ambiental
47:43está muito colocada
47:44em que a gente
47:45sabe que existe
47:46um mercado
47:46sobretudo
47:47europeu
47:48mas que vem colocando
47:49muitas condições
47:51a gente sabe
47:53que muitas delas
47:54ali são
47:54um protecionismo
47:55mais disfarçado
47:56de agenda verde
47:57mas como que o setor
47:59da cotonicultura
48:00está se organizando
48:01porque de fato
48:02já é uma cadeia
48:04sustentável
48:04mas que
48:05tem concorrentes
48:07que não são
48:07tão sustentáveis assim
48:08e o preço
48:09hoje em dia
48:09não se diferencia tanto
48:10como que vocês
48:12estão se organizando
48:13para promover
48:14aço de algodão
48:15no fim
48:16fora do país
48:16mas também
48:17para levar
48:18essa agenda
48:19inclusive
48:20para o consumidor
48:22para que o consumidor
48:23na ponta
48:24utilize mais
48:25por exemplo
48:26roupas de algodão
48:27do que de poliéster
48:27é
48:29o sol de algodão
48:30é um movimento
48:31que já tem
48:32indo para o nono
48:34ano de trabalho
48:35envolvendo toda a cadeia
48:37do que nós chamamos
48:39dentro da porteira
48:40e chegando
48:41a indústria da moda
48:43os formadores de opinião
48:44a indústria têxtil
48:45é com o compromisso
48:46de usar pelo menos
48:4750% de algodão
48:49nas suas coleções
48:51e no produto
48:51que vai terminar
48:53indo para as
48:54vitrines
48:55e prateleiras
48:56das lojas
48:56esse trabalho
48:58tem o objetivo
48:59de mostrar
49:00as qualidades
49:02do algodão
49:02não só relacionadas
49:04à elegância
49:06à moda
49:07mas tem
49:08questão de
49:09meio ambiente
49:09saúde
49:10bem estar
49:10e a gente
49:12tem
49:13ele como
49:15ponta de lança
49:16para convencer
49:17o consumidor
49:18que vai a uma loja
49:19a preferir
49:20algodão
49:20né
49:21sempre
49:22que puder
49:23sempre
49:23que for possível
49:24sabemos que tem
49:25aí uma questão
49:25econômica
49:26que envolve
49:27a decisão
49:27de compra
49:28mas existem
49:30outras vantagens
49:31que tem que ser
49:31levada em conta
49:32esse projeto
49:33do sol de algodão
49:34ele se agrega
49:36a um projeto
49:37ou outro
49:37nosso
49:37que chama
49:39sol abr
49:40que é a
49:41rastreabilidade
49:43da lavoura
49:44até a etiqueta
49:45da peça
49:46produzida
49:46temos aí
49:47grandes parceiros
49:48colocando produtos
49:49já com essa
49:50identificação
49:51que permite
49:51comprador
49:52identificar
49:54a partir de um
49:55carry code
49:55quem produziu
49:57o algodão
49:57que está
49:57naquela peça
49:58de roupa
49:59e de que forma
49:59esse algodão
50:00foi produzido
50:01então a forma
50:02que nós estamos
50:03nos estruturando
50:04para convencer
50:07o consumidor
50:07de que o algodão
50:08é mais
50:09positivo
50:11em termos
50:11gerais
50:12relacionados
50:13a meio ambiente
50:14saúde
50:14bem estar
50:15do que o sintético
50:16é por esse caminho
50:18da lógica
50:19da comprovação
50:20e da rastreabilidade
50:21esse projeto
50:22nós estamos levando
50:23para a Europa
50:24para trabalhar
50:25junto às grandes
50:26marcas mundiais
50:27que afinal
50:27são os que formam
50:29o conceito
50:30do que vem
50:31pela frente
50:32que definem
50:33o que a indústria
50:34de fios
50:35do Vietnã
50:36do Bangladesh
50:37do Paquistão
50:38vai vir buscar
50:39como o Brasil
50:41é o maior produtor
50:41de algodão
50:42certificado
50:43sustentável
50:44do mundo
50:45nós temos
50:46isso para oferecer
50:47um valor agregado
50:49e uma garantia
50:50a mais
50:50acreditamos muito
50:52que a gente
50:53consegue reverter
50:54esse processo
50:55de predominância
50:57dos sintéticos
50:58a partir de uma
50:59tomada de consciência
51:00e a gente sabe
51:01que sem se comunicar
51:03sem falar
51:03sem investir
51:04na formação
51:06de opinião
51:07de pessoas
51:08que podem
51:09tomar essa decisão
51:10nós vamos
51:11só perder
51:12então o grande
51:13desafio
51:13é levar
51:14o que a gente
51:15já faz
51:15aqui no Brasil
51:16com o sol de algodão
51:17para fora
51:18junto com
51:19o sol ABR
51:21que é a
51:21rastreabilidade completa
51:23é um exemplo
51:24único no mundo
51:25de rastreabilidade
51:26segregação
51:27em todas as etapas
51:28e que pode dar
51:30esse conforto
51:31para o consumidor
51:32e fazer com que
51:32ele prefira
51:33o algodão
51:35e claro
51:36o algodão brasileiro
51:38é isso
51:38com certeza
51:39consumo consciente
51:41combater esse
51:42fast fashion
51:43com roupas
51:43que estragam logo
51:45que depois viram lixo
51:46que vão fazendo
51:47esses desertos
51:48de roupa
51:48como a gente vê
51:49por aí
51:49é importante a gente
51:51começar a ter mais
51:51consciência no consumo
51:53e favorecer
51:54a agricultura brasileira
51:55o algodão
51:56vamos ficar de olho
51:57em 2026
51:58para ver então
51:59a performance
51:59dos setores
52:00se essas exportações
52:01crescem
52:02e a gente volta
52:03a contar contigo
52:04Márcio
52:04obrigada pela participação
52:05aqui no Hora H do hoje
52:06Mariana
52:08obrigado
52:08nós trabalhamos
52:09muito forte na COP
52:10mostrando tudo isso
52:12que eu acabei de falar
52:12e a gente tem
52:14como ponta
52:15de ação mesmo
52:17a sustentabilidade
52:18do algodão brasileiro
52:20e a alta qualidade
52:20que nós
52:21conseguimos conquistar
52:23ao longo desses
52:2326 anos
52:24de trabalho
52:26o que nos colocou
52:27na vanguarda
52:28e na liderança mundial
52:30esperamos continuar
52:31é uma cadeia
52:33otimista
52:34não é a primeira crise
52:35de mercado
52:36que a gente enfrenta
52:37mas temos que nos
52:38fortalecer
52:39para continuar
52:40nessa luta
52:41e continuar oferecendo
52:43algodão
52:43para o mundo todo
52:44obrigado
52:45muito obrigada
52:46muito obrigada
52:47aqui é um lugar
52:47de otimismo
52:48aqui a gente tenta
52:49trazer as notícias
52:50com uma ótica
52:51de otimismo
52:51que é o que geralmente
52:52o produtor rural faz
52:53a piscicultura brasileira
52:55é atualmente
52:56atividade de proteína animal
52:58que mais cresce
53:00no país
53:00conforme mostra
53:02o anuário
53:03peixe BR 2025
53:04o setor
53:05tem uma infraestrutura
53:07de mais de
53:08780 mil viveiros
53:10e 75 mil tanques
53:13em águas continentais
53:15a Marilsa Patrício
53:16secretária executiva
53:18da associação
53:19de piscicultura
53:20de São Paulo
53:21analisa
53:22as perspectivas
53:23do mercado
53:24para 2026
53:25vamos conferir
53:26o ano
53:27de 2025
53:28começou
53:29assim
53:30com excesso
53:31de produção
53:31com excesso
53:32de oferta
53:33no mercado
53:33o que fez
53:35com que os preços
53:36caíssem um pouco
53:37isso veio
53:38numa sequência
53:39de mais de 20 meses
53:40e aí
53:41quando começou
53:43a ser absorvida
53:44essa produção
53:45esse excesso
53:45de produção
53:46de tilápia
53:48no Brasil
53:49nós tivemos
53:50começou a aumentar
53:52a exportação
53:53também
53:53em 2025
53:54foi um ano
53:55que aumentou
53:55bastante
53:56a exportação
53:57para os Estados Unidos
53:59de filé de tilápia
54:00que aliás
54:01é bom que se diga
54:02o filé de tilápia
54:02do Brasil
54:03está chegando
54:03nos Estados Unidos
54:04em 18 horas
54:05entre a despesca
54:06e na gôndola
54:07do supermercado
54:08lá
54:08mas o que aconteceu
54:10em abril
54:12nós tivemos
54:13o anúncio
54:14da entrada
54:16da negociação
54:17com a tilápia
54:19do Vietnã
54:19o que provocou
54:21uma certa
54:21enfim
54:22desânimo
54:23no setor
54:24depois veio
54:25o tarifaço
54:26com os Estados Unidos
54:29que aumentou
54:30sobre a maneira
54:31a tarifa
54:32sobre a tilápia
54:32brasileira
54:33para lá
54:34e na sequência
54:35nós tivemos
54:36em outubro
54:37o anúncio
54:37da inclusão
54:38da tilápia
54:39na lista
54:40das espécies
54:41exóticas invasoras
54:43não foi um ano fácil
54:45não foi um ano fácil
54:46mas o setor
54:47está se organizando
54:48muito fortemente
54:50e as perspectivas
54:51depois de uma luta
54:53muito bem organizada
54:55por várias entidades
54:56representativas
54:57do setor
54:58nós vamos entrar
55:01em 2025
55:02a tilápia
55:03já está tendo
55:04uma discussão
55:05pelo Conabio
55:06Ministério do Meio Ambiente
55:07no sentido
55:08de que
55:09retire a tilápia
55:11e outras espécies
55:12outros organismos
55:13aquáticos
55:14dessa lista
55:15porque não tem sentido
55:16e é aquilo
55:18o setor
55:19está aprendendo
55:20a fazer
55:20do limão
55:21uma limonada
55:22nós vamos entrar
55:23em 2026
55:24com uma produção
55:25crescente
55:26e o Brasil
55:27a tilapicultura
55:28brasileira
55:28seguirá firme
55:29e forte
55:30para ser
55:31o maior produtor
55:32de tilápia
55:33do mundo
55:33é isso
55:34e agora
55:36vamos falar
55:37de flores
55:38porque o setor
55:39da floricultura
55:40no Brasil
55:41segue em expansão
55:42e deve manter
55:43o ritmo de crescimento
55:44nos próximos anos
55:45segundo o Ibraflor
55:47que é o Instituto
55:48Brasileiro
55:49de Floricultura
55:502025
55:51deve registrar
55:52um crescimento
55:53entre 6 e 8%
55:55em relação
55:56ao ano passado
55:57já para 2026
55:58a estimativa
56:00é de uma elevação
56:01adicional
56:02de 6%
56:03além do avanço
56:04anual
56:05o mercado
56:06vive um momento
56:07aquecido
56:07com a chegada
56:08das festas
56:09de fim de ano
56:10o Ibraflor
56:11analisa
56:12que as vendas
56:13para o Natal
56:14que já foi
56:14e para o ano novo
56:15que virá
56:16devem acontecer
56:17devem crescer
56:18aliás
56:18cerca de 9%
56:20em comparação
56:21ao mesmo período
56:22do ano passado
56:23o Renato Optiz
56:25que é diretor
56:26do Ibraflor
56:27conta as causas
56:29desse crescimento
56:30vamos ver
56:30O setor de flores
56:32e plantas ornamentais
56:33está fechando
56:34o ano de 2025
56:35com resultado
56:36bastante positivo
56:38a expectativa
56:39do setor
56:40é de um crescimento
56:41em torno
56:41de 7%
56:43que é bastante positivo
56:45e as principais
56:46causas
56:47para esse crescimento
56:48foram principalmente
56:50a qualidade
56:51das flores
56:51e plantas
56:52que teve
56:52muito a boa
56:53o lançamento
56:55também de novas
56:56variedades
56:57e vários
56:58investimentos
56:59na cadeia
57:00como um todo
57:01na cadeia do frio
57:02em logística
57:03então hoje
57:04as flores e plantas
57:06elas estão
57:06muito mais disponíveis
57:08para o consumidor
57:09seja a venda
57:10através de internet
57:11supermercados
57:12fora os tradicionais
57:14veículos também
57:15de comercialização
57:17e isso tudo
57:18ajuda muito
57:19a alavancar
57:20esse mercado
57:21e para o ano
57:22que vem
57:23apesar de alguns
57:24fatores
57:24que sempre acabam
57:26interferindo
57:26um pouco
57:27na comercialização
57:28que são
57:28a Copa do Mundo
57:30e as eleições
57:31mesmo assim
57:32a expectativa
57:33do setor
57:34é de um crescimento
57:35por volta
57:36de 6%
57:38e que é
57:38bastante positivo
57:40devido a todas
57:42essas expectativas
57:43do mercado
57:44então as chances
57:45são de um resultado
57:46também de um ano
57:47muito bom
57:48o nosso programa
57:49fica por aqui
57:49mas você
57:50continua conectado
57:52nas nossas redes sociais
57:53ligado na programação
57:54da Jovem Pan News
57:55muito obrigada
57:56pela sua companhia
57:58eu agradeço a todo mundo
57:59que faz o programa
57:59aqui comigo
58:00e a gente te espera
58:01na semana que vem
58:02um abraço
58:03até lá
58:03Oragado Agro
58:05Oferecimento
58:06Consórcio Magi
58:08Volkswagen
58:08Caminhões e Ônibus
58:10e a gente te espera
58:11um abraço
58:12e a gente te espera
58:13um abraço
58:13e a gente te espera
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