00:00Governador, o senhor conhece como poucos a economia aqui do Espírito Santo, tem-se uma preocupação aqui do Estado, do
00:06governo e também de alguns setores do empresariado, de que a proposta fundamental quando o senhor fala do IVA é
00:15deixar de cobrar o IVA, hoje o ICMS é cobrado, agora tem até uma divisão, mas é fundamentalmente cobrado na
00:24origem e não é cobrado no destino, em algumas situações sim.
00:29E aí o IVA, substituto do ICMS, do ISS, passaria a ser cobrado fundamentalmente no destino. O Espírito Santo é
00:37um produtor, tem grandes indústrias, o Espírito Santo tem centros de distribuição, o setor logístico aqui está crescendo muito forte,
00:45mas a gente tem uma população pequena, a gente vai ser um destino pequeno, é muito difícil a gente ser
00:54um destino grande.
00:55Como é que o senhor enxerga isso? É uma ameaça para as contas aqui do Espírito Santo? Como é que
01:00o senhor vê isso? Ou uma transição, um crescimento econômico?
01:04Esse é um assunto resolvido, assim, tinha muitos debates sobre os incentivos fiscais, você lembra lá do velho Fundap, que
01:16a certa altura foi extinto por uma resolução congressual.
01:23Você tem vários debates sobre incentivos fiscais, guerra fiscal, isso foi parar no Supremo Tribunal, isso mobilizou o CONFAS, eu
01:36participei pessoalmente desses debates, e nós conseguimos criar uma regra de transição para os incentivos fiscais.
01:45Isso está em lei, nós convalidamos os incentivos fiscais, eu vejo de vez em quando algumas pessoas debatendo isso como
01:52se fosse assunto lá do passado.
01:55Não, isso já foi convalidado por norma do CONFAS, por norma do Congresso Nacional, sancionado pelo Presidente da República, aceito
02:05pelo Supremo Tribunal Federal.
02:06Então você já tem uma regra de transição, os incentivos da indústria vão até não sei quando, os incentivos do
02:14comércio vão até não sei quando, isso já está feito.
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