00:00E a gente discutiu aqui, primeiro, a dinâmica da economia mundial, toda essa mudança que vai gerar uma certa redução
00:08da globalização, redução do comércio,
00:11que a longo prazo deve gerar uma perda de produtividade, mas não está impactando na atividade da economia mundial por
00:20agora.
00:20A economia mundial vai crescer 3% ou 8% que se achava que queria crescer antes, mas teve um
00:29impacto grande na cotação da moeda americana, uma série de motivos.
00:33O dólar se desvalorou contra todas as moedas desse ano, 10%, 2%, 3%, isso gerou uma pressão desinflacionária no mundo
00:42todo, inclusive, aqui no Brasil.
00:44Aqui dentro, a gente tem um cenário de uma certa desaceleração da economia, que a gente pode chamar de polo
00:51suave.
00:51Polo suave porque a economia vai desacelerar sem produzir uma recessão, uma desorganização da economia.
00:58Crescendo no ano passado 3,4%, ou seja, não devemos crescer 2%, 1,5% ano que vem.
01:05E essa desaceleração ocorre porque a política monetária está apertando e a política fiscal está ficando menos expansionista do que
01:14no mundo todo.
01:15Então, nesse balanço entre um monetário contracionista e fiscal expansionista, esse ano as forças contracionistas ganham.
01:23E é necessário que a inflação estava saindo no passado do conflito.
01:27A inflação teve vários chocos positivos. Primeiro, nós já discutimos a questão do dólar, mas também a safra esse ano
01:35foi espetacular,
01:36gerando uma inflação de alimentos menor do que se imaginava.
01:39E para o ano que vem, parece que a safra será novamente boa.
01:43Sorte que a inflação esse ano deve fechar em 4,16%, um pouquinho acima do teto da meta de inflação,
01:51que é 4,5%.
01:52No ano que vem, deve fechar em 4,2%.
01:55Então, o cenário econômico não é um cenário ruim, temos um problema fiscal grave, a dívida pública não vai terminar
02:02o ano que vem.
02:0311 pontos percentuais do PIB maior do que era em dezembro de 2022.
02:08E vai ficar essa lição de casa bem amarga para o próximo ano.