Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 4 horas
Michel Temer diz que não há falhas no sistema constitucional brasileiro e defende a aplicação rigorosa da Constituição. Em entrevista ao Amarelas On Air, o ex-presidente afirma que o histórico de prisões de presidentes não indica um problema estrutural e elogia a solidez da Constituição de 1988.

No programa Amarelas On Air, da revista VEJA, o ex-presidente da República Michel Temer responde se o histórico recente envolvendo prisões de ex-presidentes revela falhas no sistema político ou jurídico do país.

Ao comentar casos como os de Jair Bolsonaro, Fernando Collor e Lula, Temer lembra também de sua própria experiência, quando foi detido temporariamente, episódio que classifica como um “sequestro” determinado por um juiz posteriormente afastado da magistratura.

Apesar do histórico, Temer afirma não ver falhas no sistema jurídico-constitucional brasileiro. Para ele, a Constituição promulgada em 5 de outubro de 1988 é sólida, democrática e responsável pela estabilidade institucional do país ao longo das últimas décadas. “As constituições brasileiras costumavam durar pouco. Esta tem uma longevidade extraordinária”, afirmou.

O ex-presidente reconhece que decisões judiciais podem ser contestadas quanto ao mérito, inclusive no Supremo Tribunal Federal, mas defende que a competência do Judiciário está claramente definida no texto constitucional. “Não é preciso mudar o sistema. É preciso aplicar adequadamente a Constituição”, concluiu.

▶️ Assista à entrevista completa e veja como Michel Temer avalia o sistema constitucional brasileiro e o papel do Judiciário.

👉 Inscreva-se no canal da VEJA
👍 Curta o vídeo
💬 Comente: o problema está no sistema ou na forma como ele é aplicado?
—————————————————————————

Assine VEJA: https://abr.ai/2VZw8dN

Confira as últimas notícias sobre o Brasil e o mundo: https://veja.abril.com.br/

SIGA VEJA NAS REDES SOCIAIS:
Instagram: https://www.instagram.com/vejamais/
Facebook: http://www.facebook.com/Veja/
Twitter: http://twitter.com/VEJA
Telegram: http://t.me/vejaoficial
Linkedin: http://www.linkedin.com/company/veja-com/
TikTok: https://www.tiktok.com/@revista_veja

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Presidente, aproveitando o tema aqui, o Jair Bolsonaro está preso, o ex-presidente Fernando Collor também está em prisão domiciliar,
00:11que aliás é um exemplo muito lembrado pelos advogados do presidente Bolsonaro, o presidente Lula ficou preso, o senhor num
00:19determinado momento foi preso também, temporariamente, muito menos.
00:25Se me permite, eu fui sequestrado, eu fiquei quatro dias na Polícia Federal, fruto de um sequestro de um juiz
00:31lá do Rio de Janeiro, que de resto foi expulso da magistratura. Se me permite, uma pequena entre prisão e
00:38sequestro é uma coisa bem distinta, mas desculpa interrupção.
00:43Imagina, sempre permitido fazer isso. Mas esse histórico me leva à seguinte pergunta, o senhor acha que tem alguma coisa
00:53errada com o nosso sistema, como um todo, envolvendo executivo, judiciário, ou com o nosso rol de presidente nesses últimos
01:05anos para levar a esse histórico que eu citei?
01:07Eu não acho, não. Você sabe que o nosso sistema jurídico constitucional, a meu modo de ver, é muito perfeito.
01:15E foi precisamente esse sistema jurídico constitucional que tem permitido, em primeiro lugar, uma longevidade muito grande à Constituição de
01:245 de outubro de 1988.
01:26Você sabe que as Constituições brasileiras duram pouco tempo. Esta tem durado mais do que muitas das anteriores. O segundo
01:35ponto, ela traz critérios extremamente democráticos, participativos, que têm sido utilizados nas várias decisões judiciais.
01:44É claro que, vez ou outra, você pode contestar o mérito de certas decisões, mesmo decisões do Supremo Tribunal Federal,
01:54mas não pode contestar a competência que a Constituição deu ao Judiciário para essas decisões.
02:02Então, eu não acho que haveria necessidade de uma mudança do sistema constitucional para melhorar os costumes eleitorais, os costumes
02:13políticos administrativos. Eu acho que, sim, é preciso aplicar adequadamente o texto da Constituição Federal.
Comentários

Recomendado