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Mercado, com apresentação de Veruska Donato, é o programa diário da VEJA sobre economia, negócios e tendências. A transmissão é ao vivo, de segunda a sexta, às 10h, no site de VEJA, nos canais oficiais da revista no YouTube, Facebook, X (Twitter), e também na Samsung TV Plus (2075), LG Channels (126), TCL Channel (10031), Roku (221).

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00:28Olá, bom dia.
00:29Bom dia, 19 de janeiro de 2026, hoje é uma segunda-feira, portanto, início de semana para você.
00:35Uma ótima semana, uma ótima segunda e seja bem-vindo aqui ao seu programa Mercado.
00:42Ficamos juntinhos, eu, Verusca Donato e você até as 10h45 da manhã com as notícias mais importantes do Brasil e
00:52do mundo.
00:53Como, por exemplo, dentro do confronto entre Estados Unidos e União Europeia, esse confronto ganha novos contornos.
01:03Depois que foi divulgado o conteúdo da mensagem que Donald Trump enviou ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gertrude.
01:12Nessa mensagem, Donald Trump reitera as ameaças das tarifas e vincula a demanda da Groenlândia ao fato de ter perdido
01:23o Prêmio Nobel da Paz.
01:26E a Noruega, segundo Trump, seria a principal responsável por isso.
01:31Trump mistura estratégia, comércio e ressentimentos, enquanto a União Europeia se arma para tentar conter a escalada das ameaças.
01:43Ameaças que, nos mercados, elevam a imprevisibilidade, o prêmio de risco e ainda trazem ruídos à cadeia produtiva.
01:53Esse é o principal assunto de hoje do programa Mercado e a gente vai destacar também a assinatura do Acordo
02:00União Europeia-Mercosul.
02:03Você sabia que frutas como maçã, abacate, melancia, limão, vão chegar mais baratas à União Europeia por conta desse acordo?
02:12E a gente te conta também que o Fundo Garantidor de Crédito começa a pagar nesta segunda-feira os credores
02:19do Banco Master.
02:22Portanto, venha conosco, bora lá começar com o assunto principal hoje.
02:26Daqui a pouquinho eu chamo o meu entrevistado para falar sobre esse assunto,
02:30mas eu quero chamar a sua atenção porque no sábado o mundo acordou com uma nova ameaça do presidente americano.
02:36Trump fez um post na rede social Truth Social, que é a rede social criada por ele.
02:46Esse post é gigante, ele diz ali quais foram todos os motivos que o levaram a tomar essa decisão.
02:55E aí a gente separou qual foi a decisão num trecho bem pequeno, onde Trump diz que a partir de
03:011º de fevereiro
03:03serão aplicadas tarifas, quer dizer, uma sobretaxa de 10% sobre países como Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido
03:15e Países Baixos e também a Finlândia.
03:19Eles serão sujeitos a essa tarifa e a partir de 1º de junho de 2026 a tarifa será aumentada para
03:2625%.
03:28Essa tarifa será devida e pagável até que um acordo seja firmado para a compra completa e total da Groenlandia.
03:39Portanto, o território da Groenlandia aí em jogo.
03:42E aí o que se sucedeu a este post?
03:46Tivemos ali na Groenlandia o aumento da patrulha na região, portanto mais oficiais fazendo a patrulha.
03:55Hoje nós temos imagens desse território e do aumento da patrulha, inclusive, gente, de navios ali na costa da Groenlandia.
04:05Veículos também passaram a circular mais pelas ruas ali da capital e também das cidades próximas.
04:12E também um aumento, como eu disse agora há pouco, de mais homens, mais oficiais nas ruas da Groenlandia.
04:19E também outra repercussão foram os protestos em Copenhague.
04:25Manifestantes foram para a frente da embaixada dos Estados Unidos, centenas, milhares, para protestar contra essa ameaça dos Estados Unidos.
04:35Eles carregaram cartazes aí, tipo, Estados Unidos go home, voltem para casa.
04:40As pessoas não querem pertencer aos Estados Unidos e, portanto, essas ameaças contra os Estados Unidos.
04:49Bora agora conversar com o nosso entrevistado, ele que vai falar principalmente da repercussão que isso pode trazer para as
04:56economias globais e para o mercado financeiro.
04:59Eu converso com o Ricardo Rodil, economista e líder do mercado de capitais da Crowe Macro.
05:05Seja muito bem-vindo, ótima segunda-feira e uma ótima semana, Ricardo.
05:11Bom dia, Verusca. Bom dia aos que nos assistem.
05:15Vamos tentar destrinchar, mas realmente o panorama é complicado.
05:20É complicado, Ricardo? Por que complicado? Conta aí para a gente.
05:24Bom, primeiro porque eu acho que esse assunto do Trump falar que ele não quer mais ouvir falar de paz,
05:33porque ele não ganhou o prêmio Nobel, não é para a gente comentar, eu acho que é para o psiquiatra,
05:40certo?
05:40Então, vamos nos ocupar do resto.
05:44Mas é complicado de qualquer maneira, porque os Estados Unidos, sob este mandato do Trump,
05:51realmente estão dividindo o mundo, estão trabalhando absolutamente contra essa consolidação da globalização,
06:02que, no meu entender, sob o ponto de vista econômico, está funcionando muito bem.
06:06E está fazendo blocos, digamos, onde a gente tem o bloco dos Estados Unidos, que querem mandar na América toda,
06:14tem o bloco da Rússia em si e a China em si também.
06:20A Europa está ficando meio no meio de tudo isso.
06:26E realmente eu acho que nesse momento é a parte frágil.
06:29Por quê?
06:30Porque durante muito tempo, por causa do tratado da OTAN, a Europa confiou muito, digamos, nesse apoio militar,
06:41na força militar dos Estados Unidos.
06:43E sob o ponto de vista geopolítico e militar, eles não foram muito atrás de se armar para serem absolutamente
06:51independentes.
06:52E hoje estão vendo, com o menino mimado lá na Casa Branca, estão vendo que essas ameaças começam a colocá
07:03-los numa situação um pouco mais difícil.
07:05Tanto que eles estão se armando, e eu, no meu entender, sob o ponto de vista geopolítico, eles estavam agindo
07:12bem.
07:13Quer dizer, eles reagiram a essa proposta de tomar a Groenlândia.
07:22Inclusive porque ela não tem muito sentido em si, sob o ponto de vista dos Estados Unidos,
07:27se pensar nas desculpas hoje em voga aí, que é, digamos, ter uma presença militar para impedir que China e
07:37Rússia avancem sobre o Ártico,
07:39sobre as rotas, porque faz décadas que os Estados Unidos têm uma base militar na Groenlândia,
07:47e eles poderiam simplesmente aumentar a presença militar e, com isso, garantir maior segurança.
07:53Quer dizer, a culpa não fecha.
07:56O Ricardo, quando os investidores procuram a sua empresa e dizem,
08:03onde é que eu tenho que investir nesse momento?
08:07O que é melhor para mim? Eu tiro o dinheiro e guardo em casa?
08:10Eu guardo na poupança, que agora parece mais segura do que nunca, né?
08:14Qual o investimento que eu faço?
08:15Tem gente que gosta de arriscar também, né?
08:17Que tem um perfil mais de risco.
08:20Quais são as principais dúvidas, neste momento, de quem investe nos mercados?
08:26Olha, apetite ou risco realmente é uma característica de cada investidor.
08:32Tem quem realmente gosta do que chamam de apostas e tem quem realmente é muito mais conservador,
08:39procura um pouco mais de segurança.
08:41Nesse sentido, todas as aplicações de renda fixa, neste momento, estão ganhando terreno.
08:48Por quê? Com a Selic, nessa altura, e remunerações CDI mais X%,
08:54sem pensar naquelas remunerações do Banco Mácero,
08:57mas naquelas remunerações normais que o mercado está oferecendo,
09:01são muito mais tranquilos.
09:04Atenção a uma coisa.
09:06A renda fixa não é absolutamente isenta de risco,
09:10mas tem um risco muito mais baixo.
09:13Por quê?
09:13Porque a renda fixa se compõe de papéis que os bancos compram, digamos, de emissores.
09:21Esses emissores são empresas, e essas empresas estão sujeitas também a risco,
09:25e a falência e a qualquer tipo de risco financeiro.
09:29Mas é muito mais seguro por causa do pacote.
09:35Quer dizer, o banco monta um pacote de riscos.
09:38Se você investe no mercado, se você está investindo em uma empresa,
09:43está assumindo todo o risco dessa empresa onde você assumiu.
09:47Então, neste momento, é hora de calma.
09:50Certo?
09:51Renda fixa.
09:53Ricardo, eu estava observando...
09:56Bom, hoje é feriado nos Estados Unidos, né?
09:57É o feriado de Martin Luther King, então a gente não vai ter bolsa americana.
10:00Mas nas bolsas europeias, eu vi que as ações, principalmente das empresas americanas de tecnologia,
10:07caíram bastante.
10:08Agora, por quê?
10:10Por que as empresas de tecnologia?
10:13Bom, essas são as primeiras a sofrer o subac, realmente.
10:19E as outras, está na situação da Venezuela, e essa insegurança pode ser as de petróleo, né?
10:25Mas as de tecnologia, especialmente na Europa, qual que é o problema?
10:33O problema é que com a sobretaxa e a atitude, digamos, agressiva do Trump a respeito da Europa,
10:42a Europa vai ter que se virar sozinha, em termos de tecnologia.
10:45Então, se espera, digamos, que as empresas europeias passem a não usar tanto as TI americanas.
10:59E aí, logicamente, essas empresas vão sofrer.
11:03Portanto, o investidor cautelosamente tirou o pé, deu o acelerador.
11:09Agora, Ricardo, na Europa, no mundo, na Asa, enfim, quais são as empresas ou os segmentos,
11:15os segmentos que mais ganham e mais perdem com essa escalada de ameaças?
11:21E eu digo até no caso de um conflito militar na região da Groenlândia.
11:28Olha, de modo geral, qualquer situação de conflito, as empresas que mais perdem são aquelas, digamos,
11:36de venda de bens duráveis, certo?
11:41Casas, automóveis, etc.
11:42O consumo das famílias em si, dos bens mais primários,
11:51apresenta o que em economia chamamos de demanda inelástica.
11:56Quando falta dinheiro, o que o consumidor faz?
12:00Concentra na alimentação, na vivenda, certo?
12:03E vai deixar os itens que considera mais supérfluos do lado.
12:08Portanto, mesmo com oferta limitada e com menos dinheiro,
12:15o consumidor vai continuar gastando em alimentação, vivenda, certo?
12:23Então, esses itens não vão sofrer.
12:26Lógico, pode ser que tenha uma demanda um pouco mais seletiva.
12:29Então, a pessoa passe a consumir bens um pouco mais baratos, sem marca, isso e aquilo.
12:35Mas não vai parar de comer.
12:39Agora, pode terminar, Ricardo, desculpa.
12:41Não, não, isso é certo.
12:43Então, digamos, sempre na cadeia a gente vai da demanda mais elástica,
12:50que é aquela dos bens caprichosos, dos bens supérfluos, dos bens que eu gosto,
12:55vou trocar de carro a cada dois anos, isso pode não trocar.
13:00Agora, arroz e feijão tem que comprar.
13:03Aí eu quero chamar a atenção agora, quero colocar aqui no telão, coloca para mim, Joel,
13:10os ativos de proteção, como o mercado costuma chamar, ouro em alta nesse momento,
13:16alta de 1,66%, mas observe que no mês a alta acumulada é de 5,08%.
13:25A prata, nesse momento, 3,77% de aumento, mas olha, em uma semana, 9,62% de alta.
13:38E no mês, 35,22%.
13:43O cobre, que a gente já chegou a ver aí, com altas maiores, mas veja que no mês ele tem
13:49uma alta acumulada de 7,85%, nesse momento também tem alta, na semana ele acumula baixa,
13:55mas também alta de 0,93%.
13:58Ricardo, por que os investidores correm para esses ativos nesse momento?
14:02É clássico, eu acho que desde o início da humanidade, o homem tende a se proteger no ouro.
14:14Ultimamente, como você bem salientou, a prata também tem entrado nessa corrida,
14:20então hoje nós vemos que os dois são metais que estão servindo de proteção.
14:27Quando a gente fala de cobre, a gente está falando de outra coisa,
14:30porque o cobre é um metal muito importante para a indústria,
14:38quer dizer, dificilmente uma pessoa física vai se esconder atrás do cobre
14:44para se proteger das oscilações.
14:47A pessoa física vai seguramente no ouro na prata,
14:50mas as indústrias, sim, especialmente a indústria eletrônica,
14:55pode se proteger com cobre, com rédeo, com qualquer tipo de contrato futuro,
15:01porque isso é um metal elementar para a indústria eletrônica.
15:05Agora, por que a prata, né?
15:07O ouro a gente sempre está acostumado,
15:10inclusive bancos centrais do mundo todo compram ouro,
15:12o nosso banco central aqui andou comprando ouro para se proteger,
15:15mas a prata, ela é mais barata, talvez por isso
15:19venha sendo adotada no lugar do ouro por pessoas físicas?
15:25Perusca, eu não tenho uma resposta para isso.
15:27Eu também fico me perguntando o que está acontecendo,
15:30por que a prata foi alçada, digamos.
15:33Não é o mesmo nível, quando a gente vê as cotações,
15:36400 vezes menos,
15:39mas está sendo procurada com proteção.
15:43Realmente é uma coisa que vamos ter que analisar ao longo do tempo
15:46para obter uma explicação.
15:47Talvez você tenha dado uma pista aí,
15:50pelo fato de ser mais fácil de comprar,
15:53pelo fato de ser mais barato.
15:56A segunda coisa que você me diz hoje,
15:58que os economistas também,
16:00eu ouvi três economistas hoje de manhã,
16:02os três,
16:03dizendo que Trump precisa de um atendimento mental,
16:09um psiquiatra talvez entenderia melhor as decisões dele,
16:12você é o quarto economista que diz isso, né?
16:15Eu estou percebendo que a paciência, parece,
16:19dos economistas, analistas e investidores com Trump
16:21está se esgotando ao nível máximo
16:24e também, você também não é o primeiro economista
16:28que me diz que o mundo hoje está tão diferente
16:30que a gente precisa até avaliar as corridas,
16:34inclusive a prata, como você disse agora há pouco.
16:37E aí eu quero chamar a atenção
16:39para a gente dar uma avaliada no petróleo,
16:40porque por conta dessa história da Groenlândia com a União Europeia,
16:43o Irã perdeu aí um pouco do sentido das ameaças do Trump,
16:48até o comércio já voltou ao normal lá.
16:50Eu não sei se isso tem influência sobre o petróleo.
16:52Ricardo, vou trazer os números aqui para você,
16:55pode colocar na tela,
16:56Joel, nesse momento em queda,
16:58o petróleo cru e também o tipo Brenty.
17:02Mas no mês, veja que os dois estão em alta.
17:05Aí ali, o gás natural,
17:08Ricardo, e aí tem mais a ver com a Europa,
17:11porque a Europa depende muito do gás natural,
17:13nesse momento em alta de quase 15%.
17:18O petróleo é realmente um capítulo à parte,
17:22especialmente após o ataque dos Estados Unidos
17:25à Venezuela para a deposição do Maduro.
17:28Por quê?
17:29O que se sabe é que realmente por trás disso,
17:33e olha, aqui eu não vou chamar a psiquiatra, não,
17:36porque eu acho que aí não tem muito a mente do presidente Trump,
17:40e sim a opinião do Pentágono como um todo.
17:44Ok?
17:45Aí realmente...
17:46Por quê?
17:47Porque os Estados Unidos pegando o petróleo da Venezuela,
17:53além de realmente garantir a sua compra de petróleo,
17:58porque ele realmente consome bastante,
17:59ele está impedindo que esse petróleo vá para a China.
18:04A China vem investindo na Venezuela há décadas.
18:08Eu venho acompanhando isso há décadas,
18:10realmente vem investindo.
18:12Por quê?
18:13Porque a China é uma consumidora de petróleo,
18:16o Borás,
18:16e o petróleo da Venezuela
18:18cobria uma boa parte do seu consumo.
18:21Então, se a China está ficando sem esse fornecedor,
18:26a tendência, na realidade, no mundo,
18:29seria de aumentar o preço do petróleo.
18:32Na realidade.
18:32Por quê?
18:33Porque a China vai ter que procurar outra coisa.
18:36Vai procurar o quê?
18:37Vai procurar o Irã?
18:38Vai procurar a Rússia?
18:40A Rússia vai parar de fornecer petróleo e gás natural para a Europa?
18:44Quer dizer, aí tem um rearranjo
18:47que eu não consigo ter um palpite
18:51de o que vai acontecer daqui a três meses.
18:53Mas, realmente, petróleo e gás
18:56são um capítulo inseparado
18:58e aí a parte geopolítica está entrando fortíssimo
19:02por essa interpretação que se faz
19:04dos movimentos dos Estados Unidos
19:06no sentido de barrar o fornecimento
19:11de petróleo para a China.
19:15Faz parte também do confronto surdo
19:19que eles estão tendo nos últimos meses,
19:23durante o ano passado inteiro.
19:25Quero entrar agora no assunto Mercosul,
19:27porque, na verdade, a gente vai continuar
19:29nesse assunto União Europeia ainda,
19:31porque agora, mais do que nunca,
19:34o acordo com o Mercosul se torna vital
19:37para a União Europeia.
19:39E aí eu quero, já converso com você, Ricardo,
19:42eu quero mostrar imagens aqui
19:43da assinatura do acordo União Europeia-Mercosul
19:46no sábado, em Assunção, no Paraguai,
19:49que teve ali os representantes
19:51da Comissão Europeia, da União Europeia,
19:54a Úrsula von der Leyen,
19:56e também os representantes dos países do Mercosul.
19:59Lógico que foi sentida a falta
20:01do presidente brasileiro,
20:03o Lula se encontrou com a Úrsula von der Leyen
20:06na sexta-feira, no Rio de Janeiro,
20:08mas vemos aí o embaixador Mauro Vieira,
20:11ministro de Relações Exteriores,
20:12representando o presidente Lula
20:14nesse ato da assinatura.
20:17E a gente lembra que 780 milhões de pessoas
20:21serão beneficiadas por esse acordo,
20:26cerca de um quarto do PIB global,
20:27essas pessoas representam, nós, inclusive.
20:29e elimina a maioria das barreiras tarifárias
20:32e não tarifárias, com cerca de 92% do comércio
20:36entre os blocos,
20:37esperados para ser livres mesmo de tarifa
20:40dentro de 15 anos.
20:41Ricardo, eu tenho entrevista também
20:43com uma representante
20:46de produtos frescos,
20:48mas eu quero começar com você primeiro.
20:50É vital agora para a União Europeia
20:53esse tipo de acordo?
20:55A União Europeia, que durante quase 26 anos
20:58foi contra o acordo?
21:01Olha, é vital para os dois lados.
21:06É vital tanto para a União Europeia
21:08quanto para o Mercosul,
21:10que eu, durante muito tempo,
21:12chamei de Morto Sul.
21:14Por quê?
21:15Porque estava aí,
21:16mas realmente não se mexia.
21:19As exceções,
21:20a tarifa externa comum,
21:21a TEC,
21:22eram mais do que as tarifas realmente reduzidas.
21:29Então, realmente,
21:30nunca funcionou muito bem
21:31o Mercosul
21:32para a finalidade como foi constituído.
21:36Este acordo realmente traz uma nova luz.
21:40acho que vou parar de chamá-lo de Morto Sul.
21:45O Mercosul e a Europa
21:48têm uma chance de aumentar o comércio
21:51substancialmente
21:53e, muito importante,
21:57para os dois lados
21:59fugir um pouco da dependência
22:03dos Estados Unidos,
22:05especialmente do Trump.
22:07Mas o Trump vai durar mais três anos,
22:09depois teremos outro.
22:10Não sabemos até que ponto
22:12essa doutrina Trump
22:14poderá ser banida para sempre
22:17a partir do próximo governo.
22:19Não está claro isso.
22:21Então, nessas circunstâncias,
22:24há um acordo,
22:26sempre lembrando que ainda tem que ser ratificado
22:30pelo Parlamento Europeu,
22:32onde ainda temos a França
22:34sempre jogando contra,
22:39e aí tem um aspecto curioso,
22:42porque
22:45o agronegócio na França
22:47está quase morrendo,
22:49sem falar da parte do vinho,
22:51vinho, viticultura, tudo bem.
22:53Agora, o resto
22:55fecham quase 400
23:00fazendas e empresas
23:02de agronegócio na França
23:03por ano.
23:04Quer dizer,
23:05o negócio não está bom lá.
23:08Poderá o governo francês,
23:12por algum subterfúgio por aí,
23:15conceder algum tipo
23:16de subvenção
23:19ou vantagem
23:20que possa ainda dar
23:21alguma sobrevida?
23:22Não sei.
23:23Mas eu acho que
23:25a gente,
23:26na Europa,
23:27tem que ver a realidade
23:28e dizer,
23:29vamos fazer o que realmente
23:30nós somos muito capazes
23:32de fazer,
23:33o que para o Mercosul
23:34também vai ser muito bom.
23:36Por quê?
23:36Porque nós,
23:37no Mercosul,
23:38temos o problema
23:39de inovação
23:40e produtividade.
23:41Então,
23:42se a gente vai conseguir
23:45importar equipamentos
23:46para melhorar
23:47a produtividade
23:48da nossa indústria,
23:49da nossa indústria
23:50de bens e serviços,
23:51para melhorar
23:53a inovação,
23:55isso vai ter um efeito
23:57muito benéfico
23:58aqui no próprio Mercosul,
24:01especificamente no Brasil.
24:02Por quê?
24:03Porque com todos
24:04esses programas
24:05e com toda a derrama
24:06de dinheiro público
24:07que tem se visto
24:09nesses últimos governos,
24:12nós estamos
24:13só alimentando
24:14a demanda.
24:16Então,
24:16para compensar
24:18pelo lado da oferta,
24:19inovação
24:20e produtividade
24:21são pontos-chave
24:22e eles podem ser
24:24muito bem aproveitados
24:25através desse acordo
24:26com a União Europeia.
24:28com isso,
24:30melhorando a oferta
24:31de bens e serviços,
24:34significa diminuir
24:35substancialmente
24:37pressões inflacionárias,
24:38o que é,
24:40vamos concordar,
24:41é absolutamente
24:42necessário
24:43e benéfico
24:44para todos nós.
24:45E aí eu quero trazer
24:46aqui alguns dados,
24:47uma arte que a gente
24:48preparou
24:48com a ajuda
24:50do Abrafrutas,
24:51da Associação Brasileira,
24:53das empresas
24:55que exportam frutas.
24:56Olha só,
24:57o que a gente tem,
24:58qual é a cor
24:59da União Europeia
24:59Mercosul?
25:00A uva,
25:01por exemplo,
25:02ela sofrerá
25:03uma redução
25:04de 11%
25:05de tarifa
25:06para entrar
25:07na União Europeia,
25:08essa redução
25:08será imediata.
25:10O abacate,
25:11ele vai zerar
25:12a tarifa
25:13de 4%
25:14em 4 anos,
25:15limão e lima,
25:16tarifa de 14%
25:17zerada
25:18em até 7 anos
25:19e eu lembro,
25:20tá gente,
25:20vai reduzindo
25:22ano a ano,
25:23não é que em 7 anos
25:25caia os 14%,
25:26não,
25:26é uma redução
25:27gradual
25:27até completar
25:287 anos.
25:29Melão e melancia,
25:30a mesma coisa,
25:31tarifa de 9%
25:32caindo gradualmente
25:33em até 7 anos,
25:35maçã,
25:35queda,
25:37acaba a tarifa
25:38de 10%
25:39num período
25:40aí de até 10 anos.
25:41E aí eu quero chamar
25:41aqui para a nossa conversa
25:43a Valesca de Oliveira
25:44Cire,
25:45que é Country Manager
25:46da IFPA,
25:49que é a Associação
25:49Internacional
25:50de Produtos Frescos.
25:51Valesca,
25:52bem-vinda,
25:53viu,
25:53bom dia para você,
25:54uma ótima segunda-feira.
25:56Bom dia,
25:57obrigada,
25:57obrigada pelo convite,
25:58estava aqui já assistindo
26:00vocês,
26:00ouvindo o Ricardo,
26:02concordando aí
26:02com um montão de coisas.
26:04Que bom,
26:04e para vocês,
26:06que representam
26:07produtos frescos,
26:08é um ganho enorme,
26:10né Valesca?
26:11Exato, sabe,
26:12depois de 25 anos,
26:14né,
26:14de negociações
26:15entre o Mercosul
26:16e a União Europeia,
26:17esse entendimento,
26:18como você bem comentou,
26:20ele abrange aí
26:20mais de 720 milhões,
26:23né,
26:23de consumidores,
26:24sendo só na Europa
26:25em torno aí
26:25de 450 milhões
26:27e 270 milhões
26:28na América do Sul,
26:29né.
26:30Então,
26:31é um acordo
26:32muito importante,
26:33foi um avanço,
26:34né,
26:36essa assinatura
26:37e essa definição
26:39dessa estrutura
26:40de redução
26:40de tarifas
26:41graduais,
26:42né,
26:42como você aí
26:43bem apontou.
26:44Isso envolve
26:45uma cesta
26:46de produtos,
26:47né,
26:48a IFPA
26:49é uma associação
26:50que representa
26:50os produtos frescos,
26:51frutas,
26:52flores,
26:52legumes e verduras,
26:53não só no Brasil,
26:54mas uma associação global.
26:56Isso envolve
26:57uma cesta
26:58de produtos
26:59e quando a gente
26:59traz um avanço
27:00aqui para o Brasil,
27:01o Brasil,
27:02ele é um grande
27:03produtor
27:03de frutas,
27:05é o terceiro maior
27:05produtor do mundo,
27:06né,
27:06só fica atrás
27:08aí da China
27:09e da Índia
27:09e a Europa
27:10já é o principal
27:12destino das exportações
27:13de frutas brasileiras,
27:15né.
27:15Isso permite,
27:17sem dúvida,
27:18que a gente possa
27:19ter ainda,
27:20aumentar a nossa
27:22participação
27:22nesses mercados,
27:24melhorar a nossa
27:25competitividade,
27:26porque
27:27já a gente tem
27:28países com os quais
27:30havia,
27:31né,
27:31e ainda
27:31um desalinhamento
27:33quando você compara
27:34com outros países,
27:35por exemplo,
27:36como Peru
27:36ou como Colômbia,
27:37né,
27:38então isso alinha
27:40o mercado
27:40e coloca todo mundo
27:41no mesmo patamar,
27:43vamos falar assim,
27:44de competitividade,
27:45né,
27:45então muito benéfico
27:46para uva,
27:47para melão,
27:48para melancia,
27:49principalmente para as
27:50frutas tropicais,
27:51né,
27:52isso traz um highlight,
27:54traz um radar
27:55para o Nordeste,
27:56para o Vale do São Francisco,
27:58para os polos
27:59produtivos de melão
28:00em melancia,
28:01no Rio Grande do Norte,
28:02no Ceará,
28:03então,
28:04você tem avocado
28:05aqui em São Paulo,
28:07você tem o Espírito Santo,
28:09a paia,
28:10enfim,
28:10então isso traz,
28:12aí,
28:12melhora a competitividade
28:14do nosso setor,
28:15desse setor produtor
28:16e também do setor exportador,
28:19né,
28:19agora,
28:20eu costumo muito dizer
28:21que o Brasil
28:22é muito diverso
28:23e todos nós sabemos disso,
28:25a gente tem o Brasil
28:25e seus Brasis,
28:26né,
28:27então,
28:27o acordo é muito positivo,
28:29mas você tem,
28:30obviamente,
28:30algumas culturas
28:31que estão mais receosas
28:34com relação a esse acordo,
28:35quando a gente fala,
28:36por exemplo,
28:36no caso da maçã,
28:37porque o Brasil também
28:38é um grande produtor de maçã,
28:39assim como a Europa,
28:41né,
28:41então,
28:41são combinações,
28:43são ajustes,
28:44né,
28:44nesse momento que o acordo
28:45foi assinado,
28:46mas que ainda precisa passar
28:48pelo parlamento,
28:49então,
28:49como o Ricardo bem apontou,
28:51a gente avançou,
28:52finalmente,
28:53né,
28:54mas você tem todo
28:55um processo aí,
28:56parlamento a parlamento,
28:59e a gente tem que estar
29:00muito atento,
29:01né,
29:01muito,
29:01muito atento
29:02a essa continuidade
29:06para que,
29:06de fato,
29:07os produtores e exportadores
29:08sejam beneficiados
29:09na prática,
29:10né,
29:10ou seja,
29:11vou me tornar mais competitivo,
29:12tenho mais produto,
29:13tenho meu produto concorrendo melhor
29:14e chegando melhor ainda
29:16na mesa desse consumidor europeu.
29:17Agora,
29:18Valesca,
29:18por que a questão da maçã?
29:20Você trouxe especificamente,
29:21a gente poderia falar da uva também,
29:23que é bastante produzida na Europa,
29:25por que exatamente a maçã?
29:28Porque a gente está falando aí,
29:29tem uma questão de variedades,
29:31né,
29:31e aí a maçã,
29:32quando a gente olha para a Polônia,
29:33por exemplo,
29:34quando a gente olha para a própria França,
29:36são grandes países produtores,
29:39né,
29:40desse produto,
29:42e a gente tem uma janela,
29:44a nossa janela de produção de maçã,
29:47ela vai ali,
29:48começa agora em fevereiro,
29:49até abril,
29:50mais ou menos,
29:51essa é a janela do Brasil,
29:54e depois,
29:55claro,
29:55a gente continua tendo maçã brasileira,
29:57a gente já importa também
29:58de alguns países,
29:59mas há um interesse natural,
30:01até pela produção que existe na Europa,
30:04né,
30:04em achar novos mercados
30:08para esses produtos.
30:09Claro,
30:10o Brasil,
30:10200 milhões de habitantes aqui,
30:12né,
30:12sendo uma fruta bastante consumida,
30:14é um cenário,
30:15né,
30:15então,
30:16você olha,
30:17naturalmente,
30:18você tem setores que vão ser beneficiados
30:20por esse acordo,
30:21diretamente beneficiados,
30:22mas você tem outros que olharão
30:24com maior cautela,
30:26né,
30:26porque é um acordo de livre comércio,
30:28e aí,
30:29o Brasil podendo exportar,
30:30obviamente,
30:31mas também recebendo alguns produtos aqui.
30:34Em linhas gerais,
30:35esse,
30:35essa janela vai se dar muito
30:37para os produtos que a gente não tem,
30:40principalmente,
30:41né,
30:41os produtos que a gente já importa,
30:42como a pera,
30:44né,
30:44como,
30:44como as berries,
30:46né,
30:46cerejas,
30:47enfim,
30:47isso vai abrir mais esse leque,
30:49mais,
30:49obviamente,
30:50que o produtor e o exportador,
30:52eles ficam atentos,
30:53né,
30:54e assim,
30:54tem que ser mesmo.
30:55Agora,
30:56Valesca,
30:56as nossas frutas,
30:58né,
30:58nós temos uma diferença de clima,
30:59né,
30:59enquanto é inverno aqui,
31:01é verão lá,
31:02e vice-versa,
31:03isso também cria,
31:05é,
31:06algo que é benéfico
31:08para os dois blocos,
31:09né,
31:09porque,
31:09enquanto a gente está produzindo melão aqui,
31:12não tem melão lá,
31:13e aí a gente exporta,
31:15e assim vai,
31:17né,
31:17outra pergunta que eu vou emendar nessa,
31:20é,
31:20as nossas frutas aqui no Brasil podem ficar mais caras também,
31:23porque a gente pode vir a exportar mais e vender menos aqui,
31:26pode faltar fruta aqui,
31:27e o fato de,
31:28dessa demanda mais alta da Europa,
31:30pode fazer aumentar o preço,
31:32é algo que a gente pode esperar?
31:35Então,
31:35vamos lá,
31:36assim,
31:36aí colocando essas respostas,
31:37a sazonalidade é benéfica,
31:39né,
31:39então nós temos um país,
31:40né,
31:41que tem essa diversidade climática,
31:43né,
31:43e aí estamos,
31:44né,
31:45em hemisférios diferentes,
31:46então essa sazonalidade é benéfica,
31:48e isso é bom,
31:49porque,
31:50do mesmo,
31:50de uma forma que o Brasil exporta melão e melancia,
31:53a Europa também produz,
31:54a Espanha também produz melão e melancia,
31:56então exportamos,
31:57né,
31:57e nos relacionamos em janelas diferentes e benéficas,
32:00quando nós temos o produto aqui,
32:02conseguimos,
32:03vendemos para eles,
32:04né,
32:04e a gente,
32:05e ajusta-se essa,
32:06essa janela,
32:08né,
32:08então acho que isso é super,
32:09super positivo,
32:10e eu não vejo,
32:11de fato,
32:12um aumento do,
32:13do,
32:13do valor do produto aqui,
32:15tá,
32:15para o nosso consumidor,
32:17eu acho que você tem,
32:18você aumenta,
32:19você cria melhor competitividade,
32:21você amplia esses canais,
32:24você sim,
32:24tem o potencial de regular,
32:26de aumentar essa exportação,
32:28mas não necessariamente diminuir a nossa produção aqui,
32:30né,
32:31estão falando aí de 40 e tantos milhões de toneladas que o Brasil produz,
32:35e você tem,
32:37na verdade,
32:38nós temos um mercado interno,
32:40né,
32:40que pode ser muito mais consumidor,
32:43o Brasil consome só um terço do que recomenda a Organização Mundial da Saúde,
32:47quando a gente olha,
32:47para esse consumo de frutas, legumes e verduras,
32:52então,
32:52existe um potencial aqui muito grande também,
32:54né,
32:55e uma produção que está regulamentada,
32:56está regulada,
32:57vamos falar assim,
32:58para poder ir atendendo essa,
33:02atendendo esses mercados,
33:03o que vai ser muito positivo é,
33:05que,
33:05claro,
33:05se eu tenho mais competitividade,
33:07se eu tenho mais receita,
33:09eu tenho,
33:09consequentemente,
33:10mais investimento,
33:11mais investimento em tecnologia,
33:13a questão da astrabilidade,
33:15né,
33:15de ser mais eficiente,
33:17cada vez mais eficiente nos processos produtivos,
33:19isso vai beneficiar toda a cadeia,
33:22e o mercado interno será beneficiado,
33:23não vejo,
33:24não vejo,
33:24num primeiro momento,
33:26não tem nenhum sinal,
33:27de que nós,
33:29aqui no Brasil,
33:29pagaremos mais caros pelas frutas.
33:32Agora,
33:32para encerrar...
33:32Não por esse motivo,
33:34não por esse motivo.
33:36Tá bom.
33:37Eu que sou,
33:38adoro fruta,
33:39fico feliz com a resposta.
33:41Agora,
33:42queria saber,
33:42além dessas frutas que a gente está trazendo,
33:44né,
33:44que a gente trouxe ali na nossa arte,
33:46que você trouxe também,
33:47quais são os outros produtos frescos?
33:50Você falou de legumes também,
33:51quais são os outros que a gente pode contar,
33:53que vai exportar mais para a Europa,
33:55com o fim dessas tarifas?
33:58Olha,
33:58acho que o foco está,
33:59principalmente,
34:00quando a gente está falando desses produtos frescos do FLV,
34:03né,
34:03do FFLV,
34:04que a gente fala,
34:05frutas,
34:05flores,
34:05legumes e verduras,
34:07o foco está nas frutas,
34:09tá,
34:09que é a principal,
34:11e aí,
34:11olhando para a União Europeia,
34:12tá,
34:13então,
34:13aí,
34:14é o nosso,
34:14é o nosso carro-chefe,
34:16vamos falar assim,
34:17já falamos de uva,
34:18já falamos de limões,
34:20de avocado,
34:22de papaya,
34:23de gengibre,
34:25são alguns produtos aí nessas cestas,
34:28nessa cesta que vão ser beneficiados,
34:30muito mais frutas,
34:31tá,
34:31do que olhando para folhosas,
34:35ou olhando para outros,
34:36para outros vegetais,
34:38né,
34:38eu acho que o mercado vai se acomodando,
34:40mas nesse primeiro momento,
34:41as frutas são,
34:42essas categorias de frutas,
34:44são as principais beneficiadas.
34:46Valesca,
34:47muito obrigada pela sua entrevista,
34:48eu estou vendo que o seu celular aí,
34:49está só chamando de mensagem,
34:52você deve estar sendo muito demandada.
34:55Ela silenciou.
34:57Obrigada,
34:58viu, minha querida.
34:59Bom dia.
35:00Te agradeço,
35:00um abraço,
35:01até mais.
35:02Bom dia.
35:03Ricardo,
35:04volto com você,
35:05porque a gente falou com a Valesca,
35:07dos produtos frescos,
35:08mas agora eu quero trazer um resuminho,
35:11da indústria,
35:12porque a Confederação Nacional da Indústria,
35:13divulgou um balanço,
35:15uma nota no sábado,
35:17logo depois que foi assinado esse acordo,
35:18e eu trouxe um resumo aqui,
35:20dessa nota que a CNI trouxe para a gente.
35:23Vamos colocar aqui,
35:24Joel, por favor,
35:25um resuminho aqui,
35:27a indústria,
35:28importação europeia,
35:2954,3% dos produtos europeus
35:32terão zero de imposto
35:34no bloco do Mercosul.
35:36São 5 mil itens,
35:38segundo a Confederação Nacional da Indústria.
35:41Já o Brasil vai reduzir tarifa,
35:45vai ter redução de tarifa,
35:46não,
35:47vai reduzir tarifa para produtos europeus,
35:49Brasil, tá gente?
35:50Não é Mercosul, Brasil.
35:5144,1% dos produtos europeus
35:54terão redução.
35:55Aqui no Brasil são 4.400 itens.
35:59E aí,
35:59com esses números,
36:01Ricardo,
36:02eu te pergunto,
36:03a gente sabe que o agro
36:05será o maior ganhador
36:07desse acordo União Europeia-Mercosul.
36:09Como a gente pode fazer,
36:13qual o setor,
36:14os segmentos da nossa indústria
36:16que podem chegar lá
36:18e fazer jus
36:20e vender mais para a Europa?
36:23Olha, Verusca,
36:25a metade da resposta
36:27eu já falei antes,
36:28quer dizer,
36:29a indústria pode ser muito beneficiada
36:32pelo fato de poder importar máquinas
36:35para melhorar produtividade
36:37e melhorar inovação,
36:38o que seguramente
36:40irá redundar
36:42em maior oferta
36:43de produtos no mercado.
36:45Mas eu estava pensando,
36:47escutando,
36:48falar sobre os produtos frescos,
36:51que a gente tem mais uma,
36:54mais um caminho
36:55olhando para o futuro,
36:57que é o seguinte,
36:58a gente,
37:00tudo bem,
37:01os produtos frescos
37:02são uma coisa muito boa
37:04em termos de saúde,
37:05mas pode ser
37:08que
37:09olhando para o futuro,
37:11como eu falei,
37:12seja conveniente
37:12pensar em
37:16industrializar
37:17parte desses
37:20produtos
37:20e em lugar de vender
37:22a fruta,
37:22vender o suco,
37:23vender o suco concentrado
37:25e vender a compota,
37:27sei lá,
37:27algum tipo de produto
37:29com um pouco mais
37:31de valor agregado.
37:32Isso seria possível
37:34se a indústria
37:35também colocar,
37:37digamos,
37:38em marcha
37:40esse tipo de coisa
37:41que eu estou falando,
37:41quer dizer,
37:42aproveitar
37:43o acordo
37:44União Europeia
37:46e Mercosul
37:46para importar
37:48máquinas
37:48que lhe permitam
37:50ganhar produtividade.
37:51e tecnologia
37:52também,
37:53professor,
37:54não só
37:54tecnologia
37:55em bens
37:56e máquinas,
37:57mas importar
37:58tecnologia
37:58também,
37:59afinal de contas,
37:59eles estão
38:00anos luz
38:01à nossa frente
38:02também
38:02em alguns segmentos.
38:05Sem dúvida,
38:06sem dúvida.
38:08Quando
38:08eu penso
38:09em tecnologia,
38:10penso que
38:11um acordo
38:11desse tipo
38:12também
38:13com o
38:15passar,
38:15digamos,
38:16os dois blocos
38:20se conhecendo
38:21melhor
38:21e tendo
38:22maior quantidade
38:23de comércio
38:25intrarregional,
38:26isso vai chamar
38:28seguramente
38:29outra parte
38:30que é importante
38:30e que às vezes
38:31fica meio
38:32esquecida
38:33dentro
38:33dessas discussões,
38:35que é,
38:36como você bem falou,
38:37tecnologia,
38:38mas pode ser
38:39que essa tecnologia
38:41venha sob a forma
38:42de uma empresa
38:44se associando
38:46a uma empresa
38:48brasileira
38:48ou
38:49a uma empresa
38:50brasileira
38:51se associando
38:51dentro de uma
38:52empresa europeia,
38:54com o qual
38:55as duas contas
38:56ganham sem dúvida.
38:58Ricardo,
38:59estamos encerrando
39:00e aí eu quero
39:00chamar a B3 agora,
39:02pode botar para mim
39:03aqui na tela,
39:04Joel,
39:04a gente está na abertura
39:05do mercado,
39:06eu sempre lembro isso,
39:07abriu às 10,
39:09as negociações abriram,
39:10temos queda
39:11de 0,11%
39:12nesse momento,
39:14abaixo dos,
39:14não,
39:15164 mil,
39:16abaixo dos 165 mil pontos,
39:19Ricardo,
39:19a gente pode dizer
39:20que essa queda
39:21espelha um pouco
39:22aí desse
39:24conflito
39:25União Europeia
39:25e Estados Unidos
39:26pela Groenlândia?
39:28Olha,
39:29eu nunca
39:30olho
39:30as cotações
39:32da Bolsa,
39:33digamos,
39:33de uma hora
39:34para outra
39:34ou de um dia
39:35para o outro,
39:36eu acho que
39:37a Bolsa
39:38tem que ser olhada,
39:39digamos,
39:43um horizonte
39:44assim de,
39:45no mínimo,
39:46uma semana,
39:47melhor,
39:48um mês,
39:49dois meses,
39:49por quê?
39:50Porque isso reflete
39:51realmente tendências,
39:53nós temos diversos tipos
39:54de investidores
39:55da Bolsa,
39:56tem o especulador puro,
39:58tem o que não entende
40:00nada,
40:00mas é muito bem
40:01assessorado por alguém
40:03e está investindo
40:03com uma pessoa física,
40:05tem os fundos
40:06de investimento,
40:07certo?
40:07Então,
40:09é um mar
40:11de entidades
40:13diferentes
40:14investindo,
40:15então,
40:16não dá para saber,
40:18de um dia para o outro,
40:21se cai
40:22ou se sobe,
40:23se isso tem algum motivo
40:24bem específico.
40:25Se ela continuar caindo,
40:27eu poderia
40:29concordar contigo.
40:30Então,
40:31tá bom,
40:31realmente,
40:32todos os conflitos
40:34geopolíticos
40:35estão forçando
40:36as pessoas
40:37a serem mais cautelosas
40:38e a tirar o dinheiro
40:40da renda variável.
40:41Agora,
40:42só de uma hora,
40:44só de um dia,
40:45eu não gosto
40:46de opinar
40:46em cima disso.
40:48Quero chamar aqui
40:48o boletim Fox
40:49de hoje,
40:50divulgado pelo Banco Central,
40:52chama atenção
40:52principalmente
40:54pela segunda
40:55semana seguida,
40:56a previsão
40:56de queda
40:57da inflação,
40:58que na semana passada
40:59veio,
41:00segundo o mercado,
41:014,05%,
41:03essa semana
41:044,02%.
41:07Aproveito
41:07esses dados,
41:09Ricardo,
41:09para te perguntar,
41:11você já falou
41:12sobre os juros,
41:13como eles penalizam
41:15a atividade produtiva,
41:16que penalizam o Brasil
41:17de uma forma geral,
41:18e a gente tem reunião
41:19do Copom,
41:2127 e 28,
41:23quero te perguntar,
41:24e eu sempre pergunto
41:25para os meus entrevistados,
41:26qual é a sua aposta
41:27para os juros
41:27esse ano?
41:30Esse ano,
41:32eu,
41:34mais do que aposta,
41:36eu diria que
41:36eu estou torcendo
41:37para acabarmos o ano
41:38em mais ou menos
41:40entre 12 e 13,
41:41que ainda é uma taxa enorme,
41:43ainda prejudica
41:44a economia em si,
41:45mas eu não tenho certeza
41:48do que vai acontecer
41:49daqui para frente,
41:50por quê?
41:51Porque,
41:52como eu já comentei,
41:54em ano eleitoral,
41:55a derrama de dinheiro público
41:58vai alimentar a demanda,
42:00e nós não temos oferta
42:03crescendo na mesma proporção,
42:05portanto,
42:06nós,
42:06apesar da bonança
42:08desses últimos meses
42:10quanto aos índices inflacionários,
42:12nós vamos ter pressões inflacionárias.
42:15Se elas vão se concretizar ou não,
42:17não sabemos,
42:18mas se se concretizam,
42:20o Banco Central vai ser obrigado
42:22a segurar um pouco
42:25essa queda
42:26e talvez não cheguemos
42:27nos 12 e 13
42:28que eu estou apostando.
42:30Ricardo Rodil,
42:31economista e líder
42:32do mercado de capitais
42:33da Crowell Macro,
42:34muito obrigada
42:35pela entrevista,
42:36viu?
42:36Uma ótima semana
42:37para você.
42:38Eu que agradeço,
42:39estou à disposição.
42:40Obrigada,
42:41bom dia.
42:42Gente,
42:43vamos dar uma olhadinha
42:44porque o Fundo Garantidor
42:45de Crédito
42:46promete,
42:47né,
42:47que começa a pagar
42:48nesta segunda-feira
42:49o dinheiro
42:51dos credores
42:52do Banco Master,
42:53de quem investiu
42:54no Banco Master.
42:55E aí eu tenho uma artezinha
42:57para trazer aqui
42:58um resumo
42:59do que será
43:01esse pagamento.
43:02Coloca na tela cheia
43:03para mim,
43:03por favor,
43:05Joel,
43:05obrigada, viu?
43:06Bom,
43:06o FGC é uma entidade
43:07privada formada
43:08por contribuições
43:09de instituições financeiras
43:10para cobrir eventuais
43:11quebras dos bancos,
43:12que foi o que aconteceu
43:13agora com o Banco Master.
43:14Essa cobertura
43:16segue o limite
43:16de R$ 250 mil
43:18por CPF
43:19ou CNPJ.
43:21Então,
43:22quem tem um CPF aí,
43:23uma única pessoa,
43:25uma única empresa
43:25com limite
43:26até R$ 250 mil
43:27vai receber
43:29esse dinheiro
43:29do FGC.
43:30O valor inclui
43:31o montante investido
43:32e os rendimentos
43:33acumulados
43:33até a data
43:34da liquidação
43:36do banco,
43:37vamos lá,
43:37que foi ano passado,
43:38gente.
43:39O ressarcimento
43:40abrange contas correntes,
43:42poupanças
43:43e outros investimentos
43:44como CDBs,
43:45RDBs,
43:46LCIs,
43:47LCAs.
43:48Pessoas físicas
43:49podem fazer
43:50esse pedido
43:50por aplicativo,
43:51já as empresas,
43:52pelo site
43:53fgc.org.br.
43:56E aí,
43:56eu quero trazer agora,
43:58tem uma reportagem
43:59aqui que a Veja fez,
44:00dizendo que o app
44:02do FGC,
44:04o aplicativo
44:04da FGC,
44:05voltou a funcionar,
44:06porque no começo
44:08ficou tão instável,
44:10porque era muita gente
44:11acessando,
44:12e atende
44:139 mil pedidos
44:14por hora,
44:15meu povo.
44:16Pois é,
44:16com o reembolso
44:17do Master.
44:19Isso começou
44:20no sábado,
44:21tá,
44:21quando começaram
44:22a abrir
44:23para esses pedidos.
44:24150 mil pessoas
44:25já estavam aptas
44:26a fazer esse pedido,
44:28mas a procura,
44:29como diz aqui
44:29a reportagem,
44:30foi de 369 mil pessoas,
44:33até ontem,
44:34final da tarde,
44:35esse era o número.
44:37Agora vamos,
44:38estamos caminhando,
44:39falta um minuto,
44:40mas eu quero chamar
44:41a atenção de vocês,
44:42porque agora há pouco
44:43a Confederação Nacional
44:44da Indústria
44:46publicou números
44:47que dizem respeito
44:48a essa reportagem
44:49também que está
44:50na veja.abril.com.br.
44:52Juros altos
44:53travam o crédito
44:54para 8
44:55em cada 10 indústrias,
44:57a gente conversava
44:58com o Ricardo
44:58agora há pouco
44:59sobre o efeito
45:00da Selic
45:01na produção
45:02nas indústrias
45:04do Brasil.
45:04O CNI mostra
45:05que quase um terço
45:06das empresas
45:07que tentaram contratar
45:09ou renovar crédito
45:10de longo prazo
45:11não conseguiram.
45:13E aqui a reportagem
45:13fala dos juros elevados,
45:15a pesquisa é da CNI,
45:17teve a participação
45:18de 1.700 pequenas,
45:19médias e grandes indústrias
45:21no crédito
45:22de longo prazo,
45:2371% dos empresários
45:24que relataram dificuldades
45:26também citam os juros
45:27como o principal problema.
45:28Se você quiser saber
45:29um pouquinho mais
45:30dessa reportagem,
45:31veja.abril.com.br.
45:33E tem mais uma aqui
45:35que eu chamo
45:35a atenção do Robson Bonin,
45:38pode colocar na tela, Joel.
45:40Em Portugal,
45:41teve eleição ontem,
45:43e o país que é acostumado
45:45a liquidar tudo
45:46no primeiro turno,
45:47não, foi para o segundo turno,
45:49pode colocar em tela cheia,
45:51socialista e ultradireitista
45:53disputa o segundo turno
45:55da eleição presidencial
45:56de Portugal.
45:57É a primeira vez
45:59em 40 anos
45:59que a eleição nacional portuguesa
46:01terá um segundo turno,
46:02previsto para 8 de fevereiro,
46:04como eu disse agora há pouquinho.
46:05E chama a atenção, né,
46:07Antônio José Seguro
46:08e André Ventura,
46:09os dois ali no segundo turno,
46:12um socialista
46:13e um candidato
46:14da ultradireita.
46:15E você vê como
46:17o mundo, né,
46:18várias nações
46:19divididas.
46:20Aí.
46:21Portanto,
46:22essas são as principais
46:23informações de economia
46:24do Brasil e do mundo
46:25que mexem com o seu bolso,
46:27com o seu dia,
46:28hein, meu amigo?
46:28É, pois é.
46:29E amanhã, terça-feira,
46:30eu estou de volta
46:31a partir das 10 horas da manhã,
46:32eu te espero, tá bom?
46:33Uma ótima segunda,
46:35um bom início de semana
46:37para você.
46:38Beijo, tchau!
47:03E aí, tchau!
47:04E aí, tchau!
47:07E aí, tchau!
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