No programa Mercado desta quarta (4), o debate gira em torno das CPIs do Banco Master e dos riscos para a economia brasileira. A Câmara e o Senado aprovaram reajustes salariais para servidores, com impacto direto no Orçamento, além da criação de milhares de novos cargos no governo federal. Os efeitos fiscais dessas decisões e o peso nas contas públicas são analisados pelos convidados Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, e Marcelo Mello, CEO da SulAmérica Investimentos. O programa também aborda o avanço das investigações no Senado, a fila de CPIs na Câmara, a temporada de balanços na Bolsa, o cronograma do Mercosul e os desdobramentos do encontro entre Donald Trump e Gustavo Petro. Participação presencial do repórter de finanças de Veja, Bruno Andrade.
O Mercado é apresentado por Veruska Donato, vai ao ar ao vivo no YouTube e pode ser assistido também na Samsung TV Plus (canal 2059), LG Channels (126), TCL Channel (10031) e Roku (221).
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Mercado é o programa diário da revista VEJA sobre economia, negócios e tendências, com apresentação de Veruska Donato. Ao vivo, de segunda a sexta, às 10h, o programa analisa os principais movimentos da economia, do mercado financeiro e da política econômica no Brasil e no mundo.
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NotíciasTranscrição
00:00Nós temos imagens aí da sessão ontem que aprovou esse reajuste. Pode colocar para mim na tela, por favor, Joel.
00:11Aí está a sessão da Câmara, onde foi aprovado aí o reajuste para os servidores da Câmara e do Senado.
00:20São projetos, reajustes que ficam entre 8% e 9%, somadas aí as novas gratificações e licenças,
00:28podem permitir salários somados acima do teto constitucional.
00:34Serão beneficiados servidores efetivos, comissionados e secretários parlamentares.
00:40No Senado, os aumentos são escalonados, tá gente? Entre 2026 e 2029 acontecerão esses reajustes.
00:45O texto agora segue para a sanção do presidente Lula.
00:48E teve mais uma decisão aí com impacto direto no orçamento.
00:52Esse foi feito só pela Câmara. A Câmara aprovou a criação de milhares de cargos no governo federal.
00:57São cerca de 16 mil no MEC e outros 1.500 no Ministério da Gestão e Inovação.
01:02E ainda a criação de um novo Instituto Federal na Paraíba, estado do presidente da Câmara, o Gumota,
01:08que você vê aí no seu vídeo.
01:09O impacto estimado dessas mudanças, só dessas mudanças, tá?
01:13Aprovadas aí pela Câmara, que agora seguem para o Senado,
01:15só este ano é de 4 bilhões e 300 milhões de reais nas contas públicas.
01:22E para discutir esse primeiro assunto aqui conosco no programa Mercado,
01:26eu trago o Alex Agostini, que é economista-chefe da Austin Rating.
01:31Bom dia, Alex. Seja bem-vindo.
01:36Bom dia, Verusca. Bom dia a todos. Mais uma vez, muito bom estar aqui contigo.
01:40Trago também o Marcelo Melo, CEO da Sul América Investimentos.
01:45Bom dia, Marcelo.
01:50Seja bem-vindo também, tá? Vou cumprimentar igual para não dar ciumeira.
01:56Alex, te chamei primeiro, portanto, vou começar contigo.
02:00Esse reajuste dos servidores, né? Câmara, Senado.
02:03Depois de um reajuste ano passado que a gente teve do Judiciário e também dos servidores do Executivo,
02:08isso pesa no orçamento, né?
02:10Pesa nas contas públicas, que já não é algo muito bem visto pelo mercado.
02:16E ainda tivemos a aprovação da criação de novos postos pela Câmara, projeto que agora segue para o Senado.
02:22Queria sua avaliação sobre essas decisões, porque o Congresso chegou chegando, né?
02:28Olha, Verusca, como a gente já tem conversado nesse momento e em outras ocasiões, né?
02:34As contas públicas no Brasil têm sido um problema recorrente há décadas.
02:41Só que tem se agravado nos últimos anos por conta justamente dessa benevolência que tem sido feita pelos três poderes,
02:50né?
02:50Ou seja, o que a gente tem observado é que todo mundo, em geral, coloca culpa nos gastos públicos só
02:58no Executivo,
02:59ou seja, só no governo federal, quando, na verdade, a gente tem um problema gravíssimo lá no Legislativo.
03:07O Legislativo que já tem abocanhado uma fatia muito grande do orçamento, que, aliás, se nós olharmos a peça orçamentária,
03:15ali no quadro 7, se eu não me engano, quando a gente compara, por exemplo, despesas discricionárias,
03:21que é o que sobra do orçamento, mais ou menos 5%, que é onde o governo tem que investir em
03:26áreas emergenciais
03:27ou que de junho seja importante, essas despesas discricionárias, quando a gente coloca as emendas impositivas
03:33e de parlamentares, lá em 2028 ela se torna negativa, ou seja, o Executivo, o Legislativo não tem contribuído
03:44para que a gente tenha um ambiente fiscal melhor. E por que isso importa para o cidadão comum?
03:51Porque tem muita gente, Verusca, que fala assim, política não gosta muito. Não, tem que gostar e tem que entender.
03:57Por quê? Quando você tem um Legislativo que faz essas benevolências, cria cargos, cria institutos,
04:09primeiro que isso é uma ação amoral, uma situação que o país tem de uma pobreza gigantesca ainda
04:15e dessa questão fiscal. Por outro lado, a questão fiscal, que já vem massacrando o país há muito tempo,
04:21faz com que o Banco Central tenha que manter os juros elevados. Vale lembrar que nós temos hoje
04:27uma taxa de juros de 15% ao ano, que é a maior desde junho de 2006, quase 20 anos,
04:32com a maior taxa de juros,
04:34justamente por conta desses gastos fiscais. Então, nesse cenário, a gente naturalmente espera
04:41que o governo federal vá ter que, por exemplo, fazer congelamentos no orçamento, bloqueios de recursos
04:48para cumprir a meta fiscal, que a gente sabe que já vai ser um pouco difícil nesse ano,
04:53dado o ano eleitoral no qual, em geral, o governo abre a torneira por conta dessas emendas.
04:59Mas, de novo, a gente precisa ter uma moralidade melhor na questão fiscal nos três poderes,
05:05não é só no executivo, precisa também no legislativo e no judiciário,
05:10e o que a gente vê é totalmente o inverso.
05:13O Marcelo, ano eleitoral vai agora para a sanção do presidente Lula,
05:19esse reajuste dos servidores da Câmara e do Senado,
05:23as chances em ano eleitoral são mínimas de um veto.
05:28Eu quero saber a sua opinião sobre o impacto desse reajuste na economia.
05:35Olha, para a gente ter um ambiente macroeconômico mais saudável,
05:39a gente precisa ver a política monetária caminhando alinhada à política fiscal.
05:46Esse cenário que a gente tem hoje, de um juro muito alto, um juro nominal muito alto,
05:52um juro real muito alto, se a gente olhar 2025,
05:56na situação que a gente está projetando, esse juro de 15%,
05:58a gente está falando de um juro real de 10%,
06:00que é insustentável no longo prazo,
06:02porque isso tem um impacto super relevante na vida de todo mundo e na dívida pública.
06:06Mas quando você tem um ambiente onde a política fiscal vai para um lado,
06:11um lado mais expansionista e a política monetária trabalha sozinha,
06:17o cenário que a gente acaba tendo é esse que a gente convive,
06:21que é um cenário onde o Banco Central aperta muito,
06:24porque ele tem que fazer o trabalho dos dois lados.
06:29O governo Lula pegou já a relação dívida PIB numa crescente,
06:35pegou na casa de 71, 72,
06:37vai entregar agora, no final do mandato, na casa de 84,
06:42em relação à dívida PIB,
06:4484%,
06:45que é um patamar, para um país emergente como o Brasil,
06:49muito alto,
06:50e eu acho que o pior é que
06:53tem uma perspectiva de inflexão.
06:55E eu acho que isso que o mercado precisa,
06:58o mercado em geral,
07:00precisa enxergar para poder
07:04aceitar comprar ativos
07:06com patamares de juros nominal e juros real
07:09inferiores ao que a gente vê agora.
07:12Isso, obviamente, não vai acontecer
07:13num período eleitoral.
07:15Não é de se esperar.
07:18Então, o que eu acho que a gente está vendo
07:20nesse primeiro semestre,
07:22é um ambiente que está sendo,
07:25e a gente vê a valorização dos ativos,
07:27é um ambiente que está sendo muito contaminado
07:29por fluxo internacional,
07:32ou seja, por questões geopolíticas internacionais,
07:35e muito menos pela questão local.
07:38Eu acho que a questão local,
07:39ela vai ganhar mais tração,
07:43ganhar mais, fazer mais preço nos ativos,
07:46como a gente diz,
07:47na medida que a eleição se aproxima,
07:50e a gente consiga ver o mercado,
07:52de forma geral,
07:53consiga ter uma visão um pouco mais clara
07:55do programa econômico dos dois candidatos
07:59e se esse programa vai mostrar
08:02uma política, um plano
08:05que faz essa dívida pública
08:08não escalar de uma forma tão acentuada
08:11como a gente projeta
08:12se não tiver nenhuma reforma estrutural à frente.
08:16Outro assunto que eu quero tratar aqui
08:18com o Alex e também com o Marcelo
08:20é sobre a indicação de Guilherme Mello.
08:23Pode colocar a foto dele aqui para mim no vídeo, né, Guilherme Mello.
08:27Essa é uma foto da agência Senado,
08:29mas ele atualmente é secretário de Política Econômica
08:32do Ministério da Fazenda.
08:34O ministro da Fazenda, Fernando Haddad,
08:36ontem confirmou em entrevista à Band News FM
08:40que indicou Guilherme Mello
08:41para uma das diretorias do Banco Central.
08:44Hoje tem duas diretorias vagas.
08:47Essa indicação ele fez em novembro do ano passado
08:50para o presidente Lula,
08:51mas o presidente Lula ainda não fez essa indicação.
08:53Lembrando que, pela lei, né,
08:56o Guilherme tem que passar pela aprovação,
08:59pela sabatina do Senado também,
09:00como passa um presidente do Banco Central.
09:03A questão aqui que eu quero trazer,
09:05eu quero trazer o currículo dele.
09:06Pode deixar a foto dele na tela toda, Adriano, por favor?
09:11Porque o Guilherme, ele é graduado em Ciências Sociais pela USP,
09:15Ciências Econômicas pela PUC de São Paulo,
09:18é mestre em Economia Política também pela PUC aqui de São Paulo
09:22e doutor em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas.
09:26Apesar desse vasto currículo e acadêmico,
09:30porque é assim que o mercado financeiro,
09:32vamos chamar de Faria Lima, tem enxergado?
09:34A Faria Lima, não é a maioria, tá, gente?
09:37Não enxerga o Guilherme como capaz para ocupar uma vaga no Banco Central.
09:42Vou começar com o Alex Agostini.
09:44Alex, por que esse narizinho tossido aí dos investidores
09:51em relação ao nome do Guilherme Mello?
09:54Olha, é claro que o mercado financeiro, os investidores, analistas, em geral,
10:01tem uma reação negativa quando há uma indicação
10:05de um especialista, no caso, no âmbito acadêmico,
10:10para um cargo técnico.
10:12Mas não vejo dessa forma.
10:16Eu, ao lado de outros economistas,
10:18que participamos do Prisma Fiscal,
10:20que é um programa ali no mercado do Ministério da Fazenda,
10:24de projeções de contas fiscais,
10:26mas, todo mês de maio, há uma reunião com o Rogério Serocco,
10:30com o Guilherme Mello, com o próprio Haddad,
10:32falando sobre cenários, projeções,
10:34e o Guilherme Mello, ele sempre se posiciona
10:37de forma muito técnica, com profundo conhecimento,
10:41mas ele não passou pelo mercado financeiro,
10:45pelo setor privado.
10:46Mas ele tem um grande conhecimento.
10:48Eu acho que isso não o desabona.
10:51Pelo contrário, no meu entendimento,
10:53a pluralidade dentro do Banco Central
10:56acaba sendo um ponto importante.
10:59Ter uma visão que não necessariamente seja contraditória,
11:03mas pontual em alguns momentos,
11:05é importante que ocorra.
11:06Isso aconteceu, por exemplo,
11:08no Federal Reserve, que é o Banco Central norte-americano,
11:11um dos mais reconhecidos do mundo,
11:12ao lado do Banco Central brasileiro.
11:14Isso acontece lá também com a indicação de acadêmicos
11:18para cadeiras de votação
11:20na definição de política humanitária.
11:22Eu acho que o Guilherme Mello
11:24é um nome bom, um nome positivo,
11:27e que vale lembrar que a decisão de taxa de juros,
11:30dependendo de qual for a cadeira que ele vai ocupar,
11:33se vai ser de política econômica,
11:34de assuntos regulatórios ou não,
11:36independente disso, ele vai ser alguém
11:38que vai votar para a decisão de juros.
11:41Ele não vai ter uma decisão sozinho,
11:43é um colegiado.
11:45Então, eu acho que o mercado exagerou
11:46com a indicação, mas o mercado reage dessa forma.
11:50precisa passar por uma sabatina.
11:51Eu acho, de novo, que o Guilherme Mello
11:53tem todas as credenciais para ocupar
11:55com uma cadeira de diretor.
11:58E, de novo, pelo que eu já tive de presença,
12:01de bate-papo com ele,
12:02e o próprio conhecimento acadêmico dele.
12:04Aliás, todos saímos da academia
12:06para chegar ou no setor público ou no setor privado.
12:09Eu não vejo por que ter esse preconceito.
12:12Marcelo, um dos argumentos que os contrários
12:22ao nome de Guilherme vem usando
12:23dizem que ele é muito próximo ao PT,
12:27que é o partido do presidente Lula,
12:29do Fernando Haddad,
12:30e que ele teria participado, inclusive,
12:31do desenho de modelo do plano de governo
12:35do presidente Lula.
12:38Seria um empecilho, na sua opinião, ou não?
12:42Não, acho que não.
12:44O mercado, de forma geral,
12:45ele não gosta do novo.
12:49E eu acho que essa questão do Guilherme
12:51não ter passado pelo Banco Central,
12:54eu acho que isso traz um pouco dessa questão.
12:59Acho uma questão temporária,
13:01muito específica, pedestre,
13:03do ponto de vista de preço para os ativos.
13:06O Banco Central, além do presidente Galípolo,
13:09tem mais oito diretores,
13:12então, obviamente,
13:13ninguém toma decisão sozinho
13:14e o presidente tem uma voz importante.
13:17Então, eu acho que esse é um ruído natural
13:21de alguém que é desconhecido para o mercado,
13:24por não ter sido um técnico do Banco Central,
13:27mas acho que é passageiro na medida
13:29que o Guilherme tenha uma maior visibilidade
13:34ao longo do tempo,
13:36a partir dessa posição como diretor do BC,
13:39se for aprovado.
13:41Meninos, Marcelo,
13:42eu nem te perguntei isso antes,
13:45mas a gente,
13:46eu vou trazer aqui,
13:47acabou de sair a pesquisa eleitoral,
13:49meio ideia.
13:50Eu não sei se você comenta pesquisa eleitoral.
13:53Mas não é sobre quem está na frente,
13:55nem quem está atrás,
13:56mas a repercussão disso no mercado.
13:59Pode ser?
14:00Claro, pode ser sim.
14:02Saiu agora também,
14:03então, por isso que não deu tempo.
14:05Mas deixa eu trazer os resultados,
14:07porque foram feitos aí várias simulações,
14:11no primeiro turno,
14:12entre Lula e Flávio Bolsonaro,
14:14pode colocar para mim o ilustre que a gente tem?
14:16Pois é, Flávio Bolsonaro tem performado aí,
14:19na pesquisa eleitoral,
14:20essa meio ideia,
14:22sempre entre 32% e 35%
14:26numa disputa com o presidente Lula,
14:29que alcança aí 39%.
14:31Michele Bolsonaro,
14:32aí na tela,
14:34teria 32,7% dos votos no primeiro turno,
14:38Lula 39,5%.
14:41Michele aí entre 32% e 33,5%.
14:46Lula,
14:48numa eventual disputa com Tarcísio de Freitas,
14:52aí Lula cresce,
14:54o presidente Lula cresce,
14:55em relação a Michele e Flávio,
14:58Lula chegando aí a 40%
15:00e Tarcísio de Freitas 35%.
15:04A imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro,
15:06que indicou Flávio Bolsonaro
15:07para disputar essa vaga,
15:11de presidente da república,
15:13é o indicado do ex-presidente Jair Bolsonaro,
15:16e a imagem do Tarcísio de Freitas,
15:18que nessa pesquisa tem performado pior,
15:20não, ele está com 35%.
15:23Tem performado ali na média entre Michele e Flávio Bolsonaro.
15:28Portanto, Michele, Flávio Bolsonaro e Tarcísio,
15:31com intenções de voto entre 32% e 35%.
15:35Segundo turno,
15:36o presidente Lula venceria todos os outros candidatos,
15:40Flávio Bolsonaro tem 41%,
15:42o presidente Lula 45,8% como candidato,
15:46contra Michele o presidente Lula teria 45%,
15:51e Michele 40,7%.
15:53Por último, o Tarcísio,
15:5442,2% contra 44,7% do presidente Lula.
16:00Vamos aí aos dois,
16:01começo com você, Marcelo.
16:04O que que se...
16:06Toda vez que o candidato,
16:08que não é o presidente Lula,
16:10performa bem
16:12e ameaça essa reeleição do presidente Lula
16:17para um quarto mandato,
16:18o mercado tende a reagir melhor.
16:21Por quê?
16:22Bom, primeiro,
16:24eu acho que vale a pena a gente comentar um pouco
16:26que ambiente a gente vai ver ao longo de 2026
16:31do ponto de vista político.
16:33A gente tem um ambiente
16:36que a gente vai conviver com
16:38afluxamento monetário,
16:39e isso já foi dado,
16:40as condições
16:41para a redução da taxa de juros
16:44a partir da última reunião do cupom
16:46estão claras.
16:47O mercado projeta
16:48uma queda entre 250 basis points,
16:51300 basis points,
16:52mas a queda vai acontecer.
16:54A gente tem um ambiente
16:55onde esses pacotes
16:58que foram aprovados,
16:59não é a economia,
17:01como a redução
17:03do imposto de renda,
17:06é muito popular,
17:08ou seja,
17:09eu acho que é muito positivo
17:10para o governo.
17:12Então,
17:12esse ambiente
17:13é muito favorável
17:14para quem hoje
17:16está liderando o país,
17:18para o Lula.
17:20Então,
17:21se a gente for hoje,
17:22aqui na Sul-América,
17:24se a gente for hoje
17:25dar alguma probabilidade,
17:27é uma,
17:27é um trânsito
17:28ligeiramente maior
17:30do governo atual.
17:33A performance do Flávio
17:35nesse início,
17:36ela surpreende.
17:38E eu acho que
17:40se ela ganhar
17:41essa atração
17:43que a gente está vendo
17:44de forma consistente,
17:46o que fica faltando
17:47do lado do mercado
17:49é saber
17:50qual é o programa econômico,
17:53qual é a política fiscal,
17:54a política monetária,
17:56quem é a equipe
17:56que vai compor
17:57esse governo.
17:59isso ainda não está definido,
18:02é uma série de dúvidas
18:03e eu não acho
18:06que essa questão
18:07das pesquisas
18:08está fazendo
18:09tanto preço para os ativos.
18:10O que faz preço
18:11para os ativos
18:12nesse início de ano,
18:15preponderantemente,
18:15é esse fluxo
18:16que a gente vê
18:17do mercado internacional.
18:18Eleição não entrou
18:20no radar ainda
18:20e eu acho que tem
18:21um tempo ainda
18:22para entrar.
18:24Alex,
18:25nesse raciocínio
18:26do Marcelo,
18:26o que esses candidatos,
18:28se vierem a ser
18:30confirmados
18:31todos eles
18:32ou pelo menos
18:33um representante
18:34da direita,
18:35o Flávio,
18:36o Michel e o Tacísio,
18:37o que esses candidatos
18:38precisam prometer
18:40para ganhar
18:40o coração
18:41dos mercados?
18:44Olha,
18:44antes de prometer
18:45eles têm que ter
18:46uma unidade
18:46que nós estamos
18:47olhando na pesquisa
18:48é que está havendo
18:50uma segregação
18:52ali
18:53no que diz respeito
18:54à intenção de votos
18:55naqueles eleitores
18:57que se identificam
18:58com a proposta
19:01da direita.
19:02O que a gente percebe
19:03é que mesmo,
19:05independente do nome,
19:06a gente percebe
19:07que eles ficam ali
19:07gravitando ao redor
19:09de 35%
19:10ou um pouco mais.
19:11Concordo com o Marcelo
19:12de que o governo,
19:13a atual situação,
19:15tem vantagens
19:16por conta das condições
19:17que estão na mesa,
19:19que são favoráveis
19:20ao governo
19:20do presidente Lula,
19:22por exemplo,
19:22menor nível de taxa
19:24de desemprego,
19:25o crescimento econômico
19:26está ocorrendo,
19:28reduziu as tensões
19:29com os Estados Unidos,
19:31pelo contrário,
19:32houve uma aproximação,
19:33isso foi uma grande decepção
19:35para os eleitores
19:35da direita,
19:36e vale lembrar
19:37que esses 30,
19:3835%
19:39que votam
19:40nos candidatos
19:41à direita,
19:42independente de quem seja,
19:43eles são fiéis
19:45e não vão mudar
19:45de forma.
19:46Então,
19:47o grande desafio
19:51é reverter
19:53essa condição
19:54e subir
19:55a sua pontuação,
19:57passando de mais
19:58de 50%
19:59para obter
20:00naturalmente
20:00a vitória,
20:02vai ser no segundo turno
20:03com a força
20:04e a união
20:05que possa vir
20:06da direita.
20:06Mas, de novo,
20:07se houver essa divisão,
20:08eles começam
20:09a dar muito mais chances
20:11para o presidente Lula.
20:13Difícil,
20:13precisa ter uma unidade.
20:15E a principal
20:16talvez promessa
20:17é que
20:18um time
20:19que está ganhando
20:20não se mexe.
20:21Significa
20:22que aquilo
20:22que tem sido feito
20:23de forma positiva
20:24desse atual governo
20:26precisa ser reconhecido,
20:28mas, naturalmente,
20:29mostrar que
20:30há um caminho melhor
20:31em relação,
20:32por exemplo,
20:33à gestão fiscal
20:34do país,
20:35porque isso implica,
20:36de novo,
20:37níveis de taxa
20:38de juros
20:38mais civilizadas,
20:40uma questão
20:40de inflação melhor,
20:42mais oportunidades
20:43de emprego.
20:44Eu acho que
20:44a proposta
20:45a partir
20:46do segundo semestre,
20:48ela vai fazer
20:49alguma diferença,
20:50mas ela não será
20:51determinante.
20:52No meu entendimento,
20:53o determinante
20:54para ter
20:54um melhor desempenho
20:56da direita
20:56será uma unidade
20:57de apoio.
20:59Nós já vimos,
20:59por exemplo,
21:00dificilmente
21:01o Partizo
21:01será,
21:02a não ser que tenha
21:03um fator
21:05extremamente imprevisível,
21:06mas ele não será
21:07candidato à presidência
21:08da República,
21:09será aqui
21:10do governo
21:10do Estado
21:11de São Paulo.
21:11Michel Bolsonaro
21:12também acho
21:13muito difícil,
21:14até porque
21:14quem foi receber
21:15a bênção de Bolsonaro,
21:17o pai,
21:17foi o filho,
21:18o Flávio.
21:19Eu acho que está
21:20direcionado
21:21para ele,
21:21efetivamente.
21:22Agora,
21:23tem que ter
21:23uma unidade de discurso
21:25e menos ruído
21:26da direita
21:27para pintar naturalmente
21:28e vencer a eleição
21:29no segundo turno.
21:30Se a gente olha
21:31hoje a fotografia,
21:32não há dúvida
21:33que quem sai na frente
21:34com uma boa vantagem
21:36é o atual presidente,
21:37por conta dessas
21:38condições de mercado
21:39que devem melhorar
21:41em termos
21:42de expectativa,
21:44como o próprio
21:44Marcelo disse,
21:45redução do imposto
21:46de renda,
21:47tem a questão
21:48ali da redução
21:50de juros,
21:51o mercado de trabalho
21:51ainda é resiliente
21:52e uma menor tensão
21:54com os Estados Unidos
21:55e acordo com a Europa,
21:57o governo vai capitalizar
21:58tudo isso.
21:59Alex,
22:00você continua aqui comigo
22:01que eu quero começar
22:02com você sobre o Banco Master.
22:03Marcelo Melo,
22:05CEO da Sua América
22:06Investimentos,
22:07muito obrigada,
22:07primeira vez que você
22:08está aqui comigo,
22:09muito obrigada,
22:10viu?
22:11Bom dia.
22:11Obrigado,
22:12prazer,
22:12bom dia a todos.
22:13Obrigada.
22:15Alex,
22:16eu vou te municiar
22:17aí de informação,
22:19eu quero que os meninos
22:20coloquem no ar para mim,
22:21porque ontem
22:22a CAI do Senado,
22:24a Comissão de Assuntos
22:24Econômicos do Senado,
22:27abriu um grupo
22:28de estudos,
22:29chegou a ser chamada
22:30de mini CPI do Master.
22:32Vasculhar este...
22:33Só um pouquinho,
22:34deixa eu terminar.
22:35chegou a ser chamada
22:36de mini CPI do Master,
22:38do Banco Master.
22:39Mas, na verdade,
22:39é um grupo aí
22:40para levantar informações
22:43sobre o Banco Master.
22:45Agora sim,
22:47vamos ouvir
22:47o presidente da CAI,
22:49Renan Calheiros.
22:50E desta comissão,
22:53vasculhar este pântano
22:56do Banco Master
22:57e todas as suas ramificações,
23:01doa a quem doer.
23:02Temos um plano de trabalho
23:04detalhado
23:06que será apresentado amanhã.
23:08É obrigação nossa
23:10cuidar da fiscalização
23:12do sistema financeiro.
23:14O foro certo
23:15para a discussão
23:16de tudo o que está acontecendo
23:17é essa comissão.
23:18mesmo que a gente tenha
23:20uma CPMI
23:20ou uma CPI,
23:22ela é transitória
23:23e passageira,
23:24ela é processória.
23:25Todas as modificações
23:26legislativas precisam
23:27nascer nesta comissão,
23:29tramitar nesta comissão
23:31e discutir nesta comissão
23:32e aprovar nesta comissão.
23:33É competência dessa comissão,
23:36aliás,
23:36é obrigação dessa comissão
23:39fiscalizar,
23:39acompanhar e legislar.
23:41E eu pedi já
23:42à consultoria
23:42para elaborar um projeto
23:44da questão do sigilo,
23:46nós não podemos continuar
23:46admitindo,
23:47tudo agora é sigiloso,
23:49100 anos,
23:4950 anos,
23:50100 anos,
23:51todo mundo,
23:52no executivo,
23:52no legislativo,
23:53no judiciário,
23:54tudo agora é sigiloso.
23:55Então a gente precisa
23:56também rever
23:57essa questão
23:58para que a gente possa
23:59realmente dar
24:00para a população
24:01a maior transparência possível.
24:02Precisamos dar
24:04de fato
24:05cara,
24:05nome e punição
24:07àqueles que fizeram
24:09toda essa situação
24:10no sistema financeiro
24:11do país
24:11e acima de tudo
24:13essa situação
24:14do Banco Regional
24:15de Brasília
24:16e do governo
24:17e do patrimônio
24:18de Brasília.
24:19Bom, tivemos
24:20as entrevistas
24:21do presidente da CAI,
24:23senador Renan Calheiros,
24:24da senadora
24:26Damaris Alves,
24:27Isalci Lucas,
24:28senador,
24:29e também da senadora
24:30Leila Lopes.
24:31Eu sei que você já está
24:32aqui,
24:33mas eu quero
24:33continuar chamando
24:34porque o presidente
24:35da Câmara,
24:36Hugo Mota,
24:36também falou sobre
24:37a tentativa
24:38dos deputados
24:39de criarem
24:40uma CPI
24:41também lá
24:41do Banco Master,
24:43também lá na Câmara,
24:44porque agora a gente
24:45viu o Senado,
24:46agora a gente vai ver
24:47a Câmara,
24:48já foi uma proposta
24:50do deputado
24:50Rodrigo Hollenberg
24:51que entrou com esse pedido,
24:53mas vamos ver
24:53o que disse o presidente
24:54da Câmara,
24:55Hugo Mota.
24:56Nós temos aqui
24:57uma fila de CPIs.
24:58Essas CPIs
24:59são tratadas
25:00na ordem cronológica,
25:01no ano passado
25:02nós tivemos
25:04aí algo em torno
25:05de 15,
25:0516 CPIs
25:06protocoladas,
25:07acabamos não
25:08instalando nenhuma
25:09e agora nós vamos
25:10fazer o debate
25:11sobre essas CPIs.
25:12A Câmara tem
25:13que obedecer
25:15essa ordem cronológica,
25:16tem que obedecer
25:17regimentalmente
25:18o funcionamento
25:19de cinco CPIs
25:20ao mesmo tempo,
25:20se for decisão
25:21da presidência
25:22instalar,
25:22e nós vamos,
25:23no momento certo,
25:24estar tratando
25:25dessa pauta
25:26de CPI.
25:27A gente ainda
25:28tem a proposta
25:29de uma CPMI,
25:30que é uma CPI
25:31mista de Câmara
25:32e Senado.
25:33Bom, é só
25:34para dar um ambiente
25:35para o Alex
25:35poder conversar
25:37aqui conosco,
25:37mas antes do Alex,
25:38Alex, eu adoro
25:39você pisca aqui
25:40no meu vídeo.
25:42Eu adoro você,
25:43mas antes eu quero
25:44trazer aqui,
25:45pisca para mim aqui,
25:47Adriano, por favor.
25:48Eu fiz um apanhadão
25:49de manchetes
25:51do site Veja,
25:52das notícias
25:53envolvendo o Banco Master,
25:55que são as mais recentes
25:56agora, acabou de sair,
25:57tá gente,
25:58do Robson Bonin.
25:59Governador do DF,
26:00Ibanez Rocha,
26:01torna-se formalmente
26:03investigado no STJ
26:04pelo Banco Master.
26:06O que Ronaldinho Gaúcho
26:08tem a ver
26:09com o caso Banco Master?
26:10CPMI do Master,
26:11entenda motivo
26:12da ausência
26:13de assinaturas
26:13de bolsonaristas
26:14em requerimento
26:14de abertura.
26:16CPMI do INSS,
26:18aí ex-presidente
26:19da Rio Previdência
26:20é preso
26:20em desdobramento
26:21do caso Master.
26:22Olha,
26:23se a gente ficar aqui,
26:24vou ficar o dia todo
26:25lendo manchetes
26:26de assuntos
26:27que surgem
26:28em relação
26:29ao Banco Master.
26:30E aí,
26:30eu aproveito
26:30para perguntar
26:31para o Alex,
26:31agora pode jogar
26:32o Alex na tela,
26:34Alex.
26:36O mercado
26:37ficou muito
26:39estressado
26:40quando houve
26:41o pedido
26:42de investigação
26:43do Supremo
26:44em relação
26:44ao BC.
26:45O Tribunal de Contas
26:46da União também,
26:48quando pediu ali
26:49uma inspeção
26:50no BC.
26:51Depois que passou
26:51tudo isso,
26:52o mercado meio que,
26:54parece que respirou
26:55aliviado.
26:56Mas continua
26:56aliviado
26:57com tanta notícia
26:58que vai surgindo?
26:59Está ansioso?
27:00Está assistindo
27:01de camarote?
27:02Ou não está
27:03interferindo?
27:06Olha,
27:07Velusca,
27:07está me ouvindo bem?
27:09Sim,
27:09interferência não,
27:10ouço bem.
27:12Bom,
27:13primeiro é o seguinte,
27:14nós tivemos dois episódios
27:16que foi aquele
27:17trabalho
27:18do lado
27:18do TCU,
27:19e fez com que
27:22o presidente
27:23do TCU
27:24se envolvesse,
27:25parasse com
27:26aquela postura
27:27de Jonathan Jesus,
27:29o ministro do TCU,
27:30porque havia ali
27:32uma tentativa
27:32de interferência
27:33numa situação
27:34que é de uma
27:35autarquia autônoma,
27:36que é o Banco Central,
27:37de extrema importância
27:40para o bom funcionamento
27:41do sistema financeiro
27:42nacional
27:42e toda a economia.
27:44E ficou muito claro
27:45que todas as decisões
27:46do Banco Central
27:47foram extremamente técnicas.
27:49Veja,
27:49o Banco Central
27:50não simplesmente
27:51da noite para o dia
27:52falava assim,
27:53o banco aqui
27:54está em dificuldade
27:54e vamos liquidar.
27:55Não é assim,
27:56tem todo um impacto
27:58negativo.
27:59E o mercado financeiro
28:00ficou preocupado
28:01porque era
28:02a ponta de um novel
28:03que não saberia
28:04até onde iria
28:05aquela situação,
28:06se era frágil
28:08ou não,
28:09se era sustentável
28:10ou não.
28:11E aí o mercado financeiro
28:12ficou assim,
28:12muito preocupado.
28:13Quando ele
28:14teve a certeza
28:15de que todas
28:16as ações
28:17tomadas pelo Banco Central
28:19foram extremamente
28:20técnicas progressivas
28:22ao longo do tempo
28:23e foi acertada
28:25na liquidação
28:26do Master
28:27e que
28:27o efeito
28:29colateral negativo
28:30no sistema financeiro
28:31seria mínimo
28:32no que diz respeito
28:34a ter ali
28:34uma crise sistêmica,
28:35então o mercado
28:36financeiro
28:37ficou muito mais
28:38tranquilo
28:39em relação
28:39a esses efeitos
28:41colaterais
28:41sobre outras instituições.
28:43Não estou dizendo
28:44que não haverão
28:45outros problemas,
28:46podem ocorrer
28:47como nós vimos
28:48recentemente
28:49com uma empresa
28:50que também
28:51entrou em recuperação
28:52judicial
28:52e que tinha ali
28:53tentou comprar
28:54o Banco Master,
28:55agora nós estamos
28:56falando
28:56do BRB,
28:58então ainda tem
28:59algumas situações
29:00para serem
29:02investigadas,
29:03mas aquele efeito
29:04de risco sistêmico
29:05praticamente
29:06ele foi neutralizado,
29:07pelo menos
29:08por enquanto,
29:08até onde se sabe,
29:10tem que aprofundar
29:11mais as investigações
29:12para saber
29:13se a situação
29:13de fato
29:14é só essa.
29:15Mas foi essa
29:16a situação,
29:16o mercado financeiro
29:17ficou preocupado
29:17porque não tinha
29:18uma visão
29:18um pouco melhor
29:19do que estava acontecendo.
29:20Agora sim,
29:22agora claro,
29:23é um caso
29:23de polícia,
29:24vale lembrar
29:24que o Banco Master
29:25antes era
29:26uma outra instituição
29:27com outro nome
29:28e foi criado
29:29na década de 70,
29:30passou por momentos
29:31difíceis ali
29:32em 2010
29:33e que foi vendido
29:35em 2018
29:35para o Daniel Vorcaro
29:37que fez ali
29:37um aporte
29:38de 400 milhões
29:40e de repente
29:41ele estava ali
29:42negociando
29:42a venda
29:43por bilhões,
29:44então obviamente
29:45que isso tudo
29:45levantou
29:46uma certa
29:47preocupação
29:48no mercado financeiro,
29:49mas que agora
29:49parece que tudo
29:50começa a ser
29:52claro,
29:53ficando um pouco
29:53mais claro
29:54e evidente
29:55que foi a fraude
29:57e isso não tem
29:57como auditor pegar,
29:59não tem como
30:00o Banco Central pegar,
30:02de imediato
30:02pior do que
30:03a casa de polícia.
30:05Alex Agostini
30:06da Outing Rating,
30:07muito obrigada
30:08pela sua entrevista,
30:09viu?
30:09Um bom dia.
30:11Obrigado,
30:11bom dia.
30:12Bom,
30:13vocês já viram aí
30:13que está aqui comigo
30:14no estúdio agora
30:16o jornalista
30:16de finanças
30:17da Veja Negócios,
30:18o Bruno Andrade,
30:19ele estava na coletiva
30:21do Santander,
30:22que foi agora de manhã.
30:23Sim, exatamente.
30:24É, porque agora,
30:25gente,
30:25começa a temporada
30:27de balanços
30:28do quarto trimestre
30:29das empresas listadas
30:31na B3,
30:32falei certo?
30:32Sim,
30:33corretamente.
30:34E você está trazendo
30:34para a gente
30:35o Santander,
30:35é isso?
30:36Exatamente,
30:36o Santander abriu agora,
30:37a temporada de balanço
30:38dos bancos,
30:40a companhia lucrou ali
30:414,1 bilhões de reais
30:43no quarto trimestre
30:44de 2025.
30:47Foi ali um resultado
30:49até que dentro do esperado
30:50na linha do lucro,
30:50os analistas do BTG ali
30:52no consolidado
30:53estavam esperando
30:53um lucro de 4,06 bilhões,
30:56tudo dentro do esperado.
30:57O que está decepcionando
30:59um pouco o mercado agora,
31:01tanto que a ação está caindo
31:02ali 2%,
31:03é a questão um pouco
31:05da paciência do investidor
31:06com a companhia.
31:07Por quê?
31:08Porque o Santander,
31:08ele veio anunciando
31:10algumas reestruturações,
31:12enfim,
31:13algumas mudanças
31:13na sua carteira,
31:14limpeza e tudo mais,
31:16por causa da elevação
31:17da inadimplência.
31:18A companhia até que conseguiu
31:19controlar a inadimplência
31:20nos últimos trimestres,
31:21mas nesse trimestre
31:22a gente teve uma nova alta
31:24da inadimplência.
31:25Na comparação anual ali,
31:26a inadimplência subiu
31:27meio ponto porcentual,
31:30foi para 3,7%
31:31e isso acabou, enfim,
31:34prejudicando as questões ali
31:36das expectativas
31:37dos investidores.
31:38Na coletiva,
31:39o CEO Mário Leão
31:40pontuou ali
31:41algumas perspectivas
31:42daqui para frente.
31:44O Santander,
31:45ele teve essa piora
31:47na inadimplência
31:48por causa da 4,966,
31:51que impede ali
31:52que os bancos
31:54antecipem o provisionamento,
31:56mas também pela inadimplência
31:57da pessoa física.
31:58E aí, justamente por causa
31:59dessa alta
32:00na inadimplência
32:01da pessoa física,
32:02especificamente
32:03na baixa renda,
32:04o banco está mudando
32:06um pouco ali
32:07os seus critérios,
32:08de concessão de crédito,
32:09enfim, tudo mais.
32:10o Santander,
32:11ele vai começar
32:12a focar agora
32:12mais na alta renda
32:14e vai deixar ali
32:15de focar na baixa renda.
32:16É uma ideia ali
32:17para limpar a carteira
32:18do banco,
32:18enfim, tudo mais.
32:20E a expectativa do CEO,
32:22eu acho que ia questionar
32:23ali na coletiva,
32:23vocês vão entrar
32:24na alta renda,
32:25mas, por exemplo,
32:25o Bradesco já disse
32:26que entrar na alta renda,
32:27Itaú domina a alta renda,
32:29o Nubank está na alta renda.
32:31Então, quais são as estratégias
32:33que o banco vai usar agora
32:34para entrar e dominar
32:36essa alta renda,
32:37já que atualmente
32:37ela é totalmente dominada
32:39ali pelo Itaú,
32:39por exemplo.
32:41O senhor disse que,
32:42enfim,
32:42vai focar mais
32:43na melhor qualidade
32:44de atendimento
32:45aos clientes,
32:45na melhor principalidade,
32:47enfim, tudo mais.
32:48É um desafio,
32:49porque o Santander,
32:51ele continua sempre entregando
32:53a mesma rentabilidade
32:54nos últimos trimestres
32:55ali na faixa de 17%.
32:57Isso tem sido
32:58uma exigência do mercado
32:59para essa melhora
33:00na rentabilidade da companhia,
33:01que não vem acontecendo
33:03ali nos últimos trimestres.
33:04Ele sempre vem mantendo
33:05essa rentabilidade.
33:07Então,
33:08esse é um dos problemas
33:10ali que a companhia
33:11tem que enfrentar.
33:12E o CEO previu ainda,
33:14enfim,
33:14para 2026,
33:15durante a coletiva,
33:17que o ano deve continuar
33:19ali difícil, sabe?
33:22Ele vê pressão ainda
33:23em algumas carteiras,
33:24como, por exemplo,
33:25agronegócio,
33:27baixa renda ali
33:28na pessoa física.
33:29Então,
33:30a expectativa é
33:31de continuação
33:31dessa pressão
33:32na inadimplência do banco.
33:34E a companhia vai tentar
33:36limpar os portfólios,
33:38concedendo mais crédito
33:39para alta renda
33:41e focando ali
33:42em pequenas e médias empresas.
33:44Então,
33:44é basicamente isso.
33:45A companhia,
33:46ela tenta melhorar ali
33:48ou se equilibrar
33:49em meio ao cenário
33:50macroeconômico,
33:51que é um dos fatores,
33:53que o CEO do Santander
33:55aponta para essa piora
33:56na inadimplência
33:57e deterioração
33:57das carteiras
33:58da companhia.
33:59Por que?
34:00Ele aponta exatamente
34:01o que dessa piora?
34:03Porque quando você tem,
34:04por exemplo,
34:04a gente está com a Selic
34:05a 15%,
34:07então você tem juros
34:08ali de dois dígitos.
34:09E ele até pontuou
34:10durante a coletiva.
34:11A gente vai ter corte de juros,
34:12o Copom até sinalizou
34:13na última ata,
34:15mas vai ser o quê?
34:17Vai terminar a Selic
34:18a 12% no fim do ano?
34:19E demora, né?
34:20Continua.
34:21Sim, exatamente.
34:22Então, continua tendo
34:24esse problema
34:25da questão da Selic elevada.
34:26E a Selic elevada
34:27encarece crédito,
34:28enfim,
34:29isso torna
34:30o cenário macroeconômico
34:32bem complicado.
34:33E o ano passado
34:34a gente também teve
34:34inflação elevada.
34:36Tudo bem que encerrou
34:36dentro do teto da meta.
34:37E você, pode falar.
34:39Tudo bem que encerrou
34:40dentro do teto da meta
34:41a inflação,
34:41mas mesmo encerrando
34:43dentro do teto da meta,
34:44enfim,
34:45ainda é uma inflação elevada
34:46que prejudica ali
34:47a pessoa física
34:49de baixa renda,
34:49que é um dos principais
34:50fatores ali
34:51que está atrapalhando
34:53a carteira do Santander.
34:54Além, claro,
34:55da 4966
34:56que obriga o banco
34:57a antecipar aprovisionamentos.
34:58Além do que,
34:59com juros altos,
35:00isso que eu ia falar,
35:01é mais difícil
35:01você conseguir carregar
35:02a sua dívida
35:03para outro banco
35:04e conseguir juros melhores
35:06também,
35:06porque com uma Selic
35:07a 15%,
35:08quer dizer,
35:09ela reflete
35:10o custo
35:11que o banco tem
35:12para tomar
35:12esse dinheiro emprestado
35:13também,
35:14para emprestar
35:14para esse inadimplente.
35:16Sim,
35:16exatamente,
35:17tem essa questão também.
35:19Mas a gente também
35:19não pode deixar
35:20de pensar
35:23que o Santander
35:24não é o único
35:25também que tem
35:26esse foco mais
35:26na alta renda.
35:27A baixa renda
35:28está começando
35:28a ser deixada de lado,
35:29acho que isso é um sintoma
35:30desse juro alto,
35:33porque todos os bancos
35:34estão anunciando
35:35basicamente.
35:36Até o Nubank,
35:36por exemplo,
35:37que foi um banco
35:38que cresceu ali
35:40com foco
35:40em baixa renda,
35:42também anunciou
35:43no ano passado
35:43que ia focar mais
35:44na alta renda.
35:45Então,
35:46a gente vê
35:47uma fuga
35:48dos bancos
35:49da baixa renda
35:49para focar
35:50na alta renda
35:50porque é mais sentável,
35:51mas é um cliente
35:52mais resiliente
35:53em meio a esse cenário
35:55de juro alto.
35:56E qual vai ser
35:58o efeito disso?
35:59Porque a gente teve
36:00a baixa renda
36:02entrando totalmente
36:03no sistema,
36:03até por conta
36:04do PIX,
36:06trazendo esse cliente
36:08para o setor financeiro.
36:11qual deve ser
36:12na sua opinião
36:14ou ele falou
36:15algo sobre isso
36:16de você focar
36:18na alta renda,
36:19quer dizer,
36:19a maioria dos bancos
36:20deixando a baixa renda
36:21de lado?
36:23Ela não vai ser
36:24deixada de lado
36:25é que assim,
36:25por exemplo,
36:26você citou a questão
36:26deles trazendo
36:27a questão de melhoria
36:28de PIX.
36:29O uso básico
36:30ali do banco,
36:31enfim,
36:31a questão financeira,
36:32isso continua.
36:34O que muda
36:34é o apetite
36:35de concessão
36:35de crédito.
36:36Então, por exemplo,
36:37eu sou da baixa renda
36:38e eu tenho cartão
36:39de crédito.
36:39em vez do banco
36:41falar, olha,
36:41eu posso aumentar
36:42o limite do cartão
36:43desse cliente aqui
36:44porque eu posso ganhar mais,
36:45ele não vai aumentar,
36:46ele vai manter,
36:47entendeu?
36:48E aí ele vai querer
36:48buscar aumentar
36:49o limite do cliente
36:50da alta renda.
36:51Então é por isso
36:51que ele vai querer
36:52aumentar a concessão
36:53de crédito
36:54para o cliente
36:55da alta renda
36:56e manter ali
36:58a baixa renda
36:58como está.
36:59Então ele não vai querer
36:59crescer na alta renda.
37:01E aí isso é uma ideia
37:01para você ir limpando
37:02a carteira de crédito
37:04aos poucos.
37:05E essa semana
37:07é balanço
37:08do setor financeiro
37:09e também
37:10de segurador.
37:11Você tem a Ponto Seguro
37:11também, né?
37:11Queria que você falasse
37:12para mim
37:12o que a gente pode esperar.
37:14Olha,
37:15basicamente
37:16para essa semana
37:17o setor financeiro
37:19continua.
37:19Hoje à noite
37:19a gente tem
37:20o balanço
37:21do Itaú
37:22e amanhã
37:23nós teremos
37:25Bradesco.
37:26Para o Itaú
37:27o mercado
37:27está esperando
37:28uma coisa
37:28um pouco diferente
37:30do Santander.
37:31Porque o Santander
37:31vai focar agora
37:32em querer crescer
37:33na carteira de alta renda,
37:34mas é uma carteira
37:35que o Itaú
37:35já domina.
37:36Tanto que a expectativa
37:37do mercado
37:38é que a inadimplência
37:39do Itaú
37:40fica ali na faixa
37:41dos 2%.
37:42O Santander
37:42está em 3,7%.
37:44Praticamente
37:451,7% acima.
37:48Então
37:48o Itaú
37:49deve entregar
37:50um ótimo resultado
37:51essa noite.
37:52A expectativa
37:52é que o Itaú
37:53lucre ali
37:5312 bilhões
37:55de reais
37:55no quarto trimestre
37:57e tenha uma rentabilidade
37:58acima dos 20%.
37:59Que é uma rentabilidade
38:00inclusive desejada
38:02pelo Santander.
38:03O senhor comentou
38:03hoje na coletiva
38:04que eles continuam
38:05com a meta
38:05de deixar o Roy
38:06ali acima de 20%,
38:07mas que o caminho
38:08ainda é longo
38:09e que não espera
38:10que talvez isso aconteça
38:11ainda esse ano.
38:11Porque esse ano
38:12ele deixou claro
38:12que ainda vai ser
38:13um ano de limpeza
38:13de carteira.
38:15Olhando agora
38:16para o Bradesco.
38:17O Bradesco
38:18ele divulga
38:18o resultado
38:20amanhã à noite
38:21e a coletiva
38:22com jornalistas
38:23e a teleconferência
38:24de resultados
38:25é na sexta-feira.
38:26Expectativa
38:27é de melhora
38:27na rentabilidade
38:28do Bradesco.
38:29A rentabilidade
38:30do Bradesco
38:30a expectativa
38:31é que vá para 15%.
38:33Você pode pensar
38:34nossa,
38:34mas a rentabilidade
38:35do Santander
38:35está em 17%,
38:36o mercado
38:37não está tão satisfeito,
38:38a ação está caindo.
38:38Por que a do Bradesco
38:40a 15%
38:41seria positiva?
38:42Porque o Bradesco
38:43também passou
38:43por uma forte
38:44reestruturação
38:44por alta inadimplência
38:46da própria
38:47baixa renda também.
38:49A rentabilidade
38:49do Bradesco
38:50chegou ali
38:50a 6%
38:52no auge
38:53da crise
38:53que o banco passou.
38:55Então,
38:55se você sair
38:56de 6%
38:56e ir para 15%
38:58passo a passo
38:58nos últimos dois anos,
38:59como diz o Marcelo Noronha,
39:01é algo muito bom,
39:02muito positivo.
39:03mas ainda assim
39:04não é aquela
39:05alta rentabilidade
39:06como a do Itaú
39:06que está bem
39:07acima de 20%.
39:09Bruno,
39:10você é excepcional.
39:11Você fala tão bem,
39:13eu entendo até coisas
39:14da economia
39:15que são muito áridas,
39:16adoro conversar
39:18com gente assim.
39:19obrigada pela sua entrevista,
39:20eu sei que você agora
39:21vai trabalhar
39:22para escrever a revista,
39:23veja negócios,
39:25e agradeço muito.
39:27Eu vou continuar aqui
39:27porque ainda tenho coisa
39:28para chamar, gente,
39:29eu quero chamar aí.
39:30Muito obrigada.
39:30Obrigada, viu Bruno?
39:32Teve um encontro, gente,
39:34entre Donald Trump
39:35e Gustavo Petro
39:36em Washington,
39:38na Casa Branca.
39:39Vamos para as imagens aí?
39:41Por favor.
39:44Temos as imagens aí
39:45do encontro do Trump
39:46com o Gustavo Petro,
39:48os dois,
39:48são fotos desse encontro,
39:51os dois estavam
39:52com uma relação
39:53bem esgaçada aí,
39:55até porque Trump
39:57chamou o Petro
39:58de narcotraficante,
40:00Petro disse que Trump
40:01era um cara rude,
40:03que não gostava
40:04do jeito dele
40:05de lidar com a Venezuela,
40:07mas os dois
40:08conversaram por telefone
40:10há algumas semanas
40:11e combinaram esse encontro
40:13que, aliás,
40:13veio bem rápido, né,
40:16por ter sido
40:17um telefonema
40:18bem recente.
40:19Foi um encontro, gente,
40:21de duas horas.
40:22Tudo bem que o Petro
40:23disse que não fala inglês,
40:24precisou de um intérprete,
40:25então a conversa
40:26demora mais um pouco,
40:27mas ele saiu desse encontro
40:28prometendo
40:30continuar aí
40:31as ações
40:32para,
40:34como é que eu posso dizer,
40:36para,
40:36em combate
40:37aos cartéis de drogas.
40:38Agora preste atenção
40:39nessa foto.
40:40Olha que na mão dele,
40:41ele é um presidente
40:42de esquerda, gente,
40:43mas ele saiu,
40:45aliás,
40:45todos os integrantes
40:46da comissão da Colômbia
40:48saíram
40:48com o borézinho
40:50vermelho
40:51do Make America Great Again.
40:54Faça a América
40:56Grande de Novo,
40:57que é o slogan
40:58do Trump,
40:59é o slogan
41:01dos eleitores
41:02de direita,
41:03mas aí todo mundo
41:04com o seu bonezinho
41:06na mão,
41:06ninguém nem fez questão
41:07de esconder, né.
41:08Agora quero trazer
41:09para vocês outro assunto,
41:11que o deputado
41:12Alindo Quinalha,
41:13do PT aqui de São Paulo,
41:14que é presidente
41:14do parlamento
41:16no ParlaSul,
41:17que são os parlamentares
41:19no Mercosul,
41:20ele deu uma entrevista
41:21ontem falando
41:22sobre como deve ser
41:23a tramitação
41:24desse acordo
41:24União Europeia
41:25Mercosul,
41:26que foi já enviado
41:28pelo presidente Lula
41:29para o Congresso.
41:30Ele espera a marcação
41:31da próxima sessão
41:32na próxima terça-feira.
41:34Vamos ouvir.
41:35A gente quer aprovar
41:36rapidamente aqui
41:37nos países do Mercosul,
41:39porque isso interfere
41:42positivamente
41:43nessa disputa
41:44que tem lá
41:45na União Europeia.
41:49Há mecanismos
41:51na União Europeia
41:53que pode levar
41:57a um funcionamento
42:00imediato
42:01ou em breve tempo
42:02da parte comercial.
42:04O resto se chama
42:06de parte política.
42:09Bem,
42:10aqui,
42:11voltando para a Câmara,
42:13chegando
42:14na mesa diretiva,
42:16na presidência,
42:17encaminha
42:18para a comissão
42:21nossa
42:21do Mercosul.
42:24A delegação brasileira,
42:27nesta comissão,
42:29nós vamos analisar.
42:30Eu sou
42:31o presidente
42:32da nossa representação.
42:36Então,
42:37eu indico
42:38quem é o relator
42:39na comissão.
42:40nós aqui
42:42agora
42:42temos
42:43plenas
42:44condições
42:45de fazer
42:46um trabalho
42:47celere,
42:48inclusive vou
42:50falar com
42:50o presidente
42:51Hugo Mota,
42:53porque também
42:54tem prazos
42:55que dizem
42:56respeito
42:57à convocação,
42:58por exemplo,
42:59de uma comissão.
43:00Tem outros mecanismos,
43:01esses outros mecanismos
43:02para agilizar,
43:03eu quero conversar
43:04com ele
43:05para a gente
43:06atuar,
43:07digamos,
43:08o mais rápido
43:09possível
43:09para aprovar.
43:11É isso, gente.
43:12O programa Mercado
43:13desta quarta-feira,
43:144 de fevereiro,
43:15fica por aqui.
43:16Amanhã eu estou de volta
43:17com mais notícias
43:18importantes da economia
43:19no Brasil e no mundo.
43:21Bom dia para você.
43:41Tchau, tchau, tchau.
44:10E aí
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