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  • há 2 semanas
A União Europeia pode acionar o instrumento conhecido como “bazuca comercial”, um mecanismo criado para reagir a pressões econômicas externas, após novas ameaças tarifárias do governo Trump. Gabriel explica que, se a UE retaliar, o impacto seria global: inflação, desaceleração e prejuízo mútuo entre economias altamente interligadas. As big techs aparecem como o setor mais exposto, já que dependem fortemente tanto do mercado americano quanto do europeu. Sancioná-las, porém, seria um “tiro no pé”, dada a dependência tecnológica da Europa.

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Transcrição
00:00Gabriel, as empresas em caso do uso desse instrumento anticorção ou bazuca comercial, todas as empresas americanas, se for amplo,
00:11podem ser atingidas por restrições na União Europeia.
00:16Mas as que mais devem sentir aí, eu tenho ouvido muita gente dizer, que são as big techs, inclusive podem
00:22ser sancionadas pela União Europeia e que são financiadoras inclusive da campanha de Trump.
00:31Perfeito, então esse bloqueio, o chamado bazuca comercial, que no fim das contas é um bloqueio de parte de acesso
00:38americano aos mercados da União Europeia e alguns controles de importação,
00:43no fim das contas, se essas tarifas realmente entrarem em vigor e se houver retaliação, no D0 é ruim para
00:52todo mundo, a gente falando em economia global,
00:55porque no fim das contas tende a ter um aumento de inflação e isso vai desencadear lá na frente, vai
01:06cascatear em uma desaceleração e imagina o peso de uma desaceleração americana e da União Europeia.
01:13Isso olhando o macro. Olhando o micro, tem setores sim que vão ser mais impactados, alguns deles, enfim, podem ter
01:24danos gravíssimos.
01:25A grande questão, se a gente for pegar o documento, ler de cima a baixo e tentar entender quais serão
01:33os maiores impactos,
01:34as big techs vão estar no número um, sem dúvida. Porém, ao mesmo tempo, a União Europeia é altamente dependente
01:42dessas big techs,
01:43então, ela sancionar as big techs seria um tiro no próprio pé.
01:53Esse eixo de desenvolvimento, nos últimos 30 anos, a China vem dominando, vem à frente dos Estados Unidos.
02:03Então, no acumulado, obviamente, os Estados Unidos é mais desenvolvidos, etc., mas nos últimos 30 anos, a China tomou a
02:08vanguarda da tecnologia mundial.
02:12E, nos últimos anos, por conta da, principalmente, tecnologia de ar, os Estados Unidos retomou essa frente.
02:20Então, e quando a gente enxerga o impacto que isso está acontecendo,
02:24obviamente, esse impacto não se deve ao uso pessoal, ao meu uso, ao seu uso,
02:30mas já existem grandes pesquisas avaliando o impacto na produtividade das grandes empresas.
02:36Então, mais de 50% dos CEOs de grandes empresas pesquisadas
02:40indicam um ganho substancial de economia de recursos, de aumento de produtividade,
02:48e, hoje, praticamente, não se vive sem isso.
02:51E, como o nosso colega falou,
02:54se a União Europeia precisa se tornar mais produtiva
02:57para trazer cadeias produtivas para dentro do país,
03:00ela vai precisar de competitividade.
03:02E conseguir competitividade sem o suporte dessas big techs hoje é quase impossível.
03:08Então, vira um cabo de guerra,
03:10até onde eu estou cortando na minha própria carne,
03:13que vai me trazer uma vantagem, ou não.
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