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  • há 11 horas
A médica reumatologista e diretora social da Sociedade de Reumatologia de Brasília, Tainá Carneiro, foi a entrevistada desta quinta-feira (21/5) do CB.Saúde — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília. Às jornalistas Carmen Souza e Mariana Niederauer, ela falou sobre a subnotificação de dados epidemiológicos do lúpus, uma doença inflamatória autoimune que afeta principalmente mulheres jovens e ocorre quando o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do próprio organismo, comprometendo pele, articulações, rins, coração, pulmões e sistema nervoso.

De acordo com a médica, a estimativa é de 280 casos por ano no Distrito Federal. Apesar disso, a especialista apontou a carência de dados epidemiológicos sobre a doença e ressaltou que, atualmente, os dados são de aproximadamente 50 pessoas para cada 100 mil habitantes no DF.

O diagnóstico do lúpus é clínico e laboratorial, e pode incluir sintomas como febre vespertina, alterações na pele, fadiga, acometimento dos rins, fígado, pulmão e coração. Tainá destacou que, ao investigar o diagnóstico, o médico precisa olhar com cuidado, pois o lúpus mimetiza outras enfermidades e pode não ser reconhecido rapidamente. De acordo com ela, a doença é de difícil diagnóstico, o que favorece o diagnóstico tardio: em casos leves e moderados, a descoberta do lúpus pode levar até quatro anos.

▶️ Confira a entrevista completa no canal do Correio no YouTube

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Transcrição
00:00O diagnóstico do lúpus é um diagnóstico clínico e laboratorial, né?
00:05Os sintomas, eles são os mais diversos possíveis.
00:08Então, desde uma febre vespertina, alterações de pele, alterações de fadiga,
00:14até passando mesmo para acometimento dos rins, do fígado, do coração, do pulmão.
00:20A gente precisa ter uma alta suspeição clínica dessa doença,
00:24porque ela mimetiza várias outras doenças.
00:27E aí foi o que você falou, se a gente não tem essa alta suspeição,
00:31esse diagnóstico tardio pode levar a danos que muitas vezes podem ser irreversíveis para esse paciente.
00:37Tivemos alguns ganhos nos últimos anos em relação às medicações para o lúpus.
00:43Ainda estamos muito atrás, pensando nos outros países.
00:48Aqui no DF, por exemplo, nos últimos meses, a gente já tem acesso a alguns exames laboratoriais
00:56que antigamente não tínhamos, o que facilita muito o diagnóstico até pensando na atenção primária, né?
01:01Do paciente já vir para a atenção secundária com um raciocínio, um diagnóstico,
01:07uma pesquisa mais assertiva por parte do profissional.
01:10Mas a gente ainda carece, por exemplo, de medicações imunobiológicas no SUS, aqui no DF,
01:15que seriam medicações mais de ponta, né?
01:19Claro que não para todos os casos, mas aqueles casos mais graves,
01:23principalmente dependentes de outras medicações que vão levar também a efeitos colaterais deletérios.
01:28O TOFICIAL
01:31O TOFICIAL
01:32Obrigado.
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