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AprendizadoTranscrição
00:28O que é que eu fiz?
00:34Ele está morto.
00:37Eu matei.
00:38Eu matei um homem.
00:41Era ele ou você?
00:45Mas eu matei.
00:48Antônio, você não me bota na cama.
00:53Vai ajudar ela.
00:57Foi legítima defesa.
01:00Eu matei um homem.
01:04Tenta se acalmar.
01:06Vai para nos proteger.
01:07Eu jamais faria mal para você.
01:09Você é uma sua irmã.
01:10Eu não sou bandida, pelo amor de Deus.
01:12Eu matei um homem, mas eu não sou uma bandida, não.
01:15Passou.
01:16Passou.
01:17Passou.
01:18Foi legítima defesa.
01:23Vamos na cabeça.
01:24Não tentem nenhuma besteira.
01:27Ele ia matar a gente.
01:36Dona Sofia, como é que a senhora explica mais uma ocorrência envolvendo você e a aluna?
01:40Com licença.
01:41Antônio, é verdade que tentaram matar a sua irmã?
01:42Por que essa roupa de cirurgião, Antônio?
01:44Vamos abrir passagem, por favor.
01:45Por favor, delegado.
01:47Funcionários policial disseram que houve uma troca de tiros no CPI onde o Gabriel estava.
01:51O senhor confirma.
01:52Sem declarações.
01:53Dona Sofia, por favor.
01:54Dona Sofia.
01:56Oi, Yasmin.
01:57Bom dia.
01:59Sofia?
02:00Não, não vi nada.
02:02Eu estou aqui na casa da Lara.
02:03Tá, tá, tá bom.
02:04Liga a televisão rápido.
02:07Sofia está sendo presa.
02:09Ups.
02:14A presidente do grupo Alencar, Sofia Moren Alencar Domingues e o taxista Antônio Ramos
02:21Gonçalves estão sendo levados para a delegacia após uma troca de tiros no hospital universitário
02:27onde está internada a estudante Gabriela Ramos Gonçalves, que teve uma overdose na festa
02:32da universidade e foi trazida para...
02:36Minha filha, minha filha sendo presa com esse taxista.
02:40Eles falaram numa troca de tiros dentro do hospital.
02:44O que será que houve?
02:45Ai, meu Deus.
02:46De novo a minha filha nessas páginas policiais e hoje sendo presa.
02:50Eu vou na delegacia ver o que aconteceu.
02:51Não, não, faz o seguinte.
02:52Deixa que eu vou.
02:52Vou ligar para o advogado, vai para a universidade, segura as pontas por lá.
02:55Ai, pelo menos a Sofia teve o bom senso de esconder o rosto dela com as mãos.
03:00Ah, Lara, por favor, até numa hora dessas vocês só pensam em aparências.
03:04Ah, vamos embora, Paulo Alberto.
03:09Greuza!
03:12Greuza, me traz um calmante!
03:18Seu delegado, a Sofia só matou aquele homem para nos proteger.
03:22Foi o sujeito que atirou no policial.
03:24Ele ia executar a gente em seguida.
03:25Eu nunca atirei antes.
03:26Que mira, dona Sofia.
03:27Acertou o homem cheio.
03:28Eu só estou aqui graças a ela.
03:30Eu nunca atirei na minha vida.
03:32Foi extinto, delegado.
03:34Graças a Sofia, eu e a galera estamos vivos.
03:37Eu?
03:38Achando que era o Antônio, o mandante.
03:39Só me responda uma pergunta.
03:41O que os dois estavam fazendo no centro de tratamento intensivo do hospital?
03:44Como assim?
03:45A Gabriela tabu!
03:46Estavam expressamente proibidos de entrar lá.
03:49Ele só invadiu o CT para proteger a irmã.
03:51Alguém está querendo matar a Gabriela.
03:52É óbvio!
03:53É queima de arquivo, é evidente isso.
03:55O delegado tentaram duas vezes.
03:56Ainda bem que a Sofia reagiu.
03:59Não sei, Antônio.
04:00A sua irmã deve saber de alguma coisa que não sabemos.
04:02Assim, uma pista, quem a drogou, não sei.
04:04Ela disse que não se lembra de nada.
04:06Claro, mas ela acabou de se recuperar de uma overdose.
04:08Ela precisa de um tempo para colocar as ideias no lugar.
04:10Ou está protegendo um de vocês.
04:12Mas que absurdo é esse? Eu sou inocente!
04:14Você não pode nos acusar assim!
04:28A empresária Sofia Loren Alencar Dominguez atirou e matou um homem ainda não identificado,
04:34no CTI do Hospital Universitário.
04:37Ela estava acompanhada do taxista Antônio Ramos Gonçalves.
04:41Os dois foram presos pelo delegado André Medeiros.
04:47Meu Deus!
04:49Tentaram matar minha filha de novo!
04:51Isso é um absurdo!
04:52O delegado tinha deixado um policial de guarda na porta do CTI.
04:55Gente, assassino quando quem enfrenta até exército, né?
04:59Chantira!
05:00E o Antônio?
05:01O que o Antônio está fazendo com aquela roupa?
05:04Dona Marinha, vamos fazer o seguinte.
05:05Vai para o hospital, vê a Gabi, que eu vou para a delegacia ver a situação do Antônio.
05:09Tá!
05:09Eu sou advogado, eu posso ajudar ele.
05:10E eu vou com a senhora para o hospital.
05:12Vai!
05:12A gente segura as contas aqui no restaurante.
05:14Que bom!
05:15Liga para a gente, assim que tiverem falado com a Gabriela e souberem do Antônio, por favor.
05:19Digo sim.
05:20Tchau, tchau.
05:26Acredita na gente, delegado.
05:27Tem alguém tentando jogar toda a culpa em nós dois, delegado.
05:30Pensa.
05:31Se fosse o Antônio, por que ele ficaria com medo que eu matasse a Gabriela?
05:35Por que ele suplicaria por sua vida para protegê-la de mim?
05:38Essa foi a sua filha.
05:39Por que ela não atirou na gente em vez de matar o bandido?
05:41Delegado, ela podia ter me matado, ela podia matar minha irmã, dizer que foi o sujeito.
05:45O sujeito que ela matou é um prisioneiro, um fugitivo que estava cumprindo pena, sabe por quê?
05:50Tráfico de drogas.
05:50Então, o verdadeiro traficante da Veludo Azul mandou ele atrás da gente.
05:54O fato é que os óbitos por Veludo Azul levam a vocês dois.
05:57Vai ver que o turista que morreu voltando do restaurante da mãe do Antônio, qual é o nome?
06:01Cantinho da Lange.
06:02Então, esse gringo, ele pode ter conseguido a droga antes de chegar no cantinho da Lange, não sei, no hotel.
06:08O hotel em que a senhora reside? Isso é uma confissão, dona Sofia?
06:10Até acho claro que não, nem cruzei com esse homem, delegado.
06:13E tem um estudante da sua universidade que também faleceu.
06:16Ele vai ter comprado a droga em qualquer lugar, delegado.
06:18Essas mortes não provam que somos traficantes.
06:21Sim, é verdade. São indícios.
06:24Mas eu vou descobrir quem está por trás de tudo isso.
06:27Eu mesmo acusei o Antônio, eu fugi dele.
06:29Hoje eu percebi que eu estava completamente errado, delegado.
06:33Eu devo a minha vida e a vida da Gabriela a essa mulher.
06:37Uma traficante não faria esse tipo de coisa.
06:39Bonito ver os dois se defendendo.
06:41Mas pensem na seguinte hipótese.
06:43E se ambos estiverem envolvidos?
06:46Vocês são sócios na produção da veluda azul?
06:48Meu Deus, eu nunca ouvi tamanho absurdo.
06:50A Luciana descobriu as drogas.
06:52Quem sabe até o envolvimento de vocês, então a mataram.
06:54Eu jamais faria mal a Luciana.
06:56O senhor viu o vídeo que está circulando?
06:58Vi algumas vezes.
06:59Vocês parecem peles coisas.
07:00Não.
07:01Não, não, não.
07:02Eu estava consolando o Antônio.
07:04Dá pra ver no vídeo que ele ficou arrasado com o término do noivado delegado.
07:07Mas em nenhum momento.
07:08Em nenhum momento ele demonstrou qualquer sentimento de vingança.
07:11O seu amigo sumiu a tarde toda no dia do ocorrido.
07:14Ele não tem nenhum álibi.
07:15Só motivo.
07:16E dos grandes.
07:17Logo em seguida, vocês são vistos tendo uma briga violenta na avenida Niemeyer.
07:21Palco do vídeo.
07:22É lá?
07:23O local de encontro de vocês dois?
07:24Pelo amor de Deus, delegado.
07:26Aquilo foi um mal entendido.
07:27Eu fui atrás da Sofia.
07:29Eu achei que fosse ela que matou a Luciana.
07:31Que ela era traficante.
07:32Eu achei que era ele.
07:33Um querendo matar o outro.
07:35Logo em seguida, eu atendi o chamado do seu suposto secreto.
07:37Suposto nada.
07:39Suposto nada.
07:39Eu fui arrastada pra dentro de um carro.
07:41Sabe se não é o que eles iam fazer comigo?
07:42Mas na ocasião, a senhora afirmou que os capangas eram do Antônio.
07:45Que ele queria matar a senhora.
07:46Eu pensei que fosse.
07:47E ele, por sua vez, afirmou o tempo todo que a culpada era a senhora.
07:51E agora viraram melhores amigos.
07:52Eu me enganei, delegado.
07:54Eu me enganei.
07:55Ela se enganou.
07:57Depois do que aconteceu no hospital, nós percebemos que estamos do mesmo lado.
08:02Delegado, tem alguém cometendo esses crimes e jogando a culpa na gente.
08:05Só preciso acreditar.
08:07Eu e o Antônio somos vítimas nessa história.
08:11Ah, um absurdo.
08:12O delegado não esperou a gente pra colher o depoimento da Sofia.
08:16Eu vou anular esse depoimento.
08:17Eu também vou pedir a anulação do depoimento do Antônio.
08:20Não faz sentido ele ser o assassino.
08:22Não faz sentido ela ser o assassino.
08:24Muita coisa nesse caso não faz sentido.
08:26Antônio não fala mais nada.
08:27Nós vamos dar um jeito de anular o seu depoimento.
08:30Eu tô delegado.
08:30A minha cliente tem direito ao advogado pra acompanhar o depoimento que ela tá prestando agora.
08:34Já terminamos, doutores.
08:36Mas isso é uma arbitrariedade?
08:37Um absurdo.
08:38A sua cliente acabou de matar um homem e um policial.
08:41Não, eu não matei o policial.
08:42Eu não matei, foi o homem.
08:44O presidiário fugitivo que atirou nele.
08:46Depois ele entrou no CPI e atirou na gente.
08:48Foi legítima defesa, delegado?
08:50Eu e a Gabriela somos testemunhas.
08:52Bom, eu vou continuar apurando os fatos.
08:54A perícia já tá no local.
08:56Os clientes de vocês não podem deixar a cidade e devem continuar à disposição da polícia.
08:59Estão liberados.
09:00Eu vou entrar com o pedido de anulação do depoimento dele.
09:03E eu vou fazer o mesmo com a dona Sofia.
09:05Façam como quiserem.
09:07Não se preocupe, Sofia.
09:08Eu e a Gabriela vamos depor seu favor.
09:10Não dê ouvidos a esse sujeito, Sofia.
09:13Ele está enganando você.
09:14Não, pai. O Antônio só quer ajudar.
09:16E eu também vou ajudar ele.
09:17Você não confia nela, Antônio.
09:19Ela vai tirar o corpo fora e vai botar você no fogo.
09:22Eu não vou botar ninguém no fogo.
09:23Eu confio nela, Bruno.
09:25Você vai cometer esse erro.
09:25Ele tá tentando se safar.
09:27Cuidado com esse homem.
09:28Ele é que tem que tomar cuidado com essa mulher.
09:30Só porque ela é rica, acha que pode se livrar da culpa?
09:33É isso?
09:34Pobre sempre com mania de perseguição.
09:37Ela é rica, mas não é traficante.
09:39E o senhor meça as suas palavras.
09:41Senão eu posso lhe processar por calúnia e difamação.
09:44Quem vai processar vocês sou eu.
09:45Sim.
09:45Eu vou processar vocês.
09:47Se vocês insistirem com essa história, quem vai processar vocês sou eu.
09:50Sim.
09:50Mas tudo que você falou aqui.
09:51Você vai conversar com a gente.
09:53Você não tem razão.
09:54Não tem razão.
09:56Você não tem razão.
09:59O meu cliente é inocente.
10:02Todas essas exceções.
10:03A culpa é inteiramente da Sofia.
10:05Tudo bem?
10:06Pra onde vamos?
10:07É pra até eu não posso voltar.
10:09Já deve estar lotado aqueles abutres da imprensa me esperando.
10:12Minha casa também não dá pra voltar agora.
10:14Certeza que já tem jornalistas por lá.
10:16Tá recente.
10:16Vai pra onde?
10:19Já sei.
10:20Você tinha um lugar onde a gente pode conversar sem ninguém perturbar.
10:23Meu chapa.
10:24Toca pra zona sul, por favor.
10:34Ele é como um sonho.
10:38Um sonho bom pra mim.
10:43Um sonho bom sem fim.
10:47Pensar que eu desconfiei de você esse tempo todo.
10:50É.
10:52A gente se deixou levar pela implicância mútua e...
10:56Não percebeu que tinha um terceiro armando contra nós.
10:59Mas a gente precisa provar nossa inocência, Antônio.
11:02É, mas o único jeito é descobrir esse verdadeiro traficante.
11:07Ai, não.
11:08Ai, ai.
11:11Não escuro?
11:13Não.
11:14Não.
11:15Foi só um susto.
11:16Esses saltos não são adequados pra um passeio num parque.
11:19É muito menos pra um tiroteio num hospital, não é mesmo?
11:22Enfim.
11:24Vamos sentar?
11:25Claro.
11:26Posso sentir seu respirar, junto ao meu, o seu falar.
11:37Mas ao abrir os olhos meus, vejo que está diante de mim...
11:46E pra quem mãe seria?
11:49Não.
11:49Por um momento eu achei que você estava secando o seu lenço ao sol, não sei.
11:53Ele tá limpo.
11:56É, eu sei que eu sou um cara antiquado mesmo.
12:00Inesperado, porém muito gentil da licença.
12:03Obrigada.
12:13Bom, estávamos falando do verdadeiro criminoso.
12:18Você tem algum inimigo?
12:22Alguém que seria capaz de fazer tudo isso?
12:24Não.
12:26Não sei de nenhum inimigo, não.
12:29Eu sempre mudei bem com todo mundo, sou um cara querido na comunidade.
12:33Eu ajudo o outro.
12:35Ai, imagina.
12:36Imagina.
12:38Pelo menos lá ninguém deseja o meu mal.
12:44E você?
12:46Tem alguém que te odeie?
12:48Não.
12:49Uns ex-namorados meio mal, mas não ao ponto de me assassinarem ou de me colocarem na cadeia.
12:55Quer dizer, então, até onde eu sei, é isso.
12:58Eu sou um capista esse amante misterioso da Luciana.
13:01Engraçado, ninguém sabe quem ele é.
13:04É, mas ninguém tira da minha cabeça.
13:06Porque esse cara que roubou o coração da minha noiva é quem tá por trás disso.
13:22Eu vou fazer cartazes com as fotos da Luciana espalhadas pela comunidade.
13:27Alguém deve ter alguma notícia sobre esse sujeito.
13:29Tá, eu vou investigar pelo hotel.
13:31Não sei, ela pode ter contado pra alguma colega antes de morrer.
13:34Bom, primeiro que tiver alguma pista, então avisa o outro.
13:37Temos um acordo?
14:00O seu celular.
14:06Tá tocando?
14:09Ah, o celular tá tocando.
14:13Angélica, ligo depois.
14:16Vamos, então?
14:17Pegamos o mesmo táxi e eu te deixo no hotel.
14:19Não.
14:20Não, não é melhor irmos separados, não.
14:22É bom que saibam dessa nossa parceria.
14:25Acha mesmo?
14:26Tenho certeza.
14:27Ainda mais com o delegado André sugerindo que nós dois somos sócios no tráfico.
14:31Então, pra qualquer efeito,
14:33Continuamos nos odiando.
14:35É.
14:36É.
14:36É melhor mesmo.
14:41Vamos.
14:42Vamos.
14:43Seu lenço.
14:44Ah, obrigado.
14:48Obrigado.
14:49Obrigado.
14:49Não.
14:50Eu é que agradeço, mesmo sendo um gesto em comum, eu agradeço.
14:54Talvez não esteja acostumada com gentilezas.
14:57É que eu gosto de ser tratada de igual pra igual.
15:01Como será esse amante da Luciana?
15:06Não faço ideia.
15:09Por que será que a Luciana te traiu com um criminoso desses?
15:12Vai entender.
15:14Poxa, parecia estar tudo tão bem.
15:16Você tem chulé?
15:18Oi?
15:19Não, eu só tô perguntando pra tentar descobrir por que que ela te abandonou pelo amante.
15:23Ô Sofia, eu sou um cara bastante assiado, sabia?
15:26Então você ronca, você tem cara de que ronca.
15:28Eu não ronco coisa nenhuma.
15:30Ninguém assume que ronca, muitos nem imaginam.
15:32A madame ronca?
15:34Eu claro que não.
15:35E como é que pode ter certeza?
15:36Muitos nem imaginam, foi você mesma que disse.
15:39Olha só, Antônio, não estamos falando de mim, não.
15:41Precisamos focar no amante da Luciana.
15:43Saber o que ele tinha e que você não tem.
15:45Tá tentado descobrir quem é que tá ferrando com a gente.
15:47Mas só você e a Tina sabem disso.
15:50Você tem certeza que o Antônio não é traficante, Sofia?
15:53Tem um monte de indícios contra ele.
15:55Absoluta.
15:56Você é fã do tráfico, tá usando o Antônio e eu como bodes expiatórios.
15:59Você precisava ver ele preocupado com a irmã.
16:02Ele tava apavorado dela morrer.
16:04Eu vou te falar.
16:06Nossa, ele foi muito atencioso comigo depois que eu atirei naquele bandido.
16:10Vem cá, você tá interessada naquele favelado ou é impressão minha, topíssima?
16:15Tá louca, Angélica.
16:16Que isso?
16:17A gente me conhece há anos, sabe meu tipo de homem.
16:20Tá bom, o Antônio, ele é um cara de família, ele é um cara legal, bonito.
16:26Mas enfim, nós dois, realmente, nada a ver.
16:30É, mas é justamente porque eu te conheço há tanto tempo que eu sei muito bem quando esses olhos brilham
16:36diferente.
16:36Não viaja, Angélica.
16:38Olha só, eu não sou preconceituosa, mas o meu coração ainda não subiu morro, tá?
16:45Tá bom, obrigado pelas notícias, viu, doutor?
16:49Tá, obrigado, tchau, tchau.
16:53Então, pai, o que disseram?
16:56Como é que está a Gabriela?
16:58Tá tudo bem.
16:59Ai, ai, meu Deus.
17:04Mas eu devia ter dormido com ela naquela enfermaria.
17:08Ah, devia.
17:08Acho injusto essa coisa de só menor e idoso poder ter acompanhante.
17:14Eu também acho, mãe, mas é que agora a senhora trate de dormir.
17:19Pensa que eu não sei que a senhora não prega o olho desde que a Gabriela vai pro hospital.
17:23Ah, desse jeito ninguém aguenta, dona Marinha.
17:36Sujou, Pedro.
17:36O Antônio tá vindo pra cá, cara.
17:38E daí vai lá atender ele.
17:40Deve tá querendo algum peixe, que não dá desconto não, hein?
17:43Que peixe, cara?
17:44Peixe aqui não deve ser.
17:45Quem sempre compra é o Bruno, o Zeca ou a dona Marinha.
17:49Tá apavorado demais, meu goscaio.
17:51Senta aqui que eu vou lá falar com ele.
18:03Oi, Antônio.
18:04Opa.
18:05Tudo bem?
18:06Tá bom.
18:06Tá precisando de alguma coisa lá pro restaurante?
18:08Chegou o camarão aí, ó, fresquinho daqueles graúdos.
18:10Não, não, hoje não, Pedro.
18:12Queria saber se posso deixar um cartaz pra colar aqui na peixaria?
18:17Eu tô investigando a morte da Luciana.
18:19Sabe como é?
18:20Tem gente que não gosta de falar com a polícia e de repente se abre comigo.
18:23Claro que pode.
18:25Eu sinto muito pela morte da Luciana, viu?
18:27Eu queria ter passado lá no velório pra te dar um abraço, mas tô uma pegada aqui na peixaria.
18:31Só consegui falar com os pais dela.
18:33Coitados.
18:35Tão arrasados.
18:36Se até eu fiquei mal, imagina eles.
18:40Ela seria a única.
18:42Eles até resolveram voltar pra terra deles.
18:46E Gabriela, tá melhor?
18:48Tá, tá.
18:49Já tá na enfermaria.
18:50Logo, logo deve receber alta.
18:53Esses dias tem sido uma loucura só, viu?
18:57Nem me fale, viu?
18:59A Luciana costumava cobrar peixe aqui, né?
19:02Sim.
19:03Às vezes.
19:05Quem vinha mais era a dona Solange, mas...
19:07Às vezes ela vinha, passava aqui sim.
19:11E você nunca notou nada de suspeito, Pedro?
19:15De repente algum homem veio aqui com ela...
19:19Você me desculpa, mas eu preciso descobrir quem esse...
19:22Tal cara que ela tava tendo um caso.
19:25Eu tô desconfiado com ele que matou a Luciana.
19:28Ah, eu sinto muito, Antônio, mas...
19:30Eu não tenho como ajudar.
19:32Eu nunca reparei nada de diferente.
19:36Tá bom.
19:37Se lembra de alguma coisa, me avisa então.
19:40De repente alguma lembrança perdida no fundo da memória?
19:44Claro, viu sim.
19:45Obrigado, Pedro.
19:46Valeu.
19:56Olá.
19:57Olá.
19:59Oi, Bruno.
20:00Doutora Sofia.
20:01Boa tarde.
20:02Boa tarde.
20:02Quer um café, uma água, alguma coisa?
20:04Não, obrigado.
20:07Olha, se alguém quiser alguma coisa, é só chamar.
20:10Obrigada, Tia.
20:11Dá licença.
20:12Doutora.
20:14A comunidade tá toda mobilizada pra saber o que aconteceu com a Luciana.
20:18O Antônio pediu que eu fizesse esses cartazes
20:21pra estimular as pessoas a darem informações.
20:24Ah, ele me contou.
20:25Ficou bom.
20:26Nós vamos descobrir quem matou.
20:29Ou mandou matar a Luciana.
20:31É o que eu e o Antônio mais queremos.
20:33O Antônio me contou que vocês combinaram de fingir que continuam inimigos
20:37enquanto tentam descobrir quem tá traficando a Velo do Azul
20:40e usando vocês dois como bodes espirituais.
20:41Eu imaginei que ele te contaria sendo advogado dele.
20:44Pois é, justamente por isso que eu vim até aqui.
20:47Eu não aconselho vocês a mentirem sobre absolutamente nada.
20:51O Antônio pode ser pego na mentira e isso iria prejudicar a defesa dele.
20:57Eu tô sentindo um tom de desconfiança em você, Bruno.
21:01Acho que eu tô fingindo me unir ao Antônio pra descobrimos juntos
21:04quem é o verdadeiro traficante?
21:05Eu acho.
21:07Eu não confio na senhora.
21:09E nem na sua família.
21:10A minha família não está sob suspeita.
21:12A minha preocupação é o Antônio e é por isso que eu tô aqui.
21:15Se ele acha que deve investigar junto com a senhora, eu não posso fazer nada.
21:19A não ser aconselhá-lo.
21:21E você deu esse conselho a ele?
21:23De não fingirmos sermos inimigos?
21:26Não.
21:27E eu não concordo com o seu conselho.
21:30Eu e o Antônio não podemos aparecer juntos, senão vão continuar achando que somos traficantes e amantes.
21:34E que a Luciana descobriu tudo, por isso que ela morreu.
21:37Se essa farsa for descoberta pela imprensa ou pela polícia, vai ser muito pior.
21:41Vocês não podem fingir que são inimigos.
21:49Uma hora o Antônio vai se dar conta de quem você realmente é.
21:53Eu aprecio muito a sua amizade, para com ele, mas não venha dentro da minha casa me acusar, rapaz.
21:58Retire-se daqui, por favor.
22:00Ai, por favor, em consideração ao Antônio.
22:05Fica longe dele.
22:30Desculpe o atraso.
22:33Peraí.
22:36Só um momento, é. Minha esposa.
22:40Fala, Beatrice.
22:42Oi, meu amor. Você ainda está na reitoria?
22:44É, isso aqui está uma loucura. Você pode imaginar.
22:47Essa enxurrada de escândalos nos atingiu em cheio.
22:49É, é porque eu já estou pronta.
22:53Você quer que eu cancele a reserva?
22:56Não. Pega um táxi que eu te encontro na porta do restaurante japonês.
22:59Ai, meu amor, obrigada.
23:02Olha, eu sei que é um esforço para você, com tudo isso acontecendo, mas é que me deu uma vontade
23:09de sair.
23:11E eu me sinto tão culpada por você trabalhar tanto que...
23:14Beatriz, eu tenho que desligar.
23:16Até já.
23:17Tchau.
23:23Paulo Roberto, pelo menos vai chegar no restaurante japonês com cheiro de peixe.
23:29Você como piadista, Teilo, é um excelente químico.
23:33Entendeu, Pedro?
23:35Peixaria, peixe cru, cadê o humor?
23:38Não estou num dia bom para piada não, Teilo.
23:41Pedro, o que é essa atenção toda?
23:44Essa reunião de emergência.
23:49O negócio é o seguinte, o delegado André me chamou e me pressionou. Ele quer porque quer uma pista.
23:55Se eu não encontrar, ele vai acabar me substituindo na equipe, vai botar outro detetive no meu lugar.
23:59Ele disse isso.
23:59Não, mas eu conheço a figura.
24:01Isso não é nada bom.
24:02Se você sair, a gente vai ficar sem cobertura da polícia.
24:05Vamos ter que arranjar alguma coisa que deixe o delegado André satisfeito e que não prejudique a gente.
24:10Mais o quê?
24:12Vamos pensar nisso.
24:14E agora eu tenho que encontrar a Beatriz. Ainda tenho que trocar essa roupa.
24:17Nos falamos depois.
24:41No.
25:23FALANDO SOZINHO, MÃE?
25:25Não, é com a moça da novela.
25:27Tá boa?
25:31É...
25:31Pra que tudo isso, Toninho?
25:34Que foi um...
25:35Não tá bom?
25:36Imagina.
25:37Você só tá parecendo o filho de barbeiro que...
25:39Derrubou o vidro inteiro de perfume em cima?
25:43É, o cheiro do perfume tá forte, não é?
25:46Me diz uma coisa, Antônio.
25:48Isso tudo é...
25:50Só pra visitar a dona Sofia?
25:52É, não.
25:54É.
25:56Quer dizer, é porque o hotel é chique, não é, mãe?
25:59Não dá pra chegar lá usando qualquer roupa.
26:02Sei.
26:04Bom, eu vou indo, minha mãe.
26:07Vai com Deus, filho.
26:08Fica com ele também.
26:18Ah, não tem nada que preste nesse closet, Tina.
26:21Como não, minha menina?
26:22Qualquer desses vestidos vai ficar lindo em você.
26:25O que você acha desse?
26:26Bom.
26:28Tá bom, e esse aqui?
26:29Bom também.
26:31Mas que saco, Clementina.
26:32Você também não ajuda em nada, né?
26:34Tudo isso é pra agradar o gostosão da laja?
26:37Não, que isso.
26:37Tanto que você tirou essa ideia absurda.
26:39Nessa pilha de vestido aqui no seu closet.
26:42Ah, Clementina, você não entende nada, né?
26:44Eu sou a presidente do Grupo Alencar.
26:47Eu preciso...
26:48Preciso manter a postura.
26:50Preciso me apresentar bem.
27:05Sou obrigada a comentar.
27:07O quê?
27:09Você.
27:11Tá linda.
27:12Ah, obrigada.
27:14Imagina, foi a primeira roupa que eu peguei no bar da roupa, imagina.
27:18Boa indo, Sofia.
27:20Tchau, boa noite, Tina.
27:22Boa noite.
27:23Boa noite, senhora Antônia.
27:24Boa noite, Clementina.
27:26Pode me chamar de Antônia.
27:28Só se o senhor me prometer não sequestrar minha menina de novo.
27:31Que isso, Clementina?
27:32Já falei que não foi ele, Tina.
27:34Eu tô brincando.
27:37Se compadre, hein?
27:41Boa noite.
27:41Boa noite.
27:45Você também tá super bem vestido, combina com você.
27:50É.
27:51Não queria ser barrado na recepção.
27:53Até parece, Antônio.
27:55Isso.
27:55Parece.
27:57Puxa.
27:58É linda a sua vista daqui de cima, hein?
28:00É, linda, né?
28:01É.
28:02É.
28:04Ainda mais de luneta.
28:07Inclusive, acho que é o cantinho da lágrima.
28:10Não, é pra admirar a natureza, os pássaros.
28:13Quer beber alguma coisa?
28:14Tem um vinho ótimo.
28:16Entendi.
28:17Bom, aceito sim.
28:18Obrigado.
28:19Que bom.
28:24Com licença.
28:28Você ainda tá segurando a garrafa?
28:30Eu sei abrir uma garrafa de vinho.
28:33Imagina, eu sou homem, faz questão.
28:34É, e eu sou mulher e já abriu muitas garrafas de vinho sem precisar da força masculina.
28:38Acontece que é uma gentileza, não é uma guerra dos sexos.
28:42Tá bom.
28:43Tá bom.
28:44Vou deixar.
28:45Só porque você é visita.
28:46Vou deixar.
28:51Você é sempre assim mesmo?
28:53Assim como?
28:56Mandona?
28:59É só uma questão de postura.
29:19Um brinde?
29:22Que encontremos o verdadeiro responsável por esses crimes.
29:26Que a justiça seja feita.
29:32Sei que sou boba em pensar que ele vai joelhar...
29:41Você não deve ter esquecido a chave.
29:50Nossa!
29:51Até que enfim, hein, Sofia?
29:53Eu deu só assim pra conseguir falar com você?
29:56Por que você não atende meus telefon...
29:59Boa noite, senhora.
30:00A senhora é tua mãe.
30:07O que esse taxista traficante tá fazendo aqui?
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