00:00E olha só, a produção industrial cresceu pelo terceiro mês consecutivo, o setor acumula alta,
00:06apesar da gente ver que ainda o Brasil não desponta entre as principais potências mundiais.
00:11Todas as informações com Rodrigo Viga.
00:14A produção da indústria brasileira voltou a crescer no mês de março, surpreendendo as previsões do mercado financeiro.
00:21A produção industrial, segundo o IBGE, avançou 0,1% na passagem de fevereiro para março.
00:27E o mercado esperava uma taxa negativa, entre menos 0,2% e menos 0,3%.
00:34É bem verdade que essa taxa de 0,1% foi a mais baixa dos três meses de alta agora
00:41em 2026.
00:43Janeiro, elevação de 2,3%, fevereiro 0,9% e agora essa taxa perto da neutralidade, 0,1%.
00:52Segundo o IBGE, o que chamou bastante a atenção não foi a terceira taxa positiva consecutiva,
01:00mas a concentração desse crescimento.
01:03Em apenas oito dos 25 ramos pesquisados, houve taxa positiva.
01:09Fica um alerta para os próximos meses para a continuidade ou não dessa trajetória de crescimento da produção industrial brasileira.
01:20A boa notícia é que nesses três meses de 2026, a indústria conseguiu recuperar e superar as perdas acumuladas
01:30entre setembro e dezembro do ano passado, quando a política monetária atingiu em cheio a atividade fabril brasileira.
01:40Peterson Rios, gerente de relação com investidores da gestora Multiplique,
01:47analisa aqui na Jovem Pan o desempenho da indústria brasileira agora em março de 26.
01:53O resultado da produção industrial de março sugere mais recomposição após perdas recentes do que um ciclo consistente de expansão.
02:01A indústria segue distante do pico histórico, refletindo limitações estruturais relevantes.
02:07Nesse contexto, a economia brasileira demonstra resiliência, mas ainda sem interação forte.
02:12A Selic elevada segue como principal vetor de pressão, encarecendo o capital e reduzindo o investimento.
02:18Além disso, restringe o consumo de bens duráveis, afetando diretamente a dinâmica industrial.
02:24O atividamento das famílias reforça esse quadro, limitando a demanda doméstica.
02:28No cenário externo, a guerra eleva petróleo e energia, pressionando custos ao longo da cadeia produtiva.
02:34Assim, a atividade deve seguir moderada, com estabilização ainda distante de um ciclo robusto de crescimento.
02:41Três ramos industriais, setor químico, petróleo e gás e veículos, que representam mais de um terço da indústria brasileira,
02:52puxaram o desempenho, esse crescimento de 0,1% na atividade fabril em março, frente ao mês de fevereiro.
03:00Se, por um lado, a política monetária, mesmo com a queda dos juros, continua comprometendo o setor fabril,
03:07o mercado de trabalho, com mais gente trabalhando, renda e massa salarial,
03:12ajuda a compensar esse impacto da taxa Selic, hoje em 14,5%.
03:19Felipe Santana, especialista em investimentos do grupo Axia Investing,
03:24analisa aqui na Jovem Pan a performance da indústria nacional.
03:28Os números da produção industrial brasileira continuam sem mostrar sinais claros e robustos de crescimento no país.
03:37O 0,1% positivo de março contrasta apenas com as expectativas mais pessimistas da maioria dos analistas de mercado,
03:46que esperavam um número negativo na base mensal.
03:49Destaque positivo dentro da indústria, setor petroquímico de combustíveis,
03:54bem como produção de veículos e rebox.
03:57Na ponta negativa, um decréscimo nos números de bebidas, produção e venda de bebidas no país.
04:04Lógico que nós temos um cenário ainda de Selic muito alta, que prejudica a indústria,
04:09mas nós temos também um sinal de alto nível de emprego e aumento na expansão de renda,
04:15seja pelo próprio emprego ou por programas sociais.
04:18Por isso, a indústria deveria apresentar dados melhores, maiores do que nós estamos vendo nas últimas leituras.
04:26O governo deve comemorar, mas na prática expõe mais um gargalo.
04:31A indústria brasileira não cresce e há muito tempo.
04:34No ano, a indústria brasileira acumula um crescimento de 3,1%.
04:38E em 12 meses, essa taxa também é positiva, bem mais baixa, de apenas 0,4%, segundo o IBGE.
04:46Do Rio, Rodrigo Viga.
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