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EM MINAS RECEBE CAROLINE GOULART TEIXEIRA, DEFENSORA PÚBLICA

A Defensoria Pública de Minas Gerais ultrapassou 1,8 milhão de atendimentos em 2025 e quer ampliar a presença no interior do estado. Em entrevista ao programa Em Minas, da TV Alterosa, a defensora pública-geral Caroline Goulart Teixeira afirmou que a expansão da instituição é uma das prioridades da atual gestão.

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#DefensoriaPública #MinasGerais #TVAlterosa #EmMinas #CarolineTeixeira #Direito

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Transcrição
00:14Olá, sejam muito bem-vindos a mais um programa em Minas.
00:19Hoje a nossa convidada é Caroline Goulart Teixeira,
00:23defensora pública geral do estado de Minas Gerais.
00:26Caroline, seja muito bem-vinda ao programa em Minas.
00:29É um prazer estar aqui com vocês.
00:31Caroline, 21 anos já que a senhora está na instituição e agora à frente, na chefia da Defensoria Pública.
00:40Como é que é isso? Quais são aí os desafios agora à frente da Defensoria?
00:45São 21 anos, eu ingressei na Defensoria Pública Mineira em maio de 2005
00:50e passei um longo caminho, que a gente mandou a base, fazendo o trabalho de defensora pública.
00:57E aí depois eu tive experiência na gestão.
01:00E essa experiência na gestão que me capacitou para colocar meu número de exposição na última eleição,
01:06que ocorreu no dia 27 de março.
01:08E fui nomeada e impulsada pelo governador.
01:11E agora você é a quinta mulher, né? À frente da instituição?
01:13É, nós estamos com esse histórico. Eu sou a quinta mulher a estar à frente da instituição.
01:19E hoje nós estamos vivendo uma situação que ocorreu há 21 anos.
01:23Hoje, eu, mulher, na Defensoria Pública Geral e temos uma Corregedora Geral também,
01:28a doutora Ana Cláudia.
01:29Essa situação existiu apenas em 2005, quando era a doutora Marguerine Neri,
01:35Defensora Pública Geral, e a doutora Beatriz Monroy como Corregedora Geral.
01:38E qual que é a expressividade ainda de a gente ter uma mulher aí à frente da Defensoria?
01:43E agora a quinta mulher, né?
01:44Olha, é mostrar a importância do papel da mulher à frente dos locais de decisão, né?
01:52Tomada de decisão.
01:53E na Defensoria Pública respeita essa legitimidade, a importância da mulher à frente.
01:59E isso se mostra por eu ser a quinta mulher na Defensoria Pública Geral.
02:04Agora a gente vê que no Judiciário, isso não é muito comum, né?
02:06CVTJ, Ministério Público, não tem mulheres ali, né?
02:11À frente nesse cargo de liderança.
02:12Você acha que ainda precisa haver uma mudança de cultura para que a mulher tenha cada vez mais expressividade
02:18e ocupe esses cargos de liderança dentro do Judiciário?
02:21Eu acho que é muito importante isso, né?
02:23Porque eu verifico nos eventos que eu participo, eu, assim como muitas...
02:29Raras vezes existe outra mulher comigo no dispositivo.
02:32Geralmente eu sou a única mulher.
02:34E é importante que essas outras instituições também possibilitem que as mulheres estejam à frente dessas instituições.
02:41Agora vamos falar um pouquinho sobre o trabalho da Defensoria Pública.
02:45A grosso modo dizendo, fala-se em Defensoria Pública, as pessoas já devem pensar, ah, advogado de graça.
02:52Mas o trabalho da Defensoria vai muito além de oferecer esse serviço de assistência jurídica.
02:59Conta pra gente o que é um pouquinho o trabalho da Defensoria, né?
03:02Nós estamos, assim, a Defensoria Pública mudou já, né?
03:05Esse entendimento de que a gente era apenas um advogado de graça.
03:08Não somos isso.
03:09A Defensoria Pública é uma instituição prevista na Constituição e ela atua em prol das pessoas em situação de vulnerabilidade.
03:18São pessoas carentes, vulnerabilidade é que tem um poder econômico mais baixo?
03:22Como é que é isso?
03:23Também, mas não apenas essa vulnerabilidade.
03:26Por exemplo, a gente atua em prol de crianças quando quer alguma demanda de saúde, independente da situação financeira dos
03:35pais.
03:35Mulher em situação de violência, mesmo caso.
03:38Na área criminal também.
03:40A gente não é analisada a situação financeira do assistido ou da assistida que nos procura nessas situações.
03:45Não por isso que a gente fala, a gente não é, não é, é pouco nos limitar a essa atuação
03:50como advogado de graça.
03:52Não é isso.
03:52E fora a nossa atuação extrajudicial, que é uma atuação que está ganhando cada vez mais espaço na Defensoria Pública.
03:59A gente fala através de mutirões, você já deve ter visto o casamento cometido que a gente faz.
04:04Então, a gente consegue atingir muito mais pessoas.
04:06Educação em direitos, a Defensoria tem uma grande participação como educação de direitos.
04:12Tem a Escola da Defensoria, né?
04:14Temos a Escola.
04:14Como é que está nessa Escola da Defensoria?
04:16É a Escola Superior.
04:17Além de cursos, palestras, congressos que a gente faz, a gente também faz a atuação para a população, para os
04:25assistidos e assistidas.
04:27Por exemplo, temos a Escola da Convivência.
04:31A gente faz um ensinamento para os pais como fazer a atuação para as crianças.
04:40Muito interessante.
04:41Uma escola de masculinidade, também voltada para os homens.
04:45Agora, deixa eu te falar sobre o mutirão que a senhora citou aí.
04:48O casamento coletivo, agora tem um outro também muito conhecido, talvez por grande parte da população, que é o direito
04:53a ter pai.
04:54A ter pai.
04:55E esses mutirões, eles acontecem em todo o Estado?
04:58E conta pra gente como é que é.
05:00Porque esses são os que têm maior visibilidade dentro do trabalho da Defensoria, né?
05:03Sim, o mutirão direito a ter pai é o mais antigo, nosso projeto mais antigo.
05:07E ele acontece em todo o Estado.
05:10Geralmente, mais de 40 unidades aderem a esse mutirão.
05:14E aí nós realizamos, no mesmo dia, os exames são realizados.
05:19A gente faz também os reconhecimentos de paternidade.
05:22De maternidade, que eu até já fiz quando eu estava atuando na base.
05:25Maternidade e paternidade.
05:26E paternidade, sim.
05:27Agora, esse projeto do mutirão do direito a ter pai, ele nasceu em Uberlândia.
05:33Em Uberlândia, 2011.
05:34Quer dizer, não é um projeto da capital, né?
05:36Não, é um projeto da capital.
05:37E é isso, né?
05:38Eu sou a primeira defensora pública que tomou posse no interior.
05:42Eu tomei posse em posse de causa no dia 10 de abril.
05:45E é o que a gente tem falado muito.
05:47A Defensoria Pública não acontece apenas na capital.
05:50Então, a gente tem que valorizar, sim, a atuação no interior.
05:53E esse é um ótimo exemplo.
05:55O direito a ter pai, ele foi criado, nasceu em Uberlândia.
05:59Agora, nós vamos falar um pouquinho mais sobre o trabalho da Defensoria, inclusive no interior do Estado.
06:04Antes disso, eu quero lembrar um pouco a sua posse.
06:06A senhora foi a primeira empoçada fora de Belo Horizonte, tomou posse.
06:10Governador Matheus Simões, por meio do governador, né?
06:13Em Poços de Caldas, foi isso, né?
06:15Exatamente.
06:16Quando eu fui nomeada, o governador, ele já estava com o projeto dele de governo presente, né?
06:21Se eu não me engano, eu acho que é esse nome mesmo.
06:23E aí, ele me falou, olha, a posse não será possível ser em Belo Horizonte.
06:28Aí eu falei, tudo bem, porque na minha campanha, eu defendi muito a importância do interior.
06:33Então, casou muito bem com o meu plano de gestão, de valorizar os colegas do interior.
06:39E aí foi em Poços de Caldas, uma cidade lindíssima.
06:43Os colegas próximos, Varginha, Itajubá, foram, areado, foram lá prestigiar o evento e foi um momento muito bom, muito inesquecível.
06:54Agora, aproveitando e falando sobre o interior, porque a senhora me disse que, inclusive, na campanha visitou bastante o interior
06:59para ver as necessidades, inclusive, do trabalho da Defensoria no interior, né?
07:03Eu estou com um número aqui que são 298 comarcas do Poder Judiciário em Minas, né?
07:09E vocês estão, a Defensoria está em 128 dessas comarcas, com 739 defensores.
07:16Então, ainda tem um trabalho a ser feito para que vocês cheguem ainda nessas outras comarcas que faltam ser alcançadas
07:22para a Defensoria, né?
07:23Sim, é preciso ainda expandir muito. A Defensoria Pública cresceu muito, especialmente nos últimos anos.
07:29Mas, por esses números, você vê, nós estamos apenas em 128 comarcas.
07:34Dessas 128 comarcas, a gente consegue atingir mais de 390 municípios, porque existe a comarca e os municípios fazem parte
07:42da comarca.
07:43Então, por isso que o número de atendimento de municípios é maior do que o número de comarcas.
07:47Mas a gente precisa expandir muito. Por exemplo, Esmeraldas, perto do Belo Horizonte, não tem Defensoria Pública ainda.
07:54Então, isso foi um dos motivos que fez com que eu colocasse meu nome à disposição.
07:58A gente tem muito para crescer, tem muito para ser feito ainda.
08:01E a expansão para que a Defensoria chegue em outros lugares é um dos caminhos.
08:08Só tem Defensoria em um quarto do Estado, é isso? Mais ou menos?
08:11É, mais ou menos isso.
08:12E o que precisa para expandir esse trabalho da Defensoria para esses locais onde ainda não tem?
08:17Orçamento, né? A gente precisa de orçamento para que a gente possa dar nomeação e posse a novos defensores.
08:27E além disso também, não basta apenas o defensor, né?
08:31A gente tem que dar estrutura para que o defensor chegue na cidade, na comarca, para que ele trabalhe com
08:38uma estrutura adequada.
08:39E quando eu falo isso, o que eu quero dizer? Tem que ter o estagiário de pós, o assessor, o
08:43residente, o MGS, porque a MGS é a empresa que faz com a gente o trabalho, por exemplo, de auxiliar
08:52administrativo.
08:53Então, a gente dá toda essa estrutura. Então, por isso que o orçamento é importante, sim, para a gente.
08:57Para poder ter toda essa infraestrutura e alcançar outras cidades que não há Defensoria no Estado.
09:02A gente vai para um rápido intervalo. Daqui a pouco a gente volta. A gente continua falando sobre o trabalho
09:06da Defensoria Pública em Minas Gerais,
09:09sobre como é importante para o cidadão mineiro. A gente volta já já com Carolina Goulart Teixeira. Você não saia
09:15daí.
09:17Estamos de volta com o programa em Minas. Hoje, recebendo Carolina Goulart Teixeira, Defensora Pública Geral do Estado de Minas
09:25Gerais.
09:25Carolina, vamos continuar esse bate-papo. Há alguma região de Minas Gerais que seja prioridade à Defensoria Pública hoje?
09:33Olha, eu vejo que a gente precisa... Eu não quero priorizar uma região. Eu quero fazer com que a Defensoria
09:39alcance mais espaço,
09:41porque a gente tem algumas situações. Vou te dar o exemplo de Itabira. Itabira a gente está, mas a gente
09:46não atua no criminal.
09:48Então, eu acho muito importante, além de novas unidades, fortalecer essas unidades em que há Defensoria, mas a atuação não
09:57é ainda integral.
09:58Então, eu não pretendo falar assim, vou expandir apenas para o norte, para o sul. Não é isso. Eu vou
10:04verificar.
10:05E aí, quando a gente vai decidir onde criar uma nova unidade, a gente observa várias questões.
10:14Por exemplo, o IDH. Por exemplo, a atuação de próximas, se a gente consegue abarcar sem um novo defensor.
10:23E nós estamos no nosso terceiro planejamento estratégico.
10:26E nesse terceiro planejamento estratégico, a gente tem um projeto que é a expansão, para estudar essa expansão da Defensoria
10:33Pública,
10:34para que a gente tenha critérios adequados e façamos a expansão da melhor forma possível.
10:39Estudando a necessidade de cada região para saber aonde ir e o que oferecer naquela região.
10:45Agora, me conta uma coisa. A Defensoria oferece esse serviço gratuito de defesa ao cidadão em várias áreas.
10:52Quais são essas áreas, esses setores atingidos? Criminal aí, por exemplo?
10:56Criminal, família, cível, saúde, infância e juventude, consumidor.
11:02Nós temos especializada da pessoa idosa e pessoa com deficiência.
11:05É bem amplo mesmo. A gente atua em todas as áreas.
11:08Agora, eu vou te perguntar qual delas recebe a maior demanda da Defensoria.
11:13Eu arriscaria saúde, mas estou achando que o meu palpite está errado.
11:16É. Saúde tem muita demanda, sim. Mas a maior demanda nossa é na família.
11:21Depois, no criminal. A saúde vem em quarto lugar, na verdade.
11:24A saúde, por conta da necessidade de medicamentos, liberação de cirurgias, o que seria?
11:31Exatamente. A nossa maior demanda é de medicamentos.
11:35E é importante falar que a gente tem um projeto muito bacana na Defensoria Pública, que chama Remediar.
11:41A gente tem um ponto de uma farmácia dentro da Defensoria Pública.
11:44Então, vou te dar um exemplo. A pessoa comparece à nossa unidade e precisa de algum medicamento.
11:52Antes da gente ingressar com esse pedido no judiciário, a gente pode entregar esse medicamento
11:59se houver alguma caixa, algum desse medicamento na sua Defensoria Pública.
12:06Agora, mudando. Família. Por que a maior demanda está em família?
12:11Quais são os casos que chegam da demanda para a defesa na área da família?
12:16A família é uma questão muito sensível. É na sociedade, né?
12:20Não posso falar que é só na Defensoria Pública, não.
12:22E uma das maiores demandas é relativa a alimentos.
12:25Quando eu falo em alimentos, é o pedido de alimento, de fixação da pensão alimentícia,
12:29a revisão, porque a situação muda, as demandas podem aumentar da menor ou do menor
12:34e as condições de quem presta, do alimentante, também se alteram.
12:39Então, aí a gente tem que equilibrar de novo o valor dessa pensão.
12:42Então, chama-se revisional de alimentos.
12:44A exoneração de alimentos, quando, por exemplo, a maioridade e não está estudando.
12:50Então, tem esse pedido também.
12:53E outro, que é muito, assim, a demanda é enorme, que é o cumprimento de sentença.
12:58Quando que acontece?
12:59Quando o alimentante, o responsável pelo pagamento dos alimentos, não cumpre sua obrigação.
13:05Então, a representante legal da menor ou do menor nos procura para que seja cumprida a sentença,
13:13o acordo do valor de alimentos.
13:15E a Defensoria consegue estabelecer tanto o valor quanto esse cumprimento?
13:19Consegue fazer aí essa definição de valor e o cumprimento?
13:23Sim. E aí é muito importante a gente falar sobre o nosso centro de conciliação e mediação.
13:29Hoje, na Defensoria Pública, quando vem, não só em família, mas como a maior demanda é família,
13:35eu vou restringir a esse assunto.
13:37Quando chega uma pessoa com interesse ou de divórcio ou de pedido de alimentos,
13:42antes do ajustamento da ação, ela vai, ela é direcionada ao nosso centro de conciliação e mediação
13:49para que haja a tentativa de acordo.
13:51E o índice tem sido muito bom, o sucesso nesses acordos.
13:56E, além disso, antes da sessão, as partes passam pela oficina de parentalidade,
14:02que é a educação e direitos que eu falei agora há pouco,
14:04que as pessoas vão saber dos seus direitos e dos seus deveres.
14:07Então, quando a gente faz a sessão de conciliação ou de mediação,
14:11elas já conscientes, cientes dos seus deveres e obrigações,
14:15a chance de acordo é muito maior.
14:16E tem psicólogos para ajudar com essas famílias?
14:20Ou são a maioria advogados? Como é que funciona isso?
14:22Não, a gente tem, sim, o nosso centro psicossocial,
14:25que quando, em ser necessário, a gente faz o atendimento.
14:28Mas o defensor, em geral, é o advogado e vocês não têm ali um psicólogo
14:31para ajudar essas famílias que estão passando por essa necessidade de conciliação, por exemplo?
14:36É, o defensor público está presente em todas as sessões.
14:39Tá. Agora me conta uma coisa, como funciona o centro de mediação?
14:42A pessoa, ela deve procurar por meio do site?
14:44Ela vai pessoalmente? Como é que é?
14:46E a própria defensoria mesmo, se a pessoa precisar de um atendimento,
14:50de ser representado dessa assessoria jurídica, como é que é o processo?
14:54A gente tem um atendimento tanto presencial quanto o virtual.
14:59A pessoa pode se dirigir à nossa sede, que é na rua Guajajaras,
15:03número 1707, no bairro Barro Preto,
15:05e aí ela deve apresentar já os documentos de comprovante de endereço e a sua identidade com o CPF.
15:13Aí ela vai ser feito o acolhimento dela.
15:15Acolhidos os dados, feito o cadastro,
15:17ela vai receber a lista da documentação necessária para a ação que ela tem interesse.
15:23Quando ela já tem esses documentos, aí ela vai ser direcionada ao centro de consagração e mediação,
15:28se houver possibilidade, porque, por exemplo, ela não sabe o endereço da parte requerida.
15:34Aí não é possível.
15:36Não tem como a gente direcionar essa pessoa para o centro de consagração e mediação.
15:39Mas, sendo possível, ela traz esses documentos e é direcionada para o centro de consagração e mediação.
15:45É agendada uma sessão e aí, às vezes, é necessário mais uma sessão.
15:49E aí, no centro, é possível fazer esse atendimento.
15:52Agora, pelo interior do Estado, quem precisa dessa orientação pode procurar também o site.
15:56Tem um site da defensoria.mg.defdefensoria.br.
16:02Tem tudo no site.
16:03Pode agendar por ali também?
16:05Como é que funciona?
16:06O agendamento não ocorre pelo site, mas no site tem todas as informações das áreas em que a defensoria atua,
16:12dos documentos necessários e de todos os endereços das nossas 128 unidades ao redor do Estado.
16:18Agora, eu gostaria de ressaltar aqui com a senhora um trabalho tão importante feito pela defensoria,
16:22que oferece toda essa assessoria jurídica e muita gente não sabe ainda que existe esse trabalho disponível para o cidadão,
16:29né?
16:29É verdade.
16:30Isso é um desafio, mas que nós já estamos melhorando demais,
16:33que é para que a sociedade como um todo conheça o trabalho da defensoria pública
16:38e a essencialidade dessa prestação de serviço.
16:42Que bom que a senhora está aqui falando para a gente sobre esse serviço e sobre a defensoria pública, né?
16:46Porque isso também é importante para divulgar esse trabalho, né?
16:49Importantíssimo.
16:49Eu estando aqui, as pessoas que assistirem, por exemplo,
16:52às vezes a funcionária da casa tem uma demanda e aí,
16:57ah, eu ouvi no programa que tem a defensoria pública, você pode procurar,
17:01porque a gente está para atender as cidadãs e os cidadãos.
17:04Quantos atendimentos são feitos no Estado?
17:07Você tem esse número para a gente? A demanda é alta?
17:09A demanda é altíssima, você vai ver. E ela vem crescendo muito.
17:12Em 2022, a gente fez um pouco mais de 800 mil atendimentos no ano.
17:18Agora, em 2025, mais de 1 milhão e 800 mil atendimentos.
17:23Então, o acréscimo foi de mais de 1 milhão de atendimentos.
17:26E a demanda só vem crescendo.
17:27É isso que eu ia perguntar. E a expectativa é aumentar cada vez mais esse número de atendimentos.
17:32E com o número de defensores, os 739 que existem hoje, nas comarcas onde o Defensor está,
17:38é possível ampliar e aumentar ainda mais esse número?
17:41Sim. A nossa ideia é sempre aumentar, né?
17:42Para que a gente atinja realmente todas as pessoas que necessitam e têm direito ao atendimento da Defensoria Pública.
17:48Mas, para além de aumentar, é importante melhorar.
17:51A gente busca sempre um atendimento de excelência.
17:54E, com isso, o que eu quero dizer?
17:56A gente vai sempre investir em tecnologia para que, como você falou, é possível agendar pelo site,
18:02mas ter um aplicativo para que faça esse agendamento, para facilitar o acesso à Defensoria Pública.
18:07E quem quer ser defensor público? Como é que funciona essa carreira?
18:11Tem que ser formado em direito e tem que ser aprovado no concurso público.
18:15Nós tivemos um concurso, se não me engano, foi em 2023, e esse concurso ainda está aberto.
18:20Então, esse ano eu ainda pretendo fazer nomeações, porque, como eu te falei, nós estamos só em 128 unidades, com
18:28marcas.
18:29Tem que ampliar esse número.
18:30Então, a expectativa é, no segundo semestre, ter nomeação de novos defensores.
18:34De aprovados que ainda não tomaram posse.
18:36Exatamente.
18:36Agora, para a gente fechar, o que a senhora espera do trabalho à frente da Defensoria para os próximos dois
18:41anos?
18:41Olha, a expectativa é muito boa.
18:44A Defensoria Pública já cresceu muito, mas tem muito para crescer ainda.
18:48O que eu pretendo é tornar a Defensoria Pública cada vez mais forte em todos os cenários,
18:52no cenário político, no jurídico, e que a Defensoria Pública chegue aos cidadãos e as cidadãs que mais precisam dessa
19:00prestação de serviço.
19:01Caroline, muito obrigada pela entrevista, obrigada por estar aqui com a gente no Programa em Minas,
19:05esclarecendo e falando um pouco mais sobre o trabalho da Defensoria. Obrigada.
19:08É um prazer estar aqui com você. Muito obrigada pelo convite.
19:11Pessoal, o Programa em Minas fica por aqui.
19:13Para você que acompanhou o nosso bate-papo, fica o convite.
19:16A gente segue um pouquinho mais essa conversa exclusiva com um bloco exclusivo no YouTube do Portal A.
19:21Então, vem com a gente.
19:22E, é claro, a íntegra desta entrevista você acompanha no Jornal Estado de Minas de segunda-feira.
19:28Obrigada pela companhia e até o próximo em Minas.
19:31Tchau.
19:31Obrigada, doutora.
19:32Foi um prazer.
19:35Estamos de volta aqui no nosso bate-papo, na nossa conversa com a Defensora Pública Geral do Estado de Minas
19:41Gerais,
19:42Caroline Goulart Teixeira.
19:44Caroline, agora esse bate-papo aqui, exclusivo para quem nos acompanha no YouTube do Portal A.
19:48E eu quero saber um pouquinho da sua trajetória, da sua carreira.
19:50Quando você começou há 21 anos na Defensoria Pública, quais foram as áreas de maior atuação?
19:55Onde você começou atuando?
19:56Conta um pouquinho para a gente dessa trajetória e da experiência como defensora.
20:00É sempre bom relembrar a minha história, que começou em maio de 2005.
20:04Eu fui aprovada no quarto concurso da Defensoria Pública.
20:07Hoje, nós estamos no nono concurso.
20:09E, quando eu tomei posse, eu iniciei a minha atuação na cidade de Santa Luzia,
20:14pertinho de Belo Horizonte, região metropolitana de Belo Horizonte.
20:17Lá eu era coordenadora local e eu atuava na área criminal.
20:20E era a única criminal, então eu fazia júri, execução e criminal também.
20:27Fiquei lá durante um ano.
20:28Pesado, né?
20:29Bem pesado, bem pesado.
20:31Experiência.
20:32Foi bom, foi bom.
20:33Logo no início já assumi essa área, foi assim, fez com que eu aprendesse muito.
20:38Depois de um ano, eu fui para Betim.
20:39Em Betim, eu fiquei de 2006 até 2008, atuando também.
20:43Iniciei no criminal, mas logo fui para a área civil.
20:46Em 2008, eu fui para a contagem.
20:48Fiquei sempre na região metropolitana de Belo Horizonte.
20:50Em contagem, eu atuei na vaga de execução criminal.
20:54E aí, é uma atuação muito pesada, porque lá a gente tem a Nelson Gria.
20:57Atuei na família e no civil.
20:58E aí, na época, o defensor público geral, o Dr. Belmar, ele teve como um dos seus projetos a expansão
21:06dos NUDEMs.
21:06NUDEM é o Núcleo de Defesa da Mulher em Situação de Violência.
21:09E ele quis fazer a inauguração do NUDEM em contagem.
21:14E aí, eu fui a coordenadora do NUDEM, iniciei as conversas para atuação em rede e fiquei lá até 2010.
21:21Em 2010, eu vim para Belo Horizonte e iniciei a minha trajetória na Vale de Família, na Defensoria da Família,
21:28aqui em Belo Horizonte.
21:29Fiquei de 2010 até 2018, quando eu fui convidada para ser coordenadora das Defensorias das Famílias e Sucessões da Capital.
21:37Fiquei à frente da coordenação durante quatro anos e, quando a Dra. Raquel assumiu a Defensoria Pública Geral, ela me
21:43convidou para a chefia de gabinete.
21:45E eu exerci a chefia até o dia 4 de fevereiro de 2026.
21:49Agora, dentro desse percurso, o que mais marcou a trajetória da senhora?
21:54Tem algo que tenha marcado? Foi a passagem por contagem, talvez?
21:58Contagem me marcou muito, mas assim, o que mais me marcou, de uma forma geral, é a necessidade da Defensoria
22:05Pública.
22:06As pessoas precisam demais dos nossos serviços.
22:09E isso é uma situação que eu verifiquei em Santa Luzia, em Betim, em Contagem, em Belo Horizonte.
22:15E isso acontece em todo o Estado.
22:17E aí, os casos, nós temos inúmeros casos.
22:21Na atuação no criminal em Santa Luzia, inúmeros casos marcantes.
22:26Na família também.
22:27E nos mutirões. Os mutirões sempre marcaram muito.
22:29Como eu falei, eu tive, em um mutirão, eu fiz um reconhecimento de maternidade.
22:33Eu nunca tinha me deparado com uma situação dessa na minha vida profissional.
22:37Como que a pessoa não tem o nome da mãe no certidão de nascimento?
22:40E, de fato, não tinha.
22:41É curioso, realmente.
22:42É curioso.
22:42Normalmente, é o pai ali, as pessoas lutam pelo direito do pai reconhecer, né?
22:48A mãe é...
22:49É, e a mãe teve um equívoco no registro.
22:54E aí, a felicidade da mãe e do filho, naquele momento, foi uma coisa muito marcante para mim.
22:59Foi emocionante, sem dúvida, né?
23:00E como foi receber a escolha do seu nome para chefiar a Defensoria Pública?
23:06Olha, foi muito emocionante, porque foram sete semanas de campanha, havia mais dois candidatos e receber o voto de 426
23:17colegas me trouxe uma alegria tremenda e um centro de responsabilidade muito grande, que é agora eu fazer jus a
23:26essa confiança dos colegas no meu nome.
23:28Quais são os principais desafios que você acredita ter agora?
23:32Olha, os desafios é a expansão da Defensoria Pública com o orçamento que a gente tem, que não é um
23:37orçamento que já teve um acréscimo considerável, mas precisa.
23:43E melhorar também, uma coisa que eu falei que eu vou buscar sempre, é melhorar a estrutura da Defensoria Pública,
23:48a estrutura de trabalho dos defensores e das defensoras, para que tenha uma equipe.
23:53Porque eu falei muito isso, a simetria que a gente busca tanto com as demais instituições de justiça, não pode
24:00ser apenas remuneratória, mas também na sua equipe de trabalho, que a gente ainda precisa evoluir muito.
24:05E isso também está atrelado ao orçamento, né?
24:08Claro, sem dúvida, totalmente atrelado.
24:10E como é que é o diálogo com o governo pela busca desse orçamento para essa expansão e para essa
24:16infraestrutura?
24:17Sim, a Defensoria Pública participa de todas as reuniões de compatibilização do orçamento.
24:21A relação que nós temos com o governo é muito próxima, muito boa, então é um diálogo muito bom que
24:27a gente tem.
24:27Minas Gerais também enfrenta algumas ações judiciais, né? A Defensoria está nesse processo, assim, de ações envolvendo o Estado?
24:35Não, a Defensoria, são poucas ações que a gente tem.
24:38Contra o Estado, por exemplo, do cidadão?
24:40Não, a gente não tem muitas ações nesse sentido, não.
24:43E é possível evitar a judicialização com a Defensoria só por meio da mediação, daquele conselho ali de mediação, ou
24:55não?
24:55Sim, demais. E é uma busca contínua nossa.
24:58Um dos deveres da Defensoria do Defensor é a tentativa da solução extrajudicial.
25:05Para não chegar de fato ali ao litígio, né?
25:08Sim, porque com isso há a economia de tempo, do dinheiro público também, que a gente não tem que movimentar
25:15a máquina, não tem que movimentar o poder judiciário.
25:17Então a Defensoria tem inúmeras atividades extrajudiciais.
25:21Doutora, muito obrigada pela entrevista. Foi um prazer mais uma vez te receber aqui no programa em Minas.
25:26Eu espero que a gente tenha esclarecido e levado um pouco mais aí o que é esclarecido, o que é
25:31o trabalho da Defensoria Pública e que é um direito de todo cidadão, né?
25:35Exatamente. Foi um prazer enorme estar aqui falando da Defensoria Pública mineira.
25:38Obrigada pela entrevista. Para você que nos acompanhou agora no YouTube do Portal Uai, obrigada pela companhia.
25:44Lembrando, a íntegra da entrevista você acompanha no Jornal Estado de Minas de segunda-feira.
25:49Então, até o próximo programa. Tchau, pessoal.
25:52Obrigada.
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