Letícia Gamboje, chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, participou do programa EM Minas, da TV Alterosa, e falou sobre os desafios e transformações na segurança pública. Com 28 anos de carreira, ela destacou a digitalização dos inquéritos e a valorização dos servidores.
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00:00Olá, sejam muito bem-vindos, está no ar o programa em Minas, em parceria com o jornal
00:21Estado de Minas e o portal UAI. E o programa de hoje recebe a doutora Letícia Gamboge,
00:27chefe da Polícia Civil de Minas Gerais. Doutora, muito bem-vindo, obrigada por aceitar o nosso convite.
00:33Eu só começo te perguntando como é estar à frente dessa corporação tão importante no nosso Estado,
00:39e uma corporação de maioria de homens. E a senhora vem fazendo um trabalho muito respeitado,
00:44inclusive pelos próprios servidores da Polícia Civil.
00:47Bem, agradeço muito o convite para estar aqui no programa em Minas. Estou à frente da chefia da Polícia Civil
00:53de Minas Gerais há mais de dois anos e, de fato, é muito desafiador, mas, igualmente, muito gratificante,
01:02pois a gente tem uma equipe extremamente empenhada, extremamente comprometida com a segurança dos mineiros.
01:09E, a todo dia, nós trabalhamos em prol da melhor estruturação institucional da Polícia Civil de Minas Gerais,
01:16bem como para a valorização dos nossos servidores, para que nós possamos sempre trabalhar em prol dos mineiros,
01:22com a entrega de investigações qualificadas e a repressão efetiva à criminalidade do nosso Estado.
01:28Doutora, qual o maior desafio de estar à frente da Polícia Civil hoje? Existem vários, eu tenho certeza.
01:35São muitos desafios. Eu acho que o maior desafio é exatamente a gestão de todos os projetos estratégicos da instituição.
01:43Então, nós temos uma carteira de projetos estratégicos que estão inseridos no nosso planejamento estratégico,
01:51que é desde o projeto Sédios Novas, nós passamos por uma total digitalização dos inquéritos policiais.
01:58Então, em Minas Gerais, nós não temos mais inquéritos de papel, toda a tramitação é uma tramitação eletrônica.
02:04Estamos também investindo, não somente em viaturas policiais, mas também em muita tecnologia,
02:10para que nós tenhamos as ferramentas melhores para a investigação criminal.
02:15Ao lado disso, dentro dos nossos eixos estratégicos, nós temos o eixo de valorização dos servidores,
02:21com uma série de medidas de gestão voltadas à valorização dos servidores,
02:26dentre elas a estruturação do Hospital da Polícia Civil,
02:29que presta uma série de serviços aos servidores policiais, aos servidores administrativos,
02:35aos seus dependentes, para que eles tenham efetivamente uma condição de trabalho adequada
02:42e possam fazer as melhores entregas para a sociedade mineira.
02:46Gente, a doutora Letícia já adiantou aqui para a gente que ela está há dois anos à frente da chefia da Polícia Civil,
02:52mas ela tem uma longa carreira dentro da corporação, né doutora?
02:56A gente estava conversando, você entrou em 1996 e já passou aí por vários, vou chamar assim,
03:03várias chefias também, antes de chegar à chefia geral.
03:07Então, conta para a gente um pouquinho, para quem não conhece, saber aí da história dessa mulher à frente da PC.
03:12Eu sou delegada de polícia há 28 anos e trabalhei várias unidades,
03:16tanto unidades territoriais, trabalhei no interior do Estado,
03:20quanto também unidades de gestão administrativa da polícia.
03:23Trabalhei na corrigidoria, trabalhei no departamento de homicídios, trabalhei no DENARC.
03:33Instituto de Identificação?
03:34Instituto de Identificação, fui diretora de Instituto de Identificação por duas oportunidades,
03:39fui superintendente de planejamento, gestão e finanças da instituição.
03:42Então, enfim, é uma carreira longa, já são aí 28 anos de trabalho e eu posso dizer que eu fui extremamente feliz
03:53em todos os locais que eu trabalhei, porque o trabalho policial é extremamente gratificante,
03:58tanto na área finalística, que eu tive a oportunidade de trabalhar a maior parte da minha carreira,
04:03mas também na área meio, que a gente contribui para melhor a estruturação institucional.
04:07Então, vocês viram que tem aí realmente uma vasta experiência e contribui para a função que a senhora exerce hoje para essa chefia.
04:16E a doutora, gente, além de toda essa questão administrativa, recentemente fez parte de uma operação,
04:22esteve em loco numa operação acompanhando as equipes, não é isso, doutora?
04:26Então, assim, não é só no administrativo não, também vai para a rua, né?
04:30É, porque a gestão da segurança pública, a gestão policial, ela implica, né, tanto na gestão estrutural, estratégica da instituição,
04:42mas também, né, nós tratarmos da gestão operacional, é, porque nós temos aí indicadores importantes do trabalho policial
04:52e, dentre eles, é exatamente o resultado das investigações que são conduzidas nas nossas unidades policiais.
05:00E há situações específicas, até em apoio às equipes operacionais ou, né, situações que a gente está acompanhando
05:06por se tratarem de casos de maior complexidade, então acaba que a gente se aproxima mais dessas equipes de investigação.
05:14E é tudo muito gratificante, né, estar hoje à frente da Polícia Civil de Minas Gerais.
05:19Eu não tenho dúvida disso, não consigo imaginar, mas, ó, de antemão já parabenizo.
05:24Agora, vamos falar um pouquinho sobre os projetos da Polícia Civil atuais, que são vários, são várias vertentes,
05:29e eu começo falando sobre um que está muito nos nossos jornais, aqui na TV Alterosa, que é o Tá Entregue,
05:36que é a recuperação de aparelhos celulares e a devolução desses aparelhos para os donos,
05:41o que é uma coisa que a gente achava antigamente que seria praticamente impossível.
05:45Como assim? Eu tenho um telefone perdido num show e, de repente, me ligam da delegacia,
05:49vem aqui buscar o seu aparelho. Como é que está funcionando isso?
05:52Como funciona a investigação e a identificação do dono desse aparelho para fazer a devolução, hein, doutora?
05:59Sim. Essa ação, ela está sendo desenvolvida no âmbito do nosso Laboratório de Inteligência Cibernética,
06:06em conjunto, aqui na capital, com o primeiro departamento,
06:09e que é o Departamento de Investigação de Crimes contra o Patrimônio.
06:12Então, a gente tem trabalhado em duas vertentes.
06:15Uma é a recuperação desses telefones e a sua devolução aos seus legítimos proprietários,
06:20e outra é a investigação relativa aos casos de furtos ou de roubos desses telefones celulares.
06:26Ok.
06:27Então, é uma ação extremamente importante, porque a proporção que a gente tem a recuperação desses celulares
06:33e os devolve aos seus legítimos proprietários, a gente percebe quão gratificante é o trabalho policial,
06:40porque você tem uma entrega efetiva àquele cidadão.
06:43Muitas das vezes, aquela vítima não teve condições de comprar um outro aparelho,
06:47ou está usando um aparelho emprestado, ou de forma precária,
06:50e essa ação da Polícia Civil tem sido extremamente efetiva,
06:53com a recuperação de centenas de telefones e a devolução hoje para mais de 1.500 titulares
07:02desses aparelhos de telefone celular.
07:05Agora me surgiu aqui uma dúvida.
07:07Existe uma parceria, não especificamente nesse caso, mas em outros também, e nesse inclusive,
07:13com a Polícia Militar para esse trabalho também de recuperação e de outros casos em outros crimes também?
07:19Em Minas Gerais, nós trabalhamos na estratégia da integração das forças de segurança.
07:25Então, o nosso trabalho com a Polícia Militar é um trabalho sistêmico, absolutamente integrado,
07:30para que a gente tenha condições, de fato, de garantir a segurança de todos os mineiros.
07:36Então, nós realizamos, periodicamente, operações conjuntas com a Polícia Militar,
07:41articulação conjunta de planejamento operacional também com a Polícia Militar,
07:46e é muito importante nós dizermos que Minas Gerais é um estado com 853 municípios,
07:54e que nós precisamos ter essa capilaridade, tanto da Polícia Militar e também da Polícia Civil,
07:59a medida da implantação das nossas unidades policiais em todo o estado,
08:04para atender todo o estado de Minas Gerais.
08:06Então, essa parceria, mais do que isso, essa integração, ela é essencial para a segurança pública.
08:13Ok, agora vamos falar, já que nós falamos de Minas Gerais, 853 cidades,
08:17existe uma região do estado que seja uma região mais preocupante para a Polícia Civil,
08:22em termos de criminalidade, seja ele qual for, mas, assim, podemos citar homicídios,
08:27existe alguma região que seja mais preocupante?
08:30A atuação da Polícia Civil, ela se dá em todo o estado,
08:34através dos nossos departamentos de base territorial,
08:38nossas delegacias regionais e nossas delegacias de polícia.
08:40E, como eu já disse, nós trabalhamos dentro de uma sistemática de integração das forças de segurança,
08:46especialmente com a Polícia Militar.
08:48Então, hoje nós temos um controle, inclusive com redução dos crimes violentos no nosso estado.
08:56Isso é fruto de trabalho, de um trabalho árduo,
09:00e que, com isso, a gente reconhece, mais do que isso,
09:05afirma que Minas Gerais é um estado seguro.
09:07Embora a gente tenha realidades diferentes nos estados circunvizinhos,
09:11aqui em Minas Gerais é um estado seguro.
09:13E aí, comparando os outros estados, como é a atuação da Polícia Civil hoje aqui em Minas?
09:19Você acha que realmente é uma corporação e, assim, a atuação pode ser exemplo em algumas áreas para os demais estados?
09:28Porque eu vejo isso aí.
09:29Sem sombra de dúvidas.
09:31A Polícia Civil de Minas Gerais é uma polícia que trabalha em alta performance.
09:36Então, a gente tem uma efetividade da investigação.
09:40Mais do que isso, nós trabalhamos com metas quantitativas e, sobretudo, qualitativas,
09:45de resultados relativos à conclusão de inquéritos policiais,
09:48a prisões de indivíduos infratores da lei,
09:53a implementação de uma série de medidas judiciais em desfavor desses indivíduos.
09:58Então, no que diz respeito às metas parametrizadas para a Polícia Civil,
10:03no ano de 2024, por exemplo, nós cumprimos mais de 120% da meta estabelecida
10:10como ferramenta de gestão interna da instituição.
10:14E mais do que isso, nós hoje somos exemplos no que diz respeito à capacitação dos nossos servidores.
10:20Nós trabalhamos, por meio da nossa academia, com um programa de capacitação continuada,
10:25tanto por ensino à distância, mas também ensino presencial, com capilaridade em todo o Estado.
10:31Então, nós temos equipes da academia de polícia que ministram esses treinamentos
10:35nos departamentos de base territorial,
10:38para que o nosso policial esteja extremamente qualificado
10:40e apto a dar as respostas necessárias à criminalidade.
10:44E aí, doutora, como é que você faz uma avaliação desses dois anos à frente da PCI?
10:49Rapidamente, para a gente poder encerrar.
10:52Esses dois anos foram dois anos extremamente desafiadores,
10:55os mais desafiadores da minha carreira,
10:57dada aí a responsabilidade,
10:59mas também dado o orgulho de chefiar a instituição
11:04na qual estou inserida há mais de 28 anos.
11:07O nosso balanço é um balanço extremamente positivo,
11:09de grandes entregas, como eu citei aqui,
11:12algumas voltadas à valorização do servidor,
11:15outras voltadas à estruturação da instituição.
11:19Inclusive, nós tivemos, no transcorrer desses dois anos,
11:23inauguração de quase 90 sedes novas,
11:2688 sedes novas da Polícia Civil.
11:29Então, isso tem um incremento logístico importante,
11:32entregas de tecnologia,
11:34armamento novo para os policiais.
11:36Enfim, são uma série de ações estruturantes da instituição,
11:41mas eu acho que o resultado mais satisfatório
11:44é exatamente essa garantia da efetividade da investigação criminal.
11:50É a entrega que nós fazemos aos mineiros,
11:52de uma investigação qualificada
11:54por uma instituição extremamente compromissada
11:57com a segurança do povo de Minas Gerais.
12:01Doutora Letícia, muito obrigada, gente.
12:02Essa é a doutora Letícia Gamboge,
12:05chefe da Polícia Civil de Minas Gerais.
12:08Olha que honra minha entrevistar esta mulher.
12:11A gente continua no YouTube,
12:13mas o programa Em Minas na TV Alterosa fica por aqui.
12:15A íntegra da entrevista,
12:17vocês acompanham amanhã no Jornal Estado de Minas.
12:20Obrigada, doutora.
12:22A gente segue para o YouTube.
12:23Você que quer continuar acompanhando o nosso papo,
12:25vai lá para o YouTube do Portal Uai.
12:27Obrigada, pessoal, pela companhia.
12:28Até semana que vem.
12:29Estamos de volta e o programa Em Minas hoje
12:55entrevista a doutora Letícia Gamboge,
12:58chefe da Polícia Civil de Minas Gerais.
13:01Doutora, a gente continua agora com o nosso bloco específico
13:04para o YouTube, para o Portal Uai,
13:06para quem nos acompanha.
13:07E não deu tempo de a gente falar ainda
13:08sobre o trabalho da Polícia Civil
13:11voltado para a repressão de crimes
13:14contra crianças e adolescentes.
13:16Como é que tem sido esse trabalho de repressão a crimes,
13:19principalmente crimes sexuais?
13:20Como é que está essas operações?
13:22Bem, a Polícia Civil tem trabalhado sistematicamente
13:26na repressão a todas as formas de violência
13:29contra crianças e adolescentes,
13:31especialmente no caso de violência sexual.
13:35E esse foi o tema do Maio Laranja,
13:37em que nós realizamos uma série de ações educativas,
13:40inclusive nas escolas,
13:41tanto as escolas da rede pública quanto a rede privada,
13:45visando a conscientização de toda a comunidade escolar
13:48e mais do que isso, a identificação de possíveis casos
13:51de violência sexual contra crianças e adolescentes.
13:55Então, o nosso trabalho é um trabalho contínuo,
13:57nós temos unidades especializadas,
13:59exemplo aqui da capital,
14:01que nós temos a Delegacia Especializada de Proteção
14:03à Criança e Adolescente.
14:05E quaisquer situações atípicas,
14:08o que a gente orienta,
14:10especialmente a comunidade escolar,
14:13professores, diretores,
14:14ou os pais,
14:16é que procurem as unidades da Polícia Civil.
14:19Façam o seu registro,
14:20nós temos uma equipe extremamente capacitada,
14:22qualificada para fazer esse acolhimento
14:24da criança ou do adolescente
14:26e identificar quaisquer situações
14:28que possam implicar em vulnerabilidade
14:31ou na prática de crimes.
14:33É muito difícil, né, doutora?
14:34Porque, assim, a gente pensa nos pais ali
14:37que estão tão próximos,
14:38como identificar, e muitas vezes,
14:40esse abusador, ele está dentro do ambiente familiar,
14:43a senhora pode me dizer melhor sobre isso,
14:46mas como perceber que há algo diferente
14:48ou que aquela criança pode estar sendo vítima
14:51de algum tipo de abuso?
14:53A gente percebe diferentes cenários, né,
14:55quando são crianças menores,
14:58muito pequenas,
14:58muitas das vezes,
15:00aquela situação é uma situação tão persistente,
15:02especialmente no ambiente do lar,
15:05no ambiente doméstico,
15:06que é só por meio dessas campanhas educativas,
15:10ou de uma conscientização que é feita na escola,
15:12que a criança se reconhece como vítima,
15:14e acaba contando à professora, né,
15:16alguém da comunidade escolar.
15:18Eu acho que o mais importante
15:20realmente é a observação
15:22se há algum comportamento diferente dessa criança,
15:26né, se ela está mais retraída,
15:28se ela está triste,
15:29essa alteração comportamental
15:31para que aquele responsável
15:33possa fazer uma abordagem,
15:35possa fazer uma intervenção, né,
15:36e ali verificar se houve, né,
15:40qualquer situação atípica,
15:42ou qualquer ato de violência contra essa criança.
15:45Se uma escola quer, por exemplo,
15:47a presença da Polícia Civil lá
15:48para fazer essas questões educativas,
15:51explicar, tem toda uma questão lúdica
15:54para tratar, principalmente com crianças menores,
15:56como é que deve ser feito aí esse contato, hein, doutora?
15:59É, nós temos hoje nas nossas unidades, né,
16:01policiais que são qualificados,
16:03como eu disse no bloco anterior,
16:05hoje a nossa Academia de Polícia,
16:07ela trabalha sobre a perspectiva
16:10da capacitação continuada
16:11e para que esses policiais,
16:13eles possam atuar,
16:15tanto, né, na investigação criminal,
16:18mas também apresentando, né,
16:20essa temática através de palestras nas escolas.
16:23Aqui em Belo Horizonte,
16:24o contato, ele pode ser feito
16:26por meio do Departamento Estadual
16:29de Investigação, Orientação e Proteção à Família,
16:31ou até mesmo da própria Delegacia,
16:33Especializada de Proteção à Criança e Adolescente.
16:36Aí, gente, anotaram?
16:37Então, pronto.
16:38Agora vamos falar, doutora,
16:39sobre o crime contra as mulheres.
16:41Né, a gente sabe que em Minas Gerais,
16:43a gente noticia, né,
16:45exaustivamente,
16:47e eu sempre que dou uma mulher morta
16:49por um companheiro que não aceitou
16:50um fim de relacionamento,
16:51eu sempre falo, gente,
16:52até quando isso vai acontecer,
16:54isso vai existir?
16:55Porque é preciso que as mulheres denunciem,
16:58é preciso que as mulheres cheguem à delegacia.
17:00E como tem sido feito o trabalho da Polícia Civil
17:03para reduzir,
17:05reprimir esse tipo de crime
17:07que a gente, infelizmente,
17:08continua vendo acontecer em Minas Gerais?
17:12Hoje a Polícia Civil,
17:13ela conta com 70 unidades especializadas
17:16de atendimento à mulher.
17:18Então, nós temos delegacias de atendimento à mulher,
17:20e aqui na capital,
17:21além da delegacia de atendimento à mulher,
17:24nós temos a Casa da Mulher Mineira.
17:25É muito importante que a mulher vítima
17:28de qualquer ato que configure violência doméstica ou familiar,
17:32em quaisquer das modalidades,
17:33violência física, violência sexual,
17:35psicológica, patrimonial,
17:37essa mulher, ela vá à delegacia e denuncie.
17:41Ou ela pode usar ainda,
17:42como meio de denúncia,
17:44a delegacia virtual.
17:46Por quê?
17:47Se ela se calar,
17:49infelizmente,
17:49ela vai estar ali envolvida
17:51num ciclo de violência,
17:52e a triste realidade
17:54é que muitas das vezes
17:55aquele caso vai se reiterar
17:57e mais do que isso.
17:58Há situações em que,
18:00infelizmente,
18:01ela pode ser vítima
18:02de infrações mais graves,
18:04como o feminicídio.
18:05Então, a mulher não deve nunca se calar.
18:07Ela tem que denunciar,
18:09porque o silêncio,
18:11ele mata.
18:12Ele pode vir a matar essa mulher.
18:14Então, é muito importante.
18:15E mais do que isso,
18:17hoje,
18:17não só a própria mulher vítima
18:19pode denunciar,
18:20como também quaisquer pessoas
18:22que tenham conhecimento
18:23de que uma mulher está sendo
18:25vítima de violência doméstica
18:27e familiar.
18:28E é interessante falar
18:29que também pode ser feito
18:30de forma virtual,
18:31porque, às vezes,
18:32a mulher, ela fala assim,
18:33mas eu não vou numa delegacia,
18:34eu não vou me expor,
18:35porque a gente sabe
18:36que muitas dessas mulheres
18:37envolvidas nesse tipo
18:39de violência,
18:40ela começa por uma questão emocional,
18:42ela não consegue sair,
18:43ela não consegue chegar
18:44à delegacia para fazer a denúncia.
18:46Então, existe a possibilidade
18:47de fazer de forma virtual.
18:48Doutora, quero entrar muito
18:50no quesito tecnologia,
18:52porque a senhora falou
18:53que a Polícia Civil
18:53está contando muito
18:54com a questão tecnológica,
18:56para poder executar
18:58as operações com maestria.
19:00Quais são esses avanços
19:02tecnológicos que têm possibilitado
19:04o desempenho das operações
19:06de forma positiva?
19:08Bem, a Polícia Civil,
19:09dentro da sua estrutura hoje,
19:10ela conta tanto com o laboratório
19:12de inteligência cibernética,
19:15como também os laboratórios
19:16de investigação, lavagem de dinheiro.
19:18Então, hoje a gente tem
19:19uma capacidade técnica
19:21dos nossos policiais
19:22e a tecnologia necessária
19:25para a apuração dessas infrações.
19:29E é importante nós falarmos também,
19:31nesse viés de tecnologia
19:33ou de crimes praticados
19:34no meio virtual,
19:36é que nós temos
19:36a Delegacia Especializada
19:38de Investigação de Crimes Cibernéticos.
19:40Então, aqui é uma unidade
19:41extremamente importante,
19:43porque é muito importante,
19:45muito relevante,
19:47que a população tenha
19:48cada vez mais uma consciência
19:50quanto a possíveis golpes
19:52que podem ser praticados
19:53por meio virtual.
19:55Então, nós trabalhamos
19:56com campanhas educativas,
19:57inclusive a nossa academia
19:59periodicamente oferta
20:00um curso para a população em geral,
20:05para que haja uma prevenção
20:06em relação aos crimes
20:08praticados por meio virtual.
20:10E hoje a gente tem
20:12uma efetividade muito grande
20:13nessas apurações
20:14por parte da nossa Delegacia
20:16de Investigação de Crimes Cibernéticos.
20:19Doutora, você me desculpe,
20:20mas assim, se eu estivesse
20:21sendo invasivo,
20:22você fala, Carol,
20:23olha, não é bem por aí.
20:24Falando sobre a questão dos golpes,
20:26a gente tem visto hoje
20:27muitas vezes,
20:28o golpista entra no WhatsApp,
20:30se passa por outra pessoa,
20:31pede um pix.
20:32Aí, vamos supor que eu caí nesse golpe,
20:34eu fiz um pix para alguém.
20:36qual é a dificuldade
20:37da investigação
20:39de saber
20:39o destinatário
20:41daquele pix
20:41e fazer com que
20:43aquele dinheiro
20:43volte para a pessoa?
20:45Porque às vezes
20:45são valores, assim,
20:47exorbitantes,
20:47às vezes são quantias pequenas
20:49que não chegam
20:49a ser tão relevantes,
20:51mas deixei de saber.
20:52Há uma dificuldade bancária
20:54das instituições financeiras
20:55para chegar
20:56nessa quadrilha
20:57para que isso cesse?
20:58Porque enquanto não chegar
21:00naquela pessoa
21:01que recebeu
21:02naquela quadrilha
21:02e isso for cessado,
21:03vai continuar acontecendo, né?
21:04Qual é a dificuldade aí, doutora?
21:08Eu acho que é muito importante, né?
21:10Que todos nós
21:12sempre chequemos
21:14quem seria o destinatário
21:16antes de efetuarmos
21:17qualquer transferência
21:18via pix.
21:19Sim.
21:19Até porque essa transferência
21:21é uma transferência
21:22que ela é instantânea,
21:23que ela é imediata, né?
21:25E que muitas das vezes
21:26esses golpistas,
21:27eles se usam,
21:28eles se valem, né?
21:29De dados até falsos, né?
21:32Para aplicação de golpes.
21:33A polícia civil,
21:34ela tem trabalhado
21:35arduamente no combate
21:37a todas as formas
21:38de fraudes
21:39praticadas por meio eletrônico.
21:41Na semana passada,
21:42nós tivemos
21:43uma operação importante, né?
21:47De repressão
21:48a crimes praticados
21:51por meio virtual,
21:52fraudes bancárias.
21:54E também,
21:55recentemente,
21:56nós tivemos
21:57outra investigação,
21:59também com a operação
22:00de grande repercussão,
22:01inclusive em vários
22:01estados da federação,
22:03de investigação
22:05de leilões falsos
22:08praticados por meio virtual,
22:10realizados por meio virtual.
22:12Então,
22:12é muito importante,
22:13de fato,
22:14que toda pessoa,
22:17antes de fazer
22:17qualquer transação
22:18ou antes de disponibilizar
22:21seus dados bancários
22:22ou os dados
22:22de cartão de crédito
22:23em qualquer site,
22:25cheque a segurança,
22:27cheque a autenticidade
22:28daquelas informações,
22:29para que nós tenhamos
22:32realmente a não incidência
22:34da prática
22:35desses crimes.
22:36Agora,
22:36uma vez ocorrendo,
22:37é importante que se faça
22:38o registro
22:39de forma mais breve
22:40possível,
22:41para que essa investigação
22:43seja iniciada,
22:44que nós possamos
22:45realmente identificar
22:46quem são os responsáveis
22:48e, com isso,
22:50termos,
22:51ao final
22:51dessa conclusão,
22:53esse iniciamento
22:54desses culpados.
22:55Nós temos visto
22:55tantos idosos caindo,
22:57gente,
22:57e nós cansamos de falar
22:58na televisão,
23:00pessoal,
23:00chequem,
23:01não façam transferências,
23:02e é exatamente isso
23:03que a doutora
23:03está dizendo agora.
23:05Algo mais
23:05que você queira falar
23:06para os nossos telespectadores,
23:07como chefe da Polícia Civil
23:09de Minas Gerais,
23:10para ressaltar o trabalho
23:11que tem sido feito,
23:12principalmente com a senhora
23:13à frente da corporação?
23:14Bem,
23:15no que diz respeito
23:16às atuações operacionais
23:19da Polícia Civil,
23:20é importante nós dizermos
23:22também quanto à ampliação
23:23das nossas delegacias
23:24especializadas
23:26de repressão
23:26dos crimes rurais.
23:28Então,
23:28hoje a gente tem
23:28essas unidades especializadas.
23:30Como é que funciona?
23:31Quais são os tipos de crimes?
23:33O que a gente está falando
23:34agora sobre?
23:34Nós estamos falando
23:35de crimes que acontecem
23:36no ambiente rural,
23:37especialmente os crimes
23:39patrimoniais,
23:40em desfavor
23:41dos produtores rurais,
23:43que é um dos grandes
23:45produtores rurais.
23:46Tanto daquele que pratica
23:48uma agricultura familiar,
23:49uma agricultura de subsistência
23:51e possa ser vítima,
23:52quanto o grande produtor.
23:54Então,
23:55hoje a gente tem
23:55estruturas de delegacias
23:57especializadas
23:58de repressão
23:58dos crimes rurais.
24:00Estamos em fase
24:00de expansão
24:02dessas estruturas,
24:03inclusive com um programa
24:05que tem sido
24:05extremamente exitoso,
24:07que é o Campo Seguro,
24:08para que nós tenhamos
24:09tanto a conscientização
24:11desses produtores
24:12para adoção de medidas
24:13prévias de segurança,
24:14mas também uma pronta
24:16resposta investigativa
24:17por parte da Polícia Civil.
24:19É muito importante,
24:20partindo para finalizar,
24:24que a gente tenha,
24:27de fato,
24:29esse registro pronto
24:30por parte de quaisquer pessoas
24:33que sejam vítimas
24:34de crimes de quaisquer naturezas.
24:36Por quê?
24:36Nós só desencadearemos
24:39essas ações,
24:40especialmente no que diz respeito
24:41aos crimes patrimoniais,
24:43a proporção em que
24:44as vítimas,
24:45elas procurem
24:46as unidades da Polícia Civil
24:48ou façam os registros
24:49através do site
24:51da Delegacia Virtual.
24:52Porque se não tiver
24:53uma denúncia,
24:53não tem investigação,
24:55não é isso, doutora?
24:56Isso mesmo.
24:56Doutora,
24:57muito obrigada
24:58pela entrevista,
24:58obrigada por estar aqui
24:59com a gente.
25:00O pessoal em Minas
25:01conversou com a doutora
25:02Letícia Gamboge,
25:04chefe da Polícia Civil
25:05de Minas Gerais.
25:06Então,
25:07eu espero ver vocês
25:08no próximo programa.
25:09lembrando que a íntegra
25:10dessa entrevista
25:11sai no Jornal
25:12Estado de Minas.
25:13Obrigada, pessoal,
25:14e até semana que vem.
25:15Obrigada, doutora.
25:16Obrigada.
25:16Legenda Adriana Zanotto
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