00:00Esse trabalho dentro do TCU, ele também está ligado completamente à administração pública.
00:04Claro, 100%.
00:05Pelo que o senhor me explicou.
00:06Não, 100%. O Tribunal de Contas da União tem por objeto a análise e o controle da administração pública.
00:13Por isso que eu estou bem colocado. É como se diz, estou com o peixe nadando na minha água.
00:17O senhor, vou falar literalmente, sensacional.
00:21Eu tive essa felicidade, até dizem que o que me motivou muito ir para o tribunal e deixar o Senado
00:26foi o fato de eu ter sido a vida inteira professor de direito administrativo, que é o tema do tribunal.
00:30E ao mesmo tempo ter sido governador do Estado, secretário muitos anos, ou seja, conheço as dificuldades do gestor.
00:36Que não adianta também que no Tribunal de Contas, que era do Estado ou da União,
00:40nós ficávamos punindo as pessoas sem saber o que aconteceu, sem orientar de modo didático, pedagógico.
00:47Claro, quem comete um equívoco, um crime, um ato fraudulento, esse é punido com rigor.
00:52Mas muitas vezes, nós observamos na prática, ele comete equívocos comuns, sem má fé, sem dolo.
00:58Ele não pode ser punido assim.
01:00Uma das leis que eu fiz quando fui senador foi exatamente essa lei, chamada Lindby,
01:04que mudou esse entendimento para permitir a defender o chamado bom gestor, que erra como nós dois erramos.
01:09É humano.
01:10Se não erra com má fé, você não pode ser punido.
01:14Então, foi a mudança desse comportamento dos tribunais de contas.
01:17E essa experiência como gestor me ajuda no tribunal.
01:20E eu sou respeitado pelos colegas também por conta disso.
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