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O podcast Uai Turismo desta quinta-feira (19) conversa com Manoela Lutke, gerente de Turismo Social e Hospitalidade do Sesc em Minas sobre inclusão e turismo social em nosso estado.

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#turismo #minasgerais #viagens #sesc


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Transcrição
00:02Depois da pandemia ficou mais claro ainda a nossa necessidade de viajar, de lazer e de deslocamento.
00:09E o turismo social e inclusivo é muito importante, uma grande oportunidade para os trabalhadores do comércio e dos serviços
00:17de Minas Gerais.
00:18Esse é o tema de hoje do podcast Why Turismo.
00:35A nossa convidada de hoje é graduada em Hotelaria e Turismo pela Universidade Caxias do Sul, no Rio Grande do
00:42Sul, com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas.
00:46Com mais de 25 anos de experiência em grandes redes nas áreas de gestão e desenvolvimento de pessoas e planejamento
00:53estratégico e operacional.
00:54No campo do turismo, sua atuação é pautada pelo turismo social, desenvolvendo produtos e experiências que ampliam a acessibilidade financeira
01:03e social,
01:04garantindo que trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo tenham acesso a viagens mais inclusivas.
01:11Ela é gerente de turismo e hospitalidade do SESC em Minas Gerais, responsável pela promoção do turismo em mais de
01:1820 cidades do estado
01:19e pela gestão dos 5 hotéis do SESC em Minas Gerais.
01:23Bem-vinda ao iTurismo, Manuela Lutti. Falei certo?
01:27Falou certo, Manuela Lutti.
01:29Muito obrigada, Isabela. Obrigada pelo convite.
01:32É uma honra imensa estar aqui representando o Sistema Fê Comércio, SESC-CENAC de Minas Gerais,
01:38para falar um pouquinho do turismo social, que é um produto, é um programa, né?
01:43É muito significativo e muito relevante dentro do sistema.
01:47Então, é uma honra estar aqui para a gente conversar, para ter esse papo.
01:50É um prazer te receber.
01:52Ô, Manuela, às vezes as pessoas não entendem muito, assim, né?
01:55Como que funcionam os hotéis do SESC.
01:58Primeiro, onde que eles estão localizados?
02:00Esses 5 hotéis, eles são espalhados por Minas Gerais?
02:02Sim. Hoje somos 5, né? Já fomos 14, hoje somos 5.
02:07Queremos muito crescer ainda.
02:08Mas hoje temos aqui, em Belo Horizonte, é o SESC Venda Nova.
02:13Temos na região metropolitana, o SESC Contagem.
02:17Temos em Araxá, temos em Poços de Caldas e Ouro Preto.
02:21São as 5 unidades que a gente trabalha com hotelaria.
02:24Vocês cobrem o estado praticamente assim, né?
02:26O regional só faltou o norte, né?
02:28Sim, sim, sim.
02:29E quais que são...
02:32Como é que vocês fazem para conseguir levar por essa Minas,
02:37que é tão diversa, né?
02:39São mais de 850 municípios.
02:42E o SESC está ali espalhadinho na região da Canastra,
02:46cidades históricas, sul de Minas.
02:48Como que os hotéis do SESC conseguem manter a personalidade de cada destino, né?
02:55Porque a gente sabe que até o sotaque dentro de Minas Gerais é o sotaque do sul, né?
02:58Mas até dentro de Minas o sotaque muda.
03:00Eu acho que a gente busca muito estar no território mesmo, né?
03:05Não simplesmente ser um hotel ali, por exemplo, Poços de Caldas.
03:09É uma cidade destino, Ouro Preto.
03:11É uma cidade destino.
03:13Quando a gente vem para a venda nova, Contagem, já não é, né?
03:16A gente está mais numa região metropolitana.
03:18Eu acho que para...
03:20Acho não, né?
03:21Tenho certeza.
03:22Para a gente sustentar, para a gente ser relevante,
03:25nós estamos ali junto da comunidade.
03:27A gente tenta trazer a comunidade para dentro do SESC.
03:31Então, nossas programações são muito diferenciadas.
03:34A gente traz oficinas para dentro do SESC nas programações.
03:37A gente fala da região.
03:40Poços de Caldas é uma cidade que hoje a gente já trabalha com passeio.
03:44A gente roteirizou a cidade.
03:46Então, a gente leva o cliente para conhecer a cidade também.
03:50É o que você falou de cidade destino.
03:52Então, é isso.
03:52É quando você não precisa reter o hóspede ali dentro o tempo todo.
03:56É isso?
03:56Perfeito.
03:57É.
03:57As pessoas...
03:58Entendi.
03:58O cliente, ele busca, né?
03:59Ah, poços, vou lá.
04:00Não, mas a gente quer que ele fique também.
04:02Porque a gente quer que ele conheça os nossos serviços.
04:04Porque para além do turistar, do turismo, né?
04:08Que é só para ir lá descansar, ter o seu lazer com a sua família.
04:12A gente tem um cunho educacional, cultural.
04:15A gente quer transformar pessoas.
04:18E quando a gente fala do trabalhador do comércio,
04:20a gente fala também do trabalhador do comércio de baixa renda,
04:23que muitas vezes ele não tem acesso.
04:25Então, a gente quer democratizar esse acesso.
04:28Então, eu tenho exemplos, assim, de clientes que chegam num hotel,
04:31eles não sabem usar a chave eletrônica.
04:34Que está se hospedando pela primeira vez na vida.
04:36Primeira vez na vida.
04:36Então, nós fazemos uma transformação social na vida dessas pessoas.
04:40Então, a gente treina muito bem essas equipes
04:43para elas estarem ali sendo um fio condutor dessa transformação, né?
04:48Então, acho que é...
04:50Na chamada, eu até falei isso, assim,
04:52como é que a pandemia mudou o nosso comportamento, né?
04:55Vocês perceberam, assim, um volume maior de busca no pós-pandemia?
04:59Porque quando a gente pega, às vezes, o trabalhador,
05:01ele, às vezes, não se sente, né?
05:03É como se fosse tão supérfluo viajar, né?
05:06E hoje, depois da pandemia, a gente viu que não.
05:08Que a gente precisa, assim, de pausas.
05:10Que todo mundo precisa de descanso.
05:12Vocês perceberam uma diferença depois?
05:15Demais.
05:15De volume?
05:16De volume.
05:17Logo no primeiro ano.
05:18O pós-pandemia para o turismo foi fenomenal, assim.
05:22Eu sei falar dos números do SESC, né?
05:24Mas também pesquiso o mercado.
05:26E eu acredito que muitas pessoas que desconheciam,
05:30ou não que desconheciam, mas que pensavam,
05:33nossa, tá além, não faz parte,
05:35eu tenho que trabalhar, sustentar minha família e pronto.
05:37Descobriram que não, né?
05:38Realmente, a gente tem que ter...
05:40O lazer, ele acrescenta para a saúde mental.
05:43Exatamente.
05:44Então, você tem que ter o momento do lazer,
05:47da experiência,
05:49de vivenciar outros territórios,
05:51de trocas.
05:52Então, aumentou muito e aumentou...
05:55Eu acho que o público mudou muito também.
05:58Eles querem trocar mais,
05:59eles querem conhecer mais a comunidade,
06:03para onde que eles estão indo,
06:04estudar o destino.
06:06Antes, eu acho que era muito comercial,
06:08mesmo o SESC querendo fazer essa transformação,
06:11as pessoas buscam a viagem para...
06:12Ah, viajar já, fazer troca.
06:13Ficar liberada da piscina e sol.
06:15Vou lá tomar banho de sol, piscina,
06:17me alimentar bem e sol.
06:19Então, eu acredito que teve uma mudança muito grande, sim.
06:22E o que tem de diferencial, assim, um pouquinho,
06:25em cada um desses hotéis?
06:26A gente está falando,
06:27Araxá, ele está na região da Canastra, né?
06:30É.
06:32Então, esses...
06:33Os nossos hotéis, a gente...
06:35O que eu falei antes,
06:36a gente prioriza ter uma programação robusta para o cliente.
06:41Então, ele vai ter o descanso dele,
06:44uma boa alimentação e programações que vão para além daquela programação de,
06:51talvez, jogar uma peteca.
06:52Mas tem esse cunho educacional, oficinas,
06:56interações com a própria família, né?
06:59Porque, às vezes, o cliente vai para um...
07:01O hóspede vai para um resort.
07:03Ah, vou deixar meus filhos lá.
07:05Comunitou.
07:05Eu vou ficar aqui e pronto.
07:06Então, a gente tenta fazer essa aproximação também.
07:10Então, acho que o nosso diferencial
07:11é realmente trabalhar essas programações
07:15e dar o acesso, né?
07:16Que eu falo.
07:18Os hotéis do Sesc em Minas,
07:20a gente não concorre com o mercado.
07:23A gente...
07:23Eu falo, a gente não tem um diferencial
07:25do mercado para o Sesc.
07:28Não é para fazer esse tipo de comparação, né?
07:30De forma alguma, porque a nossa missão é democratizar o acesso ao trabalhador do comércio,
07:36bens e serviços, principalmente, o trabalhador de baixa renda.
07:39Então, é ele ter acesso ao que os outros também têm pelo Sesc.
07:44E esse acesso é um acesso financeiro?
07:48Não só financeiro.
07:48Ele vai ter desconto?
07:50Sim, sim.
07:50Por exemplo, quem não é associado também pode utilizar.
07:53Perfeito.
07:54Hoje, os nossos hotéis, eles estão abertos a todas as categorias.
07:58Então, a gente chama de público geral, né?
08:00Então, qualquer pessoa pode se hospedar.
08:04Mas o trabalhador do comércio, ele tem um desconto significativo.
08:08Entendi.
08:09Então, o acesso financeiro, sim, é um diferencial grande.
08:14E, Manuela, me dá um exemplo, assim, dessas experiências
08:16que o seu hóspede vai conseguir vivenciar no hotel.
08:21São experiências gastronômicas, culturais, além da peteca, né?
08:26É, temos...
08:27Vou te dar um exemplo, então.
08:29O Sesc Venda Nova.
08:30Hoje, nós temos uma...
08:34Vila Trampolim, que no comércio tem, mas não é uma Vila Trampolim, né?
08:38É um parque de camas elásticas.
08:40Então, nenhum hotel tem, né?
08:43E a gente fez isso pra gente dar acesso mesmo à população
08:47que não consegue ir lá pagar um valor alto, né?
08:51Nos shoppings, enfim.
08:52Hoje, o nosso público tem acesso gratuitamente dentro do Sesc Venda Nova.
08:57Então, a gente sempre busca se reinventar e proporcionar
09:00algo que o cliente, realmente, que o hóspede não tenha acesso lá fora.
09:04Entendi.
09:05No caso do Sesc Venda Nova, vocês recebem muito Belo Horizontino?
09:08Muito, muito.
09:09Porque, assim, tá próximo, né?
09:11Sim, sim.
09:11E é uma opção que acaba, assim, a pessoa não gasta tanto com transporte, com deslocamento.
09:15Perfeito.
09:15E, assim, se tu não foste ainda, te convido.
09:19É uma experiência fenomenal.
09:21Eu sou mãe de três, então eu trabalho no Sesc, mas eu sou cliente também.
09:26Então, você sai, né?
09:27É um mundo, é muito verde, é muito amplo.
09:29Eu não conheço.
09:30É enorme.
09:31E lá a gente consegue ter muitas vivências, assim, de natureza,
09:36essa própria, essas camas elásticas, é partezinha do complexo que a gente tem lá,
09:42de jogos, enfim, das atividades, trilha que se faz.
09:46Então, o Belo Horizontino vai muito, fica, hospeda, passa o final de semana, é muito interessante.
09:52E alimentação?
09:53Como é que funciona?
09:54A pessoa consegue fazer todas as refeições nos hotéis?
09:56Sim, aí depende de hotel por hotel, normalmente.
09:59Eu conheço a gente só de Ouro Preto.
10:00Ouro Preto.
10:02O que eu tô lembrando é que acho que eu sou de Ouro Preto, que eu conheço.
10:04Café da manhã, todos têm.
10:06E aí, nos pacotes de feriados, a gente prioriza, assim, ter todas as alimentações, né?
10:14Que a gente fala que é pensão completa.
10:16Almoço, café da manhã, almoço e jantar.
10:19Alguns, a gente trabalha com café da manhã e jantar.
10:23Por exemplo, Ouro Preto, porque muitas pessoas querem ir até a cidade.
10:27Então, assim, a gente vai vendo o perfil da cidade, o perfil do público.
10:32Agora, tem pacotes que a gente faz com todas as alimentações.
10:35Venda nova, a gente faz com todas as alimentações, inclusive.
10:38Porque a pessoa não sai de lá, né?
10:39Não sai, ela é uma imersão mesmo lá dentro.
10:43Essa é a percepção do local que você tá, que tem que ter, né?
10:46Isso, isso.
10:47Contagem.
10:48Contagem, a gente já trabalhou de diversas formas.
10:50Hoje, a gente oferece, no final de semana, a opção do cliente.
10:54Ou ter a pensão completa, ou não.
10:57Porque o público de lá, a gente via que ele, muitos queriam realmente ficar e ter toda a alimentação.
11:02Outros preferem ir pra piscina, tomar café, ir pra piscina e somente jantar.
11:07Então, a gente vai, isso, assim, não é, como que eu posso te falar assim?
11:12Não é uma regra.
11:13A gente sempre tá pesquisando e escutando o cliente.
11:16E entendendo, né?
11:17E entendendo qual que é o melhor cenário, ou a época, enfim.
11:22Então, essa escuta do cliente é uma premissa nossa, né?
11:26A gente tem as nossas pesquisas, satisfação, tudo.
11:29E a gente escuta muito o cliente.
11:30E o público de contagem?
11:32Porque, assim, pra gente, isso é tudo muito perto, né?
11:35Venda nova e contagem é muito assim.
11:38Venda nova é Belo Horizonte, contagem é região metropolitana, né?
11:41É um público similar que frequenta os dois?
11:43É um público similar.
11:44Assim, contagem, dias de semana, a gente tem muitos representantes comerciais.
11:49Então, é um trabalhador do comércio mais voltado.
11:52Acaba que o corporativo, né?
11:54O trabalhador do comércio corporativo fica hospedado lá.
11:57Porque é uma cidade totalmente industrial.
12:01Mas o final de semana, e foi uma mudança que teve contagem pós-pandemia,
12:07cresceu demais o lazer no final de semana.
12:09Hoje, a ocupação de contagem no final de semana é de 90% pra cima.
12:14É mesmo?
12:16Que é o público da região metropolitana mesmo que vai prosperar.
12:20Por causa do lazer, da programação robusta, da piscina.
12:24Então, é bem interessante.
12:27E o trabalhador que fica durante a semana, ele usa a estrutura de lazer?
12:30Usa, consegue usar.
12:33Ele tem acesso.
12:34Venda nova já é um pouquinho diferente.
12:36Então, por exemplo, hoje eu te falo assim, dos cinco hotéis, a ocupação em final de semana é acima de
12:4280%.
12:43Dos cinco hotéis.
12:44Aí eu tenho alguns hotéis que dia de semana não performam tão bem.
12:47Que são mais as cidades destinos e Venda Nova, que tá lá mais afastada.
12:51Então, Poços de Caldas e...
12:56Poços de Caldas, Uro Preto e Venda Nova.
12:58São os hotéis que dia de semana a ocupação já baixa, mas mudou também.
13:02Depois da pandemia, tem mais procura.
13:06E Araxá e Contagem performam muito bem.
13:09Porque Araxá também tem lá, né?
13:12As mineradoras.
13:13Sim, é.
13:14Na verdade, São Paulo, os econômicos muito fortes, né?
13:16Então, a gente tem também esse público de representantes de trabalhadores de comércio no dia de semana também.
13:22Então, são hotéis que performam muito bem.
13:23E Poços, vocês têm um público de São Paulo que fica muito?
13:27Porque ali tá bem na beiradinha, né?
13:29Sim, isso até é um desafio.
13:32É um desafio pra gente aumentar o público mineiro.
13:37Porque hoje, assim...
13:38Mas a Paula Estada ama Minas Gerais, né?
13:41Ama, ama.
13:42Eu tenho o Sesc de São Paulo, por isso que eu não souber bem, né?
13:44Super bem.
13:45E eles têm só um hotel, né?
13:47É mesmo?
13:47É, São Paulo só tem o Sesc Bertioga.
13:50Então, até a venda deles é por sorteio.
13:53É mesmo?
13:54Você não consegue reservar.
13:55É por sorteio porque é a população muito grande.
13:58Sim.
13:58É um complexo enorme lá e é um só.
14:01Então, o público paulista, assim, mais 70% do público de Poços é paulista.
14:09E é o que, na verdade, é o reflexo que acontece ali com a cidade mesmo, assim, né?
14:13E é o trabalhador do comércio, assim.
14:14A cidade performa, assim, com 80% dos clientes é trabalhador do comércio.
14:21E é que é a nossa missão, sempre ir aumentando o percentual do trabalhador do comércio.
14:24Sim.
14:25Que aí te falo que muitas vezes, até o público geral, ele tá lá dentro dos nossos hotéis
14:31e não sabe que ele é apto a ser trabalhador do comércio, a ter uma credencial plena.
14:37Então, isso a gente trabalha muito, assim, no relacionamento, no marketing, porque as pessoas
14:43realmente desconhecem.
14:45Ontem eu tava trocando ideia lá com uma pessoa do relacionamento e disse, ah, quais as empresas
14:50que vocês estão atacando, pra ver deles, Manuela, escritório de advocacia, eles não
14:55sabem que eles têm acesso, mas quem tem acesso, o serviço, quem lida, porque todo mundo
15:00pensa, ah, o trabalhador começa ali, a loja, é a farmácia.
15:03Não, é muito para além, imposto de gasolina, enfim, tudo que é relacionado a serviço dá
15:09acesso.
15:10Então, muitas vezes, parte do público geral tá lá e a gente tem que ir fazendo essa
15:16conscientização que ele pode ter a credencial.
15:18Eu imagino que, muitas vezes, o próprio empresário, principalmente o pequeno empreendedor, o pequeno
15:25empresário que tem ali no seu quadro de funcionários, sei lá, duas, três, menos de dez funcionários,
15:30nem ele sabe que poderia oferecer como, inclusive, entra como benefício pro funcionário dele, né?
15:36E pra ele, é, por isso que a gente faz muitas campanhas e o pessoal visita muitas empresas,
15:41porque é um diferencial pra empresa, né?
15:44É um benefício pro empresário dar ali, porque, e não são só hotéis, né?
15:48O SESC são cinco programas aí, então, a gente tem cultura, a gente tem educação, a gente
15:53tem saúde.
15:55É, a gente tá falando pedacinho do turismo, né?
15:57A gente tá falando pedacinho, né?
15:58Então, ser trabalhador do comércio, bem-serviço e ter uma credencial plena te dá acesso
16:04a uma intensidão de serviços.
16:09Sem fugir muito do turismo, mas eu acho que é um trabalho muito bacana do SESC, assim,
16:14que não necessariamente, aliás, não tá dentro do turismo, mas são as vacinas, esse
16:18atendimento que tem realmente um valor bem diferenciado.
16:21O Centro de Excelência, né?
16:23A gente tem o Centro de Excelência em Saúde, que é lá no bairro São Francisco, ele é
16:28excelente, assim.
16:30Eu acho importante falar, porque é muita utilidade pública.
16:33Assim como, culturalmente, a gente tem o Paládio, né?
16:36Que é um super acesso também à cultura.
16:39E muito, né?
16:40São espetáculos fantásticos, assim, que não devem nada pra outras casas de espetáculo.
16:45E aí, falando de Belo Horizonte, saindo um pouquinho da hotelaria, vocês reinauguraram
16:53recentemente o Centro de Informações Turísticas aí, que a gente, carinhosamente, aqui em
16:57VH, chamamos de Mercado das Flores, né?
16:59Que era uma loja de flores, né?
17:01Isso, isso.
17:02Ali do lado do Mercado Municipal, me conta um pouquinho como que foi esse renascimento
17:06do Cate Mercado das Flores, que era uma demanda do Belo Horizonte mesmo, né?
17:10Com certeza, e foi assim, a gente assumiu essa concessão em 2024, salvo engano, março
17:17de 2024.
17:18Não tem nem dois anos, né?
17:19É, porque era um equipamento da Belo Tour, né?
17:21Isso.
17:22Então, foi uma licitação, e que a gente, assim, quando viu que esse equipamento estava
17:27ali pra ser assumido, a gente correu pra projetar ele.
17:32E a intenção era um Cate, e é a nossa missão também, né?
17:35Ser um Cate, um atendimento ao turista.
17:37Então, ele nasceu, já lindamente, você conhece lá?
17:41Conheço.
17:42Ele é lindo, é lindo, né?
17:44E é um equipamento que...
17:45Isso, muito bem localizado, porque é um lugar onde o turista passa, e o Belo Horizonte
17:49não passa.
17:49Isso aí, e ele é super acolhedor, então ele não é simplesmente pra te ir lá pegar
17:53uma informação, ah, e a rua é onde?
17:55Ah, como que eu faço pra chegar?
17:56Ah, o que que você vai...
17:57Não, é para além disso.
17:59Não é um balcão de aeroporto, né?
17:59Não, é um balcão.
18:00Não é um balcão.
18:01E a gente teve muito cuidado, a gente fez uma curadoria, assim, muito...
18:09Uma curadoria dedicada mesmo pra ser um lugar de transformação também.
18:14Então, lá nós temos pessoas especializadas, né?
18:17Em turismo, em acolhimento, e a gente não trata só de informações turísticas ali.
18:23A gente faz oficinas, então o Senac trabalha muito conosco em parceria.
18:28Então, nós temos lá a oficina do pão de queijo, a oficina do queijo.
18:31Então, a gente traz a comunidade pra estar ali aprendendo, né?
18:37É muito interessante.
18:39Até já saiu, tá saindo o calendário das oficinas deste ano.
18:42Nós temos apresentações culturais lá também.
18:45Tudo acontece ali dentro.
18:47Tudo acontece ali dentro.
18:48Então, a gente consegue movimentar não só o turista, como a comunidade.
18:53Que é muito importante, né?
18:55E com a chegada do Mercado das Flores, ele iniciou somente como cat,
19:02e depois a gente viu potencial para passeios.
19:06E hoje, então, nós trabalhamos com passeios nas sextas, sábados e domingos.
19:11Que isso é bem relevante falar, que a comunidade tem que saber.
19:15O trabalhador do comércio, bem-serviço, ele é um passeio gratuito.
19:19Olha só.
19:19E são, nós temos mais de 20 roteiros no portfólio.
19:23Então, é onde a gente explora a gastronomia, a história.
19:25E quais são os passeios?
19:27São em Belo Horizonte mesmo?
19:28É, nós somos diversos.
19:29São passeios a pé?
19:29Por exemplo, tem passeios a pé, tem passeios de ônibus.
19:32Olha que legal.
19:32Tem, por exemplo, passeio no Museu da PUC.
19:34Temos.
19:35Tem passeio em galerias de artes, que nem o Palácio das Artes.
19:40Temos.
19:41Temos passeio com rota, que chama comida de boteco.
19:44Então, é um roteiro gastronômico.
19:47É via ônibus.
19:48A gente tem um ônibus, um micro-ônibus no Mercado das Flores.
19:52Temos também passeio pela Rua da Bahia, que é um passeio a pé.
19:56Então, você vai falando da história também.
19:58Então, são uma diversidade enorme.
20:02E eu falo que é um produto que a comunidade tem que beber.
20:06Porque a gente mora e a gente desconhece o que a gente tem.
20:10E eles são regulares ou depende da demanda?
20:12A gente muda o roteiro, né?
20:15Mas, assim, todas as sextas, sábado e domingo, sai passeio.
20:19A gente abre com uma antecedência de 15, 20 dias.
20:22E aí, o público geral também pode aderir, mas pra ele aí não é gratuito, né?
20:27É um valor fixo?
20:28É cobrado, é um valor fixo.
20:29Depende do passeio.
20:31Ah, tá.
20:31Depende do passeio.
20:32Porque o gastronômico vai envolver...
20:33É, porque eu dependo, por exemplo...
20:35Um custo maior.
20:36É, um museu, por exemplo, né?
20:38Tem o ingresso, a entrada.
20:40Então, depende do roteiro.
20:42Mas, assim, é um mundo de opção.
20:45E quando a gente fala esses passeios, esses passeios são guiados?
20:47Tem um guia que vai ali explicando tudo?
20:49Nenhuma realização do SESC é sem guia.
20:53Então, qualquer tipo de passeio, excursão...
20:57Pode ser que a gente faça um dia uma excursão,
21:00só vai pra um outro hotel de outro regional, fica lá e voltar.
21:04Não tem a passeio na cidade.
21:05Tem o guia.
21:06Ah, legal.
21:07A gente sempre...
21:08Isso, assim...
21:09Nós somos reconhecidos pelos clientes por essa segurança, né?
21:12De ter sempre alguém ali amparando, explicando.
21:16E sabendo que a pessoa vai aproveitar ao máximo o passeio dela, a visita dela.
21:21Isso aí.
21:22Manoela, e esses passeios, as pessoas precisam de agendar antes ou ela consegue chegar lá, sai com qualquer número?
21:33Como é que funciona isso?
21:34Eu preciso de um grupo mínimo de cinco pessoas ou não?
21:36Se tiver duas, a gente sai de qualquer...
21:38A gente está saindo.
21:39Por enquanto, a gente ainda sai.
21:41Está assumindo esse risco mesmo, né?
21:42A gente está assumindo esse risco.
21:44Então, assim, eu te garanti que vai chegar esse sábado lá no Mercado das Flores, vai conseguir.
21:48Eu não posso, depende da disponibilidade, porque a gente abre com esses 15, 20 dias de antecedência.
21:53Mas ocorre também de pessoas chegarem e ter um passeio.
21:58É um passeio na sexta, um no sábado e um no domingo?
22:00Dois.
22:01Um de manhã e um à tarde.
22:02À tarde.
22:03Isso pode variar, tá?
22:04Pode ser que tenha um domingo e só tenha uma.
22:06A gente depende de que é o roteiro e qual a duração daquele final de semana.
22:11E aí a pessoa olha no site, na internet, que a gente vai divulgar aqui, né?
22:16E a pessoa que tem mais dificuldade com tecnologia, se ela for lá no CART, ela consegue ter esse auxílio?
22:22Então, em conta presencial, hoje eu falo, né?
22:24A gente fala tanto da transformação digital e a gente está ensinando, a gente já está...
22:29A gente pensa já em fazer oficinas para as pessoas que têm maior dificuldade
22:34para ensinar para fazer essa transformação também.
22:37Porque, por exemplo, eu tenho unidades que a gente vende, porque a gente está falando aqui de Belo Horizonte,
22:42mas a gente tem unidades promotoras do turismo por Minas, toda, né?
22:45São 20 unidades promotoras de turismo.
22:48Então, numa cidade X, tem o grupo de clientes.
22:51Se ele é um cliente fiel da compra presencial.
22:55Então, ele sabe que vai abrir uma viagem, ele...
22:57Ele se sente mais seguro, né?
22:58Ele quer ir lá e daí ele fica na fila e daí ele chega com antecedência e não precisa, né?
23:03Mas isso é responsabilidade nossa também fazer essa transformação e ensinar.
23:09Então, mas o acesso é...
23:10A gente está lá na frente falando de inteligência artificial e tem gente ainda que não consegue ter o acesso.
23:15Assume que não tem internet em casa, né, Manuela?
23:17Isso aí.
23:18Então, o SESC dá acesso de todas as maneiras.
23:22Ó, a gente falou então dos cinco hotéis, falamos do Cátia aqui de Belo Horizonte.
23:27Aí você falou dessas 20 unidades promotoras de turismo.
23:29O que são essas unidades?
23:30O que elas fazem?
23:31É porque essas unidades são unidades que têm outros programas, né?
23:35Então, tem unidades...
23:35De turismo?
23:36Não, tem todos...
23:36Não, os programas que eu falo cultura, assistência, saúde, educação, lazer.
23:44Então, é...
23:45Nem sempre elas vão ter o turismo.
23:48A gente até cresceu.
23:49Há uns dois anos atrás, nós tínhamos 11 unidades promotoras.
23:52Hoje já são 20.
23:53Por quê?
23:53A unidade, ela decide se ela quer ter o turismo lá, se ela quer vender o turismo lá.
24:00Porque é ela que tem contato com a comunidade, né?
24:01Porque ela tem contato, ela que vê ali o perfil de clientes, tudo.
24:04Então, pra te ver, depois da pandemia, cresceu demais.
24:07Então, as unidades estão querendo...
24:08Esse de 11 pra 20 foi depois da pandemia?
24:10Foi depois, foi depois.
24:12Então, as unidades estão cada vez mais querendo o turismo.
24:15Porque é isso, eles estão escutando o cliente e tem aderência.
24:19Claro, tem unidade que a gente vai ter 10, 15 realizações ano e vai ter unidade menor
24:26que tá começando com duas realizações por ano.
24:29Tudo bem, é começando, mas a gente vai ensinando, mostrando pros clientes.
24:36Então, hoje a gente tá bem amplo, assim, em Minas Gerais com o turismo.
24:41E existe essa transversalidade forte, assim?
24:43Porque tá separado o turismo de cultura, mas não tá, né?
24:47Não tá.
24:47Tá, mas não tá.
24:48Não, existe demais transversalidade com todos os programas, né?
24:53Com a cultura, a gente faz muitos projetos juntos.
24:56Tem um saindo da forma que eu não posso falar ainda, mas é mais pros hotéis.
25:00Mas ela não é com cunho cultural dentro dos hotéis.
25:04Mas a gente traz apresentações artísticas pros roteiros, né?
25:09A gente tem transversalidade também.
25:11A gente tem, esse a gente nem falou ainda, mas é um piloto que a gente começou.
25:16Um produto dentro do turismo social, que é o turismo de base comunitária.
25:21Então, esse é um projeto que a gente pilotou em novembro.
25:27É, foi em novembro.
25:28E foi junto com a ação social.
25:30Porque a ação social já faz um trabalho com a comunidade.
25:34Então, eles vão lá no território, eles ensinam, eles treinam.
25:38Então, já tem esse trabalho muito forte com a comunidade.
25:41Eles faziam trabalho com os quilombolas de pinhais?
25:44Pinhões?
25:45Santa Luzia.
25:46Ah, tá.
25:47Santa Luzia.
25:48Então, a gente viu...
25:49A Santa Luzia Contagem, que tem comunidade maior forte, né?
25:52E aí, o primeiro que a gente pilotou foi Santa Luzia, em novembro.
25:55E foi muito legal.
25:56E a nossa tendência agora é expandir esse turismo de base comunitária em transversalidade
26:03com um programa de...
26:05De turismo.
26:06Ação social.
26:07Ação social, que é outro programa do SESC, né?
26:09Entendi.
26:10Porque eles vão lá, eles estão na comunidade, eles entendem a comunidade,
26:13tem rodas de conversa, eles têm capacitações.
26:16E a gente leva a comunidade pra lá, pra experienciar tudo aquilo, né?
26:22Porque o turismo de base comunitária é isso, é você viver a comunidade, viver a
26:27tradição, a gastronomia, né?
26:31A cultura mesmo.
26:33Então, esse é um projeto que eu chego até a arrepiar, porque...
26:36E rodou bem.
26:37A gente precisa, né?
26:38Rodou super bem.
26:39Então, foi o primeiro...
26:40E aí, como é que seria esse turismo de base comunitária?
26:42Ele vai entrar no portfólio do SESC?
26:43A ideia é que ele entre como mais um passeio?
26:45Sim.
26:46Assim, mais ou não, mais vários, né?
26:47Mais com a pegada de...
26:48Perfeito, isso aí.
26:50Isso aí.
26:51E, sim, falou um pouquinho também, vocês apoiaram o evento do afroturismo que aconteceu
26:56aqui, que é uma outra...
26:57Assim, quilombola vai ser essa segmentação de afroturistas.
26:59Estão começando mais, pilotando essa vertente da base comunitária.
27:04É, a base comunitária são passeios que depois podem virar viagens também, a gente
27:08trabalhar nesse turismo de base comunitária.
27:10A gente pensa no Estado como um todo, mas ele está nascendo.
27:14O afroturismo que tu comentaste, aí foi um apoio mesmo, né?
27:18Porque, normalmente, assim, eventos de turismo, eles solicitam apoio via Sistema Fê Comércio,
27:24aí se tem uma curadoria para ver se vai atingir o nosso público-alvo também.
27:28Então, esse foi um evento, sim, que a gente apoiou, participou.
27:30Foi o primeiro, né?
27:31Foi muito legal.
27:32É, foi muito legal.
27:33Eu participei lá de uma rodada, de uma mesa de conversa e a gente participou também,
27:40entramos com um passeio para alguns jornalistas conhecerem, né?
27:45Também alguns passeios de Belo Horizonte, foi bem legal.
27:48Foi, foi muito legal, eu participei lá.
27:50Você falou dessas ocupações super altas, assim, que eu fiquei impressionada com a taxa
27:54de ocupação, principalmente.
27:55Finalmente, né?
27:57Assim, dependendo do destino.
27:59Os hotéis do Sesc, né?
28:01E os passeios também, seus produtos de turismo, eles sofrem com sazonalidade ou não?
28:07Porque, eu fico pensando assim, os trabalhadores, eles normalmente tiram as férias em janeiro
28:13e julho também, tem os feriados ou não?
28:16Não necessariamente.
28:16Depende muito, não necessariamente, assim, eu falo porque a ocupação nos finais de semana
28:20é altíssima, dia de semana já não é tanto, né?
28:23Porque daí depende de férias, tudo.
28:25Mas eles ocupam muito em finais de semana, então depende de escala de folga.
28:29Mas a gente sabe que tem o trabalhador também que gosta de ir na segunda-feira.
28:32Então, é, porque tem, dependendo do segmento, vai ter a folga na segunda-feira.
28:38Então, mas tem...
28:39Tem o começo ali, sei lá, de shopping, trabalha sábado e domingo, acaba tendo essa folguinha, né?
28:43Mas tem, sim, uma sazonalidade.
28:44A gente teve uma época que a gente tinha, assim, até nos hotéis, muitos, ah, esses meses
28:48são de alta, esses meses são de baixa.
28:50Por exemplo, o maio era um mês de baixa.
28:53Só que aí mudou o cenário nesses últimos dois anos, assim, mudou demais.
28:59Por exemplo, os hotéis, março era baixa, maio, depois, quando o carnaval não caiu em março, né?
29:05Sim, aham.
29:05Março, abril dava uma subidinha ali, páscoa, maio, aí agosto, setembro, era um pouquinho de baixa.
29:11Hoje já não tem mais, que é o que eu falei.
29:13Finais de semana nós estamos com a opação sempre super alta.
29:17Os feriados, por exemplo, carnaval já tá esgotado.
29:20Há muito tempo pra todos.
29:22E esse ano, com esse tanto de feriado, então, vai ser uma maravilha, né?
29:25Então, é bom as pessoas se organizarem, né?
29:27Com certeza, com certeza.
29:29Tem que comprar com antecedência.
29:31E a gente procura sempre abrir os hotéis com uma antecedência aí de, no mínimo, seis meses,
29:36mas a gente procura abrir com um ano de antecedência as vendas dos hotéis.
29:39E no turismo também, a procura é muito grande.
29:42A gente tem algumas campanhas que é pro trabalhador de baixa renda, que tem um desconto super significativo também.
29:49Então, a nossa ocupação das viagens, ela é bem alta.
29:52Uma coisa que eu não falei que a gente também faz, que é um produto, é o receptivo.
29:57Porque o Sesc é Brasil, né?
30:01Sistema, que é comércio, Sesc e Senac, é Brasil inteiro.
30:04Então, a gente faz receptivo dos outros regionais aqui também.
30:08Então, a gente idealiza o roteiro pros regionais virem.
30:12E aí, a gente...
30:13Isso é muito importante, porque a gente tá trazendo o Brasil pra Minas Gerais, né?
30:18Então, até independente.
30:20Claro que a gente prioriza os hotéis do Sesc, mas se o regional tem alguma demanda, por exemplo,
30:24pra ir em algum roteiro que dispende, que não é pro hotel Sesc.
30:29Por exemplo, ah, não, regional lá do Rio Grande do Sul tá querendo vir pra Minas, vai passar em Belo
30:33Horizonte,
30:34mas ele quer ir até Diamantino, ele quer ir até Tiradentes.
30:36Mas a gente roteiriza, contrata o hotel de mercado.
30:40Então, essa questão da promoção do turismo em Minas, a gente também contribuiu bastante
30:47ao trabalhador do comércio dos outros estados vindo pra cá.
30:50Até porque os passeios que vocês fazem, eles vão além dos territórios de hotel instalado, né?
30:56Sim, total.
30:56São passeios por Minas inteiro, mas é só as outras regionais que podem fazer?
31:00Não, a gente faz também, a gente tem diversos passeios por Minas também.
31:05Então, vamos falar como é que as pessoas acessam agora esses passeios, esses hotéis, né?
31:10Vocês têm, basicamente, a porta de entrada ali, ou vai ser o CAT em Belo Horizonte ou o site.
31:15A gente tem o mercado das flores, que é o CAT, a gente tem uma agência, que essa a gente
31:19até não mencionou ainda,
31:21mas a agência também nasceu na pandemia, a gente não tinha um lugar exclusivo pra venda do turismo.
31:27E ela é na Rio de Janeiro, do lado do Sesc Palágio.
31:29Então, hoje, ela nasceu primeiro a agência, pra depois nascer o mercado.
31:33A agência, a gente idealizou e foi super legal, porque é um equipamento que vende só o turismo,
31:39só a hotelaria e as viagens.
31:41Na rua de Janeiro, eles quindam com o Augusto de Lima.
31:43Isso, quase, né?
31:44É virado pra rua.
31:45Do ladinho do Palágio, virado pra rua, virado pra rua.
31:48Então, esses dois pontos de venda são especializados em turismo,
31:52mas a gente também tem, por exemplo, o Sesc Floresta, o Sesc Quitéria, a Tupinambás,
31:56as centrais de atendimento vendem o turismo também.
31:59Ah, é?
31:59Então, sim.
32:00Então, o acesso é...
32:02A pessoa pode presencialmente comprar.
32:05Tem o Contact Center também, que aí é por ligação.
32:07E tem o site, né?
32:09Que aí é o Viagens Experiências.
32:11Pode falar?
32:12Pode, pode falar.
32:13Depois a gente reforça, mas eu acho bom falar que as pessoas já devem estar curiosas
32:16pra saber como acessar.
32:16Viagens Experiências.sescmg.com.br
32:19Que aí pode ter o acesso.
32:23E aí, se o portal também, se entrar no Sesc MG, também vai conseguir ser direcionado
32:30pros hotéis, pras viagens.
32:33Então, canais de venda é o que não falta pra ter esse acesso.
32:36Outra coisa que eu acho importante a gente falar pro público trabalhador é...
32:40Eu imagino, tá?
32:42Tô tirando uma pesquisa da Isabela, da minha cabeça.
32:45Que, às vezes, o funcionário trabalhador, ele acha que a empresa que ele trabalha
32:50precisa de estar...
32:52Não sei se a palavra é essa.
32:53Associada ou vinculada ao Sesc de alguma maneira.
32:56Ele mesmo consegue...
32:58Ele não precisa desse aval da empresa diretamente, né?
33:01Dependendo da empresa, a empresa, às vezes, é contribuinte e nem sabe, não fomenta isso.
33:07Então, eu sempre falo assim, todo...
33:09Se é uma empresa que tem um KINAI de comércio e de serviço, é basicamente isso.
33:13Ele tem que consultar, entra no portal e consulta o CNPJ da sua empresa, né?
33:17Mas a gente faz um trabalho com essas empresas, né?
33:19Existe algum cruzamento de dados, sei lá, da junta comercial?
33:25Sim, com certeza.
33:25Que já coloca direto, então, assim, a empresa, ela só precisa de conferir realmente.
33:29Tem que conferir se ela tá, se ela é credenciada, se ela não é.
33:33E se ela não é, é fácil.
33:34Então, esse trabalho a gente faz também, né?
33:37Mas é isso.
33:38Eu acho que o trabalhador, ele tem que consultar.
33:41Ele entrando no portal de serviço, ele consegue saber se ele é apto a fazer a credencial plena ou não.
33:48E focar muito nesse pessoal que trabalha com serviço, né, Manuela?
33:50Porque o comércio, como a gente falou, ele é muito óbvio o que que é, né?
33:53É, então tem muitas pessoas que desconhecem todos os serviços, né, que a gente possui.
34:02A gente, inclusive na hotelaria, a gente tomou uma ação de colocar os nossos hotéis em alguns portais, em algumas
34:09agências online de mercado.
34:12Mas por quê?
34:14Pra estar na prateleira, pro cliente...
34:18Entender.
34:18Entender que existe, que tem.
34:21E depois ele vê lá, ele vai ver, nossa, mas tem SESC, é pro trabalhador do comércio.
34:27Então, a gente conseguiu ampliar bem, sabe?
34:29A visão, mas falta muito, o pessoal desconhece muito, não entende, né, que o seu setor, o seu ramo é
34:35ali, não é só loja, né?
34:38É o trabalhador do comércio, bens e serviços.
34:42E aí, assim, falando de internet, quem trabalha em comércio via internet, se tiver um CNPJ, também vai poder...
34:51Se a empresa for contribuinte, sim.
34:54Não precisa necessariamente também ser um comércio virado pra rua.
34:58Não, não.
34:59Então, assim, são inúmeras as possibilidades, né?
35:01A melhor forma é realmente consultar, jogar o CNPJ direto lá no site do SESC.
35:06Isso aí.
35:08Bom, Manuela, agora vamos já caminhando aí, olhando pra frente.
35:13O que você percebe aí, atuando esse tempo todo no mercado, de tendências pros próximos anos?
35:19Você falou um pouquinho ao longo da nossa conversa, assim, né?
35:24Até o projeto que vocês fizeram, piloto, né?
35:27Mas o que você vê pros próximos dois a cinco anos?
35:30Eu acho que as tendências é muito em cima, realmente, da inclusão.
35:35Aí eu não tô falando nem do trabalhador do comércio, tá?
35:39Falar de uma forma ampla do turismo, né?
35:41Eu enxergo muito que a tendência é realmente incluir pessoas, as pessoas diversas.
35:48Daí eu falo de todos os tipos de acessibilidade, que hoje a gente é muito frágil, né?
35:52Quando a gente vai falar de acessibilidade física.
35:57Hotelaria não tá preparado, turismo não tá preparado.
36:00Eu participei de um congresso esses tempos que teve uma pauta muito direcionada a isso.
36:04E, assim, é um mundo infinito que a gente tem que trabalhar.
36:08E nós já estamos sendo cobrados por isso.
36:11Então, eu acho que a gente tem que crescer muito nesse sentido.
36:14Muito nesse sentido de turismo de base comunitária, da experienciação mesmo, da experiência.
36:19O cliente quer estar lá, quer conhecer a comunidade, quer conhecer a cultura, quer conhecer a história.
36:25Então, eu acho que é esse o que a gente tem que traçar, né?
36:30Pelo menos no Sesc é o que a gente vai traçar, mas eu acho que é geral mesmo.
36:36Essa questão de acessibilidade, eu vejo, não é nem uma questão nossa de Brasil, é questão de mundo mesmo.
36:41Mundo, mundo.
36:42Pra pessoa que quer fazer a viagem 100% sozinha.
36:44Eu tô com um amigo que tá em viagem agora pra Orlando.
36:48E ele posta, ele é cadeirante, ele vai postando.
36:51Eu imagino que ele tenha feito, que ele organizou a viagem dele por conta própria.
36:55E ele tá tendo várias dificuldades, assim, ao longo da viagem.
37:00Porque as necessidades especiais também são diferentes uma pra outra.
37:05Claro, com certeza.
37:07Ele é cadeirante.
37:08Aí você vai pegar, por exemplo, a comunidade de espectro autista.
37:12Cada um vai ter um tipo de necessidade.
37:14Então, assim, é um desafio muito grande.
37:16Eu acho que o maior desafio é esse.
37:17As diversidades que a gente tem.
37:19Mas que a gente, pelo menos, tá falando sobre isso.
37:20Com certeza.
37:22Que há pouco tempo atrás não se falava.
37:24Nem se falava sobre isso.
37:26E aí a pessoa realmente era excluída e falava, isso não é pra mim.
37:31Uma vez eu trabalhava numa IGR e me ligaram perguntando,
37:36o cadeirante falou assim, como é que eu faço pra ir por o preto?
37:38Eu falei, putz.
37:39E agora?
37:40Não adianta o hotel ser acessível, mesmo que seja.
37:44E não vai ser.
37:45Então, são desafios aí que a gente...
37:47Em Minas, principalmente, né?
37:49Porque a gente tá falando de muita cidade histórica, né?
37:51E a gente tem que falar muito porque Minas tá...
37:55Tá no momento.
37:56Tá no momento.
37:57Tá no momento.
37:58É.
37:58Minas tá no momento.
38:00Então, é...
38:01Temos que discutir muito.
38:02Eu acho que é nível trade mesmo.
38:04Sim, com certeza.
38:06Com certeza.
38:07Porque as pessoas também já não aceitam qualquer coisa.
38:09Não dá pra ficar só no discurso, né?
38:11Então, quando a gente oferece isso e coloca no portfólio,
38:14realmente tem que ter uma responsabilidade grande com a entrega, né?
38:17Perfeito.
38:18Manoela, eu sempre gosto de finalizar perguntando pra quem trabalha com turismo,
38:22que tá sempre viajando, né?
38:24Você deve rodar Minas bastante.
38:26Quando você tá de férias, o que você gosta de fazer?
38:29Então, Isabela, não diferente dos outros, eu adoro turistar também,
38:34mas ter experiência, né?
38:36Eu sou mãe de três, então, minhas férias é viver experiências com os meus três filhos.
38:44Eu adoro dirigir, então eu saio por aí.
38:47Minha família é do Rio Grande do Sul.
38:48Aí você faz essa ponte, Minas?
38:50Eu vou sempre, todas as minhas férias, eu vou pro Rio Grande do Sul de carro, vou parando.
38:55É mesmo.
38:56Quando possível, eu paro em algum hotel do Sesc, mas é...
39:00Tá na veia, né?
39:01Viajar é bom demais, gente.
39:02Não tem jeito não, né, gente?
39:04A preguiça é só desarrumar, mas arrumar é ótimo.
39:06A minha, por sinal, voltei de férias há uma semana, ela não tá toda desfeita ainda.
39:12Ô, Noela, eu queria te agradecer muito, assim, pela sua participação, por ter aceitado o nosso convite.
39:18A gente vai deixar na matéria todos os links, tudo que você falou aqui,
39:23realmente vale a pena as pessoas conferirem, assim, com um pouquinho mais de profundidade, né?
39:27Até quem não é do setor, pra entender o que tem disponível aí.
39:31Às vezes você tá com uma renda um pouco mais apertada, achando que não pode viajar, que não pode ter
39:35uma experiência.
39:36Pode, tem acesso, verdade.
39:38Eu que agradeço, Isabela, em nome do Sistema Fê Comércio, Sesc, Senac, Minas Gerais,
39:43essa oportunidade de estar aqui, dessa troca, muito importante.
39:46Muito obrigada.
39:46Maravilha, obrigada.
39:48Te convidar mais uma vez pra conhecer o Cátio do Mercado das Flores,
39:52que é uma das partes mais icônicas de Belo Horizonte, do lado do Parque Municipal,
39:56Avenida Afonso Pena, pertinho da Praça Sete, né?
39:59Na parte mais de frente pra Igreja São José.
40:02E eu vou reforçar de novo o site, que é sescmg.com.br
40:08e o viagesexperiencias.sescmg.com.br
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40:26Te vejo na próxima semana.
40:41Transcrição e Legendas Pedro Negri
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