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NotíciasTranscrição
00:00Bom, depois de 26 anos, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia sai do papel.
00:05Mas, afinal, como esse acordo entre os dois blocos vai mexer com os brasileiros no dia a dia?
00:12Quais produtos serão mais acessíveis?
00:14E o nosso entrevistado agora é o ex-secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz.
00:18Obrigado, boa noite.
00:20Boa noite, Tiago. Sempre um prazer estar aqui com vocês.
00:23Bom, tem toda uma questão simbólica, né?
00:25Mas é importante dizer que ainda o acordo passa a vigorar de forma provisória.
00:31Eu pergunto para o senhor o seguinte, ainda existem restrições ou resistências na Europa para esse acordo?
00:39Mas da forma como ele está, mesmo de forma provisória, o que vai mudar no dia a dia,
00:45principalmente aqui da população brasileira, o acesso a novos produtos,
00:48de que forma isso vai se dar na prática, secretário?
01:14A parte política do acordo depende...
01:27É, tendo em vista justamente essa separação entre aquilo que se entende como acordo interino,
01:33que tem ali a parte de comércio e investimento, e a parte política.
01:38Essa separação foi a raiz do questionamento da oposição no Parlamento Europeu,
01:44que saiu vencedora e levou o acordo para a Corte de Justiça.
01:48Mas o fato do acordo ter sido aprovado no Conselho Europeu previamente,
01:52dá a prerrogativa para a presidente da Comissão Europeia, a Ursula von der Leyen,
01:58de implementá-los da forma provisória, como está sendo feito a partir de hoje.
02:03E eu entendo que...
02:04Entendo e conversei, inclusive, com muitos parlamentares, eurodeputados em Bruxelas,
02:10estive lá recentemente,
02:11todos eles entendem que foi muito mais uma manobra protelatória
02:15do que propriamente algo que a oposição,
02:18sobretudo eurodeputados ligados ao agro,
02:23acreditam que vai haver algum tipo de reversão,
02:25até porque a União Europeia já fez acordos,
02:28já aprovou acordos nesse formato.
02:31Recentemente tivemos, há um tempo atrás,
02:33o próprio acordo da União Europeia com o Canadá,
02:35que também houve aí o split e foi aprovado dessa forma.
02:38Então a expectativa é que daqui a um ano e meio, dois anos,
02:41ou talvez até um pouco antes,
02:43a Corte de Justiça Europeia analise o acordo
02:45e certamente dará, digamos, o aval para que o acordo seja implementado.
02:51E também, com a parte provisória já a partir de hoje sendo implementada,
02:54dificilmente isso terá algum tipo de reversão.
02:57Com relação aos benefícios concretos,
02:59é importante lembrar que esse acordo tem um formato
03:03justamente para acomodar as assimetrias
03:06em termos de competitividade do lado europeu
03:09e do lado aqui do Mercosul.
03:11Então, na parte industrial,
03:13aqui as tarifas de importação serão reduzidas
03:15num prazo aí de 15 até mesmo 25 anos,
03:19a depender do produto,
03:20que é o caso específico do carro movido a hidrogênio,
03:2218 anos do carro movido a bateria elétrica, né?
03:26Então esse efeito será um efeito gradual.
03:29Mas já a partir de hoje,
03:31já a partir de 1º de maio,
03:33as tarifas de máquinas e equipamentos,
03:35de algumas máquinas e equipamentos,
03:38alguns bens de informática,
03:40alguns alimentos,
03:41alguns produtos do setor metalúrgico e setor químico,
03:44já serão, digamos, zeradas para o Brasil,
03:48para as exportações brasileiras,
03:50melhor dizendo, no continente europeu.
03:52E aqui do nosso lado,
03:54também a gente zera algumas tarifas,
03:56algo como mil produtos.
03:58Então a Europa, vamos organizar,
03:59na Europa, zera tarifas de 5 mil produtos,
04:02algo como 54% de tudo que nós exportamos para eles,
04:06a partir de hoje.
04:07E nós aqui do nosso lado,
04:09zeramos tarifas da ordem de mil,
04:11mil e poucos produtos,
04:13mil linhas tarifárias,
04:14correspondendo ali a mais ou menos 10%
04:16das linhas tarifárias que nós compramos dos europeus.
04:19Então o acordo,
04:20ele começa já a surtir efeito a partir de agora.
04:23E para todos os produtos,
04:24tá, Tiago?
04:25Eu estou falando aqui aqueles produtos
04:26que são levados a zero a partir de hoje,
04:29porque já tinham tarifas menores.
04:30Mas o prazo de desgravação
04:32de uma média de 10 anos do lado europeu
04:35e de uma média de 15 anos aqui do nosso lado,
04:37para basicamente todo o universo de produtos,
04:40ele já começa a ser desgravado,
04:42a ser reduzido as suas tarifas a partir de hoje.
04:44Secretário,
04:44pergunto agora de Denise Campos de Toledo.
04:46Denise.
04:47Lucas, boa noite.
04:48Obrigada pela participação aqui no jornal.
04:50Eu queria saber exatamente sobre a implementação,
04:53porque eu vi estudos de algumas entidades
04:54que falam que 80% da pauta exportadora do Brasil
04:58para a União Europeia
04:59já poderá ser beneficiada de imediato
05:02com redução das alíquotas.
05:03Tem esse escalonamento
05:05até se chegar quase na totalidade
05:07de alíquota zero para todos os produtos,
05:10mas há algumas restrições em relação ao agro.
05:12Então eu queria saber,
05:13primeiro,
05:14se estende também ao agro
05:16de uma forma mais ampla
05:17essa redução de tarifas
05:19e a contrapartida que se tem
05:21da possibilidade de barateamento
05:23de produtos que entram aqui no Brasil
05:25que podem ficar mais baratos.
05:29Não, certamente.
05:30É importante a gente classificar,
05:33a gente tentar aprofundar um pouco mais
05:35esse número que você colocou, Denise,
05:36corretamente de 80%.
05:38Nós estamos falando de algo
05:40como 5 mil linhas tarifárias
05:43que serão levadas a zero,
05:45foram levadas a zero a partir de hoje,
05:47que correspondem a 80%
05:49de tudo que nós exportamos
05:51para a União Europeia.
05:55Isso pode parecer um número muito grande,
05:57mas o fato é que cerca de metade
05:58dessas linhas tarifárias,
06:00mais de duas mil linhas tarifárias,
06:02já eram zero.
06:03Elas já estavam com tarifa zero.
06:05E elas simplesmente agora estão plasmadas
06:07no âmbito do acordo como tarifa zero.
06:09O restante,
06:10por volta de 2.600 linhas tarifárias,
06:13essas sim tinham tarifas
06:14da ordem de 2,5%,
06:16com avaliação ali com a ordem,
06:18digamos,
06:19ali no desvio para Adão,
06:20até 3, 3,5%,
06:21e correspondem basicamente
06:24a produtos da indústria de transformação.
06:26Cerca de 90% das tarifas
06:28que efetivamente serão reduzidas hoje
06:30para as exportações brasileiras
06:32são produtos da indústria de transformação.
06:35Como eu falei,
06:35são produtos químicos,
06:37são produtos de máquinas e equipamentos,
06:39bens de informática,
06:40metalurgia, alimentos.
06:42E do nosso lado,
06:43por sua vez,
06:46cerca de mil linhas tarifárias
06:47também envolvendo produtos
06:49já com tarifas mais baixas.
06:50Como nós somos mais,
06:51digamos,
06:52protecionistas do que os europeus,
06:54historicamente falando,
06:55nossas tarifas são maiores
06:56e a média das tarifas
06:58que são reduzidas hoje
06:59para as exportações europeias,
07:01portanto,
07:01para as nossas importações,
07:03é da ordem de 6%.
07:04Também envolvendo máquinas e equipamentos,
07:06bens de informática,
07:08alguns alimentos,
07:09algumas frutas,
07:09também provenientes da União Europeia.
07:11E ao longo do tempo,
07:12a ideia é que os produtos,
07:14todos eles,
07:15todos os produtos
07:16cobrindo ali mais de 90% do comércio,
07:18sejam liberalizados.
07:19Sobre a sua pergunta
07:20em relação ao agro,
07:21sim,
07:22nesse primeiro momento,
07:23também,
07:24os produtos sensíveis,
07:26como carne bovina,
07:27carne de frango,
07:28carne suína,
07:29que são as cotas,
07:30o próprio açúcar,
07:31o próprio etonal,
07:31que são as cotas
07:32que foram dadas ao Brasil,
07:34essas cotas começam a entrar em vigor
07:36a partir do momento
07:37que o acordo começa
07:38a vigorar,
07:40a partir de hoje.
07:41Só que essas cotas,
07:43elas entram em vigor gradualmente.
07:45Pegando um exemplo específico
07:46da carne bovina,
07:47são cerca de 99 mil toneladas
07:49que foram conferidas
07:51para os exportadores do Mercosul.
07:53Essas 99 mil toneladas
07:55terão uma tarifa intracota
07:56de 7,5%,
07:57já valendo a partir de agora,
08:00mas essas cotas
08:01de 99 mil toneladas,
08:02elas serão conferidas gradualmente
08:04num período de cinco anos.
08:06Então, só após cinco anos
08:08é que nós teremos,
08:09de fato,
08:0999 mil toneladas.
08:11Mas já a partir de agora,
08:12elas começam a valer,
08:13mas evidentemente
08:14com a quantidade menor
08:15e elas vão expandindo gradualmente
08:17e vale isso também
08:18para as outras cotas
08:19que foram dadas
08:20para os produtos sensíveis
08:21que eu mencionei.
08:22Cristiano Villela.
08:24Secretário,
08:25boa noite.
08:26O senhor colocou bem agora
08:28sobre essa mudança gradual
08:30que teremos a partir de hoje.
08:32Dá para a gente imaginar
08:34que os setores
08:35que serão impactados
08:37por esse novo quadro
08:39que teremos agora
08:40nas relações
08:40entre Mercosul e União Europeia,
08:42com que as consequências
08:44a esses setores,
08:45especialmente no campo do emprego,
08:47por exemplo,
08:48elas já serão sentidas
08:50por parte dos trabalhadores,
08:52por parte da sociedade
08:53e por parte do setor produtivo.
08:55Desde já,
08:56ou esse impacto
08:57será um impacto diluído
08:59com o tempo
08:59e que talvez
09:00acabe permitindo
09:02com que os setores
09:03da economia
09:03venham a se ajustar melhor
09:05diante do crescimento
09:07de alguns setores
09:08e do arrefecimento
09:09em relação a outros.
09:12Exatamente, Villela.
09:14Eu acho que você toca
09:14num ponto muito importante.
09:16O acordo foi negociado
09:17justamente para acomodar
09:19as assimetrias
09:20em termos de competitividade.
09:22Então,
09:22a União Europeia
09:23é um pouco mais conservadora
09:24nos produtos do agronegócio
09:26e o Mercosul
09:27um pouco mais conservador
09:29nos produtos industriais
09:31onde está aí, digamos,
09:32o nosso interesse defensivo.
09:34É claro que
09:35numa abertura comercial
09:36sempre haverá
09:37ganhadores e perdedores.
09:39Então,
09:40eu acho que é mais
09:41uma razão
09:41que o Brasil tem
09:42a partir da entrada
09:43em vigor desse acordo
09:44para acelerar
09:45as reformas
09:46que melhorarão
09:47o nosso ambiente
09:49de negócios.
09:49Aí a questão
09:50da infraestrutura,
09:51aí a questão
09:52da nossa qualidade
09:52de mão de obra,
09:53a educação,
09:54a questão dos marcos legais,
09:56sobretudo os marcos legais
09:57voltados para produtos
09:59que hoje são considerados
10:00estratégicos,
10:01dado esse novo ambiente
10:02geopolítico
10:03que a gente vem vivendo
10:04como minerais críticos,
10:05as terras raras,
10:06a nossa biomassa,
10:08a mudança em biomassa,
10:09a questão da nossa energia limpa,
10:11tudo isso vai ser
10:12uma fonte
10:13de atração
10:14de mais investimentos
10:15para aquele parceiro comercial
10:17que é o caso
10:18da União Europeia
10:19que já é responsável
10:20hoje por cerca
10:21de 50%
10:22do estoque
10:23de investimentos
10:23externo direto
10:24no Brasil.
10:25Então,
10:25onde há comércio,
10:27como eu sempre digo,
10:28onde há mais comércio
10:29há mais investimento
10:30e o Brasil tem razão
10:32de sobra
10:32para nesse momento
10:33estar recebendo
10:34ainda mais investimentos
10:35não só da União Europeia
10:36como também do resto do mundo
10:38em função da sua abundância,
10:40da sua vantagem comparativa
10:41em produtos
10:43que hoje são
10:44cada vez mais estratégicos
10:45nesse novo ambiente
10:47geopolítico.
10:48E claro,
10:49temos aí um prazo
10:50de desgravação tarifária
10:51aqui do nosso lado
10:52de 15 anos
10:53em média
10:54muito ali
10:55concentrado
10:56na verdade
10:57entre 10 e 15 anos
10:59para ser mais rigoroso
11:01mas com produtos
11:02que podem chegar
11:02a 18 e até 25 anos
11:04então um prazo
11:04mais do que suficiente
11:06para os setores
11:07produtivos brasileiros
11:09se adaptarem
11:10a essa nova
11:11realidade competitiva
11:12e aqueles setores
11:13que porventura
11:14perdem com o acordo
11:15certamente
11:16os benefícios
11:17agregados
11:18compensarão
11:19em função
11:19daqueles setores
11:20que vão se beneficiar.
11:21Vamos lembrar
11:22que esse acordo
11:23ele renegociou
11:24regras de origem
11:24muito flexíveis
11:26o que permite
11:27o que cria
11:27incentivos adicionais
11:29para que os setores
11:30industriais brasileiros
11:31se integrem
11:32às cadeias
11:33de valor europeias
11:34as cadeias industriais
11:35europeias
11:36tudo isso vai
11:37digamos
11:39impulsionar
11:40um salto
11:41de qualidade
11:42um salto
11:43de competitividade
11:44no setor
11:45industrial brasileiro
11:46e certamente
11:46vai impulsionar
11:47também
11:47as nossas exportações
11:48criando mais
11:49vagas de emprego
11:50e quizás
11:51vagas mais
11:52qualificadas
11:52porque empresas
11:53mais conectadas
11:54ao comércio exterior
11:55são empregas
11:56empresas que geram
11:57melhores vagas
11:59de trabalho
11:59e pagam
12:00melhores salários
12:01porque são
12:01empresas mais eficientes
12:03secretário Lucas Ferraz
12:04peço para o senhor
12:05ficar com a gente
12:06mais um pouquinho
12:07porque nós temos
12:07agora um minutinho
12:08de um intervalo
12:09para as nossas praças
12:10mas a gente
12:10continua por aqui
12:11em um minuto
12:12a Denise volta
12:13com a pergunta
12:13para outras informações
12:15é só acessar
12:15o nosso site
12:17jovempan.com.br
12:19enquanto a gente
12:20não volta
12:20nesse intervalo
12:21de um minuto
12:21eu só vou repassar
12:22algumas questões
12:23aqui do acordo
12:24Mercosul
12:25União Europeia
12:26além dos produtos
12:27que passam
12:28a contar
12:29imediatamente
12:30com tarifa zerada
12:31de importação
12:33outros terão taxas
12:34caindo de forma
12:35escalonada
12:36esses prazos
12:38até a isenção
12:39completa
12:39podem chegar
12:40a 10 anos
12:41na União Europeia
12:42e há pelo menos
12:4415 anos
12:45dentro do Mercosul
12:46essa redução gradual
12:47como o próprio
12:47secretário falou
12:48acaba tendo
12:50essa consequência
12:51essa redução
12:52para os itens
12:53considerados mais
12:54sensíveis
12:54ao fim da proteção
12:55tarifária
12:56vai servir
12:57para as empresas
12:58terem mais tempo
12:59e também se preparar
13:00para a entrada
13:01em vigor
13:02efetivamente
13:03de tudo isso
13:04e há ainda
13:04uma exceção
13:05para os veículos
13:06elétricos
13:07híbridos
13:07e também
13:08de novas tecnologias
13:09que terão
13:10um prazo maior
13:11de proteção
13:12serão 18 anos
13:13para os elétricos
13:14e híbridos
13:1425 para os veículos
13:18a hidrogênio
13:18e 30 para os demais
13:20voltando aqui
13:21com o secretário
13:22Lucas Ferraz
13:23estamos falando
13:23sobre a entrada
13:24em vigor
13:25do acordo
13:26entre o Mercosul
13:26e a União Europeia
13:27ainda de forma provisória
13:28Denise Campos
13:29em Toledo
13:29Lucas eu queria
13:30ampliar um pouco
13:31essa conversa
13:32porque hoje
13:32teve uma ameaça
13:33de Trump
13:33de aumentar
13:34a taxação
13:34de carros
13:36da União Europeia
13:37porque a União Europeia
13:38não estaria cumprindo
13:39os termos do acordo
13:40ele quer atrair
13:41investimentos
13:42para lá
13:42especialmente
13:43o setor automobilístico
13:44ele falou
13:44pode voltar atrás
13:45se não aumenta
13:46a taxação
13:46semana que vem
13:47para 25%
13:48a gente vê
13:49que o Brasil
13:49tem buscado
13:50a ampliação
13:50dos mercados
13:51e conseguiu
13:52bater um recorde
13:53da corrente comercial
13:54com a União Europeia
13:54no ano passado
13:55chegando a 100 bilhões
13:57e desde o começo
13:58deste ano
13:58março foi um pouco
13:59negativo
14:00mas o Brasil
14:01passou a ser superavitário
14:02em relação
14:03à União Europeia
14:04esse cenário todo
14:05colocado por Trump
14:07essas divergências
14:08todas
14:09não podem intensificar
14:10essa proximidade
14:11entre a União Europeia
14:12Brasil
14:13e o Mercosul
14:14como um todo
14:14a gente está falando
14:15muito do interesse
14:16do Brasil
14:16mas o Mercosul
14:17bloco
14:18fechou esse acordo
14:19com a União Europeia
14:22sem dúvida
14:23eu acho que esse acordo
14:24ele vem em muito
14:25boa hora
14:26tanto do lado
14:28da União Europeia
14:29quanto do lado
14:30do Mercosul
14:31do lado da União Europeia
14:33como você já mencionou
14:34existe ali toda
14:35uma relação
14:37com os Estados Unidos
14:39que a propósito
14:40a União Europeia
14:41é o maior parceiro comercial
14:42dos Estados Unidos
14:44em termos de volume
14:45de comércio
14:46então
14:47uma relação
14:48muito próxima
14:49economicamente
14:50que hoje em dia
14:50está passando
14:52por tensões
14:52e por uma certa
14:54eu diria até
14:54desconfiança
14:55entre esses dois
14:57parceiros comerciais
14:58recentemente
14:58os Estados Unidos
14:59anunciou um acordo
15:00com a União Europeia
15:01quase uma imposição
15:03quase uma sanção
15:04econômica
15:04impondo tarifas
15:06de 15%
15:07contra os produtos
15:08europeus
15:08e obrigando
15:10os europeus
15:11a zerarem
15:11as suas tarifas
15:12de importação
15:13para as exportações
15:14americanas
15:15do outro lado
15:15a China
15:16que também
15:16pressiona muito
15:18o ambiente competitivo
15:19dentro da União Europeia
15:20com os seus produtos
15:22sobretudo
15:22produtos industriais
15:23então a União Europeia
15:25ela vem buscando
15:27diversificar
15:27os seus parceiros
15:28comerciais
15:29diversificar
15:29as suas
15:30parcerias econômicas
15:32tanto é
15:33que ela agora
15:34formaliza esse acordo
15:35com o Mercosul
15:35depois de 26 anos
15:37e certamente
15:38nós devemos
15:38muito
15:39da formalização
15:40desse acordo
15:41a esse novo
15:42ambiente geopolítico
15:43hostil
15:43que começa
15:44a ganhar contornos
15:45mais claros
15:46a partir do segundo
15:46do mandato
15:47do presidente
15:47Trump
15:48mas ela também
15:49formaliza acordos
15:50formalizou recentemente
15:51com a Índia
15:52ela formalizou
15:53recentemente
15:53também um acordo
15:54de livre comércio
15:54com a Indonésia
15:55e vem buscando
15:56uma aproximação
15:57mais forte
15:58daquele bloco
15:59asiático
16:00aquele mega acordo
16:01regional
16:01que é a chamada
16:02parceria transpacífica
16:04então esse é um movimento
16:05que vem ocorrendo
16:06em escala global
16:07os países agora
16:08estão buscando
16:08cada vez mais
16:09diversificar
16:10os seus parceiros
16:11comerciais
16:11e aqui do nosso lado
16:12a gente tem que lembrar
16:13que a gente tem um bloco
16:14que foi fundado lá em 1991
16:16que é um bloco
16:17que desde
16:18que foi fundado
16:20até hoje
16:21quando foi formalizado
16:22quando começa a entrar
16:23em vigor esse acordo
16:24não tinha formalizado
16:25um acordo de comércio
16:26relevante
16:27nesse mundo
16:28que está cada vez
16:29mais complexo
16:29que está cada vez
16:30mais se fragmentando
16:31em blocos comerciais
16:33então é sim
16:34uma notícia
16:34muito importante
16:35para o Mercosul
16:38para o Brasil
16:38porque é um divisor
16:40de águas
16:40na tradicional
16:41política comercial
16:42aqui do nosso
16:43continente
16:43aqui do nosso
16:44Conde Sul
16:45deste bloco
16:46que é uma política
16:47comercial muito tímida
16:48e sempre muito voltada
16:49para o comércio
16:50regional
16:51que ainda assim
16:52tem muitas barreiras
16:53então eu acho que
16:55vem num momento
16:56muito propício
16:57sob o ponto de vista
16:58geopolítico
16:59e certamente
17:00impulsionará
17:01outros acordos
17:02comerciais
17:03porque a partir do momento
17:04que esse acordo
17:04é formalizado
17:05e que o Mercosul
17:06abre
17:08reduz as suas tarifas
17:09que hoje são
17:10entre as mais altas
17:11do mundo
17:11para as exportações
17:12europeias
17:13o Mercosul
17:14coloca em desvantagem
17:16outros parceiros
17:17comerciais
17:18que pagarão
17:18tarifas maiores
17:19e buscarão
17:20o Mercosul
17:21para negociar
17:22novos acordos
17:22o que ao meu ver
17:23é algo muito positivo
17:25para a economia regional
17:26aqui do nosso bloco
17:28e para o Brasil
17:29em particular
17:29Lucas Ferraz
17:31é secretário
17:31de comércio exterior
17:32mais uma vez
17:33obrigado
17:33para atender
17:34a Jovem Pan
17:34bom fim de semana
17:36volto sempre
17:36um abraço
17:38obrigado Tiago
17:39sempre um prazer
17:40deixa eu chamar
17:40Denise Campos de Toledo
17:41que tem mais informações
17:42sobre esse acordo
17:43Mercosul
17:44União Europeia
17:45para destrinchar
17:46um pouco mais
17:47sobre a entrada
17:48em vigor
17:49do bloco
17:50finalmente
17:50é para registrar
17:51os dados
17:52é um mega acordo
17:53comercial
17:54nós temos os dois blocos
17:55com 720 milhões
17:57de habitantes
17:58Mercosul
17:58e União Europeia
17:59o PIB
18:00soma 24,3 trilhões
18:03de dólares
18:03isso a gente vê
18:04a dimensão
18:05do mercado consumidor
18:06na verdade
18:06o quanto que circula
18:07de renda
18:08nesse espaço
18:09o mercado europeu
18:10tem 450 milhões
18:11de consumidores
18:12então isso se abre
18:14para o Brasil
18:15aos poucos
18:15haverá uma redução
18:17de tarifas
18:17de produtos importados
18:18de 91%
18:20do lado do Mercosul
18:21de 95%
18:22do lado da União Europeia
18:24isso vai ser aplicado
18:25de uma forma gradual
18:27o prazo para se chegar
18:28a isenção total
18:29escalonada
18:30é de 10 anos
18:31na União Europeia
18:3215 anos no Mercosul
18:33a gente vê
18:34que Mercosul
18:35tem um protecionismo
18:37maior do que a União Europeia
18:39nessa negociação
18:41mas falta definição ainda
18:42do Parlamento Europeu
18:44da Justiça Europeia
18:45para acatar
18:46tudo o que foi implementado
18:47por isso que tem
18:48a entrada em vigor
18:49parcial até agora
18:50e nós temos os dados
18:51da corrente de comércio
18:53entre o Brasil
18:54e a União Europeia
18:55especificamente
18:56nós temos esse dado
18:57já se conta
18:58com 5 mil produtos
18:59brasileiros
19:00com tarifa zero
19:01desde o início
19:02que começa em vigor
19:03hoje
19:04de uma forma provisória
19:05mas já 5 mil produtos
19:07quase isso já estaria
19:08com a tarifa isenta
19:10representa 80%
19:11das importações
19:13da União Europeia
19:14em 2025
19:15e a corrente de comércio
19:16do Brasil
19:17cresceu muito
19:18chegou a 100 bilhões
19:19de dólares
19:19isso é Brasil
19:20União Europeia
19:21não estou falando
19:22do Mercosul
19:23é especificamente
19:24o que interessa
19:24para a gente
19:25houve um déficit
19:26ainda de 400 milhões
19:28para o Brasil
19:28no ano passado
19:29mas neste ano
19:30nós estamos
19:31com o superávit
19:32já chegou
19:33a corrente de comércio
19:34a 12,2 bilhões
19:36de dólares
19:36alta de 9,7%
19:38é o Brasil
19:39buscando novos mercados
19:41que não os Estados Unidos
19:42para reduzir
19:43essa dependência
19:44essa instabilidade
19:45colocada pelo governo
19:46americano
19:46e o Brasil conseguiu
19:48no trimestre
19:49fechar com o superávit
19:50Tiago
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