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O caminho para a assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, prevista pelo governo brasileiro para este sábado, sofreu um duro revés.

O Parlamento Europeu aprovou uma resolução que limita o alcance do tratado, exigindo garantias rígidas e salvaguardas para os agricultores do bloco continental.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/u8JMX3ZGhC4

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Transcrição
00:00Já o Parlamento Europeu aprovou hoje medidas que limitam o impacto do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul,
00:08que pode ser assinado nessa semana.
00:11O nosso correspondente Luca Bassani, microfone Jovem Pan, traz as últimas informações.
00:16Quais são as mudanças nesse pacto? O que se espera?
00:19Aliás, no fim de semana tem reunião do bloco do Mercosul com a União Europeia.
00:23É isso, Luca? Boa noite, bem-vindo.
00:25É essa a expectativa, Tiago. Boa noite a você, boa noite a todos que nos acompanham.
00:31O Parlamento Europeu aprovou hoje, com ampla maioria, mais de 400 votos dos 600 disponíveis
00:38para que essas salvaguardas possam funcionar numa eventual aprovação deste acordo
00:45que busca transformar a União Europeia e o Mercosul na maior zona de livre comércio do mundo,
00:50com mais de 700 milhões de consumidores em ambos os lados do Atlântico.
00:55Essas medidas de salvaguarda buscam controlar aqueles mecanismos de algum tipo de concorrência desleal,
01:05algo que muitos agropecuaristas europeus, o agronegócio europeu tem temido
01:11por conta da alta competitividade, alta qualidade dos produtos também latino-americanos.
01:17Nesse sentido, caso um produto do Mercosul custe 5% mais barato do que o seu correspondente europeu,
01:25pode haver a paralisação desta política de tarifa zero e uma investigação é colocada em curso.
01:31Na mesma forma, também não deverá ser possível que esses produtos sejam vendidos dentro da Europa
01:39sem a mesma reciprocidade nos aspectos ambientais e também ecológicos,
01:44algo que a França tem sempre colocado como um ponto extremamente fundamental.
01:49Apesar da aprovação das salvaguardas, a ratificação deste acordo ainda não aconteceu.
01:54A expectativa é que no dia 18 e 19, portanto nesta semana,
01:58isso possa se concretizar antes da viagem da presidente da Comissão Europeia,
02:03Úrsula von der Leyen, ao Brasil, onde participará dessa cúpula com o Mercosul,
02:08o presidente Lula e outros líderes sul-americanos,
02:11para oficializar algo que tramita oficialmente desde 2004.
02:17Ou seja, 21 anos de muitas dúvidas em relação a isso.
02:22Todavia, a França ainda tem pedido o adiamento.
02:25Eles têm feito de tudo para que dentro do âmbito europeu, em Bruxelas,
02:29ou no parlamento europeu, em Estrasburgo, fazer com que isso seja adiado para 2026.
02:35Caso contrário, a França ainda pode representar um entrave,
02:39porque mesmo com a aprovação dos blocos, os parlamentos nacionais,
02:44dos países que compõem o Mercosul e dos países que compõem a União Europeia individualmente,
02:50devem aprovar também o acordo.
02:51Então, a França, se quiser inviabilizar todo esse processo no ano que vem,
02:56ou 2027, uma vez que isso seja pautado, pode acabar negando a existência,
03:01ou pelo menos a concretude deste acordo.
03:04Nós ficaremos, obviamente, observando todas essas movimentações,
03:09esperando que isso possa, de fato, se concretizar.
03:12Afinal, seria uma grande notícia para a economia brasileira,
03:16e também para os brasileiros, que poderiam pagar uma série de produtos industrializados,
03:20bens europeus sem tarifa, algo que, com certeza, salvaria, pouparia alguns reais do bolso
03:27da nossa classe média, da nossa classe trabalhadora, que está sempre pagando cada vez mais caro internamente.
03:33É algo esperado há muitos anos, essa negociação, essa discussão,
03:38mas, rapidamente, Luca, as resistências da França,
03:41porque querem aplicar salvaguarda, se fala internamente em uma espécie de boicote de produtos do Mercosul,
03:48e é saber, efetivamente, se o acordo for fechado, totalmente,
03:53se isso não pode atrapalhar as negociações,
03:57a própria forma como esses dois blocos vão se comunicar.
04:03A França vive um ano de 2025 muito difícil, Tiago,
04:06uma grande fragmentação parlamentar, política.
04:09O presidente Emmanuel Macron não tem maioria dentro da Assembleia Nacional.
04:13São três grandes blocos, desde a extrema-direita,
04:17assim chamado, o Rassemblement Nacional com Marine Le Pen,
04:20depois o partido Emarche do presidente Macron,
04:23e o bloco das esquerdas, que vai até a esquerda radical,
04:27nenhum deles se encontra em vários assuntos,
04:30sejam orçamentários, sejam também de grandes acordos econômicos,
04:33e, no caso específico da França, que é o maior país em área da União Europeia,
04:38e o maior produtor agrícola, eles temem que isso possa levar o seu agronegócio ao colapso,
04:45ou, pelo menos, levar esse setor a uma posição econômica muito mais frágil.
04:50Por isso, como tem um grande investimento estatal,
04:54também muitos subsídios do governo francês para o agronegócio francês,
04:58é interessante para eles que esse acordo não seja viabilizado,
05:01ou seja, o bom e velho protecionismo sendo colocado em prática,
05:05apesar da pressão de fortes países industriais da Europa,
05:08que incluem a Alemanha, a Espanha e outros países também escandinavos, por exemplo,
05:13que querem que os seus carros, os seus produtos industrializados,
05:17sejam vendidos em um mercado de cerca de 300 milhões de pessoas,
05:21somando Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, com tarifa zero.
05:25Então, é uma queda de braço muito grande,
05:27tudo indica que, na segunda fase, como eu mencionei,
05:30quando há a aprovação individual dos parlamentos nacionais,
05:34que a França possa, de fato, inviabilizar qualquer acordo.
05:37No que diz respeito à aprovação interna do parlamento europeu como um bloco,
05:41parece que Macron não conseguiu arregimentar todos os votos necessários
05:46para barrar essa aprovação, que deve acontecer entre o dia 18 e 19,
05:51antes da viagem de Ursula von der Leyen ao Brasil.
05:54Do Luca Bassani, nosso microfone Jovem Pan na Europa,
05:57boa quarta-feira para você, a gente volta a se falar amanhã.
06:00Deixa eu chamar a Denise Campos de Toledo, daqui a pouquinho,
06:02o Christopher Garman estará com a gente da Eurasa Group
06:05para analisar essa possibilidade do acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
06:09Eu te pergunto, além de jornalista, como economista também,
06:13é um cenário que pode trazer muitas mudanças para esses dois blocos
06:18ou é algo que, para você, pessoalmente, Denise, vai ficar mais limitado,
06:22tem essas salvaguardas da França e de outros países também?
06:25É, foram aprovadas salvaguardas, Diago.
06:28Eu acho que isso acaba limitando o potencial de resultados para o Brasil, principalmente.
06:33O agro está muito preocupado com isso, porque pode haver, inclusive,
06:36interrupção desse livre comércio se os produtores da França,
06:40se alguns países se sentirem desfavoráveis,
06:43numa posição desfavorável em determinado momento,
06:46por essa concorrência toda.
06:48E o Brasil fica exposto a uma concorrência maior,
06:50exatamente no setor industrial, que você estava comentando,
06:55porque tem o livre comércio.
06:57E a indústria brasileira tem dificuldades de concorrência,
07:00abaixa a competitividade, questão de custos,
07:03ainda entra a carga tributária,
07:04a gente vai ter implementação da reforma tributária a partir do ano que vem,
07:08então seria aos poucos e ter essa salvaguarda.
07:10Agora o presidente Lula está recorrendo a Macron
07:13e também a Meloni na Itália.
07:15Ele disse que espera que o amigo Macron,
07:18presidente da França e a primeira ministra Meloni da Itália,
07:21assuma a responsabilidade de, no sábado agora,
07:24que ele vai para a Foz do Iguaçu, a cúpula do Mercosul,
07:26que ele tenha uma boa notícia para dar, que é esse acordo, Tiago.
07:30Então, o presidente cobrando a amizade de Macron.
07:33Pois é, as negociações vão até a reta final,
07:36até esse fim de semana, e com a adoção de salvaguardas,
07:39o Parlamento Europeu aprova finalmente o acordo do Mercosul e a União Europeia.
07:43No entanto, cabe agora ao Conselho do Bloco analisar a negociação.
07:48E o nosso entrevistado é o cientista político,
07:50diretor executivo para as Américas do Eurasia Group,
07:53Christopher Garman, mais uma vez, atendendo a Jovem Pan.
07:56Tudo bem, Christopher?
07:57Como sempre, obrigado pela sua gentileza.
07:59Boa noite.
08:01Boa noite.
08:01Um prazer estar aqui com vocês.
08:03Prazer é nosso.
08:04Bom, você há muitos anos também acompanha essas discussões,
08:08Mercosul, União Europeia, como eu estava conversando com a Denise aqui.
08:11Eu pergunto, essas salvaguardas que estão sendo discutidas
08:15podem prejudicar efetivamente o acordo, o fechamento desse acordo?
08:21Ou o acordo pode sair do papel?
08:23Mas o andamento das discussões pode ficar comprometido?
08:31Olha, assim, achamos que esse acordo deve ser concluído.
08:36A nossa aposta da Eurasia é que esse acordo acaba saindo.
08:40Mas houve essas resistências que a gente viu no salvaguardas.
08:45Então, talvez, o timing da conclusão desse acordo está um pouco mais incerto.
08:49Mas a gente enxerga isso mais como negociações de último minuto,
08:54colocando salvaguardas para o setor agro-europeu.
08:57É claro que isso gera uma certa preocupação para exportadores brasileiros.
09:02Mas eu colocarei isso na rubrica de últimos ajustes
09:06para tentar chegar a um acordo final.
09:10A gente enxerga que a União Europeia vê o acordo como estratégico,
09:14particularmente depois da guerra da Ucrânia de um lado,
09:16que aumentou a preocupação com segurança militar e energética,
09:20e também uma relação transatlântica com os Estados Unidos
09:22que ficou muito estremecida com a vitória do Donald Trump.
09:25Então, existe um ímpeto, sim, na Europa
09:28para tentar fechar acordos com outras regiões.
09:31E o Mercosul é um bloco importante e estratégico.
09:34Dado tudo isso, acho que está mais para um acordo sair do que não sair.
09:38Vou chamar os nossos comentaristas, Christopher.
09:40Quem faz a próxima pergunta, Cristiano Villela.
09:44Christopher, boa noite.
09:46Christopher, nós temos, especialmente na França,
09:49determinados setores do governo e empresariais
09:53falando, inclusive, em boicote em relação aos produtos brasileiros
09:58e produtos do Mercosul.
09:59Aliás, teve uma frase de um dirigente de uma rede de supermercados
10:02dizendo que os produtos do Mercosul seriam uma espécie de Shen,
10:07fazendo ali uma referência à empresa chinesa de diversos itens
10:11e que acaba levando os setores do comércio de todo o mundo
10:17a dor de cabeça por conta desse formato de utilização de comércio chinês.
10:23Agora, enfim, nesse contexto, na sua visão,
10:27esse tipo de medida pode fazer com que haja uma descaracterização nesse acordo?
10:33Talvez essas salvaguardas do ponto de vista da agricultura,
10:38aliado a esses bloqueios que sejam eventualmente feitos,
10:42podem fazer o Mercosul ganhar, mas não levar o sucesso desse acordo?
10:50Olha, você tem toda a razão que a França tem sido uma pedra no sapato desse acordo.
10:55Eles têm um setor agrícola muito mobilizado
10:58contra a finalização desse acordo.
11:03A gente tem que lembrar que eles separaram o acordo comercial
11:06do acordo mais amplo de investimentos,
11:08então o requisito de aprovar o acordo na Comissão Europeia é menor,
11:12então não precisa ter unanimidade dos membros
11:14para poder finalizar esse acordo, então facilita.
11:18Mas essas salvaguardas colocam requisitos que possam
11:23colocar dificuldades em cumprimento de exigências
11:27com os critérios adotados pela União Europeia,
11:31colocam uma ressalva, sim, em potencial acesso ao mercado,
11:35mas muito vai depender de como isso vai ser implementado aqui para frente.
11:39A gente também tem que lembrar,
11:41é importante que isso é um acordo de livre comércio
11:44que vai ser implementado ao longo de 14 anos.
11:48Então tem um longo caminho para frente
11:51para esse acordo ser plenamente implementado.
11:54O impacto econômico tende a ser modesto,
11:56alguns estudos até calculam que no final dessa transição
12:00o PIB brasileiro pode aumentar 0,34%,
12:04então eu diria que é um tipo de acordo
12:06que você muda gradualmente os termos do comércio
12:10com ganho econômico defasado ao longo do tempo.
12:14É importante o acordo, sim,
12:16mas a gente tem que reconhecer que também não é uma coisa
12:18que vai aumentar o acesso ao mercado europeu
12:23dramaticamente da noite para o dia
12:24e nem vis-festa de produtos da Europa aqui no Mercosul.
12:28Denise?
12:29Cristóvão, boa noite.
12:32Boa noite, Denise.
12:33Eu queria puxar agora para a situação política
12:35que nós temos na América do Sul de um modo geral
12:38e no próprio Mercosul,
12:39porque Javier Miley publicou nesta semana um mapa
12:43em que ele dividia entre os países que são favelados
12:49com as imagens de favelas,
12:51associando à esquerda a favelas.
12:53Ele publicou isso aí na segunda-feira,
12:55então essa ilustração retrata parte da América do Sul
12:58bem-sucedida e parte relacionada à favela
13:01e nessa publicação ele fez no dia seguinte
13:05da vitória de Kast no Chile,
13:08que é um representante da extrema-direita,
13:11colocou o Brasil entre esses outros países da América do Sul
13:14que seriam associados à pobreza
13:17e ele é um parceiro do Brasil no Mercosul, não é?
13:19Não, nós estamos bem colocados, Denise.
13:25Nós estamos num ambiente onde a direita tem sido bem-sucedida
13:28em várias eleições na região.
13:30O Chile é o exemplo mais recente.
13:32A gente está vendo eleições por vir no Peru e na Colômbia
13:36que também devem, a direita devem prevalecer.
13:39E nesse contexto onde a direita prevalece,
13:42nós temos uma nova direita,
13:44mais arraigada, ideologizada,
13:47que estão tentando ver um certo alinhamento na região.
13:51São governos que vão também estar mais alinhados
13:53com a Casa Branca nos Estados Unidos,
13:55com o governo Donald Trump.
13:57Mas, no fundo, quando a gente olha as negociações do Mercosul,
14:01eu acho que extrapolam essas cores ideológicas.
14:05O governo do Javier Milley
14:07até estava debatendo, por exemplo,
14:10sair do Acordo de Paris, muito como os Estados Unidos fez,
14:13e não saiu do Acordo de Paris
14:15porque isso poderia melar a negociação
14:17do Acordo Comercial do Mercosul com a União Europeia.
14:20Então, isso mostra que,
14:22mesmo que existe uma divisão ideológica e política
14:26entre o governo da Argentina e do governo brasileiro,
14:29existe um incentivo comum
14:31de ter acesso ao mercado europeu.
14:34Então, a Argentina não foi um dificultador
14:37nessas negociações comerciais específicas.
14:41Então, uma coisa é retórica política,
14:42outra coisa é quando você senta para negociar
14:44um acordo com o interesse do país.
14:46Christopher, agora a pergunta é de Dora Kramer.
14:51Boa noite, Christopher.
14:53Eu vou puxar para a política interna.
14:56Eu ia falar sobre o Trump, América Latina,
15:00mas eu lembrei de uma análise sua,
15:03das análises que você fazia,
15:05quando o governo, o presidente Lula,
15:07estava super embaixo.
15:09Acho que foi lá pelo meio do ano
15:11e você fazia uma análise na contramão.
15:15Você e todo mundo ali dizendo que,
15:17olha, é a vez da direita,
15:20tá, acabou, o governo acabou.
15:23E você não, você ia para um outro lado.
15:26Por isso que fico curiosa de saber,
15:29porque as coisas mudaram de lá para cá,
15:31as coisas se alteraram,
15:33aí tem prisão de Bolsonaro,
15:35aí tem candidatura de Flávio.
15:37como é que vocês da Eurásia
15:39estão vendo o cenário
15:41nesse momento,
15:43obviamente, numa projeção
15:45para uma mudança ou não de poder?
15:51Perfeito, Dora.
15:52Olha,
15:54enxergamos a eleição do ano que vem
15:57como estruturalmente competitiva.
15:59Não vai ser uma eleição fácil de cravar
16:01quem deve para avalecer.
16:02Mas hoje vejo o presidente Lula
16:05como um ligeiro favorito
16:07nessa disputa.
16:09A razão que a gente estava apostando
16:11que o Lula ia ser competitivo
16:13no ano que vem,
16:16na meados desse ano,
16:17com a aprovação popular dele
16:18estava baixa,
16:19era que quando a gente olhou
16:20os índices de aprovação do presidente,
16:22quando ele caiu,
16:23entre janeiro e maio,
16:25a grande razão da queda
16:26a gente via
16:27eram fatores de custo de vida.
16:29Aumento de preço de alimentos,
16:30os aumentos na conta de luz,
16:32e estávamos escutando
16:34nossos clientes
16:35e economistas no mercado
16:36projetando um cenário
16:38mais favorável
16:40para o preço de alimentos
16:41no segundo semestre desse ano.
16:42Então, a recuperação
16:43da aprovação do presidente
16:45teve muito mais a ver
16:46com cinco meses de deflação
16:47de preço de alimentos
16:48e também o programa social,
16:50de tarifa social,
16:51de que deu um alívio
16:53na conta de luz
16:53para famílias
16:54de menor renda,
16:56e muito menos a ver
16:57com a tarifa Trump
16:58e uma divisão
17:00da direita em si.
17:02E a gente olha
17:02para o ano que vem,
17:04é um ano que a economia
17:05vai desacelerar,
17:06mas inflação
17:07vai estar mais baixa.
17:08E quando a gente olha
17:09para eleições,
17:10custo de vida
17:11acaba sendo
17:12um variável
17:13bem importante.
17:14Então, quando a gente olha
17:14para 2026,
17:16com o presidente agora
17:17com a aprovação
17:17de 46 a 48,
17:20vemos ele
17:20como um favorito.
17:22Eu só digo leve
17:23porque a preocupação
17:25de segurança
17:26no Brasil
17:26também está bem elevada.
17:28E a preocupação
17:28com segurança
17:29ajudou o candidato
17:30da direita na região.
17:32Mas a diferença
17:32é que a aprovação
17:33do presidente Lula
17:34está bem mais elevada
17:34do que os seus pares
17:35na região.
17:37Então,
17:37a preocupação
17:39com segurança
17:39deixa a oposição
17:41e a direita
17:41competitiva,
17:43mas olhando
17:43o cenário econômico,
17:44a aprovação
17:45do presidente Lula,
17:46enxergo ele
17:47como um ligeiro favorito,
17:48sim,
17:48no ano que vem.
17:49Christopher Garman,
17:51cientista político
17:52e diretor executivo
17:54para as Américas
17:55da Eurasia Group.
17:56Como sempre,
17:57muito obrigado
17:57por atender a Jovem Pan.
17:58Volto sempre.
17:59Um abraço.
18:00Bom fim de ano
18:00para você.
18:02Um grande abraço
18:03a todos os telespectadores.
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