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O vereador Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado, subiu o tom contra membros do próprio partido (PL) que hesitam em fechar questão em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro.

Em declarações recentes, Carlos afirmou que irá "corrigir" aqueles que não demonstrarem apoio integral ao irmão, intensificando uma série de críticas públicas que já vinha fazendo a correligionários. O movimento expõe o clima de cobrança e vigilância imposto pelo núcleo familiar sobre a bancada do PL, aumentando a pressão sobre parlamentares que buscam maior autonomia política dentro da sigla.

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Transcrição
00:00O candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, que vai levar nomes de prefeitos e vereadores do Partido Liberal
00:06que não declararem apoio recorrentemente nas redes sociais à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência,
00:15o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende levar essa lista para a executiva nacional,
00:22para corrigir a postura de correligionários.
00:25A declaração se dá em um momento de sucessivos atritos dentro da direita à frente das eleições presidenciais.
00:33Carlos e o irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, eles lideram uma ala do chamado bolsonarismo
00:40que tem cobrado apoio enfático de aliados à candidatura do irmão mais velho.
00:46Chamar os nossos comentaristas.
00:48Antes disso, eu preciso receber a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is.
00:53A notícia que nós estamos analisando, Carlos Bolsonaro tem ameaçado promover um movimento de correção
01:01a quem não apoiar Flávio Bolsonaro dentro do PL, dentro do Partido Liberal.
01:07Eu vou começar essa rodada com o Roberto Mota para analisar as dificuldades que integrantes da família Bolsonaro tem
01:15em convencer todo mundo a andar no mesmo barco.
01:20O PL se tornou um partido gigantesco, uma sigla enorme.
01:24Tem muitos aliados e alinhados com aquilo que defendem os integrantes da família.
01:31Mas tem outros que não, parecem que só querem surfar na onda.
01:36Dá certo falar em correção, Mota?
01:39Claro, isso não é privilégio do PL, Caniato.
01:44Isso acontece em todos os partidos e eu tenho uma experiência pessoal com isso.
01:50Agora, em relação a essas notícias, fofoca, fofoca, fofoca.
01:54Uma campanha eleitoral é tudo ou nada.
01:58E nunca uma campanha eleitoral foi tão tudo ou nada quanto a eleição presidencial desse ano.
02:06Observadores da cena política alertam que as consequências de uma derrota da direita serão trágicas para o país.
02:16Então, diante desse quadro, o mínimo que você espera é o comprometimento total de pessoas que estão do mesmo lado.
02:27Quem critica isso não tem nenhuma experiência eleitoral.
02:32Não entende o básico da política ou não percebe o que está acontecendo no Brasil.
02:39Eu chamo o Luiz Felipe Dávila porque, nesse momento pré-processo eleitoral, Dávila,
02:47digamos que é um momento crucial para que os partidos façam correções,
02:53tentem falar a mesma língua, ainda que partidos muito grandes tenham diferenças importantes nos estados,
03:00como tentar ajustar o discurso para a campanha à presidência da República?
03:05É possível que todos falem exatamente a mesma língua?
03:09Falar em correção, tentar acertar o tom, mas dá tempo ainda?
03:15É só olhar o passado, Caniato.
03:18O PL votou mais da metade das vezes no Congresso Nacional com o governo,
03:24o que se diz um partido de oposição.
03:27Na verdade, o único partido que realmente fez oposição ao governo foi o Partido Novo.
03:32O resto da maioria acaba votando lá com o governo.
03:35Tem lá uma verbinha, tem lá uma emenda de relator, por que não?
03:40Isso mostra como os partidos no Brasil não têm nenhuma postura programática,
03:46ideológica, de postura correta.
03:48O que tem é, na verdade, é uma grande frente partidária
03:53que você precisa da legenda para se eleger,
03:55porque você não pode se eleger no Brasil sem uma legenda.
03:57É isso que acontece.
03:59E dentro deste enorme ônibus, tem gente que, todos os lados,
04:04tem gente que é mais governista, tem gente que é menos governista,
04:07tem gente que é oposição dura e acirrada,
04:09tem gente que é uma oposição soft.
04:11É isso que acontece.
04:12E cada um vai agir de acordo com o seu interesse eleitoral momentâneo e local.
04:21É assim que funciona a política do Brasil.
04:22Os poucos partidos hoje, os pouquíssimos partidos que exigem essa fidelidade programática,
04:29esse alinhamento, são pouquíssimos.
04:32Como eu disse, um dos poucos é o Partido Novo.
04:34O resto é essa frente partidária mesmo.
04:37E o PL ainda é melhor do que outros.
04:39Você pegar o PSD, tem gente apoiando o Lula,
04:41gente apoiando o Caiado e gente apoiando em ninguém.
04:45Ou seja, dependendo do seu interesse local.
04:46O que manda na eleição é a eleição para deputado federal.
04:52É essa que determina a dinheirama do fundo eleitoral e do fundo partidário.
04:58Por isso, não tem como alinhar totalmente, 100%,
05:03num enorme partido como o PL.
05:05Este apoio ou esta fidelidade integral que Carlos Bolsonaro deseja.
05:11Se fizer isso, o PL corre risco de diminuir a sua bancada no Congresso Nacional
05:17ao invés de crescer.
05:19Por isso, é preciso saber jogar o jogo.
05:23Infelizmente, o jogo no Brasil hoje é o jogo das eleições locais.
05:29A eleição nacional vem a reboque.
05:32Pois é, deixa eu passar para o Cristiano Beral também analisar a situação que envolve o PL
05:36e uma certa divergência de estratégias, por exemplo,
05:40entre o PL raiz de Valdemar Costa Neto e o PL de Jair Bolsonaro ou da família Bolsonaro.
05:49Assim, como acertar esse tom?
05:51Eu sei que tem estados e estados, mas todos têm o mesmo objetivo.
05:55E aí, essa história de ameaçar, corrigir quem não apoia a Flávio.
05:59Porque muitos, talvez, sigam outro caminho, tenham outros objetivos.
06:04Talvez não queiram apoiar a Flávio Bolsonaro.
06:07Pode isso? Como é que fica nos estados?
06:11Bom, Caniato, vamos lá.
06:12No caso específico, né?
06:13Então, o ex-vereador do Rio de Janeiro foi para Santa Catarina
06:18buscar uma vaga ao Senado e ali encontrou uma série de prefeitos
06:22que, segundo ele, estão titubeando na hora de declarar apoio a Flávio Bolsonaro.
06:30Mas aí, Caniato, a gente precisa lembrar que a política,
06:35ela, infelizmente, é feita de uma maioria de aproveitadores.
06:42Figuras que dançam a música que tocar,
06:46aquela que eles acharem que vai ser, vai estar na parada de sucesso,
06:50eles estão dançando.
06:52Não há um compromisso ideológico.
06:54E nessa dinâmica, é óbvio que diversos prefeitos, vereadores, deputados, senadores, governadores
07:03foram eleitos falando que eram bolsonaristas, surfando na onda de Jair Bolsonaro.
07:11Isso é um fato concreto.
07:12Me admira o vereador Carlos Bolsonaro, que está desde os 17 anos na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro,
07:21se impressionar com isso, porque isso, obviamente, vai acontecer.
07:26Agora, não se conquista apoio de verdade, não se conquista apoio válido
07:32a partir de uma manifestação que seja de imposição.
07:39Isso tem que ser trabalhado para que ele demonstre que o certo a fazer é apoiar Flávio Bolsonaro.
07:48Pois é, deixa eu passar também para o Bruno Musa,
07:50que é a questão que envolve a estratégia de um partido, né?
07:54E há essa ameaça, esse diagnóstico que foi feito por Carlos Bolsonaro,
07:59pelo menos Carlos Eduardo, né?
08:01Que tem mencionado que algumas figuras do PL não estão apoiando o seu irmão,
08:06que é preciso abraçar a campanha, porque senão não vai dar certo, tem que corrigir,
08:11não vão usar o nome da família Bolsonaro em vão.
08:14E aí, Bruno Musa, a gente já acompanhou em outras eleições também desajustes e desavenças
08:22em relação a apoio ou a ausência de apoio para determinado candidato.
08:27Mas nesse caso vai além, né?
08:29Porque eu acho que é o nome da família, trata-se de Flávio, que foi endossado pelo pai,
08:34o pai está em prisão domiciliar, eu acho que há muitos ingredientes que acabam apimentando esse cenário, né?
08:41Sem dúvida, eu vejo isso como mais um resultado de todo o processo que se tornou a política brasileira,
08:47que no meu entender, ela não é apenas disfuncional, como ela é doente.
08:51Precisa ser recuperado e recomeçar absolutamente do zero.
08:57Veja, eu prefiro o estilo de liderança que você faz justamente por admiração,
09:02porque você quer estar ao lado daquela pessoa que você admira,
09:06seja pelos valores, pela competência, pelo que for, e não pelo tipo de ameaça.
09:10Agora, pressuponho, assim como o próprio Mota colocou,
09:13que por se tratar de pessoas políticos do mesmo partido,
09:18em detrimento à oposição do Lula,
09:21não haveria sequer qualquer tipo de questionamento com quem eles apoiariam.
09:26Mas, pelo visto, não.
09:28O Dávila trouxe um dado extremamente relevante,
09:30mas da metade das votações não foram com a oposição,
09:34e sim com o próprio governo.
09:36E eu já fiz várias críticas, inclusive marcando essas pessoas
09:40dentro dos meus vídeos, de posts, ou comentando com eles,
09:43pessoas que se dizem de direita votando com a esquerda,
09:46com pautas intervencionistas, com pautas a favor de subsídio,
09:49de aumento de endividamento da máquina pública,
09:52mostrando um claro descompasso entre o que ele diz acreditar
09:55versus o que ele fala ou vota.
09:58Então, tudo isso é extremamente relevante,
10:00levando ao questionamento que, se não me engano,
10:02foi o Mota que fez outro dia aqui no nosso programa,
10:06questionando, será que de fato essas pessoas sabem
10:08o que significa ser de direita?
10:10Eu tenho plena convicção que grande parte deles não.
10:13E isso mostra, expõe e deixa cada vez mais claro
10:17como esses incentivos perversos na política brasileira,
10:21eles geram todo o incentivo para que as pessoas votem
10:25de acordo com o que é conveniente para eles,
10:27e não exclusivamente com as pautas que eles supostamente defendem.
10:31Portanto, uma das votações mais importantes
10:34que nós teremos esse ano é para o Senado,
10:37pessoas que devem ficar atentos.
10:39Eu estava vendo esses dias uma matéria extremamente relevante,
10:42que fala que 22% dos brasileiros
10:45dizem saber que teria que votar
10:47ou quem votará para o Senado esse ano.
10:506% dos brasileiros sabem que são dois senadores.
10:54Então, grande parte deles não tem a menor ideia.
10:57E uma outra pesquisa mostrando que 57% dos entrevistados
11:02em duas semanas não sabem mais para quem votou para o Legislativo.
11:05Então, perceba que a gente ainda não entendeu
11:07a lógica e a importância que é
11:09você votar não apenas para o Executivo.
11:12Porque grande parte desses que se dizem de direita
11:15depois começam a votar com o outro lado.
11:17E isso vai passando batido.
11:19Então, eu espero que a gente saiba fazer pressão.
11:21Porque eu já cansei de esperar alguma mudança de dentro para fora.
11:24Eu acredito zero nisso.
11:26A mudança de fora para dentro,
11:27com a mentalidade e o conhecimento da pessoa,
11:30das pessoas mudando e amadurecendo.
11:32A gente precisa ver exatamente quais serão os próximos passos.
11:36Deixa eu só passar mais uma análise para o Mota.
11:38Só um complemento.
11:40Mota, pessoas da nossa audiência fizeram o seguinte apontamento.
11:43Bom, mas Flávio tem subido em todos os levantamentos.
11:47Então, se o candidato a uma casa legislativa
11:50fizer uma rápida reflexão,
11:52vai querer, claro, associar o seu nome, a sua figura,
11:55a de Flávio Bolsonaro, que tem crescido muito.
11:58Me parece que tem, inclusive, surpreendido na avaliação
12:01de muitos.
12:04Você, por diversas vezes, mencionou as experiências
12:07que você teve em processos eleitorais.
12:09Claro que há diferenças substanciais de um pleito para o outro.
12:13Mas eu acho que há situações comuns.
12:16Há várias eleições.
12:18O candidato, por exemplo, à Câmara dos Deputados,
12:21ou às Assembleias Legislativas,
12:22eu acho que mais nessas duas casas do que, por exemplo, ao Senado.
12:26Me parece que eles vão tentar, de todas as maneiras,
12:31convencer o eleitor de que ele é o melhor candidato a deputado federal,
12:35ele é o melhor candidato a deputado estadual.
12:38Se associar a uma figura do Executivo ajuda ou atrapalha?
12:42Por que alguns têm receio de associar o seu nome
12:45àquele que estampa o santinho principal do partido?
12:50Caniato, eu vi isso.
12:52Eu fui testemunha disso em 2018,
12:55quando eu fui candidato a deputado.
12:58A grande maioria dos candidatos
13:02não tem a menor ideia
13:05de quais são as propostas que ele defende
13:10ou qual é a visão do mundo que ele propõe.
13:13Eles só sabem que precisam de votos.
13:17Então, eu acho que a crítica aqui
13:19é para aquele candidato
13:22cuja única ação
13:24é tirar uma foto com o Flávio
13:27fazendo um joinha
13:28ou apontando pra ele
13:30pra colocar no santinho
13:32e conseguir votos com isso.
13:34Esse candidato não tem mais
13:36nenhum tipo de comprometimento
13:38com as ideias
13:40da direita.
13:42Os conservadores ou liberais
13:44é como o Bruno disse.
13:46A maioria não tem a menor ideia
13:49do que é ser de direita.
13:51Eles querem pegar carona
13:53no Flávio, no nome Bolsonaro,
13:56pra se eleger.
13:57No primeiro mês, no Congresso Nacional,
13:59vão votar junto com a esquerda.
14:02Vão apoiar projetos
14:05que resultam em aumento de gastos,
14:08em aumento de impostos,
14:09em aumento do tamanho do Estado.
14:12Porque não tem nenhuma ideia
14:14que eles defendam.
14:16O que eles querem
14:17é uma oportunidade
14:19de fazer parte do Estado.
14:22E é essa, justamente,
14:25uma das grandes brigas,
14:27uma das grandes lutas
14:28de quem é verdadeiramente
14:30verdadeiramente de direita.
14:31Lutar por um Estado
14:34enxuto,
14:35focado naquilo
14:37que são as suas missões
14:39essenciais
14:40para que o cidadão
14:42tenha liberdade
14:43e mantenha o dinheiro
14:45que é seu,
14:47no seu próprio bolso.
14:49seguimos com o...
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