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  • há 2 dias
La Promesa Capitulo 829 (30 abril )

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Transcrição
00:00Podemos, não vai ser que essa senhora se presente aqui e nos pegue em plena faena.
00:06Adriano, te encontras bem?
00:12Eu, sem embargo, lhe vou contar tudo.
00:14Sem maquillar.
00:15Que conheçam a verdadeira cara de curro.
00:18E sua verdadeira cara, capitão?
00:20Ela vai mostrar o tenho que fazer eu?
00:22Porque se quer, lhe digo que preferir morirme a casarme com você.
00:26A ver, eu acho que todos deveríamos ser discretos e não despedejar a família delante do duque.
00:32Ricardo Santos precisa conhecer a verdade.
00:34Isso não vai passar.
00:35Se lhe explica o que aconteceu em bons termos, entenderá que foi um acíago accidente e já está.
00:39Já sabe que a relação com Santos sempre foi muito delicada.
00:43Muito bem, mas tendrá que tentar...
00:44Que não!
00:45Isto só nos concierne a Santos e a mim. E a ninguém mais.
00:50O que surgiu entre curro e eu foi muito anterior a tudo o do capitão da mata.
00:54Quando minha mãe me comprometiu com o capitão da mata, eu seguia muito enamorada de ele.
01:00Ele é a pessoa mais maravilhosa que conheço em minha vida.
01:02Eu sei que creio que tudo isto se o estou dizendo porque estou muito enamorada de ele,
01:06mas curro e eu rompemos o nosso noviazgo dias antes de que você chegaram a promesa.
01:10Eu só disse que a carta me parecia mais relevante agora,
01:14mas por pura intuição.
01:17De verdade, de verdade, não saques conclusões precipitadas, por favor.
01:21Últimamente, Lanuto tensa cada vez que está comigo.
01:26E tem que haver um motivo para isso.
01:28Você sabe que o refugio é o melhor projeto que o patronato teve entre manos em muito tempo.
01:33Não o desestimaram porque foi malo,
01:35mas porque você me tem envidia.
01:38Envidia.
01:39Envidia porque eu consegui mais atenção que você.
01:41Mas as pessoas do refugio não tem a culpa disso.
01:45As pessoas precisam que as ajudemos e você não vai negar.
01:48Veda é minha filha.
01:50É certo?
01:51Os Luján secuestraron a minha filha.
01:53Aqui ninguém tem retenido a Vera em contra de sua voluntade.
01:56Todo o mundo se vai enterar disso, têngalo por seguro.
01:59E assim sabrão que não se pode confiar em um Luján.
02:02E se quer comprar meu silencio, já sabe o que tem que fazer.
02:10Eu seguro que minha família não sabia nada disso.
02:13Ou isso diz você.
02:15Não é o que eu diga.
02:16Não estávamos ao tanto.
02:18Que responsabilidade podemos ter se não sabíamos?
02:20Um secuestro não é nenhuma vagatela, senhor meu.
02:23Aqui ninguém tem secuestrado a ninguém por amor de Deus.
02:27Pode ser verdade isso que diz.
02:29Que não sabiam que Mercedes ou Vera era minha filha.
02:32É verdade.
02:34A questão não é essa.
02:36A questão é...
02:37Quem lhes creerá ha chegado o caso.
02:41A verdade sempre acaba imponiéndose.
02:45Não me diga.
02:47Veo que desconoce os principios básicos.
02:51O importante não é a verdade, senão o que a gente crea.
02:54E contra isso...
02:55Que pode fazer você?
02:57Já se o digo eu.
02:59Nada.
03:03Sabe?
03:05Em realidade, se há algo que pode fazer.
03:08Eu acho que o dinheiro compra voluntades.
03:11E dá a casualidade de que eu tenho muito dinheiro.
03:16Você escolheu um mau inimigo, senhor Duque.
03:21Eu acho que...
03:21Don Manuel de Luján al fin enseña a sua verdadeira cara.
03:25Mas deve ter em conta que nisso da extorsão, como em todas as artes,
03:32há praticantes de muito distintas competências.
03:38O ego não sabe nem por onde ele vem o aire.
03:41Se move por pura intuição mais que por conhecimento.
03:47Eu acho que você consiga que uma revelação pública como essa não afecte demasiado a sua família.
03:54Que consiga aplacar o escândalo com todo o dinheiro que tem e com o que vai ter.
03:59Mas essa não é mais que uma das jogadas de as muitas que posso fazer.
04:04Por...
04:07Por...
04:07Por...
04:08Não.
04:08Não.
04:09Que ocorreria se eu agora mesmo chamo ao Duque de Salvatierra, emisario do rei, e lhe conto isto.
04:15De que serviria toda a sua fortuna?
04:19Seguro que o Duque de Salvatierra nem consultaria ao rei.
04:22Negaria ao instante o título ao seu querido irmão.
04:26Bastardo.
04:28Outro escândalo mais que sumar a larga lista dos Luján.
04:32Está amenazando com quitarle o título ao meu irmão?
04:35Ou mais bem com que não se lhe devolvam.
04:38Mas sim...
04:39O entendi a primeira.
04:49E de quanto dinheiro estaríamos falando?
04:54Você é um homem razonável, sim.
04:58E isso...
04:59Sempre é bom para fazer negócios.
05:06Não é descoberto...
05:23Isso é uma loucura.
05:26De gargas para você.
05:28Não dize que dispone de muito dinheiro?
05:31Júntelo e entreguemelo o quanto antes, ou se não...
05:35Tendrá que atender as consequências.
05:43Don Manuel.
06:00A sensação de que não o interioriza do todo, que são pessoas com seus nomes e seus apellidos.
06:05Que é você cansina.
06:06Pois, me sinto se expressa com franqueza,
06:09mas me dá a sensação de que o reduz tudo a um enfrentamento pessoal entre você e eu.
06:14É coisas muito mais importantes.
06:19É que não me estou explicando bem.
06:27Não, não.
06:30Ele tem dado você perfectamente.
06:33Ese é o problema.
06:37Não só isso, mas ele tem dado você no clavo.
06:47O que quer dizer com isso?
06:51Que as coisas passaram como você as narra.
06:54Você conseguiu a notoriedade da prensa, a lisonja da alta sociedade,
06:58que a invitaram as fiestas mais privadas, o aplauso das damas do patronato,
07:04enquanto eu me quedava totalmente ao margem de todo reconocimento.
07:09E não, não me gostou.
07:12Não.
07:12Não me gostou em absoluto.
07:16Pode parecer mezquino, mas eu llevo muitos anos dedicando meu tempo e meu esforço
07:24a que o patronato seja um lugar solvente.
07:26E não, não.
07:27Não é sido nada fácil.
07:27Se o posso assegurar, hein?
07:30E de repente chega a você.
07:32Joven.
07:33Hermosa.
07:35Com uma causa justa por a que lutar e, encima, a defende admirablemente bem.
07:39Do lado todo mundo.
07:43E eu?
07:49É que se...
07:51Se esse é o problema, se pode arreglar.
07:55Que esse problema pode não existir.
07:59E você é tão jovem.
08:01Únicamente, não censure o projeto. Apóyelo e fazê-lo juntas.
08:08Eu posso falar com don Gonzalo Mateo e que nos faça um reportagem a as duas. Juntas.
08:13E se em algum momento me volta a invitar a uma fiesta exclusiva, privada, o que seja...
08:19Podemos ir as duas e o meu prometido se quede em casa.
08:24De verdade, e nem sequer tem que compartilhar o mérito comigo, pode ser tudo seu.
08:28Porque é você a presidenta do Patronato, e que você decide...
08:32Se, ao final, sai bem, se decide apoiá-lo.
08:38Todo isso teria estado muito bem se você o chega a plantear antes.
08:42Mas já está.
08:43Não, não é tarde. Doña Pilarcita, não é tarde. Não é tarde.
08:48Por favor, visite o refugio.
08:51Vê-lo com seus próprios olhos. E se, depois desse momento,
08:54segue pensando que não merece a pena.
08:56E seguro que não vou insistir mais.
08:59Se o seguro, de verdade. Mas por Deus...
09:03Deme essa oportunidade.
09:05Por favor.
09:22É que, acaso, celebramos algo especial, padre?
09:25Bom, a juzgar por a actitude do duque de Salvatierra, as entrevistas não estão indo mal do todo.
09:32Isso é algo que ainda não podemos saber.
09:34Não, não há ciência certa.
09:36Mas se esse homem encontrou algum motivo para denegarte o título, já o teria señalado.
09:40Não te parece?
09:43Sim, sim, tem razão.
09:45Bom, pois não há encontrado nada, assim que, de momento, podemos brindar.
09:55Parece que nossos temores não se han cumplido e que os habitantes desta casa, quando o duque lhes perguntou sua
10:00opinião sobre ti,
10:02não tenham ter em conta o comportamento irastível dos últimos dias.
10:05Sim.
10:09Incluso Oliocadi ha hablado bem de ti.
10:13Isso permítame que o dure.
10:15Bom, por o que me disse, não há falado mal, que já é bastante.
10:20E por o que sei, na planta baixa todos han dicho maravillas de ti.
10:23Sempre há algum verso suelto, mas não se pode gostar a todo o mundo, nem a você.
10:28Sim, posso imaginarme quem é esse verso suelto, neste caso.
10:31Dá igual, Curro.
10:33O importante é que todos han hablado de tu generosidade, de tu buen coração e de tu nobleza.
10:39Não me merezco.
10:40Por supuesto que te lo mereces.
10:43Tengo a sensação de que todo o mundo está deseando que recuperes o título de barão de Linaja, que é
10:48o justo.
10:50Só que o duque de Salvatierra se deixou o prato forte para o final.
10:55Porque ainda não há entrevistado a nosso querido capitão de la mata.
10:58E está claro que não será tão favorável como os demais.
11:01Más bem, vai ser todo o contrário.
11:04Aí não te falta a razão.
11:06É que me arrebenta pensar que tem voz nisto. Porque é que não é justo.
11:09Não, não é.
11:11Mas não podemos fazer nada ao respeito. Não depende nem de ti nem de mim.
11:14É este maldito sentido.
11:16Escúchame bem, filho.
11:18Passe o que passe, tens que manejar bem os nervos e tua ira.
11:22Se não queres que todo se vai ao garete por um pronto.
11:26Hemos chegado muito longe para morir agora na orilla.
11:29Tens que fazer um último esforço.
11:32O duque e, seguramente, Lorenzo te van a poner a prova.
11:35Por isso é muito importante, agora mais que nunca, que não caigas em suas provocações.
11:40Entende?
11:47Entende?
11:47Entende?
11:47Passe.
11:49É que procuro poner buena cara, pero por dentro estoy muerto de medo.
11:55Não é questão de que não tengas medo. É questão de que não te condicione.
12:03Não quero ser o curro de ultimamente. Quero ser o curro de antes.
12:11Não me conformo com que o tentes. Quero que o consigas.
12:23Me lhe invite a dizer a verdade ao duque de Salvatierra.
12:27Disculpa, não te entendo muito bem.
12:30A verdade ou a tua verdade?
12:33Pois, simplesmente, a verdade é desnuda, Lorenzo.
12:39Ese estirado perguntava, eu respondia com a maior sinceridade e assim foi tudo.
12:43Tem su mérito?
12:44Isso sim, sem meterme nem jardins nem charcos.
12:48A isso lhe chamas tu contar a verdade, Leocadea?
12:52Lorenzo, não falo nem bem nem mal de curro.
12:54Porque não quero que seu destino perjudique a minha filha.
12:57Aunque total, que mais dá, se já não estão juntos.
12:59É uma pena, o pouco que dura o amor nestes tempos.
13:02O que sabe muito bem o que penso de esse dislate, de reclamação, do título e...
13:07Pero?
13:09Contigo sempre há um pero escondido.
13:11Mas não quero significar-me nem favor nem contra de curro.
13:14Porque não me interessa em absoluto.
13:17Sempre tão cobarde.
13:18Ou sempre tão prática.
13:19En cambio, eu sim vou significar-me.
13:22Vou contar ponto por ponto o que opino de curro.
13:24Me devo ao cardenso pretendo que me calle.
13:27Ah, te lo ha pedido.
13:28Sim, o ha sugerido, já sabes como é.
13:30Mas não vou fazer caso.
13:32Esse bastardo está sentenciado.
13:34E eu me vou encargar de rematar-lo.
13:37E como estás tão seguro de que o vas conseguir, Lorenzo?
13:40Em serviço todo mundo ha hablado bem de curro.
13:43Não pode valer o mesmo a minha opinião que a de uma vulgar criada.
13:46Há opinado muitas vulgares criadas.
13:48E nessa família todos, juraria que quase todos,
13:52han hablado bem de ele.
13:53Ou, ao menos, não han dito algo que o possa condenar.
13:56Espera que me chegue o turno.
13:58O estou deseando.
14:01Tu opinião abrirá uma brecha, isso sem dúvida.
14:04Mas de aí, a dar a curro por condenado,
14:06vai ao mundo, Lorenzo.
14:09Já o veremos, não?
14:13Menos mal que há sido a teu filho, que se não...
14:16Esse bastardo inútil nunca foi minha filha.
14:19Nunca nos llevamos bem.
14:20Ni houve afecto entre nós.
14:23Eu não tenho tão claro.
14:25Fíjate que eu sospecho que ele sim te queria.
14:27E aí, o que mais dá?
14:30Además, te estás esquecendo que tentou secuestrar a tua filha.
14:34Isso é um detalhe que os dois tenias em comum.
14:37Você lembra?
14:38Escucha, Leo Gadião, não vou me detenar a confeccionar a lista de deméritos do bastardo.
14:45Mas isso é precisamente o que vou fazer delante do duque de Salvatier.
14:49A curro não merece formar parte da nobleza, porque é escoria.
14:53O único que espero, Lorenzo, é que...
14:56En este afán teu de destruir a curro,
14:59não perjudicas a minha filha.
15:02Sou um cabalheiro, podes estar tranquilo.
15:05E isso, em que se substancia?
15:07Em que vou deixar a tua filha ao margem.
15:10Isto é entre o bastardo e eu.
15:24E foi uma pena que a doña Pilarcita, ao final,
15:27não se decidirá acudir ao refugio.
15:30Bom, ao menos a senhora está no palacio para falar com a senhora Martina.
15:35Eu sei.
15:37Mas se vê que a senhora não conseguiu convencerla de que...
15:41de que fizera a visita.
15:42Pois não será porque ela não insistísse, porque...
15:47Conociéndola...
15:48Con toda a que temos trabalhado para agasajar a esa senhora.
15:53Já.
15:54Bom, supongo que não se pode forzar a ninguém.
15:57Em contra de sua voluntade, não?
16:00Pois não.
16:02E, de todas formas, tampouco...
16:05Tampouco nos chamemos a engaños.
16:06Por quê?
16:08Supongo que, no fundo, todos pensávamos que esa senhora não queria ir ao refugio.
16:12Senhora Arcus, você não pode reprocharse nada.
16:15Ela fez tudo o que está em sua mão e deveria estar muito orgulosa, muito.
16:20E estou muito orgulosa.
16:22Sim, pois não se nota.
16:25Porque isso não me consula nada, senhora Darry.
16:27Sim.
16:34Sim.
16:34Beijo.
16:35Aqui estás.
16:37Oye, tienes que tener un pouco mais de cuidado, eh?
16:38Que he visto que le ibas a poner la sopera de sombrero a doña Leocadia.
16:42No tuviera suposto mi despido inmediato.
16:45Te voy a servir una infusión. ¿Tú quieres?
16:47Sí, por favor.
16:53Buenas noches.
16:55Noches.
16:55Queda pisando.
16:57Claro. Sílva-se a usted mismo.
16:59Muchas gracias.
17:02Me voy a subir una taza para que me ayude a conciliar el sueño.
17:11Se lo dejo aquí.
17:12Que descanse.
17:13Igualmente.
17:17Gracias, padre.
17:18La verdad que ni siquiera sé con lo que me he tropezado.
17:21Lo que yo no sé es cómo has podido evitar el desastre.
17:23Sí.
17:24Me he acordado de una enseñanza del señor Baeza.
17:26Él siempre decía que en estos casos, si algo ha de caer al suelo es mejor que sea el sirviente
17:31y no lo que lleva en las manos.
17:33Eso es muy de la vieja escuela.
17:34Claro que el señor Baezaera es de la vieja escuela.
17:38No tardes mucho en acostarte.
17:45Señor Arcos, he estado pensando en lo que usted me dijo.
17:53Sobre estos dos.
17:54Sí.
17:55Y creo que tiene usted razón.
17:58Si Ricardo le contase la verdad a Santos, sería bueno para todos.
18:03Bueno para Ricardo porque se quitaría un gran peso de encima y bueno para Santos porque sabría la verdad.
18:12Pero por desgracia, Ricardo me ha dejado muy claro que no me meta ahí y ya no me queda otra
18:17que respetar su voluntad.
18:19Pues sí.
18:21Y es una pena.
18:23Es una pena porque ahora parece que se llevan bien.
18:26Pero don Ricardo ha fundado la relación con su hijo sobre una mentira.
18:30Y eso se le subirá en contra tarde o temprano.
18:34Pues sí.
18:35Cuando vea que Santos no levanta cabeza por la muerte de su madre.
18:40Justamente.
18:43En cambio con usted, quiero decir, lo que hay entre usted y él, Ricardo...
18:48Señor Arcos, ahí no hay nada que hacer y ya no sé cómo decírselo, por favor.
18:52Discúlpeme.
18:54Discúlpeme.
18:54No se preocupe.
18:56Es solo que ni siquiera había pensado en ello.
18:59La historia de amor entre Ricardo y yo es...
19:05Es historia antigua.
19:09Lo lamento.
19:28Lo lamento.
19:30Don Manuel.
19:33Me ha dado un susto de muerte.
19:35¿Qué hace usted aquí?
19:38¿Que qué hago aquí?
19:41Creo que eso es lo que tendría que preguntarte yo, ¿no crees?
19:45¿Cómo?
19:47¿Quién eres en realidad, Vera?
19:50¿O debería llamarte Mercedes?
19:54Ni lo intentes.
19:57He estado hablando con el duque de Carril.
20:02Dime la verdad.
20:05Es tu padre.
20:11Por el amor de Dios.
20:13Por el amor de Dios.
20:15Por el amor de Dios.
20:16Quiero que me digas ahora mismo.
20:19¿Por qué estás aquí?
20:20¿Y cómo es posible que la hija de un duque haya acabado sirviendo en mi palacio?
20:29Hace un tiempo me enteré que no todos los negocios de mi padre eran limpios.
20:35Que con tal de conseguir sus fines recurría a la extorsión, al fraude, que no tenía ningún tipo de escrupulo.
20:44Así que recogí todas las pruebas que pude y decidí denunciarlo.
20:51Pero fue una ingenua.
20:54Yo pensé que con eso acabaría con todo, pero no fue así.
21:00Incluso fue a peor.
21:02¿Qué ocurrió?
21:06Mi padre movió sus hilos y... se libró enseguida.
21:12Y salió libre y lleno de rabia. Con ganas de hacérmelo pagar.
21:17Descubrió que habías ido tú.
21:20Me amenazó.
21:24Estaba asustada, estaba muerta de miedo y...
21:28Y esa es la razón por la que decidí marcharme de mi casa.
21:31Dios mío.
21:33Por miedo a las represalias de mi padre.
21:37Fue entonces cuando Lope me encontró.
21:41¿Dónde?
21:43Vagando por el monte.
21:46Lope me trajo aquí y me salvó.
21:49Me escondió en la promesa.
21:52¿Y cómo acabaste de donde ella?
21:55Fue todo pura casualidad.
21:57¿Casualidad?
21:59¿O por una mentira?
22:01No.
22:02Yo me puse el uniforme de doncella para salir de mi escondite y dar una vuelta por el palacio.
22:08Con tal mala suerte que me vio la señora marquesa, me confundió con una nueva doncella.
22:13Le gusté y... desde entonces...
22:18Eres la hija de un duque.
22:22Aprendí el oficio sobre la marcha.
22:26¿Cómo has podido amoldarte una vida tan diferente a la que conocías?
22:31No hay mejor maestro que lo irremediable.
22:35Don Manuel, yo habría vivido así para siempre. A mí me gusta esta vida.
22:40El caso es que hace unos días, en una de sus entrevistas visitas, mi padre vino y me descubrió.
22:47¿Cómo?
22:49¿Y qué pasó?
22:50¿Qué te dijo? ¿Dices que temía sus represalias?
22:54Sí, sí, pero no fue como yo me imaginaba. Él estaba feliz de haberme encontrado. Bueno, y sorprendido, claro.
23:02¿De verdad?
23:06¿Alguien más sabía quién eras?
23:12Hay gente de abajo que sí que sabe quién soy.
23:15Claro.
23:17Sin la ayuda de ellos no podría haber aguantado tanto. López lo sabía claro y...
23:24Bueno, y Curro también lo sabe.
23:30Curro.
23:36Mírame.
23:39¿Mi hermano lo sabía?
23:46Fue el que me ayudó a evitar cruzarme con mi padre cuando empezaron las visitas.
23:55¿Y ahora qué hacemos, don Manuel?
23:56No lo sé.
23:58Porque por lo pronto tu padre me ha pedido que invierta más dinero en su empresa a cambio de su
24:02silencio.
24:03¿De su silencio?
24:04Sí.
24:06Me amenaza con contar una patraña a todo el mundo por la cual los Luján han secuestrado a su hija.
24:12Lo siento.
24:14Lo siento, lo siento, don Manuel. No puedo creerme que mi padre le esté haciendo esto.
24:18Él sabe que si yo estoy aquí es por propia voluntad.
24:20Pues fue bastante agresivo a la hora de volver a pedirme dinero.
24:24No sé. Quizá yo pueda hablar con él. Ya le digo que nuestro reencuentro fue bien.
24:28No. No.
24:29Puedo hacerlo entre...
24:30No hagas nada.
24:33Lo siento mucho, Vera.
24:37Pero si algo ha quedado claro hasta ahora es que tu padre tan solo te está utilizando.
24:56La cosa es que a mí el duque de Salvatierra no me ha querido entrevistar.
25:00Normal, Estefanía.
25:03¿Normal?
25:05Pero si ha entrevistado a todo el mundo.
25:07Ya, pero tú acabas de entrar. ¿Qué le vas a contar del señorito Curro? No hay menos.
25:13Yo me fijo mucho.
25:15Por mucho que te fijes no es eso. Tampoco ha entrevistado a don Ciro y a doña Julieta. Y es
25:19por lo mismo.
25:23¿Cómo llevas la mañana, Carlos?
25:28Bien.
25:34¿Qué digo yo? Que vosotros dos os conoceríais del pueblo antes de coincidir aquí, ¿no?
25:48Toma, claro. Ya me dirás. Con lo chico que es Luján. Si no nos hemos visto mil veces, no nos
25:54hemos visto ninguno.
25:58Además, los dos hay de llamar la atención.
26:02Yo a Carlos me lo sé de memoria. Como quien dice.
26:09Lo que pasa es que nunca nos habíamos tratado. Como siempre hemos sido de cuadrillas diferentes. ¿Verdad que sí, Carlos?
26:17Sí. Sí. De hecho, no sé si habremos cruzado más de tres palabras seguidas alguna vez.
26:24Bueno.
26:26Yo voy a ir yendo a secar la vajilla.
26:50Me voy a seguir despidando la chaqueta.
27:06Me voy a seguir despidando la chaqueta.
27:16Estará ao caer, não?
27:20Tem que ter paciência.
27:22Vem cá.
28:07A CIDADE NO BRASIL
28:09Boa noite.
28:39Boa noite.
28:40Boa noite.
28:41Boa noite.
28:43Boa noite.
28:54Muito obrigada por honrarnos com sua visita.
28:58Você insiste tanto que quase pode dizer que me senti obrigada a vir.
29:04Vem comigo, por favor.
29:10Como pode ver, todos estão encantados de verla.
29:16Eu vejo que eles se han leccionado bem para que sonriam.
29:19Mas que faltam cingimentos.
29:21Não são cingimentos.
29:23Estão agradecidos de verdade.
29:26Se lhe parece bem, vamos dar uma volta por o exterior e assim lhe pode ensinar o nosso quarto.
29:32Tenga cuidado por onde me leva.
29:33Não quero mancharme.
29:35Sim, sim, não se preocupe.
29:37Como pode ver, algumas das verduras que se come no refugio são de seu quarto.
29:46Al menos tem algo que levarse a boca.
29:50Vem por aqui.
29:52Também quero ensinarle o carro com que se venden os churros no povo.
29:56Me deixaram aqui para que se pudesse ensinar.
29:59Bom, e esses churros são igualitos que os que fazem em Madrid.
30:03Más vale que repartam servilletas.
30:06Por a trinque que sueltam.
30:08Já.
30:09Vem comigo, por favor. E assim lhe posso ensinar também as instalaciones interiores.
30:14Para que vea como aprovechamos o espaço que há, que não é muito, para que todos se podam alojar aqui
30:20com a maior dignidade possível.
30:21Sim, sim.
30:22Sim.
30:25Outra coisa lhe pedo.
30:26Claro, o que quiera.
30:29Que não se me acerquem demasiado estes minesterosos, hein?
30:32Não, não se preocupe que vão manter todos a distância.
30:36Claro.
30:36Llévaselas.
30:42Quer uma rosquinha?
30:47Se las han preparado as cocineras de La Promesa especialmente a você.
30:51Sim.
30:58Sim.
31:13Está riquíssima.
31:15Sim.
31:18Sim.
31:18A ver onde jogamos ao esconder.
31:21Sim.
31:43A ver onde jogamos ao escondite.
31:55Boa noite.
31:56Boa noite.
32:01Eu te perguntaria que tal estás, mas basta com merte para saber que estás bem.
32:06Ou talvez seja o embarazo que te dá um brilho especial.
32:11Bueno, levar isso cansa o seu, mas é o normal, né?
32:17O importante é que tudo vai para frente, sem percance a ninguno.
32:21E com Carlos, pois, também tudo vai melhor.
32:27Me alegro.
32:30Se poderia dizer que estou razonablemente bem.
32:32Que diriam os senhores?
32:35Ojalá pudiera dizer o mesmo depois da visita daña Pilarcita no refugio.
32:40Oh, como é isso?
32:42Al final se ouve a sua mulher?
32:44E eu acho que deve ter chegado já.
32:47Vou ir correndo ao refugio e ajudar a Martina com a visita.
32:50Samuel, rezaré para que tudo salga bem.
32:53Esa gente e tu, o primeiro, mereceis que esse lugar siga sendo o que é.
32:58O que é?
33:02Esperanza, né?
33:02Ou seja, é o que é?
33:31Esperanza, né?
33:32a don Manuel e assim conseguir que ele faça o que lhe convine a seus negócios.
33:39Essa mesma cara se lhe quedou à senhora Darrell quando se lhe conté anoche.
33:42A ver, Vera, eu acho que se nos queda a todas essa cara porque todas pensamos a mesma coisa.
33:49Que o que nos dá conta é muito desagradável, mas...
33:52mas não nos sorpreende.
33:55Não, desde logo.
33:57A estas alturas sabemos perfectamente como se las gasta el bueno de tu padre, Vera.
34:03Estaba claro que él iba a intentar se acatar de todo esto.
34:08Pero yo había empezado a tener la esperanza de que había cambiado.
34:12La forma en la que reaccionó al encontrarse conmigo, ¿no?
34:16Se alegró mucho.
34:20Aunque ahora entiendo el porqué.
34:23Tiene que ser muy duro para ti confirmar tus malos recuerdos.
34:29Pero es lo que hay.
34:31Mi padre es una mala persona.
34:33Un estafador y a saber qué más.
34:36Así que mejor salir de dudas ya y saber que, aunque haya pasado mucho tiempo, hice bien en denunciarlo y
34:41en huir de casa.
34:44Vera, pasaste de ser una niña criada entre algodones a trabajar en el servicio de una casa.
34:49Y nadie hace eso si no tiene un motivo de peso.
34:53Y ese motivo era tu padre.
34:55Y esto demuestra que el motivo sigue ahí.
35:00Me duele ver que nada ha cambiado.
35:04Pero sobre todo me duele que don Manuel vaya a pagar las consecuencias.
35:07Y todo por mi culpa.
35:08No digas eso.
35:10No digas eso.
35:25Con permiso.
35:30No he pedido nada.
35:33Ya.
35:34Tú nunca pides nada.
35:40Hubiera preferido un café, de verdad.
35:45Bueno, pues a riesgo de que te enfades más conmigo de lo que ya estás, creo que te conviene más
35:50una valeriana y no algo que te ponga más nervioso con lo que tienes encima con la presencia aquí del
35:56emisario del rey.
36:00Está bien.
36:05¿Puede retirarse?
36:06No.
36:07No. Quiero hablar contigo sobre un asunto del duque de Carril.
36:13Mire, es que yo no quiero saber nada de los negocios de mi hermano.
36:16Y mucho menos si viene de usted.
36:19Porque lo último que quiero es discutir.
36:21Ya. Bueno, pues si no quieres hablar de terceros, entonces hablemos de ti.
36:26Doña Piárcelo, luego...
36:27No, curro, no.
36:28Si no puedes perdonarme a mí, lo entiendo, aunque me duela en el alma.
36:32Pero necesito que te replantees tu ruptura con Ángela, porque te sigue queriendo de verdad.
36:36No se meta en eso.
36:37Que no me meta.
36:38Que no me meta como no me meta, reviento, curro.
36:40Que escuché su entrevista con el duque de Salvatierra.
36:43Y aún tengo el corazón encogido con las cosas preciosas que he oído.
36:47Que sigue enamorada de ti, curro.
36:49Que ha dicho que eres un hombre generoso, que eres valiente, que eres bueno.
36:53Que siempre estás dispuesto a darlo todo por los demás.
36:56Y que te entregas a cada causa con una pasión.
36:58Que parece que te va la vida en ello.
37:01Que te sigue queriendo con toda el alma, curro.
37:03Y si tú la sigues queriendo a ella, lo que tienes que hacer es no perderla.
37:07¿Lo entiendes?
37:08Tienes que hacer algo.
37:17¿Ha terminado?
37:19Pues déjame solo.
37:44Pues déjame solo.
37:47Pues...
37:48Ni tanto.
37:49Vamos, vamos, vamos.
37:50Quieres chantajear así a don Manuel.
37:52Que poca vergüenza.
37:56Ah...
37:58Señorita.
38:00¿Por casualidad estaban hablando del duque de Carril?
38:03No.
38:04Sí, señorita.
38:07¿Y con qué quieres chantajear a Manuel exactamente?
38:12¿Usted sabe lo de Vera?
38:14Yo es que ya me pierdo de quién lo sabe y quién no lo sabe.
38:16Si se refiere a lo de que Vera es hija de los duques de Carril.
38:19Sí, sí estoy al tanto.
38:21Bueno, resulta que su padre se entera que subió hasta aquí.
38:24Y ya me la suerte.
38:25Porque precisamente la muchacha entró aquí a trabajar para esconderse de él.
38:29Y ahora el muy desgraciado quiere sacar ventaja.
38:33¿Pero cómo?
38:38Bueno, yo en realidad venía a darles una buena nueva sobre Martina.
38:41Ah, algo de refugio.
38:44Doña Pilarcita debería estar ahora mismo allí.
38:47¿En serio?
38:48Pero si tenía que ir ayer a visitarlo y dijo que no iba a ir.
38:51Pues no sé cómo, pero al final Martina la ha convencido de que vaya hoy.
38:56Ay, madre, qué nervios.
38:57Ojalá el esfuerzo de todos estos días haya servido para algo, ¿eh?
39:01Seguro que sí.
39:12Todo está muy ordenado y limpio.
39:16Mucho más de lo que yo me había imaginado.
39:19Claro, es que la higiene es fundamental para mantener a los necesitados libres de enfermedades y de plagas.
39:30Aquí conviven muchos de ellos y tienen que estar sanos si quieren labrarse un futuro, ¿no?
39:39Les ruego que disculpen mi retraso.
39:43Encantado de volver a verla, señora.
39:45Lo mismo digo.
39:47Qué bien que hayas llegado porque justo ahora iba a empezar a contarle todo el negocio de los churros porque
39:52se ha quedado prendada del carro de Prudencio.
39:55Y tú conoces mejor que yo cómo se desarrolló todo aquello.
39:58Pues se lo cuento yo, como prefieras.
40:01Claro.
40:06Doña Pilar.
40:07Qué honor tenerla por aquí.
40:11Jacobo, ¿tú también estás implicado en el refugio?
40:14¿Yo?
40:15No.
40:15No, no.
40:16Eso es decir demasiado.
40:17Mi ayuda aquí es insignificante.
40:20De hecho, si el refugio está así tan bien atendido es por el cuidado que le ponen tanto Martina como
40:25el padre Samuel, como todos los demás.
40:27Sí, cuidado es precisamente lo que se aprecia en este lugar.
40:31Está claro que ni el esfuerzo ni el cariño se han escatimado.
40:35No le quepa ninguna duda.
40:38Y la historia de los churros lo representa muy bien.
40:42¿Me acompaña?
40:45Por supuesto.
40:49Verá, en los peores momentos de refugio, cuando la perspectiva de cerrarlo era inexorable, surgió una iniciativa para intentar sufragar
40:57parte de los gastos básicos.
41:00Que no me esperaba que fueras a venir, pero te lo agradezco muchísimo.
41:06Sentí que era lo que tenía que hacer. Y además, parece ser que las cosas están saliendo mejor de lo
41:12esperado con doña Pilarcita, ¿no?
41:13Me da miedo decirlo. De momento, pero sí.
41:17Pues no sabes cuánto me alegro.
41:20No me atrevo ni a alegrarme.
41:24Todavía tenemos que ver cómo va a terminar todo esto.
41:38¿Curro?
41:44¿Qué te ocurra?
41:49Quiero que me digas ahora mismo desde cuándo sabes que verás la hija del duque de Carril.
41:57¡Curro!
42:01Me enteré cuando he trabajado como lo callo.
42:06¿Y no me dijiste nada?
42:08Curro, ¿tú sabes lo que esto implica?
42:12Evidentemente he perdido todo lo invertido.
42:14Pero Ciro y Julieta en estos momentos probablemente ya estén arruinados.
42:17Manuel, intenté disuadirte.
42:19Te dije que hacer negocios con ese hombre no te traería nada bueno.
42:21Sí, pero no me dijiste el porqué.
42:24Curro, ¿sabías más de lo que decías y no me dijiste nada?
42:27No me dijiste que Vera es la hija del duque de Carril.
42:30Mucho menos me dijiste que se llamaba Mercedes y que escapó de su casa porque su padre es un extorsionador.
42:34No, no, pensé en hacerlo, Manuel.
42:37Pero parecía que lo tenías todo tan bajo control que decidí guardar el secreto a Vera.
42:41¿A mi costa?
42:43Curro, debiste haberme advertido.
42:44¡Pero si lo hice!
42:47Manuel, yo sabía que Vera había huido de su casa porque su padre, el duque, la había amenazado de muerte.
42:53Yo te dije que hacer negocios con ese hombre no era bueno.
42:57Así que decidí guardarle el secreto y no delatarla.
42:59Pues debiste haberme lo contado, hermano.
43:02Porque de haberlo sabido no hubiese invertido ni una sola peseta.
43:05Ahora no tendría ninguna relación con el duque y no tendría tantas armas con las que hacerme chantaje.
43:11¿Con qué, exactamente?
43:13Manuel, si esto sale a la luz, también dejaría en muy mal lugar al duque.
43:17Don Gonzalo.
43:20Amenaza con tergiversar la verdad y decir que su hija está en la promesa secuestrada por los Luján.
43:27Eso es absurdo, Manuel.
43:29Ven hasta aquí porque quiere.
43:30Eso ya lo sé.
43:31Bueno, pues no vamos a dejar que se imponga esa mentira.
43:34Es que no es solo eso, Curro.
43:37Hay algo más.
43:38¿El qué?
43:40Resulta que el duque de Carril es muy amigo del de Salvatierra.
43:44Y amenaza con influir en él.
43:48Está chantajeando con la restitución de mi título.
43:53Manuel, no vamos a permitir que haga eso.
43:55No voy a permitir que tú hagas algo así.
43:57¿Y qué hacemos, eh, Curro? ¿Prenunciamos al título que tanto te ha costado?
44:02Mira, perdóname. Siento que estés en tan mala posición por mi culpa, ¿de acuerdo?
44:11A ver cómo salimos de este merroyo.
44:16Está bien, no vamos a encontrar ninguna solución aquí uno frente al otro en silencio.
44:19Manuel, podemos pensar...
44:20Curro, no.
44:22Pensemos cada uno por nuestro lado.
44:25Ahora estamos demasiado embotados.
44:30Manuel...
44:30Uno.
44:47Uno islam business.
44:50Uno.
44:51Uno.
44:52Mucho.
44:53Uno.
44:54Uno.
44:56Todos.
44:57E todo mundo tem medo?
44:59Todo mundo?
45:00Casi todo mundo. Não sei se há alguma excepção.
45:04Cuesta creer que o medo por si só justifique declarações tão favoráveis como as que tomou a boa parte dos
45:10ocupantes deste palatio.
45:13Escute Duque, eu vi a uma doncella chorar a porta da estância onde se achava Curro.
45:22Me acerco a ela e lhe pergunto, o que te ha feito, muchacha? E ela me admitiu que nem sequer
45:28havia entrado a atenderle.
45:31Não sei se entendo. Ese é o medo do que estou falando.
45:36De como alguém pode infundir um pavor tal como para que as doncellas lloren com só pensar no que lhes
45:41espera.
45:42E a que você acha que obedece esse medo?
45:44Os ataques de ira, fundamentalmente.
45:46Você foi testigo de um deles ao chegar a esta casa.
45:50Perde os nervios a menor contrariedade.
45:52O que explica que tenga o serviço completamente aterrado.
45:59E, contudo, pode que esse não seja o maior de seus deméritos.
46:03Ah, não?
46:04Não.
46:06Não é sua deslealtade à corona.
46:09Sabe que lutou na gran guerra desoyendo o mandato de neutralidade de España.
46:13Bom, algo havia ouvido dizer, mas não tinha confirmação mais além do rumor.
46:19Ojalá não fosse mais que um rumor.
46:23Curro combatiu nesse frente.
46:24Bom, combatir não sei se é a palavra adequada, pois essa guerra acreditou a sua cobertura.
46:29Até o ponto de costarle a vida a um camarada.
46:33Como se pode considerar, se quer, a pertenência de alguém assim à nobleza? Por Deus.
46:37Alguém capaz de comprometer ao mesmo rei de España.
46:45Estou este prometido com a senhorita Ángela, a filha de doña Leocadia de Figueroa.
46:54Você pode dizer sobre isso?
46:59Bem...
47:00Que foi um... um episódio completamente irrelevante em minha vida.
47:04Bom, não seria tanto.
47:06Quando a boda se suspendiu o mesmo dia que ia acelerar.
47:10Mas além disso...
47:12Mas além disso...
47:13Não é raro que essa senhorita estivesse a ponto de casarse com você e depois começar as relações com o
47:17Francisco?
47:19Você mesmo acaba de responder.
47:22Ángela é uma jovem...
47:24De voluntad inconsistente e movediza.
47:28É uma veleta.
47:30Por que se cancelou sua boda com a senhorita Ángela de Figueroa?
47:35Vamos a ver...
47:36Eu...
47:36Para começar...
47:38Eu accedi a casarme com ela por pena.
47:42Explíquese.
47:44Su madre me suplicou que la protegiera depois de todo o assunto de seu secuestro.
47:49E eu, como um tonto, accedi.
47:50Se ia casar com ela para protegerla.
47:52Sim, senhor.
47:54Mas siga, siga.
47:57Não, não há muito mais que contar.
48:00Organize a boda ao detalhe e procure que tudo saiba o melhor possível.
48:05Mas essa boda não chegou a celebrar-se.
48:08Curro.
48:09Supongo que por pura envidia empezou a cortejar a Ángela a minhas espaldas.
48:14Sin escrúpulos.
48:16E se aprovechou de sua fragilidade emocional para apartarla de mim.
48:20E supo você desse cortejo?
48:22Por isso repudia a Ángela.
48:24Ah, que ela repudia você.
48:26Por supuesto.
48:30Eu tinha entendido que ela não havia deixado você plantado no último momento.
48:35Já no altar, como quem diz.
48:40Olha, Duque, vamos a deixá-lo em que...
48:44Preferí quedar mal eu para não perjudicarla a ela.
48:48No fim e ao cabo, eu tenho uma magnífica reputação labrada e ninguém vai hundirla.
48:52Mas pensei na juventude dessa menina e me apriadei de ela.
48:56Já.
48:57Então...
48:58Foi um gesto caritativo, por assim dizer.
49:00Desde logo.
49:01Só que a caridade tinha um limite.
49:06Os senhores precisam algo.
49:08O certo é que sim.
49:14Dígale a don Francisco que venga.
49:15com que não mais nada.
49:42Não, senhores.
49:43Não, senhores.
49:43Antos...
49:45O que é o que te passa?
49:47Não, não, não, não, não. Não quero me deixar a chorar e menos...
49:51E menos dentro de mim.
49:56Santo, suponho que toda a tua vida has ouvido o contrário, mas...
50:00Os homens também choram. E não são menos homens por isso.
50:06Já viu que... que profesa você as creencias do novo século.
50:10Não, não siga o mal que tu nasceste, não?
50:14E sigilo que por uma boa causa tanto mulheres como homens podem chorar.
50:22Seguro?
50:23Claro que sim. Santo, chorar e mostrar os sentimentos...
50:29Não indica debilidade.
50:31Por favor.
50:40Não, não, não, não, não.
50:40Olha...
50:41Olha...
50:43Naquela noite, naquele現在o frio e solitario.
50:47E é...
50:48A veo agonizando, sem possibilidade de salvarse.
50:51E a essa angustia, a desesperacia...
50:54Essa que me rompe por dentro.
50:56A que me desgarra, doña Pia.
51:01Como igual de desgarrador será no saber quién la matou.
51:29Santos, tienes que calmarte. Porque no ocurrió como tú te piensas.
51:38La muerte de tu madre fue un accidente.
51:48¿Qué quiere decir con que fue un accidente?
51:52Que tu padre... tu padre me lo contó.
51:58¿Qué es lo que le contó, señor?
52:01Pues que fue él...
52:06Que él fue el responsable de la muerte de tu madre.
52:15Pero Santos, él no quería hacerle daño. Fue un accidente. De verdad, un accidente.
52:42Eso sí es una joven muy perseverante, Martina.
52:45Es que su visita era la única esperanza que tenía el refugio. Es la diferencia entre perecer y sobrevivir.
52:53Por eso no ha sido tan insistente, pero...
52:58Bueno, espero no haber sido muy ansiosa y no quiero incomodarla muchísimo menos, pero yo creo que la visita ha
53:04ido bien.
53:06¿Me equivoco?
53:07No, no se equivoca.
53:11Le confieso que... que no me figuraba que esto fuese así.
53:15Claro, por eso yo quería que lo viera con sus propios ojos.
53:20Creo que ahora entiendo mucho mejor lo que intentaba transmitirme con sus palabras.
53:27Está claro que no es lo mismo oír hablar de algo que verlo.
53:33Entonces, ¿qué va a hacer?
53:37Va a proponer que el patronato se encargue del refugio.
53:53Siento no haber acudido a su llamada de inmediato, Duque.
53:56Pero quería aprovechar y entrenárselo todo.
53:59Déjelo ahí. Ya lo examinaré en otro momento.
54:02Siéntese, por favor.
54:12Ahora, señor Expósito, lo que se impone es que sostengamos aquí una suerte de careo.
54:20¿Un careo?
54:21Algo así.
54:25Tenía entendido que iba a volver a entrevistarme.
54:27Ya.
54:28Le echo venir porque el Capitán de la Mata tiene una opinión sobre usted tan distinta
54:32a la manifestada por el resto de los declarantes que he pensado
54:36que puede convenir darle a usted la oportunidad de defenderse.
54:42Según el Capitán, y permítame la ironía,
54:47no tiene usted desperdicio, señor Expósito.
54:50Lo ha descrito...
54:54Eh... a ver...
54:57como un hombre inestable, colérico, un despota temido por todos, además de alguien capaz de traicionar a la corona,
55:07o de aprovecharse de la, digamos, fragilidad mental de la señorita Ángela de Figueroa.
55:18No sé a qué fragilidad se refiere.
55:21Según el Capitán, la señorita Ángela no siempre es consciente de la realidad.
55:28¿Y eso qué quiere decir?
55:30Siempre según el Capitán.
55:32La señorita padece un trastorno mental.
55:36Y podría convenir ingresarla en un sanatorio.
55:44¿Qué opina de todo esto?
55:58La verdad es que la labor que se hace en este lugar es...
56:02más que lo hable.
56:04Y usted tenía que verlo, doña Pilarcita.
56:06Aunque también he de decirle, Martina, que...
56:09que puede resultar difícil integrar
56:12este refugio en la manera que tiene
56:14de ayudar normalmente el patronato.
56:16De momento tenemos que ganar tiempo, Curro.
56:18Al menos habrá que esperar hasta que...
56:20el duque de Salvatierra vuelva a la corte y se marche de aquí.
56:23Pues a ver si acaba pronto su evaluación y se marcha.
56:26Tener a ese hombre lejos es la clave para evitar la extorsión de don Gonzalo.
56:29Señor Arcos, Santos estaba destrozado.
56:32El único camino para ayudarle a superar la tragedia por la que está pasando
56:36es a contarle la verdad.
56:37No, alguien tenía que decírselo.
56:39Y las dos sabemos que Ricardo no se lo iba a contar.
56:42A pesar de eso es verdad, creo que usted se ha excedido.
56:46¿Cuándo vuelve usted a Madrid?
56:50Señor Duque, no hay ninguna prisa, por supuesto.
56:53Ya sabe que puede quedarse en la promesa el tiempo que usted estime oportuno.
56:56Claro, no seas impertinente, Curro.
56:58No lo sé, estoy muy confundida.
57:00Incluso a mí misma me sorprendió cómo reacciono cuando nos encontramos.
57:03Y cuando me dijo que podíamos volver a casa juntos...
57:05Me pareció buena opción.
57:08Aunque bueno, realmente creo que es la única opción que tengo
57:09porque yo aquí ya no pinto nada.
57:11Tampoco te estoy pidiendo que le robes.
57:13El señor tiene dinero a las puertas y le sobra.
57:15Que no.
57:15Y además para mí eso sí que es una forma de robar.
57:17Me da igual cómo lo llames mientras me des los cuartos.
57:19Basta con que se lo pidas.
57:21No insistas porque no lo voy a hacer.
57:23Sí que lo vas a hacer.
57:24Por la cuenta que te trae.
57:26Somos nosotros los que queremos hablar contigo.
57:28Concretamente el duque de Salvatierra.
57:30Me gustaría que describiese la labor de don Francisco
57:32en el funcionamiento de la promesa.
57:36Por favor.
57:43Por favor.
57:44Por favor.
57:45No.
57:45No.
57:46No.
57:47No.
57:47No.
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