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O jornalista Jose Maria Trindade avalia o impacto do rompimento do cessar-fogo entre o Irã e Israel, alertando que o retorno das hostilidades será mais violento e custoso para as potências envolvidas.

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Transcrição
00:00A gente tá falando um pouco sobre esse acordo, a gente preparou pra vocês
00:03dez dos principais pontos deste acordo de cessar fogo entre os Estados Unidos e o Irã.
00:09Deixa eu colocar aí na tela pra vocês pra gente poder traçar um pouco e mostrar também
00:12como são pontos sensíveis e complexos e mostram toda a dificuldade que é
00:18pra que esses dois países cheguem a um acordo agora de uma guerra que termine de forma permanente
00:23e não simplesmente temporária.
00:25Que é a garantia do fim dos ataques contra o Irã, controle iraniano total do Estreito de Hormuz,
00:31direito reconhecido ao enriquecimento de urânio, fim de todas as sanções primárias e secundárias,
00:37extinção de resoluções da ONU e também da OEA.
00:41Aí tem outros cinco pontos também que foram discutidos e acordados,
00:45como pagamento de compensações financeiras ao Irã, retirada das forças militares dos Estados Unidos da região,
00:51fim das ações contra aliados como o Líbano, o que de certa forma isso não aconteceu,
00:56liberação de ativos iranianos no exterior e aprovação de resolução vinculante na ONU.
01:01Zé Maria Trindade, diante de tantos pontos que são muito difíceis de serem seguidos,
01:07pontos que foram firmados pra esse cessar fogo de forma imediata ou pelo menos por um período de 15 dias,
01:15como é que fica agora essas próximas negociações?
01:19Justamente é um acordo com muitos pontos complexos que são difíceis de serem seguidos,
01:24isso traz essa fragilidade pra esse conflito que simplesmente pode fugir de controle e voltar com uma intensidade ainda maior?
01:32Pois é, a guerra tem essas repercussões que ninguém domina, né?
01:38Eu tenho impressão que os Estados Unidos estão sempre em guerra.
01:43Todas as vezes que eu visitei os Estados Unidos, eu entendia aquela dificuldade primeiro de entrar nos Estados Unidos
01:50e depois de visitar órgãos públicos, exatamente diante, olha, é um país que está em guerra.
01:57A maioria dos monumentos em Washington e em todos os Estados Unidos faz uma ódio à guerra, né?
02:05São monumentos que enaltecem os ex-combatentes, que mostram o cenário de guerra
02:12e mostram que o país tem na cultura essa possibilidade de guerra.
02:17E às vezes os Estados Unidos entram em guerra com mais de um país ao mesmo tempo.
02:23Mas todas as guerras, elas são desenvolvidas fora do território norte-americano.
02:29Quando alguns fundamentalistas entenderam essa dificuldade de combater em campo aberto
02:35com o poderio militar dos Estados Unidos, houve ali a história do terrorismo,
02:41que é o grande pavor do norte-americano.
02:45Alguns são, e com razão, completamente assustados com essa possibilidade, né?
02:52Um embrulho esquecido em tal lugar já gera uma complicação muito grande.
02:57O custo dessa defesa interna é muito grande, né?
03:01De revistar a todos, de ter guardas a todo momento, inteligência muito atuante e tal.
03:06Então, este é o custo da guerra.
03:08É um custo econômico que a gente fala sempre aqui,
03:12e o Alan traduz muito bem sobre esse custo econômico,
03:15é um custo social.
03:17Segurança é muito cara.
03:18E aí, os Estados Unidos fizeram um trabalho, antes do Donald Trump,
03:25muito forte para evitar o terrorismo.
03:29Indo lá, combatendo os terroristas, em alguma medida,
03:32e em outras, fazendo até certas concessões.
03:35E agora, Donald Trump pode enfrentar uma nova onda desse tipo de guerra,
03:40que é a guerra terrorista, que ninguém quer,
03:43porque ela atinge inocentes,
03:45não é uma guerra contra militares e nem o inimigo não tem farda,
03:49não tem nome, ninguém sabe quem é exatamente.
03:53Então, por que eu estou dizendo isso?
03:54É porque, além dessa possibilidade de conflito aberto,
03:59do fechamento do Distrito de Hormos e outras consequências imediatas,
04:03isso pode estar armando possibilidades de aumento brutal do terrorismo
04:09contra norte-americanos, empresas norte-americanas e assim por diante.
04:14Ou seja, ele tirou da garrafa um diabinho que ele não está sabendo colocar de volta.
04:23E isso é tradicional, vários escritores falam desta tendência do ser humano,
04:28de lidar com coisas que ele não domina no futuro.
04:32É você evocar o espírito do mal.
04:36E aí não sabe devolver o espírito do mal.
04:39E ele fica por aí atrasanando a vida das pessoas.
04:43Então, a impressão que eu tenho em ir tão longe,
04:46numa guerra desnecessária...
04:48Por que desnecessária?
04:49Porque os Estados Unidos não estavam sendo ameaçados pelo Irã.
04:54Era uma negociação mais dura, mas poderia ser negociação, e assim por diante.
04:58Israel é mais que levou os Estados Unidos para a guerra contra o Irã.
05:03O Israel, sim, tem razões fortes para ter uma contenda com o Irã,
05:08não os Estados Unidos.
05:09Então, é muito complexo e eu acho muito difícil,
05:13diante de todas essas concessões, voltar o diabinho para a garrafa.
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