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O presidente Donald Trump elevou drasticamente o tom contra Teerã em um novo pronunciamento nesta quinta-feira (2 de abril).

Ao comentar a continuidade da "guerra aérea" e o bloqueio no Estreito de Ormuz, Trump afirmou que os Estados Unidos possuem um poder de fogo tão superior que poderiam "destruir o Irã em apenas uma noite", mas ressaltou que prefere não seguir por esse caminho. A declaração ocorre poucas horas após o presidente demitir sua Procuradora-Geral por divergências estratégicas e reafirmar que os objetivos americanos na região estão perto de serem alcançados.

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Transcrição
00:00Boa noite, já estamos no ar com o Jornal Jovem Pan para todo o Brasil.
00:03Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência sempre,
00:05os destaques dessa segunda-feira e um dia tenso na geopolítica internacional.
00:11Entrevista na Casa Branca hoje à tarde.
00:13O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que pode derrubar o Irã
00:17em apenas uma noite, em meio às negociações, por um cessar-fogo.
00:22O nosso editor de Internacional, Fabrizio Naitz, que já está aqui nos estúdios.
00:26Quais as chances de um acordo entre os países?
00:29Eu acho que essa é a pergunta que talvez ninguém tenha resposta ainda.
00:33Boa noite, Fabrizio. Bem-vindo.
00:34Boa noite, Thiago. Boa noite a todos que acompanham o Jornal Jovem Pan.
00:37Nesse momento, as chances de um acordo parecem ser remotas.
00:41Ontem, o presidente Donald Trump havia conversado com a imprensa norte-americana
00:45e demonstrado um certo otimismo para que as negociações fossem concluídas hoje,
00:50diante de um prazo que ele deu para o governo de Teherã,
00:54de até terça-feira, amanhã, às nove da noite, no horário de Brasília.
00:58Hoje, já dá para contemporizar um pouco essa fala de Donald Trump
01:02e entender que ela foi muito mais uma sinalização para os mercados
01:06do que propriamente uma análise do que está acontecendo nas negociações entre os dois países.
01:12Segundo a agência de notícias IRNA, lá do Irã, o governo iraniano não só rejeitou a proposta
01:19apresentada pelos Estados Unidos através do Paquistão, que tem mediado as conversas,
01:23como também respondeu com um plano de dez cláusulas, que inclui um cessar-fogo permanente na região,
01:30a reabertura com um protocolo de passagem segura através do Estreito de Hormuz para navios comerciais,
01:38o fim de sanções envolvendo o país e também a reestruturação, a reconstrução de infraestruturas
01:46que foram atingidas, foram danificadas durante esse conflito ao longo de um mês.
01:51O governo do Irã, o exército iraniano, também afirmou que a retórica arrogante de Donald Trump
01:58não tem ajudado ao longo dessas últimas semanas e que isso não altera os planos para a guerra,
02:06os planos para a continuidade das atividades militares do Irã.
02:09O presidente Donald Trump disse o seguinte, que se não houver um acordo até amanhã,
02:15às nove da noite, conforme o prometido por ele, que o inferno vai de fato reinar sobre o Irã
02:23e que os Estados Unidos podem destruir o país em apenas quatro horas,
02:27com um plano que já estaria elaborado para a destruição de praticamente todas as centrais energéticas do país,
02:34todas as usinas de energia e também pontes.
02:37Bom, quando a gente fala disso, a gente está falando aqui possivelmente de crimes de guerra
02:41por se tratar de infraestruturas civis.
02:44A lei internacional não permite esse tipo de ataque, mesmo diante de um conflito entre dois países.
02:50O presidente Donald Trump, questionado sobre isso, disse que os iranianos, na verdade,
02:56não iriam se importar tanto assim.
02:58A gente separou esse trecho para trazer aqui.
03:00Eles estão dispostos a sofrer para ter liberdade.
03:03Os iranianos estão dispostos.
03:05Nós interceptamos muitas mensagens.
03:07Por favor, continuem bombardeando.
03:09Bombas que estão caindo perto das casas deles.
03:12Por favor, continuem.
03:14Façam isso.
03:15E são essas pessoas que estão morando onde as bombas explodem.
03:18E quando nós saímos, não atingimos essas áreas, eles falam,
03:22por favor, voltem, voltem, voltem.
03:26Existem alguns pontos muito interessantes para a gente destacar dessa entrevista coletiva
03:30que contou também com a presença do secretário de Defesa, Pete Hexet.
03:34Uma delas é a utilização de termos muito religiosos
03:38em um momento em que a Casa Branca enfrenta altos níveis de desaprovação popular.
03:44Uma tentativa de mobilizar as bases.
03:47Não apenas a base trumpista, que se perdeu um pouco nessas últimas semanas,
03:51se desconectou do governo, mas também a população norte-americana de maneira geral.
03:56Donald Trump disse que a resposta iraniana, as conversas, já representam um passo significativo.
04:02Mas com mensagens tão confusas que o próprio presidente tem passado,
04:06é difícil de entender exatamente em que ponto nós estamos.
04:09E outra, se os Estados Unidos vão levar de fato à frente essa promessa de causar o inferno no Irã.
04:16Porque uma coisa é fato, o presidente já disse coisas que não se comprovaram ao longo dessas últimas semanas.
04:23Por exemplo, a questão da defesa aérea do Irã.
04:25Não à toa que um caça F-15 foi abatido nessa última semana.
04:29Agora, se os Estados Unidos começaram a guerra, tem que entender uma questão muito importante.
04:34Quem decide quando ela chega ao fim, nesse momento, Tiago, é o Irã.
04:38É, e a gente até conversava, não é, Fabrício?
04:40A dificuldade do ponto de vista da informação.
04:42Porque se os Estados Unidos começarem esse ataque nessa terça-feira, não há imagem.
04:48Como é que a gente vai ficar sabendo? Vai ficar sabendo só pelo lado americano?
04:51Vai ficar sabendo só pelo lado americano.
04:53Vamos precisar guardar todo tipo de informação que chegar.
04:56O acesso à informação vinda de dentro do Irã é muito difícil, né?
05:00Para quem nos segue aqui na Jovem Pan já há algum tempo,
05:02quando há um tipo de conflito, por exemplo, Israel com Hamas,
05:06nós sempre transmitimos muitas imagens ao vivo de Jerusalém, de Tel Aviv,
05:10de cidades importantes da região.
05:12Agora, no conflito com o Líbano, com o Hezbollah, no Líbano, para ser mais preciso,
05:17a gente sempre tem imagens ao vivo de Beirute, a capital libanesa,
05:21mas não é o mesmo caso em relação ao Irã.
05:23Não dá para saber exatamente qual seria o escopo desse ataque norte-americano.
05:27E também não dá para saber qual seria o tamanho da retaliação do Irã.
05:31Essa aqui também é uma grande dúvida.
05:33A retaliação que o Irã promoveu até o momento,
05:35embora ela seja menor do que os ataques promovidos pelos Estados Unidos,
05:39tem sido muito efetiva.
05:40Os Estados Unidos, principalmente Donald Trump,
05:43têm mostrado uma dificuldade de lidar com situações assimétricas.
05:46Ou seja, quando eles têm um domínio muito maior sobre o seu adversário,
05:50mas não podem, até por uma questão de legislação, utilizar a força total.
05:54Bom, estamos de olho no mundo,
05:56de uma forma direta, não é, Fabrício?
05:58Estamos.
05:59E você volta daqui a pouquinho com outras informações.
06:01Até já.
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