00:00Vamos dar sequência, porque
00:02então a gente já falou sobre
00:03esse tema, né? Terminou o prazo
00:04pra filiação partidária,
00:07desincompatibilização também de
00:08cargos públicos para concorrer
00:10às eleições, os candidatos ainda
00:12devem agora seguir algumas
00:13regras que são definidas pela
00:16legislação. Vamos acompanhar a
00:17reportagem do Igor Damasceno.
00:20Quem deseja se candidatar deve
00:22estar com o título eleitoral
00:24registrado no estado em que vai
00:26representar. A legislação exige
00:29esse prazo para garantir o
00:30princípio da representatividade,
00:32ou seja, que o candidato esteja
00:35alinhado aos interesses e
00:37necessidades do grupo de
00:39eleitores que será representado.
00:41Os pré-candidatos também tiveram
00:44de cumprir o prazo da filiação
00:45partidária. O Brasil não permite
00:48que os políticos disputem as
00:50eleições sem que tenham ligação
00:52a um partido político, ou seja,
00:55não são permitidas candidaturas
00:57avulsas. Os pré-candidatos tinham
01:00até a semana que passou para
01:02resolver essas questões. É que o
01:05primeiro turno das eleições
01:06deste ano será no dia quatro de
01:08outubro. As regras de filiação e o
01:10registro do título deveriam ser
01:13cumpridos em até exatos seis meses
01:16antes do pleito. Em agosto, a
01:18justiça eleitoral vai avaliar se os
01:20pré-candidatos cumpriram as regras.
01:23Neste fim de semana, também terminou
01:25o prazo para a janela partidária,
01:28período em que os parlamentares
01:29poderiam trocar de partido sem que
01:32houvesse alguma punição. O Partido
01:34Liberal foi a legenda que mais
01:36ganhou novas filiações. Antes tinha
01:39oitenta e seis deputados e agora tem
01:42cento e uma cadeiras na Câmara.
01:44Seguido do PT, com sessenta e seis
01:46cadeiras, uma a menos do período
01:49anterior à janela. Progressistas
01:52agora tem cinquenta e quatro
01:53cadeiras, PSD quarenta e sete e
01:57União Brasil, a legenda que mais
01:59perdeu cadeiras, saiu de cinquenta e
02:01nove para cinquenta e um
02:03deputados filiados. O cientista
02:05político Alexandre Bandeira acredita
02:08que a pré-candidatura de Flávio
02:09Bolsonaro influenciou no aumento do
02:12PL e na perda do União Brasil.
02:14A polarização já dá grandes sinais
02:18que vai continuar intensa, não só de
02:21hoje, mas no próximo pleito eleitoral.
02:23O partido que mais arrebanhou, vamos
02:25dizer assim, assinaturas e filiações
02:28foi justamente o PL do ex-presidente
02:31Jair Bolsonaro, que tem agora o filho
02:34Flávio Bolsonaro como candidato à
02:36presidência da República. E nesse
02:39sentido, a gente já começa a ver
02:42também como serão as disputas de
02:46Estado a Estado e quais são, vamos
02:49dizer assim, as agremiações que
02:51devem, de uma certa forma, permanecer
02:53no tabuleiro do jogo a partir de
02:56dois mil e vinte e seis e aquelas que
02:57devem desaparecer. Para o Wilson
03:00Pedroso, analista político e
03:03estrategista do Instituto Real Time
03:05Big Data, o processo só reforça a
03:08polarização na política brasileira.
03:10Nós vamos em dois mil e vinte e seis
03:12ter de novo essa polarização entre
03:15Flávio, nesse momento, entre o
03:18presidente Lula e Flávio Bolsonaro e
03:20sem espaço nenhum para uma terceira
03:22via. Para vocês terem uma ideia, o PSD
03:25que era, que é o partido que tem o
03:27Ronaldo Caiado, não cresceu e nem
03:30diminuiu, continuou, continuou do mesmo
03:32tamanho. Mas também é importante, eu
03:34sempre digo que a política, o fundo do
03:37Poço tem mola. O PSDB, que muitos
03:39davam como morto, ganhou mais nove
03:42deputados. Resolvidas as mudanças, os
03:45partidos agora vão definir as
03:47estratégias de campanha. As duas
03:50maiores legendas, PL e PT, devem
03:53focar na mesma pauta, segurança
03:55pública. Além disso, o Wilson Pedroso
03:58aponta números ruins da economia como
04:01elemento que pode favorecer a direita.
04:04O eleitor procura sempre olhar o
04:07carrinho cheio, infelizmente o carrinho
04:09do supermercado está vazio e isso
04:11reflete nos números do presidente
04:13Lula. Ao mesmo tempo, Flávio
04:15Bolsonaro vem, começa a ser conhecido
04:18como o candidato realmente
04:19bolsonarista, as pessoas começam a
04:21identificar que ele vai ser candidato
04:23e ele começa, de alguma forma, trazer
04:26a direita, a extrema direita e ele
04:28tem tido um posicionamento muito
04:30equilibrado. Eu digo que a eleição
04:33ela vai ser decidida pelo aquele um
04:35terço que não gosta de um e não gosta
04:37do outro, mas quer de alguma forma
04:39algo mais equilibrado. Um fator que
04:41tem gerado preocupação no campo
04:43petista é o aumento do preço dos
04:46combustíveis por conta da guerra no
04:48Irã, que levou o governo a agir para
04:51frear a alta na bomba e assim conter o
04:54impacto na inflação.
04:58Gesualdo Almeida, faz muito tempo que
05:00se fala o seguinte, né? Que se não
05:02vota com convicção, se escolhe o menos
05:05pior, é isso?
05:07Se vota também em partidos, se vota em
05:09nomes, né? E dentro dessa convicção
05:11aquele que seja o menos pior que se
05:13apresenta naquele momento. Essa mudança
05:16partidária, essa mudança de cadeiras, ela
05:18reflete muita coisa, né? O PL passa a ter
05:20deputados como nunca teve antes, isso
05:23como já mostrado em razão do apoio ao
05:25Flávio Bolsonaro, que se por outros não
05:28é um apoio tão explícito, basta ver que
05:30tanto o Tarcísio, o Nicolas Ferreira, que
05:32agora foi criticado pelo Eduardo
05:34Bolsonaro e mesmo a Michele, os expoentes
05:36do bolsonarismo, não são tão enfáticos
05:39em apoiar o Bolsonaro, parece que essa
05:41base mais lá de baixo, essa base de
05:44políticos mais, com menos visibilidade,
05:47estão prestando esse apoio, tanto assim
05:49que acorreram para o PL. Vale destacar
05:52também o aumento do PSD, partido do
05:54Kassab, ganhou oito novos deputados e
05:56passa a ser uma força cada vez maior, a
05:58força do centro, e esse centro, e não
06:01o centrão, que podem definir efetivamente
06:04as eleições no cenário polarizado. Ao
06:06que se parece, teremos apenas duas
06:08candidaturas com viabilidade, a do Lula e a
06:11do Flávio Bolsonaro. O Caiado pode até
06:13performar aqui ou lá, mas não implicará
06:16risco para nenhum desses dois. Assim, no
06:19segundo turno, o pêndulo de divisão será
06:22exatamente quem vai apoiar esses dois.
06:25Aqui eles, e numa conta de padaria, 30% é
06:28petista, 30%, 35% é bolsonarista, e nós
06:32temos de 30%, 35% aquele pessoal do
06:33meio. É esse pessoal do centro que será a
06:37diferença dessas eleições. E quem
06:39poderá cooptá-lo? Geralmente, quem tem a
06:42maior base de apoio.
06:43Gesualdo, mas ficou uma situação um
06:46pouco complicada para alguns partidos
06:48mais ao centro, apesar de estarem
06:49alinhados um pouco com a centro-direita
06:51nesse momento, como a União Brasil foi o
06:53partido que mais perdeu, né, cadeiras
06:55perdeu ali 28 deputados, conseguiu tentar
06:57dar uma equilibrada filiando 21, mas é um
07:00número expressivo que pode passar um
07:02recado, né?
07:03E o MDB também, partido talvez mais
07:06tradicional do país, depois da
07:09redemocratização, o antigo PMDB, também
07:11perdeu muitos deputados, o PSDB já
07:15vinha em franca derrocada, né, já há
07:17algum tempo, o PSDB já tem perdido
07:20membros, membros significativos, como
07:22por exemplo, o próprio governador
07:23Eduardo Leite, que era do PSDB e saiu
07:25de lá. Isso mostra a dança das
07:29cadeiras, é verdade, mas também
07:30confirma, Bia, a nossa prognóstico de
07:34polarização. Cada vez mais os
07:36deputados, os senadores, os políticos
07:39de modo geral, têm se aglomerado nos
07:41extremos, ou de um lado com a esquerda,
07:43com o PT, com o PSOL, com o PSB, ou de
07:46outro lado com partidos com mais
07:48visibilidade no campo da direita, como
07:50por exemplo, o PL e o PSD, que seria,
07:53vai, ao meu ver, um centro-direita.
07:55E aí, vai, ao meu ver, um centro-direita.
07:55E aí, vai, ao meu ver, um centro-direita.
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