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Uma nova pesquisa Datafolha revela que a polarização política atingiu um nível recorde, afetando 74% dos brasileiros às vésperas do ano eleitoral.

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Transcrição
00:00Agora aqui no 3 em 1 eu quero discutir um pouco da polarização política no Brasil que segue em alta com mais eleitores se identificando com o petismo do que com o bolsonarismo segundo uma pesquisa da Atafolha.
00:12Esse cenário, segundo a pesquisa, se intensificou depois da prisão e da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.
00:19Vamos dar uma olhada aqui na tela que a gente preparou pra vocês pra ilustrar um pouquinho dessa polarização.
00:25Tá errado ali?
00:27Aqui ó, vejam só.
00:30Ó, considerando uma escala de um bolsonarista a cinco petista, né?
00:35Então foi 40% dizem ser petistas contra 34% de bolsonaristas.
00:41Então o nível, o número de pessoas que se identificam com o petismo como eu mencionei pra vocês chega a ser um pouquinho maior em relação ao bolsonarismo,
00:48mas percebam que se a gente levar em conta também as margens de erro e etc, os números eles são muito próximos, o que expõe essa polarização máxima aqui no Brasil.
00:58Outros 18% se identificam como neutros nessa história toda.
01:03Os 6% se identificam como nenhum dos campos, não estão em lugar nenhum, estão ali em cima do muro escolhendo e vendo o que vai acontecer.
01:12E 1% não sabem.
01:14Mas vejam que esse número, ele foi se alterando um pouquinho, mas minimamente em comparação com a outra pesquisa que foi feita em dezembro de 2022.
01:22Então lá em 2022, 41% se identificavam como petistas, esse número chega a 40%.
01:29Houve uma leve redução.
01:32E 34% se identificavam como bolsonaristas, esse número também sofreu de 1%, mas no caso pra cima.
01:38Então uma leve alteração.
01:40E eu quero saber de você, Mano Ferreira, como é que você avalia esses números justamente no ano em que essa polarização se tornará extremamente estridente por conta de um ano eleitoral?
01:53Pois é, Mano, a gente assiste a uma espécie de calcificação da polarização no Brasil nesses termos, né?
02:03Porque ao longo da redemocratização brasileira, né?
02:07De 88 pra cá, nós vimos o PT basicamente protagonizar todas as campanhas eleitorais, mas vê uma mudança em quem é o seu adversário, né?
02:21Já foi o Collor, já foi Fernando Henrique, foi o PSDB, depois esse turno foi trocado e o campo antipetista passou a ser liberado pelo bolsonarismo,
02:33que agora assume esse lugar, calcificando, dando também um pouco de identidade a um campo que por muito tempo foi mais afirmado pela negação ao campo oposto,
02:48ou seja, haviam mais antipetistas do que propriamente uma identidade política específica, que agora é encarnada pelo bolsonarismo.
02:59O que a gente está assistindo, na minha visão, é uma consolidação desses campos políticos no Brasil.
03:07A grande questão é, seremos capazes de, para além de uma identificação em cada um dos polos,
03:15termos um projeto de país apresentado pelas lideranças políticas que encampam esses polos,
03:24a gente vai conseguir efetivamente, por meio do processo eleitoral, gerar um debate qualificado sobre os rumos do país
03:33e as melhores formas de enfrentar os nossos grandes gargalos de segurança pública, de economia, de geração de renda,
03:44de melhoria da qualidade da educação, a nossa dificuldade de ampliação da produtividade,
03:50que é basicamente estagnada nas últimas décadas, essas questões serão, de fato, incrementadas, serão pautadas por essa polarização
04:02ou veremos os brasileiros simplesmente satisfeitos em sentir identificação com um polo ou outro?
04:11Na minha visão, essa é a grande questão que está colocada para o país.
04:16A polarização é parte saudável da política, mas como vamos preencher de conteúdo essa polarização?
04:25Eu espero, para o bem do país, no espírito natalino, que tenhamos projetos de país concretos,
04:32com substância e política pública, para que possamos sonhar com o país melhor.
04:37Eu acho que é interessante a gente fazer a soma aqui, para entender também a quantidade de pessoas,
04:42ou a porcentagem de pessoas, que se encaixa na polarização.
04:45Então, quando a gente fala de 40% se vendo no campo petista e 34% no campo bolsonarista,
04:52a gente está falando que essa polarização atinge 74% da população brasileira.
04:57Ou seja, são 74% de uma população gigantesca como a do Brasil que já está encaixada em algum canto.
05:06E apenas 18% que se coloca como neutra e que, de certa forma, está esperando ali as propostas,
05:12os caminhos, os movimentos políticos, para então definir para que lado elas vão.
05:18Então, Zé Maria Trindade, eu acho que isso aqui reforça muito o quanto escolher um lado
05:25e se manter nele, independentemente do que aconteça, ainda é uma cultura bastante forte aqui no Brasil.
05:33E é uma antecipação do segundo turno, indicando que os dois grupos vão para o segundo turno.
05:42Eu tive o cuidado de analisar as últimas eleições, desde quando o Fernando Henrique ganhou no primeiro turno,
05:49e vi que a polarização está ali descrita.
05:51Em todas as disputas, a polarização está muito clara.
05:56O Aécio Neves quase ganhou o da Dilma, foi uma diferença muito pequena e ali a polarização também foi muito grande.
06:04Tive a oportunidade de acompanhar de perto a campanha de Collor de Mello.
06:08A polarização ali era extrema, com pedradas, lugares em que o Collor ia e recebia pedradas,
06:15e o pessoal petista também era agredido até por seguranças do Collor,
06:22que entendiam que a imprensa era a adversária do Collor, e assim por diante.
06:26Então, a polarização sempre aconteceu.
06:29Só que agora está mais em termos de, não é mais de ideias e projetos de governo, né?
06:36Porque essa polarização, ela é até saudável.
06:38Veja bem, nos Estados Unidos, democratas e republicanos também sempre, tradicionalmente,
06:44foram muito antagonistas ali, um divergindo do outro em tudo, em política econômica, em política migratória e tudo mais.
06:53Mas só que aqui agora ganhou nomes.
06:55Me disseram assim, olha, é preciso prestar atenção que o Lula é um grande líder popular.
07:02O Jair Bolsonaro também é um grande líder popular.
07:05E é a primeira vez na história que dois grandes líderes, já houve outros grandes líderes populares,
07:13que não enfrentaram líderes populares.
07:15Então, a gente está assistindo um momento único, que dois líderes vivos se enfrentam.
07:21Apesar de, no hospital, apesar de inelegível, Jair Bolsonaro está presente na política.
07:27O nome é dele, bolsonarismo.
07:29Lançou o filho dele, veja o que aconteceu.
07:31Ele é um indicado para ir para o segundo turno.
07:34Então, se a polarização sempre existiu, agora essa polarização que desce a ter debate sobre chinelo,
07:42em que pé usar, aí a coisa complica, né?
07:45Aí é muito difícil de distinguir.
07:50Seu Zé, ele não se aguenta.
07:53Vamos lá, Bruno Musa, quero te ouvir.
07:55Bom, vamos lá.
07:59A gente sempre acha que esse evento está acontecendo simplesmente em nossas vizinhanças, né?
08:08Coincidentemente, hoje de manhãzinha,
08:09sai para correr, eu estava ouvindo um podcast mostrando
08:13de uma pesquisa que saiu esse final de semana na Eurostat,
08:18que é um dos principais índices de estatísticas da União Europeia, né?
08:24E eu gosto muito de entender sobre, enfim, as tendências como um todo,
08:29é o que eu falei, não é a foto atual, mas sim a tendência.
08:32A tendência parece que ela é pendular no mundo como um todo.
08:35Isso tem a ver com comportamentos, etc., que passa por essa polarização que nós estamos vivendo.
08:40Mas por que eu estou falando da Europa?
08:42Porque essa mesma tendência, ela é vista em vários países europeus,
08:47inclusive também fora da Europa, nos Estados Unidos.
08:50Mais especificamente da Europa, que eu estava vendo,
08:53eu mergulhei nos números ali da Espanha,
08:55porque eu tenho uma relação direta com o país,
08:57e ele mais ou menos se replica em todos os outros países.
09:00Veja que interessante.
09:01Era qual o percentual de pessoas que discutirão ou conversarão política
09:06na ceia de Natal?
09:07E quantos que efetivamente disseram que não vão falar sobre política,
09:12porque isso é um tema complicado?
09:15E basicamente 43% na média de todos os países
09:19dizem que não irão conversar.
09:22Um pouco a mais, outro pouco a menos,
09:24mas muito parecido a isso, 43% era na Espanha, né?
09:27E daqueles que disseram que não iriam conversar sobre política,
09:32é porque tinham medo da reação do outro.
09:34E aí a pergunta era, qual é o espectro político do outro?
09:39Eu estou replicando o que foi dito e pesquisado na Eurostat.
09:44Grande parte deles, 36%, tinha um receio,
09:49porque tinha uma das pessoas membros que defendia,
09:52o partido na Espanha que chama Podemos,
09:54que é de extrema esquerda,
09:55que é mais ou menos o PSOL aqui no Brasil.
09:59E em paralelo, era mais ou menos 15% das pessoas
10:02que tinham medo de alguém que era considerado mais à direita
10:05de ter uma resposta mais enfática, tá?
10:08Então o que eu quero dizer é que essa polarização,
10:11ela tomou conta do mundo como um todo.
10:13E basicamente o que nós precisamos entender
10:16é que a gente chegou num ponto
10:18em que o ser humano parece que quer impor
10:21a sua própria vontade e os seus próprios valores,
10:24costumes, na vida privada do outro.
10:27Quando nós falamos de comportamentos em comum na sociedade,
10:31ok, a gente vai discutir e debater valores que nós discordamos
10:35e como uma sociedade deve ser regida.
10:38Por isso que eu acho que ela deve ser descentralizada
10:40por completo e não colocada na mão de poucos
10:43que não detêm o conhecimento disperso
10:45para determinar o que é melhor para o conjunto todo da sociedade.
10:48Mas esse é um tema que a gente deveria se aprofundar em algum momento.
10:52Mas o grande ponto é que grande parte das pessoas,
10:55hoje em dia, quer impor aquilo que considera verdade
10:58para a vida privada do outro,
11:00como se a sua fosse a única verdade.
11:03Então, se a gente não discute política na ceia de Natal,
11:06ela não deve ser porque você tem medo da reação do outro,
11:10mas porque as pessoas entenderem que aquele grupo
11:12de políticos e burocratas que comandam a máquina pública
11:15tem todos os incentivos perversos para a determinação do poder
11:20que o Zé Maria mencionou no comentário dele,
11:22a dois comentários anteriores.
11:23E perceberem que aquele conjunto de burocratas,
11:26eles não querem definir apenas conjunto de regras de comportamento
11:30para o bom funcionamento da sociedade.
11:32Não, eles querem dividir a sociedade
11:34para que eles sejam os controladores
11:36através da captação do lead, que são os votos.
11:39Somos nós defendendo o partido A, B, C ou D.
11:42Então, a discussão deve existir de uma maneira educada
11:45sem impor a sua verdade para o âmbito privado do outro.
11:50E essa é a verdadeira polarização,
11:52por a gente ainda estar nesse campo, digamos, da ignorância,
11:55onde a gente não aceita o divergente
11:57e as nossas ideias parecem querer ser impostas
12:00sempre na vida privada do outro.
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