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00:00O sol nascente é tão belo
00:05Tive uma excelente ideia para a Feira de Ciências do Sítio.
00:09Não foi um invento, mas é uma tremenda invenção.
00:14Dei uma voltinha com o Pirrim Pimpim e trouxe Leonardo da 20 Santos Dumont para a nossa filha.
00:21Leonardo veio na frente com a Mona Lisa.
00:23Os dois estranharam um pouquinho, mas estão se adorando e adorando o sítio e Dona Benta.
00:31Estranha mesmo essa menina, a Queca.
00:35Nunca simpatizei com gente que gosta de urubuzar os outros.
00:39Alguma ela quer aprontar.
00:43História das Invenções, quarto episódio.
01:05Eu já disse que só devolvo a sua carapuça se você ficar de dedo calado e não contar para o
01:15seu amigo pedreiro que euzinha sua cuca.
01:24Eu juro!
01:25Não, palavra de saci!
01:28Eu nunca vi saci ter palavra.
01:31Olha, eu sinto muito, priminho.
01:35Mas eu só devolvo a sua carapuça quando eu ganhar aquele concurso de invenções e empedrar todas aquelas criancinhas.
01:45Cuidado com a cuca que a cuca te pega e pega daqui e pega de lá.
01:54Cuidado com a cuca que a cuca te pega e pega daqui e pega de lá.
02:00Tudo com a cuca que a cuca que a cuca te pega e pega daqui e pega daqui e pega
02:05daqui e pega daqui e pega daqui.
02:05Este aqui é o Botograma Sabugosa.
02:09Aparentemente um simples par de botas.
02:11Mas, graças a um circuito de pequenas hélices feitas de lâminas potentes acoplado à bota,
02:16o usuário corta a grama do jardim praticamente sem nenhum esforço.
02:21Eu estou aperfeiçoando o aparelho porque ele apresentou algumas falhas na hora do teste.
02:25Fantástico!
02:26Não se preocupe com as primeiras falhas.
02:29Tente 14 vezes se for preciso.
02:31Uma hora dá certo.
02:33Este aqui é o Psicocaptador Sabugosa.
02:37É um aparelho que nos permite ter acesso às ondas cerebrais,
02:42levando as informações para um pequeno computador que as decifra
02:46e faz com que nós possamos ver através deste monitor o pensamento dos animais.
02:51Mas isso é fantástico!
02:53Se no meu tempo existissem computadores tão pequenos, eu teria inventado um foguete.
02:58Aperfeiçoando o aparelho, cheguei a um trabalho que me orgulho muito.
03:01Através dele, nós podemos ver os sonhos das pessoas e dos animais
03:07no exato momento em que a cobaia está sonhando.
03:10Ah, isso é impossível.
03:11Me desculpe, colega, mas a sua imaginação também é bastante fértil.
03:16Colega?
03:17Santos, foi uma pessoa me chamando de colega!
03:20Vamos, colega, vamos! Mostre-me umas coisas!
03:23Pois não, colega, então, como eu ia lhe vendo aqui, por exemplo,
03:26eu tenho um megafone para me dar uma de careca, colega?
03:34Depois de voar no balão do Sr. Lachandre, cismei e construí meu próprio balão.
03:39Ajustei ao projeto dele algumas modificações.
03:42Usei um tecido de seda japonesa, que é mais leve e resistente,
03:46e fiz o menor balão da época, o Balão Brasil.
03:54Bé, batatão!
03:55Ô Bé, faz um Balão Brasil pra mim?
03:58Deixa de ser pidona, Emília.
04:01Ai!
04:02Quem sabe você não faz o seu próprio balão, Emília?
04:05Vou fazer.
04:06Ou melhor, o Biscônia faz pra mim.
04:09Ah, sempre sobra pra mim.
04:11Meu balão vai se chamar assim.
04:13Balão Brasil Mumbi.
04:16Não liga não, Santos Dumont.
04:18A Emília adora abrir a torneirinha de asneiras.
04:21É.
04:21Mas depois do Balão Santos Dumont,
04:23o que mais que você inventou?
04:24Eu estava empolgado.
04:26E parti para a construção de dirigíveis com motores de explosão.
04:30Esplendoroso!
04:31Foi aí que eu soube que o magnato estava dando um prêmio
04:34para quem desse a volta na Torre Eiffel,
04:36em 30 minutos, sem tocar a terra.
04:39Eu estava com o dirigível número 4.
04:41Tentei por duas vezes dar a volta com o dirigível
04:43para vencer o prêmio com o número 5.
04:46Consegui alguns pequenos voos.
04:47Mas foi com o dirigível número 6
04:50que consegui dar a volta na torre.
04:56Nada mais me faria parar
04:58até que eu tivesse total controle
05:00para conseguir direcionar a minha nave.
05:02Depois eu fiz o dirigível número 7
05:04e pulei o número 8.
05:08Pura superstição!
05:10Alguns livros dizem que você é tão supersticioso
05:12que no seu chalé em Petrópolis
05:13construiu uma escada
05:14que só é possível subir pisando primeiro com o pé direito.
05:18É verdade.
05:19Inclusive, nesta casa,
05:21eu inventei um chuveiro de banho quente
05:23para uso próprio.
05:25Ai, que ideia genial!
05:27Emília, eu queria te agradecer
05:29por você ter me trazido até aqui
05:31e ter me dado a oportunidade
05:33de conhecer e desfrutar
05:34todos esses projetos maravilhosos.
05:39Não foi nada não, El.
05:41E agora que ela vai ficar mais metida ainda.
05:43Eu estou curioso para saber
05:45quando foi que você inventou o avião.
05:47Bom, eu segui com os meus dirigíveis
05:509, 10, 11, 12, 13, 14.
05:53Fiquei muito satisfeito com o dirigível número 14
05:56e resolvi aperfeiçoá-lo.
05:58Era um aparelho mais pesado que o ar
06:01e que tinha um veículo de rodas pendurado.
06:04Passei a chamá-lo de 14 bis.
06:06Foi então que inventei, pela primeira vez no mundo,
06:11uma nave que deslizava e decolava
06:15com suas próprias forças.
06:17Estava inventado...
06:21o avião.
06:48Então, como andam nossos inventores?
06:52Vá, está todo mundo desanimado.
06:54Mas por quê?
06:55Não há melhor oportunidade para um cientista
06:59do que exibir suas teorias e invenções
07:03numa feira de ciências.
07:04É, se a gente fosse um cientista de verdade,
07:07tudo bem.
07:08Sabe o que é, dona Binta?
07:10Depois de a gente conhecer o Santos Dumont
07:12e o Leonardo da Vinci,
07:13a gente percebeu que nunca vamos ser que nem eles.
07:16Vá, os caras são feras.
07:18As nossas invenções não são nada demais.
07:20Nada.
07:21É mesmo.
07:22Por isso que eu não invento nada.
07:25É, eu acho que já inventaram tudo.
07:27Deixaram nada para a gente criar.
07:31Nada disso.
07:33Desistir não leva a lugar nenhum.
07:35O que é isso?
07:36Vocês já pensaram nas dificuldades
07:41que Santos Dumont enfrentou?
07:44E os homens pré-históricos, então,
07:47já imaginaram os obstáculos
07:50que eles tiveram que vencer
07:51para que nós hoje pudéssemos ter
07:53uma vida confortável?
07:55Olha, os primeiros homens
07:57só tinham o corpo.
08:00E foi daí que surgiram
08:02as grandes invenções.
08:03Como assim, Dona Benta?
08:05Para os peludos viverem na Terra,
08:07eles tiveram que inventar coisas,
08:08senão, ó, já era.
08:11Eles tinham que dominar a natureza,
08:13senão a natureza dominava eles.
08:16A sua voz já explicou isso para a gente.
08:18É?
08:19Vejam, por exemplo,
08:22o caso do pé humano.
08:26Olha,
08:27de todos os membros do corpo,
08:30o pobre pé sempre foi o burro de carga,
08:33o mártir.
08:36Sempre em contato com o chão,
08:38os pés dos homens da caverna
08:40sofriam os maiores horroros.
08:43Eram topadas, espinhos e dores.
08:47E na hora de fugir dos animais ferozes,
08:50não tinha conversa.
08:52Era pernas e pés para que tiveram.
08:55Foi tanto trabalho dos pés
08:58que o cérebro dos peludos
09:00teve que ajudar.
09:02Começaram a surgir as invenções
09:05para poupar o trabalho dos pés.
09:07A primeira ideia
09:08foi usar os pés de outros seres vivos.
09:11E os peludos
09:13tentaram domesticar
09:14alguns animais.
09:17E, finalmente,
09:18o homem aprendeu a montar
09:21em cavalos.
09:22Um animal ágil,
09:24forte
09:25e extremamente dócil.
09:28Pronto.
09:30O pé humano
09:31já podia descansar um pouco.
09:33Mas logo surgiram
09:35outras dificuldades.
09:37E, em seguida,
09:38outras invenções.
09:40Para andar no gelo,
09:41o homem inventou o trenó.
09:43Os primeiros eram feitos de ossos
09:46e escorregavam pelo gelo
09:49com facilidade.
09:51mais uma vez
09:52poupando os pés humanos.
09:55Mas quando o gelo derretia,
09:57o trenó não servia para nada.
09:59E o homem inventou
10:01aquilo que é considerado
10:02uma das maiores invenções.
10:04A roda.
10:07Se eu fosse um psíquido,
10:09eu ia domesticar
10:10a girafa
10:11em vez do cavalo.
10:13Por que, Emília?
10:14Simples.
10:14Com aquele pescoção,
10:16ela poderia ajudar
10:17a pegar frutas
10:18no alto das árvores.
10:20Então, em vez de cavalgar,
10:22você ia girafar?
10:24É isso.
10:24Eu vou girafar por aí.
10:26Pocotá, pocotá,
10:28girafá, girafá, pocotá.
10:29Cló, como vocês puderam ver,
10:31se os peludos
10:32tivessem desistido
10:34por causa das primeiras dificuldades,
10:36nós hoje ainda
10:38poderíamos estar vivendo
10:40em cavernas.
10:40Tem razão, dona Berta.
10:42Eu não vou desistir, não.
10:43Vou caprichar na minha invenção.
10:44Tchau, tchau.
10:45Tchau.
10:46Eu também.
10:47Vou caprichar na minha invenção.
10:49Eu também.
10:50Então, ao trabalho!
10:53Ao trabalho!
10:55Amanhã, amanhã.
10:56E agora já está muito tarde
10:59e os gênios inventores
11:02têm que descansar
11:03para poderem criar melhor.
11:06Vamos para a caninha.
11:08Não esqueçam de escovar os dentes.
11:10Boa noite, querida.
11:13Boa noite.
11:31O que é isso?
11:33É um microcomputador.
11:34Com certeza,
11:35a maior invenção do homem.
11:37É.
11:38Depois do avião, é claro.
11:43Posso ouvir?
11:44Claro.
11:44Pode tirar aquele paninho
11:45de tricô da dona Berta
11:46e aperte aquele botão ali
11:48para ligar a máquina.
11:50É incrível.
11:54Incrível.
11:56Parece uma pintura mágica.
11:58Os primeiros computadores
11:59foram criados
12:00para fazer cálculos matemáticos
12:01de maneira rápida e precisa.
12:03Depois, inventaram
12:04o microcomputador,
12:06um computador caseiro
12:07que começou como um simples
12:08processador de texto.
12:10O escritor pode editar o texto
12:12como quiser
12:13e depois é só mandar
12:13imprimir a versão final.
12:15Mas que ideia genial!
12:17E como uma invenção
12:18puxa a outra,
12:19o microcomputador
12:20passou a ter milhares
12:21de programas diferentes
12:22e revolucionou o mundo.
12:23É usado em quase
12:25todas as profissões.
12:27Impressionante!
12:28E ele marca as horas também?
12:30O que mais que ele faz?
12:32É.
12:33Inventaram a internet,
12:34uma espécie de rede
12:35de comunicação
12:36que envolve o planeta.
12:38Quando você acessa
12:39essa rede
12:39através do computador
12:40e de uma linha telefônica,
12:42você pode acessar
12:43uma verdadeira biblioteca mundial
12:44e se comunicar
12:46em tempo real
12:46com pessoas
12:47no mundo inteiro.
12:48Às vezes com várias pessoas
12:49ao mesmo tempo.
12:51Posso experimentar?
12:52É claro!
12:53E como é que eu faço?
12:55Vamos entrar na internet.
12:57Há várias páginas
12:59sobre sua história
12:59e suas invenções.
13:00É verdade?
13:02E como é que eu entro?
13:04Com absoluta certeza!
13:06Vamos lá!
13:08Use o mouse.
13:09Mouse?
13:12Clica naquela janela ali.
13:15Janela?
13:28Avento!
13:29Ah, é maravilhoso o tempo!
13:38Olha aí!
13:39Quá!
13:44É aqui que é.
13:46É aqui.
13:47Entre enquanto eu faço ainda
13:48uma confusão viva.
13:51e nem esquenta,
13:52esquenta por...
13:53Mas, olha,
13:54eu entendo o seu espanto,
13:56senhor Leonardo.
13:57Entendo o seu espanto,
13:58que eu também
14:00entendo perfeitamente.
14:01Eu demorei muito
14:02a entender
14:03como é que essa máquina
14:05esquenta e cozinha
14:06tudo tão rápido assim.
14:08Então,
14:09a senhora inventou
14:10uma máquina
14:11de fazer bolinhos?
14:12Eu?
14:14Eu não inventei
14:15máquina nenhuma, não.
14:16Eu só fiz os bolinhos,
14:17não foi ele que fez.
14:18Ele só esquentou.
14:20Ah, sim.
14:22E...
14:24Eu posso provar um...
14:26Ah, então não pode, senhor.
14:29Seu Leonardo,
14:30senta aí.
14:31Fica à vontade,
14:31que eu vou
14:32acabar de passar
14:33nesse cafezinho.
14:34Vou servir um café
14:35fresquinho
14:36para o senhor
14:36com um bolinho.
14:38Ah, mas que deleite!
14:41É maravilhoso,
14:44é delicioso,
14:44é divino,
14:45é façanhoso.
14:47Ah,
14:49uma verdadeira artista.
15:10Marmelada de banana,
15:13bananada de goiaba,
15:15goiabada de marmelo,
15:20sítio do pica-pau amarelo,
15:25sítio do pica-pau amarelo.
15:52Sítio do pica-pau amarelo,
15:58sítio do pica-pau amarelo.
16:15Rios de prata, pirata, azul, sideral na mata,
16:21universo paralelo.
16:25Sítio do pica-pau amarelo,
16:31sítio do pica-pau amarelo.
16:38Sítio do pica-pau amarelo.
16:44Ai, diacho!
16:45Por que você foi
16:46dar problema logo agora?
16:48Ai, Queca,
16:49que susto!
16:50Algum problema
16:51com a sinvenção?
16:52É.
16:52O cano que tirou
16:53a lente da vaca
16:54entupiu.
16:54Vou demorar
16:55uma beça
16:55para consertar.
16:56Isso é simples.
16:58Se eu te ajudar,
16:59depois você me ajuda.
17:00Eu preciso de alguém
17:01para testar minha máquina
17:02de cortar cabelo automático.
17:03Eu posso até te ajudar,
17:05mas isso aqui não tem jeito não,
17:06você não vai conseguir.
17:07Deixa eu ver.
17:22Pronto, está consertado.
17:38como foi que você conseguiu?
17:47Ué,
17:48Cadê a sua carapuça,
17:50moleque?
17:51Nem me pergunta,
17:52tio Barnabé,
17:53que eu estou me roendo
17:55de raiva.
17:56Levaram minha carapuça
17:58e agora
17:58eu que tenho
17:59os meus poderes.
18:00Não posso nem
18:02formar
18:02edébuídeo.
18:05Essa é boa, hein?
18:07Fregar uma peça
18:08no maior pregador
18:09de peça
18:10do capoeirão.
18:12Mas isso é bom,
18:13é muito bom mesmo
18:14você aprender
18:15a respeitar os outros,
18:16viu?
18:19Mas Sassassi,
18:20sabe que você
18:21fica uma gracinha
18:22assim,
18:22sem capuça?
18:25Você fica uma gracinha,
18:26meu.
18:28Barino,
18:29barino,
18:30tio Barnabé,
18:31vai.
18:33Tima coisa
18:34para contar
18:34para o senhor
18:35é acabar
18:35com a alegria
18:36do instante.
18:37Ah, é?
18:38E o que é que é?
18:42Deixa eu falar
18:43para ele
18:44que a gente
18:45é a cu,
18:46que a cu,
18:46é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que
18:49é que é que eu não ganho a minha carapuça de volta.
18:55Muito bem, muito bem, agora é só ligar.
18:58Olha lá o que você vai fazer com o meu cabelo, hein, que é?
19:01Ah, não se preocupa não, Zeca.
19:03Quando eu girar esse botão, a última coisa que você vai querer se preocupar é com o seu cabelo.
19:16Cuidado com a cuca que a cuca que a cuca te pega e pega daqui e pega de lá.
19:21Pronto.
19:24Cuidado com a cuca que a cuca te pega e pega daqui e pega de lá.
19:37Toda vez que chega no final dá uma tristeza, né?
19:40Mas não fica triste, não.
19:42É só você acessar o nosso site.
19:44www.globo.com.br
19:48Lá tem tudo o que você quer saber aqui do sítio.
19:51Agora vamos dar uma espiadinha no que vai ter amanhã na telinha?
19:54Ah, eu que devolvi as vidas.
19:57Mas não disse que eu ia pegar eles de novo, né?
20:23Que pedra maluca é essa?
20:26Nunca vi uma pedacinha aqui no sítio.
20:29Onde tem pedra maluca, tem o dedo da cuca.
20:34O sol nascente é tão belo.
20:39Saci está desesperado porque a cuca pegou a carapuça dele
20:42e só pretende devolver depois que acabar a feira de ciências do sítio.
20:46Foi o jeito que a bruxa arranjou
20:48para garantir que o Saci não vai contar para o Pedrinho que a queca é a cuca.
20:52As crianças e o Leonardo da Vinci
20:54também se impressionaram com a explicação que Santos Dumont nos deu
20:57sobre como ele inventou o avião.
20:59O sucesso da palestra foi tanto
21:01que os participantes da feira ficaram até meio desanimados,
21:03achando que nunca chegariam aos pés de gênios
21:06como Santos Dumont e Leonardo da Vinci.
21:08Foi preciso que Dona Beta lesse mais um trecho do livro
21:11A História das Invenções, para reanimar o pessoal.
21:14O plano da cuca correu como ela queria.
21:16E queca convenceu o Zeca a experimentar o seu cabeleireiro automático
21:20e o pequeno inventor acabou virando estátua.
21:23Será que todos nós acabaremos assim, empedrados?
21:27História das Invenções, quinto episódio.
21:30Que banaca!
21:31Caiu feito um patinho.
21:33Zeca, conta pra mim.
21:35Como é que é essa coisa de ser pedra?
21:37Você tá me parecendo meio duro.
21:39Relaxa!
21:41Agora eu preciso ir.
21:43Eu tenho que procurar a minha próxima vítima, tá?
21:46Fica aí e não vai fugir, hein?
21:58Você não sabe como é que ficou bom você assim, sem carapuça.
22:03Oh, Tchubagabé!
22:04Você não quer ver se eu tô ali na jaqueira, não?
22:07Ih, pelo jeito, o caso é sério.
22:10Vem, me conta aí.
22:11O que é que foi que aconteceu?
22:13Não aconteceu nada.
22:16Agora me dá licença e para a minha hora.
22:18Oh, Saci!
22:19Eu posso te ajudar a pegar a sua carapuça.
22:23Me ajudar?
22:25Você tá passando bem, Tchubagabé?
22:28Oh, Saci!
22:29Se você devolveu meus pitos,
22:31eu pego a sua carapuça de volta.
22:35É mesmo?
22:36É um negócio fechado.
22:38Os pitos pela carapuça.
22:43Tô confiando em você, hein, Saci?
22:45Ah, pode confiar, pode confiar.
22:48Palavra de Saci.
22:51Me conta, o que é que foi que aconteceu?
22:55Foi a queca que pegou.
22:57A queca?
22:59Oh, Saci, você deixou uma mininota pegar a sua carapuça?
23:04Você já foi mais esperta, hein, Saci?
23:10Tchubagabé, o senhor não tá entendendo.
23:12A queca é uma menina diferente.
23:18Pode ser, Saci, pode ser.
23:20Mas fica tranquilo.
23:21Eu vou te ajudar a pegar a sua carapuça.
23:24Mas você tem que devolver os meus pitos, hein?
23:27Claro, claro.
23:29A gente não pode contar nada pro Pedrinho.
23:31Eu jurei pra queca, jura disso, Saci.
23:35E toma cuidado com a queca, hein.
23:39Abre o olho.
23:41Pode ficar tranquilo, Saci.
23:45Só quero ver.
23:51Mais um cafezinho, seu Santos Dumont?
23:53Claro.
23:54Engraçado, esse nome me lembra um aeroporto lá no Rio de Janeiro.
23:58O nome de um aeroporto.
23:59Aeroporto?
24:00É.
24:00Sabe, Tia Anastácia, esses seus pitutos fariam muito sucesso em Paris.
24:04Paris?
24:06Que isso, genial.
24:08Vem, mas uma coisa é certa.
24:10Se eu fosse pra lá, eles iam aprender a comer direito.
24:14Ai, é porque eu já vi nas revistas que os restaurantes franceses servem isso aqui, ó.
24:19Um tiquinho de comida.
24:21Não dá nem pra tapar o buraco do dente, gente.
24:26Atenção, Dona Benta, Tia Anastácia, Santos Dumont, Leonardo da Vinci e Visconde de Sabu Gosa.
24:32Nós temos um convite pra fazer pra vocês.
24:35Vocês aceitam ser o júri da nossa feira de ciências?
24:41Ah, mas essa ideia foi minha, Pedrinho.
24:44Ah, deixa de ser mentirosa, Emí.
24:46Mas foi.
24:46Só que o Pedrinho disse antes.
24:48Ai, eu me sinto muito honrado com o convite, Pedrinho.
24:54Eu também aceito o convite.
24:56Oh, eu não estou à altura desses dois gênios e tampouco estou à altura do Visconde.
25:03Mas como eu gosto muito de invenções novas, eu também aceito.
25:10E eu lá entendo de invenções, Pedrinho.
25:15É interessante só você escolher a invenção que você mais gostar.
25:20E Visconde, você fica encarregado de abrir com um discurso a nossa feira de ciências.
25:25Eu?
25:26Preparar um discurso?
25:28Puxa, Pedrinho, muito obrigado.
25:29Você sabe como eu aprecio o discurso.
25:31Mas não vai rolar não, hein, seu sabão.
25:34A gente espera vocês lá no quintal.
25:36Vem, Narizinho, vem, Emília.
25:37Eu vou chamar o tio Barnabé.
25:39Vamos.
25:42Com licença, senhores, eu tenho que ir preparar o meu discurso.
25:54Essa chance eu não podia perder.
25:57Vou pegar meus pitos de volta.
26:02O tio Barnabé, o senhor...
26:04Está fazendo o quê?
26:05Eu estou fazendo uma carapuça para pegar saci.
26:08O tio Barnabé, agora a gente está muito ocupado.
26:11O senhor topa fazer parte do júri da nossa feira de ciências?
26:14Eu topo, mas será que eu vou dar conta disso?
26:17Quem é fera em pegar saci, tem júri de feira de ciências, é cunho.
26:23Tá, então eu topo.
26:25Que legal!
26:28Valeu, tio Barnabé.
26:29A gente espera no quintal.
26:31Isso.
26:32E leva o saci para fazer parte do júri também.
26:42Essa menina tem cada uma.
26:48Eu acho que já está bom.
26:50Se uma menininha consegue enganar o saci,
26:55que dirá um velho como o tio Barnabé?
27:21Marmelada de banana,
27:24Bananada de goiaba,
27:26Goiabada de marmelo.
27:31Sítio do pica-pau amarelo.
27:36Sítio do pica-pau amarelo.
28:02Cadê o Zeca?
28:04Parece que ele tomou um chá de sumiço
28:06e nem ofereceu para as condições.
28:07Isso está muito estranho.
28:10E nem a invenção dele está aí.
28:12Aposto que ele desistiu do concurso.
28:14Por que, Zeca?
28:16Por que...
28:17Por que...
28:18Ai, que mania sua de perguntar o porquê de tudo na Lizinha.
28:21Quer dizer...
28:22Eu acho que ele percebeu
28:26que a invenção dele ia ser um fracasso
28:28e acabou desistindo.
28:30Nada disso.
28:31Essa história está muito esquisita.
28:34Vamos procurar o Zeca pelo sítio.
28:36Eu vou ver se ele está lá no curral.
28:38Eu e a Emília vamos ver se ele está no comando.
28:40Vem, Inil.
28:40E eu, vou para onde?
28:42Inil, eu acho que você está precisando
28:45de um corte de cabelo.
28:46Mas a gente tem que procurar o Zeca.
28:48Precisa daquele Zeca, vem.
28:50Calma aí, Zeca.
28:51Calma aí.
28:53Estou cansadinho.
28:54Calma aí.
28:58Zeca!
28:59Cadê tu, cara de estar aqui?
29:02Zeca!
29:02A feira já vai começar.
29:05Zeca!
29:06Zeca!
29:08Que pedra maluca é essa?
29:11Eu nunca vi uma pedra assim aqui no sítio.
29:14Onde tem pedra maluca, tem o dedo da cuca.
29:19Ai, será que a cuca empedrou, Zeca?
29:22Só vamos saber testando.
29:26Então a cuca está por aqui.
29:28E pedrou o Zeca bem empedrado.
29:36Eu não estou nem acreditando que o senhor conseguiu.
29:41Eu não estou nem acreditando que o senhor conseguiu.
30:00Olha só a quantidade de pito que você já me tomou.
30:03Mas eu estou tão feliz.
30:04Mas eu estou tão feliz.
30:06Que eu estou até com vontade de dar um...
30:08Beijo no senhor.
30:10Que beijo, mas beijo.
30:12Sai pra lá.
30:13Eu lá quero saber de beijo saci.
30:15Eu tenho mais o que fazer.
30:17Eu vou para tal feira de ciência.
30:19Até mais vez.
30:20Então tá, então tá.
30:22Tchau.
30:24Tem beijo.
30:26Tchau.
30:35Carabuco.
30:36Mas tu tomei enferrujado.
30:44Mas que invenção extraordinária.
30:48Eu já participei até de corridas dessas máquinas na minha época.
30:51Mas essa é moderníssima.
30:53Bom, essa minha caminhonete não é o último tipo.
30:57Aliás, nem penúltimo.
30:59Então, quer dizer que as pessoas entram nessa máquina e o automóvel as leva para onde quiserem ir, sem serem
31:09puxados por animais.
31:11Exatamente.
31:13O automóvel é um veículo que se move a motor.
31:16E ajuda muito também no transporte de alimentos, de cargas.
31:22E em curtas distâncias também.
31:25E pensar que no meu tempo as pessoas achavam que esses automóveis não iam vingar.
31:29Mas eu não quero uma máquina de loucos que só servia para atropelar as pessoas.
31:35Benta, será que nós não poderíamos dar uma voltinha no automóvel?
31:40Isso é claro.
31:41Vamos lá.
31:46Tá bom, Keka.
31:47Eu já disse que experimento sua invenção.
31:49Mas por que a gente não faz isso na feira com todo mundo?
31:52Por quê?
31:53Por quê?
31:54Ai, que mania só te perguntar por que isso é tudo.
31:57Parece criança.
31:57Não é, mas eu sou criança.
31:59Uma criança cabeluda.
32:01Isso sim, entra aí.
32:05Cuidado com a cuca que a cuca te pega e pega daqui e pega de lá.
32:21Cuidado com a cuca que a cuca te pega e pega daqui e pega de lá.
32:34Essa foi moleza, mais uma pedrinha pra minha coleção
32:38Tá até ficando monótono
32:43A queca é a buca
32:46E a buca é a queca
33:04Acho que o Santos Dumont só gosta de máquinas voadoras
33:09É que na época dele o automóvel já existia
33:13Bom, então deixa eu explicar
33:15Pra dirigir um automóvel, primeiro o senhor liga o carro
33:18Depois aperta a embreagem e passa pra primeira marcha
33:24Depois vai tirando com calma o pé esquerdo da embreagem
33:30Ao mesmo tempo que vai acelerando com o pé direito
33:33Tem que fazer assim com a segunda marcha e assim vai
33:37Certo, certo, então vamos lá
33:40Primeiro eu...
33:42Ligo o carro
33:43Ligo o automóvel
33:47Piso na embreagem, embreagem, embreagem
33:51Faço a primeira marcha
33:56Ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah,
34:03ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah,
34:03ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah,
34:03ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah,
34:04ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah,
34:04ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah
34:29Nossa, querida, a gente queria tanto saber como funciona essa invenção.
34:33Né, Emília?
34:35É, a gente não faz outra coisa.
34:37Claro, queridas. Quem vai ser a primeira?
34:40Você podia fazer uma demonstração pra gente.
34:43Uma demonstração? Eu não sei.
34:46Se você for primeiro, a gente vai depois, né, Nélia?
34:50Claro, vamos sim.
34:52Tudo bem, mas quando eu estiver com o capacete na cabeça, vocês apertem esse botão aqui.
34:59Jamais apertem o vermelho.
35:02Já sei, já sei, já sei.
35:09Sim!
35:19Quem vira a gente em pedra, em pedra será virado.
35:23Já diz o ditado.
35:25Eu nunca vi esse ditado.
35:27Também não, acabei de inventar.
35:30Agora vamos empedrar o Zeca e o En.
35:42Um pé segue pelo mar, tá fazendo fumaça, fumando cachimbo.
35:49Mas não é possível!
35:51O que será que tá acontecendo comigo?
35:57Será que o desafio tinha que fazer rodar moinho?
35:59Vai ver que a boca me feita, estou!
36:06Carabouço!
36:08Carabouço!
36:09Essa não é minha carabouço!
36:14Ai, aquele dinoso do tio Barnabé me enganou!
36:21Isso não vai ficar assim, isso não vai ficar assim!
36:23Isso não vai ficar assim!
36:24Eu nunca vou mostrar isso!
36:25Marcos, derrubouço!
36:43Marcos, derrubouço!
36:45O que é que eu vou ouvir?
36:48Parece que eu tava dormindo como se fosse uma pedra.
36:51E tava medo, viu?
36:53A Zeca era a Cuca e ela queria empedrar todo mundo.
36:56É, e foi ela que sabotou nossos inventos.
37:00Uhum!
37:01Só que eu passei uma conversa na bruxa e quem acabou empedrada foi ela.
37:07Nós passamos uma conversa, né, Emília?
37:10Hum, tá!
37:12Você ajudou um pouco.
37:14Agora vamos que a feira de ciência já vai começar, vem!
37:17Tá!
37:20Enfim, crianças, o verdadeiro inventor não é aquele que se isola no meio dos livros.
37:25O verdadeiro inventor tem que estar dentro da vida, vivendo a vida de maneira intensa.
37:31Sempre com um olhar curioso e criativo diante do mundo.
37:35O que faz o homem inventar é a sua capacidade de sonhar e imaginar.
37:40Sem imaginação, não há invenção.
37:43Entendido!
37:48Agora vamos às inversões!
38:00Então, é só girar o pedal que o leite sai.
38:09Será que a moça tá gostando desse seu vento?
38:12Pelo jeito, ela não tá gostando nada disso, não, hein?
38:18Mas ela não me falou nada.
38:25Qual o meu guarda-fruta? Eu não preciso mais subir nas árvores.
38:30É só apertar esse botão assim, que ele vai abaixar.
38:33Oh!
38:40Ah, meu doce!
38:43Eu acho que meu guarda-fruta precisa de alguns ajustes.
38:47O mais urgente são duas asas e um motor pra fazer ele voar.
38:53E, pra garantir, um paraquim.
39:01O meu capacete multiuso serve pra andar no capoeirão à noite.
39:10E esse ventiladorzinho serve pra espantar as vespas.
39:16O retrovisor serve pra ver se alguém tá me seguindo.
39:22E os óculos escuros servem pra ver a Yara sem ficar cedo.
39:28E a câmera digital grava tudo.
39:31E essa antena aqui, capta sinais estratégicos.
39:36É!
39:37É!
39:37É!
39:38É!
39:40É!
39:42É!
39:44É!
39:48Acho que eu vou ter que fazer o capacete multiuso número 2.
39:54A minha mala, sempre porque a pessoa não tem que carregar a bagagem.
39:57É só ligar aqui que ela vem atrás da gente.
39:59Meu São Jorge, vai lá!
40:03Vai se lembrar, né?
40:05Vai se lembrar!
40:05Pelo visto, só falta essa mala agora.
40:08Vá lá!
40:10Olha!
40:12Olha aqui!
40:15Ha, ha, ha!
40:17Ha, ha, ha!
40:18Ha, ha, ha!
40:19Ha, ha, ha!
40:20Ha, ha, ha!
40:21Ha, ha, ha!
40:23Ha, ha, ha!
40:24Ha, ha, ha!
40:25Ha, ha, ha!
40:27Ha, ha, ha!
40:27Ha, ha, ha! Ha, ha!
40:29Ha, ha, ha, ha!
40:35Ha, ha, ha!
40:38Você não merece!
40:40Mas eu vou te levar pra gruta, né?
40:43Que jeito!
40:52E o grande vencedor da primeira feira de ciências do Sítio do Pica-Pau Amarelo
40:57é Enio!
40:58É Enio!
40:59Uma mala andante!
41:05Esse aqui é o seu prêmio!
41:07Pirlim Pimpim pra você ir pra qualquer lugar e voltar!
41:14Obrigada, esconde!
41:17Obrigada, esconde!
41:40Sassi, devolve meus pintos!
41:43Eu te ajudei a pegar sua carapuça!
41:47Ah, eu te devolvi os pintos, mas não disse que me ia pegar eles de novo, né?
41:56Assim, sucratina!
41:58Eu te pego!
42:02Adeus, dona Benta, tia Anastácia, crianças.
42:07Eu jamais me esquecerei desses filhos.
42:10Adeus, continue inventando.
42:14Adeus.
42:15Pode deixar que eu mando todo mundo inventar.
42:18E podem deixar que o Pelinpipim vai devolver cada um pra sua época.
42:32E o Enio tá demorando.
42:34Ah, daqui a pouco ele tá aqui.
42:41Isso aqui é o começo do meu próximo livro.
42:48O capítulo de hoje acabou.
42:50Mas você pode ficar juntinho da gente.
42:52É só acessar www.globo.com.br
42:57Sítio.
42:58Será que é isso?
43:00E as brincadeiras vão continuar.
43:02Mas olha, eu tenho aqui...
43:04Uma moeda de ouro.
43:07Oba, brincada!
43:11E tem mais um presente!
43:14Eu vou levar vocês pra terra do nunca!
43:24Emília, você tá ótima!
43:26Eu tô implicando com o Pedrinho!
43:27Viva a mulher estranha!
43:29Viva!
43:30Vamos fazer uma festa, gente!
43:32Viva!
43:34Viva!
43:35Viva!
43:36Viva!
43:37E aí