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O presidente Lula (PT) afirmou que a população costuma atribuir ao governo a responsabilidade pelo endividamento. Durante sua fala, ele destacou que “a somatória do pouquinho vira grande”, referindo-se ao acúmulo de pequenas dívidas que comprometem o orçamento doméstico. O líder brasileiro ainda ressaltou que pediu ao ministro da Fazenda para resolverem o problema.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/kya_IwhF600

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Transcrição
00:00Porque o presidente Lula cumpre agenda no estado de Goiás e já mandou, inclusive, um recado ao novo ministro da
00:05Fazenda, Dário Durigan.
00:07Segundo Lula, economia vai muito bem, mas as dívidas causam desconfiança na sociedade brasileira.
00:13A Beatriz Souza vai trazer mais detalhes pra gente, Bia.
00:16Inclusive, Lula culpou a gastança do povo brasileiro pelo endividamento.
00:21Inclusive, é um dos assuntos que pode, sim, ou tem um potencial eleitoral muito grande, por isso essa preocupação por
00:28parte do governo federal.
00:29Seja bem-vinda mais uma vez, uma boa tarde, minha amiga.
00:35Oi, Cássio, boa tarde mais uma vez.
00:37Pois é, ele culpou as comprinhas que o brasileiro tem feito, né?
00:42Isso porque ele estava nessa visita em uma fábrica em Anápolis, no estado de Goiás,
00:47e falou dessa má visão que o brasileiro tem tido sobre a economia, com pesquisas divulgadas da Genial Quest,
00:55mostrava que 68% dos brasileiros via o cenário da economia de forma negativa.
01:01E isso, claro, em um ano eleitoral, né, Cássio, fez acender esse alerta no Palácio do Planalto,
01:07e aí o presidente Lula fez, então, essa fala.
01:10Mas ele associou a essa percepção negativa do brasileiro sobre a economia, a gastância, as comprinhas que são feitas, ele
01:19citou ali,
01:20comprinhas que são feitas na internet, disse ali até, chegou a citar o valor de 10, 20, 30 reais,
01:26que no final do mês esse valor compromete, então, o orçamento do brasileiro.
01:32Lula fez essa associação dizendo, e deu, então, essa nova missão para o novo ministro da Fazenda, Dário Dúriga,
01:41e disse o seguinte, para ele buscar uma solução para esse endividamento do brasileiro,
01:45para poder facilitar o pagamento dessas dívidas existentes, e também, Cássio,
01:51para ter formas de educação financeira para o brasileiro, que, segundo o presidente Lula, tem gastado demais.
01:59Ele disse que não é contra, que o brasileiro se endivide para poder ter, adquirir bens,
02:05mas ele é contra essa gastância que, segundo ele, é descontrolada.
02:08A gente separou um trecho de uma fala dele lá em Anápolis, no estado de Goiás,
02:13falando sobre essa percepção dos brasileiros e sobre essas comprinhas também.
02:18Vamos assistir.
02:20É 50 reais ali, é 30 reais, é 40, parece que não é nada.
02:25Mas quando chega no final do mês, quando chega no final do mês,
02:31a somatória dessa quantidade de pouquinhos vira grande.
02:37E a gente começa a ficar zangado.
02:39Aí quem que você xinga o governo?
02:43É lógico.
02:44Então, eu pedi ao meu ministro da Fazenda que a gente precisa tentar resolver esse problema da dívida das pessoas.
02:59Pois é, Cássio, então o governo avalia, né, então essa percepção da média da população brasileira,
03:07vendo esse, enxergando como um cenário negativo da economia,
03:10como um novo problema no radar a ser resolvido, então, pelo novo ministro da Fazenda
03:16para poder trazer aí uma solução para esse endividamento dos brasileiros.
03:22Cássio, volto com você.
03:24Perfeito, Bia. Obrigado pelas informações.
03:26E olha, gente, inclusive, toda essa fala por parte do presidente Lula
03:31vai muito ao encontro do que a gente mostra também
03:34e pelo menos que a gente está trazendo por parte das pesquisas eleitorais.
03:38E por que eu digo isso?
03:39Porque o próprio presidente falou, né, a economia está bem, a inflação está controlada,
03:43o PIB está super bom,
03:45a questão do nível do desemprego está no melhor da série histórica.
03:48Só que não há uma percepção por parte da população brasileira
03:53de que o salário que elas ganham estão rendendo.
03:56Porque, como o presidente falou, tu vai gastando um pouquinho ali, o outro ali,
04:00depois mais 30 ali, 40 ali, quando você chega no final do mês, cadê meu salário?
04:04Como é que eu vou poder investir?
04:05Como é que eu vou ter aquele respiro financeiro?
04:08Sempre com a corda no pescoço, né, toda a inflação correndo o salário,
04:12né, da boa parte da população brasileira.
04:13Então, é um assunto extremamente importante, ainda mais num ano eleitoral.
04:17Então, o presidente sabe disso, as pesquisas já apontaram essa percepção
04:22de que parece que o dinheiro não está rendendo mais
04:24e ele já colocou, inclusive, o novo ministro da Fazenda em ação.
04:27Zé Maria Trindade, eu quero te ouvir em relação à pauta do endividamento
04:30e quanto isso é importante para o governo federal.
04:35Olha, não é um discurso isolado.
04:37Eu já percebi isso, que é um discurso de governo.
04:40Já ouvi essa mesma fala de três ministros do presidente Lula, né,
04:46e ministros, assim, ligados exatamente à política,
04:50sobre esta condição do Brasil, é uma espécie de vacina,
04:54porque todos sabem que haverá um debate sobre esse assunto.
04:58Há um cálculo de 80% das famílias brasileiras endividadas, 80%.
05:04É o dado que me passaram.
05:07É claro que não são 80% inadimplentes.
05:12A inadimplência é bem menor, mas está muito alta.
05:16Cerca de 40%, 30% a 40%.
05:18Essa é uma história que vem do primeiro governo Lula.
05:23Quando o presidente Lula assumiu o primeiro governo,
05:27o índice de endividamento do brasileiro era de 14%.
05:30Todos nós sabemos, o professor Alan Ghani deve explicar melhor,
05:35nós temos ali moedas, né?
05:38A M1, que é a moeda em circulação,
05:40a M2, que é a moeda em circulação, né,
05:43espécie mais a poupança,
05:47e o crédito entra no M3,
05:50ou seja, o crédito é incluído na moeda, né?
05:54Eles esqueceram do fiado, que não está aí nesses M1, M2, M3, né?
06:00E o fiado não existe oficialmente, mas ele está para todo lado.
06:04Então, se 80% oficialmente estão endividados,
06:08com mais o fiado lá da carteirinha da mercearia,
06:11isso vai para 90%, ou 100%, sei lá.
06:14Mas, enfim, voltando aqui ao princípio,
06:17era 14%.
06:18E aí, houve aquele conselho para o presidente Lula.
06:21Nós podemos jogar dinheiro na economia,
06:24ampliando o crédito.
06:26E aí, foi ampliado o crédito.
06:28E foi muito bom.
06:29Desenvolveu, aumentou o mercado,
06:32aumentou o consumo,
06:33mas chegou isso aí.
06:35É o consumo desenfreado,
06:37com a abertura de crédito,
06:39em todos os setores.
06:41Um dos exemplos é o de caminhoneiro.
06:43O governo abriu crédito,
06:46que subsidiou a compra de caminhões.
06:48E aí, muita gente comprou caminhão financiado e tal.
06:52E aí, o que acontece?
06:54Existem mais caminhões no mercado do que carga.
06:56E várias empresas também compraram caminhões,
07:00diante da facilidade.
07:01Então, assim, houve um excesso de caminhão e pouca carga.
07:04É só um dos setores.
07:06Mas o presidente está ou propondo limpar o nome a qualquer custo.
07:11Já houve uma proposta do Ciro Gomes
07:13de tirar todo mundo das restrições de crédito.
07:17E, mais uma vez,
07:18se liberar todos de dívida,
07:21da inadimplência,
07:23abre-se um novo mercado
07:24e uma nova possibilidade de endividamento,
07:27ou seja, mais dinheiro na economia.
07:29Então, isso aí é debate eleitoral.
07:31Alangane, eu quero te ouvir,
07:33já que você é o nosso professor de números do nosso 3 em 1,
07:36em relação a esse assunto.
07:38E é claro que você vem falando ao longo desses últimos meses
07:41da importância da economia,
07:43do endividamento,
07:44do custo de vida do brasileiro,
07:46mas também da percepção
07:48de que tudo que o povo está ganhando
07:50parece que não está rendendo.
07:52Olha só, você sabe que isso é um fenômeno mundial.
07:55Nos Estados Unidos, inclusive,
07:57a gente também percebe
07:59que a economia não está tão ruim.
08:01Você olha lá o PIB,
08:02crescimento de 2% a 2,5%,
08:05inflação girando na casa de 2,9%,
08:083%, desemprego a 4,4%.
08:11Pelos indicadores,
08:13longe de ser uma catástrofe.
08:16Quando a gente olha o Brasil também,
08:17a taxa de desemprego, 5,4%,
08:20inflação acumulada a 12 meses,
08:22próxima de 4%,
08:24um pouco abaixo
08:25e crescimento de 2,3%.
08:28E aí você fala,
08:30puxa, mas por que é uma grande insatisfação
08:32da população?
08:34E a resposta, eu vejo,
08:36que passa pelo custo de vida.
08:39Desde a pandemia,
08:41e aí somou guerra com Rússia e Ucrânia,
08:43e agora de novo,
08:44com esse conflito no Oriente Médio,
08:46nós observamos uma inflação acumulada
08:50que foi alta durante este período.
08:53E isso, evidentemente,
08:55corroeu o poder de compra da população.
08:57E os salários não acompanharam.
08:59Um outro ponto também,
09:01que os ganhos de produtividade,
09:02principalmente ligados às empresas de tecnologia,
09:07diferentemente do passado,
09:09não vão mais apenas,
09:11não são distribuídos por toda a sociedade, né?
09:14Se concentram muito mais em algumas camadas.
09:17Então, isso traz um aumento da renda
09:22apenas para um segmento,
09:24mas esse aumento da renda não ocorre
09:27como no passado para a maior parte da classe média.
09:31Por isso, essa grande insatisfação,
09:33por isso, esse grande endividamento também da sociedade.
09:36E é claro que isso tem um custo,
09:38não só, é claro, nas contas públicas,
09:39mas um custo eleitoral político muito grande,
09:42porque se nesse governo a percepção
09:44de que o custo de vida está mais alto,
09:46aí os eleitores vão cobrar do governo,
09:48até mesmo vão querer escutar as propostas do outro lado.
09:51Ô, Fábio Perno, quero te ouvir,
09:52porque querendo ou não,
09:53no ano eleitoral,
09:54o governo vai ter ali várias batalhas pela frente.
09:56E o governo não consegue escolher
09:58quais batalhas quer entrar.
09:59Tem que entrar em todas.
10:00Inclusive, nas pesquisas de percepção
10:02de quais são as prioridades,
10:04as temáticas que vão estar em debate
10:06no ano eleitoral,
10:07e que vão ser cruciais
10:08para a eleição presidencial,
10:09aparece aqui a questão da corrupção,
10:11ainda mais envolvendo o caso
10:12do Banco Master e do INSS,
10:15tem a questão da segurança pública,
10:16que querendo ou não,
10:17é um assunto que acaba juntando
10:19todas as esferas da política
10:21e também diferentes eleitores,
10:23mas também a questão da economia.
10:25A gente, há quatro anos,
10:26discutiu muito a questão
10:27do preço dos alimentos,
10:30do custo de vida,
10:31mas agora o endividamento da população.
10:33Como é que o presidente vai conseguir também
10:34sair dessa sinuca de bico
10:36porque muitos dos assuntos
10:38ou é muito caro para a oposição
10:40ou é um assunto que diz respeito
10:42às ações do governo?
10:44A resposta para essa questão
10:46que o presidente coloca
10:47é muito complicada.
10:48Eu acho que, inclusive,
10:49ele poderia não entrar tanto
10:52no detalhe desse debate
10:54em um evento como esse aí.
10:57Veja, há muitas respostas para isso.
11:00Uma delas em que vários economistas,
11:04inclusive muitos bancos também,
11:06e para não dizer o varejo,
11:09apontam como um fator
11:12hoje muito importante
11:13para ajudar a explicar
11:15esse aumento do endividamento,
11:17é a questão das bets.
11:19A jogatina desenfreada
11:20está, de fato,
11:21endividando muita gente,
11:23especialmente pessoas
11:24de menor renda.
11:26O sujeito vai lá,
11:27no desespero,
11:28joga, perde,
11:29joga de novo para recuperar,
11:31enfim, daqui a pouco
11:31ele está afundado.
11:33Não são poucos os estudos
11:35e os trabalhos sobre isso,
11:36só abre qualquer jornal e portal.
11:40Há outras questões também.
11:43Por exemplo,
11:44uma dica para o Alangani,
11:46que a gente fica de vez em quando
11:47trocando uns artigos.
11:49Hoje, Alangani,
11:50estava lendo aqui
11:50o valor econômico,
11:52como faço sempre
11:52quando chega aqui
11:53a Jovem Pan,
11:54aí tem um artigo chamado
11:55Juro Real no Brasil.
11:57Uma jabuticaba.
11:59Aí, os dois autores,
12:02se está aqui
12:02para ser bem justo,
12:04Carlos Eduardo Gonçalves.
12:05Bom.
12:06Muito bom.
12:07Meu orientador
12:08de graduação.
12:10Pô, então.
12:11Opa, então.
12:12Ele e...
12:13Economista do FMI.
12:15Economista do FMI,
12:16exatamente.
12:17Professor visitante
12:19também da FGV.
12:20E Tiago Cavalcante
12:22é o outro.
12:22Tiago Cavalcante
12:23eu não conheço pessoalmente.
12:24Carlos Eduardo é meu amigo.
12:25O Tiago Cavalcante
12:26também é da FGV
12:28e da Universidade
12:30de Cambridge.
12:30Os dois,
12:32usando vários dados
12:33econométricos
12:34e com muitas tabelas
12:36aí,
12:36pegando os últimos
12:3720 anos
12:38de endividamento,
12:39eles chegam
12:40a algumas conclusões
12:41interessantes.
12:43Que nos últimos
12:4320 anos,
12:45obviamente,
12:47aqui no Brasil,
12:48a taxa de juros reais
12:50ela é muito,
12:51mas muito,
12:51muito,
12:52muito maior
12:52do que qualquer
12:54outro país
12:55diz que tenha condições
12:56macroeconômicas
12:57parecidas com as nossas.
12:58Olha que coisa fantástica.
13:00É, não.
13:00Que descoberta.
13:01Então,
13:01aqui no Brasil
13:03temos essa questão
13:04do,
13:05assim,
13:06da cultura
13:07dos juros altos.
13:08Isso é uma coisa
13:10muito,
13:11muito,
13:11muito difícil
13:12de ser combatida
13:13e que provoca
13:14endividamento
13:14de todo mundo,
13:15de governos
13:17e também
13:17da população.
13:18Não,
13:19mas é claro,
13:19veja,
13:20a taxa de juros,
13:21e aí eu concordo
13:22contigo,
13:22eu não li
13:23este artigo,
13:24vou ler.
13:25Agora,
13:25veja,
13:27o Piperno,
13:28a taxa de juros
13:28de fato
13:29ela é muito alta,
13:30isso daí eu não nego
13:31aqui no país.
13:32Agora,
13:33será que essa taxa
13:34de juros,
13:34ela não é extremamente
13:36elevada,
13:37basicamente por duas razões?
13:38Bom,
13:39primeiro,
13:39porque você tem aí
13:40poucos bancos
13:41controlando,
13:42de fato,
13:42o crédito no país.
13:44Isso é uma boa hipótese.
13:45Essa é uma boa hipótese,
13:46certo?
13:46Pouca concorrência
13:47no final das contas.
13:48Mas,
13:49a segunda
13:50é que o Estado brasileiro,
13:53ele é muito grande,
13:54ele é muito inchado,
13:56isso eleva o prêmio
13:57pelo risco,
13:58então,
13:59isso já eleva
14:00a taxa do título público.
14:01E a taxa do título público
14:02acaba sendo
14:03a taxa balizadora
14:05de todo o mercado,
14:06porque o governo
14:07é entendido
14:08como o menor risco
14:10de crédito
14:11que se tem no mercado.
14:12Então,
14:13será que se a gente
14:13não fizer a lição de casa
14:15do ponto de vista fiscal,
14:17fizeram aqui para valer,
14:19essa taxa de juros
14:20não vai diminuir?
14:21Então,
14:21foi muito oportuno
14:22eles terem feito
14:23esse recorde de 20 anos,
14:24porque,
14:25em alguns momentos
14:26desses 20 anos,
14:27o Brasil já fez
14:28essa lição de casa
14:29com taxa com superávit fiscal
14:31acima de 2,5%.
14:32Mas entrou
14:33numa trajetória de queda.
14:34Mas,
14:34mesmo assim,
14:35ainda era muito alto.
14:36Isso,
14:36é verdade.
14:37Ou seja,
14:37vai ser sempre alto.
14:38A diferença,
14:39que às vezes,
14:40vai ser assim,
14:41altitude boliviana
14:42e, às vezes,
14:43altitude de Campos do Jordão,
14:44mais ou menos.
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