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Transcrição
00:00O sol nascente é tão belo
00:05As Aventuras de Hans e Sada
00:07Primeiro Episódio
00:09Ó, cacheiro, vês algo aí do cesto da gávea?
00:13Nada, bombardo e nada a expor, meu capitão
00:16E as ondas mais não se mexem
00:19Raios!
00:20Será que fomos apanhados pela pão do cão Maria?
00:24Opa!
00:26Imediato, verifique nossa posição no mar
00:28Ó, senhor Cabral
00:31Tens que deixar dessa história de calma Maria
00:35Que não estamos aqui para isto
00:37Vais descobrir algumas coisas ou não vai
00:40Escuta aqui, ó gajo
00:42Quem comanda esta nau aqui sou eu
00:44Pedro Álvares Cabral
00:47Ao serviço de Dom Manuel
00:49Rei de Portugal
00:52Fique sabendo que essa sua comandadura
00:55Que nos meteu nessa roubada
00:57Assim não estou mais a brincar
01:01Meu querido Diário de Boa
01:04Essa embarcação está maior bagunça
01:06Ainda bem que eu, Pedro Vaz de Caminho
01:09Vou anotar tudo o que acontece
01:11Senão, ninguém ia saber como contar essa história
01:17A senhora Bento
01:18A senhora tem certeza que essas verduras gostam mesmo de farinha de trigo, hein?
01:23Não, Natácia
01:25Eu não estou alimentando essas dorsaliças, não
01:28A farinha de trigo funciona, que é uma beleza, para evitar as pragas
01:34E não faz tanto mal quanto um inseticida
01:37Essas coitadinhas estão cheias de lagartas
01:41Quer dizer que a lagarta que come a folha
01:44Não gosta de farinha, não gosta de farinha
01:46Não, também não é assim, Natácia
01:50Olha, um dia quente como hoje
01:52Daqui a pouco essa farinha vai virar uma camada que cobre as folhas
01:57E envolve também as pragas
02:01Que logo depois acabam caindo com o vento
02:05Aposto que isso, a senhora falou de esconde
02:08Só pode
02:10Porque aquele ali, além de sabido, é saburro
02:20Olha só que maravilha que temos aqui
02:25Bom, esse é o segredo de uma horta saudável
02:34É só plantar de tudo um pouco
02:37O cheiro forte da salsa do manjericão e da hortelã
02:43Acabam ajudando a afastar os insetos das orçalinas
02:48E vão ajudar a temperar também um cogido
02:50E já já vai virar isso tudo aqui
02:55Você me deixou com a água na boca
02:58Oi, Dias
03:04O preço do óleo subiu?
03:08Não, subiu não subiu não
03:09Continua o mesmo
03:11Eu é que acabei com a promoção
03:13Ah, tá bom
03:15Sei
03:17O que que é?
03:18O que que é, Maravilha?
03:19Eu não estou entendendo você não
03:20Você sabe muito bem que a Anastácia só frita os bolinhos dela com esse óleo daqui
03:25Se você for procurar em outro lugar é capaz de não encontrar essa marca
03:28Isso você tem razão
03:31E depois aqui por perto não tem mais nenhum lugar que venda óleo
03:38É dizer, não tinha né
03:40Parece que agora eu vou ter concorrência
03:43O que?
03:44Que história é essa, Dias?
03:46Tá sabendo o que tá acontecendo lá no casarão velho não?
03:49Qual?
03:50Aquele casarão do tempo dos escravos que tá abandonado?
03:55É lá pros lados da terra do coronel Teodorito
03:59É, o fulano de fora comprou aquelas terras todas
04:02É, é mesmo
04:05Quer dizer então que a fazenda vai voltar a funcionar
04:08Ele vai derrubar o casarão
04:11E construir um posto de gasolina
04:14O que?
04:16Derrubar o casarão?
04:18Ah, mas isso é uma verdade, Elias
04:20Aquela casa era a antiga sede da fazenda do Tucano Amarelo
04:24A casa é uma beleza, mesmo do jeito que tá
04:27Pois é, agora vai derrubar
04:30Vai ter posto de gasolina
04:31Vai ter loja e muito mais coisa lá
04:35Ei, não
04:38Esse negócio vai prejudicar meu movimento aqui, sabe?
04:43Vai prejudicar
04:47Meu comandante, estou a avistar algo
04:49O que faz, Zogageiro?
04:52É um pássaro, meu comandante
04:54Isto é sinal que estamos nos aproximando de alguma terra
05:00Quando chegar, eu é que vou gritar
05:02Terra à vista
05:05Escuta aqui
05:06O capital aqui sou eu
05:08Não é
05:10Estou a avistar
05:11E aí, Gageiro?
05:14Ai?
05:15Ontem o mar ficou coberto de almas
05:18Hoje avistamos gaivotas
05:20Só falta avistarmos terra
05:22E acho que será breve
05:27Você sabia que o cozido é uma comida portuguesa, Anastácia?
05:33Não sabia não, Dona Bento
05:34E olha que eu como cozido
05:36Desde que me entendo por gente
05:39Você, eu, nossas avós
05:42E as avós de nossas avós, Anastácia
05:47É, mas os portugueses quando chegaram aqui no Brasil
05:51Era só o que eles comiam
05:53Cozido, minha filha
05:54Ah, Dona Bento
05:55Mas também chegaram aqui numa terra onde plantando tudo dá
05:58Vai comer o quê?
05:59Cozido
06:02Olá, gente
06:03Oi
06:04Oi, Dona Bento
06:05O preço do óleo lá do Elia subiu
06:10Mas qual é a novidade, tio Barnabé?
06:13Nenhuma novidade
06:14Mas a novidade mesmo
06:16Foi a que ele me contou
06:17E não é nada boa, não
06:19O que foi, Barnabé?
06:22Diga logo
06:23A senhora sabe aquele casarão abandonado
06:26Lá pros lados do coronel?
06:27Ah, sei
06:29Ih, aquela construção é centenária
06:33Eu acho até que é mais do que centenária
06:36É um exemplo da arquitetura colonial
06:38É uma maravilha
06:40Era, Dona Bento
06:41Era
06:43Eles estão querendo derrubar
06:46Isso
06:48Derrubar como?
06:49Mas como?
06:50Barnabé era possível
06:51Ah, foi o que o Elias me contou
06:53Diz que é coisa lá do tal proprietário das terras
06:56Novos
06:57Meu Deus, mas derrubar a casa
07:01Não era melhor
07:03Reformá-la?
07:05Ô, tio Barnabé
07:05Esse casarão antigo que vocês estão falando
07:08É aquele que fica lá pros lados do coronel Teodorinho?
07:11É essa mesmo
07:12A fazenda do Tucano Amarelo
07:15Diz que vão fazer um poço de gasolina lá
07:18Ah, não é possível
07:20Não acredito
07:21Não, não é possível
07:23O Elias deve ter se enganado
07:26Mas o que é isso?
07:30Conselheiro
07:31Conselheiro
07:33Conselheiro
07:33Hoje é um grande dia
07:35A Tia Anastácia e a Dona Bento colheram um monte de coisas na horta
07:39Acho que a Tia Anastácia vai fazer um cozido
07:43Oba
07:45Oba
07:47E por acaso você acha que vai ser convidado, é?
07:50Não, não precisa
07:52Eu mesmo já me convidei pra comer as cascas de tudo o que sobrar
07:56Ah, e você sabia que cozidos também leva carne?
08:02Inclusive linguiça de porco
08:06Linguiça de porco?
08:09Eu preciso achar a narizinha, conselheiro, com licença
08:15Ai, ai, ai, ai
08:17Ah, esse rabicó
08:27Ah, este cozido está pedindo um pouco de pimenta
08:33Pimenta?
08:34Não sei como é que pode alguém gostar de pimenta
08:37Nem eu
08:37Pra mim, de pimenta, basta você
08:44Olha, pois fiquem sabendo
08:46Que a pimenta já foi um artigo de luxo
08:49Quando ainda não tinham inventado a geladeira
08:51A pimenta, o cravo e a noz moscada
08:54É que eram usados pra conservar a carne
08:56É, esses temperos, essas especiarias
09:01Só existiam na Índia
09:03E foi pra comprá-las que os portugueses descobriram o caminho marítimo para as Índias
09:07Ô vó, é verdade que quando Pedro Alvores Cabral estava indo pra as Índias
09:11É que ele descobriu o Brasil?
09:13Ah, ele estava sim
09:15A missão do Cabral era instalar um armazém português no coração do reino das especiarias
09:26Em Calicut, na Índia
09:29Cabral seguia um caminho que já fora percorrido antes por Vasco da Gama
09:34Que o aconselhou a navegar para o oeste e fugir das calmarias do Golfo da Guiné
09:40Assim, ele descobriu o Brasil
09:43Durante muito tempo, acreditou-se que o Brasil teria sido descoberto por acaso
09:51Que Cabral teria sido desviado por uma tempestade
09:56Ou perdido o rumo em uma calmaria
09:59Mas na verdade, Vasco da Gama já suspeitava que avistariam novas terras seguindo essa rota
10:09Por acaso, até parece que alguém descobriu um país assim por acaso
10:15Nessa época, a Europa descobriu que o mundo não acabava no oceano
10:20Mas que ali sim é que se começavam as rotas comerciais ao redor do planeta
10:27Tantas foram as descobertas de novas terras
10:29Que os reis de Portugal e Espanha se reuniram na cidade de Tordesilhas
10:35Para firmar um tratado em que dividiam um novo mundo entre eles
10:40Que audácia de dividir um mundo
10:45Pois é
10:46O rei da França também não gostou
10:50Pediu que lhe mostrassem o testamento de Adão
10:54Que repartia o novo mundo entre Portugal e Espanha
10:59E deixava a França de fora
11:01Gostei
11:03Mostrou que era aí
11:04Na batata
11:08Dona Benda
11:08Parece que a história do casarão era verdade
11:11Agora mesmo passaram carros e máquinas na estrada
11:15Indo para os lados de lá
11:19Isso está me tirando o apetite
11:22Eu vou ver isso de perto
11:24Dá licença, criança
11:25Eu vou ver isso de perto
12:09Boa tarde.
12:10Boa tarde.
12:11Você deseja alguma coisa?
12:13Eu gostaria de falar com o responsável.
12:16Já está falando com ele.
12:18Nicolau Vanderlei, o novo proprietário dessas terras.
12:22Eu sou Benta em Serra Bodes de Oliveira.
12:25Sua vizinha.
12:26E esse aqui é o Barnabé, que trabalha comigo lá no sítio.
12:29É muito prazer. Já ouvi muito falar da senhora e do seu sítio, do Tucano Amarelo.
12:34Não, não, não. Sítio do Pica-Pau Amarelo.
12:39Tucano Amarelo era o nome dessa fazenda aqui.
12:43Me perdoe. Minha memória é fraca.
12:46Mas é que posso ajudá-la. É que devo a honra dessa visita.
12:50Olha, senhor Nicolau, o Barnabé me contou que o senhor estava pensando em derrubar esse casarão.
12:57Foi o Elias que me falou.
12:59Ah, isso está certo.
13:01Amanhã mesmo iniciaremos a demolição da casa.
13:05Senhor Nicolau, não faça isso.
13:08Olha, há tempos eu vinha acompanhando o estado de abandono que está isso aqui.
13:14Eu até estava muito preocupada.
13:17Acabaram-se as preocupações.
13:19Em uma semana, neste local, iniciaremos as obras para o novo posto da Rede One.
13:24A senhora conhece essa marca?
13:27Somos uma pequena empresa, mas estamos crescendo.
13:31Atuando junto ao povo rural e trazendo o progresso para quem necessita dele.
13:35Mas, senhor Nicolau, a minha preocupação estava justamente em preservar esse casarão.
13:45É uma construção de quase dois séculos.
13:48E foi sede de uma fazenda importante desta região.
13:53E daí, dona...
13:55Como é mesmo o seu nome?
13:56Não, não é nem memória.
13:57Benta.
13:58O que eu estava dizendo é que, para a região, é muito importante, como é importante também
14:06para o Brasil, que se preserve esse tipo de arquitetura.
14:12Este casarão pertence a uma época que precisa ser preservada na nossa memória.
14:17Meu Deus!
14:18A dinamite!
14:19A dinamite!
14:20Eu esqueci de comprar a dinamite.
14:22Dona, conversaremos mais tarde, com um pouco mais de tempo.
14:27Eu tenho que voltar ao trabalho, né?
14:28Ah, o Andes não pode parar!
14:30Vamos!
14:31A dinamite!
14:32Até logo!
14:33A dinamite!
14:38Nossa, Emília!
14:39O que está acontecendo aqui?
14:40É terremoto, é?
14:41Não, é um cacaremoto.
14:44Eu estou arrumando minha canastra.
14:46Mas não está dando nem para andar direito aqui na biblioteca?
14:49Não é à toa que a sua canastra estava cada vez mais pesada.
14:53Diz uma coisa, como é que isso tudo cabia aí dentro, hein?
14:56Isso não importa.
14:57O problema é como tudo isso vai entrar na minha canastra de mim.
15:02Quem sabe não é melhor jogar algumas coisas fora.
15:05Isso nem que a mocha tuça!
15:07Então, está na hora de você abrir o Museu da Emília.
15:12O meu museu?
15:18Emília!
15:22Teodorico, o homem é um tipo estressado.
15:26Eu tentei de todas as maneiras convencê-lo, mas ele nem me prestou atenção.
15:31Ô, Bento, você às vezes me parece tão ingênuo.
15:33Você acha que um dono de posto de gasolina vai dar importância a um casarão abandonar?
15:38Pois devia.
15:39Porque a memória de um país é muito importante para todos.
15:44E eu te garanto que se esse Nicolau ajudasse a preservar o casarão,
15:48cresceria muito a importância dos negócios dele.
15:53Sabe que nesse ponto você tem razão?
15:57Não.
15:58Então vamos tentar convencê-lo.
16:01Você me ajuda?
16:03Imagina.
16:04Como se você precisasse de ajuda quando tenta convencer alguém.
16:10Vamos, senhor Nicolau, está demorando muito.
16:13Ainda tenho muita coisa para fazer.
16:15Mas como se vocês não sossegam, não para quieta?
16:19Ainda tem que fazer a bichita de todos os meus cacarecos.
16:24Para quê?
16:25Qual vai ser a reinação agora?
16:28Ô, pequena!
16:30Ah, senhor Nicolau, eu vou fazer um início.
16:34Que vai contar histórias da bonecazinha.
16:38O Museu da Emília.
16:43Não é à toa que quem estava na Europa quisesse ir para o Brasil.
16:47Olha o tamanho da Europa e olha o tamanhão do Brasil.
16:51Portugal, Espanha e França, juntas, não chegam ao tamanho da Amazônia.
16:58Portugal é bem no cantinho.
17:00Foi por isso que eles chegaram primeiro.
17:03Isso não é bem certo.
17:04Outros navegadores estiveram antes de Cabral no Brasil.
17:07Só que não registraram a descoberta.
17:10Esconde, já existiam brasileiros naquela época?
17:13É claro que existiam, Narizinho.
17:14Os nossos índios!
17:15Quando os europeus chegaram ao Brasil, o país era ocupado de norte a sul por verdadeiras
17:20nações indígenas.
17:22Algumas nações indígenas eram amigas dos portugueses e outras dos franceses.
17:28Charles Staden, um europeu que esteve no Brasil um pouco depois do seu descobrimento, escreveu
17:33um livro muito famoso sobre essa época.
17:35Ele era francês, español, português ou o quê?
17:37Nenhuma das respostas anteriores.
17:39Ele era alemão.
17:40E a vovó tem esse livro?
17:41Mas é claro!
17:42Você acha que Dona Benta não teria o primeiro livro que começou a contar a história do Brasil?
17:46Então vamos nessa história.
17:48Agora não!
17:49O Esconde vai ler para mim uma história muito legal.
17:53Canastral, Esconde, você está nomeado, museólogo, arquivista do Museu de Inú.
18:00Vamos lá, Esconde!
18:03Então vamos procurar o livro do Hans Tad.
18:12Eu achei o livro e você lê.
18:16Tá bom.
18:20A verdadeira história dos selvagens, nus e ferozes e furadores de homens.
18:28Furadores de homens.
18:31Qual é, Narizinho?
18:32Você está com medo?
18:33Medo não.
18:34Só não gostei desse.
18:36Para mim você está morrendo de medo do que se rola nesse livro.
18:45Ah, leitura ao ar livre.
18:48Excelente!
18:49O que temos aí?
18:51Fábulas, contos de fadas, aventuras...
18:53Acertou!
18:55Aventuras.
18:56Só que sabe, tem uma pessoa que está morrendo de medo.
19:01Eu, com medo.
19:02Não vai chegar aqui, não.
19:04Conselheiro, lê para a gente.
19:08Com todo o prazer, Narizinho.
19:21Hans Tadden nasceu em Hessen, Alemanha.
19:24Hans era um aventureiro e seu sonho era ir até as Índias.
19:28Foi para a Holanda e de lá para Portugal, para embarcar em uma das caravelas que partiam
19:34dali para as Índias.
19:36Como não conseguiu, acabou embarcando como artilheiro em uma caravela portuguesa para
19:41o Brasil.
19:42Não era um barco de guerra, mas vinha armado com canhões, porque Portugal e França disputavam
19:49as novas guerras.
19:50A caravela foi primeiro para a África e de lá para a colônia portuguesa de Pernambuco.
19:56Meses depois, volta para Portugal.
19:59No ano seguinte, Hans Tadden vem de novo ao Brasil, desta vez em uma frota espanhola.
20:05O navio de Hans sofreu um naufrágio na costa entre São Paulo e o Rio de Janeiro.
20:11No Brasil, ele acabou chegando em São Vicente, uma capitania hereditária portuguesa.
20:17Ali, Hans Tadden viveu um tempo trabalhando em um forte como artilheiro junto com um escravo
20:24índio carijó.
20:25Um dia, o carijó saiu na mata e não voltou, e Hans foi procurá-lo.
20:31Mas onde é que se meteu esse índio?
20:33Índio cara de pau, esse carijó.
20:36Índio!
20:38Ah, muito bonito, né, seu índio carijó?
20:42Muito bonito.
20:42Eu precisando do senhor lá no forte e o senhor aqui caçando no meio do mar, né?
20:46Muito bonito.
20:58Você quer continuar brincando com a gente?
21:00Então entre no nosso site www.globo.com.br
21:09Lá tem jogos de brincadeira, tem muita diversão.
21:11Te vejo lá.
21:13As aventuras de Hans Tadden.
21:17A história de um alemão que ficou preso numa tribo de índios no Brasil.
21:21Avisa para todos que você é a comida que está chegando.
21:24Comida o quê?
21:25Avisar o quê?
21:25Comida?
21:26Comida!
21:27Comida!
21:31Não percam!
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